Jenniffer Haranda Colombo Antunes de Lima
Jenniffer Haranda Colombo Antunes de Lima
Jenniffer Haranda Colombo Antunes de Lima
RESUMO
ABSTRACT
This article is the result of conclusion of Graduate Course of Mental Health and Psychosocial
Care of the Centro Universitário para o Alto Vale do Itajaí - Unidavi. It aims to investigate
scientific works on the topic “Playing as a therapeutic tool for children in mental health.” We
sought to identify what types of games that have been most widely used in the mental health
care to children, and check the main benefits that joke because in the development of children
with mental health problems. The methodological procedure consisted of a literature review
through a survey of scientific production in the last ten years. The results showed that the play
has been presented as an alternative for various treatments with children in the health sector. It
concludes that the play is an essential activity for promoting physical and mental health of the
child, been contributing to their overall development.
Keywords: Toy; therapeutic ; Children; Mental health.
1
Artigo produzido para conclusão do curso de Pós Graduação de Saúde Mental e Atenção Psicossocial do Centro Universitário
para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi).
2
Psicóloga, CRP 12/08393. Discente da Pós Graduação de Saúde Mental e Atenção Psicossocial do Centro Universitário para
o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí- Unidavi. E-mail: haranda.psi@gmail.com
3
Psicóloga, CRP 12/06683. Professora Orientadora. Mestre em Ambiente e Saúde. E-mail: alinebernardi@hotmail.com
2
1 INTRODUÇÃO
mesmo tempo que adotam uma conduta, pois não podem se comportar de qualquer forma, ou
seja adotam o comportamento que supõem seja o adequado como mãe ou bebê dentro da cultura
em que vivem (MARQUES e EBERSOL, 2015).
Além disso, a brincadeira também oportuniza que a criança se distancie daquilo que a
faz sofrer, visto que possibilita que ela explore, reviva e elabore situações que às vezes são
difíceis de enfrentar e compreender. Nesse contexto, (FREUD, 1908; KLEIN, 1932, 1955 apud
MARQUES e EBERSOL, 2015), ressaltam a importância do brincar como sendo uma forma
de expressão da criança, no qual ela elabora seus conflitos e demonstra seus sentimentos,
ansiedades desejos e fantasias.
Outro aspecto relacionado à brincadeira se encontra relacionado à dimensão de criação.
Nesse contexto, Winnicott (1975) ressalta que mais importante do que o objeto utilizado, é a
maneira como este é usado e a relação que é estabelecida com o mesmo, recaindo a ênfase no
significado da experiência para a criança, pois através da brincadeira ela aprende a transformar
e a usar os objetos, ao mesmo tempo em que os investe e os “colore” conforme sua subjetividade
e suas fantasias. Assim, entende-se o porquê muitas vezes um velho brinquedo às vezes
danificado é mais importante para a criança do que um novo brinquedo. São, portanto, os
significados presentes no brinquedo que mantem a atratividade da criança.
Diante disso, evidencia-se que a brincadeira se torna primordial para o desenvolvimento
da criança e assim, é necessário que seja disponibilizado para a mesma o devido espaço e tempo
para que ela brinque contribuindo dessa forma para o seu desenvolvimento saudável. Por outro
lado, é também fundamental que os adultos resgatem sua capacidade de brincar para que
possam se disponibilizar para as crianças como parceiros e incentivadores do ato de brincar
(MARQUES e EBERSOL, 2015).
As atividades de jogos e brincadeiras são meios de promoção in loco de saúde mental,
caracterizando-se não somente “como a consolidação da promoção da saúde, mas também
como a produção de conhecimento que relaciona as temáticas jogo/brincar e saúde mental”
(PACHECO e GARCEZ, 2012, p. 89).
Desse modo, assumindo as relevâncias apresentadas sobre o brincar para a criança, que
o presente estudo procurou responder a seguinte pergunta de pesquisa: Quais as produções
científicas nos últimos dez anos sobre a utilização do brincar como recurso terapêutico para
crianças com problemas de saúde mental?
A pesquisa teve como objetivo investigar produções científicas em relação ao tema do
brincar como recurso terapêutico para crianças com problemas de saúde mental. E
4
2 REVISÃO DA LITERATURA
Esta pesquisa teve como objetivo revisar a partir de autores clássicos e atuais da
Psicanálise, contribuições importantes a respeito do brincar, descrevendo diferentes
modalidades utilizadas neste âmbito terapêutico. Deste modo, serão abordados na revisão
teórica temas referentes ao brincar como forma de intervenção terapêutica, buscando elucidar
o tema da referida pesquisa.
Este mesmo direito foi confirmado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
(1990) que no art. 4º estabelece
5
Vygostsky (1991, p. 106) afirma que “[...] é impossível ignorar que a criança satisfaz
certas necessidades no brinquedo”. Se não entendermos o caráter especial dessas
necessidades, não podemos entender a singularidade como uma forma de atividade.”
Ainda, Vygotsky (1991, p.126) acrescenta em sua teoria que é “[...] no brinquedo que
a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de uma esfera visual externa,
dependendo das motivações e tendências internas, e não dos incentivos fornecidos pelos objetos
externos”. O autor realizando uma distinção entre brincadeira e outras atividades infantis afirma
que na primeira existem as regras e a imaginação, tanto de forma implícita quanto explícita
Para Winnicott (1975, p. 79-80) “é no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança
ou o adulto fruem na sua liberdade de criação” [...] “é no brincar, e somente no brincar, que o
indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente
sendo criativo que o indivíduo descobre o eu (self)”
O ato de brincar, segundo Gomes et al (2006, p. 6) se encontra presente “no ser humano
desde o período fetal, quando algumas atividades como sugar o dedo, chutar, entre outras, coisas
são realizadas.”
Para Levisky (2006) é através da brincadeira que a criança sente, vive e revive as
experiências de sua relação consigo mesma e com o mundo exterior, pois gradativamente
através do ato de brincar cria-se o espaço do imaginário e assim ela pode discriminar e elaborar
as partes do mundo faz-de-conta e o que pertence ao mundo exterior, além de vivenciar em
nível simbólico situações de perigos, medos, ameaças e prazeres que conduzem às gratificações
e realizações de fatos de sua vida real.
Salomon (2002) considera que através do ato de brincar, ocorre um processo de troca,
partilha, confronto e negociação, o que gera momentos de desequilíbrio e equilíbrio,
propiciando novas conquistas individuais ou coletivas. Para Brougére (2001, p. 47) “o
brinquedo é, antes de tudo, o suporte de uma representação”. Nesse sentido ao manipular um
6
brinquedo através do ato de brincar a criança está exercendo ações sobre este, as quais são
denominadas de brincadeiras, além de possuir, de antemão uma imagem a decodificar.
Conforme Conti e Souza (2010, p. 101) o ato de brincar desde o início da vida, permite
com que o bebê gradualmente desenvolva a percepção de um outro significado, que é o
acolhimento das manifestações afetivas e o auxílio “na discriminação entre fantasia e
realidade”. Segundo Cunha (1997, p. 14) “o brinquedo ainda favorece atividades geradoras de
desenvolvimento emocional e social”. E, Kishimoto (1988) ressalta que o brincar além de
ampliar o conhecimento e o psiquismo, desenvolve também a capacidade motora da criança.
Há de se observar conforme descreve Conti e Souza (2010) que a possibilidade de se
diferenciar o lado de realidade da brincadeira não anula do ato de brincar o seu caráter sério,
pois por mais lúdico que possa ser, o brincar para a criança é algo sério, visto que na medida
em que brinca há uma apropriação da situação. “Os contos de fada, para a criança, despertam
nela fascínio e interesse, a ponto de ela se indignar com as atitudes de uma bruxa ou de um
vilão malvado” (CONTI e SOUZA, 2010, p. 102).
O brincar terapêutico tem sido objeto de estudo nas diferentes linhas teóricas da
Psicologia como a Psicanálise, Cognitivo Comportamental e o Humanismo, sendo considerada
como mais uma possibilidade diagnóstica e/ou terapêutica nos atendimentos (CONTI; SOUZA,
2010).
Para Matioli, Falco e Barros (2007) através do brincar é possível se diagnosticar na
criança patologias, bem como identificar doenças e verificar características saudáveis e
dificuldades da criança. Nesse contexto, Santos (2000) ressalta que o brincar pode contribuir
como um valioso instrumento no que concerne à observação e o atendimento do psicanalista,
visto que as vivências das crianças surgem repletas de significados.
Dessa forma, para a compreensão da realidade psíquica e servir como aporte na
resolução de conflitos das crianças submetidas a um processo terapêutico, encontra-se a
importância da utilização do lúdico (PARSONS, 2001).
Em relação à promoção da saúde mental, Cerisara (1998) informa que a brincadeira,
pode ser considerada uma atividade social humana, baseada em um contexto sociocultural, a
partir do qual os sujeitos envolvidos recriam a realidade utilizando sistemas simbólicos
próprios. Assim, as brincadeiras auxiliam no desenvolvimento das habilidades cognitivas,
7
sociais e físicas, além de trabalhar com o lado afetivo, aliviando pressões que o mundo externo
impõe (MORAIS, 2009).
Segundo Ocampo (1987) a observação do brincar permite que o psicólogo entenda
melhor o seu paciente. Corroborando com essa visão, Conti e Souza (2010, p. 100) destaca que
“[...] no processo analítico o brincar está sempre presente na relação entre paciente e analista, e
a fantasia, por sua vez, está sempre presente nas relações interpessoais, podendo ser expressa
como forma de acesso aos conflitos.” Conforme os autores é por meio das inter-relações e as
formas como as partes lidam no “desencadear do processo analítico que se torna possível
conceber a natureza das fantasias e a condição de expressá-las, por meio desse brincar, na
relação interpessoal.”
Conforme Conti e Souza (2010, p. 101), “o ganho que se obtém brincando, seja na
psicoterapia, na psicanálise ou no exame diagnóstico, indica, possivelmente, uma condição
movida pelo princípio do prazer e a capacidade do ego em sustentar a relação entre o desejo e
a sua forma de expressão pré-consciente”.
Portanto, da mesma forma que o “sonhar é um guardião da vida psíquica, a possibilidade
de se brincar com a fantasia e explorar com mais liberdade o mundo interno, sem ter tanto medo
de enlouquecer, é uma forma de se preservar a saúde mental” (CONTI; SOUZA, 2010, p. 101).
Freud (1909) em seu artigo “Análise de uma fobia em um menino de cinco anos” relata
o primeiro tratamento realizado com uma criança, sendo este baseado nas anotações trazidas
pelo pai da mesma. Conforme Franch (2001), neste tratamento o psicanalista buscava o
significado do conteúdo inconsciente e latente da criança que era manifestado através de seu
comportamento e de suas brincadeiras, objetivando reverter os sintomas fóbicos do menino.
Segundo Schmidt e Nunes (2014, p. 19), “Freud acreditava que somente os pais da
criança que poderiam analisá-la de fato. Desta maneira, as suas interpretações e orientações
eram transmitidas ao garoto através do próprio pai.”
Posteriormente, Freud (1920 apud SCHMIDT e NUNES, 2014, p. 19) em “Além do
princípio do prazer”, descreveu uma brincadeira de um de seus netos em que o menino brincava
com um carretel amarrado a um barbante, onde ele fazia com que o carretel desaparecesse de
seu campo visual e que voltasse a aparecer. Para Freud, nesta “brincadeira o menino estava
elaborando simbolicamente a angústia de separação com a mãe.”
Conforme Schmidt e Nunes (2014), em 1927, Anna Freud publica em seu livro “O
tratamento psicanalítico de crianças” questões sobre a possibilidade de analisar crianças.
Segundo a concepção da época, a autora considerava que o brincar consistia em uma atividade
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expressiva, e não representativa, visto que o simbolismo se ligava ao reprimido. Além disso,
considerava que não era capaz de organizar a transferência, pois os pais que eram seus primeiros
objetos de amor ainda permaneceriam como tais na realidade e não na fantasia, sendo as
manifestações hostis em relação ao analista vistas como consequência da ligação positiva com
os pais e não como aspecto da transferência
Segundo Schmidt e Nunes (2014, p. 19), nas décadas de 20 e 30, Melanie Klein (1932)
ao publicar artigos sobre a análise de crianças, promoveu significativas mudanças a esse
respeito. Após realizar várias análises com crianças através do método de associação verbal e
não obtendo resultados exitosos, Klein principiou a análise utilizando-se da inclusão do lúdico.
Isso ocorreu ao tratar de uma paciente de “dois anos e nove meses que apresentava sérios
problemas de ordem neurótica: oscilações intermitentes de humor, incapacidade de suportar
frustrações, choros sem razão, dificuldades alimentares, entre outros.” Observando que a
paciente pouco falava e se limitava mais em brincar com sua boneca, vestindo e despindo-a
obsessivamente, percebeu que a continuidade do tratamento seria através da inserção do lúdico.
Winnicott (1975 apud SCHMIDT e NUNES, 2014, p. 20) em seu livro “O Brincar e a
Realidade” também contribuiu com o método de inserir o brincar no tratamento terapêutico
psicanalítico. Segundo ele através do lúdico as crianças expressam seus sentimentos de raiva,
suas vontades e encontram maneiras de controlar suas angústias e iniciam a experimentação da
realidade do mundo. Conforme o autor, “Ao brincar, a criança reúne objetos ou fenômenos da
realidade externa e os usa a serviço da realidade interna ou pessoal e emite uma capacidade
potencial para sonhar e vive com ela em um macro de fragmentos escolhido da realidade
exterior” O terapeuta infantil, cria para a criança através do brincar um ambiente de confiança
e intimidade, permitindo que ela comunique suas fantasias, anseios e sintomas, o que possibilita
a formação de um “self mais forte”
Em seu trabalho “Por que as crianças brincam?” Winnicott (1942 apud SCHMIDT e
NUNES, 2014, p. 20) além de ter contribuído para os estudos de desenvolvimento dos aspectos
dos objetos transicionais e fenômenos transicionais, apresenta algumas motivações da atividade
lúdica no sentido de “buscar prazer, expressar agressão, controlar ansiedades, estabelecer
contatos sociais, realizar a integração da personalidade, para a comunicação com as pessoas,
entre outros.”
Segundo Franco (2003, p. 47) “O brincar winnicottiano tem uma topologia e uma
temporalidade. O espaço que o brincar ocupa não fica dentro nem tampouco fora da
subjetividade, fica na fronteira”.
9
Conforme Schmidt e Nunes (2014, p. 20), Aberastury em 1992 foi pioneira da análise
infantil na América Latina estruturando seu trabalho nas raízes teóricas e na técnica elaborada
por Melanie Klein. Porém, a autora propôs algumas modificações a partir de sua experiência
clínica. Assim em seu livro “A criança e seus jogos” embora considere que o brinquedo possui
muitas das características dos objetos reais, o mesmo se transforma no instrumento para o
domínio de situações penosas, difíceis e traumáticas. Dessa forma o brinquedo para a criança é
substituível ao mesmo tempo em que permite a repetição de situações prazerosas e dolorosas
que, ela por si mesma, não poderia reproduzir no mundo real.
Franco (2003, p. 48) afirma que “O brincar é universal, saudável e de todo desejável,
inclusive na sessão de análise” visto que ao facilitar a comunicação consigo e com os outros,
propicia “[...] experiências inéditas de desintegração e integração do paciente. A sessão de
psicanálise pode ser pensada como uma manifestação sofisticada e contemporânea da
experiência de brincar.” Nesse sentido o autor ressalta que na sessão a brincadeira necessita
“sustentar uma experiência criativa do paciente, uma experiência que se desenvolve dentro de
certa continuidade do espaço-tempo e que funda uma nova forma de viver como brincar.”
Efron et al (2001, p. 207) consideram que “ao oferecer à criança a possibilidade de
brincar em contexto particular, com um enquadramento dado que inclui espaço, tempo,
explicitação de papeis e finalidade, cria-se um campo que será estruturado, basicamente, em
função das variáveis internas de sua personalidade. ”
Nesse contexto, Aberastury (1982 apud SCHMIDT e NUNES, 2014) considera que
quanto ao local em que se realiza o atendimento à criança, este não necessita ser amplo, mas
adequado o suficiente para possibilitar o livre brincar da criança a fim de que ela possa se
expressar sem restrições e com confiança para revelar seus pensamentos e sentimentos. Além
disso, a autora considera ser importante existir nesse local de atendimento, uma cadeira como
se fosse um divã, a fim de permitir melhor comodidade para que a criança possa conversar, bem
como enfatiza também a necessidade da existência de espaços (armários, gavetas, caixas) a fim
de manter organizado o material de cada paciente de preferência adotando-se para estes espaços
diferenciação de cores, letras, entre outros, que facilite a identificação. Quanto aos materiais
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estes podem se constituir de: família de bonecos, casinha de bonecas mobiliada, fantoches,
carrinhos, aviões, navios, revolveres e espadas (para facilitar o jogo agressivo da criança),
panelinhas, pratos, xícaras, diferentes tipos de lego, soldados, mamadeira, argila, areia, massa
de modelar, tintas, cola, pinceis, cordão, fita adesiva, tesoura sem ponta telefone, papéis para
desenhar, lápis preto e de cor, lápis de cera, borracha, apontador, animais bola, entre outros
No entanto, ainda segundo a teoria de Aberastury (1982 apud SCHMIDT e NUNES,
2014, p. 20), no que se refere aos materiais e brinquedos que constam dos espaços (armário,
gavetas, caixas) destinados às crianças, estes podem se constituir de objetos que “discriminem
diferentes áreas da problemática da criança como, por exemplo, a integração cognitiva, o
funcionamento egóico, sensório-motor, entre outros, investigadas anteriormente por uma
avaliação com os pais e com o próprio paciente”
Efron et al (2001, p. 211) ressaltam que:
É importante que o material seja de boa qualidade para evitar fáceis estragos,
situação que pode criar culpa na criança e fazê-la sentir que o entrevistador
pode ser facilmente destruído por seus impulsos agressivos, os quais ela tem
pouca capacidade para conter e manipular. Deve-se evitar a inclusão de
material perigoso para a integridade física do psicólogo ou da criança (objetos
de vidro, tesouras com ponta, fósforos, etc). O material deve estar em bom
estado, já que, caso contrário, a criança pode ter a sensação de estar em contato
com objetos já usados e gastos.
Zavaschi et al (2005) afirmam que no ambiente de terapia além de que os móveis devem
ser adequados ao tamanho da criança, e que seria oportuno haver uma mesa pequena com
cadeiras, quadro negro e um espelho para que a criança possa se ver de corpo inteiro, deve-se
evitar a utilização de brinquedos muito sofisticados, visto que os mesmos podem seduzir a
criança e inibir o livre curso de suas fantasias. Efron et al (2001, p. 209) acrescentam que “É
conveniente oferecer à criança a possibilidade de brincar com água, se desejar, permitindo-lhe
fácil acesso à mesma.”
Segundo Schmidt e Nunes (2014, p. 20) existem controvérsias entre os autores no que
se refere à apresentação de materiais e brinquedos às crianças durante a sessão de atendimento,
pois enquanto Axline (1972) afirma que resultados melhores são obtidos quando todos os
brinquedos ficam à vista da criança para que esta possa livremente escolhe-los “como seus
meios de expressão, ao invés do terapeuta apresentar algum material pré-selecionado.”,
Zavaschi et al (2005) dizem que alguns terapeutas obtém melhores resultados quando da
utilização de um mínimo de materiais e “com objetos selecionados por eles, para as crianças.”
11
Conforme Schmidt e Nunes (2014) a sessão deve ser considerada como sendo uma
modalidade estruturada, tendo um início, meio e fim, e finalizando a mesma, conforme Logan
(1991) é importante dar aos pais ou responsáveis da criança, para a mesma e se necessário para
a escola, uma devolutiva apontando os aspectos observados.
3 PERCURSO METODOLÓGICO
Para Andrade (2002, p. 117) metodologia refere-se a “quais os caminhos que serão
percorridos para se chegar aos objetivos propostos, qual o plano adotado para o
desenvolvimento”. Segundo Lakatos e Marconi (2001, p. 221) “a especificação da metodologia
12
da pesquisa é a que abrange maior número de itens, pois responde a um só tempo, às questões:
Como? Onde? Quando?”.
Para tanto, este estudo se desenvolveu a partir de pesquisa bibliográfica, constituído de
livros, artigos científicos, legislação e materiais pesquisados em bases de dados cientificas,
disponíveis em meio eletrônico (Internet), com o objetivo de compreender o conhecimento das
relações existentes entre o brincar como um recurso terapêutico para crianças com problemas
de saúde mental.
A pesquisa é de natureza básica, pois objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o
avanço da ciência; a abordagem do problema da pesquisa é qualitativa.
Quanto aos objetivos este estudo trata-se de uma pesquisa exploratória, que conforme
Gil (2002), tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, no intuito de
torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. Na maioria dos casos, essas pesquisas
envolvem “[...] levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências
práticas com o problema pesquisado; e, análise de exemplos que “estimulem a compreensão”
(SELLTIZ et al, 1967, apud Gil, 2002, p. 41).
Concernente ao procedimentos técnicos esta pesquisa assume o levantamento
bibliográfico, o mesmo se realizou buscando nos meios disponíveis como livros, periódicos e
acervo em base de dados de internet teorias que norteassem a consecução desse estudo.
Pesquisa bibliográfica em artigos científicos dos últimos dez anos, ou seja, de 2005 a
2015, sobre o tema referente ao brincar como recurso terapêutico para crianças com problemas
de saúde mental, sendo a pesquisa realizada através dos descritores Brinquedo; Terapêutico;
Crianças; Saúde mental.
A coleta de dados foi realizada a partir da pesquisa e seleção dos artigos científicos
encontrados nas bases de dados do Lilacs – Literatura Latino – Americana e do Caribe em
13
Ciências de Saúde; Scielo Brasil; e uma base de dados científicos eletrônica do Google
Acadêmico. Os artigos escolhidos trazem produção científica que contribuem para verificar as
produções científicas sobre o brincar como recurso terapêutico para crianças com problemas de
saúde mental. As palavras-chave utilizadas para a busca nas bases de dados foram: brinquedo,
terapêutico, crianças e saúde mental. Neste caso, essas palavras poderiam estar em qualquer
campo do registro, tais como título, resumo e palavras-chaves.
Após leitura sistemática dos artigos, a análise dos dados se deu por fichamento dos
artigos, buscando identificar pontos convergentes e divergentes sobre o tema proposto nesta
pesquisa, assim como lacunas que necessitam serem melhores estudadas.
Os artigos selecionados foram:
1. SOUZA, Bianca Lopes de; MITRE, Rosa Maria de Araújo. O brincar na
hospitalização de crianças com paralisia cerebral. Psic.: Teor. e Pesq., Brasília , v.
25, n. 2, p. 195-201, June 2009 . Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
37722009000200007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 24 out. 2015.
2. LEMOS, Silvia Lissiane. MUSSOI. Mariana Balieiro. Os fatores relacionados à
fobia em criança e as contribuições do brincar para o seu tratamento. Mudanças –
Psicologia da Saúde, v. 18, n.1-2, Jan-Dez 2010, p. 20-29.
3. CONCEIÇÃO, Caroline Monteiro et al. Brinquedo terapêutico no preparo da
criança para punção venosa ambulatorial: percepção dos pais e acompanhantes. Esc.
Anna Nery, Rio de Janeiro , v. 15, n. 2, p. 346-363, June 2011 . Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-
81452011000200018&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 24 out. 2015.
4. KRACKER, Carolina Krauter; KOLESNIKOVAS, Isabella Huy; KATO, Regina
Aiko Fukunaga. Oficina de estimulação infantil: Uma pratica de promoção de
saúde coletiva em um equipamento da rede substitutiva de saúde mental.
Revista Psicologia; São Paulo, vol 18, n.1,113-131, 2009.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Temas Frequência
Desenvolvimento infantil 25%
Interação Social 25%
Saúde-doença 25%
Brincar como instrumento terapêutico 25%
Após essa caracterização dos artigos analisados, buscou-se definir pontos convergentes
em relação ao tema pesquisado, conforme segue abaixo.
A criança durante o seu desenvolvimento emocional vivencia vários medos que lhe
geram sensações de angústia e desconforto (LEMOS; MUSSOI, 2010). Nesse sentido
Winnicott (1975 apud LEMOS; MUSSOI, 2010, p. 26) relata que “o brincar é visto como fator
decisivo para o desenvolvimento humano e aponta a existência dos objetos transicionais como
marcantes nesse desenvolvimento e no suporte da angústia da ausência da figura materna.”
15
Também Maia; Ribeiro e Borba (2008 apud CONCEIÇÃO et al, 2011, p. 351) relatando
sobre a prática assistencial à criança, referem a estudos que os pais percebiam a utilização do
brincar terapêutico – BT “em crianças hospitalizadas, com doenças crônicas e na situação de
retirada de pontos de sutura”, como sendo benefícios.” Além disso, em entrevista realizada com
enfermeiros que utilizam o BT “no cuidado da criança, revelou que esses profissionais
percebem como benefícios desta prática o fato de permitir prepará-la para os procedimentos,
promover o bem-estar da mesma, minimizar o medo, acalmá-la e favorecer seu
desenvolvimento e socialização.”
É através do ato de brincar que a criança tem acesso à exploração do meio ambiente,
fator que é relevante no contexto de “aprendizagem, descoberta e reflexão de estilos de vida
saudáveis.” Nesse tipo de relacionamento com os adultos e outras crianças surge o aprendizado
de “lidar com a realidade tal qual está se apresenta a ela, quanto a relacionar-se, aprendendo a
conviver com as semelhanças e as diferenças.” (ANTÃO; PIMENTEL, 2007 apud KRACKER;
KOLESNIKOVAS; KATO, 2009, p. 122).
A leitura dos artigos permitiu identificar que através do brincar são atingidas várias
dimensões no desenvolvimento infantil. Isso converge para a afirmação de Bernardes (2013)
16
que através da brincadeira a criança estimula sua motivação, desenvolve sua criatividade,
revisão conhecimentos adquiridos e fortalece a formação de sua personalidade.
Também Vygotsky (1991) afirma que através da brincadeira é possível detectar e criar
zonas de desenvolvimento proximal e, consequentemente, proporcionar às crianças saltos
qualitativos no desenvolvimento e na aprendizagem.
Com relação à interação social no brincar, verificou-se que os quatro artigos registrados
estudam o brincar nas interações. Nessas pesquisas, 3 criança – equipe (terapeuta, estagiários,
e outros profissionais da área da saúde);1 envolvem díades criança-criança; e 1 criança- família.
Lemos e Mussoi (2010, p. 29) em seu artigo “Os fatores relacionados à fobia em criança
e as contribuições do brincar para o seu tratamento” ressaltam “que é muito importante que a
criança tenha um desenvolvimento emocional saudável, no qual tanto a relação mãe-bebê
quanto pai-bebê atenda às necessidades básicas de cuidados com a mesma.”., pois havendo uma
falha significativa nesse contexto a fobia se instaura na criança no decorrer de seu
desenvolvimento emocional, e uma das formas de tratar isso é através da brincadeira. Souza;
Mitre (2009, p. 200) relatam que a brincadeira como linguagem estabelecida entre o
pesquisador e a criança permitiu que se viabilizasse e potencializasse a comunicação com a
criança hospitalizada com paralisia cerebral. “O brincar foi a linguagem que viabilizou e
potencializou a comunicação com essas crianças, com a equipe e com os próprios
acompanhantes.”
Conceição et al (2011, p. 349) sobre procedimento de punção venosa realizado em
crianças, observaram que o brincar terapêutico tem dupla função benéfica. Em relação às
crianças auxilia em que as mesmas se tornem mais colaborativas demandando menor tempo e
facilidade para a realização do procedimento. E quanto aos pais, estes também reconhecem o
benefício em relação a si mesmos visto que a criança fica mais calma e tranquila durante e após
o procedimento. Os pais observam que esse brincar minimiza o medo da criança antes e na hora
da realização da punção, ao mesmo tempo em que eles próprios “ficam mais calmos ao notarem
que as pessoas brincam com as crianças durante o preparo, proporcionando-lhes atenção e
cuidado. Isso os deixa mais tranquilos, seguros e com confiança no profissional.”
Carvalho et al (2003 apud KRACKER; KOLESNIKOVAS; KATO, 2009, p. 122)
referem que “Através do brincar, as crianças apreendem a cultura dos adultos, passam a fazer
17
parte de grupos e conhecem o mundo ao seu redor.” Ao mesmo tempo, através do brincar ocorre
“o desenvolvimento das competências sociais e interpessoais, ao propiciar oportunidades para
aprender a conviver de forma harmônica, compartilhar com adultos e outras crianças e
solucionar problemas/conflitos pessoais.” (KRACKER; KOLESNIKOVAS; KATO, 2009, p.
122).
A interação social, também apareceu em todos os artigos, sendo ela analisada sob o
enfoque de criança-equipe e criança-pais. Isso vem ao encontro do que considera Block et al,
2001) quando afirmaram que a brincadeira pode auxiliar também a criança na expressão de sua
agressividade, ajudar a ter domínio sobre sua angústia, aumentar as suas experiências, treinar
para situações imediatas e futuras bem como promover o estabelecimento de contatos sociais.
Dohme (1998) sob esse aspecto enfatiza que o fato da criança aprender a brincar encontra-se
vinculado à comunicação com outros sujeitos, bem como com suas próprias emoções, o que
vem a favorecer o desenvolvimento da autoestima e a formação de vínculos com o que a rodeia.
Moyles (2002) relata que a brincadeira pode ser utilizada por diversos agentes, como pais,
profissionais de saúde, educadores, entre outros, pois através da brincadeira ocorre o estímulo
de desenvolvimento e aprendizagem.
Cunha (1997) relata que o desenvolvimento emocional e social da criança é favorecido
através da brincadeira. Conforme Franch (2001) ao se referir à Freud (1909) em seu artigo
“Análise de uma fobia em um menino de cinco anos” constatou que este no tratamento buscava
o significado do conteúdo inconsciente e latente da criança através do comportamento da
criança em suas brincadeiras. O psicanalista buscava através da brincadeira, reverter os
sintomas fóbicos de seu paciente. Também converge com os resultados encontrados nos artigos
os estudos de Winnicott (1942 apud SCHMIDT e NUNES, 2014), onde ele se considera que as
atividades lúdicas apresentam motivações no sentido de busca do prazer, expressão da
agressividade, controle de ansiedade, estabelecimento de contatos sociais além de realizar a
integração da personalidade, para a comunicação com as pessoas.
O Brincar na evolução infantil, segundo Lemos e Mussoi (2010) foi objeto de estudo de
várias teorias, mas foi na psicanálise que este obteve sua maior expressão simbólica. Foi a partir
da constatação de que através da brincadeira a criança expressa seus diversos desejos
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inconscientes e que pode também expressar suas angústias, que os psicanalistas começaram a
se utilizar da brincadeira como uma abordagem psicoterápica em crianças.
Nesse sentido em relação ao estudo realizado com crianças fóbicas, Lemos e Mussoi
(2010, p. 20) constataram que “o brincar no trabalho com crianças fóbicas é bastante eficaz uma
vez que através deste, elas expõem e trabalham seus medos e angústias, abrandando-os.”
Saggese e Maciel (1996 apud SOUZA; MITRE, 2009, p. 196) além de apontarem a
importância do brincar como um instrumento terapêutico, eles “apresentam o potencial de
promoção de saúde do brincar e propõem a oferta de atividades lúdicas, por equipes
interdisciplinares, nas enfermarias pediátricas.” Nesse contexto ato de brincar é percebido como
sendo um importante recurso para redução dos danos que o adoecimento e a hospitalização
causam na criança.
Os resultados do estudo realizado por Souza; Mitre (2009) com crianças hospitalizadas
com paralisia cerebral, revelaram que a partir do brincar foi possível acessar a criatividade
dessas crianças bem como contribuiu no sentido de facilitar o processo de desenvolvimento das
mesmas, fazendo com que elas buscassem sua própria autonomia, subjetividade e saúde.
Já no estudo realizado por Conceição et al (2011, p. 347) evidenciou-se que
através de seu livro “O Brincar e a Realidade” referiu que através do lúdico as crianças
expressam seus sentimentos, desejos além dessa forma, encontrar os meios de controlar suas
angústias e iniciarem a experimentação do mundo real.
Ocampo (1987) corrobora que como método terapêutico, a observação do brincar
permite que o psicólogo entenda melhor o seu paciente.
O aspecto relação da brincadeira com a saúde-doença, também foi abordado nos quatro
artigos.
Lemos e Mussoi (2010, p. 29) consideram que como “o brincar é o universo natural da
criança e também próprio da infância, assim é possível constatar que se trata de um recurso
terapêutico frutífero na psicoterapia das fobias.” Conforme os autores, as crianças revivendo
através da brincadeira as cenas traumáticas bem como o que sofreram passiva e ativamente no
seu dia-a-dia, elas poderão “elaborar seus conflitos, suas vivências emocionais, obtendo como
um dos benefícios a melhora no sintoma apresentado.”
Para Souza e Mitre (2009, p. 196) “a oferta do brincar durante o processo de
hospitalização, como prática sistemática dentro das enfermarias, favorece o processo de
elaboração psíquica da criança.”, além de evitar que surjam outras patologias e ou sintomas
ligados a vivências traumáticas.
Nesse sentido, para Takatori (2003 apud SOUZA; MITRE, 2009, p. 200), “a observação
do brincar livre diminui os riscos de intervenções sem sentido e ineficazes. No brincar, a criança
se revela a partir de suas potencialidades, apontando possibilidades de inserção social,
desenvolvimento e aprendizagem.”
Ainda no contexto do brincar e os processos de saúde, Martins et al (2001 apud
CONCEIÇÃO et al, 2011, p. 347) relatam sobre “um estudo que buscou verificar a
aplicabilidade de um protocolo para o preparo da criança pré-escolar hospitalizada que seria
submetida à punção venosa”. Nesse estudo o brincar terapêutico atuou no sentido de deixar as
crianças mais cooperativas em relação ao procedimento a ser realizado além de terem
demonstrado “ter compreendido a necessidade e a técnica do procedimento”.
Kracker; Kolesnikovas e Kato (2009, p. 121-122) referem que considerando que o
brincar trata-se da “maneira mais simples, natural e disponível forma da criança conviver com
seus pares, consistindo na primeira possibilidade para a criança de estabelecer vínculos
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
os estudos de autores clássicos como Freud, Klein, Winnicott e outros, e ainda nos dias atuais
o brincar terapêutico permite que se lance um olhar integral sobre a criança, favorecendo dessa
maneira não somente o diagnóstico de outras patologias, como também a identificação do
saudável.
A contínua busca do conhecimento sobre o recurso do brincar traz benefícios para se
compreender melhor as necessidades infantis e a importância da brincadeira para o
desenvolvimento.
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