5lei Geral Da Actividade Seguradora
5lei Geral Da Actividade Seguradora
5lei Geral Da Actividade Seguradora
organizado e capaz de garantir a normalização dos fluxos 6. Às sociedades inicialmente autorizadas a explorar
de resseguro e a aplicação dos capitais das seguradoras, o um único ramo, pode ser concedida autorização para
presente diploma, ao definir as bases que permitem uma exploração conjunta de outros ramos.
sã concorrência e um crescimento equilibrado do sector
segurador angolano, constitui um dos passos fundamentais ARTIGO 4.º
para a prossecução dos objectivos mais gerais da política (Exclusividade do objecto social)
macro-económica e social do País.
1. As sociedades de seguros devem ter por objecto
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 88.º social exclusivo o exercício da actividade de seguro
da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional aprova a directo, bem como as resseguradoras e mediadoras, nos
seguinte: termos das respectivas regulamentações.
1. É vedado a qualquer entidade que não se encontre 1. A acção referida no artigo anterior é executada
autorizada para o exercício da actividade seguradora, quer pelo Instituto de Supervisão de Seguros, tutelado pelo
a inclusão na respectiva denominação, quer o simples uso Ministério das Finanças, criado para o efeito.
no exercício da sua actividade, do título ou das palavras
‹‹seguro››, ‹‹seguradora››, ‹‹segurador››, ou outros que 2. O Instituto de Supervisão de Seguros rege-se pelos
sugiram a ideia do exercício da actividade seguradora. princípios da autonomia administrativa e financeira e os
2. As entidades autorizadas a exercer actividade seus objectivos gerais, atribuições e organização constam
seguradora nos termos da presente lei não podem usar na do respectivo estatuto orgânico.
sua denominação, título ou expressões que induzam o
público em erro quanto ao âmbito das operações que estão ARTIGO 12.º
autorizadas a praticar. (Órgão consultivo)
a) qualidade dos serviços a prestar ao público; 2. Da revogação definida pelo Ministro das Finanças
b) idoneidade, honorabilidade e solvência dos accio- cabe recurso ao Conselho de Ministros.
nistas fundadores;
ARTIGO 17.º
c) eficiência de meios técnicos e recursos financeiros
(Caducidade da autorização)
de acordo com o respectivo estudo de viabi-
lidade; 1. A autorização caduca se os requerentes a ela expres-
d) compatibilidade entre as perspectivas de desen- samente renunciarem, bem como se a seguradora não se
volvimento da seguradora e a manutenção de constituir formalmente no prazo de 6 meses a contar da
uma sã concorrência no mercado. data da concessão da autorização.
4. Diploma próprio estabelece as regras e procedimento 1. As seguradoras estão sujeitas a registo especial no
do pedido de autorização para a constituição de uma Instituto de Supervisão de Seguros sem o que não podem
seguradora. iniciar a sua actividade.
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2. Aquando do início da sua actividade devem as As sociedades de seguros e corretagem devem respeitar
seguradoras apresentar ao Instituto de Supervisão de para constituição do capital social, os mínimos estabeleci-
Seguros os seguintes elementos: dos por decreto executivo do Ministro das Finanças, os
quais são inteiramente subscritos no acto da constituição e
a) balanço de abertura; nessa data inteiramente realizados e no caso do montante
exceder os referidos mínimos estabelecidos, as sociedades
b) reajustamentos aos elementos do projecto inicial
devem propor as condições de realização dos mesmos.
por factos significativos entretanto ocorridos.
ARTIGO 24.º
SECÇÃO III (Reserva legal e outras)
Disposições Especiais
d) provisões para incapacidade temporárias do ramo zados no território angolano, salvo quando condições
de acidentes de trabalho; especiais justifique a sua localização fora do País, mediante
e) provisões para sinistros pendentes; autorização prévia do Ministro das Finanças ou fixado em
legislação específica.
f) provisões para desvios de sinistralidade, para os
ramos que vierem a ser definidos regulamen-
2. Os activos que caucionam as provisões técnicas
tarmente.
devem ter a composição e obedecer aos critérios estabe-
ARTIGO 26.º lecidos regulamentarmente e de conformidade com as
(Provisões para riscos em curso) instruções emitidas pelo Instituto de Supervisão de Seguros
para o exercício a que disserem respeito.
As provisões para riscos em curso destinam-se a
garantir, relativamente a cada um dos contratos de seguro ARTIGO 32.º
em vigor, com excepção dos respeitantes aos ramos ‹‹vida›› (Legislação aplicável)
e ‹‹acidentes de trabalho››, a cobertura dos riscos assu-
midos e dos encargos deles resultantes durante o período 1. As seguradoras devem garantir, para além das
compreendido entre o final do exercício e a data do provisões técnicas, os sistemas de solvabilidade nos termos
efectivo vencimento. que vierem a ser regulamentados, como garantia de boa
execução a longo prazo dos contratos de seguros.
ARTIGO 27.º
(Provisões matemáticas)
2. Compete ao Ministro das Finanças sob proposta do
1. A provisão matemática relativa ao ramo ‹‹vida›› Instituto de Supervisão de Seguros, definir os sistemas de
corresponde à diferença entre os valores actuais das constituição e determinação das garantias financeiras
responsabilidades recíprocas da seguradora e das pessoas definidas na Subsecção II, do artigo 25.º ao artigo 32.º, da
que tenham celebrado os contratos de seguro, calculados presente lei.
em conformidade com as bases técnicas aprovadas. ARTIGO 33.º
(Insuficiência de garantias financeiras)
2. A provisão matemática relativa ao ramo de ‹‹aciden-
tes de trabalho›› corresponde ao valor actual das pensões A seguradora que não satisfaça as condições previstas
calculadas em conformidade com as disposições aprovadas. no âmbito do estabelecido no artigo anterior, é considerada
como estando em situação financeira de incumprimento
ARTIGO 28.º sobre a presente matéria.
(Provisões para incapacidades temporárias)
ARTIGO 34.º
As provisões para incapacidades temporárias relativas (Medidas a implementar no caso de insuficiência
ao ramo de ‹‹acidentes de trabalho›› é calculada em confor- de garantias financeiras)
midade com as disposições legais e regulamentares que
vierem a ser aprovadas. Quando se verifique uma situação de desequilíbrio
numa seguradora, que possa afectar o seu regular funciona-
ARTIGO 29.º mento ou perturbar as condições normais do mercado
(Provisões para sinistros pendentes) segurador, cabe ao Instituto de Supervisão de Seguros da
actividade propor ao Ministro das Finanças a tomada de
A provisão para sinistros pendentes corresponde ao
algumas das seguintes medidas:
valor previsível dos encargos com sinistros já verificados
mas ainda não regularizados no final do exercício.
a) suspensão dos órgãos sociais;
ARTIGO 30.º b) nomeação de uma comissão de gestão;
(Provisões para desvios de sinistralidade) c) viabilidade de participação estatal e/ou outros
A provisão para desvios de sinistralidade destina-se a meios.
fazer face à sinistralidade excepcionalmente elevada nos SUBSECÇÃO III
ramos de seguros em que, pela sua natureza, se preveja que Contabilidade
aquela tenha maiores oscilações.
ARTIGO 35.º
(Plano de contas específico e regime contabilístico)
ARTIGO 31.º
(Condições)
1. A actividade seguradora deve ter um plano de contas
1. As provisões técnicas descritas nos artigos anteriores específico a aprovar pelo Conselho de Ministros, o qual
devem ser representadas e caucionadas na sua totalidade deve ser compatibilizado com os princípios gerais da
por activos, móveis ou imóveis, obrigatoriamente locali- política nacional de contabilidade em vigor.
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2. Devem as seguradoras conservar a documentação 5. Nos casos de fusão ou cisão, deve juntar-se ao pedido
referente aos contratos de seguros por períodos mínimos de autorização, os inventários, os balanços, o projecto de
de 5 e 10 anos para os ramos ‹‹não vida›› e ‹‹vida››, contrato, bem como uma cópia da Assembleia Geral que
respectivamente. determina tal procedimento.
2. É vedado a seguradora e ao mediador fazerem Para efeitos da presente lei, todas as agências e segura-
derivar da carteira do mediador outras relações de direitos doras que já tenham operado no mercado angolano, ficam
e obrigações que não aqueles que estejam regulados sujeitas ao cumprimento das disposições de acesso e
legalmente. exercício previstos neste diploma.
ARTIGO 44.º
(Responsabilidade do mediador)
ARTIGO 49.º
(Pedido de autorização)
No exercício da actividade de mediação, os mediadores
são responsáveis pelos actos e omissões que pratiquem, Todos os documentos destinados a instruir o pedido de
sendo as infracções por eles cometidas, punidas com a autorização devem ser devidamente traduzidos em língua
aplicação de sanções, sem prejuízo da responsabilidade portuguesa e legalizados.
civil ou criminal.
ARTIGO 50.º
CAPÍTULO VI (Remissão para o ordenamento jurídico)
Transgressões
Em tudo que não se revele incompatível com o regime
ARTIGO 45.º definido nesta lei, são aplicáveis à actividade seguradora
(Sanções) as disposições constantes do Código Comercial, Código
Civil e demais legislação complementar reguladora da
Sem prejuízo da aplicação de outras sanções previstas
matéria.
na legislação geral, as infracções ao disposto na presente
ARTIGO 51.º
lei, à legislação complementar aplicável à actividade (Revogação da legislação)
seguradora e às determinações de natureza regulamentar
são punidas com as penas previstas em diploma específico Fica revogada toda a legislação que contrarie ou regule
a aprovar pelo Conselho de Ministros. o disposto neste diploma.
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poupança dos indivíduos, famílias e pessoas II. Seguros de bens e património que se subdividem em:
colectivas, realizam avultadas aplicações
financeiras de forma sistemática, obedecendo, 1. Seguros de coisas e bens, determinados em
por razões técnicas, a políticas previamente função da qualidade do objecto ou em função do tipo
definidas e determinadas por legislação de risco.
específica de execução obrigatória, contri-
2. Seguros de perdas pecuniárias.
buindo, assim, decisivamente para o desenvol-
vimento económico-social do País em geral e
do mercado de capitais em particular; III. Seguros de responsabilidade civil:
r) Mediação de seguros: Actividade intermediária
1. Responsabilidade Civil Geral.
remunerada tendente a realização, a assistência
2. Responsabilidade Civil Específica.
ou a realização e assistência de contratos de
seguro, através da apreciação dos riscos em
IV. Seguros de combinações entre os diversos tipos
causa, entre pessoas singulares ou colectivas e
(I+II+III):
as empresas de seguros;
s) Não-residentes: De acordo com o conceito e Os três (3) primeiros grandes grupos de seguros,
definição da legislação geral do País; desdobram-se em:
t) Prémio de seguro: Valor previamente pago pelo I. Seguros concernentes a pessoas:
tomador de seguro, mediante o qual, uma parte,
a empresa de seguros se compromete, na even- 1. Seguros de vida:
tualidade de ocorrer um evento aleatório, a
fornecer a outra parte contratante, uma a) em caso de vida:
prestação em dinheiro ou serviço;
reforma;
u) Representação das provisões técnicas: Acto de capitalização.
registo contabilístico que vincula os valores das
provisões técnicas aos respectivos activos b) em caso de morte;
móveis e imóveis onde aplicados e afectos em c) outros;
concreto; d) combinação dos riscos precedentes (a+b+c).
v) Ressegurador: Empresa especializada em resse-
guro que cobre parte dos riscos de uma empresa 2. Seguros de casamento, nascimento e suas combina-
de seguros através de contratos e/ou tratados ções.
de resseguro;
3. Seguros contra danos corporais:
w) Resseguro: Operação pela qual uma empresa de
seguros faz, por sua vez, segurar parte dos a) em caso de acidente:
riscos que assume. As empresas de seguros acidentes de trabalho;
fazem operações de resseguro, por razões acidentes pessoais;
técnico-económicas, sem que sejam conside- prestações convencionadas;
radas resseguradoras; prestações indemnizatórias;
combinação de ambas;
x) Tomador de seguro: Pessoa singular ou colectiva
pessoas transportadas.
que, por sua conta ou por conta de uma ou
várias pessoas, celebra o contrato de seguro
b) em caso de doença:
com a empresa de seguros, sendo responsável
pelo pagamento do prémio. prestações convencionadas;
prestações indemnizatórias;
combinação de ambas.
ANEXO II
c) viagens;
Nomenclatura dos Ramos e Seguros em Angola d) combinação dos riscos precedentes (a+b+c).
ARTIGO 4.º
ARTIGO 1.º
(Emolumentos)
(Definição)
1. Os delegados ou representantes das instituições O Ministro da Justiça criará uma Comissão Instaladora,
públicas junto do ‹‹Guichet Único da Empresa›› gozam, a quem competirá no prazo de 15 dias arrolar as neces-
em matéria de constituição, alteração e extinção de
sidades em recursos humanos, financeiros e materiais
empresas, dos poderes legais necessários para o exercício
para o funcionamento do ‹‹Guichet Único da Empresa››.
da plenitude das competências do serviço ou serviços
que representam.
ARTIGO 13.º
2. Regularmente e através dos mecanismos que se (Dúvidas e omissões)
afigurarem mais apropriados, devem os titulares dos
órgãos delegantes proceder à suspensão e ao controlo As dúvidas e omissões suscitadas na interpretação
dos actos praticados pelos respectivos delegados. e aplicação do presente diploma serão resolvidas por
despacho do Ministro da Justiça.
ARTIGO 8.º
(Eficácia dos actos) ARTIGO 14.º
(Entrada em vigor)
Os actos praticados pelo ‹‹Guichet Único da Empresa››
produzem todos os efeitos determinados por lei para o tipo O presente diploma entra em vigor na data da sua
a que se ajusta, como se tivessem sido praticados directa-
publicação.
mente pelos serviços públicos competentes.
ARTIGO 10.º
(Intermediação dos contactos)
1. Nos casos em que não disponha, por si próprio ou MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
através dos delegados dos serviços nele representados, de
poderes para resolução da pretensão dos operadores Decreto executivo n.º 5/00
económicos, o ‹‹Guichet Único da Empresa›› funcionará de 3 de Fevereiro
como agência de execução por conta dos particulares.
2. Nos termos do número anterior, o ‹‹Guichet Único›› Considerando o estabelecido no artigo 9.º do Decreto
responsabilizar-se-á pela obtenção das necessárias n.º 20/90, de 28 de Setembro.
aprovação ou autorização administrativas, junto dos
serviços competentes. Nos termos das disposições combinadas da alínea c) do
artigo 112.º e do n.º 3 do artigo 114.º, ambos da Lei
ARTIGO 11.º Constitucional, determino:
(Provimento e estatuto do coordenador)
O coordenador do ‹‹Guichet Único da Empresa›› é um 1.º — São actualizados os preços de venda ao público
Notário, nomeado em comissão ordinária de serviço pelo dos produtos derivados do petróleo, integrados no regime
Ministro da Justiça. de preços fixados, conforme tabela que segue:
2.º — São revogadas todas as disposições contrárias ao No uso da faculdade que me é conferida pelo n.º 1 do
presente decreto executivo. artigo 11.º do Estatuto do Fundo de Desenvolvimento
Económico e Social e pelo n.º 3 do artigo 114.º da Lei
3.º — Este decreto executivo entra imediatamente
Constitucional, determino:
em vigor.
Brito Júnior — representante do Governo da Provín- 4.º — Este despacho entrará em vigor na data da sua
cia do Cuanza-Sul. publicação.
Henriques Mendes Teixeira — representante do
Publique-se.
Governo da Província do Huambo.
Domingos Bulola — representante do Governo da Luanda, aos 31 de Janeiro de 2000.
Província da Huíla.
O Ministro, Joaquim Duarte da Costa David.
Mateus Manuel Lumbo — representante do Governo
da Província do Namibe.
2. O presente despacho entrará em vigor na data da sua MINISTÉRIO DAS PESCAS E AMBIENTE
publicação.
Despacho n.º 41/00
de 3 de Fevereiro
Publique-se.
Havendo necessidade de se continuar a assegurar a
Luanda, aos 3 de Fevereiro de 2000. gestão e administração do património destinado ao finan-
ciamento do sector pesqueiro;
O Ministro, Joaquim Duarte da Costa David.
No uso da faculdade que me é conferida pelo artigo 28.º
do regulamento aprovado pelo Decreto n.º 45-D/92,
conjugado com o n.º 3 do artigo 114.º da Lei Constitu-
Despacho n.º 40/00 cional, determino:
de 3 de Fevereiro
a) Mário Alberto Soares Monteiro, representante do Art. 3.º — É atribuída ao FADEPA (Fundo de Apoio
Ministério da Indústria — Presidente; ao Desenvolvimento da Indústria Pesqueira) a competência
para gerir e administrar o património referido nos artigos
b) Rui Vasco Teles Carreira, representante do Minis-
anteriores, incluindo a celebração de contratos de arrenda-
tério das Finanças — Vice-Presidente;
mento e a cobrança das respectivas rendas.
c) Nazaré Diogo Sebastião Jorge da Silva, represen-
tante do Governo da Província do Bengo. Art. 4.º — Este despacho entra imediatamente em vigor.