Processo de Gestao de Tratamento de Efluetes
Processo de Gestao de Tratamento de Efluetes
Processo de Gestao de Tratamento de Efluetes
1. Introdução..............................................................................................................................1
1.1. Problematização..................................................................................................................2
1.2. Justificativa.........................................................................................................................2
1.3. Objetivos.............................................................................................................................2
1.4. Metodologia........................................................................................................................3
2. Contextualização....................................................................................................................4
2.2. Efluentes..............................................................................................................................4
3. Conclusão.............................................................................................................................12
4. Referencias Bibliograficas...................................................................................................13
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1. Introdução
A poluição ambiental ocasionada pelo esgoto não tratado dos resíduos domésticos e não
domésticos, resulta e grandes consequências negativas ao meio ambiente como, por exemplo,
contaminação de aquíferos e cursos d’água, comprometendo a biodiversidade aquática,
abastecimento de água potável para a população, balneabilidade e irrigação, além de provocar
doenças como diarreia e cólera.
Referente aos resíduos sólidos, a geração dos mesmos é a face mais evidente das questões
ambientais e normalmente é o portal de acesso para abordagens sustentáveis mais sistêmicas
(SELBACH et al., 2014). O Ministério do Meio Ambiente afirma que as implicações da
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gestão inadequada dos resíduos sólidos no meio ambiente são refletidas na degradação do
solo, comprometimento de mananciais, poluição do ar e na saúde pública (BRASIL, 2000). A
educação ambiental é essencial no processo de gerenciamento de resíduos (ROCHA et al.,
2012).
1.1. Problematização
A falta de uma rede de coleta de esgoto e sua disposição inadequada juntamente com a
utilização de fossas negras acarreta na contaminação do lençol freático e das águas
superficiais, fazendo com que haja um aumento nas doenças infecto parasitárias, sendo
transmitidas através do contato direto das pessoas com as águas contaminadas/poluídas.
1.2. Justificativa
Os grandes desafios que se têm colocado em Moçambique em termos de gestão dos recursos
hídricos resultam da falta de educação das comunidades sobre a importância dos sistemas de
saneamento e da ausência do ordenamento territorial que salvaguarde as comunidades mais
vulneráveis da cidade. A ausência de gestão dos resíduos sólidos e saneamento estão
relacionados, por um lado, com falta da disponibilidade financeira do Estado e por outro com
a falta de recursos no caso das famílias mais carenciadas.
O aumento crescente do consumo da energia, da água, dos recursos não renováveis e outros
recursos naturais, conduzem a desafios adicionais tendo em atenção a limitada capacidade em
termos de recursos humanos qualificados e a disponibilidade financeira do país.
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1.3. Objetivos
1.4. Metodologia
De forma semelhante, Gil (1999) considera que a pesquisa exploratória tem como objetivo
principal desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, tendo em vista a formulação
de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. Segundo o
autor, estes tipos de pesquisas são os que apresentam menor rigidez no planejamento, pois são
planejadas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de
determinado fato.
A pesquisa bibliográfica, considerada uma fonte de coleta de dados secundária, pode ser
definida como: contribuições culturais ou científicas realizadas no passado sobre um
determinado assunto, tema ou problema que possa ser estudado (LAKATOS & MARCONI,
2001; CERVO & BERVIAN, 2002).
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“[...] abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema estudado, desde
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, materiais
cartográficos, etc. [...] e sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o
que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto [...]”.
Em suma, todo trabalho científico, toda pesquisa, deve ter o apoio e o embasamento na
pesquisa bibliográfica, para que não se desperdice tempo com um problema que já foi
solucionado e possa chegar a conclusões inovadoras (LAKATOS & MARCONI 2001).
Segundo Vergara (2000), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já
elaborado, constituído, principalmente, de livros e artigos científicos e é importante para o
levantamento de informações básicas sobre os aspectos direta e indiretamente ligados à nossa
temática. A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de fornecer ao
investigador um instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também
pode esgotar-se em si mesma.
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2. Contextualização
2.2. Efluentes
Quanto a sua classificação Hoag, (2008, p.25) indica que as águas residuárias podem ser de
três tipos:
Rejeições de origem doméstica (as águas que provêm das cozinhas, as rejeições que
resultam das atividades de lavanderia e para higiene dos pacientes e funcionários);
Rejeições industriais (as águas que provêm das garagens e locais de manutenção, que
contêm geralmente um volume importante de óleos e de detergentes);
Efluentes gerados pelas atividades hospitalares, de análise e de investigação, que são
muito específicas aos hospitais. Estas rejeições podem conter produtos químicos e
radioativos, líquidos biológicos, excreções contagiosas de resíduos de medicamentos
eliminados nos excrementos dos pacientes.
A geração de efluentes deve ser controlada, porém se a mesma não pode ser evitada, tem-se
que proporcionar um tratamento adequado dos mesmos. Há diversos tipos de efluentes, os
quais são gerados nos mais diversos tipos de indústrias. O conhecimento da natureza do
efluente é essencial tanto para o projeto e análise de instalações de tratamento como para a
tomada de decisão em relação a uma fonte considerada poluidora. Os principais parâmetros
físico-químicos e/ou biológicos normalmente analisados conforme as características da fonte
são: sólidos totais, fixos, voláteis, em suspensão, dissolvidos e sedimentáveis; temperatura;
cor; odor; turbidez; demanda bioquímica de oxigênio (DBO); demanda química de oxigênio
(DQO); carbono orgânico total (COT); PH; oxigênio dissolvido (OD); metais pesados –
chumbo, cromo, cádmio, zinco, ferro, mercúrio, etc; gás sulfídrico; metano; nitrogênio;
fósforo; óleos e graxas (O & G); cloretos; sulfatos; compostos tóxicos (cianetos e cromatos);
fenóis; agentes tenso activos ABS, LAS; micro-organismos coliformes fecais e totais, em
geral; vazão do efluente. Normalmente um subconjunto destes parâmetros é utilizado para
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Efluentes domésticos ou esgoto sanitário são os resíduos líquidos provenientes das diversas
modalidades do uso da agua em qualquer edificação residencial ou industrial que tenha
banheiro, cozinha e lavandaria (residencial). Os efluentes domésticos são compostos em
grande de agua e junto a ela mistura-se materiais sólidos suspensos ou sólidos dissolvidos,
matéria orgânica, gordura e organismo patogênicos como bactérias, vírus parasitas e
protozoários, como também nutrientes como o nitrogênio e o fosforo.
Com relação aos tratamentos de efluentes, os mesmos podem ser: tratamento primário,
secundário e terciário. No tratamento primário separa-se a água dos materiais poluentes a
partir da sedimentação nos equipamentos, através de ação física. Pode, em alguns casos, ser
ajudado pela adição de agentes químicos que através de coagulantes e floculantes possibilitam
a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente
decantáveis.
Richter & Netto (2005), cometam que a agua possui características físicas, químicas e
bacteriológicas, determinadas por uma serie de parâmetros. Antes de analisar e identificar os
parâmetros, e preciso saber para qual fim será utilizado esta agua.
Ao se realizar a analise da agua é preciso associar aos requisitos mínimos exigidos para cada
tipo de aplicação. Os Padrões de qualidades devem ser embasados em suporte legal, através
de legislação que definem os requisitos para o uso desta água (Telles & Costa, 2007).
A temperatura possui uma grande influencia sobre outras propriedades. por ser uma medida
de intensidade de calor, acelera reações químicas, reduz a solubilidade de gases e ainda
acentua a sensação de saber e odor (Richer & Neto 2005).
A cidade é caraterizada por ter uma geografia plana com uma altitude muito baixa, onde na
zona sul da cidade (com uma altitude média de 5 metros), desenvolveu-se a maior parte das
infra-estruturas e habitações urbanas e na zona norte da Cidade (zona periurbana) a altitude
média é de cerca de 10 metros acima do nível do mar (MAE, 2008). Devido à característica
morfológica da Cidade, sempre que ocorrem precipitações ou durante o período da maré alta,
o escoamento superficial torna-se deficiente devido ao baixo declive do terreno, o que faz
com que grande parte da cidade fique inundada nestes períodos do ano. Na época chuvosa a
água não tem como escorrer para o mar devido à geografia plana da cidade; o sistema de
drenagem é composto de estações elevatórias, que bombeiam as águas pluviais de forma a
reduzir a possibilidade de ocorrência de inundações.
A hidrogeologia da cidade é caracterizada por ter uma cobertura aluvionar arenosa, que pode
conter água subterrânea a pequena profundidade; ao longo dos vales principais e na faixa
costeira existem numerosos lagos e lagoas temporárias que ocupam leitos argilosos locais, o
que revela que o lençol freático encontra-se muito próximo da superfície do terreno. Porém os
furos (poços) que servem a população em água potável têm condições da recarga naturais
pouco favoráveis e a sua produtividade é muito limitada, mesmo quando o nível hidrostático é
superficial (-3 m a -5 m) (AIAS, MAE e MPD, 2013).
A maior parte da cidade encontra-se menos de 10 metros acima do nível médio do mar. A
natureza plana do terreno implica que a maior parte da cidade fique inundada durante os
períodos chuvosos. Este problema de inundações é mais acentuado nas zonas de ocupação
desordenada, que geralmente coincide com as zonas mais baixas da cidade.
O sistema de saneamento na cidade é típico de uma cidade plana, no que diz respeito á
drenagem pluvial; foram as obras de enxugo que tornaram possível a formação da cidade. A
cidade no seu todo é uma região totalmente plana, portanto para o funcionamento do sistema
foi necessário construir postos de bombagem, embora haja cotas dos solos que conjugadas
com as marés tornaram possível à construção de um sistema de canais desaguadores dotados
de comportas, que permitem a drenagem sem recorrer a bombagem. No que diz respeito ao
sistema de drenagem de águas residuais, já não foi possível evitar as bombagens e elas
existem em número apreciável, exatamente 11 postos de bombagem. Encontramse ainda em
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construção 3 novos postos de bombagem (posto 12, posto 13, é o posto do bairro dos
Caminhos de Ferro, e o posto 14 na zona oeste de Macurungo.
Quanto à drenagem das águas pluviais, a zona urbana ou estruturada da cidade (de que fazem
parte, os Bairros dos Pioneiros, do Esturro, da Mananga, de Matacuane, de Chaimite, Ponta-
Gêa, Chipangara, Macurungo e Macuti), é a única que é servida por uma rede de drenagem
clássica de colectores enterrados, totalizando cerca de 57 km de coletores inteirados, com
saídas ou pontos de descarga independentes para o Oceano Indico através do Estuário de
Púngué.
Com relação aos tratamentos de efluentes, os mesmos podem ser: tratamento primário,
secundário e terciário. No tratamento primário separa-se a água dos materiais poluentes a
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partir da sedimentação nos equipamentos, através de ação física. Pode, em alguns casos, ser
ajudado pela adição de agentes químicos que através de coagulantes e floculantes possibilitam
a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente
decantáveis. Após o tratamento primário, a matéria poluente que permanece na água é de
reduzidas dimensões, normalmente constituída por coloides, devido à digestão do lodo, não
sendo por isso passível de ser removida por processo exclusivamente físicos químicos
(SILVA, 2004).
Porém, para que seja possível a realização da reciclagem, o solo deve ser estudado (por meio
da identificação de características como cor, granulometria, acidez, composição e capacidade
de troca de íons) a fim de evitarem-se erosões, por exemplo. Sabe-se que a erosão é um
processo de deslocamento de terra ou de rochas de uma superfície. A erosão pode ocorrer por
ação de fenômenos da natureza (vento, chuva, mudanças de temperatura) ou ação do ser
humano.
É dos sistemas de tratamento mais utilizados nos países em via de desenvolvimento, por ser
uma das técnicas que exige menos custos de investimento e manutenção. Esta técnica baseia-
se na simbiose de algas e bactérias que têm a capacidade de estabilizar a matéria orgânica.
Na presença da energia solar, as algas produzem oxigénio que vai permitir às bactérias
efectuarem à degradação da matéria orgânica existente no meio, em condições aeróbias
(Sperling, 2002).
O tratamento no solo consiste no tratamento das águas residuais pelo próprio solo, ou por
plantas através dos processos físicos, químicos e biológicos. Comparando com as outras
técnicas de tratamento convencionais, esta depende muito mais das características locais
(clima, geologia, topografia, físico-químicas, hidráulicas do solo e qualitativas e quantitativas
das águas superficiais e aquíferos subjacentes) e da área onde se pretende realizar o
tratamento (Matos, 1985a). Os sistemas de tratamento são, usualmente, implantados a jusante
das instalações de pré-tratamento, incluindo especialmente uma extracção por gradagem dos
objectos volumosos ou resíduos que viajam com as águas residuais. De seguida descrevem-se
os três tipos de sistemas mais aplicados neste tipo de tratamento. Sistema de infiltração lenta
no solo. Consiste na aplicação das águas residuais na superfície do solo com vegetação; à
medida que circula na matriz do solo e através das raízes das plantas, vai adquirindo
tratamento significativo.
A poluição dos recursos hídricos pelo lançamento de esgoto domestica pode impactar os
indicadores de agravo ao bem estar humano, aumentando a demanda por serviços de saúde e
absentismo da forca de trabalho, os custos dos sistemas de tratamento de aguas para o
abastecimento com fins residenciais e industriais, e ainda conforme o grau de poluição
inviabiliza o uso para fins de agricultura e processos industriais, com reflexos negativos para
o desenvolvimento da região (Philippi Jr, 2005).
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Com o lançamento do esgoto ou efluente doméstico não tratado nos rios, há um aumento da
matéria orgânica na água, o que faz com que o equilíbrio local seja afetado, ocorrendo o
aumento de determinados microrganismos e a dificuldade de desenvolvimento de outros.
Esse processo, conhecido como eutrofização, pode levar ao surgimento de microalgas e ao
sufocamento de peixes e outras espécies, além da transmissão de doenças presentes nas fezes
humanas para outros consumidores da água. Sem citar o fato de que o esgoto doméstico pode
estar contaminado com substâncias tóxicas não orgânicas.
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3. Conclusão
O aumento da densidade populacional, sobretudo nas zonas urbanas e periurbanas dos países
em desenvolvimento, tem contribuído significativamente para a degradação acentuada da
qualidade das águas. A distribuição desigual dos recursos hídricos e o aumento da escassez de
água, ao nível global, são também o reflexo de alterações climáticas.
Portanto, os sistemas de tratamento ecológico mostraram-se bastantes eficientes e viáveis para
locais que não dispõem de redes coletoras de esgoto. Eles têm baixo custo em sua construção,
e são de fácil manutenção, diminuindo a poluição difusa originada por esgotos domésticos e
consequentemente contribuindo com a melhoria da qualidade da água do rio, auxiliando na
redução de doenças ocasionadas por falta de saneamento, na produção de alimentos e no
reaproveitamento de entulhos e pneus que são materiais de difícil decomposição e seriam
descartados de forma inadequada no meio ambiente, sendo desta forma é uma tecnologia de
baixo impacto e fácil disseminação.
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4. Referencias Bibliograficas
Borges, A & Souza, L.(2004. 279 p). O cultivo da bananeira. Cruz das Almas: Embrapa.
Von S. M. (1996). Introdução à qualidade das águas e o tratamento de esgotos. 2ª ed. Belo
Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental; Universidade Federal de
Minas Gerais.