Resumo História Da Moda Pré-História Ao Século XVIII

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Resumo de História da Moda - Pré-História ao Século XVIII

Resumo feito por uma estudante de moda. As informações foram tiradas de vários livros, artigos,
conteúdo de aula e vídeos. Entre os materiais usados estão os livros História do Vestuário de Carl
Köhler, História do Vestuário no Ocidente de François Boucher (e talvez História da Moda: uma
narrativa de João Braga, não me recordo se o conteúdo do livro foi usado aqui).

* Indumentária existe desde a Pré-História.

* Moda como conceito existe desde a Renascença (diferenciador de classes)

* Moda como força e indústria existe desde o séc XIX com a Revolução Industrial

Pré-História
- Surgimento da indumentária

- As roupas surgiram por necessidade, uma forma de se proteger contra a natureza, seja por
clima, ataques ou eventuais conflitos naturais. Naturalmente, o ser humano estava em
desvantagem.

- As primeiras roupas foram feitas com pele de animais. Nesse momento não sabiam
costurar mangas nem dar forma do corpo para as peças, portanto seus cortes eram retos,
limitando os movimentos (colocavam a pele sobre os ombros). As peles também ficavam
muito duras quando secavam. *Ambiente frio.

- Invenção da agulha de mão: marfim de mamute, osso de rena e presas de leão-marinho.


Seu uso foi possível graças ao curtimento das peles, só assim era possível costurá-las e
amoldá-las ao corpo. * Ambiente frio, “esquimós”.

- Em ambientes de clima tropical, as primeiras roupas foram feitas de fibras animais e


vegetais. O feltro é um exemplo; produzido na Ásia Central (processo pág 11 James Laver).

- Calçados feitos com peles de animais.

- Agulhas feitas de ossos

Idade Antiga

Egito:

Roupas drapeadas
Principal tecido: linho (fresco e leve) Lã e peles são impuras, proibidas em
templos e nos sacerdotes.

Operários, classes baixas e escravos dos palácios andavam praticamente nus.

Uso de roupas 🡪 distinção de classe

Poucas mudanças ao longo dos séculos, mesmo com as transformações políticas;

-Veste feminina sem data: bata composta por corpete justo e modelado, mangas compridas
e justas (cavas fechadas por cordas) e saia ampla e plissada na horizontal (--).

Antigo Império (antes de 1500 a.C.):

- Schenti: masculino; traje característico; espécie de saia/kilt até as coxas preso por
um cinto na cintura. Era pregueado, engomado e bordado. O tronco geralmente era nu, mas
podiam cobrir com tecidos leves e transparentes.

Novo Império (1500 a.C. – 332 a.C.):

- Kalasiris: faraós usavam essa túnica longa, franjada na bainha e semitransparente;


permitia que vissem o schenti por baixo. Feita por pedaço de pano retangular e preso aos
ombros por alças.

- Kalasiris feminina: comprida e embaixo dos seios, não cobria o peito. Fixada
nos ombros por alças.

Nas esculturas, as roupas egípcias fem são muito justas; acredita-se q foram feitas
assim pelo “padrão” de arte deles e que, na verdade, as roupas eram mais amplas.

Cabelos:

- Homens e mulheres raspavam o cabelo por higiene. Os cabelos eram usados para fazer
perucas, também eram feitas com fibras de linho ou de palmeira.

- Homens e princesas raspavam. Mulheres mais velhas não, frisavam e ondulavam os


cabelos.

Acessórios:

- Não usam chapéus.

- Pschent: coroa dupla do faraó, representa o Alto e Baixo Egito (Norte e Sul) e que o rei é
protegido pelos deuses do sul e do norte.

- Apenas a família real e nobres usam jóias (como prata, ouro, lápis-lazúli, turquesa, jaspe
vermelho e outros).

- As jóias eram obtidas através do comércio com outros povos, pois o deserto não
produz naturalmente tais pedras.
- Demais cidadãos usavam no máximo amuletos no pulso, como o escaravelho (inseto
holográfico que parece besouro).

- Usekh: colar largo feito de miçangas coloridas, podiam formar imagens. Homens e
mulheres da elite. Considerado jóia.

- Maquiagem olhos: homens, mulheres e crianças pintavam os olhos. Inicialmente para


proteger de doenças oculares, com o tempo virou beleza. A tinta era feita com pó de galena
(preta) ou crisocola (verde) e continha chumbo.

- Sapatos: artigo de luxo, igual para os 2 sexos. Usado com moderação, não no dia a dia.
Sandálias de couro trançada ou papiro, as do faraó continham ouro.

Grécia:

Inicialmente, as roupas não possuíam forma, eram retângulos de tecido de vários


tamanhos drapeados sobre (em cima) o corpo sem cortes e costuras.

- Nudez não era vergonhosa.

Quítons:

- Quíton (VII ao I a.C.): homens e mulheres usavam; dos homens até os joelhos (raramente
até o chão), mulheres até tornozelos. Peça presa por fíbulas/broches e usado com
cordão/cinto na cintura. Túnica.

- Quíton dório: feito de lã.

- Quíton jônio: linho. Esse é um tecido mais flexível, permitindo mais dobras e, quando
maior que a distância entre os ombros e pés, possibilitava ser puxado e formar uma blusa.

- Cores: não eram brancas!! Coloridos e estampados (vermelho, amarelo, roxo, verde),
menos para pobres (até tingiam de marrom avermelhado). Podiam ser bordados.

- Clâmide: capa curta usada por cima do quíton, mas era normal vestir apenas ela; usada por
jovens e cavaleiros.

A clâmide é uma capa passa por cima de um ombro e é presa por cima do outro por
fíbula. Também não é estilo chapeuzinho, é como se jogassem um tecido em cima de você,
mas com buraco pra cabeça e aberto numa lateral (tipo o peplo que fiz). Chegava até as
panturrilhas nas imagens.

- Himation: capa curta (2,40m por 1,8m) usada no frio. Não capa como chapeuzinho
vermelho, é no estilo xale longo não necessariamente cobrindo todo o tronco; era bem
comprido, chegando até o chão. Se olhar rápido parece uma túnica, mas não é. Feito de lã

- Peplo: veste fem formada por um retângulo de tecido. Parte do tecido era dobrada na parte
de cima formando uma segunda camada solta de tecido no tronco; preso na cintura por cinto
e nos ombros por fíbulas. Podia ser Aberto (uma das laterais do corpo fica exposta) ou
Fechado (sem parte exposta).

Cabelo: todo mundo usava comprido até a vitória grega sobre os persas. Depois,
cabelos longos foram considerados adequados apenas para meninos e mulheres.

Mulheres: primeira metade séc V a.C., amarravam cabelo com fita. Tornou-se normal
e passaram a prender os cabelos na nuca com um “chinó”. Depois passaram a amarrar com
fitas formando um cone jogado pra trás.

- Ricas usavam tiaras de ouro e pedras preciosas.

- Após conquista romana, os cabelos tornaram-se mais elaborados: frisados e cacheados,


além do cabelo artificial.

Chapéus: utilizados para viagens; ficavam mais nos ombros do que na cabeça; feitos
de feltro com abas largas (ex: petasos).

- Após conquista macedônia, mulheres usaram chapéus pequenos cônicos, parecidos com
aqueles chineses, mas menores.

Barbas até séc V a.C.

- Jovens homens raspavam todos os pelos do rosto. Deuses mais jovens (Apolo e Mercúrio)
são retratados barbeados, enquanto que os mais velhos (ex Júpiter e Vulcano) não.

Sapatos: usavam sapatos, mas não dentro de casa. Pobres andavam sempre
descalços.

- Ricos usavam sandálias. As das cortesãs (amantes do rei, prostitutas) eram folheadas a
ouro com solas que deixavam a frase “siga-me” nas pegadas. Sandálias presas aos pés e
tornozelos por tiras.

Roma:

Togas: diretamente dos etruscos, foi o que os romanos “mantiveram”. Sua versão era
diferente, mais volumosa. Peça característica dos romanos, proibida para escravos etc.

- Traje das classes superiores, como senadores (toga branca).

- Meninos nascidos livres até atingirem a puberdade: Toga Praetexta, branca com borda
púrpura/roxa;

- Após puberdade, Toga Virilis (branca).

- Toga Pulla: toga de cor escura para o luto ou protesto.

- +ou- 100 d.C. a toga começou a diminuir, virando primeiro um pallium (expécie de
xale) e depois a stola/estola (tira de tecido).
Início da República: homens vestiam saiote simples de linho;

Império: saiote substituído por túnica costurada equivalente ao quíton grego. Usada
embaixo da toga pelas classes superiores. Vestidas sob (embaixo) a toga por classes
superiores, demais cidadãos usavam apenas a túnica.

Túnicas:

- Túnica Dalmática: túnica estilo quíton com mangas até os cotovelos. Virou uma vestimenta
da Igreja Cristã.

- Túnica Palmata: bordada.

- Túnicas Subacula e Exteriodum: usadas em conjunto, sendo a primeira por baixo (íntima) e
a segunda por cima.

- Caracalla: túnica exteriodum longa, chegando aos tornozelos.

Lacerna: veste comum, pelerine com capuz.

Paenula: veste comum, poncho com capuz.

Calções e calças introduzidos por influência de povos bárbaros.

Mulheres: roupas semelhantes as dos homens.

- Strophium: faixas de couro que passavm a ideia de corpete/sutiã .

- Túnica fem: bem mais comprida que a masculina, chegando aos pés. Foi feita
respectivamente de lã, linho/algodão e seda para ricos. Era bordada e decorada com franjas
douradas. Vermelho, amarelo e azul.

- Stola: parecida com a túnica, porém com mangas e usada sobre ela. Vestido longo e
plissado, com ou sem mangas preso aos ombros com fíbulas. Podia ser amarela, azul, branca
ou vermelha, feitas de lã, algodão ou seda.

- Pallium: xale usado pelas mulheres para cobrir a cabeça em público.

- Pella: capa ampla drapeada sobre a stola (por cima dela). Parecia uma toga, mas
retangular.

Cabelos: curtos, loiros (descoloridos) e cachos.

- Penteados fem: bem elaborados; com cachos ou mechas em coque (penteado tutulus).
Enfeitavam com fitas e tiaras de prata/ouro com pedras preciosas.

- Uso de perucas feitas do cabelo de escravas nórdicas (loiras).

- Barba até o séc II a.C., depois passaram a raspar. Reintroduzidas mais tarde

Chapéus: apenas homens. Não costumavam usar, mas...


- Pileus: chapéu de feltro sem aba

- Causia: chapéu de feltro com aba larga

- Boné frígio.

Acessórios: uso de jóias feitas com pedras preciosas e ouro, como fíbulas ou as
próprias pedras nas roupas (ricas). Usavam colares, pulseiras, pingentes e brincos.

- Braceletes e anéis: homens e mulheres.

Sapatos 🡪 Carbatina: sandália de couro presa por tiras. Usada por todos, menos
escravos.

- Soccus: chinelo feminino para dentro de casa; colorido e com pedras preciosas.

- Gallicae: botas de couro

Idade Média

Império Bizantino (Idade Antiga + Idade Média; IV-XV):

Início entre 330 e 395 d.C. (tendo queda na Baixa Idade Média). Fim oficial em 1453 d.C.
(turcos otomanos, povos bárbaros, tomaram Constantinopla e saquearam a cidade,
resultando no fim da Idade Média).

Influência oriental (romana, persa, árabe).

Roupa era luxuosa; As roupas dos civis e dos religiosos eram muito semelhantes.

As roupas Bizantinas eram totalmente hierárquicas. Quanto maior o prestígio da


pessoa, mais ornamentos ela usava (bordados de ouro e prata, pérolas, pedras preciosas
etc).

As roupas eram usadas para esconder o corpo. A Igreja estava em alta, então todo
mundo se cobria. A modelagem era grande.

Seda principal tecido da região (não era importada e sim feita no império). Só era
usado por altos funcionários da corte. Os tecidos mais luxuosos eram exclusivos da família
imperial.

Lã, algodão, linho, veludo, tafetá e brocado também eram usados nas vestimentas.

Roupas eram bordadas em fios de ouro e prata, com pérolas e pedras preciosas.
Cenas religiosas, florais e animais.

Cor púrpura exclusiva da realeza. No geral, as roupas eram coloridas.

🡪 Homens e mulheres usavam praticamente a mesma coisa, era difícil diferenciá-los:


túnicas compridas com mangas até os punhos.
Mulheres: primeira camada de roupa era um camisolão justo e longo até os
tornozelos. Depois uma túnica mais curta, mostrando o camisolão embaixo, acinturada.
Vestiam a estola romana. A palla ia por cima da estola. Algumas mulheres usavam um véu.

Homens 🡪 1º : túnica branca com mangas compridas e ajustada, chegando aos


tornozelos ou joelhos.

- 1º ou 2º Dalmática: túnica de mangas compridas e amplas; podia ir por cima da primeira


túnica ou substituí-la. Era vermelha e dourada.

- Mantos: origem romana, mas mais longos e presos nos ombros por broches/fivelas (jóias);
substituíam a toga; 3 tipos; retângulo que vai até o chão e enrolado ao redor dos ombros.

- Capa semicircular;

- Capa circular (parecida com a pênula romana) que era costurada na parte da frente
para a cabeça passar e podia ter capuz removível.

- Clâmide grega: manto; outra alternativa para a toga.

- Chausses/hosen: meias de tecido ou lã na altura da cintura.

- Braies: calção curto.

*Chausses/hosen e Braies eram usados por baixo das túnicas.

Todos os broches e fivelas usados para fixar as roupas eram chiques, verdadeiras
jóias.

Sapatos em seda com aplicações de pedras e pérolas, além de ouro.

Europa Feudal / Românico (Alta Idade Média, V-X):

Séc V-X, 476 d.C. – 1000 d.C. Europa Ocidental

Surgimento dos feudos, cristianismo em alta.

A roupa não era luxuosa como a dos bizâncios, até porque a Europa Ocidental não
estava em grande expansão econômica como a Oriental.

Roupas cerimoniosas inspiradas em Bizâncio.

As roupas ocultavam as formas do corpo, não destacavam silhuetas.

Tecidos: seda era nobre, também usavam lã, linho e cânhamo.

Cores: tonalidades discretas e sóbrias para camponeses; Quanto mais afortunado,


mais variadas e ostensivas eram as cores. Vermelho fav dos nobres; Roxo super ricos, como
Rei e Papa.
Homens 🡪 Gonelle: túnica usada por homens; Para quem tinha mais $$, ia até as
panturrilhas; Já para os menos favorecidos nem chegavam aos joelhos. Quanto mais rico,
mais longa a túnica, no máximo até as panturrilhas.

- Por cima da gonelle usavam uma capa semicircular presa nos ombros por um broche.

- Braies: calções usados com meias por baixo das túnicas; curtos aos joelhos e amarrados
com bandas de tecido sobre a perna do joelho pra baixo. Considerados roupa debaixo e
feitos de linho.

- Chausses: meias de lã longas e coloridas, presas por um cinto debaixo da túnica ou dos
calções. Eram cortadas do formato das pernas.

- Capas com capuzes para climas extremos

Mulheres 🡪 Stolla/estolla: túnicas com ou sem mangas, presa na cintura com cinto

- Palla: lenço sobre os ombros por cima da túnica.

- Também podiam usar manto longo que era tão longo quanto a túnica.

- Barbette: lenço que vai da cabeça até o queixo. Usado por afortunadas e não.

- Gorjal: de linho ou seda, cobre o pescoço e parte do colo. Pode ser por dentro ou fora do
decote do vestido. Parece um dos véus árabes.

Todo mundo: cabelos longos (significava castidade).

- Mulheres prendiam os cabelos com tranças ou chapéus.

Sapatos de couro com tiras para amarrar nas pernas.

Europa Gótica (Baixa Idade Média XI-XV):

Séc XI ao XV, 1001 d.C. – 1453 d.C.

Peste negra, Cruzadas, universidades.

As roupas passaram a delinear um pouco mais os corpos, que antes não marcavam a
silhueta. Mas é uma mudança leve, nada forte.

Roupa deixa de ser “necessidade” (se cobrir) e passa a ser algo para exibir, formas a mostra.

As mangas cresceram muito e abriam no punho, podendo arrastar no chão (fem).

As cores mostravam quem você era ou a onde pertencia, qual era seu feudo.

Roupas masculinas eram um pouco mais curtas e as femininas longas.

Surgimento do corpete!!
Mulheres: corpete (era justo, mas não muito) e saias amplas. Decotes pequenos,
mangas bem longas que abrem nos punhos e podem arrastar no chão.

- Barbette: faixa de tecido queixo. Usado com menos frequência e deixado de lado.

- Hennin: chapéus femininos de diferentes formatos. Originalmente em cone com um


lenço/véu na ponta, posteriormente com diferentes versões (chifres, coração, borboleta).

- Sobreveste/Surcoat: feita de tecido mais chique. A versão sem laterais era da realeza.

- Quanto mais pálida, mais linda. Pele manchada = quem trabalha no sol, não nobre.

- Raspavam as sobrancelhas e a região da testa (piolhos e “imitar as esculturas clássicas”).

- Cabelos: casadas prendiam os cabelos e os escondiam em chapéus e lenços como hennin e


barbette.

- Enrolados e envoltos por uma rede de arame chamada crespine; Tranças de cada
lado da cabeça; Cabelos falsos;

- Pregnancy look: moda feminina em que se veste um enchimento na parte da barriga,


parecendo uma grávida.

Homens: roupas acolchoadas para melhor postura.

- Chausses: meias de lã longas e coloridas, presas por um cinto debaixo da túnica ou dos
calções. Eram cortadas do formato das pernas.

- Braies: calções curtos usados com meias por baixo das túnicas. Considerados roupa debaixo
e feitos de linho.

- Gibão: as túnicas foram se encurtando até formarem o gibão. Inicialmente era meio
comprido, acolchoado por dentro e veio do traje militar; mangas longas e bufantes, gola alta
e criava uma cintura fina; usado pelos jovens da corte. Depois ele foi se encurtando, ficando
realmente curto, como uma camiseta atual, e justo.

- Codpiece/Braguette: o gibão ficou tão curto ao ponto de ser considerado indecente, então
criaram o codpiece (tapa sexo estofado que no fim realçava ainda mais o pau, era tipo um
cilindro torto), aba que cobria a região do pau e ainda guardava objetos.

- Os calções também foram encurtados, deixando as meias bem expostas (indecente).

- Poulaines: sapatos baixos pontudos mais comuns aos homens; significavam o grau de
nobreza. Quanto maior o título, maior a ponta dos bicos.

- Chaperon e Capirotes: tipos de chapéu masculino

- Cabelos curtos e encaracolados.

- Raspava a barba.
Todo mundo 🡪 Cyclas: origem militar das Cruzadas. Era vestido sobre a túnica e
protegia a malha metálica contra aquecimentos.

- Houpplande: túnica longa ou curta com mangas amplas. Usada por homens e mulheres.
Túnica longa ou curta com mangas amplas, parece um vestido mesmo. Origem francesa.

Surgimento das camisas e abotoaduras.

Surgimento dos alfaiates. Aristocracia fazia as roupas com eles.

Companhias de ofício, burguesia.

🡪 Surgimento de “moda” como ciclo. Os nobres usavam a roupa X, os burgueses também


queria se vestir bem e se sentirem mais refinados, então começaram a fazer cópias dessas
roupas . Como os nobres não gostavam da ideia de pessoas “mais abastadas” usarem as
mesmas coisas que eles, criaram outras roupas. Essas também foram copiadas, então houve
outra troca e assim foi, sempre inovando. A roupa passou a ser um diferenciador social e
diferenciador de sexos (roupa masculina era diferente da feminina).

Idade Moderna
Época do Absolutismo.

Renascimento/Renascença (XV-XVI):

Surgiu especificamente na cidade de Florença (Firenze), Itália. No geral, Península


Itálica.

*Época em que surge o conceito de “Moda” como grande diferenciador social.

Traços da moda gótica medieval.

Pontas arredondadas, a verticalidade e o pontiagudo gótico somem. Agora é


horizontal.

- Novo padrão de beleza: antes era vertical, pálido e frágil, agora horizontal, homens
robustos e mulheres maduras.

As roupas aumentavam o volume do corpo através de saliências, recortes, chapéus de


abas largas com plumas e forros (matelassê)

Peculiaridades: meados de XVI, enquanto a Europa usava roupas coloridas, a Espanha


caía no 100% preto.

Tecidos: novos e refinados como brocado, veludo, cetim e seda. Pele na Alemanha
(punho, gola e capas).
Rufo: gola de tecido engomado branco, podendo ser de renda, rodeando todo o
pescoço (aquela gola que parece papel dobrado). Podia ser enorme e grossa ou fina;
significava alto status social e atrapalhava os movimentos (n era funcional).

Técnica Landsknecht: tecido “talhado”. Os tecidos possuíam cortes na camada


superior, o que revelava o tecido de baixo. Mais usado por homens. Origem alemã.

Chemise: camisa de linho usada por baixo da roupa (homens e mulheres).

Homens 🡪 Gibão: bem acolchoado para estufar o peito, com ou sem mangas,
abotoado na frente e com uma “basque” sobre o calção. Resultou no atual paletó.

- Codpiece/Braguette: tapa sexo chamativo. Ajudava a unir uma perna a outra.

- Calções bufantes, bem bufantes e curtos.

- Meias: coloridas ou listradas.

- Sapatos de bico largo e achatado, representando o padrão do horizontal e não mais vertical
(poulaines, sapatos pontudos medievais).

Mulheres 🡪 Decote acentuado, mas que ficou totalmente fechado com gola alta
(rufo). Começou com decotão e ao longo dos anos foram diminuindo até fechar com a rufo.

- 1º Vertugado: vestido rígido no tronco e aberto da cintura para baixo em formato de cone
com armações rígidas. Não permitia muitos movimentos. Mangas longas, largas e podiam
arrastar no chão. Podiam ser usados em conjunto ao rufo e a técnica do tecido talhado. Por
ser em cone (saia), os aros eram em tamanhos diferentes, indo da cintura pros pés de menor
pra maior. Sempre popular na Espanha. NÃO é o vestido aberto na frente mostrando outra
camada (rococó)

- 2º Farthingale: derivação do Vertugado com laterais do quadril super volumosas. Já essa


saia dava a ideia de mesa, os aros eram do mesmo tamanho e por isso a saia não era mais
“em cone”. Primeiro popular na Inglaterra. NÃO é o vestido aberto na frente mostrando
outra camada (rococó)

-** Invenção do Corpete: afunilava bem a cintura fem. Direcionava o olhar para a vagina.
Usado no Vertugado, mas causava maior efeito no Farthingale por causa dos quadris largos.

- **Gola Medici: versão maior da rufo. Branca de renda, mas contornava a parte de trás da
cabeça, não era fechada como Rufo na frente. Usada mais por mulheres.

- Cabelos parecidos com da Idade Média; adornos rendados, tranças enroladas e pérolas;
Continuavam raspando a testa.

**Agora a moda feminina era de sedução, com o colo a mostra e a cintura acentuada.

Uso excessivo de perfume, seja no corpo ou em luvas, meias, sapatos etc. (João
Braga)
Jóias e pesadas correntes de ouro.

Acessórios:

- Itália: jóias como brincos, anéis, colares e broches com pérolas

- Espanha: luvas de seda/couro, leques, lenços de renda, broches e anéis

- Alemanha: cintos, bolsas, punhais, tesouras e rosários, relógio de bolso

Arte Renascença:

Arte: jogo de luz e sombra, representação anatômica e da natureza perfeita. Representação


do homem, mas também da religião. Revalorização do Greco-romano. Colorido.

Artistas: Sandro Botticelli (pint), Leonardo da Vinci (pint, escult, arquit, engenheiro e
inventor), Michelangelo (pintor, escultor, arquiteto, poeta), Rafael Sanzio (pintor e
arquiteto).

Obras: O Nascimento de Vênus (Sandro Botticelli), Monalisa (Leonardo da Vinci), Homem


Vitruviano (Leonardo da Vinci, aquele esquema de desenho do corpo humano em vários
ângulos), A Criação de Adão (Michelangelo, adão e deus se tocando).

Barroco (XVII):

O Renascimento vai se transformando no Barroco.

Exagerado.

Tecidos: veludo e brocado.

Gola rufo ficou maior (agora é aquele enorme mesmo), mas logo deixou de ser
usado e evoluiu para o Cabeção.

Cabeção: derivação da rufo. Gola engomada de renda inclinada para cima atrás da
cabeça, como se esta estivesse repousando (encosto).

Gola caída: derivação do cabeção. Gola grande suave e leve que se apoia nos
ombros; homens e mulheres. Sem volume, é um tecido leve que repousa sobre os ombros,
não é armada como as anteriores. Tipo um paninho extra de acabamento na gola.

*Culotte: também cresceu, indo além dos joelhos.

Uso da renda nos punhos e golas para homens e mulheres.

Homens🡪 Botas adornadas com rendas.

- Gibão: continua sendo masculino; Ficou maior em todas as dimensões. Mais comprido e
largo.
*- Culotte: calção. Ficou largo e ia até os joelhos, com bordados e rendas. Parecia mais um
saiote do que calção. Era externamente enfeitado com “rhingrave” (muitas rendas).

- Em 1680 o exagero começou a sair de moda. Forte influência oriental. Homens vestiam um
traje que se transformou no colete. O Culotte ficou justo. Vestiam uma casaca também.

- Lenço de renda pro pescoço. - Meias de seda;

- Chapéus de copa alta e aba longa (ingleses), copa baixa e aba larga (franceses)

- Cabelos longos ou perucas para os sem cabelo. Logo as perucas se tornaram algo muito
elegante pros homens.

Mulheres: só a Espanha continuava com o vestido vertugado. Agora as mulheres


usam uma sobreposição de anáguas sob uma saia arredondada.

- Camisa de manga curta com sobrecamisa de decotão e mangas aos cotovelos.

- Cinturas finas com corpete rígido e apertado.

- Cores: vermelho-cereja, azul-escuro, rosa, azul-céu e amarelo-pálido.

- À la Fontange: penteado fem estilo desarrumado preso com fitas.

- Cabelos fem: também eram decorados com rendas, toucas e armações de arames para
manter o cabelo de pé.

- Mouches de beauté: pintas falsas de seda preta com desenhos. Formatos de coração,
estrelas e meia-lua.

No final do Barroco surgem as perucas brancas e os sapatos com saltos (este masc).
É a transição de estilos e início do Rococó.

Arte Barroco:

Arte: auge em cores e sombras fortes e escuras, corpo bem representado. Menos luz.
Muitos temas religiosos, rico em detalhes (exagero minucioso), drama (tragédias). Oposição
ao renascimento (harmonia e simplicidade).

É o resgate do teocentrismo.

Artistas: Caravaggio (pintor), Peter Paul Rubens (pintor), Diego Velázquez (pintor).

Obras: Morte da virgem (Caravaggio), Decapitação de João Batista (Caravaggio), O Massacre


dos Inocentes (Peter Paul).

Rococó (XVII-XVIII):

“O exagero do exagero”, porém leveza e delicadeza. Nasce na França.


O Rococó foi o auge da Idade Moderna, o que começou no Renascimento explode
intensamente no Rococó.

Acabou com a revolução francesa, 1792 o rei e rainha (Luís XIV) são mortos.

O estilo rococó é proibido por Napoleão. Esse estilo de moda e vida foi marcado pela falta
de noção da realeza, eles n tinham noção da realidade; povo passando fome e os nobres
esbanjando.

Vida focada nos prazeres mundanos da aristocracia francesa.

Roupas mais funcionais do que no Barroco.

Renda nos punhos de camisas e coletes decorados (bordados, desenhos).

Fim da gola rufo, agora homens usam o Jabot e as mulheres renda no decote.

Tecidos: seda, cetim, renda e brocados grossos decorados com flores. Usado por
homens e mulheres.

Cores: tons pastéis. Rosa, verde, azul, amarelo, bege, tudo bem claro e suave.

Mulher 🡪decote quadrado, mangas 3/4, agora corpete costurado na saia (vestido),
luvas, meias e leques.

- As saias com quadris volumosos continuam.

- Vestido Aberto: corpete com decote quadrado e mangas até os cotovelos com babados de
renda e laços de fita no final; volumes laterais nas saias (mas não no estilo Farthingale; esse
volume era dado por “cestos” chamados Paniers), bem volumosas. “Aberto” pelo recorte
frontal na sobre-saia que deixava aparecer a saia de baixo.

- Vestido Fechado: mesmas características, mas sem a sobre-saia aberta.

- Decote: decote quadrado fundo, porém era rodeado de renda. A renda cobria mais o colo
(vestido Misa).

- No final do Rococó os decotes aumentaram bastante e os cestinhos Paniers aumentaram


consideravelmente.

- Sensualidade comedida, pé de fora ou decote um pouco maior.

Homens 🡪 paletó Justaucorps, colete comprido (aquele de filme dos cara com peruca
branca), culotte (calção) agora justo até os joelhos, jabot, meias, sapato de salto.

- Jabot: lenço de renda frufru ou tecido branco leve. Substitui a rufo.

- Meias: amarradas nas pernas, brancas ou vermelho/rosa forte.

- Chapéu “tricórnio” preto.


Acessórios: laços, flores, frutas. Homens bengala, mulheres leques. Flores no cabelo,
roupas.

Cabelos:

- Perucas eram luxo, apenas nobres etc usavam. Demais pessoas usavam próprio cabelo.

-Fem: uso de perucas e natural, cobertos por pó branco e suave azul. As femininas eram
altas e sustentavam enormes e exagerados penteados com cestas de frutas, barcos, moinhos,
borboletas etc. Ricas raspavam a cabeça e cobriam com toucas de veludo.

- Peruca e cabelo homens: perucas feitas de cabelo natural, crina de bode/cavalo ou fibra
vegetal. Tanto o cabelo quanto as perucas eram empoadas de pó cinza ou branco. Penteado
rabo de cavalo com fita de seda preta.

Sapatos: delicados; homens usam saltos, transmitiam ideia de poder. Já as mulheres


continuaram a usar sapatilhas.

Noiva branca: surge a ideia de vestir branco no casamento, representando pureza e


inocência.

Bonecas pandora: ditam a moda entre países.

Excesso de perfume, substitui higiene.

Arte Rococó:

Arte: retrata o campo, leve, detalhado, anatomia perfeita, simplicidade e prazer. Pinturas
opacas, não são escuras nem fortes. Hedonismo, prazer.

Artistas: François Boucher (pintor), Jean Honoré Frangonard (pintor)

Obras: Retrato da Madame de Pompadour (François B), O Triunfo de Vênus (François B.), O
Balanço (Jean Honoré F.)

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