THOMAS Et Al, 2002. A Qualidade Do Crescimento
THOMAS Et Al, 2002. A Qualidade Do Crescimento
THOMAS Et Al, 2002. A Qualidade Do Crescimento
A QUALIDADE DO
CRESCIMENTO
20924
FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP
A QUALIDADE DO
CRESCIMENTO
Vinod Thomas
Mansoor Dailami
Ashok Dhareshwar
Daniel Kaufmann
Nalin Kishor
Ramón López
Yan Wang
Tradução:
Élcio Fernandes
OS ACHADOS, INTERPRETAÇÕES E CONCLUSÕES EXPRESSOS NESTE ESTUDO SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS
AUTORES E DE NENHUM MODO DEVERIAM SER ATRIBUÍDOS AO BANCO MUNDIAL, A SUAS ORGANIZAÇÕES AFILIADAS,
AOS MEMBROS DE SUA DIRETORIA EXECUTIVA OU AOS PAÍSES QUE ELES REPRESENTAM. OS LIMITES, DENOMINAÇÕES E
OUTRAS INFORMAÇÕES MOSTRADAS EM QUALQUER MAPA DESTE VOLUME NÃO IMPLICAM, DA PARTE DO WORLD BANK
GROUP, NENHUM JULGAMENTO SOBRE O STATUS LEGAL DE QUALQUER TERRITÓRIO OU A ACEITAÇÃO DE TAIS LIMITES.
This Work was originally published by the World Bank in English as The Quality of
Growth in 2000. This Portuguese language edition is not an official World Bank trans-
lation. Editora UNESP is responsible for the accuracy of the translation.
Esta obra foi originalmente publicada em inglês pelo Banco Mundial, como The
Quality of Growth in 2000. A edição em língua portuguesa não é uma tradução oficial
do Banco Mundial. A Editora UNESP é responsável pela exatidão da tradução.
02–6467 CDD–338.9
Editora afiliada:
SUMÁRIO
Preâmbulo XIII
Prefácio XVII
V
S U M Á R I O
Anexos
VI
S U M Á R I O
Quadros
VII
S U M Á R I O
Figuras
VIII
S U M Á R I O
IX
S U M Á R I O
Tabelas
X
S U M Á R I O
XI
PREÂMBULO
XIII
P R E Â M B U L O
* Diferenças de tratamento para homens e mulheres, tendendo a discriminar o sexo feminino. (N. E.)
XIV
P R E Â M B U L O
James D. Wolfensohn
Presidente
do World Bank Group
XV
PREFÁCIO
XVII
P R E F Á C I O
XVIII
P R E F Á C I O
XIX
A EQUIPE DO RELATO
XXI
VISÃO GERAL
Resultados de Desenvolvimento
e Processos de Crescimento
XXIII
V I S Ã O G E R A L
XXIV
V I S Ã O G E R A L
Princípios de Desenvolvimento
XXV
V I S Ã O G E R A L
Os Principais Valores
XXVI
V I S Ã O G E R A L
A Figura 1 desenha um simples esquema de como • Capital humano, promovendo tais áreas favoreci-
o capital humano (H), o capital natural (R) e o capi- das como a militar e ampla infra-estrutura e me-
tal físico (K) contribuem para o crescimento eco- diante a relação regressiva de gastos públicos.
nômico e o bem-estar. O capital físico contribui para • Capital natural, solapando taxas, royalties e regu-
o bem-estar por meio do crescimento econômico. O lações que poderiam sustentar os recursos naturais.
capital humano (e social) e natural (e ambiental)
Distorções, falências de mercado, implícitas garantias
fazem-no de modo similar, e são igualmente compo-
governamentais e regulação inadequada podem provocar:
nentes diretos do bem-estar.
O capital humano e o natural também contribuem • Superinvestimento ou investimento devastador
para a acumulação de capital físico ao aumentar seus no capital físico, pelo aumento do aproveitamen-
retornos. O capital físico aumenta os retornos do ca- to de determinados bens físicos mediante garan-
pital humano e do capital natural e, se os mercados tias – que influenciam a aceitação de comporta-
os refletirem, sua acumulação. Acrescentando a tudo mento de risco pelos bancos, corporações e
isso investimentos em capital físico, humano e natu- investidores –, e baixando o valor de determina-
ral, juntamente com muitas políticas reformadoras, dos recursos naturais.
contribuem para o progresso tecnológico e o cresci- • Subinvestimento nos recursos humanos e natu-
mento do fator total de produtividade, aumentando, rais, depreciando estes bens e reduzindo os re-
desse modo, o crescimento (Capítulo 2). cursos devotados a eles.
Mas distorções políticas, corrupção, mau governo,
Os efeitos dessas políticas distorcidas na acumu-
falências de mercado e externalidades podem colocar
lação do capital humano e natural, relativo ao capital
os países em um caminho de acumulação de bens dis-
físico, podem reduzir o crescimento e o bem-estar. Ao
torcido e desequilibrado. Esta situação pode assegu-
contrário, se a corrupção for controlada e o governo
rar um crescimento de renda e melhorias de bem-
for adequado, políticas não distorcidas poderiam ele-
estar abaixo de seu potencial. Mais especificamente,
var a acumulação de bens, contribuindo para o cresci-
pode conduzir a um fator total de produtividade infe-
mento de maneira mais rápida (Capítulo 6). Assim,
rior e subinvestimentos em:
ao remover distorções políticas, fomentando bom
• Capital físico produtivo, reduzindo o aproveita- governo e edificando falências de mercado e externa-
mento do investimento por meio de propinas e lidades, os países podem realizar investimentos de
burocracia ou distorcendo a alocação de investi- bens menos distorcidos, mais equilibrados. E isto po-
mentos físicos – ou seja, rumo a determinados de conduzir a um crescimento mais estável e susten-
contratos lucrativos. tado e a amplos aumentos em bem-estar.
TFP
TFP
R
(Capital
natural)
XXVII
V I S Ã O G E R A L
destes bens é seu uso de forma eficiente. Para isso – e para um fator
de produtividade maior desses valores –, bom governo, mitigação da in-
fluência indevida dos interesses da elite e ações de combate à corrupção
são vitais.
Aspectos Distributivos
A Estrutura de Governo
XXVIII
V I S Ã O G E R A L
Ações Negligenciadas
no Processo de Crescimento
XXIX
V I S Ã O G E R A L
XXX
V I S Ã O G E R A L
XXXI
V I S Ã O G E R A L
Substituir Prioridades
XXXII
V I S Ã O G E R A L
Definir a Troca
XXXIII
V I S Ã O G E R A L
XXXIV
V I S Ã O G E R A L
XXXV
C A P Í T U L O 1
O REGISTRO DE UM
DESENVOLVIMENTO
CONFUSO
A economia não apenas se relaciona com a geração de renda mas também com
o fazer bom uso daquela renda para acentuar nossa vida e nossas liberdades.
— Amartya Sen, Uma Conversa com Sen
1
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Avaliar Desenvolvimento
2
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
3
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Crescimento
Desenvolvimento humano de renda Sustentabilidade ambiental
Diminuição
Diminuição Aumento Diminuição da Aumento da Diminuição da da emissão Aumento Diminuição
Medida de da da mortalidade expectativa desigualdade Crescimento de dióxido do da poluição
desenvolvimento pobreza alfabetização infantil de vida de renda do PIB de carbono reflorestamento da água
Desenvolvimento
Humano
Diminuição 1,00 -0,40 0,18 0,14 0,44 0,52 -0,45 -0,23 0,28
da pobreza 27 28 28 20 27 27 26 22
Aumento da 1,00 0,15 -0,19 -0,23 0,03 -0,14 0,15 -0,21
alfabetização 115 115 41 89 102 94 72
Diminuição
da mortalidade 1,00 0,54 0,28 0,20 -0,20 -0,12 -0,13
infantil 146 43 104 121 107 81
Aumento na 1,00 0,54 0,17 -0,16 -0,15 -0,05
expectativa de vida 43 104 121 107 81
Diminuição na
desigualdade 1,00 0,34 -0,33 -0,20 -0,32
de renda 39 41 41 37
Sustentabilidade
Ambiental
Diminuição das
emissões de 1,00 0,27 -0,38
dióxido de carbono 87 70
Aumento do
reflorestamento 1,00 -0,14
70
Diminuição da
poluição da água 1,00
Nota: Os dois valores em cada célula são correlações de coeficiente em numerosos países. Entradas no itálico/negrito são significativas ao nível de 10%, ou melhor.
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
4
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
Indicador de qualidade
Indicadores ilustrativos
Países industrializados
• Taxa de sobrevivência infantil
de melhoria do crescimento
Alguns indicadores
Países em desenvolvimento deterioram-se
durante o crescimento
• Dióxido de carbono per capita
5
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
O Registro do Desenvolvimento
Desenvolvimento Humano
100
80
60
40
20
-4 -2 -0 2 4 6 8 10 12
Nota: r = 0,22; p < 0,05; n = 89. Os dados são para 89 países em desenvolvimento. Controle para renda per capita em 1981 fornece um padrão mais forte, com
coeficiente de correlação de 0,33.
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
6
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
60
50
1987
40
1990
30
1993
1996
20
1998
10
Número de pobres
Milhões
1.400
1.200
600
1987
1990
400 1993
1996
1998
200
0
África Ásia Sul da Ásia Europa e América Oriente Médio Países em
oriental Ásia central Latina e norte desenvolvimento
da África
Nota: Baseado nas taxas de valores de paridade em 1993. Os valores de 1998 são estimativos. A pobreza é definida como renda de menos de US$ 1 por dia.
Fonte: World Bank (1999d).
7
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Degradação Ambiental
70
60
50 1987-1988
40 1993-1995
30
20
10
0
Polônia Países Moldova Rússia Ucrânia Ásia central Todas as
bálticos economias
em transição
Nota: A linha de pobreza de US$ 4 por dia é consideravelmente mais alta que aquela encontrada em qualquer outra parte.
Fonte: Milanovic (1997).
8
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
60
50
40
30
20
10
-2 0 2 4 6 8 10 12
Nota: r = 0,27; p < 0,05; n = 56. Os dados são para 56 países em desenvolvimento. Controle da renda per capita de 1981 resulta num modelo parecido e um
mesmo valor para o coeficiente de correlação (-0,27).
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
9
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Paris 90
Tóquio Organização Mundial de Saúde
Nova York diretrizes de padrões de qualidade do ar
Nairóbi
Seul
Moscou
Rio de Janeiro
Manila
Bangcoc
Teerã
Jacarta
Cidade do México
Hong Kong
Nova Delhi
Nota: A maioria dos dados é para 1995. A figura para Nova York refere-se a 1990.
Fonte: World Bank (1997i, 2000c).
10
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
Figura 1.7 – Adquirindo Paridade do Poder Aquisitivo do Produto Interno Bruto (PIB)
per capita, 1975-1998
50.000
Países industrializados
20.000
10.000
América Latina
5.000
Oriente Médio e norte da África
Ásia central
Países em desenvolvimento
1.000
500
11
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
China
Taiwan, China
Coréia
Cingapura
Botswana
Tailândia
Hong Kong, China
Ilhas Maurício
Chile
Indonésia
Malásia
Egito
Lesoto
Sri Lanka
Índia
Federação Russa
Venezuela
Costa do Marfim
Irã
Guiné Bissau
Rep. Centro-Africana
Haiti
Nigéria
Gabão
Madagascar
Zâmbia
Serra Leoa
Nicarágua
Geórgia
Congo
-6 -4 -2 0 2 4 6 8 10
12
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
13
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Sri Lanka
Bangladesh
Jamaica
Ilhas Maurício
Coréia
Mauritânia
Gana
Egito
Turquia
Guiana
Tanzânia
Costa do Marfim
Peru
Iugoslávia
Tunísia
Malásia
Indonésia
Colômbia
Filipinas
Costa Rica
Paquistão
Honduras
México
Jordânia
Marrocos
Nigéria
Índia
Barbados
Brasil
Chile
China
Panamá
Rep. Dominicana
Tailândia
URSS/FSU*
Guatemala
Bulgária
Venezuela
Hungria
Polônia
Zâmbia
Romênia
Uganda
-8 -6 -4 -2 0 2 4
14
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
12
10
Década de 60
8
Década de 70
6 Década de 80
Década de 90
4
Nota: A volatilidade em uma década foi computada tomando-se um desvio-padrão das taxas de crescimento na década para cada país e a média imponderada
através dos países no grupo.
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
15
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Crescimento e Bem-Estar
16
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
Emissão de dióxido de carbono Toneladas per capita Anos 90 2,4 2,3 1,7
Anos 80 1,5 2,3 1,8
Número de países 13 53 39
Nota: Para detalhes referentes à classificação dos países, ver o texto. Algumas variáveis não estão presentes para determinados países. Particularmente dados
sobre a pobreza estão apenas disponíveis para um pequeno número de países.
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
Impacto Aumento da pobreza Perda de vidas humanas Destruição do capital Aumento da pobreza
a curto prazo e capital físico e natural humano e social a longo prazo
17
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
18
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
Investir no Povo
19
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Figura 1.11 – Gastos Públicos com Educação por Região, em Anos Seletos
5 1965
1970
4
1980
3
1990
2 1996
0
África Ásia central Sul da Europa e América Latina Oriente Países Países
Subsaariana eo Ásia Ásia central e Caribe Médio e em industrializados
Pacífico norte desenvolvimento
da África
cadas, ao passo que Corbo et al. (1992) afirmaram que as dotações para a
educação declinaram. Estudo recente do Fundo Monetário Internacional
(FMI, 1998) dos países de baixa renda submetendo-se a ajuste descobriu
que, geralmente, as dotações para a educação e gastos com saúde têm sido
protegidos. Gastos privados são também importantes nos fundos de ser-
viços sociais, especialmente na Ásia oriental, onde sua dotação aumentou
com o crescimento econômico. Mas o gasto público nem sempre produz
bons resultados. Aqueles dependem da distribuição e da qualidade dos gas-
tos públicos e dos incentivos para maior gasto privado. Estas questões são
examinadas no Capítulo 3.
20
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
21
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Porcentagem Porcentagem
35 50
30
40
25
30
20
15
20
10
10
5
0 0
Ásia oriental América Latina África Ásia oriental América Latina África
Subsaariana Subsaariana
22
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
50
40
Década de 1970
30 Década de 1980
Década de 1990
20
10
0
África Ásia Sul da Europa América Oriente Países em
Subsaariana central Ásia e Ásia Latina e Médio e desenvolvimento
eo central Caribe norte
Pacífico da África
Nota: Os valores traçados são (taxa de mercado paralelo/taxa oficial-1) como uma porcentagem, para uma unidade de moeda corrente estrangeira em unidades
de moeda corrente local.
Fontes: Easterly & Yu (2000); World Bank (2000c).
23
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Tabela 1.4 – Desempenho Político por Classe de Crescimento, nas Décadas de 1980
e 1990
(médias imponderadas)
Número de países 13 53 39
Nota: Para detalhes relacionados com a classificação dos países, ver o texto. Faltam algumas variáveis para determinados países. Em particular, as variáveis de
taxa de tarifa efetiva e repressão financeira estão disponíveis apenas para um pequeno número de países. As variáveis são descritas no Anexo 1.
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
24
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
25
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Notas
2. As emissões de dióxido de carbono não têm muito impacto direto na saúde local, mas são
importantes no contexto das emissões no efeito estufa e associadas com o problema de
mudança global do clima. Igualmente, as emissões de dióxido de carbono são habitualmente
associadas com a emissão de outros poluentes do ar, que possuem impacto sobre a saúde
local, mas sobre o qual os dados ainda estão menos amplamente disponíveis.
4. Os dados sobre a distribuição de renda são escassos para os anos mais recentes. Um estudo
do Banco Mundial em 29 países avaliou que cinco deles experimentaram o declínio na
desigualdade, enquanto quase cinco vezes mais países (24) conheceram o aumento
(Buckley, 1999).
26
O R E G I S T R O D E U M D E S E N V O L V I M E N T O C O N F U S O
5. Por exemplo, uma regressão das taxas médias de crescimento do PIB para 112 países contra
a volatilidade das taxas de crescimento do PIB, medida pelo desvio-padrão das taxas de
crescimento, permitiu um significativo coeficiente negativo (ver também Ramey & Ramey,
1995).
6. Países de alto crescimento como definidos aqui são aqueles com crescimento da renda per
capita de mais de 2,3% ao ano, nas décadas de 1980 e 1990, uma taxa que dobra as rendas
em trinta anos. O segundo grupo – de crescimento moderado ou melhorado – inclui países
que mantiveram um crescimento positivo da renda per capita em ambas as décadas, ou me-
lhoraram o crescimento na década de 1990 por pelo menos dois pontos percentuais. Os
restantes são classificados como países de baixo crescimento.
7. Ver World Bank (1996b) para um tratamento complexo das questões de transição. Ver tam-
bém os trabalhos recentes de Åslund (1999); Commander et al. (1999); Kornai (2000); Qian
(1999); Stiglitz (1999); e Wyplosz (1999).
27
C A P Í T U L O 2
VALORES, CRESCIMENTO
E BEM-ESTAR
A dificuldade reside não nas novas idéias, mas fugindo delas para antigas
que ramificam ... em qualquer de nossas mentes.
— John Maynard Keynes, Teoria Geral do Emprego, Investimento e Dinheiro
29
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
30
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
Uma Estrutura
31
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
32
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
33
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
34
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
35
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A noção de capital social recebeu muita atenção dos mento? E será que há intervenções políticas que po-
peritos e profissionais em desenvolvimento nos últi- dem contribuir para sua formação? Evidências envol-
mos tempos. O grupo dos fenômenos reunidos sob a vendo tantos microdados agregados de campo e inte-
rubrica de capital social inclui confiança, normas coo- rior acumulam-se para sugerir o potencial do capital
perativas, eleição, participação em referendos e ativi- social. Knack & Keefer (1997) utilizam-se de dados
dades associativas horizontais em diversos grupos. do World Values Survey para 29 economias de merca-
De que maneira o capital social afeta o desempe- do durante o período de 1980-1994 para provar a
nho econômico? importância da confiança e do envolvimento civil.
Depois de controlar de início a renda per capita, o ca-
• Pouquíssimos recursos precisam ser gastos para pital humano e o capital de preços de bens básicos,
proteger-se contra as fraudes, as transações eco- descobriram que ambos os índices de capital social
nômicas, que seriam quase um corolário de am- mostram ligações significativas para o crescimento
bientes de alta confiança. econômico. Descobriram também que a confiança é
• Há menos necessidade para os empreendedores ainda mais importante para os países mais pobres
monitorarem fornecedores e trabalhadores, libe- com sistemas legais e setores financeiros frágeis. Uma
rando mais recursos para a atividade inovadora. implicação política: estabelecer instituições legais for-
• Confiança interpessoal pode ser substituída por mais e de crédito é especialmente importante em so-
direitos de propriedades formais. ciedades de baixa confiança.
• Um maior grau de confiança na política do go- O conceito de capital social tem gerado discussões
verno é bom para o investimento. e debates. Seus proponentes reclamam que ele seja
• Um maior grau de confiança parece importante tão importante quanto – ou abrangendo – capitais
para o acúmulo do capital humano. Galor & humano, físico e natural. Outros consideram este foco
Zeira (1993) sugerem que maior confiança está excessivo e inapropriado. Alguns dos trabalhos nesta
associada com maior número de matrículas na área também são criticados por deixar de fora impor-
educação secundária. tantes dimensões sociais Temple & Johnson (1998)
• Confiança e participação cívica são igualmente sugerem uma perspectiva geral: simplesmente que
associadas com o melhor desempenho das insti- a sociedade tem importância. Eles analisam os da-
tuições governamentais, inclusive aquelas para a dos sob variáveis socioeconômicas compiladas por
educação pública. Adelman & Taft-Morris (1967) e mostram que muitas
• Ação comunitária ou cooperativa por grupos variáveis sociais têm um significativo poder explicati-
locais podem diminuir “a tragédia do povo”, vo na predição do crescimento econômico a longo
superexploração e submanutenção (Ostrom, prazo. Essas variáveis vão das “variáveis de confiança”
1990). tipicamente estudadas por pesquisadores do capital
• Maiores ligações entre os indivíduos facilitam social. Entre tais variáveis, a mais importante delas
melhores fluxos de informação e uma difusão para capturar diferenças nos arranjos sociais inclui a
mais rápida da inovação (Besley & Case, 1994; extensão da comunicação de massa (jornais e rádios),
Foster & Rosenzweig, 1995; Rogers, 1983). o caráter da organização social básica, a modernização
• O capital social pode atuar como seguro infor- da perspectiva, a extensão da mobilidade social e a
mal, mais do que como a diversificação de um importância das classes médias nativas.
portfólio. Riscos divididos por muitos negócios Algumas leituras-chave são Dasgupta & Serageldin
internos e administração podem atuar como (1999), Narayan & Pritchett (1999) e Woolcock (1998).
uma rede de segurança social e evitar que elas Ver também dois conjuntos de artigos que aparecem
assumam atividades de mais alto risco e de mais nas partes especiais do World Development (Evans,
alto retorno (Narayan & Pritchett, 1999). 1996) e no Journal of International Development (Harris,
1997). Incluído no último, encontra-se um artigo
Mas, será que o capital social pode ser medido, e crítico de utilização e noção de uso do capital social do
qual é a sua efetividade de contribuição para o cresci- World Bank (Fox, 1997).
36
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
37
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
38
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
Evidência Empírica
39
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
40
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
– Não disponível.
Nota: Os valores são para 1978-1997, exceto para os gastos em educação e saúde que são para 1980-1997 (1980-1994 para o Brasil), e anos específicos
para algumas variáveis.
ª O desvio-padrão de crescimento dividido pela taxa de crescimento.
Fontes: Várias edições do World Development Indicators (World Bank), e do Government Finance Statistics Yearbook, do Fundo Monetário Internacional.
41
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Valor crescimento PIB per capita (por cento) 1984-89 2,8 -0,5
Anos 90 3,5 0,01
Valor crescimento estoque capital físico (por trabalhador/por cento) 1984-89 2,1 0,0
Anos 90 3,5 -0,5
Taxa de desmatamento (por cento) 1984-89 0,7 1,2
Anos 90 1,1 1,4
Gasto com educação na porcentagem do PIB 1984-89 3,2 4,6
Anos 90 3,5 4,7
Nota: Os reformadores nesta tabela são definidos com base no rápido índice de integração (World Bank, 1996a). Os países que implementaram reformas econômi-
cas significativas (reformadores) no fim da década de 1980 ou no início da de 1990 por essa medida são: Argentina, Chile, Bolívia, China, Indonésia, Coréia, Gana,
Malásia, Ilhas Maurício, México, Marrocos, Nepal, Peru, Filipinas, Sri Lanka e Tailândia.
Fonte: Cálculos dos autores.
42
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
43
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
mente mostram uma dependência forte sobre o capital natural como fonte
de renda. Um estudo que relaciona setenta países em desenvolvimento,
incluindo tanto países pobres como de renda média e até mesmo várias
nações subsaarianas, considera os capitais físico, humano e natural fatores
que afetam o crescimento (López et al., 1998; ver também nota 8).10
Diferentemente da maioria dos estudos prévios, este utiliza-se de uma
forma funcional flexível (flexível às equações de crescimento) que permite
efeitos não-lineares das variáveis explicativas e efeitos interativos por meio
destas variáveis. Os efeitos interativos são de extrema importância para elu-
cidar a substituição ou complementaridade de interesses no processo de
crescimento (ver Tabelas do Anexo A2.2 e A2.3).
44
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
existem, mas podem não ser suficientes para sustentar o crescimento. Para
permitir o crescimento sustentado, o acúmulo de capital físico precisa ser
acompanhado por uma expansão de capital humano.11 O desinvestimento
em capital natural atinge a sustentabilidade do crescimento, especialmente
em países pobres em capital humano. Este resultado, que apenas o acúmu-
lo de capital físico pode não sustentar o crescimento, é coerente com estu-
dos empíricos recentes (Barro & Sala-I-Martin, 1996; Jones, 1995; Mankiw
et al., 1992; Young, 1994 e 1995).
45
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
46
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
Conclusões
Este capítulo apresentou uma estrutura para o aumento dos três valores
principais: capitais humano, físico e natural. Sua hipótese principal susten-
ta que a melhoria do crescimento e do bem-estar requer a expansão efi-
ciente e a utilização dos três valores. Contudo, os países podem ser tenta-
dos a subsidiar o capital físico. A evidência é que tal subsídio (isenção de
impostos, subsídios diretos, fácil acesso aos recursos naturais, e assim por
diante) abrange amplas partes dos gastos governamentais e do PIB. É
improvável que tal abordagem produza crescimento sustentado. Ela tam-
bém despreza os valores humanos e naturais – que contribuem diretamente
para o bem-estar. Assim, tal crescimento pode oferecer apenas uma peque-
na contribuição para o bem-estar.
47
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Notas
2. Como será discutido mais adiante, crescimento equilibrado de bens não implica que todos
os bens devam crescer sob o mesmo índice. O foco do crescimento equilibrado, como o
termo é usado neste capítulo, é nas composições desses bens, mais do que na composição
setorial de saída, que é a convenção comum (Hirschman, 1958; Nurkse, 1953).
4. Outros exemplos de subsídios para o capital são abundantes. Argentina e México forneceram
direitos de monopólio para companhias telefônicas privatizadas durante períodos prolonga-
dos. O Brasil concedeu subsídios e isenções de impostos para investimentos em automóveis
(Financial Times, 21 de julho de 1999). O Chile subsidiou três plantios realizados por poucas
e grandes corporações para sustentar a expansão da polpa particular e da indústria do papel.
Desde o início dos anos 80, a China forneceu isenção de impostos e redução de impostos a
investidores estrangeiros. Na Europa central e oriental, os subsídios governamentais diretos
48
V A L O R E S , C R E S C I M E N T O E B E M - E S T A R
assumem a forma de impostos atrasados que somam de 5% a 10% do PIB e aumentam mais
ou menos 2% do PIB a cada ano (Schaffer, 1995). No Brasil, produtores de borracha recebe-
ram amplos subsídios do governo. Oito companhias receberam R$ 5 bilhões (US$ 2 bilhões)
(Gazeta Mercantil, 21 de maio de 1999). Na Coréia, os dois maiores produtores de aço rece-
beram US$ 6 milhões entre 1993 e1999 em subsídios governamentais, de acordo com as
queixas arquivadas junto à Organização Mundial de Comércio (New Steel, 1998). Herrera
(1992) discutiu detalhadamente o impacto regressivo da falta de regulamentação no sistema
telefônico privatizado na Argentina (ver Tabela A2.4, no Anexo 2).
5. É possível que, em razão de equilíbrios múltiplos e processos irreversíveis, haja escopo para
as intervenções políticas públicas destinadas a evitar círculos viciosos de pobreza e degra-
dação ambiental.
8. Na Tabela 2.2 utilizamos gastos na educação como uma porcentagem do PIB em vez de gas-
tos per capita, porque é provável que o estoque subjacente de educação seja positivamente
relacionado com o PIB. Logo, é provável que uma mudança na divisão com os gastos do PIB
com educação esteja mais proximamente relacionada com a taxa de crescimento no capital
humano do que com o nível de gastos per capita.
49
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
fechadas e regimes políticos distorcidos, mas não para os ambientes de boas condições de
mercado. Para mais detalhes sobre o procedimento estimativo, ver o Anexo 2.
10. Este estudo utilizou-se de áreas de florestas como uma procuração para o capital natural.
Perda de cobertura florestal está habitualmente associada à deterioração das bacias de água,
perda de espécies de madeira, esgotamento da água e erosão do solo, todos cruciais para a
produção, e é provável que seja uma boa procuração para a degradação do capital natural.
11. Este achado não é necessariamente incoerente com a bibliografia sobre a convergência do
crescimento, que geralmente considera lenta a convergência por intermédio dos países. De
fato, considera-se que uma taxa de crescimento estável pode ser mantida indefinidamente
se os capitais físico e humano crescerem a taxas equilibradas (não iguais). O problema é
apenas que a taxa de crescimento econômico declina enquanto os estoques de capital físico
aumentam para um dado nível de capital humano, ou o capital humano se expande a uma
rapidez abaixo da taxa mínima requerida.
50
C A P Í T U L O 3
MELHORANDO
A DISTRIBUIÇÃO DE
OPORTUNIDADES
Para nós, riqueza não é meramente material, mas uma oportunidade
para realização.
— Tucídides, 460-400 a.C.
51
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
52
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
53
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
1980 para 51% em 1992 (World Bank, 1999a). Falta de acesso à educação
básica continua sendo o principal desafio em muitos países. Aumento de
gastos públicos é desejável, mas não suficiente pelas razões que se seguem.
Porcentagem entre 15-19 com grau completo 5 Porcentagem entre 15-19 com grau completo 5
(controle para o PNB per capita)
100 40
30
80
20
60
10
40 0
-10
20
-20
0 -30
Nota: Os índices referem-se aos gastos públicos apenas com a educação pré-primária, primária e secundária (35 países em desenvolvimento foram incluídos no estudo).
Fontes: Dados sobre os resultados educacionais estão de acordo com Filmer & Pritchett (1999b), combinados com dados sobre gastos do banco de dados das
Nações Unidas, Organização Educacional, Social e Cultural (UNESCO).
54
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
com saúde e taxas de mortalidade para crianças com menos de cinco anos
de idade (Filmer & Pritchett, 1999c).
Por que será que o gasto público só é frágil quando relacionado aos
resultados? O que faz a diferença são a qualidade e a distribuição dos
serviços de educação e a produtividade do capital humano. Para os países
em desenvolvimento que já alocaram uma parte substancial dos recursos
públicos em serviços sociais, gastos posteriores podem não melhorar os
resultados para a educação para os pobres. A realocação de gasto público e
a melhoria de sua eficácia freqüentemente podem melhorar resultados,
especialmente quando os recursos públicos estão subsidiando a educação
para os ricos. Estratégias de abrangência econômica e políticas também
importam: subsídios para atrair capital estrangeiro podem, sob certos
aspectos, tornar oblíqua a taxa de retorno contra o capital humano.3
Distorções no mercado de trabalho criam desincentivos para investimento
na educação. Além disso, para ser produtivo, o povo deve ter acesso a ou-
tros bens produtivos, incluindo terra, crédito, igualdade e oportunidades de
trabalho em mercados abertos e competitivos.
55
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
– Não disponível.
Fontes: Banco de dados do World Bank e UNESCO para dados sobre gastos.
notas são mais altos na Ásia oriental que nos países da América Latina,
onde as rendas são mais altas. Enquanto os gastos com educação pública
cresceram em alguns países latino-americanos na década de 1990, a média
das taxas de evasão escolar primária também aumentou.4 Outros estudos
baseados nos dados limitados disponíveis sobre notas de provas igual-
mente mostraram que um gasto público generoso não garantiu a alta quali-
dade da educação.
O que explica as amplas variações na qualidade? Os resultados educa-
cionais dependem tanto da demanda como de fatores suplementares e,
assim, das políticas e das estruturas de incentivo, que afetam o conjunto da
economia. Descobriu-se que a estabilidade macroeconômica representada
por termos internacionais de comércio e pela volatilidade do PIB, por exem-
plo, é a mais importante das determinantes significativas da conclusão edu-
cacional na América Latina. Utilizando dados de 18 estudos internos,
Behrman et al. (1999) descobriram que as crises do débito da década de
1980 contribuíram para a queda no acúmulo da escolaridade nos países lati-
56
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
57
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Figura 3.2 – Taxas de Conclusão da Escola Secundária para a Faixa Etária de 20-25
por Nível de Renda Familiar, Anos e Países Seletos da América Latina
Países latino-americanos
Honduras, 1996
Peru, 1996
Venezuela, 1995
Equador, 1995
Chile, 1994
El Salvador, 1995
Paraguai, 1995
México, 1994
10% mais pobres
Brasil, 1995
10% mais ricos
Panamá, 1995
Argentina, 1995
0 20 40 60 80 100
Porcentagem
Nota: Números próximos às barras são brechas nas taxas de conclusão (em porcentagem). Os estudos para a Argentina incluem apenas a Grande Buenos Aires.
Fonte: IDB (1998, p.27).
58
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
59
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
60
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
Gini de Educação
1,0
Mali
Índia
0,6
Venezuela
0,4 China
0,0
63,3
40 60
20 40
23,8 24,9
10 20
10,9
9,4
0
0 0 0,2
0
0 20 40 60 80 100 0 20 40 60 80 100
Proporção cumulativa da população (15 e acima) Proporção cumulativa da população (15 e acima)
(porcentagem) (porcentagem)
média 2,95 anos Gini de Educação = 0,69 média 10,04 anos Gini de Educação = 0,22
61
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
62
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
1,0
Mali
0,8 Índia
0,6
Coréia
63
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Quadro 3.1 – Brechas de Saúde Entre Ricos e Pobres Também São Grandes
As brechas de saúde entre pobres e ricos são tão mais altas que as entre as pessoas que possuem ren-
grandes quanto as brechas educacionais, o que reflete das mais altas. A Figura 3.6 mostra que, no Brasil, as
as dificuldades em alcançar os mais pobres fora da taxas de mortalidade infantil eram altas entre os mais
corrente econômica principal. Muitos estudos descobrem pobres (10% da população), e caíam quando a riqueza
que os miseráveis estão em pior estado de saúde crescia. Isso indica que os miseráveis estão em pior
(Berhman & Deolalikar, 1998) e são freqüentemente estado de saúde que os demais. Eles sofrem muito mais
atingidos mais drasticamente pelas guerras, choques de doenças infecciosas do que os mais ricos, sendo, no
externos e convulsões sociais e políticas. As taxas de entanto, mais dependentes das boas políticas públicas
mortalidade infantil entre os miseráveis são muito que os ricos (Bonilla-Chacin & Hammer, 1999).
12
10
0
Mais 2 3 4 5 6 7 8 9 Mais
pobres ricos
64
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
Países
Tanzânia, 1996 2
2
Zâmbia, 1996-97
2
Zimbábue, 1994
3
Uganda, 1995
3
Indonésia, 1994
Egito, 1995-96 3
4
Mali, 1995-96
4
Rep. Centro-Africana, 1994-95
Malawi, 1992 4
4
Haiti, 1994-95
4
Brasil, 1996
4
Camarões, 1991
4
Colômbia, 1995
4
Peru, 1990
4
Rep. Dominicana, 1996
Bangladesh, 1996-97 5
6
Costa do Marfim, 1994
6
Guatemala, 1995
8
Marrocos, 1992
9
Paquistão, 1990-91
10
Índia, 1992-93
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Grau
Nota: Os números junto às barras são as brechas em graus entre ricos e pobres.
Fonte: Filmer & Pritchett (1999b).
65
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Países
México, 1994 10
0 4 8 12 16
Anos de escolaridade
Nota: Os números junto às barras são as brechas em anos de escolaridade entre ricos e pobres. Os estudos para a Argentina incluem apenas a Grande Buenos
Aires.
Fonte: IDB (1998, p.27).
66
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
Uma revolução está ocorrendo nas escolas por Mundial e de outros parceiros desenvolvimentistas, o
intermédio de Bangladesh. As tendências para matrí- programa está sendo implementado com sucesso e
cula estão mudando e agora mais garotas que garotos transformou Bangladesh em pioneiro nesta área do
podem ser vistos freqüentemente nas escolas. sul da Ásia.
A conclusão educacional das mulheres em Bangla- O programa de incentivo para as garotas, incluindo
desh está entre a mais baixa do mundo e as brechas de isenções de matrículas e ajuda de custo, gerou um
gênero estão entre as mais amplas. Em 1997, a dife- tremendo entusiasmo pela educação feminina,
rença entre o analfabetismo masculino e o feminino aumentando a matrícula de garotas nas escolas
era tão alta quanto 23 pontos percentuais. De acordo secundárias. A matrícula de garotas nos projetos de
com os dados do senso de 1991, apenas 20% das mu- distritos está acima de explicações; as matrículas
lheres sabiam ler e escrever, e apenas um em três estu- cresceram ano a ano por todas as classes. Um total de
dantes nas escolas secundárias eram garotas. 554.077 garotas foram agraciadas com as ajudas de
Em 1994 o governo lançou um programa para custo em 1996 e o número foi maior em 1997. Na
aumentar a sustentação para a educação secundária Faculdade Fulbária Mohamed Ali, em Savar, perto de
feminina, visando aumentar a taxa de alfabetização Dhaka, o número de garotas ultrapassa o de garotos
feminina de 16% para 25% e criar oportunidades em quatro por um; uma situação que era impensável
de emprego para as mulheres. Com apoio do Banco poucos anos atrás.
67
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
1,0 1,0
0,8 0,8
0,6 0,6
0,4 0,4
0,0 0,0
68
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
69
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Tendência da taxa de redução da pobreza (índice de incidência de pobreza, porcentagem por ano).
Kerala
Gujarat
Orissa Tamil Nadu
Rajastão
Karnataka Maharashtra Jammu &
1
Uttar Pradesh Kashmir
Madhya Pradesh
Bihar
0
Assam
-1
1 2 3 4 5
Nota: Tendência das taxas de crescimento estimadas pelos mínimos comuns dos quadrados de regressões dos logaritmos sobre tempo.
Fonte: Ravallion & Datt (1999).
dos. Aumentar o gasto público é desejável, mas não suficiente para lidar
com um resultado inadequado do desenvolvimento humano; agora volta-
mos para melhorar a alocação e a eficácia do gasto.
70
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
Tabela 3.2 – Gasto Público por Níveis de Educação, Coréia, em Anos Seletos
(porcentagem do total de gastos com educação)
71
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
– Não disponível.
Fontes: Dados sobre gastos públicos do banco de dados da UNESCO; coeficientes Gini de Thomas et al. (2000).
72
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
Tabela 3.4 – Gastos Públicos Atuais por Estudante, Índia e Coréia, em Anos Seletos
– Não disponível.
Nota: As quantidades de dólares não são comparáveis em países como o são em PPP dólares, mas são comparáveis no decorrer do tempo.
Fontes: Dados calculados pela UNESCO e pelo World Bank.
73
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A ligação entre crescimento populacional e desen- declínio da mortalidade e da fertilidade cada um con-
volvimento econômico é um tema de acalorados de- tribuiu com aproximadamente 22% para as mudanças
bates. As décadas de 1960 e 1970 foram dominadas no crescimento resultante entre 1960 e 1992, uma
pelas predições pessimistas e algumas vezes alarmis- figura que corresponde a aproximadamente 21% da
tas de que o crescimento rápido da população levaria média de resultado do crescimento per capita que foi
à fome, à exaustão dos recursos, a deficiências na aferida em 1,5% .
poupança, a danos ambientais irreversíveis e ao Vários componentes da mudança demográfica foram
colapso ecológico (Ehrlich, 1968). A população oti- introduzidos com sucesso nos modelos de crescimento.
mista acreditava que o crescimento rápido da popu- Bloom & Williamson (1998) mostraram que a tran-
lação fosse permitir que os países captassem econo- sição demográfica rápida na Ásia oriental levou a cres-
mias de escalas e promovessem inovação tecnológica cimento rápido na população em idade produtiva entre
e institucional (Simon, 1976). Na década de 1980, os 1965 e 1990, expandiu a capacidade produtiva per capita
pontos de vista alarmistas foram substituídos pelos e contribuiu para o milagre econômico da Ásia oriental.
moderados, investimentos específicos de tempo e Outras políticas econômicas também facilitaram aos
país dos impactos da rede negativa do rápido cresci- asiáticos orientais realização do crescimento potencial
mento populacional que foram considerados meno- da transição demográfica.
res. Apenas ligações frágeis ou inconclusivas foram Menos evidência estava disponível na ligação entre
descobertas entre mudanças demográficas e desen- mudança demográfica e pobreza, até recentemente.
volvimento econômico (Bloom & Freeman, 1988; Contudo, se o crescimento populacional rápido tem
Keley, 1988). um efeito negativo no crescimento econômico e dos
Investigações mais recentes revelaram, de modo salários, iria igualmente afetar negativamente a
muito mais amplo, efeitos negativos do crescimento pobreza. Eastwood & Lipton (1999) descobriram que
populacional rápido e os componentes demográficos a maior fertilidade aumenta a pobreza tanto por retar-
relativos ao crescimento econômico per capita. Kelley dar o crescimento quanto por fazer tender a dis-
& Schimidt (1999) descobriram que o crescimento tribuição contra os pobres. Além disso, a evidência
populacional rápido exercia um impacto adverso mostra que os programas do setor público cujo alvo
muito forte no andamento do crescimento econômi- eram os pobres, tais como programas de educação
co em 89 países entre 1960 e 1995. Os impactos posi- básica e serviços de saúde, contribuíram para reduzir
tivos da densidade, tamanho da população e a entrada a pobreza. Crescimento populacional rápido dimi-
da força de trabalho foram dominados pelos custos nuirá a intensidade do investimento público e, conse-
da criação infantil das crianças e a manutenção am- qüentemente dificultará a realização de melhorias na
pliada da idade estrutural da dependência juvenil. O qualidade do serviço.
Fontes: Bloom & Williamson (1998); Eastwood & Lipton (1999); Kelley (1998); Kelley & Schmidt (1999).
74
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
75
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
nidade e dos pais nas escolas do EDUCO melhorou as habilidades lingüísticas dos
estudantes e diminuiu as ausências dos estudantes, as quais podem ter efeitos a
longo prazo na conclusão (Jimenez & Sawada, 1999). Outros estudos também
mostraram que escolas dirigidas pela comunidade alcançam melhores resultados
na Indonésia e nas Filipinas (James et al., 1996; Jimenez & Paqueo, 1996).
Muitos países têm feito experiências com fiadores, que transferem
recursos aos pais para ajudar a pagar a matrícula da escola particular. A
Colômbia utilizou um programa nacional de fiadores de 1991 a 1997 para
descentralizar a administração e expandir a matrícula. O programa pre-
tendia corrigir as deficiências no sistema de educação pública, especial-
mente a baixa taxa de transição das escolas primárias para as secundárias,
pelos pobres. Apenas os pobres eram qualificados para os avais, o que nega-
va que se subsidiassem os ricos, como em programas anteriores de fiadores.
Contudo, a participação era o problema: apenas 25% dos municípios colom-
bianos aderiram ao programa, limitando os benefícios. Uma avaliação cui-
dadosa do programa descobriu que a demanda pela educação secundária e
o espaço disponível das escolas privadas foram determinantes-chave da par-
ticipação municipal (King et al., 1999). Tais programas de fiadores são
potencialmente benéficos para os pobres.
Em países com governos predatórios e corruptos, contudo, a descen-
tralização das tomadas de decisões pode não ser a resposta. Funcionários
públicos corruptos irão, provavelmente, realocar recursos públicos dos
pobres para os grupos de interesse das elites, subsidiando os tipos de
serviços sociais que beneficiam os ricos. Habilitar o povo a influenciar a
política por meio da democratização e de um papel maior para a sociedade
civil, e encorajar maior participação da comunidade e das famílias são pas-
sos na direção correta (ver Capítulo 6 sobre o papel da participação da
sociedade civil no combate à corrupção e realização de um melhor governo).
76
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
80
60
40
20
0 5 10 15
Figura 3.11b – Divisão de Renda na Década de 1980 e Coeficiente Gini para a Terra,
na Década de 1960
0.12
1,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
Nota: Os dados são específicos aos países em média por décadas. N = 27.r = -0,40.
Fonte: Deininger & Squire (1996).
77
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
78
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
79
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
80
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
81
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
82
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
18,0
18
15,2
16
14
15,0
14,8
12
Mais aberto
10
Menos aberto
Baixa educação
Alta educação
Nota: As taxas econômicas de retorno derivam da base de dados avaliativos do Departamento de Avaliação de Operações do Banco Mundial. A educação é avali-
ada pelo nível médio de escolaridade da força de trabalho, e a abertura pelo logaritmo do câmbio estrangeiro premium do mercado.
Fontes: Thomas & Wang (1997); Anexo 3.
83
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Conclusões
84
M E L H O R A N D O A D I S T R I B U I Ç Ã O D E O P O R T U N I D A D E S
Notas
1. Sobre a importância da distribuição de bens, ver, por exemplo, Ahluwalia (1976); Birdsall &
Londoño (1997); Chenery et al. (1974); Deininger & Squire (1998); Kanbur (2000); Knight
& Sabot (1983); Lam & Levison (1991); Lanjouw & Stern (1989 e 1998); Li et al. (1998);
Ram (1990); Ravallion & Datt (1999); e Sen (1980 e 1988). Ver Tabela A3.5 anexa para
evidência adicional.
2. Alguns argumentos aplicam-se aqui para a saúde, mas, devido a limites de espaço, este capí-
tulo focaliza apenas a educação.
4. Tais medidas, contudo, são sensíveis a políticas de promoção nacional. Placares sobre
testes internacionalmente comparáveis representam uma melhoria sobre os indicadores
tradicionais, mas são disponíveis para apenas uns poucos países em desenvolvimento,
e não são comparáveis no decorrer do tempo. Em razão destes problemas, não são aqui
utilizados.
5. O mesmo é verdade quanto aos países industrializados. Um estudo estimativo do custo dos
diferentes tipos de classes nacionais abrange políticas de redução nos Estudos Unidos e
descobriu-se que os custos operacionais podiam ser tão amplos como US$ 2 bilhões a US$
7 bilhões ao ano (Brewer et al., 1999).
6. Houve um debate acalorado sobre “a eqüidade de quê?”. Sen (1980) encara os níveis indivi-
duais das funções, tais como alfabetização e nutrição, como atributos a serem equalizados.
Outros vêem as oportunidades que o povo enfrenta como atributos a serem equalizados
(Arneson, 1989; Cohen, 1989; Roemer, 1993). Outros, ainda, consideram a quantidade de
recursos como o atributo a ser equalizado (Dworkin, 1981).
85
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
7. Muitos estudos compararam renda, terra e riqueza. Os coeficientes Gini (por exemplo,
Leipziger et al. (1992) para a Coréia). Contudo, nenhum estudo comparou os coeficientes
Gini para a educação com os de renda ou terra. Os coeficientes Gini para a renda estão
disponíveis apenas para alguns anos seletos (Deininger & Squire, 1996):
1970 1977 1983 1990 1992 1970 1976 1980 1985 1988
Índia 0,30 0,32 0,31 0,32 0,32 Coréia 0,33 0,39 0,39 0,35 0,34
8. Os dados de nível projetados através do país incluíram variáveis na educação, renda per capi-
ta, abertura, gastos governamentais e projeto de desempenho. Os dados projetados cobriram
3.590 projetos de empréstimo em 109 países avaliados pelo Departamento de Avaliações
Operacionais para 1974-1994, com uma taxa de desempenho geral (não satisfatória) e taxas
econômicas de retorno.
9. Para maiores discussões sobre mercado de trabalho e questões de proteção social, ver Basu
et al. (1999); Kanbur (2000); World Bank (1994) sobre a crise antiga, e World Bank (2000i).
86
C A P Í T U L O 4
SUSTENTAR O
CAPITAL NATURAL
Se realmente nos importamos com o futuro do nosso planeta, devemos parar
de deixar para os “outros” resolverem todos os problemas. Depende de nós
salvar o mundo para amanhã, depende de você e de mim.
— Jane Goodall, Reason for Hope
87
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Perdas Extensivas
88
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
China: 11 principais cidades Custos econômicos da mortalidade prematura e custo de doenças Mais de 20% da renda urbana
Ásia oriental: Bangcoc, Jacarta, Seul, Número de mortos prematuros devido à poluição 15.600
Kuala Lumpur, Manila acima dos limites de segurança definidos pela WHO
Ásia oriental: Bangcoc, Jacarta, Kuala Lumpur Custos econômicos da mortalidade prematura e custo de doenças Mais de 10% da renda urbana
Estados independentes recentes: Federação Número de mortos prematuros devido à poluição acima 14.458
Russa (Volgograd); Armênia (áreas urbanas); dos limites de segurança definidos pela WHO
Azerbaijão (nacional); Cazaquistão (nacional)
Nota: As estimativas são baseadas em diferentes estudos que aplicam diferentes metodologias e não são comparáveis. Em muitos casos, a mortalidade excessiva
é estimada utilizando-se funções de resposta para economias industrializadas para mudanças marginais de poluição, mas, então, aplicadas para mudanças não
marginais que tendem a superestimar as reduções de mortalidade. Alguns estudos utilizam a boa disposição ajustada do PPP para pagar dados das economias
industrializadas; outros utilizam a abordagem do custo das doenças.
Fonte: World Bank (1997a, 1999f).
Tabela 4.2 – Custos Anuais da Saúde Associados com Doenças Provindas da Água e
da Poluição
Ásia oriental Custo de doenças provenientes da água US$ 30 bilhões por ano
89
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Numa questão especial, O envenenamento da Índia, possuem coleta moderna de esgoto e facilidade de
India Today (1999) relatou a seguinte informação: tratamento, outras 209 possuem facilidades rudi-
mentares, e o restante absolutamente nenhuma.
• O ar respirado na Índia urbana é equivalente a • Um terço da população urbana não tem acesso
fumar vinte cigarros por dia. Na capital, Nova aos serviços sanitários. Em Lucknow, 70% da
Delhi, o nível de partículas de matérias suspen- população manda seu lixo para o rio Gomti.
sas é mais que duas vezes o limite de segurança • A maioria dos serviços de esgoto data dos tempos
especificado pela WHO. Medidas recentes da coloniais; logo, 93% do esgoto de Mumbai é lan-
poluição do ar em Nova Delhi indicam que o çado ao mar sem tratamento, matando virtual-
nível do total de partículas suspensas pode ser mente a ampla vida marinha ao longo da costa.
tão alto quanto cinco vezes o limite considerado • Diclorodifeniltricloretano, comumente conheci-
seguro pela WHO. do como DDT, e exaclorino de benzeno, o BHC,
• A cada ano mais de quarenta mil pessoas morrem ajudaram muito com quase 40% do total de pes-
prematuramente pelos efeitos da poluição do ar. ticidas utilizados na Índia. Ambos são neuroto-
• Mais de 30% do lixo gerado nas cidades é deixa- xinas que prejudicam o sistema nervoso central e
do intocado, transformando-se num solo fértil causam distrofia muscular. Análises químicas re-
para doenças. velam sua presença em quantidades crescentes
• Apenas oito das 3.119 cidades e aldeias da Índia no leite, nos legumes, nos cereais e nas frutas.
90
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
91
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
92
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
93
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Em junho de 1992, representantes de 178 nações tava-se dos tomadores de empréstimos que apresen-
reuniram-se no Rio de Janeiro para acordar medidas tassem uma estratégia de longo prazo para a manu-
que assegurassem um desenvolvimento ambiental e tenção do meio ambiente natural do país, a saúde e a
socialmente sustentável. A Cúpula da Terra captou o segurança da população e sua herança cultural
interesse do governo para transformar objetivos durante os esforços para o desenvolvimento econômi-
políticos amplos, em ações concretas. O compromis- co. Esta prática espalhou-se para outros países e cem
so dos líderes de todo o mundo com o desenvolvi- nações prepararam estratégias nacionais de desen-
mento sustentável foi cultuado na Agenda 21, docu- volvimento sustentável ou planos de ação ambientais
mento-chave da cúpula. As atividades da Agenda 21 nacionais para guiar seu pensamento sobre o geren-
são organizadas sob temas ambientais e desenvolvi- ciamento ambiental. Estes planos foram úteis ao iden-
mentistas: qualidade de vida, utilização eficiente dos tificar problemas ambientais, alimentando a proprie-
recursos naturais, proteção dos bens comuns glo- dade nacional e o planejamento ambiental e criando o
bais, administração dos assentamentos e crescimen- clima político necessário para encorajar uma ação efe-
to econômico sustentável. A Agenda 21 reconhece tiva para reformas políticas. Foram também úteis ao
que a persistência de pobreza aguda em várias partes identificar estruturas políticas do país e desenhar uma
do mundo caminha lado a lado com um padrão de visão estratégica para o meio ambiente (Bojo &
vida baseado no desperdício do consumo dos recur- Segnestam, 1999).
sos, em outras partes é incompatível com a sus- Enquanto essencial para focalizar importantes
tentabilidade, e que a administração ambiental pre- questões ambientais, as estratégias e os planos são
cisa igualmente ser praticada pelos países em desen- menos efetivos na identificação de prioridades para a
volvimento e industrializados. Chegou-se ao consen- ação e a realização de resultados desejáveis. A docu-
so que, para implementar a Agenda 21, os países mentação e a disseminação de casos bem-sucedidos e
preparariam uma estratégia de desenvolvimento sus- de experiências específicas no gerenciamento ambien-
tentável nacional. tal tornam-se cruciais. O Banco Mundial tem desem-
Em 1987, doadores da agência de desenvolvimento penhado um papel de facilitação importante mediante
internacional iniciaram os planos de ações am- esforços para a integração do meio ambiente no diálo-
bientais nacionais para todas as agências tomadoras go político do banco (Warford et al.,1994; Warford et
de empréstimos. Antes de receber os fundos, requisi- al., 1997).
94
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
95
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Ásia oriental
China 12,2 6,9 29,4 (1993) 0,1 377 86,7
Hong Kong, China 15,4 5,7 <1 0,0 – 15,6
Indonésia 9,9 4,7 14,5 (1993) 1,0 271 100,0
Coréia 11,9 10,0 <1 0,2 84 172,7
Malásia 13,3 4,0 5,6 (1989) 2,4 85 180,0
Filipinas 5,0 0,6 27,5 (1988) 3,5 200 12,5
Cingapura 13,3 5,7 <1 0,0 223 63,6
Tailândia 16,4 5,2 <1 2,6 223 277,8
América Latina
Argentina 1,9 -0,4 – 0,3 97 (Córdoba) 0,2
Bolívia -0,3 -0,7 7,1 (1989) 1,2 – 62,5
Brasil 6,2 – 28,7 (1989) 0,5 86 (Rio=139) 13,3
Chile 7,3 1,8 15,0 (1992) 0,4 – 36,0
Costa Rica 6,6 0,7 18,9 (1989) 3,0 – 27,3
México 13,0 0,9 14,9 (1992) 0,9 279 2,7
Peru 2,4 - 1,1 49,4 (1994) 0,3 – -21,4
Uruguai 0,9 0,2 – 0,0 – -15,0
Venezuela 1,1 -1,1 11,8 (1991) 1,1 53 10,7
– Não disponível.
Fontes: World Bank (1997a, 1999e); ver também Anexo 4.
96
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
97
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A análise do nexo pobreza-população-meio ambien- mílias rurais dedicam tempo a produzir comida e
te é complexa. O crescimento da população sempre lavrar para a criação e produzir produtos mercadológi-
foi acusado como responsável pela pobreza ou pela cos simples. As crianças são necessárias como traba-
degradação do meio ambiente (Cropper & Giffiths, lhadores extras, mesmo quando os pais são jovens.
1994; Pearce & Warford, 1993). Contudo, o argu- Famílias pequenas são simplesmente inviáveis; cada
mento de debate afirma que a pobreza e a uma precisa de muitos braços. Como os recursos da
degradação ambiental são as causas do crescimento comunidade estão esgotados, mais braços são neces-
populacional, não as conseqüências dele. Ambas as sários para juntar combustível e água para o uso diário.
posições são parciais; precisa ser reconhecido que os Mais crianças são produzidas, causando danos posteri-
três fatores estão interligados (Cleaver & Schreiber, ores ao meio ambiente, o que fornece um incentivo
1994; Dasgupta, 1995; Ekbom & Bojo, 1999; Mink, para aumentar ainda mais a família.
1993). A força destas ligações irá diferir de situação Os fatores que influenciam a demanda dos pais por
para situação e as recomendações políticas depen- filhos podem reverter esta espiral destrutiva. A políti-
derão de uma legião de fatores, inclusive do tipo de ca mais potente irá utilizar muitos dos fatores simul-
recurso, densidade e taxa de crescimento popula- taneamente. Boas políticas econômicas, direitos de
cional, preparativos institucionais e leis que regulem posse seguros, estabilidade política podem juntos
a utilização do recurso (López, 1998b). Como resul- diminuir as pressões populacionais. Oferecer com-
tado, não há nenhuma conclusão geral a respeito das bustível barato e água potável irá reduzir a necessi-
ligações entre população, meio ambiente e pobreza dade de braços extras e diminuir a demanda por fi-
está disponível. lhos. Serviços de planejamento familiar, aliados a ser-
O exemplo seguinte tirado de Dasgupta (1995) viços de saúde e reprodutivo que ajudarão a ligar as
lança alguma luz na complicada natureza do nexo. necessidades impróprias para a contracepção, e uma
Nos cenários rurais, muito trabalho é preciso mesmo alfabetização e emprego dirigido para mulheres que se
para tarefas simples, tais como coletar água limpa ou habilitam nas decisões do tamanho da família tornam-
lenha para cozinhar. Além disso, os membros das fa- se fundamentais.
98
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
99
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
100
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
F
E
B
A
D
Qualidade ambiental
Fonte: Autores.
101
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A para B: alto crescimento A para C: médio crescimento A para D: baixo crescimento A para F: crescimento com
e degradação ambiental e degradação ambiental e degradação ambiental proteção ambiental
Nota: As taxas de desmatamento foram desenhadas pelas médias anuais para 1990-1995; as emissões de dióxido de carbono são de 1980 até 1996. Crescimento
alto é definido como crescimento de renda per capita de mais de 2,3% ao ano, tanto na década de 1980 como na de 1990; crescimento médio inclui países
que mantiveram crescimento positivo da renda per capita em ambas as décadas, ou melhoraram o crescimento de pelo menos dois pontos percentuais ao ano, mais
alto na década de 1990 do que na de 1980; o restante é classificado como países de baixo crescimento.
Fonte: World Bank (2000c).
102
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
Beneficiários
103
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
104
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
105
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
106
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
O World Development Report 1992 (World Bank, esclarecer direitos de propriedade; acelerar a provisão
1992, p.2 ) lançou o desafio de encontrar o equilíbrio do saneamento, fornecer água limpa, garantir educa-
correto entre desenvolvimento e meio ambiente. ção especialmente para as meninas e habilitar o povo
do local. A segunda procura romper os laços negativos
A proteção do meio ambiente é uma parte essencial entre meio ambiente e desenvolvimento mediante,
do desenvolvimento; sem proteção ambiental adequa- por exemplo, o estabelecimento de padrões, utilizar
da, o desenvolvimento é minado; sem desenvolvimento instrumento baseados no mercado como impostos
os recursos serão inadequados para os investimentos verdes e assumir abordagens colaborativas com o
necessários, e a proteção ambiental irá falhar ... O gerenciamento da poluição.
crescimento traz consigo o risco de dano ambiental O relatório enfatizou que, embora os custos da pro-
assustador. De modo alternativo, poderia trazer consi- teção adequada do meio ambiente fossem amplos, os
go melhores proteções ambientais, ar e água mais custos da inação seriam monumentais. É racional agir
limpos e a virtual eliminação da pobreza aguda. As mais cedo que mais tarde.
escolhas políticas farão a diferença. Oito anos depois, as prescrições do relatório ainda
são válidas. A experiência com gerenciamento de re-
O relatório acentuou dois conjuntos de políticas cursos e proteção ambiental mostra que encontrar as
para o desenvolvimento sustentável. O primeiro se parcerias de políticas corretas para o desenvolvimen-
constrói sobre elos positivos de vencer ou vencer, tais to sustentável do meio ambiente é ainda mais viável
como remover os subsídios ambientalmente danosos; hoje se lhe derem uma prioridade alta.
107
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
108
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
109
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
nidades pobres que dependem das florestas deveriam ser o foco da ação
pública que garante uma utilização melhor e sustentável das florestas. A
melhor oportunidade de um acordo negociado está com uma parceria tri-
partite do Estado, comunidades locais e companhias madeireiras. O desa-
fio para os países em desenvolvimento é aumentar tais parcerias o mais
rapidamente possível.
110
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
Quadro 4.5 – Lucro Privado a Expensas do Gasto Público: Corrupção no Setor Florestal
A corrupção é desmedida na derrubada de árvores custando para a economia cerca de US$ 50 milhões.
e corte de madeira em todos os níveis das tomadas de • Na década de 1980, as Filipinas perderam cerca de
decisões relacionadas às florestas. A maior parte dos US$ 1,8 bilhão por ano em corte ilegal de madeira.
danos com os recursos florestais refere-se ao mau uso • Em 1994, o Departamento Florestal da Indonésia
dos recursos públicos para ganhos privados pela elite admitiu que o país estava perdendo cerca de US$
política. Juntando-se à degradação e ao mau uso das 3,5 bilhões por ano, ou um terço de seus lucros
florestas, a corrupção priva os governos e comunida- potenciais, devido ao corte ilegal de madeira.
des locais de recursos que poderiam ser utilizados • Em 1994, o governo russo coletou apenas de 3% a
para o desenvolvimento e melhoria do gerenciamen- 20% dos lucros potenciais estimados derivados das
to florestal. Práticas de corrupção incluem venda se- taxas sobre madeira; ou seja, US$ 184 milhões ao
creta e permissões de corte, depreciação ilegal da ma- invés dos US$ 900 milhões a US$ 5,5 bilhões.
deira por companhias para apressar a transferência e
falsos certificados de espécie ou volumes cortados A World Commission on Forestry and Sustainable
das florestas públicas e o madeiramento ilegal. Exem- Development enfatizou a necessidade de mecanismos
plos de todo o mundo prevalecem. de participação pública e resoluções de conflito, para
expor casos de corrupção e penalizar as corporações e
• A transferência de preços era tão prevalente na indivíduos ofensivos. Agindo sob esta recomendação,
Papua-Nova Guiné que até 1986 nem sequer o Banco Mundial deu início a um programa de melho-
uma única companhia declarou lucro, apesar do ria da lei florestal, enfocado principalmente no sul da
comércio explosivo da madeira. Ásia, para corrigir a corrupção.
• Em Gana, 11 companhias estrangeiras estavam
implicadas em fraude e outras más práticas, Fonte: World Commission on Forestry and Sustainable Development (1999).
111
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A Primeira Conferência Mundial sobre o Clima, Berlim, em 1995. A segunda, realizada em Genebra
realizada em 1979, reconheceu a mudança climática em 1996, compreendeu o estoque de progresso e ou-
como um sério problema e explorou a forma como tras questões. Funcionários públicos participantes
essa mudança poderia afetar as atividades humanas. sublinharam a necessidade de conversações acele-
A declaração da conferência conclamou os governos radas sobre como fortalecer a Convenção a respeito da
do mundo a predizer e prever mudanças climáticas mudança climática. A Declaração de Genebra endos-
produzidas pelo homem que poderiam causar im- sou o segundo relatório de taxação do Painel Inter-
pactos adversos sobre o bem-estar da humanidade. O governamental sobre Mudança Climática como o im-
painel intergovernamental sobre a mudança climáti- posto mais abrangente autorizador da ciência da mu-
ca, estabelecido pela Organização Meteorológica dança climática, seus impactos e as opções disponí-
Mundial e pelo Programa Ambiental das Nações veis de resposta.
Unidas, liberou seus primeiros relatórios de taxação O protocolo de Kyoto, adotado na Terceira Con-
em 1990 e confirmou a evidência científica para a ferência dos Partidos em dezembro de 1997, é reco-
mudança climática. A Segunda Conferência Climática nhecido como um passo histórico em direção às limi-
Mundial, em 1990, apelou para um tratado estrutural tações obrigatórias das emissões em 39 economias in-
sobre a mudança climática. A Convenção Estrutural dustrializadas e de transição. Estas emissões são re-
das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que duzidas a pelo menos 5,2% abaixo dos níveis de 1990
foi aberta pela assinatura da Cúpula da Terra do Rio no período de comprometimento de 2008 a 2012. Isto
de Janeiro em junho de 1992 e entrou em vigor em é um desenvolvimento significativo, porque a proje-
março de 1994, fornece o contexto para um esforço ção para os Estados Unidos, por exemplo, indica que
internacional acordado para responder à mudança sem tais compromissos de proibição suas emissões
climática. Há 166 signatários e 167 partidos para a poderiam ser 30% acima dos níveis de 1990, por volta
convenção. de 2010.
A Conferência dos Partidos, que substituiu o Co- Apesar do progresso significativo, os detalhes da
mitê Intergovernamental de Negociação para a Con- junta de implementação, as emissões comerciais e as
venção Estrutural, tornou-se a autoridade máxima da obrigações dos países em desenvolvimento ficam
convenção. Isto sustentou sua primeira sessão em ainda para ser resolvidas.
112
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
113
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Conclusões
114
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
Notas
1. Alguns estudos do Banco Mundial atribuíram 100% de todas as doenças originárias da água
à falta de conexões de água encanada e facilidades de saneamento. Contudo, estudos epi-
demiológicos raramente mostraram declínio de mais de 40% em doenças decorrentes de
intervenções de acesso à água (Esrey et al., 1990). Logo, os benefícios de saúde relacionados
com um suprimento de água tratada e melhoria nos serviços de saneamento podem estar
descritos de forma exagerada na Tabela 4.2.
2. O trabalho realizado sob a Iniciativa do Ônus Global das Doenças utiliza-se de uma medi-
da padronizada de resultados de saúde, os DALYs; mediante o cruzamento de várias causas
de doenças e mortes, dão um modo-padrão para quantificar algumas perdas aqui descritas
(Murray & López, 1996).
4. Proteger o meio ambiente enquanto se acelera o crescimento também pode ter impactos
benéficos no acúmulo de capital natural. Se as autoridades anunciam padrões ambientais
mais rígidos, adiantados aos dados quando eles se tornam proibitivos, os investimentos que
encarnam os padrões melhorados podem ser realizados durante um período de tempo, em-
bora reduza a obsolescência do capital ou a necessidade por um retroajuste de custos para
encontrar padrões ambientais, por exemplo, a experiência com os padrões de emissões e con-
versores catalíticos para carros.
5. Mesmo onde uma curva ambiental Kuznets parece ser sustentada, isto não implica que o
gerenciamento ambiental seja desnecessário. Vejamos o caso das emissões de dióxido
sulfúrico, onde Grossman & Krueger (1995) estimaram momento de decisão para as emis-
sões diminuírem a um nível de renda per capita de US$ 4,053. Mesmo com uma taxa de
crescimento alta de 5% ao ano, a Índia, por exemplo, levará várias décadas para alcançar
115
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
este nível de renda. A Índia e muito do resto do mundo em desenvolvimento não poderiam
continuar a sofrer as conseqüências deste tipo de poluição enquanto esperam para “crescer
sem problemas”.
6. O desmatamento parece seguir um caminho da curva de Kuznets (Cropper & Griffths, 1994),
mas com um momento de decisão de US$ 5,420 de renda per capita para a América Latina.
Políticas proativas são absolutamente necessárias.
8. Mover-se de A para F implica que a qualidade ambiental se deteriorou desde seu estado
primitivo. Isto responde à taxa ótima de proteção ambiental a que se referiu anterior-
mente. Para a função oculta do ambiente, pode ser justificado no solo que “pequenas”
quantidades de poluição do ar, poluição da água, e assim por diante, não colocam riscos
para a saúde nem tornam irregular a habilidade para que os recursos se “renovem”; e os
ganhos econômicos resultantes das atividades geradoras de poluição são amplos. Para a
função-fonte, uma certa quantidade de desmatamento de floresta, por exemplo, é justifi-
cada enquanto o uso alternativo da terra fornece retornos sociais maiores e o desmata-
mento não ocorre nos lugares “errados”, tal como barrancos ao longo de bacias fluviais, e
assim por diante.
10. Cerca de dois bilhões de iuanes, à taxa de 8,3 iuanes o dólar, a China unificou seu regime de
câmbio dual em 1994; daqui para a frente, esta quantia deveria ser encarada como aproximada.
11. Áreas protegidas, parques nacionais, e outras terras públicas que oferecem serviços ambien-
tais críticos, tipicamente não desfrutam das vantagens do gerenciamento comunitário. Como
resultado, a migração, os abusos, a extração ilegal e outras forças continuam a degradar as
terras gerenciadas pelo governo em muitas áreas.
12. Watson et al. (1998) classificam as questões ambientais globais em duas categorias: aquelas
que envolvem os bens comuns globais (atmosfera, água, e assim por diante) e aquelas de
importância mundial, mas que não envolvem diretamente a tributação dos bens globais
116
S U S T E N T A R O C A P I T A L N A T U R A L
comuns (biodiversidade, esgotamento da terra, e assim por diante). Com base na atual ta-
xação científica, as questões globais ambientais mais importantes para este século, e que
requerem ação urgente, são a mudança climática global, o esgotamento da camada de ozônio,
a perda de biodiversidade, o desmatamento e o uso não sustentável das florestas, a deserti-
ficação e a degradação da terra, a degradação da água doce, do meio ambiente marinho e dos
recursos e os poluentes orgânicos persistentes. As interligações entre estas questões e a
necessidade de equilibrá-las simultaneamente também são enfatizadas. Sem desmerecer
a importância de outras questões ambientais globais, esta seção centraliza-se na mitigação
da mudança climática global e no gerenciamento florestal para ilustrar os desafios com os
quais nos defrontamos nesta área.
117
C A P Í T U L O 5
119
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
120
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
100
80
Finanças
60 Comércio
40
20
Nota: O tamanho do mercado financeiro refere-se ao estoque de mercado mundial de capitalização mais o estoque de depósitos e empréstimos bancários inter-
nacionais importantes. Figuras comerciais são a média de importação e exportação.
Fontes: BIS (1997, 1998); International Financial Corporation (vários anos).
121
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Ano Taxas Opções Moeda Estoque de mercado Total Opções Trocas Trocas de Total Total
de juros de taxas corrente índices futuros comercializado de taxas de taxas moedas
futuras de juros e opções e opções nas trocas de juros de juros correntes
1991 2.157 1.073 81 109 3.420 577 3.065 807 4.449 7.869
1992 2.913 1.385 98 238 4.635 635 3.851 860 5.346 9.980
1993 4.959 2.362 110 340 7.771 1.398 6.177 900 8.475 16.246
1994 5.778 2.624 96 366 8.863 1.573 8.816 915 11.303 20.166
1995 5.863 2.742 82 502 9.189 3.705 12.811 1.197 17.713 26.901
1996 5.931 3.278 97 574 9.880 4.723 19.171 1.560 25.453 35.333
1997 7.489 3.640 85 993 12.207 5.033 22.116 1.585 28.733 40.940
pesado, caindo a seu ponto mais baixo desde 1992 – US$ 72,1 bilhões –,
enquanto o FDI permaneceu elástico (Figura 5.2) (World Bank, 1999c).
Causas e Conseqüências da
Volatilidade do Fluxo de Capital
122
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
US$ bilhões
160
140
120
80
Igualdade de portfólio
Total de empréstimos
60
20
Depósitos
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Nota: O fluxo do mercado de capital internacional para os países em desenvolvimento (inclusive a Coréia) consiste em uma igualdade da carteira de ações, depósi-
tos bancários e empréstimos privados.
Fonte: World Bank (2000g).
123
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A evidência sobre a abertura de economias de mer- associadas com transações financeiras ou às próprias
cado emergentes para fluxos de capital alfandegários atividades de negócio.
é escassa e fragmentada. Problemas de informação e Não existe nenhuma medida isolada de abertura.
metodologia impedem o desenvolvimento de medi- Qualquer medida de abertura financeira viável precisa
das quantitativas adequadas. A maioria dos estudos incorporar as distinções entre a severidade dos controles
afere a incidência dos controles de capital mais que a e os tipos de transações. O índice de abertura financeira,
intensidade das restrições e controles (ver, por exem- mostrada no Anexo 5 (Tabela A5.5), levanta o relacio-
plo, Alesina et al., 1994; Razin & Rose, 1994). Con- namento entre tipos de controle e transações. Utiliza-se de
tudo, nem todas as transações estão sujeitas a todos medidas desagregadas de controles de capitais baseados
os controles, e a maioria das medidas deve influen- nas classificações e informações contidas no Annual Report
ciar os incentivos para determinadas atividades. Os on Exchange Arrangements and Exchange Restrictions do
controles organizam-se desde limites quantitativos Fundo Monetário Internacional. Com base no código
diretos sobre algumas transações ou transferências metodológico desenvolvido por Quinn & Toyoda (1997),
associadas, para tais medidas indiretas tais como a medida é um índice composto de regras, regulamenta-
imposto de renda, ou reserva de requisições sobre ções e procedimentos administrativos que afetam os fluxos
bens externos e responsabilidades. Tais controles tam- de capital para 27 transações nos montantes de capital
bém poderiam aplicar-se às transferências de fundos correntes da balança de pagamentos para 96 países.
países com uma taxa de câmbio atrelada ao dólar americano. Maior acesso
ao capital externo nos países em desenvolvimento abre possibilidades para
financiar um conjunto mais amplo de projetos de investimento, ambos de
riscos concretos.
Apesar do potencial positivo do capital externo, a fragilidade na políti-
ca interna e medidas de liberalização, incluindo garantias subsidiadas,
criaram incentivos para um comportamento imprudente pelos bancos,
corporações e investidores que levaram ao superinvestimento em capital
físico (para exemplos, ver Demirgüç-Kunt & Detragiache, 1998;
Williamson & Mahar, 1998).
As garantias governamentais assumiram muitas formas, tais como
taxas de câmbio atreladas, empréstimos diretos, políticas grandes demais
para fracassar e depósito de garantia. Garantias governamentais implíci-
tas ou explícitas sobre responsabilidades encorajaram a tomada de riscos
excessivos, influenciando tanto os investidores do país como os interna-
cionais (ver Mckinnon & Pill (1997) para um modelo analítico). Em
essência, tal fragilidade resultou numa depreciação do risco e na baixa de
margens sobre a moeda corrente externa, denominada dívida para as
economias de mercados emergentes, até pouco antes do início da crise da
Ásia oriental.
A Facilidade Bancária Internacional de Bangcoc, estabelecida em 1993
durante a liberalização financeira, capacitou bancos e empresas tailandesas
a tomar empréstimos em moeda corrente estrangeira com vencimento a
curto prazo, que é um processo denominado empréstimo de fora para den-
124
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
125
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
126
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
14
12
10
127
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
128
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
129
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
130
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
Reações Institucionais
131
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
132
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
133
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
a
1 Índice de democracia 0,81 0,71 0,63 0,48
2 Liberdades civis b 2,28 3,30 3,38 4,55
3 PIB per capita, 1990-1997 13.147 3.051 2.317 1.557
4 Gastos sociais (% do PIB) c 22,30 23,50 12,50 6,70
5 Gastos totais do governo (% do PIB)d 26,00 19,90 23,40 27,70
6 Consumo geral do governo (% do PIB)e 16,10 17,90 15,50 14,70
Número de países 46 10 34 11
Nota: A tabela dispõe as médias de grupo computadas pelos países com dados. Definição de variáveis:
a. Abarca de 0 (mais baixo) a 1 (mais alto), calculado com base nos índices de direitos políticos e liberdades civis (ver a nota final 11 para detalhes).
b. Uma medida de respeito e proteção dos direitos dos cidadãos de um país, religiosos, étnicos, econômicos, lingüísticos e outros, inclusive gênero e direitos
familiares, liberdades individuais e liberdade de imprensa, crença e associação.
c. A soma de saúde, educação e segurança social e bem-estar; média 1991-1997.
d. A média dos montantes orçamentários e do governo central mais governo provincial ou estatal, 1990-1997.
e. Todos os gastos correntes para o consumo de bens e serviços em todos os níveis do governo, excluindo a maioria das empresas governamentais, 1990-1997.
Fonte: Anexo 5.
* p 0,05.
** p 0,01.
Nota: A variável dependente recebe o código 1 se o país cair na abertura financeira, alta democracia, e 0 se for de outro modo.
a. Mudança marginal na probabilidade de resultados de uma mudança infinitesimal na variável explicativa.
b. Grupo-alvo refere-se a países com alto nível de direitos políticos e alta abertura financeira.
Fonte: Anexo 5.
134
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
r=0,47 r=0,53
r=0,70 r=0,32
r=0,58
Nota: Os dados através do país, com amostras abrangendo de 70 para 140, mostram resultados significativos do ponto de vista estatístico a 1% (exceção para a
correlação entre transferências e abertura financeira que é significativa a 5% para todos os relacionamentos).
Fonte: Anexo 5 (Tabela A5.5).
2,0
1,8
1,6
1,4
1,2
1,0
135
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Abertura financeira
Baixo Alto
Baixo 23 9
Democracia
Alto 32 37
Nota: O nível de democracia deriva-se dos índices de direitos políticos e liberdades civis desde o estudo da Freedom House no Freedom in the World. O nível da
abertura financeira é definido por um score de mais de 1,6 no índice de abertura financeira (ver Tabela A5.2 no Anexo 5).
Fonte: Cálculos dos autores.
136
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
Com o restabelecimento da democracia em 1990, o Chile impôs um pedido de saque não remunerado
Chile perseguiu uma estratégia explícita de cresci- sobre afluências seletivas. Ao mesmo tempo, o gover-
mento com eqüidade, mantendo uma estrutura po- no levantou controles administrativos severos sobre
lítica orientada para o mercado ao mesmo tempo que os defluxos, inclusive nos tetos de tomadas de bens
mantinha uma estrutura política orientada para o estrangeiros pelos bancos, companhias de seguro e
mercado. O governo assumiu muitas medidas para fundos de pensão e o pedido de que os exportadores
gerenciamento do risco em um comércio aberto e entregassem seus procedimentos de exportação para
regime de investimentos. o Banco Central. O pedido de saque não remunerado
Os investimentos sociais do Chile foram extrema- aumentou o escopo para uma política monetária inde-
mente lentos no final da década de 1980. Não medi- pendente. O pedido de saque contribuiu para mudar a
ram os níveis de gastos dos regimes pré-militares. composição dos defluxos em rumo aos vencimentos a
Contudo, desde 1990 o Chile implantou um sistema longo prazo. Contudo, a queda nos fluxos a curto
altamente direcionado de assistência social nas áreas prazo foi apenas parcialmente compensada pelo
como saúde, educação e habitação. Utilizou-se tam- aumento das afluências de longo prazo. O pedido de
bém de transferências de renda para melhorar as con- saque não parece ter afetado o padrão das taxas de
dições afetas ao capital humano. Os investimentos so- câmbio reais: aumentar as taxas de juros a curto pra-
ciais aumentaram para 75% entre 1987 e 1994, o que zo, contudo, afetou adversamente o investimento que
contribuiu positivamente para a redução da pobreza. contribuiu diretamente para isso. Além do mais, en-
Em reação à rápida expansão das afluências de capi- volveu custos de transação na monitoração dos ban-
tal entre 1988 e 1990, em 1991 o Banco Central do cos comerciais.
Fontes: Ferreira & Litchfield (1999); Gallego et al. (1999); World Bank (1997b). Ver também Ariyoshi et al. (1999) e Edwards (1999) para uma visão
geral das experiências do país sobre os controles de capital.
137
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Conclusões
138
T R A T A R C O M R I S C O S F I N A N C E I R O S G L O B A I S
Notas
1. Uma grande parte da bibliografia desenvolveu-se nos últimos poucos anos discutindo causas
e conseqüências das recentes crises financeiras nas economias de mercado emergente. Ver
Calvo & Mendoza (1996); Corsetti et al. (1998); Krugman (1998); Obstfeld (1996); Radelet
& Sachs (1998); e Sachs Tornell & Velasco (1996). Sobre as causas da volatilidade do fluxo
do capital, ver Dooley (1996); López-Mejia (1999); Montiel (1998); e World Bank (1997f).
4. Ver também Helleiner (1994) para um cômputo de como em 1974 os Estados Unidos le-
vantaram as restrições temporárias de capital na metade da década de 1960.
6. Veja, por exemplo, Diwan (1999); Krongkaew (1999); Levinsohn, Berry & Friedman (1999);
Lustig (1999).
7. Esta mistura política é mencionada por Ruggie (1983) como “um compromisso do liberalis-
mo embutido”. Ele conota um comprometimento com uma ordem liberal diferente tanto da
economia nacionalista dos anos 30 como do liberalismo do padrão-ouro. Para elaboração
posterior, ver Garrett (1998). Sally (1998) também referiu-se ao liberalismo não encaixado
como “sistema de pensamento misto”. Ver também Dailami (2000).
139
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
10. A idéia da distribuição como segurança tem uma longa tradição nas economias de bem-estar
que remontam a Harsanyi (1953), Lerner (1944) e Rawls (1971). Mais recentemente, esta
questão foi analisada da perspectiva da economia política constitucional (ver Mueller, 1998;
Wessels, 1993).
11. Focalizando a globalização por meio do comércio, Rodrik (1997b) também enfatizou o rela-
cionamento entre redistribuição e abertura.
12. De modo mais preciso, uma medida da democracia, de acordo com a bibliografia recente
explorando o papel da democracia sobre o crescimento econômico, níveis de renda e salários,
define a democracia como um índice compósito e delineado sobre a Freedom House de
política e liberdade civil; ou seja:
O índice será definido a partir de 0 a 1, com 0 indicando baixa democracia e 1 indicando alta
democracia. Os índices de liberdade política e civil são do Comparative Survey of Freedom que
a Freedom House forneceu sobre uma base anual desde 1973.
13. Ver Bryant & Hodgkinson (1989) e Webb (1994) para uma discussão da Coordenação
Política Internacional em ternos macroeconômicos e Kapstein (1989) para a informação
sobre a coordenação internacional da regulamentação bancária. Para leituras seletivas na
volumosa bibliografia sobre a necessidade de melhor regulamentação e supervisão, ver
Alba et al. (1998); Caprio & Honohan (1999); Claessens, Djankov & Klingebiel (1999); e
Stiglitz (1993).
140
C A P Í T U L O 6
GOVERNO E
ANTICORRUPÇÃO
Assim como é impossível não experimentar o mel ou o veneno que se pode
encontrar na ponta da língua de alguém, também é impossível para aquele que
lide com fundos governamentais não experimentar pelo menos um bocadinho
da riqueza do rei.
— Kautilya, The Arthashastra
* O trabalho, neste capítulo, aproveita-se de um número de iniciativas de colaboração entre o autor do capítulo e
a equipe do World Bank sobre as questões de governo, inclusive Aart Kraay, Sanjay Pradhan, Randi Ryterman,
Pablo Zoido, assim como a colaboração com Joel Hellman e Girainet Jones, no Banco Europeu para Reconstrução
e Desenvolvimento, e Luis Moreno Ocampo da Transparência Internacional, e das entradas da equipe do Instituto
sobre o governo do Banco Mundial e o grupo do setor privado do banco. Os dados utilizados neste capítulo origi-
nam-se de vários projetos de pesquisa e estudos (assim como de agências de especialistas sobre impostos exter-
nos) e estão sujeitos a margem de erro. Seu objetivo não é o de apresentar classificações objetivas através do país,
mas ilustrar as características do desempenho do governo. Daí não se pretender nenhuma classificação dos países,
nem pelo autor do capítulo, do Banco Mundial, ou sua equipe de diretores. Para detalhes posteriores de “desvela-
mento” empírico do governo e da corrupção, os dados e as questões metodológicas, ver Anexo 6 e visitar o site
http://www.worldbank.org/wbi/governance.
141
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
142
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
143
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
144
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
* Think tanks, no original, ou seja, grupo organizado, no governo ou nos negócios, para fazer pesquisa intensiva e
resolver problemas, especialmente com o auxílio de computadores e equipamentos sofisticados. (N. E.)
145
A
146
Figura 6.1 – Qualidade do Indicador da Regra de Direito: A Abordagem Apresentacional dos “Sinais de Tráfego”
Q U A L I D A D E
Regra de direito
Sinal verde
Sinal vermelho Sinal amarelo
Noruega
Estados Unidos
Bom
Jordânia
Botswana
D O
Suíça
Filipinas
Canadá
Papua-Nova Guiné
Reino Unido
C R E S C I M E N T O
Cazaquistão
Benin
Chile
Bangladesh
Libéria
Hungria
Polônia
Haiti
Grécia
Senegal
Fraco
Myanmar
Belarus
Guatemala
Turcomenistão
Iraque
Nota: Esta figura mostra as estimativas da qualidade na aplicação da regra de direito para 166 países, baseadas em dados de 1997-1998, com países selecionados indicados unicamente com objetivos ilus-
trativos. As barras verticais mostram o escopo provável dos indicadores do governo para cada país, e os pontos intermediários destas barras indicam um valor mais provável. A extensão desses escopos
varia com a quantidade de informações disponíveis para cada país e na medida em que percepções das diferentes fontes de corrupção coincidam. Países com barras verticais sólidas (na área do sinal ver-
melho) ou nas barras verticais verde-escuras (na área do sinal verde) são aqueles para os quais o indicador do governo é estatisticamente significativo tanto no terceiro abaixo (sinal correto) ou no ter-
ceiro acima (sinal verde) de todos os países. Países com barras verticais sinal verde (na área de sinal amarelo) não incidem em nenhum dos grupos anteriores. Logo, nenhuma classificação precisa pode
ser realizada. As taxações do país de nenhum modo refletem os pontos de vista oficiais do Banco Mundial.
Fontes: Kaufmann et al. (1999a, b). Para maiores detalhes, incluindo dados gerais e metodologia, consultar http://www.worldbank.org/wbi/governance. Para uma síntese do documento, ver Kaufmann et
al. (2000) em http://www.imf.org/fandd.
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
As diferenças entre mais de 160 países são amplas para a regra de di-
reito, tanto quanto para as outras cinco medidas. Os países são ordenados
ao longo do eixo horizontal, de acordo com suas (admitidamente impre-
cisas) classificações, enquanto o eixo vertical indica as estimativas de go-
verno para cada país; as margens de erro para cada país descritas na linha
vertical fina pode ser considerável. Logo, é enganoso ter países que “cor-
rem” pelo mundo todo, de modo semelhante a precisas “corridas de cava-
lo”, para verificar sua classificação em vários indicadores governamentais.
Em vez disso, a abordagem seguinte que agrupa os países dentro de três ca-
tegorias amplas, semelhante a sinais de tráfego para cada dimensão gover-
namental, é mais apropriada e estatisticamente garantida:
Efeitos de Governo
147
A
148
Q U A L I D A D E
Controle de corrupção
Eslovênia
Botswana
Forte
Bélgica
D O
Dinamarca
Holanda
Tailândia
C R E S C I M E N T O
Uganda
Bangladesh
Venezuela Bolívia
Chile
Filipinas
Fraco El Salvador
Ucrânia Indonésia
Paraguai
Azerbaijão
Camarões
Tajiquistão
Nota: Esta figura mostra estimativas de controle de corrupção para 155 países, baseadas em dados de 1997-1998, com países selecionados indicados para objetivos ilustrativos. As barras verticais mostram
o escopo provável do indicador governamental para cada país e os pontos médios dessas barras mostram o valor mais provável. O alcance dessas classificações varia com a quantidade de informações
disponíveis para cada país e na medida em que percepções de diferentes fontes de corrupção coincidam. Países com barras verticais sólidas (na área de sinal vermelho) ou barras verticais verde-escuras
(na área de sinal verde) são aqueles para os quais o indicador governamental é estatisticamente significativo nos dois grupos anteriores. As posições relativas dos países estão sujeitas a significativas mar-
gens de erro e refletem as percepções de uma variedade de organizações dos setores público e privado pelo mundo afora. Logo, nenhuma classificação precisa pode ser realizada. As taxas dos países de
modo algum refletem pontos de vista do Banco Mundial.
Fontes: Kaufmann et al. (1999a, b). Para mais detalhes a respeito dos bancos de dados sobre o governo geral, ver Kaufmann et al. (2000); http://www.imf.org/fandd/2000/06/Kauf.htm; http://www.world-
bank.org/wbi/governance.
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
149
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
90 12.000
80
10.000
70
60 8.000
50
6.000
40
30 4.000
20
2.000
10
0 0
90
80
100
70
80 60
50
60
40
40 30
20
20
10
0 0
Nota: A altura das barras verticais mostra as diferenças na média dos resultados do desenvolvimento, nos países com governo frágil, médio e forte. As linhas só-
lidas mostram o efeito estimativo do governo nos resultados do desenvolvimento. Para mais detalhes sobre testes econométricos (sintetizados nas linhas sóli-
das), ver nota final 3 neste capítulo e a Tabela A6.1 no Anexo 6.
Fontes: Kaufmann et al. (1999b, 2000); http://www.imf.org/fandd.
150
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
A Corrupção Solapa
o Crescimento e o Desenvolvimento
151
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
152
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Crescimento e investimento mais baixo Economia instável/políticas institucionais devidas ao investimento de capital
Alocação distorcida dos gastos/investimentos públicos
Baixo acúmulo de capital humano
Interesses corporativos da elite capturam leis e distorcem a feitura das políticas
Ausência de regra de direito e de direitos de propriedade
Obstáculos governamentais para o desenvolvimento do setor privado
Os pobres ficam com a fatia menor do crescimento Captura do Estado pelas políticas governamentais e alocação de recursos pela elite
A regressividade da “taxa” da propina sobre pequenas empresas e sobre os pobres
A regressividade nos gastos públicos e nos investimentos
Distribuição de renda desigual
Acesso desigual aos serviços públicos A propina impõe taxa regressiva e acesso desigual de qualidade dos serviços básicos
para os serviços de saúde, educação e justiça
Captação política pelas elites do acesso aos serviços particulares
Fonte: Autores.
153
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Propina paga por empresas no Equador, 1999 Propina paga pelos negócios domésticos no Equador, 1999
Razão de custos de propina em rendas totais de empresas Razão de custos de propina nas rendas domésticas (por cento)
6 6
4 4
2 2
0 0
rendas para ter acesso aos serviços públicos (Figura 6.4). De modo seme-
lhante, em vários estudos de diagnóstico dos funcionários públicos na
América Latina no fim da década de 1990, os burocratas dessas agências
abundam em corrupção e falta de meritocracia, sendo responsáveis por dis-
criminar os pobres por meio da limitação do acesso aos serviços básicos e
por falhar na busca da diminuição da pobreza – em contraste com melhor
acesso para os pobres pelas agências com menos corrupção e meritocracia
(Figura 6.5).
154
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Controle da corrupção nas repartições públicas do Paraguai Serviço civil e meritocracia nas municipalidades do Paragaui
e acesso aos serviços pelos pobres e acesso aos serviços pelos pobres
Acessibilidade aos serviços públicos pelos pobres (por cento) Acessibilidade aos serviços públicos pelos pobres (por cento)
100 100
r= -0,41 r= -0,58
80 80
60 60
40 40
20 20
0 20 40 60 80 100 20 40 60 80 100
Gastos com propina ns repartições públicas (por cento) Índice de meritocracia por município (por cento)
Controle da corrupção nas municipalidades da Bolívia Serviço civil e meritocracia nas municipalidades da Bolívia
e acesso aos serviços pelos pobres e acesso aos serviços pelos pobres
Acessibilidade aos serviços públicos pelos pobres (por cento) Acessibilidade aos serviços públicos pelos pobres (por cento)
100 100
r= -0,72 r= -0,85
80 80
60 60
40 40
20 20
0 20 40 60 80 100 20 40 60 80 100
Extensão de propina nos municípios (por cento) Índice de meritocracia por município (por cento)
Nota: Cada observação descrita (ponto) representa uma repartição pública ou municipalidade no país pertinente. Baseados no estudo dos funcionários públicos
do governo, “impacto de alívio sobre pobreza” representa a porcentagem de casos nos quais o funcionamento dos serviços públicos é proveitoso para reduzir a
pobreza, e a “acessibilidade para os pobres” representa a porcentagem em casos nos quais os serviços públicos oferecidos são acessíveis aos pobres, como relata-
do pelos funcionários públicos no estudo do diagnóstico.
Fonte: World Bank (2000e).
155
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
156
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Causas da Corrupção
Figura 6.6 – “Pequenas Propinas” versus Captação Estatal: Será que Comprometer-
se com a Corrupção Beneficia a Empresa?
Construção administrativa não beneficia as empresas Construção do Estado mediante aquisição de políticas
(média de todos os países em transição) e a lei beneficia as empresas do captador
20 30
15
20
10
10
5
0 0
Empresas pagando um alto índice de propina administrativa Empresas “captadoras” (de leis/políticas)
157
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Alto Alto
Correlação: -0,67 Correlação: -0,67
Baixo Baixo
158
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Serviço Civil
Reformas-Chave
159
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Corrupção em algumas repartições públicas do Equador está Corrupção em algumas municipalidades está associada
associada com falta de meritocracia com falta de meritocracia
Extensão de propina nas repartições públicas (por cento) Extensão de propina nas municipalidades (por cento)
5
80
r= -0,71 r= -0,59
4
60
3
2
40
1
0 20
20 40 60 80 100 0 20 40 60 80 100
Índice de meritocrcia para repartição pública e municipalidade Índice de meritocrcia por municipalidade
Corrupção em algumas repartições públicas da Bolívia está Corrupção em algumas municipalidades da Bolívia está
associada com falta de meritocracia associada com falta de meritocracia
Extensão de propina nas repartições públicas (por cento) Extensão de propina nas municipalidades (por cento)
70 70
r= -0,64 r= -0,64
60
60
50
40 50
30
40
20
30
10
0 20
20 40 60 80 100 20 40 60 80 100
Nota: Cada observação descrita (ponto) representa uma repartição pública ou municipalidade no país pertinente. A extensão da propina é aferida pela porcen-
tagem relatada dos serviços públicos e dos contratos que são afetados pela propina numa repartição pública ou municipalidade. O índice meritocrático (de 0 a
100) é construído com a utilização de questões de análise relatadas para o gerenciamento pessoal numa repartição pública ou municipalidade como relatado pelos
funcionários públicos.
Fonte: World Bank (2000e). As contribuições de Ed Buscaglia, Maria Gonzales de Assis, Turgul Gurgur, Akiko Terada, Youngmei Zhou e Pablo Zoido-Lobatón
para esta linha de pesquisa sobre funcionários públicos são conhecidas.
160
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
país que foi sujeito à captação estatal pela elite corporativa irá requerer uma
estratégia diferente da de um país em que a principal fonte de mau governo
origina-se nas estruturas políticas ou na burocracia. Questões específicas
sobre reformas governamentais, contudo, incluem os tipos de mudança
sobre que condições políticas e como as reformas seriam priorizadas dentro
das realidades corporativa, política, civil e social de cada país cenário.
161
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Política econômica:
• Responsabilidade de liderança
política
• A vontade política da liderança Política econômica:
• Reforma parlamentar • Desregulamentação, entrada e competição
• Levantando capital investido pela • Simplificação de impostos
elite e captação do estado • Política e composicão de gastos públicos
• partidos políticos e reforma da • Estabilidade macroeconômica e disciplina
campanha financeira fiscal
Reformas Institucionais
• Direitos alfandegários
• Privatizacão transparente Controlar a
• Reforma governamental Controles financeiros:
• Descentralização, reforma • Reforma de licitações
municipal corrupção • Auditoria/administração
financeira
Serviço Civil • Governo corporativo ético
• Pagamento e incentivo e melhorar • Regulamentação do setor
de reforma financeiro
• Reestruturação das • Controle orçamentário e
repartições públicas o governo desenvolvimento do Tesouro
• Meritocracia • IT/Computação Internet
• Transparência
162
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
163
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
164
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
A A A
1 1 1
D B D B D B
0 0 0
C C C
A A A: Não corrupto
1 1 1
D B D B D: B: Íntegro
0 0 Decisões 0
impostas
C C C: Confiável
Quadro de medidas de dimensões de qualidade: A – não corrupto; B – íntegro; C – confiável; D – decisões impostas.
Nota: Um diamante com quatro pontas numa escala de 0 a 1, na qual 1 indica 100% da empresa em julgamento dando a mais alta taxa em cada dimensão
qualitativa do Tribunal relevante. O painel direito mais baixo do campo seria um benchmark hipotético ideal, se 100% das empresas apresentassem contagens
perfeitas.
Fontes: Hellman et al. (2000); ver também Anexo 6. Baseado em um exame de empresas de 1999 das economias em transição.
165
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
50
40
Legislação parlamentar
10
Nota: O índice de captação legal e judiciária é a média simples das empresas que relatam o efeito da compra corporativa da legislação parlamentar, de decisões
dos tribunais criminais e das decisões dos tribunais comerciais. Estimativas sujeitas a margem de erro.
Fontes: Hellman et al. (2000a, b); para maiores detalhes, as colunas 1, 4 e 5 na Tabela A6.1 do Anexo 6. Dados de 1999.
166
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
167
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Quadro 6.1 – Governo e Instrumentos para Estudos Diagnósticos: O Poder dos Empíricos
O primeiro conjunto de estudos diagnósticos em sobre a freqüência e custos das propinas pagas pelas
profundidade no governo e na corrupção dos funcio- empresas a reguladores em diferentes departamentos,
nários públicos, empresas e cidadãos foi realizado na assim como chegadas a curto prazo da entrega do ser-
Albânia, na Geórgia e na Latíbia em 1998. Mais re- viço público e outros indicadores eficazes de desem-
centemente, a implementação de versões refinadas e penho. Uma multiplicidade de dimensões governa-
disseminadas desses estudos diagnósticos foi realiza- mentais está incluída nestes diagnósticos, permitindo
da em outros países, focando mais amplamente no uma análise em profundidade de questões como a
complexo governo dos departamentos-chave num meritocracia, a discricionarlidade, a transparência or-
país e avaliando as principais determinantes institu- çamentária e o foco e o impacto na diminuição da po-
cionais do mau governo e da corrupção. Desafiando a breza. A análise dessas estatísticas serve, assim, como
sabedoria convencional, os novos estudos dos fun- uma entrada vital para priorizar a formulação de uma
cionários públicos, empresas e cidadãos encontraram melhoria do programa reformador governamental.
os interrogados desejosos de fornecer informações Uma fatia significativa das propinas administrativas
detalhadas sobre o mau governo que eles haviam é paga a funcionários públicos para evitar os impos-
observado e experimentado (como oposição a mera- tos, deveres alfandegários e outros compromissos fi-
mente indicar suas vagas percepções sobre a cor- nanceiros com o Estado. Algumas propinas – tais co-
rupção por todo o país, por exemplo). mo pagamentos de restituição aos funcionários públi-
O relatório do estudo dos interrogados traz infor- cos para a feitura de leis e decisões judiciais, ou para
mações sobre desvio de fundos públicos, roubo da a licitação pública – descobriu-se serem particular-
propriedade estatal, suborno para diminuir o tempo mente onerosas. Os resultados do estudo indicam que
processual, propina para obter poder de monopólio e os departamentos e as atividades vistas pelos fun-
propina na licitação. Por exemplo, em 1998, no cionários públicos particularmente corruptos coman-
desvio de fundos públicos na Geórgia e na corrupção dam os mais altos preços para garantir trabalho, su-
no Judiciário, entre outras coisas foi identificado um gerindo que assegurar tais posições públicas é visto
sério problema. Naquele tempo, o roubo da pro- como um investimento privado com uma significativa
priedade estatal foi identificado como um problema espera de retorno privado.
particular na Albânia. A propina na licitação e na Quando os dados foram apresentados nas oficinas a
alfândega é um desafio comum na maioria dos membros da comunidade de negócios, a maioria da
cenários nos quais estes estudos diagnósticos foram sociedade civil, e os ramos executivos e legislativos, o
levados a cabo. A fragilidade no Judiciário foi identi- debate político abruptamente mudou de vago, não
ficada como uma das principais causas da corrupção substancial e freqüentes acusações pessoais para um
na Albânia, enquanto os fracassos reguladores são discurso centrado na evidência empírica e nas fragili-
muito menos importantes naquele país do que na dades sistêmicas que precisavam ser corrigidas. Pro-
Geórgia e na Latíbia, por exemplo. Nestes estudos gramas de ação foram formulados e a implementação
diagnósticos, estatísticas detalhadas são coletadas das reformas institucionais começou.
Fontes: Kaufmann et al. (1998). Para um guia mais detalhado sobre a implantação do diagnóstico governamental e anticorrupção consultar,
http://www.worldbank.org/wbi/governance.
avaliação, o que foi transmitido ao vivo pela televisão. Dois terços dos juízes
fracassaram na avaliação e foram substituídos.
Em outros países, esforços para uma melhoria de governo semelhante
são efetuados num nível municipal. Por exemplo, em numerosas cidades
ucranianas, ações específicas para melhorar a eficácia do governo local no
fornecimento de serviços públicos estão sendo levadas a efeito seguindo os
estudos diagnósticos. Tendo começado em Bangalore, na Índia, no início da
168
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Os estudos dos clientes e cidadãos que incorporam então membros para um conselho orçamentário par-
a realimentação dos cidadãos ajudaram a melhorar o ticipativo de toda a cidade, que decide o seu plano de
desempenho do setor público em muitos países. O investimentos. Evidências preliminares mostram que
método do boletim que começou por San Paul, em mais estradas foram pavimentadas e o número de
Bangalore, na Índia, encarna esta abordagem. Vincula estudantes matriculados nas escolas primária e
avaliações periódicas dos cidadãos de municipali- secundária dobrou.
dades locais e seus cálculos dos serviços públicos, De modo crescente, a voz e a transparência acen-
propina e extorsão. Existe evidência de que as repar- tuando as reformas têm sido implementadas por
tições públicas em Bangalore deram passos concretos intermédio da revolução da Internet e não apenas em
para melhorar a entrega do serviço. áreas como a licitação, discutida anteriormente. No
Em Mendoza, na Argentina, os cidadãos participa- Chile, apenas durante o ano passado, a fatia da popu-
ram na criação de regras transparentes relacionadas à lação pagante de impostos preenchendo o formulário
licitação pública. Um número de localidades por todo via Internet aumentou de 5% para 30%. Ademais, a
o mundo abraçou processos participativos seme- combinação das tecnologias de ponta estatística, com-
lhantes. Como parte de seu sistema pioneiro de orça- putacional e da Internet também está promovendo
mento participativo, Porto Alegre, no Brasil, reúne uma maior responsabilidade nas eleições políticas,
grandes assembléias nas quais as prioridades de gas- como se pôde testemunhar recentemente nas conta-
tos para educação, saúde, transporte, desenvolvimen- gens extremamente eficazes, precisas e rápidas na
to, taxação, organização da cidade e o desenvolvi- Argentina, no Chile e no México, em agudo contraste
mento urbano são discutidos. As Assembléias elegem com as eleições em numerosos países.
169
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
170
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Tabela 6.2 – Impacto das Liberdades Civis Sobre o Projeto de Taxas de Retorno
Socioeconômicas
Variável de Apenas com Com simulações Com variáveis Com variáveis Efeitos da taxa econômica de
liberdades controle de variáveis regionais de políticas de simulações retorno sobre um aumento de
civis endógenas regionais e políticas desvio-padrão nas liberdades civis
Freedom House
Liberdades Civis
(1978-87) 1,81 1,16 1,71 1,07 1,57
(N=649) (0,0005) (0,079) (0,002) (0,114)
Humanas
(1982-85) 0,290 0,299 0,296 0,289 5,19
(N = 236) (0,003) (0,007) (0,002) (0,013)
Pluralismo de mídia
(1983-87) 4,61 4,45 3,66 3,43 3,12
(N = 448) (0,0001) (0,002) (0,001) (0,026)
N = número de observações.
Nota: O erro-padrão está entre parênteses. A taxa média de retorno econômico nos projetos está na amplitude de 12%-16%.
Fonte: Isham et al. (1997).
171
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A transparência significa habilitar a cidadania a A corrupção afeta todas as principais áreas da admi-
tornar-se milhões de auditores na sociedade, propi- nistração pública, arrecadação de renda como um
ciando voz e acesso a uma imprensa livre. Isto capaci- meio de aumentar os fundos públicos e alocações de
ta o fluxo das informações econômicas sociais e políti- receitas públicas como uma forma de prover os bens
cas adequadas e confiáveis sobre o uso que os investi- públicos. Isto afeta a regulamentação pública como
dores privados fazem dos empréstimos e a credibili- meios de diminuição das falhas de informação nos
dade dos tomadores de empréstimo, a provisão dos mercados, particularmente nos mercados de capital.
serviços de governo, políticas monetária e fiscal, e as Pesquisa empírica recente dos episódios de crise
atividades de instituições internacionais. Por contras- financeira indica que a probabilidade de tais crises foi
te, falta de transparência significa que alguém, tal significativamente mais ampla onde não havia trans-
como um ministro do governo, instituição política, parência. Os diagnósticos governamentais em profun-
corporação ou banco, está deliberadamente impedin- didade das repartições públicas discutidas anterior-
do o acesso ou deturpando as informações. mente dentro de um país também sugerem que os
Em geral, falta de transparência aumenta o escopo departamentos com fluxos transparentes de informa-
para a corrupção por meio da criação de assimetrias in- ção tendem a mostrar uma corrupção mais baixa e
formais, entre as entidades reguladas e as reguladoras. melhor governo e desempenho gerais.
172
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
Conclusões
O governo deve ser entendido num contexto mais amplo do que sim-
plesmente equilibrar a corrupção, o que é um sintoma-chave de uma das
fragilidades institucionais mais fundamentais. Tanto governo quanto
corrupção precisam ser rigorosamente desvelados e entendidos de modo
analítico e empírico. O mau governo distorce a tomada de decisões políti-
cas, a feitura de políticas e a alocação dos fatores de produção, que, por sua
vez, retarda o crescimento de renda e bem-estar e aumenta a pobreza. As
muitas capacidades fracassadas de abordagens de construção no passado
não deram atenção suficiente para alimentar o bom governo, controlar a
corrupção, melhorar a burocracia e o serviço civil, promover as liberdades
civis e abordagens participativas, entender as origens e as conseqüências da
captação do Estado, ou o conhecimento posterior sobre a economia política
do edifício institucional. O governo precisa dar entrada ao estágio central da
capacidade de construir estratégias de mudanças institucionais. A com-
preensão dos capitais particulares investidos por diferentes grupos de
influência é necessária – incluindo o setor corporativo (tanto doméstico
quanto FDI) –, como é o reconhecimento de que os incentivos, a prevenção
e os desafios de mudança sistemática no âmbito das instituições afetam de
modo vital o governo e são pelo menos tão importantes quanto os aspectos
tradicionais da aplicação da lei.
173
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Notas
1. Pletora dos indicadores que aferem os vários aspectos do governo são ordinais; ou seja, pos-
suem um elemento qualitativo ou subjetivo. Contudo, os dados são importantes. Em
primeiro lugar, para alguns aspectos do governo, estes são os únicos tipos de dados
disponíveis (e é agora possível desligar o “ruído” do “sinal”). Quase por definição, os dados
174
G O V E R N O E A N T I C O R R U P Ç Ã O
pesados (numéricos cardinais) têm sido até aqui virtualmente impossíveis de se obter num
formato sistemático e, para aquelas poucas dimensões governamentais onde tais dados exis-
tem, são seguidos por uma larga margem de erro e/ou questões metodológicas. Em segun-
do lugar, para muitos aspectos do governo, os resultados dos estudos (mesmo que con-
tenham um elemento de percepção) importam tanto quanto os dados oficiais. Por exemplo,
se o setor de negócios de um país encara o sistema judiciário como uma arma do governo e
evita se utilizar dos tribunais, vai pensar duas vezes sobre decisões de investimento. Ver
Anexo 6 para maiores detalhes.
2. A assimetria das barras horizontais é explicada pelas diferenças na variável dentro de cada
quartilho. Enquanto as diferenças nos países são pequenas nos dois primeiros quartilhos, são
maiores no terceiro e no quarto.
5. Outros fatores no estudo empírico das causas da corrupção também aparecem como impor-
tantes. Como esperado, a renda per capita e a educação têm correlação com um nível de cor-
rupção mais baixo quando os outros fatores são mantidos constantes. As variáveis gerais do
desenvolvimento são freqüentemente procurações para determinantes mais específicas da
corrupção, tais como a qualidade das instituições públicas ou a regra de direito (ver Ades &
Di Tella (1999) para uma revisão útil).
6. Muito deste capítulo deve-se ao trabalho colaborativo com Sanjay Pradhan, Randi, Ryterman
e o Grupo do Setor Público. Ver também World Bank (2000h).
175
C A P Í T U L O 7
AGARRAR AS
OPORTUNIDADES
DE MUDANÇA
Devemos usar o tempo de modo criativo e compreender de uma vez que ele está
sempre maduro para se fazer o correto.
— Nelson Mandela, Higher Than Hope: The Authorized Biography of
Nelson Mandela
177
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
A Estrutura e os Temas
178
A G A R R A R A S O P O R T U N I D A D E S D E M U D A N Ç A
179
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
180
A G A R R A R A S O P O R T U N I D A D E S D E M U D A N Ç A
Quais poderiam ser as implicações políticas para educação, à tecnologia e a serviços de saúde, as-
garantir a qualidade do crescimento? Este livro apre- sim como à terra, ao crédito, ao treinamento para
sentou várias, que podem ser organizadas sob três habilidades, e a oportunidades de trabalho nos
princípios. mercados abertos.
• Garantir estruturas reguladoras eficazes e medi-
Políticas para um crescimento não distorcido das anticorrupção para acompanhar a abertura fi-
dos capitais físico, humano e natural nanceira e a privatização.
• Alinhar reformas e a reestruturação para meca-
• Evitar subsídios diretos ou indiretos para o ca- nismos de diminuição dos custos das crises, que
pital, tais como isenção de impostos, colocação provavelmente serão sofridos de maneira despro-
de poderes monopolistas e nos subsídios, pri- porcional pelos pobres.
vilégios especiais que alimentam a corrupção e
garantias implícitas nas taxas de retorno. Construir a estrutura governamental
• Investir de modo eficaz no capital humano e garan- para o desenvolvimento
tir o acesso aos pobres por meio de incentivos e da
alocação de investimentos públicos na educação. • Envolver todos os investidores – o setor privado,
• Sustentar o capital natural esclarecendo os direi- inclusive, as empresas transnacionais e o setor
tos de propriedade, evitando níveis baixos en- nacional privado, ONGs, a sociedade civil e o
ganosos de royalties para os recursos naturais e a governo – na implementação de uma agenda de
aplicação de impostos ambientais. desenvolvimento compartilhada por todos.
• Habilitar as pessoas por meio da voz, partici-
Atenção para com os aspectos de pação e liberdades civis e políticas maiores.
• Sustentar a liberação econômica por meio da pro-
estabilidade e distributivos do crescimento
moção do desenvolvimento institucional e de me-
• Assegurar que os pobres possam ter acesso à lhor governo.
181
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
182
A G A R R A R A S O P O R T U N I D A D E S D E M U D A N Ç A
183
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
184
A G A R R A R A S O P O R T U N I D A D E S D E M U D A N Ç A
Economia Política de
Quantidade versus Qualidade
185
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Seguir em Frente
186
A G A R R A R A S O P O R T U N I D A D E S D E M U D A N Ç A
187
A N E X O 1
OBJETIVOS AMPLOS
E OS INSTRUMENTOS
189
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
World Development Repport (World Bank, 1991), juntamente com vários ou-
tros. As correlações entre políticas e metas são mostradas na Tabela A1.1.
Estas correspondem às Figuras 1.2 e 1.5 no Capítulo 1. As associações entre
as políticas e os indicadores componentes que formam os índices não são
mostradas. Os esboços disseminados para as combinações escolhidas de
metas políticas são mostrados na Figura A1.1, depois de controlar os efeitos
do período inicial da renda.
As metas e as variáveis aproximadas utilizadas são:
Metas
Instrumentos Coeficiente Nível de Número Coeficiente Nível de Número Coeficiente Nível de Número
de correlação significância de países de correlação significância de países de correlação significância de países
Gasto educacional/
PIB 0,04 0,72 87 -0,02 0,84 88 0,17 0,21 56
Gastos com saúde/
PIB (1990-98) -0,01 0,95 70 -0,28 0,02 71 0,18 0,23 49
Excedente de
orçamento 0,12 0,40 55 0,27 0,05 55 0,01 0,97 39
Razão comércio/
PIB 0,07 0,50 89 0,07 0,50 90 -0,05 0,69 56
Mudança na
tarifa média 0,05 0,82 26 -0,09 0,65 26 -0,10 0,65 25
Índice de abertura
do cálculo de
capital (1988) 0,21 0,22 36 0,00 0,99 36 -0,22 0,23 31
Índice de repressão
financeira (1996) -0,16 0,50 21 0,26 0,26 21 -0,35 0,12 21
M2/PIB 0,36 0,00 89 0,29 0,01 90 -0,08 0,58 56
Ação ambiental
(variável
simulada) -0,16 0,15 80 0,24 0,03 81 -0,10 0,47 56
Ação ambiental
internacional
(variável
simulada) 0,11 0,35 80 0,08 0,49 81 -0,24 0,08 56
Índice regra
do direito
(1997-98) 0,34 0,00 86 0,41 0,00 87 0,18 0,19 55
Índice de eficácia
do governo
(1997-98) 0,35 0,00 81 0,27 0,00 82 0,05 0,73 55
Nota: A melhoria no desenvolvimento humano é definida com base no índice Borda da redução da mortalidade infantil, redução do analfabetismo e aumento na
expectativa de vida entre as décadas de 1980 e 1990. A melhoria no desenvolvimento sustentável é definida com base no índice Borda das diminuições das
emissões de dióxido de carbono, desmatamento e poluição da água entre as décadas de 1980 e 1990. As correlações significativas, pelo menos no nível de 10%,
são mostradas em itálico bold.
Fontes: World Bank (2000c); cálculos dos autores.
190
O B J E T I V O S A M P L O S E O S I N S T R U M E N T O S
Crescimento do PIB (porcentagem de mudança por ano) Aumento da alfabetização (porcentagem de mudança)
8 20
15
4 10
5
0 0
-5
-4 -10
-15
-8 -20
-40 -20 0 20 40 60 -50 -25 0 25 50 75 100
Crescimento do PIB (porcentagem de mudança por ano) Aumento na cobertura florestal (porcentagem de mudança)
6 3
4 2
2 1
0 0
-2 1
-4 2
-6 3
-6 -4 -2 0 2 4 6 -4 -2 0 2 4
Excedentes orçameto (porcentagem do PIB) Gastos públicos com educação (porcentagem do PIB)
Crescimento do PIB (porcentagem de mudança por ano) Redução da poluição das águas (porcentagem de mudança)
8 30
6 20
4
10
2
0
0
-10
-2
-20
-4
-6 -30
Nota: Os gráficos de dispersão disseminados são construídos utilizando-se de resíduos das regressões das variáveis respectivas – pertencente a ambos os eixos –
contra o PIB per capita em 1981.
Fontes: World Bank (2000c); cálculo dos autores.
191
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
• Gastos sociais com educação e saúde. Eles foram expressos como por-
centagens do PIB, com média calcada em valores disponíveis para o
período: 1981-1997 para os gastos com educação, e 1990-1998 para
os gastos com saúde. Em decorrência das limitações de dados, não
pudemos incluir dotação de gastos na educação básica e nos serviços
preventivos de saúde (Filmer et al., no prelo; López et al., 1998).
• Compromisso ambiental. Utilizamos duas variáveis de modelo, para re-
presentar o compromisso ambiental: uma para ação nacional basea-
da na formulação estratégica ambiental e perfilamento ambiental, e
outros para a ação internacional, baseada na assinatura do Tratado
Global sobre Mudança Climática. Desafortunadamente, indicadores
mais completos de políticas de governo para o desenvolvimento sus-
tentado ainda não estão disponíveis.
• Política macroeconômica. Utilizamos excedentes de orçamento como
uma porcentagem do PIB (Barro, 1990; Fischer, 1993).
• Abertura. Utilizamos a razão de comércio para PIB, prêmio do merca-
do paralelo, mudança na principal tarifa e uma medida de controle de
capital baseada em Quinn (1997) e Quinn & Toyoda (1997) (um
valor mais alto do índice representa um grau maior de abertura para
as afluências de capital; ver Anexo 5).
• Profundidade financeira, prudência e gerenciamento do risco. Utilizamos
192
O B J E T I V O S A M P L O S E O S I N S T R U M E N T O S
193
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
194
A N E X O 2
ESTRUTURA E
EVIDÊNCIA
N
- - - 1 N - -
+ Nv (h; R) + v’ (h; R)(h i – h) + — v”(h; R)(hi – h)2
i=1 2 i = 1
-
onde c- é a média ou consumo per capita, h é a média ou capital humano per
-
capita, u’(cc- ), v’ (h; R) são os primeiros derivativos com respeito ao c e ao h,
-
respectivamente, avaliados em valores médios c- e h e u”( c- ) são derivativos
secundários. Examinando as expectativas, obtemos a média de bem-estar
por indivíduo i,
195
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
1
~ u(cc- ) + — - 1 -
(A2.1) E(U) ~ u” (cc- ) c2+ v(h; R) + — v”(h; R) 2
h’
2 2
Como foi indicado no texto, o capital humano (h) e o capital natural (R)
estão sujeitos a duas externalidades possíveis associadas ao consumo e à
produção. As externalidades de consumo originam-se do fato de que os
efeitos diretos positivos de h e R sobre a função do bem-estar podem ser
apenas parcialmente consideradas pelo setor privado em suas decisões de
dotações de recursos. Externalidades de produção crescem porque muito da
expansão tecnológica positiva associada a h não pode ser levada em consi-
deração pelo setor privado. Além do mais, parte do valor de R como um
recurso produtivo também pode ser ignorado pelo setor privado, particular-
mente nos casos em que os direitos de propriedade do capital natural não
estão bem definidos.
Neste ponto, procedemos a uma suposição extrema: que todos os valo-
res de consumo direto de h e R sobre a função do bem-estar (assim como os
efeitos distributivos representados pelo c2 e h2 ) são ignorados pelas decisões
do setor de produção privado. Além disso, assumimos que as externalidades
de produção estabelecem um calço entre os produtos marginais privados de
h e R e os verdadeiros produtos marginais desses recursos. Ou seja, o setor
privado só considera uma fração da contribuição de h e R para a produção.
Assumimos, ainda, que um nível mínimo de consumo de subsistência cs
existe. A representatividade doméstica precisa de um nível de consumo cs
para sobreviver e não permitirá que o consumo atinja níveis abaixo de cs . Ou
seja, impomos uma coerção de subsistência, c – cs 0.
196
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
onde k é o capital físico per capita, G( ) é a função PIB per capita da econo-
mia, A( ) é um índice de produtividade, p representa as variáveis da políti-
ca e fatores exógenos, Ihg é o investimento do governo no capital humano, I hp
é o investimento privado no capital humano, é um parâmetro, IgR é o inves-
timento do governo no capital natural, (R) é uma função de crescimento
dos recursos renováveis através do tempo e ( ) é uma função crescente do
PIB que reflete o possível impacto direto negativo da atividade econômica
aumentada no capital natural. Assumimos que a população N é fixa de
modo que, utilizando as unidades apropriadas, pode ser normalizada para 1,
daí a distinção entre variáveis totais de per capita na Equação (A2.4) tornar-
se irrelevante. Igualmente, para uma simplicidade algébrica, assumimos
uma taxa zero de desvalorização de k e h. Assumir uma taxa de depreciação
logarítmica constante para esses bens, como é atualmente feito, não afeta
nenhum dos resultados.
Vários comentários sobre a Equação (A2.4) estão ordenados:
197
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Em primeiro lugar, assumimos que a coerção (A2.4) (ii) não está com-
prometendo; a economia é suficientemente rica para permitir c > cs em
todas as vezes. Analisaremos o papel da coerção de subsistência no caso da
economia pobre.
Pode-se mostrar que o setor privado, neste modelo, investe apenas em
k se o produto do capital físico Gk( ) for mais alto que o produto do capi-
tal humano marginal, como percebido pelo setor privado, Ghp ( ).1 Ele inves-
tirá tanto em k quanto em h se o G hp = Gk e só irá investir em h se Ghp >. Gk.
Logo, ao assumir que k é de início relativamente baixo, I hp = I Rp = 0 e k >0.
Sem dúvida, a principal razão pela qual o setor privado investe apenas em
um fator é nossa hipótese de que todos os fatores sejam produzidos fora
de uma função produtiva comum. Se permitirmos uma função de produção
diferente para h, o setor privado pode ser mostrado investindo tanto em k
quanto em h, mesmo fora do equilíbrio de longo prazo. Contudo, o ponto
essencial é que o setor privado tende a subinvestir nos capitais humano e
natural, com relação ao capital físico. Ou seja, o setor privado tende a ter
uma carteira de investimentos muito estreita, enquanto os efeitos externos
positivos associados a h e R são maiores do que aqueles associados ao k,
sem se importar se h ou R possuem funções produtivas separadas. Em
certo sentido, a extrema especificação (fora da simplificação da álgebra)
198
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
.
onde c /c é a taxa de crescimento de consumo per capita (suprimimos a barra
sobre c), Gk( ) é uma função que reflete um produto marginal do capital físi-
co para um dado nível de A e r é a taxa de desconto.2
Há quatro casos possíveis:
199
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
200
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
201
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
.
taxa de crescimento de consumo positiva e sustentável igual a c /c*. (Esta
situação reflete o padrão de crescimento 3 no Capítulo 2.)
De modo alternativo, o governo pode escolher subsidiar os investidores
de capital físico, reduzindo b ou aumentando Gk ao longo do tempo (veja a
Equação A2.5). Contudo, estes subsídios devem ser financiados. Pressu-
pondo-se que sejam financiados por uma soma de taxas em efeito cascata,
o orçamento apertado, Equação A2.4 (i), implica que o governo deve
reduzir Ihg e/ou IRg . Contudo, isto significa que a economia se torna cada
vez mais dependente de subsídios como meios para sustentar o crescimen-
to. Na Figura A2.1 este padrão de crescimento pode ser mostrado mediante
uma mudança para a direita da tabela Gk em razão dos subsídios de capital
(ou por uma queda de b). Mas o aperto do orçamento implica que o gover-
no possui menos recursos para investir no capital humano. Logo, para
preservar o crescimento (manter uma brecha positiva entre Gk e b), os sub-
sídios devem ser continuamente aumentados com o passar do tempo. Ou
seja, a tabela Gk deveria estar se mudando constantemente para a direita
mediante subsídios crescentes e permanentes. O crescimento econômico
torna-se dependente dos subsídios cada vez mais crescentes para donos de
capital com um conseqüente impacto negativo na distribuição de renda e
nos capitais humano e natural. (Este é o padrão de crescimento 2 discutido
no Capítulo 2.)
202
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
Gk Gh + x
p
Gh
E B b
0 (k/h)
(k/h)* (k/h)º (k/h)ºº
.
c/c
.
(c/c)*
d
L
0 (k/h)
(k/h)* (k/h)º (k/h)ºº
Fonte: Autores.
203
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Uma vez que k/h = (k/h)ss, as famílias precisam utilizar toda sua saída
para consumo. Em (k/h)ss a economia torna-se inviável.
Observe-se que tanto (k/h)s quanto (k/h)ss dependem dos níveis de h0, R0,
A, e p. Pode-se ver facilmente que (k/h)s e (k/h)ss estão ambos diminuindo
em h0, R0, A e p (presumindo que G( ) está aumentando em p, ou seja, p
representa fatores exógenos positivos). Logo, num choque negativo devido,
por exemplo, a uma recessão na economia moderna que reduz os termos do
comércio dos pobres ou o nível de R em decorrência da intrusão de inter-
esses comerciais nos recursos naturais pertencentes aos pobres (o que
ironicamente é mais provável que aconteça durante períodos de explosão no
setor moderno), (k/h)s irá aumentar.
Suponhamos que a economia esteja inicialmente em (k/h)0 maior que
(k/h)s Isto é, está crescendo em direção a (k/h)* (ver Figura A2.2). Imagi-
nemos agora que ocorra uma recessão no setor moderno que reduz p. Isto
fará com que (k/h)s cresça. Se o novo (k/h)s é agora maior ou igual a (k/h)0,
então a economia de semi-subsistência é lançada numa armadilha de sub-
sistência que poderia levar a um crescimento negativo, conduzindo k/h
rumo a (k/h)ss.
Consideremos o caso em que o choque inicial ocorre no tempo t e é
eventualmente revertido e p é levado de volta a seu nível original no tempo
t + . Aqui há duas possibilidades:
204
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
205
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
E
b
0 ss s (k/h)
(k/h) (k/h) (k/h)*
.
c/c
F
0 (k/h)
ss s
(k/h) (k/h) (k/h)*
M
s
c N
0 (k/h)
ss s
(k/h) (k/h) (k/h)*
Fonte: Autores.
206
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
(A2.9) git = [Fk(Kit-1, Hit-1, Rit-1; A, P, it) – Ck(ri, it, pit; i)],
207
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
208
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
Notas
1. Coerente com a discussão apresentada, Gbh < Gh, onde Gh é o produto marginal verdadeiro
do capital humano.
3. Isto é coerente com um fato estilizado que é válido para vários países tropicais, particular-
mente na América Latina e na Ásia: embora os pobres sejam mais dependentes dos recursos
naturais, a maior parte da destruição desses recursos é provocada pelos grandes interesses
comerciais que invadem os recursos possuídos pelos pobres (ver a ampla evidência empírica
destas questões fornecidas por Kates & Haarmann, 1992).
209
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Tabela A2.2 – Taxas do Crescimento do PIB Regressadas nos Estoques por Operário,
Utilizando Todos os Países com Dados Disponíveis de 1965 a 1990
210
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
Elasticidade
Notas:
1. As elasticidades são computadas pela conversão da taxa percentual de crescimento para o logaritmo da taxa de crescimento dividindo a porcentagem por 100.
2. Os efeitos marginais são computados utilizando a regressão dos efeitos fixos com simulações de tempo e país, corrigida para a forma do grupo pela he-
teroscedasticity para todos os países, e um termo comum AR(1) para a autocorrelação. Os dados são para todos os países, 1965-1990.
3. Os valores marginais (dy/dx) computados para cada x não logaritmado são simplesmente o exponencial de seus respectivos valores registrados. Isto significa
que a barra de x não é a média verdadeira.
4. Os valores marginais para a formulação translogarítmica utiliza-se dos valores médios do logaritmo do termo cruzado.
5. Os erro-padrão estão entre parênteses, e são baseados na variabilidade apenas da estimativa dos parâmetros (incluindo covariações entre parâmetros) e não
em qualquer variabilidade na média variável mínima ou máxima.
6. A elasticidade do trabalho é computada como negativa da soma das elasticidades para capital/trabalho e recursos/trabalho.
Fonte: López et al. (1998).
211
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Studies on the impact Os estudos examinam os “Em muitos países, governos concedem subsídios
of subsidies. Bergström efeitos no FTP nos subsídios de capital diferentes aos setores de negócio que
(1998). dos capitais públicos para prometem crescimento ... Os resultados sugerem que
“Capital Subsides and empresas na Suécia entre 1987 os subsídios podem influenciar o crescimento (em um
rhe Performance of e 1993. Foram utilizados curto prazo), mas parece haver pouca evidência de que
firms”. painéis de dados. os subsídios afetam a produtividade.” (p.1)
Harris (1991). “The Utiliza a função de produção “Os resultados indicam que, desde que a indústria
Employment Creation CES (elasticidade constante da manufatureira na província tende a operar com um
Effects of Factor substituição) e um modelo da trabalho tecnológico intensivo, e a elasticidade de
Subsidies”. simulação para a indústria demanda para a saída é muito baixa, os efeitos
manufatureira da Irlanda do de geração de emprego para os subsídios de capitais
Norte, 1955-1983. são fortemente negativos.” (p.49)
Lee (1996). Utiliza dados de quatro “As políticas industriais, tais como incentivos
“Government períodos do painel nos de imposto e subsídios ao crédito, não foram
Interventions and anos 1963-1983. correlacionadas com o crescimento do fator total
Productivity Growth”. de produtividade nos setores promovidos.”
Lim (1992). “Capturing Utiliza-se do nível de dados “A maioria dos países em desenvolvimento fornece
the Effects of Capital de 3.900 – 4.900 empresas da incentivos fiscais para encorajar investimentos
Subsidies”. Malásia, de 1976 a 1979. estrangeiros e nacionais. Este estudo mostra que esses
esquemas subsidiam significativamente o uso do
capital e produzem uma intensidade maior de capital
na manufaturação na Malásia.” (p.705)
Oman (2000). “Policy O estudo levanta três questões: “Incentivos baseados na competição ao FDI é um
Competition for Foreign (a) Com que extensão os fenômeno global: os governos em todos os níveis,
Direct Investment”, governos competem realmente países OECD e não OECD, acoplam nos globais ...
OECD Development pelo FDI, (b) o efeito da O efeito distorcionário dos incentivos ... pode ser
Centre. competição e (c) as implicações significativo ... Isto pode ser contraprodutivo se
para agentes de política. os governos oferecerem incentivos dispendiosos
em investimento” (p.7-9). Incentivos de investimento
na indústria automobilística são mostrados em uma
tabela da página 73.
Studies on the size Subsídios estimados que “Subsídios estimados para energia, estradas, água e
of subsidies. danificaram o ambiente. agricultura aumentando as economias de transição na
Gandhi et al. (1997). década de 1990 em US$ 240 bilhões por ano. Cortar
esses subsídios ao meio poderia diminuir o excedente
em US$ 100 bilhões para o investimento no
desenvolvimento sustentável.” (p.10)
212
E S T R U T U R A E E V I D Ê N C I A
De Moor & Calamai Um relatório do Conselho da “Em países da OECD, subsídios anuais totais em
(1997). Terra, que estimou subsídios quatro setores – energia, estradas de rodagem, água
Subsidizing Unsustainable públicos em quatro setores. e agricultura – atingiram US$ 490-615 bilhões; nos
Development: países não-OECD, US$ 217-272 bilhões. Os subsídios
Undermining the Earth totais globais nos quatro setores são estimados em
with Public Funds. US$ 710-890 bilhões”. (p. 93)
Gulatti & Narayanan Este relatório estima a “Amplamente, a metade do enorme subsídio agrícola
(2000). quantidade de subsídios sobre fertilizantes e energia ... abrangendo 2% do
“Demystifying Fertilizer e examina os reais PIB, está indo tanto para a indústria, no caso de
and Power Subsidies in beneficiários. fertilizantes, ou está sendo roubado por consumidores
India”. não agrícolas, no caso da energia.” (p.784)
Nota: Uma tabela mais detalhada está disponível nas solicitações aos autores.
Fonte: Autores.
213
A N E X O 3
DISTRIBUIÇÃO DA
EDUCAÇÃO, ABERTURA
E CRESCIMENTO
215
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
216
D I S T R I B U I Ç Ã O D A E D U C A Ç Ã O , A B E R T U R A E C R E S C I M E N T O
Tabela A3.1 – Os Coeficientes Gini de Educação para Países Seletos, em Anos Seletos
Fontes: López et al. (1998). Para dados sobre países adicionais, ver Thomas et al. (2000).
217
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Efeitos fixos, Efeitos fixos, a forma log-linear Efeitos fixos, a forma log-linear Efeitos fixos permitindo, para
excluindo efeito permitindo, para efeitos de permitindo, para efeitos de efeitos de distribuição de
da distribuição distribuição de educação, usar distribuição de educação, usar educação, usar o desvio-padrão
Variáveis educacional coeficientes de variáveis de educação coeficientes de variáveis de educação do registro de educação
218
D I S T R I B U I Ç Ã O D A E D U C A Ç Ã O , A B E R T U R A E C R E S C I M E N T O
. .
ERRi = Ei + Xi + Gi + Ri + i
219
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Dados do Projeto
Variáveis Explanatórias
• Educação, que pode ser medida por meio de três variáveis. Elas
incluem mudanças na média dos anos de escolaridade, da força de
trabalho, entre a aprovação do projeto e anos de avaliação; interação
de educação e abertura, aferida pelos desvios das partes comerciais;
e o nível inicial da educação, baseado em Nehru et al. (1995) e atua-
lizado por Patel.
• Indicadores de abertura, incluindo o prêmio e o mercado negro de
220
D I S T R I B U I Ç Ã O D A E D U C A Ç Ã O , A B E R T U R A E C R E S C I M E N T O
Variáveis independentes Coeficiente Tobit Prob > Chi Coeficiente Probit Prob > Chi
Variáveis educacionais
Mudança em níveis de educação entre aprovação e anos de avaliação 3,33 0,01 0,34 0,00
Educação x abertura de mercado
(medida por ações do comércio prediletas) 0,00 0,04 0,00 0,45
Falta de aberturas
Registro do mercado premium de câmbio negro estrangeiro
(3 anos movimentando a média) -3,14 0,04 -0,23 0,01
Instituição e governo
Compartilha do excedente do orçamento/déficit no PIB
(3 anos movimentando a média) 0,26 0,05 0,06 0,04
Corrupção no governo (1 =mais, 6 = menos)
Nota: Prob = 0,05 significa a rejeição do coeficiente = 0 a 95% de confiança. As regressões cobrem projetos avaliados entre 1974 e 1992.
Fonte: Thomas & Wang (1997).
221
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Notas
1
= xi – x j .
i >j j
N(N – 1)
222
D I S T R I B U I Ç Ã O D A E D U C A Ç Ã O , A B E R T U R A E C R E S C I M E N T O
Maas & Criel (1982) Cálculo de Coeficiente Gini de Educação baseado nos A desigualdade na distribuição de educação varia enormemente
dados de matrícula em 16 países do norte da África. através dos países.
Ram (1990) Cálculo de desvio-padrão de educação para Com o nível de escolaridade aumentando, a desigualdade
aproximadamente cem países. educacional aumenta primeiro, e, após atingir um certo pico,
começa a declinar. O ponto de retorno é baseado em sete anos
de educação.
O’Neill (1995) 1. Assumindo que o estoque de capital humano é o Entre países desenvolvidos, a convergência em níveis
acúmulo de educação passada, insensível para da educação resulta na redução da dispersão de rendas.
o nível de renda corrente. Entretanto, as rendas globais têm divergido a despeito
2. Utilizando a variação de renda e a análise da convergência substancial dos níveis de educação.
dos capitais físico e humano.
3. Utilizando ambas as quantidades e avaliações
de capitais humano e físico.
Ravallion & Sen (1994) Apresentando um caso do estudo interior na taxa Esquemas de diminuição da pobreza em contingentes de terra
de efetividade da política de redução da pobreza. em Bangladesh tem um impacto na redução da pobreza, “embora
os ganhos máximos despeçam os menores” (p.823).
Deininger & Squire (1996) Coeficiente Gini para a Terra medindo o crescimento do Países com maior eqüidade na distribuição de terras tendem a
PIB (1960-1990). crescer mais rápido.
Ravallion (1997) Taxa de crescimento do Coeficiente Gini de Renda. Em qualquer taxa de crescimento positiva, quanto maior a
desigualdade inicial, menor a taxa de queda de renda da pobreza.
Birdsall & Londoño (1998) Uma análise dentro do país usando um modelo tradicional Níveis de desigualdade na educação inicial e Coeficiente Gini
de crescimento, após um controle de acumulação de para a Terra têm fortes impactos negativos no crescimento
capital, níveis de renda e educação e recursos naturais. econômico e crescimento de renda dos pobres.
Deininger & Squire (1998) Dados prováveis entre países na renda e na distribuição de “Há um drástico relacionamento negativo entre a desigualdade
vantagens (terra). inicial e a distribuição de vantagem no crescimento a longo
prazo; desigualdade reduzindo o crescimento de renda do pobre,
mas não do rico; e dados longitudinais disponíveis fornecem um
pequeno apoio às hipóteses de Kuznets.”
Li et al. (1998) Coeficiente Gini para a Terra. Coeficiente Gini de Renda está positivamente relacionado com o
Coeficiente Gini de Renda. Coeficiente Gini para a Terra.
IDB (1998) Regressão usando dados de 19 países, Gini Desigualdade de renda (Gini) está negativamente
para a Terra, Gini de Renda, Gini de Educação relacionada com Gini para a Terra, e positivamente
e desvio-padrão de educação. relacionada com desvio-padrão de educação.
López et al. (1998) Uma função de produção “nontradable” é estimada usando 1. A distribuição da educação é importante para os níveis de
dados qüinqüenais de vinte países, depois controlando renda, assim como para o crescimento.
capital físico, trabalho, e assim por diante. 2. Abertura financeira e reformas melhorando a produtividade do
Coeficientes Gini de Educação são estimados na obtenção capital humano e modelos de crescimento.
dos dados.
223
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Ravallion & Datt (1999) Utilizando vinte estudos domésticos dos 15 maiores Os processos de crescimento são mais pró-pobres nos
estados da Índia em 1960-1994 para estudar a questão estados com alta alfabetização inicial, alta produtividade
de “quando o crescimento é pró-pobre”. Foram estimadas agrícola e padrão de vida rural mais elevado do que dos
elasticidades de pobreza a não-agricultores. moradores urbanos.
Kerala tem a mais alta elasticidade de pobreza de saídas
não agrícolas.
224
A N E X O 4
AFERINDO O
CAPITAL NATURAL
225
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
226
A N E X O 5
ABERTURA FINANCEIRA
227
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Exigências de financiamento
Exigência de documentação
Licença de exportação
Taxa de exportação
Crédito comercial
Crédito financeiro
Investimento direto
Investidores institucionais
228
A B E R T U R A F I N A N C E I R A
Nota: Aberto: nenhuma, ou mínima, regulamentação para transações exteriores e interiores e um meio ambiente geralmente não discriminatório. Amplamente aber-
to: algumas regulamentações são exercidas nas transações exteriores ou interiores com a necessidade de apoio documental, mas sem a necessidade da aprovação
governamental. Parcialmente fechado: a aprovação e as regulamentações governamentais são requeridas para transações internas e externas e habitualmente avali-
zadas. Amplamente fechado: restrições substanciais e aprovações governamentais são requeridas e raramente concedidas para transações internas e externas.
Fonte: Estimativa dos autores.
229
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
em que KFit denota fluxos totais líquidos de capital privado para o país i no
ano t; e uit denota o termo de erro.
A volatilidade no país i é definida como
S(uit)
(A5.2) Vi =
GDPit ,1996
230
A B E R T U R A F I N A N C E I R A
Nepal 0,29
Bangladesh 0,10
yi = pi + ei ,
231
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
exp (a´xi)
F (a´xi) = .
1 + exp (a´xi)
pi
log = a´xi .
1 – pi
232
A B E R T U R A F I N A N C E I R A
Nota: Direitos políticos, extraído de Freedom in the World, 1998, publicado pela Freedom House; um país concede a seus cidadãos direitos políticos quando lhes per-
mite formar partidos políticos que representem um significativo espectro da escolha eleitoral e cujos líderes podem competir abertamente para e serem eleitos
para posições de poder no governo.
Liberdades civis, extraído de Freedom in the World,1998, publicado pela Freedom House; um país preserva as liberdades civis de seus cidadãos quando respeita e pro-
duz seus direitos religiosos, étnicos, econômicos, lingüísticos e outros, incluindo direitos de gênero e família, liberdade pessoal e liberdades de imprensa, crença
e associação.
Abertura das contas de capital é uma medida do grau de controles e/ou restrições que se aplicam apenas às transações de cálculo de capital (13 transações como
classificadas pelo FMI AREAER) e são definidas na Tabela A5.1
Abertura financeira é uma medida mais ampla incorporando controle e/ou restrições tanto sobre capital corrente como transações de cálculo de capital (ver Tabela
A5.1).
Transferências de pagamentos, estatísticas financeiras governamentais: média de gasto central, estatal e local como porcentagem do PIB. Transferências para outros níveis
de governo nacional, 1991-1997; países com o mínimo para esta variável são: Chile, Costa Rica, República Dominicana, Grécia, Irlanda, Lesoto, Panamá, Sri Lanka
e Tailândia. Dinamarca tem o valor máximo para esta variável.
Gastos sociais, estatísticas financeiras governamentais e UNESCO: média de gasto central, estadual e local como porcentagem do PIB, 1991-1997; Paquistão tem o míni-
mo para esta variável. Dinamarca tem o valor máximo para esta variável.
Abertura comercial, Indicadores do Desenvolvimento Mundial: média comercial ou porcentagem do PIB, década de 1980.
Renda per capita, média de renda per capita, 1990-1997; na amostragem de países, o mínimo é de US$ 91,60 para Moçambique e o máximo é de US$ 37.199 para
a Suíça.
Fontes: Freedom House (1998); FMI (1999, várias publicações); UNESCO (1998); Banco Mundial (1999f).
Notas
1. Para alguns países onde os dados sobre determinadas transações não estavam disponíveis,
foram dados os valores médios de 1.
233
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
Abertura financeira
r=0,38 r=0,51
Renda per capita 0,52* 0,44** -0,54* -0,68* 0,29* 0,67* 0,26 1,00
234
A N E X O 6
ÍNDICES DE GOVERNO
E CORRUPÇÃO
MÉTODOS DE AGREGAÇÃO, MEDIDAS EMPÍRICAS
NOVAS E DESAFIOS ECONOMÉTRICOS
235
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
236
Í N D I C E S D E G O V E R N O E C O R R U P Ç Ã O
237
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
238
Í N D I C E S D E G O V E R N O E C O R R U P Ç Ã O
239
A Q U A L I D A D E D O C R E S C I M E N T O
240
Í N D I C E S D E G O V E R N O E C O R R U P Ç Ã O
Aquisição corporativa de
Azerbaijão 41 48 39 44 40 35 41
Bulgária 28 26 28 28 19 42 28
Croácia 18 24 30 29 29 30 27
a
Estônia 14 7 8 8 8 17 10
Geórgia 29 24 32 18 20 21 24
a
Hungria 12 7 8 5 5 4 7
Latíbia 40 49 8 21 26 35 30
Moldávia 43 30 40 33 34 42 37
a
Polônia 13 10 6 12 18 10 12
Romênia 22 20 26 14 17 27 21
Federação Russa 35 32 47 24 27 24 32
a
Eslovênia 8 5 4 6 6 11 7
Ucrânia 44 37 37 21 26 29 32
a. A classificação da captação estatal é média para estes países. Para todos os outros países arrolados, a classificação de captação estatal é alta.
b. O índice de captação estatal é a média simples dos subcomponentes aferidos nas colunas 1 a 6. Subagrupamentos de tais componentes também permitem cál-
culos de um índice de captação legal ou judiciária (colunas 1, 4 e 5), as quais, sob uma interpretação ampliada, também poderiam abranger a compra de decre-
tos presidenciais (coluna 2), um índice solitário de captação judiciária (colunas 4 e 5), ou um índice de captação legal (colunas 1 e 2).
Nota: Estimativas individuais sujeitas a margem de erro. Tais margens de erro são significativas; logo, deve-se ter cuidado na utilização de cada estimativa indi-
vidual. Contudo, testamos para países específicos interrogados e não o achamos significativo (ver Hellman et al., 2000c).
Fontes: Hellman et al. (2000a); ver também http://www.worldbank.org/wbi/governance.
241
BIBLIOGRAFIA
E REFERÊNCIAS
A palavra “processado” descreve informalmente trabalhos reproduzidos que normalmente não estão
disponíveis nas bibliotecas.
ADB (Asian Development Bank). Emerging Asia: ALBA, P. et al. The Role of Macroeconomic and
Changes and Challenges. Manila, 1997. Financial Sector Linkages in East Asia’s Financial
Crisis. Relatório apresentado no Centre for
ADELMAN, I., TAFT-MORRIS, C. Society, Politics Economic Policy Research/World Bank con-
and Economic Development: A Quantitative ference on Financial Crisis: Contagion and
Approach. Baltimore, Maryland: The Johns Market Volatility. London, May, 1998.
Hopkins University Press, 1967.
ALDEMAN, I. Growth, Income Distribution, and
ADES, A., DI TELLA, R. National Champions and Equity-Oriented Development Strategies. World
Corruption: Some Unpleasant Interventionist Development, v.3, n.2-3, p.67-76, 1975.
Arithmetic. The Economic Journal, n.107,
p.1023-42, 1997. ALESINA, A. et al. The Political Economy of Capital
Controls. In: LEIDERMAN, L., RAZIN, A. (Eds.)
_____. Rents, Competition, and Corruption. Ame- Capital Mobility: The Impact on Consumption,
rican Economic Review, v.80, n.4, p.982-93, Investment and Growth. Cambridge, U.K.:
1999. Cambridge University Press, 1994.
AHLUWALIA, M. S. Income Distribution and ALESINA, A., PEORTTI, R. The Political Economy
Development: Some Stylized Facts. American of Growth: A Critical Survey of the Recent
Economic Review, v.66, n.2, p.128-35, 1976. Literature. World Bank Economic Review, v.8,
n.3, p.351-71, 1994.
AKIYAMA, T. Has Africa Turned the Corner?
World Bank, International Economics ALESINA, A., RODRIK, D. Distributive Politics
Commodities and Policy Unit. Washington, and Economic Growth. Quarterly Journal of
D.C., 1995. (Processado). Economics, n.108, p.465-90, 1994.
243
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
AMIN, S., PEBLEY, A. R. Gender Inequality within Press, em cooperação com o Milken Institute
Households: The Impact of a Women’s for Job and Capital Formation, 1993.
Development Programme in Thirty-Six
Bangladesh Villages. Bangladesh Development BARRO, R., LEE, J. W. Losers and Winners in
Studies, v.22, n.2-3, p.121-54, 1994. Economic Growth. Proceedings of the World
Bank Annual Conference on Development
ARIYOSHI, A. et al. Country Experiences with the Economics 1993. World Bank, Washington,
Use and Liberalization of Capital Controls. D.C., 1994.
Washington, D.C.: International Monetary
Fund, Monetary Exchange Affairs Depart- _____. International Measures of Schooling Years
ment, 1999. and Schooling Quality. American Economic
Review, Papers and Proceedings, v.86, n.2,
ARNESON, R. Equity and Equality of Opportunity p.218-23, 1997.
for Welfare. Philosophical Study, n.56, p.77-
93, 1989. BARRO, R., SALA-I-MARTIN, X. Economic Growth.
New York: McGraw-Hill, 1995.
ARROW, K. The Economic Implications of
Learning by Doing. Review of Economic Studies, _____. Convergence. Economic Growth: Theory and
n.29, p.155-73, Jun. 1962. Evidence, v.1. International Library of Critical
o
Writings in Economics n. 68. Cheltenham,
ASLUND, A. Why Has Russia’s Economic Trans- U.K.: Elgar Reference Collection, 1996.
formation Been so Arduous? Relatório apre-
sentado na Annual Bank Conference on De- BASTER, N. (Ed.) Measuring Development: The Role and
velopment Economics. Washington, D.C., Adequacy of Development Indicators. London: F.
Apr. 28-30, 1999. Cass (reimpressão). Journal of Development
Studies, n.8, v.3, 1972. (Original).
AVIATION WEEK AND SPACE TECHNOLOGY,
v.151, n.6, Aug. 9, 1999. BASU, K. et al. Household Labor Supply,
Unemployment, e Minimum Wage Legisla-
BANERJEE, A. Land Reforms: Prospects and tion. Policy Research Working Paper n. WPS
Strategies. Relatório apresentado na Annual 2049. Development Economics, World Bank,
Bank Conference on Development Economics. Washington, D.C., 1999.
World Bank, Washington, D.C., Apr. 28-30,
1999. BEASON, R., WEINSTEIN, D. E. Growth,
Economies of Scale, e Targeting in Japan
BARRO, R. J. Government Spending in a Simple (1955-1990). Review of Economics and Statistics,
Model of Endogenous Growth. Journal of v.78, n.2, p.286-95, 1996.
Political Economy, n.98, s103-25, 1990.
BECKER, G. S. Human Capital. New York:
_____. Economic Growth, Convergence, and Columbia University Press, 1964.
Government Policies. In: ZYCHER, B.,
SOLOMON, L. C. (Eds.) Economic Policy, BEHRMAN, J., BIRDSALL, N. The Quality of
Financial Markets, and Economic Growth. Schooling Quantity Alone Is Misleading. American
Boulder, Colorado; Oxford, U.K.: Westview Economic Review, v.73, n.5, p.928-46, 1983.
244
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
BERGSTRÖM, F. Capital Subsidies and the Perfor- BINSWANGER, H. P., DEININGER. K. Explain-
mance of Firms. Working Paper Series in Eco- ing Agricultural and Agrarian Policies in
nomics and Finance n. 285. Stockholm School Developing Countries. Journal of Economic
of Economics, Stockholm, Sweden, 1998. Literature. n.XXXV, p.1958-2005, Dec. 1997.
BERRY, R. A., CLINE, W. R. Agrarian Structure and BINSWANGER, H. P. et al. Power, Distortions,
Productivity in Developing Countries. Baltimore, Revolt, and Reform in Agricultural Land
Maryland: The Johns Hopkins University Relations. In: BEHRMAN, J., SRINIVASAN,
Press, 1979. T. N. (Eds.) Handbook of Development Economics.
Amsterdam: Elsevier Science, 1995. v.IIIb
BESLEY, T. Property Rights and Investment
Incentives: Theory and Evidence from BIRDSALL, N. Government, Population, and
Ghana. Journal of Political Economy, v.103, n.5, Poverty: A Win-Win Tale. In: KIESSLING, K.
p.903-37, 1995. L., LANDBERG, H. (Eds.) Population, Economic
Development, and the Environment. Oxford,
BESLEY, T., CASE, A. Unnatural Experiments? U.K.: Oxford University Press, 1994.
Estimating the Incidence of Endogenous
Policies. Working Paper n. 4956. National BIRDSALL, N., LONDOÑO, J. L. Asset Inequality
245
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Matters: An Assessment of the World Bank’s ao World Bank Economist Forum. Washington,
Approach to Poverty Reduction. American D.C., May 3-4, 1999.
Economic Review, v.87, n.2, p.32-7, 1997.
BORENSZTEIN, E. et al. How Does Foreign
_____. No Tradeoff: Efficient Growth via More Direct Investment Affect Economic Growth?
Equal Human Capital Accumulation. In: Journal of International Economics, v.45, n.1,
GRAHAM, C. et al. (Eds.) Beyond Tradeoffs: p.115-35, 1998.
Market Reform and Equitable Growth in Latin
America. Washington, D.C.: Brookings Insti- _____. The Behavior of Non-Oil Commodity
tution Press, em associação com o Inter- Prices. Occasional Paper n. 112. International
American Development Bank, 1998. Monetary Fund, Washington, D.C., 1994.
BIS (Bank for International Settlements). Annual BOUIS, H. E. et al. Gender Equality and
Report. Basel, Switzerland, 1997, 1998. Investments in Adolescents in the Rural
(Vários anos). Philipines. Research Report n. 108. Inter-
national Food Policy Research Institute,
BLOMM, D. E., BRENDER, A. Labor and the Washington, D.C., 1998.
Emerging World Economy. Working Paper
n. 4266. National Bureau of Economic BOURGUIGNON, F. Crime, Violence, and
Research, Cambridge, Massachusetts, 1993. Inequitable Development. Texto apresentado
na Annual Bank Conference on Development
BLOOM, D. E., FREEMAN, R. B. Economic Economics. World Bank, Washington, D.C.,
Development and the Timing and Com- Apr. 28-30 1999.
ponents of Population Growth. Journal of
Policy Modeling, v.10, n.1, p.57-81, 1988. BREGMAN, A. et al. Effects of Capital Subsidization
on Productivity in Israeli Industry. Bank of
BLOOM, D. E., WILLIAMSON, J. G. Demographic Israel Economic Review, n.72, p.77-101, 1999.
Transitions and Economic Miracles in
Emerging Asia. World Bank Economic Review, BREWER, D. J. et al. Estimating the Cost of
v.12, n.3, p.419-55, 1998. National Class Size Reductions under
Different Policy Alternatives. Education
BOJO, J. The Costs of Land Degradation in Sub- Evaluation and Policy Analysis, v.21, n.2, p.179-
Saharan Africa. Ecological Economics, v.16, n.2, 92, 1999.
p.161-73, 1996.
BROWN, L. R. et al. State of the World 1998. In:
BOJO, J., SEGNESTAM, L. Towards a Common A Worldwatch Institute Report on Progress
Goal: The Experience of NEAPS and Their Toward a Sustainable Society. New York: W.W.
Relationship to NSDSs. Paper submitted to Norton, 1998.
the Regional Consultative Meeting on
Sustainable Development in Africa, Sept. BRUNETTI, A. Political Variables in Cross-Country
1999, p.7-9, Abidjan. Growth Analysis. Journal of Economic Surveys,
v.11, n.2, p.163-90, 1997a.
BONILLA-CHACIN, M., HAMMER, J. S. Life and
Death among the Poorest. Texto apresentado _____. Politics and Economic Growth: A Cross-Country
246
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Data Perspective. Paris: Organisation for Stability: Beyond Supervised Capital Requirements.
Economic Co-operation and Development, Journal of Economic Perspectives, v.13, n.4, p.43-
Development Center Studies, 1997b. 64, 1999.
BRUNETTI, A. et al. Credibility of Rules and CARD, D., KRUEGER, A. B. School Quality and
Economic Growth. Policy Research Working Black-White Relative Earnings: A Direct
Paper n. 1760. World Bank, Policy Research Assessment. Quarterly Journal of Economics,
Department, Washington, D.C., 1997. v.107, n.1, p.151-200, 1992.
CALVO, G. A., MENDOZA, E. G. Petty Crime and CHONG, A., CALDERÓN, C. Empirical Testes on
Cruel Punishment: Lessons from the Mexican Casuality and Feedback between Institutional
Debacle. American Economic Review, Papers and Measures and Economic Growth. World Bank,
Proceedings, v.86, n.2, p.170-5, 1996. Washington, D.C., 1997a. (Processado).
CAPRIO, G., HONOHAN, P. Restoring Banking CHONG, A., CALDERÓN, C. Institutional Change
247
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
COLLIER, P. On the Economic Consequences of CORSETTI, G. et al. What Caused the Asian
Civil War. Oxford Economic Papers, n.51, Currency and Financial Crisis? New York:
p.168-83, Jan. 1999. New York University, 1998. (Processado).
COLLIER, P. et al. Fifty Years of Development. CROPPER, M. et al. Roads, Population Pressures,
World Bank, Washington, D.C., 2000. and Deforestation in Thailand, 1976-1989.
(Processado). Policy Research Working Paper n. 1726.
World Bank, Policy Research Department,
COLLIER, P. HOEFFLER, A. On the Economic Washington, D.C., 1997.
Causes of Civil Wars. Oxford Economic Papers
50, Oct. 1998, p.563-73. CROPPER, M., GRIFFITHS, C. The Interaction
of Population Growth and Environmental
COLLINS, C. Aid to Dependent Corporations. In: Quality. American Economic Review, n.84,
BRESLOW, M. et al. (Eds.) Decoding the Contract: p.250-4, 1994.
Progressive Perspectives on Current Economic
Policy Debates. Somerville, Massachusetts: DAILAMI, M. Euphoria and Panic: Developing
Economic Affairs Bureau, 1996. Countries Relationship to Private Finance.
EDI Forum, v.3, n.2, p.1-3, 6, 1998.
COLLINS, S. M., BOSWORTH, B. P. Economic
Growth in East Asia: Accumulation Versus _____. Financial Openness, Democracy, and Redis-
248
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
tributive Policy. Policy Research Working Journal of Development Economics, v.31, n.1,
Paper n. 2372. Washington, D.C.: World p.59-84, 1992.
Bank, 2000.
DE LONG et al. Equipment Investment and
DAILAMI, M., HAQUE, N. ul. What Economic Growth. Quarterly Journal of
Macroeconomic Policies Are “Soubd”? Policy Economics, v.106, n.2, p.445-502, 1991.
Research Working Paper n. 1995.
Washington, D.C.: World Bank, 1998. DE MOOR et al. Subsidizing Unsustainable
Development: Undermining the Earth with Public
DALY, H. E. Georgescu-Roegen Versus Solow/ Funds. San José, Costa Rica: Institute for
Stiglitz. Ecological Economics, v.22, n.3, p.261-6, Research on Public Expenditure and The
1997. Earth Council, 1997.
DASGUPTA, P. Well-Being and the Extent of DEATON, A. The Analysis of Household Surveys: A
Its Realization in Developing Countries. Microeconometric Approach to Development
Economic Journal, v.100, n.4 (supplement), Policy. Baltimore, Maryland: The Johns
p.1-32, 1990a. Hopkins University Press, em associação com o
World Bank, 1997.
_____. Well-Being in Poor Countries. Economic and
Political Weekly (India), n.25, p.1713-20, 1990b. DEININGER, K. Making Negotiated Land Reform
Work: Initial Experience from Colombia,
_____. An Inquiry into Well-Being and Destitution. Brazil, and South Africa. Policy Research
New York: Oxford University Press, 1993. Working Paper n. 2040. World Bank, Policy
Research Department, Washington D.C.,
_____. Population, Poverty, and the Local Environment. 1999.
Scientific American (Washington, D.C.), Feb.
1995. p.40-5. DEININGER, K., MINTEN, B. Determinants of Forest
Cover and the Economics of Protection: An
DASGUPTA, P., MÄLER, K.-G. Poverty, Institutions, Application to Mexico. Working Paper n. 10.
and the Environmental Resource Base. Environ- Research Project on Social and Environmental
ment Paper n. 9. World Bank, Environment Consequences of Growth-Oriented Policies.
Department, Washington, D.C., 1994. World Bank, Development Research Department,
Washington, D.C., 1996. (Processado).
DASGUPTA, P., SERAGELDIN, I. Social Capital: A
Multifaceted Perspective. Washington, D.C.: DEININGER, K., OLINTO, P. Asset Distribution
World Bank, 1999. Inequality and Growth. World Bank, Policy
Research Group, Washington, D.C., 1999.
DASGUPTA, S. et al. Environmental Regulation (Processado).
and Development: A Cross-Country Empirical
Analysis. Policy Research Working Paper n. DEININGER, K., SQUIRE, L. A New Dataset
1488. World Bank, Policy Research Department, Measuring Income Inequality. World Bank
Washington, D.C., 1995. Economic Review, v.10, n.3, p.565-91, 1996.
DE GREGORIO, J. Growth in Latin America. _____. New Ways of Looking at Old Issues:
249
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Inequality and Growth. Journal of Development DOOLEY, M. A Survey of Literature on Controls over
Economics, v.57, n.2, p.259-87, 1998. International Capital Transactions. IMF Staff
Papers, n.43, p.639-87, Dec. 1996.
DEMIRGÜÇ-KUNT, A., DETRAGIACHE, E. Finan-
cial Liberalization and Financial Fragility. DRAGE, J., MANN, F. Improving the Stability of
Policy Research Working Paper n. 1917. World the International Financial System. In:
Bank, Development Research Group; and Financial Stability Review. 6.ed. Bank of
International Monetary Fund, Research De- England, 1999.
partment, Washington, D.C., 1998.
DREWNOWSKI, J. F., SCOTT, W. The Level of
DENISON, E. F. Sources of Economic Growth in the United living Index. Report n. 4. United Nations
States and the Alternative Before Us. New York: Research Institute for Social Development,
Committee for Economic Development, 1962. Geneva, 1966.
_____. Why Growth Rates Differ: Post-War Experience DRÉZE, J., SEN, A. Hunger and Public Action.
in Nine Western Countries. Washington, D.C.: WIDER Studies in Development Economics.
The Bookings Institution, 1967. Oxford, U.K.: Clarendon Press, 1995.
DEVARAJAN, S., HAMMER, J. S. Risk Reduction DUBEY, A., KING, E. M. A New Cross-Country
and Public Spending. Policy Research Education Stock Series Differentiated by Age
Working Paper n. 1869. World Bank, Public and Sex. Journal of Educational Planning and
Economics, Development Research Group, Administration, v.11, n.1, p.5-24, 1996.
Washington, D.C., 1998.
DURAISAMY, P. et al. Is There a Quantity-Quality
DIEWERT, W. E. The Measurement of the Economic Tradeoff as Enrollments Increase? Evidence
Benefits of Infrastructure Services. Berlin; New from Tamil Nadu, India. Policy Research
York: Springer-Verlag, 1986. Working Paper n. 1768. World Bank,
Washington, D.C., 1998.
DIKHANOV, Y. et al. Towards a Better Understanding
of the Global Distribution of Income. World DWORKIN, R. What Is Equity: Part 2. Equality of
Bank, Development Economics Data Group, Resources. Philosophy & Public Affairs, n.10,
Washington, D.C, 2000. (Processado). p.283-345, 1981.
DIWAN, I. Labor Shares and Financial Crises. EASTERLY, W. The Joys and Sorrows of Openness:
Working Paper. World Bank Institute, A Review Essay. Texto preparado para o semi-
Washington, D.C., 1999. nário Economic Growth and its Determi-
nants, March 23-24, 1998, Ministry for Develop-
DIXON, J. A., SHERMAN, P. Economics of Protected ment Cooperation, The Hague, The Netherlands.
Areas: A New Look at Benefits and Costs.
Washington, D.C.: Island Press, 1990. _____. Life during Growth. Journal of Economic
Growth, v.4., n.3, p.239-79, 1999a.
DOLLAR, D., KRAAY, A. Growth Is Good for the Poor.
Working Paper. World Bank, Policy Research _____. The Lost Decades: Explaining Developing
Department, Washington, D.C., 2000. Countries’ Stagnation 1980-1998. Develop-
250
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
_____. The Ghost of Financing Gap: Testing the EEPSEA (Economy and Environment Program for
Growth Model Used in the International South East Asia). Interim Results of a Study
Financial Institutions. Journal of Development on the Economic Value of Haze Damages in
Economics, v.60, n.2, p.423-38, 1999c. SE Asia. Economy and Environment Program
for Southeast Asia, Singapore, 1998.
EASTERLY, W. et al. Shaken and Stirred:
Volatility and Macroeconomic Paradigms for EHRLICH, P. R. The Population Bomb. New York:
Rich and Poor Countries. Michael Bruno Ballantine, 1968.
Memorial Lecture, XIIth World Congress of
the International Economics Association. EICHENGREEN, B. Globalizing Capital: A History of
Buenos Aires, Aug. 27, 1999. the International Monetary System. Princeton,
New Jersey: Princeton University Press, 1996.
_____. Good Policy or Good Luck? Country
Growth Performance and Temporary Shocks. EICHENGREEN, B., MUSSA, M. (Eds.) Capital
Journal of Monetary Economics, n.32, p.459-83, Account Liberalization: Theoretical and
1993. Practical Aspects. Occasional paper 172.
International Monetary Fund, Washington,
EASTERLY, W., KRAAY, A. Small States, Small D.C., 1998.
Problems? Policy Research Working Paper
n. 2139. World Bank, Development Research EKBOM, A., BOJO, J. Poverty and Environment:
Group, Macroeconomics and Growth, Evidence of Links and Integration into the
Washington, D.C., 1999. Country Assistance Strategy Process.
Discussion Paper n. 4. World Bank, Africa
EASTERLY, W., LEVINE, R. It’s Not Factor Region, Environment Group, Washington,
Accumulation Stylized Facts and Growth D.C., 1999.
Models. Working Paper. World Bank,
Washington, D.C., 2000. Disponível em ESREY. S. A. et al. Health Benefits from
http://www. worldbank.org/html/prdmg/grthweb/ Improvements in Water Supply and Sanitation:
pdfiles/ fact3.pdf. Survey and Analysis of the Literature on
Selected Diseases. WASH Technical Report
EASTERLY, W., YU, H. Global Development Network n. 66. U.S. Agency for International Develop-
Growth Database. 2000. Disponível em http:// ment, Washington, D.C., 1990.
www.worldbank.org/research/growth/GDN
data.htm. EUROPEAN BANK FOR RECONSTRUCTION
AND DEVELOPMENT. Transition Report:
EASTWOOD, R., LIPTON, M. The Impact of Ten Years of Transition. London, 1999.
Changes in Human Fertility on Poverty.
Journal of Development Studies, v.36, n.1, p.1- EVANS, P. (Ed.) Government Action, Social
30, 1999. Capital, and Development across the Public-
Private Divide. World Development, v.24, n.6
EDWARDS, S. How Effective Are Capital (special section), p.1033-132, 1996.
251
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
FAKIN, B. Investment Subsidies during Transi- _____. The Impact of Public Spending on Health:
tion. Eastern European Economics, v.33, n.5, Does Money Matter? Social Science and
p.62-75, 1995. Medicine, v.49, n.10, p.1309-23, 1999c.
FEDDERKE, J., KLITGAARD, R. Economic FINE, B., K. FINE. Social Choice and Individual
Growth and Social Indicators: An Explorary Rankings I. Review of Economic Studies, v.41,
Analysis. Economic Development and Cultural n.3, p.303-22, 1974a.
Change, n.46, Apr. 1998, p.455-89.
_____. Social Choice and Individual Rankings II.
FEDER, G. Land Ownership Security and Farm Review of Economic Studies, v.41, n.4, p.459-
Productivity: Evidence from Rural Thailand. 75, 1974b.
Journal of Development Studies, v.24, n.1, p.16-
30, 1987. FISCHER, S. The Role of Macroeconomic Factors
in Growth. Journal of Monetary Economics,
_____. The Economics of Land and Titling in v.32, n.3, p.485-512, 1993.
Thailand. In: HOFF, K. A. B., STIGLITZ, J.
(Eds) The Economics of Rural Organizations: _____. Capital Account Liberalization and the Role
Theory, Practice, and Policy. New York: Oxford of the IMF. In: Essays in International Finance
University Press, 1993. Series, 207. Princeton, New Jersey: Princeton
University, Department of Economics,
FERREIRA, F. H. G., LITCHFIELD. J. A. Calm International Finance Section, 1998.
after the Storms: Income Distribution and
Welfare in Chile, 1987-94. World Bank FISCHER, S. et al. Should the IMF Pursue Capital-
Economic Review, v.13, n.3, p.509-38, 1999. Account Covertibility? 1998.
252
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Doing and Learning from Others: Human GANDHI, V. et al. A Comprehensive Approach to
Capital and Technical Change in Agriculture. Domestic Resource Mobilization for Sustainable
Journal of Political Economy, n.103, p.1176-209, Development. Relatório apresentado no Fourth
1995. Expert Group Meeting on Financial Issues of
Agenda 21, Jan. 6-8, 1997, Santiago, Chile,
FOURNIER, G., RASMUSSEN, D. Targeted United Nations, Department for Policy
Capital Subsidies and Economic Welfare. Coordination and Sustainable Development,
Cato Journal, v.6, n.1, p.295-312, 1986. New York.
FOX, J. The World Bank and Social Capital. GARRETT, G. Global Markets and National Politics:
Contesting the Concept in Practice. Journal of Collision Course or Virtuous Circle?
International Development, v.9, n.7, p.963-71, International Organization, v.52, n.4, p.787-824,
1997. 1998.
FRANK, R. Luxury Fever: Why Money Fails to Satisfy GAZETTA MERCANTIL. An International Weekly.
in a Era of Excess. New York: Free Press, 1998. New York, May 21, 1999.
FREEDOM HOUSE. Freedom in the World: Political GEF (Global Environmental Facility). Valuing the
Rights and Civil Liberties. New York, 1998. Global Environment: Actions and Investments for
a 21st Century, Washington, D.C., 1998. v.1.
FURMAN, J., STIGLITZ, J. Economic Crises:
Evidence and Insights from East Asia. GILSON, S. UAL Corporation. Case Study 9-295-130.
Brookings Papers on Economic Activity. 2.ed. Harvard University Business School, Cambridge,
School: Cambridge, Massachusetts, 1998. Massachusetts, Mar. 1995, p.784-94.
p.1-114.
GOLD, J. International Capital Movements under
FURTADO, J. et al. Global Climate Change and the Law of the International Monetary Fund.
Biodiversity: Challenges for the Future and the Washington D.C.: International Monetary
Way Ahead. Washington D.C.: World Bank Fund, 1977.
Institute, 1999.
GONZALEZ DE ASIS, M. Reducing Corruption:
GALEOTTI, M., LANZA, A. Desperately Seeking Lessons from Venezuela. PREM Note n. 39.
(Environmental) Kuznets. Relatório apresen- World Bank, Washington, D.C., 2000.
tado no World Congress of Environment and
Resource Economists. Venice, Italy, Jun. 25- GOODMAN, L. A., MARKOWITZ, H. Social
27, 1998. Welfare Functions Based on Individual
Rankings. American Journal of Sociology, n.58,
GALLEGO, F. et al. Capital Controls in Chile: 1952.
Effective? Efficient? Working Paper. Central
Bank of Chile, Santiago, 1999. GRAY, C. W., KAUFMANN, D. Corruption and
Development. Finance and Development, v.5,
GALOR, O., ZEIRA, J. Income Distribution and n.1, p.7-10, 1998.
Macroeconomics. Review of Economic Studies,
n.60, p.35-52, 1993. GREANEY, V., KELLAGHAN, T. Monitoring the
253
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Learning Outcomes of Education Systems. HAMILTON, K., LUTZ, E. Green National Accounts:
Direction in Development Papers. World Policy Uses and Empirical Experience.
Bank, Washington, D.C., 1996. Environment Department Paper n. 39. World
Bank, Environment Department, Washington,
GRILICHES, Z. Price Indexes ans Quality Changes: D.C., 1996.
Studies in New Methods of Measurement.
Cambridge, Massachusetts: Harvard University HAMMER, J. S., SHETTY, S. East Asia’s
Press, 1971. Environment: Principles and Priorities for
Action. World Bank Discussion Paper n. 287.
_____. Education, Human Capital, and Growth: A World Bank, Washington, D.C., 1995.
Personal Perspective. Journal of Labor
Economics, v.15, n.1 (part. 2), s330-42, 1997. HANRAHAN, D. et al. Developing Partnerships
for Effective Pollution Management.
GROSSMAN, G. M., HELPMAN, E. Growth and Environment Matters Annual Review, Fall, 1998.
Welfare in a Small Open Economy. Working p.62-5.
Paper n. 2970. National Bureau of Economic
Research, 1989. HANUSHEK, E. Interpreting the Recent Research
on Schooling in Developing Countries. World
_____. Comparative Advantage and Long Run Bank Research Observer, v.10, n.2, p.227-46,
Growth. American Economic Review, n.80, 1995.
p.796-815, 1990.
HANUSHEK, E. A., KIM, D. Schooling, Labor Force
GROSSMAN, G. M., KRUEGER, A. B. Economic Quality, and Economic Growth. Research
Growth and the Environment. Quarterly Working Paper n. 5399. National Bureau
Journal of Economics, n.112, p.353-78, 1995. of Economic Research, Cambridge, Massa-
chusetts, 1995.
GULATI, A., NARAYANAN, S. Demystifying Fertilizer
and Power Subsidies in India. Economic and HARR, J. A Civil Action. New York: Vintage Books,
Political Weekly, Mar. 4, 2000. p.784-94. 1995.
GUPTA, S. et al. Does Corruption Affect Income HARRIS, R. I. D. The Employment Creation
Inequality and Poverty? Working Paper n. Effects of Factor Subsidies: Some Estimates
WP/98/76. International Monetary Fund, for Northern Ireland Manufacturing Industry,
Fiscal Affairs Department, Washington, 1955-1983. Journal of Regional Science, v.31,
D.C., 1998. n.1, p.49-64, 1991.
HALDANE, A. Private Sector Involvement in HARRISS, J. (Ed.) Policy Arena: “Missing Link” or
Financial Crisis. Financial Stability Review, Analytically Missing? The Concept of Social
Nov. 1999, Bank of England. Capital. Journal of International Development,
v.9, n.7 (special section), p.919-71, 1997.
HALL, R. E., JONES, C. I. Why Do Some
Countries Produce So Much More Output HARSANYI, J. C. Cardinal Utility in Welfare
Per Worker Than Others? Quarterly Journal of Economics and in the Theory of Risk-Taking.
Economic, v.114, n.1, p.83-116, 1999. Journal of Political Economy, n.61, p.434-5, 1953.
254
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
HELLEINER, E. States and the Reemergence of Global lopment: The Search for a Basic Needs
Reform: From Brettan Woods to the 1990s. Yardstick. World Development, v.7, n.6, p.567-
Ithaca, New York: Cornell University Press, 80, 1979.
1994.
HILL, K. et al. Trends in Child Mortality in the
HELLMAN, J. et al. Seize the State, Seize the Day: Developing World: 1960-96. New York: United
An Empirical Analysis of State Capture and Nations Children’s Fund, 1999.
Corruption in Transition Economies. Relató-
rio apresentado na Annual Bank Conference HINDRIKS, J. et al. Corruption, Extortion, and
on Development Economics. Washington, Evasion. Journal of Public Economics, v.74, n.3,
D.C., Apr. 18-20, 2000a. Disponível em p.395-430, 1999.
http://www.worldbank.org/wbi/gover-
nance/. HIRSCHMAN, A. O. The Strategy of Economic
Development. New Haven, Connecticut: Yale
_____. Far from Home: Do Transnationals Import University Press, 1958.
Better Governance in the Capture Economy.
World Bank, Washington, D.C., 2000b. (Pro- _____. Exit, Voice, and Loyalty: Responses to Decline in
cessado). Disponível em http://www.world Firms, Organizations, and States. Cambridge,
bank.org/wbi/governance/. Massachusetts: Harvard University Press,
1970.
_____. Measuring Governance, Corruption, and
State Capture: How Firms and Bureaucrats _____. Essays in Trespassing: Economics to Politics and
Shape the Business Environment in Tran- Beyond. Cambridge, U.K.; New York: Cambridge
sition. Policy Research Working Paper n. Universitiy Press, 1981.
2313. World Bank, Washington, D.C., 2000c.
HOEFFLER, A. The Augmented Solow Model and
HERNANDEZ, L., SCHMIDT-HEBBEL, K. Capital the African Growth Debate. University of
Controls in Chile: Effective? Efficient? Oxford, U.K., 1997. (Processado).
Endurable? Relatório apresentado na World
Bank Conference on Capital Flows, Financial HOLTZ-EAKIN, D., SELDEN, T. M. Stoking the
Crisis and Policies. Washington, D.C., Apr. Fires? CO2 Emissions and Economic Growth.
15-16, 1999. Journal of Public Economics, n.57, p.85-101,
1995.
HERRERA, A. The Privatization of the Argentine
Telephone System. CEPAL Review, n.47, HOY, M., JIMENEZ, E. The Impact of the Urban
p.149-61, 1992. Environment of Incomplete Property Rights.
Working Paper n. 14. Research Project on
HETTIGE, H. et al. Industrial Pollution in Eco- Social and Environmental Consequences of
nomic evelopment (Kuznets Revisited). Growth-Oriented Policies. World Bank,
Policy Research Working Paper n. 1876. Policy Research Department, Washington,
World Bank, Development Research Group, D.C., 1997.
Washington, D.C., 1998.
HUGHES-HALLET, A. J. Econometrics and the
HICKS, N., STREETEN, P. Indicators of Deve- Theory of Economic Policy: The Tinbergen-
255
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Theil Contributions 40 Years on. Oxford Approach. The Quarterly Journal of Economics,
Economic Papers, v.41, p.189-214, Jan. 1989. n.110, p.1127-70, 1995.
HUNTINGTON, S. P. Modernization and Corrup- JAMES, E. et al. Finance, Management, and Cost of
tion. In: HEIDENHEIMER, A. J. (Ed.) Political Public and Private Schools in Indonesia. Economics
Corruption: Readings in Comparative Analysis. of Education Review, v.15, n.4, p.387-98, 1996.
New York: Holt Reinehart, 1964.
JIMENEZ, E. et al. An Economic Evaluation of a
_____. Political Order in Changing Societies. New National Job Training System: Columbia’s
Haven: Yale University Press, 1968. Servicio Nacional de Aprendizaje (SENA).
EDT24. World Bank, Education and Training
IDB (Inter-American Development Bank). Facing Department, Washington, D.C., 1986.
Up to Inequality in Latin America. Economic and
Social Progress in Latin America. 1998-1999 JIMENEZ, E., PAQUEO, V. Do Local
Report. Baltimore, Maryland: The Johns Contributions Affect The Efficiency of Public
Hopkins University Press, 1998. Primary Schools? Economics of Education
Review, v.15, n.4, p.377-86, 1996.
IMF (International Monetary Fund). Fiscal Reforms
in Low-Income Countries: Experience under JIMENEZ, E., SAWADA, Y. Do Community-
IMF-Supported Programs. Occasional Paper Managed Schools Work? An Evaluation of El
n. 160. Washington, D.C., 1998. Salvador’s EDUCO Program. The World Bank
Economic Review, v.13, n.3, p.415-41, 1999.
_____. Government Financial Statistics. Washington,
D.C., 1999. JOHNSON, S. et al. The Unofficial Economy in
Transition. Brookings Papers on Economic
_____. Exchange Arrangements and Exchange Restrictions: Activity (Washington, D.C.), n.2, 1997.
Annual Report. Washington, D.C. (Várias edições).
_____. Regulatory Discretion and the Unofficial
INDIA TODAY. The Poisoning of India. Special Economy. American Economic Review, v.88,
Collectors issue, Jan. 1999 (Living Media n.2, p.387-92, 1998.
India, New Delhi).
JONES, C. I. Time Series Tests of Endogenous
INTERNATIONAL COUNTRY RISK GUIDE. 1982-95. Growth Models. Quarterly Journal of Economics,
Computer file. Syracruse, New York: PRS v.110, n.2, p.495-525, 1995.
Group. Disponível no World Bank and
International Monetary Fund Staff em KAKWANI, N. Performance in Living Standards:
http://jolis.worldbankimflib.org/nldbs.htm. An International Comparison. Journal of
Development Economics (Netherlands), n.41,
ISHAM, J. et al. Civil Liberties, Democracy, and p.307-36, Aug. 1993.
the Performance of Government Projects.
World Bank Economic Review, v.11, n.2, p.219-42, KAMINSKY, G., REINHART, C. Twin Crises: The
1997. Causes of Banking and Balance of Payments
Problems. American Economy Review, v.89, n.3,
ISLAN, N. Growth Empiries: A Panel Data p.473-500, 1999.
256
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
KANBUR, R. Why Is Inequality Back on the _____. Governance Matters: From Measurement to
Agenda? Relatório apresentado na Annual Action. Finance and Development. International
Bank Conference on Development Monetary Fund, Washington, D.C., 2000.
Economics. World Bank, Washington D.C., Disponível em http://www.imf.org/faudd/
Apr. 28-30, 1999. 2000/06/kauf.htm.
_____. Income Distribution and Development. In: _____. New Frontiers in Anti-corruption Empirical
ATKINSON, A., BOURGUIGNON, F. (Eds.) Diagnostics: From In-Depth Survey Analysis
Handbook of Income Distribution. Amsterdam: to Action Programs in Transition Economies.
North-Holland, 2000. Poverty Reduction and Economic Management
Note n. 7. World Bank, Washington, D.C., 1998.
KAPSTEIN, E. B. Resolving the Regulator’s
Dilemma: International Coordination of KAUFMANN, D., WANG, Y. Macroeconomic
Banking Regulations. International Organi- Policies and Project Performance in the
zation, v.43, n.2, p.323-47, 1989. Social Sectors: A Model of Human Capital
Production and Evidence from LDCs. World
KATES, R. W., HAARMANN, V. Where the Poor Development, v.23, n.5, p.751-65, 1995.
Live: Are the Assumptions Correct? Environment
(U.S.), n.34, p.4-11, 25-28, 1992. KAUFMANN, D., WEI, S.-J. Does “Grease Money”
Speed up the Wheels of Commerce? World
KATO, K. Grow Now, Clean Up Later? The Case Bank Policy Research Working Paper n.
of Japa May, 1992. In: Effective Financing 2254. World Bank, Washington, D.C., 1999.
of Environmentally Sustainable Development.
Environmentally Sustainable Development KEEFER, P., KNACK, S. Why Don’t Poor
Proceedings Series n. 10. Proceedings of the Countries Catch Up? A Cross-National Test
Third Annual Conference on Environmentally of Institutional Explanation. Economic Inquiry,
Sustainable Development. Washington, D.C.: v.35, n.3, p.590-602, 1997.
World Bank, 1996.
KEELER. W. International R&D Spillovers and
KAUFMANN, D. Challenges in the Next Stage of Intersectoral Trade Flows: Do They Match?
Anticorruption. In: New Perspectives on Com- New Haven, Connecticut: Yale University,
bating Corruption. Washington, D.C.: Trans- 1995. (Processado).
parency International and the World Bank
Institute, 1998. _____. Are International R&D Spillovers Trade-Related?
Analyzing Spillovers among Randomly
KAUFMANN, D. et al. Aggregating Governance Indicators. Matched Trade Partners. European Economic
Policy Research Working Paper n. 2195. World Review, v.42, n.8, p.1469-81, 1998.
Bank, Policy Research Department, Washing-
ton, D.C., 1999a. Disponível em http:// KELLEY, A. C. Economic Consequences of
www.worldbank.org/wbi/governance/. Population Change in the Third World.
Journal of Economic Literature, v.26, n.4,
_____. Governance Matters. Policy Research Working p.1685-728, 1988.
Paper n. 2196. World Bank, Policy Research
Department, Washington, D.C., 1999b. _____. The Impacts of Rapid Population Growth on
257
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Poverty, Food Provision, and the Environment. KING, R. G., REBELO, S. Public Policy and Economic
Working Paper. Chapel Hill, North Carolina: Growth: Developing Neoclassical Implications.
Duke University, 1998. Journal of Political Economy, v.98, n.5, part 2,
s126-50, 1990.
KELLEY, A. C., SCHMIDT, R. M. Economic and
Demographic Change: A Synthesis of Models, _____. Transitional Dynamics and Economic
Findings, and Perspectives. Working Paper Growth in the Neoclassical Model. American
n. 99-01. Chapel Hill, North Carolina: Duke Economic Review, v.83, n.4, p.908-31, 1993.
University, forthcoming. In: BIRDSALL,
N. (Ed.) Population Change and Economic KISHOR, N. M., CONSTANTINO, L. Sustainable
Development, 1999. Forestry: Can it Compete? Finance and
Development, v.31, n.4, p.36-9, 1994.
KHAN, M. S. The Implications of International
Capital Flows for Macroeconomic and _____. Voting for Economic Policy Reform.
Financial Policies. International Journal of Dissemination Note n. 15. World Bank,
Finance and Economics (U.K.), n.1, p.155-60, Latin America Technical Environment
Jul. 1996. Department, Washington, D.C., 1996.
KIM, J. et al. Can Private School Subsidies Increase KLENOW, P., RODRÍGUEZ-CLARE, A. Economic
Schooling for the Poor? The Quetta Urban Growth: A Review Essay. Journal of Monetary
Fellowship Program. World Bank Economic Economics, n.40, p.597-618, 1997a.
Review, v.13, n.3, p.443-65, 1999.
_____. The Neoclassical Revival in Growth
KIM, J.-II, LAU, L. J. The Sources of Economic Economics: Has It Gone Too Far? In: NBER
Growth of the East Asian Newly Industrialized Macroeconomic Annual 1997. Cambridge,
Countries. Journal of the Japanese and Massachusetts: National Bureau of Economic
International Economies, v.8, n.3, p.235-71, Research, 1997b.
1994.
KLITGAARD, R. Controlling Corruption. Berkeley,
KING, E. M. et al. Central Mandates and Local California; London: University of California
Incentives: The Colombia Education Voucher Press, 1988.
Program. World Bank Economic Review, v.13,
n.3, p.467-91, 1999. KLITGAARD, R. et al. Corrupt Cities: A Practical
Guide to Cure and Prevention. Oakland,
KING, E. M., HILL, M. A. (Eds.) Women´s Education California; Washington, D.C.: ICS Press;
in Developing Countries: Barriers, Benefits, and World Bank Institute, 2000.
Policy. Baltimore, Maryland: The Johns Hopkins
University Press, 1993. KNACK, S., KEEFER, P. Institutions and Economic
Performance: Cross-Country Tests Using
KING, R. G., LEVINE, R. Financial Intermediation Alternative Institutional Measures. Economics
and Economic Development. In: MAYER, C., and Politics, n.7, p.207-27, 1995.
VIVER, X. (Eds.) Capital Markets and Financial
Intermediation. Cambridge, U.K.: Cambridge _____. Does Social Capital Have An Economic
University Press, 1993. Payoff? A Cross-Country Investigation.
258
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
KNIGHT, J. B., SABOT, R. H. Educational KUZNETS, S. Economic Growth and Income and
Expansion and the Kuznets Effect. American Income Inequality. American Economic Review,
Economic Review, v.73, n.5, p.1132-6, 1983. n.45, p.1-28, 1995.
KNIGHT, J. B., SHI, L. The Determinants of _____. Toward a Theory of Economic Growth: With
Educational Attainment in China. Oxford Reflections on the Economic Growth of Modern
Applied Economics Discussion Paper n. 127. Nations. New York: Norton, 1968.
Oxford, U.K.: Oxford University Press, 1991.
LA PORTA, R. et al. The Quality of Government.
KORNAI, J. Ten Years After “The Road to a Free Journal of Law, Economics, and Organization,
Economy”. The Author’s Self-Evaluation. v.15, n.1, p.222-79, 1999.
Relatório apresentado na Annual Bank
Conference on Development Economics. LA PORTA, R., LOPEZ-DE-SILANES, F. The
World Bank, Washington, D. C., Apr. 20, Benefits of Privatization: Evidence, From
2000. Mexico. Quarterly Journal of Economics, v.114,
n.4, p.1193-242, 1999.
KRONGKAEW, M. A Tale of an Economic Crisis:
How the Economic Crisis Started, LAM, D., LEVISON, D. Declining Inequality in
Developed, and Ended in Thailand. Relatório Schooling in Brazil and its Effects on
apresentado na International Conference on Inequality in Earnings. Journal of Development
Economic Crisis and Impacts on Social Economics, v.37, n.1-2, p.199-225, 1991.
Welfare. Taipei, China, Jun. 14-15, 1999.
LANJOUW, P., STERN, N. Agricultural Change
KRUEGER, A. O. The Political Economy of the and Inequality in Palanpur 1957-84. Dis-
Rent-Seeking Society. American Economic cussion Paper n. 24. London: London School
Review, v.64, n.3, p.291-301, 1974. of Economics and Political Science, Deve-
lopment Economics Research Programme,
KRUEGER, A. O. et al. (Eds.) The Political Economy 1989.
of Agricultural Pricing Policy, v.1-5. Baltimore,
Maryland: The Johns Hopkins University _____. Economic Development in Palanpur over Five
Press, 1991. Decades. New York: Oxford University Press,
1998.
KRUGMAN, P. The Myth of Asia’s Miracle. Pop
Internationalism. Cambridge, Massachusetts: LEE, J. W. Government Interventions and
MIT Press, 1996 (reimpresso). Foreign Productivity Growth. Journal of Economic
Affairs, v.73, n.6, p.62-78, 1994 (original). Growth, v.1, n.3, p.392-415, 1996.
_____. Fire-Sale FDI. Relatório apresentado no LEE, J.-W., BARRO, R. J. Schooling Quality in a
National Bureau of Economic Research Cross-Section of Countries. Working Paper
Conference on Capital Flows to Emerging n. 6198. National Bureau of Economic
Markets. Cambridge, Massachusetts, 1998. Research, Cambridge, Massachusetts, 1997.
259
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
LEFF, N. H. Economic Development through LEWIS, W. A. The Theory of Economic Growth. New
Bureaucratic Corruption. The American York: Harper Torchbooks, 1955.
Behavior Scientist, v.2, p.8-14, 1964.
LI, H. et al. Explaining International and Inter-
LEIPZIGER, D. M. (Ed.) Lessons from East Asia. temporal Variations in Income Inequality.
Ann Arbor. Michigan: University of Michigan Economic Journal, n.108, p.26-43, 1998.
Press, 1997.
LIM, D. Capturing the Effects of Capital Subsidies.
LEIPZIGER, D. M. et al. The Distribution of Income Journal of Development Studies, v.28, n.4,
and Wealth in Korea. Washington, D.C.: p.705-16, 1992.
World Bank Institute, 1992.
LIN, J. Y. Rural Reforms and Agricultural Growth
LERNER, A. P. Economics of Control. New York: in China. American Economic Review, v.82, n.1,
Macmillan, 1944. p.34-51, 1992.
LEVINE, R. Financial Development and Economic LIU, F. An Equilibrium Queuing Model of Bribery.
Growth: Views and Agenda. Journal of Journal of Political Economy, v.93, n.4, p.760-
Economic Literature, v.35, n.2, p.688-726, 81, 1985.
1997a.
LOCKHEED, E. M., VERSPOOR, A. M. Improving
_____. Napoleon, Bourse, and Growth in Latin Primary Education in Developing Countries. New
America. Conference on the Development of York: Oxford University Press, 1991.
Securities Markets in Emerging Economics:
Obstacles and Preconditions for Success. LOH, J. et al. Living Planet Report 1998. World
Washington, D.C., Oct. 28-29, 1997b. Wildlife Fund International, New Economics
Foundation, and World Conservation
_____. Law, Finance, and Economic Growth. Monitoring Center, Gland, Switzerland, 1998.
Journal of Financial Intermediation, v.8, n.1-2,
p.8-35, 1999. LONDOÑO, J. L. Kuznetsian Tales with Attention
to Human Capital. Relatório apresentado na
LEVINE, R., ZEVOS, S. Capital Control Libe- Third Inter-American Seminar in Economics,
ralization and Stock Market Development. Rio de Janeiro, Brazil, 1990.
World Development, v.26, n.7, p.1169-83,
1998a. LÓPEZ, R. Protecting the “Green” Environment in
a Context of Fast Economic Growth: The
_____. Stock Markets, Banks, and Economic Case for Demand-Based Incentives. Uni-
Growth. American Economic Review, v.88, n.3, versity of Maryland, College Park, Maryland,
p.537-58, 1998b. 1997. (Processado).
LEVINSOHN, J. et al. Impacts of the Indonesian _____. Growth and Stagnation in Natural Resource-Rich
Economic Crisis: Price Changes and the Economies. University of Maryland, College
Poor. Working Paper n. 7194. National Park, Maryland, 1998a. (Processado).
Bureau of Economic Research, Cambridge,
Massachusetts, 1999. _____. Where Development Can or Cannot Go:
260
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
The Role of Poverty-Environment Linkages. LUSTIG, N. Crises and the Poor: Socially
Relatório apresentado na Annual Bank Responsible Macroeconomics. Inter-Ame-
Conference on Development Economics. rican Development Bank, Sustainable De-
World Bank, Washington, D.C., Apr. 30-May 1, velopment Department, Poverty and Ine-
1998b. quality Advisory Unit, Washington, D.C.,
1999.
LÓPEZ, R. et al. Addressing the Education Puzzle:
The Distribution of Education and Economic LVOVSKY, K. et al. Environmental Health.
Reform. Policy Research Working Paper n. Background Paper for the Environment
2031. World Bank, Washington, D.C., 1998a. Strategy. Draft. World Bank, Environment
Department, Washington, D.C., 1999.
_____. Economic Growth and the Sustainability of
Natural Resources. University of Maryland, LYNCH, O. J., TALBOTT, K. Balancing Acts:
Department of Agricultural and Resource Community-Based Forest Management and
Economics, College Park, Maryland, 1998b. National Law in Asia and the Pacific. World
Resources Institute, Washington D.C., 1995.
LÓPEZ, R., VALDES, A. Rural Poverty in Latin
America: Analytics, New Empirical Evidence, and MAAS, J. van L., CRIEL, G. Distribution of
Policy. London; New York: MacMillan Press; Primary School Enrollments in Eastern
St. Martin’ s Press, 2000. Africa. Working Paper n. 511. World Bank,
Washington, D.C., 1982.
LOPEZ-MEJIA, A. Large Capital Flows – A Survey
of the Causes, Consequences, and Policy MAMINGI, N. et al. Spatial Patterns of Deforestation
Responses. Working Paper n. WP/99/17. in Cameroon and Zaire. Working Paper n. 8.
International Monetary Fund, Washington, Research Project on Social Environmental
D.C., 1999. Consequences of Growth-Oriented Policies.
World Bank, Policy Research Department,
LOURY, G. C. Social Exclusion and Ethnic Groups: Washington, D.C., 1996.
The Challenge to Economics. Relatório
apresentado na Annual Bank Conference MANKIW, G. et al. A Contribution to the Empirics
on Development Economics. World Bank, of Economic Growth. Quarterly Journal of
Washington D.C., Apr. 28-30, 1999. Economics, v.105, n.2, p.407-37, 1992.
LUCAS, R. On the Mechanics of Economic MAURO, P. Corruption and Growth. Quarterly Journal
Growth. Journal of Monetary Economics, v.22, of Economics, v.110, n.3, p.681-712, 1995.
n.1, p.3-42, 1988.
_____. The Effects of Corruption on Growth,
LUCAS, R. E. Making a Miracle. Econometrica, v.61, Investment, and Government Expenditure: A
n.2, p.251-72, 1993. Cross-Country Analysis. In: ELLIOT, K. A.
(Ed.) Corruption and the Global Economy.
LUNDBERG, M., SQUIRE, L. Growth and Washington D.C.: Institute for International
Inequality: Extracting the Lessons for Economics, 1997.
Policymakers. World Bank, Washington,
D.C., 1999. _____. Corruption and the Composition of
261
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
262
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
_____. The Allocation of Talent: Implications for National Bureau of Economic Research. New
Growth. Quarterly Journal of Economics, v.106, York: Columbia University Press, 1972.
n.2, p.503-30, 1991.
NORTH, D. C. Institutions and Economic Growth
MURPHY, K. et al. Population and Economic An Historical Introduction. World Development,
Growth. American Economic Review, n.89, n.17, n.9, p.1319-32, 1989.
p.145-9, May 1999.
_____. The Ultimate Sources of Economic Growth.
MURRAY, C. J. L., LÓPEZ, A. D. (Eds.) The Global In: SZIRMAI, A. et al. (Eds.) Explaining
Burden of Disease and Injury Series. Cambridge, Economic Growth: Essays in Honor of Angus
Massachusetts: Harvard School of Public Maddison. Amsterdam: North-Holland, 1993.
Health for the World Health Organization
and Word Bank, 1996. v.1. NURKSE, R. Problems of Capital Formation in
Underdeveloped Countries. New York: Oxford
NARAYAN, D. et al. Voices of the Poor: Can Anyone University Press, 1953.
Hear Us? New York: Oxford University Press,
2000. O’NEIL, D. Education and Income Growth:
Implications for Cross-Country Inequality.
NARAYAN, D., PRITCHETT, L. Cents and Journal of Political Economy, v.103, n.6,
Sociability: Household Income and Social p.1289-301, 1995.
Capital in Rural Tanzania. Economic Develop-
ment and Cultural Change, v.47, n.4, p.871-97, OBSTFELD, M. Models of Currency Crisis with
1999. Self-Fulfilling Features. European Economic
Review, v.40, n.3-5, p.1037-47, 1996.
NEHRU, V., DHARESHWAR, A. A New Database
on Physical Capital Stock: Sources, OECD (Organisation for Economic Co-operation
Methodology, and Results. Revista de Analysis and Development). Liberalization of Capital
Economico, v.8, n.1, p.37-59, 1993. Movements and Financial Services in the OECD
Area. Paris, 1990.
NEHRU, V. et al. A New Database on Human
Capital Stock in Developing and Industrial OMAN, C. P. Policy Competition for Foreign
Countries: Sources, Methodology, and Results. Direct Investment. OECD Development
Journal of Development Economics, v.46, n.2, Centre, Paris, 2000. (Processado).
p.379-401, 1995.
OSTROM, E. Governing the Commons: The Evo-
NELSON, R. R., PACK, H. The Asian Miracle and lution of Institutions for Collective Action.
Modern Growth Theory. Policy Research Cambridge, U.K.: Cambridge University
Working Paper n. 1881. World Bank, Press, 1990.
Development Research Group, Washington,
D.C., 1998. New Steel. Editorial comment 14, OWEN, A. L. International Trade and the
n.8, 1998. Accumulation of Human Capital. Board of
Governors of the Federal Reserve System,
NORDHAUS, W. D., TOBIN, J. Is Economic Growth Finance and Economics Discussion Series
Obsolete? Fiftieth Anniversary Colloquium V. 95/49. Washington, D.C., Nov. 1995.
263
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
PARK, J. H. Korea’s Crisis Resolution and Future QIAN, Y. The Institutional Foundation of China’s
Policy Directions. Relatório apresentado no Market Transition. Relatório apresentado na
World Bank Institute Senior Policy Seminar Annual Bank Conference on Development
on Managing Capital Flows in a Volatile Economics. World Bank, Washington D.C.,
Finacial Environment. Bangkok, Thailand, Apr. 28-30, 1999.
Febr. 21-24, 2000.
QUINN, D. The Correlates of Change in
PAULY, L. W. Capital Mobility, State Autonomy, International Financial Regulation. American
and Political Legitimacy. Journal of International Political Science Review, v.91, n.3, p.531-51,
Affairs, v.48, n.2, p.369-88, 1995. 1997.
_____. Who Elected the Bankers? Ithaca, New York; QUINN, D., INCLAN, C. The Origins of Financial
London: Cornell University Press, 1997. Openness: A Study of Current and Capital
Account Liberalization. American Journal of
PEARCE, D., WARFORD, J. J. World without End: Political Science, n.41, p.771-813, Jul. 1997.
Economics, Environment, and Sustainable Develop-
ment. New York: Oxford University Press, QUINN, D., TOYODA, A. M. Measuring
1993. International Finacial Regulation. George-
town University, Washington, D.C., 1997.
PERSSON, T., TABELLINI, G. (Eds.) Growth, (Processado).
Distribution, and Politics. In: Monetary and
Fiscal Policy, v.2, Politics. Cambridge, RADELET, S., SACHS, J. The East Asian Financial
Massachusetts: MTI Press, 1994. Crisis: Diagnosis, Remedies, Prospects.
In: BRAINARD, W. C., PERRY, G. L.
PRITCHETT, L. Where Has all the Education (Eds.) Brookings Papers on Economic Activity,
Gone? Policy Research Working Paper n. Washington, D.C.: The Brookings Institution,
1581. World Bank, Policy Research 1998. n.1.
Department, Poverty and Human Resources
Division, Washington, D.C., 1996. RAM, R. Composite Indices of Physical Quality
of Life, Basic Needs Fulfillment, and Income:
_____. Patterns of Economic Growth: Hills, A “Principal Component” Representation.
Plateaus, Mountains, and Plains. Policy Journal of Development Economics, n.11, p.227-
Research Working Paper WPS 1947. World 47, Oct 1982a.
Bank, Washington, D.C., 1998.
_____. International Inequality in the Basic Needs
PSACHAROPOULOS, G., ARRIAGADA, A.-M. The Indicators. Journal of Development Economics,
Educational Attainment of the Labor Force: v.10, n.1, p.113-7, 1982b.
An International Comparison. Report n.
EDT38. World Bank, Washington, D.C., 1986. _____. Educational Expansion and Schooling Ine-
264
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
RAMEY, G., RAMEY, V. A. Cross-Country Evi- RAZIN, A., ROSE, A. K. Business-Cycle Volatility
dence on the Link between Volatility and and Openness: An Exploratory Cross-
Grpwth. American Economic Review, v.85, n.5, Sectional Analysis. In: LEIDERMAN, L.,
p.1138-51, 1995. RAZIN, A. (Eds.) Capital Mobility: The Impact
of Consumption, Investment, and Growth.
RANIS, G. et al. Economic Growth And Human Cambridge, U.K.: Cambridge University
Development. World Development, v.28, n.2, Press, 1994.
p.197-219, 2000.
REBELO, S. Long-Run Policy Analysis and Long-
RAVALLION, M. Can High-Inequality Developing Run Growth. Journal of Political Economy, v.99,
Countries Escape Absolute Poverty? Economics n.3, p.500-21, 1991.
Letters, n.56, p.51-7, 1997.
REINHART, C., KAMINSKY, G. On Crises, Con-
RAVALLION, M., CHEN, S. What Can New tagion, and Confusion. 1999. (Processado).
Survey Data Tell Us about Recent Changes in
Distribution and Poverty? World Bank ROBBOY, R. Today, Sept. 8, 1999, World Bank,
Economic Review, v.11, n.2, p.357-82, 1997. Washington, D.C.
RAVALLION, M., DATT, G. Why Have Some ROBERTS, J. T., GRIMES, P. E. Carbon Intensity
Indian States Done Better Than Others at and Economic Development 1962-91: A Brief
Reducing Rural Poverty? Economica, n.65, Exploration of the Environmental Kuznets
p.17-38, 1998. Curve. World Development, v.25, n.2, p.191-8, 1997.
_____. When Is Growth Pro-Poor? Evidence from RODRIGUEZ, A. G. The Division of Labor,
the Diverse Experiences of India’s States. Agglomeration Economics, and Economic
Policy Research Working Paper n. 2263. Development. Palo Alto, California, 1993
World Bank, Development Research Group, (Ph. diss.) – Stanford University.
Washington, D.C., 1999.
RODRIK, D. Getting Interventions Right: How
RAVALLION, M. et al. A Less Poor World, but a South Korea and Taiwan Grew Rich. National
Hotter One? Working Paper n. 13. Research Bureau of Economic Research Working Paper
Project on Social and Environmental n. 4964. National Bureau of Economic
Consequences of Growth-Oriented Policies. Research, Cambridge, Massachusetts, 1994.
World Bank, Policy Research Department,
Washington, D.C., 1997. _____. TFPG Controversies, Institutions, and
Economic Performance in East Asia. Working
RAVALLION, M., SEN, B. Impacts on Rural paper 5914. National Bureau of Economic
Poverty of Land-Based Targeting: Further Research, Cambridge, Massachusetts, 1997a.
Results for Bangladesh. World Development,
v.22, n.6, p.823-38, 1994. _____. Has Globalization Gone too Far? Washington,
265
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
D.C.: Institute for International Economics, quences, and Reform. Cambridge, U.K.; New
1997b. York; Melbourne: Cambridge University
Press, 1997a.
_____. Where Did All the Growth Go? External
Shocks, Social Conflict, and Growth _____. The Political Economy of Corruption. In:
Collapses. Discussion Paper Series 1789. ELLIOT, K. A. (Ed.) Corruption and the Global
Centre for Economic Policy Research, Economy. Washington D.C.: Institute for
London, 1998. Disponível em www.cepr. International Economics, 1997b.
demon.co.uk/pubs/papers.htm.
RUGGIE, J. G. International Regimes, Trans-
_____. The New Global Economy and Developing actions, and Change: Embedded Liberalism
Countries: Making Openness Work. Policy in the Postwar Economic Order. In: KRAS-
Essay n. 24. Washington, D.C.: Overseas NER, S. D. (Ed.) International Regimes. Ithaca,
Development Council, 1999. (Distribuído New York: Cornell University Press, 1983.
pela Johns Hopkins University Press).
RUITENBEEK, H. J. Social Cost-Benefit Analysis of
ROEMER, J. E. A Pragmatic Theory of Res- the Korup Project, Cameroon. World Wildlife
ponsability for the Egalitarian Planner. Fund for Nature. London, 1989. (Processado).
Philosophy and Public Affairs, n.22, p.146-66,
1993. RUZINDANA, A. The Importance of Leadership
in Fighting Corruption in Uganda. In:
ROGERS, E. Diffusion of Innovations. New York: ELLIOT, K. A. (Ed.) Corruption and the Global
Free Press, 1983. Economy. Washington D.C.: Institute for
International Economics, 1997.
ROMER, P. Increasing Returns and Long Run
Growth. Journal of Political Economy, v.90, n.6, SACHS, J. et al. Financial Crises in Emerging
p.1002-37, 1986. Markets: The Lessons from 1995. Discussion
Paper n. 1759. Harvard University, Harvard
_____. Endogenous Technological Change. Journal Institute of Economic Research, Cambridge,
of Political Economy, v.98, n.5, s71-102, 1990. Massachusetts, 1996.
_____. Two Strategies for Economic Development: SALLY, R. Classical Liberalism and International
Using Ideas and Producing Ideas. In: Economic Order: Na Advance Sketch. Consti-
Proceedings of the Annual World Bank Conference tutional Political Economy, v.9, n.1, p.19-44,
on Development Economics 1992 Supplement. 1998.
Washington, D.C.: World Bank, 1993.
SANDEL, M. J. Democracy’s Discontent: America in
ROSE-ACKERMAN, S. Corruption and the Search of a Public Philosophy. Cambridge,
Preivate Sector. In: HEIDENHEIMER, A. J. Massachusetts: The Belknap Press of
et al. (Eds.) Politial Corruption: A Handbook. Harvard University, 1996.
New Brunswick, New Jersey; Oxford, U.K.:
Transaction Books, 1989. SCHAFFER, M. E. Government Subsidies to
Enterprises in Central and Eastern Europe:
_____. Corruption and Government: Causes, Conse- Budgetary Subsidies and Tax Arrears. In:
266
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
NEWBERRY, D. M. B. (Ed.) Tax and Benefit tegy? Development Economics Research Pro-
Reform in Central and Eastern Europe. London: gramme n. 3, London School of Economics,
Centre for Economic Policy Research, 1995. Apr. 1997b.
SCHMIDHEINY, S., ZORRAQUIN, F. Financing SENGUPTA, J. K., FOX K. A. Economic Analysis and
Change. Cambridge, Massachusetts: MIT Operations Research: Optimization Techniques in
Press, 1996. Quantitative Economic Models. Amsterdam:
North-Holland, 1969.
SCHULTZ, T. P. Inequality in the Distribution of
Personal Income in the World: How It Is SHAFIK, N. Economic Development and Environ-
Changing and Why. Journal of Population mental Quality: An Econometric Analysis.
Economics, v.11, n.3, p.307-44, 1998. Oxford Economic Papers, v.46, n.5, p.757-73,
1994.
SCHULTZ, T. W. Investment in Human Capital.
American Economic Review, v.51, n.1, p.1-17, SHAFIK, N., BANDYOPADHYAY, S. Economic
1961. Growth and Environmental Quality: Time
Series and Cross-Country Evidence. Policy
SELDEN, T. M., SONG, D. Environmental Quality Research Working Paper WPS 904. World
and Development: Is There a Kuznets Curve Bank, Washington, D.C., 1992.
for Air Pollution? Journal of Environmental
Economics and Management, v.27, n.2, p.147- SHLEIFER, A., VISHNY, R. W. The Politics
62, 1994. of Market Socialism. Journal of Economic
Perspectives, v.8, n.2, p.165-76, 1994.
SEN, A. L. Equality of What? In: McMURRIN, S.
(Ed.) Tanner Lectures on Human Values, v.I. _____. (Ed.) The Grabbing Hand: Government
Cambridge, U.K.: Cambridge University Pathologies and Their Cures. Cambridge,
Press, 1980. Massachusetts: Harvard University Press, 1998.
_____. The Concept od Development. In: CHENERY, SIEH LEE, M. L. Competing for Foreign Direct
H., SRINIVASAN, T. N. (Eds.) Handbook of Investment: The Case of Malaysia, 1998.
Development Economics. New York: Elsevier (Processado).
Science Publishers, 1988. v.I.
SIMON, J. Population Growth May Be Good for
_____. Economic Regress: Concept and Features. LDCs in the Long Run: A Richer Simulation
In: Proceedings of the World Bank Annual Con- Model. Economic Development and Cultural
ference on Development Economics. Washington, Change, v.24, n.2, p.309-37, 1976.
D.C.: World Bank, 1994.
SLOTJJE, D. J. Measuring the Quality of Life
_____. Development Thinking at the Begining of the across Countries. Review of Economics and
21st Century. Development Economics Research Statistics, v.73, n.4, p.684-93, 1991.
Programme, n.2, London Scholl of Economics,
Mar. 1997a. SMITH, J. H. Aggregation of Preferences with
Variable Electorate. Econometrica, v.41, n.6,
_____. What Is the Point of a Development Stra- p.1027-41, 1973.
267
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
SOLOW, Robert M. Georgescu-Roegen Versus _____. More Instruments and Broader Goals: Moving
Solow/Stiglitz. Ecological Economics, v.22, n.3, toward the Post-Washington Consensus.
p.267-8, 1997. Relatório apresentado na World Institute for
Development Economics Research Annual
SRINIVASAN, T. N. Long-Run Growth Theories Lecture.Helsink, Finland, Jan. 1998.
and Empirics: Anything New? In: ITO, T.,
KRUEGER, A. (Eds.) Growth Theories in _____. Whither Reform? Tem Years of the
Light of the East Asian Experience. Chicago: Transition. Relatório apresentado na Annual
University of Chicago Press, 1995. Bank Conference on Development Econo-
mics. World Bank, Washington D.C., Apr.
_____. As the Century Turns: Analytics, Empirics, 28-30, 1999.
and Politics of Development. Discussion
Paper n. 783. New Haven, Connecticut: Yale STIGLITZ, J. E., BHATTACHARYA, A. Under-
University, 1997. pinnings for a Stable and Equitable Global
Financial System: From Old Debates to a
_____. Growth, Poverty, and Inequality. New Haven New Paradigm. Relatório apresentado na
Connecticut: Yale University, 2000. (Processado). Annual Bank Conference on Development
Economics. World Bank, Washington D.C.,
STEINHERR, A. Derivatives: The Wild Beast of Apr. 28-30, 1999.
Finance. New York: John Wiley, 1998.
SUMMERS, L. H. A New Framework for Multilateral
STERN, D. I. et al. Economic Growth and Development Policy. Remarks To the Council
Environmental Degradation: The Envi- On Foreign Relations. New York, Mar. 20,
ronmental Kuznets Curve and Sustainable 2000.
Development. World Development, v.24, n.7,
p.1151-60, 1996. SUMMERS, R., HESTON, A. The Penn World
Table (Mark 5): An Expanded Set of Inter-
STERN, N. The Future of the Economic national Comparisons. 1950-88. Quarterly
Transition. Working Paper (International) Journal of Economics, v.106, n.2, p.327-68, 1991.
n. 30. European Bank for Reconstruction and
Development, London, 1998. TAN, J.-P. et al. Student Outcomes in Philippine
Elementary Schools: An Evaluation of Four
STIGLITZ, J. E. The Theory of “Screening”, Experiments. World Bank Economic Review,
Education, and the Distribution of Income. v.13, n.3. p.493-508, 1999.
American Economic Review, v.65, n.3, p.283-
300, 1975. TANZI, V. Corruption around the World: Causes,
Consequences, Scope, and Crues. Interna-
_____. The Role of the State in Financial Markers. tional Monetary Fund Staff Papers, v.45, n.4,
In: Proceedings of the World Bank Conference on p.559-94, 1998.
Development Economics, 1993. Washington.
D.C.: World Bank, 1993. TANZI, V., DAVOODI, H. Corruption, Public
Investment, and Growth. Working Paper n.
_____. Georgescu-Roegen Versus Solow/Stiglitz. WP/97/139. International Monetary Fund,
Ecological Economics, v.22, n.3, p.269-70, 1997. Washington, D.C., 1997.
268
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
TEMPLE, J., JOHNSON, P. A. Social Capability _____. Income Inequality and Development. In:
and Economic Growth. Quarterly Journal of Trade and Development Report 1997. New York;
Economics, v.63, n.3, p.965-90, 1998. Geneva: United Nations, 1997.
THOMAS, V. Economic Globalization and Sustai- UNDP (United Nations Development Program).
nable Development in Costa Rica. Relatório Human Development Report 1998. New York:
apresentado na conference on Stability and Oxford University Press, 1998.
Economic Development in Costa Rica: The
Pending Reforms. Academy of Central _____. Human Development Report 2000. New York:
America, Costa Rica, Apr. 23-25, 1998. Oxford University Press, 2000.
THOMAS, V., BELT, T. Growth and Environment: UNESCO (United Nations Educational, Scientific,
Allies or Foes. Finance and Development, n.34. and Cultural Organization). 1998 World
Jun, 1997. p.22-4. Education Report. Paris, 2000.
THOMAS, V. et al. Embracing the Power of Know- UNRISD (United Nations Research Institute for
ledge and Partnerships for a Sustainable Social Development). Studies in the Methodo-
Environment. Background paper prepared logy of Social Planning. Geneva, 1970.
for the World Development Report 1998/99.
1998. (Processado). VAN RIJCKEGHEM, C., WEDER, B. Sources of
Contagion: Finance or Trade? Working Paper
_____. Measuring Education Inequality: Gini n. WP/99/146. International Monetary Fund,
Coefficients of Education. Working Paper. Washington, D.C., 1999.
World Bank Institute, Washington, D.C.,
2000. VERDIER, D. Domestic Responses to Capital
Market Internationalization under the Gold
THOMAS, V., WANG, Y. Distortions, Inter- Standard, 1870-1914. International Organi-
ventions, and Productivity Growth: Is East zation, v.52, n.1, p.1-34, 1998.
Asia Different? Economic Development and
Cultural Change, v.44, n.2, p.265-88, 1996. VISHWANATH, T., KAUFMANN, D. Toward Trans-
parency in Finance and Government. World
_____. Education, Trade, and Investment Returns. Bank, Washington, D.C., 1999. (Processa-
Working Paper. World Bank Institute, do). Disponível em http:// www.worldbank.
Washington, D.C., 1997. org/wbi/governance.
TOWNSEND, R. Agricultural Incentives in Sub- WANG, H., CHEN, M. Industrial Firm’s Pollution
Saharan Africa: Policy Challenges Technical Control Efforts under a Charge-Subsidy
Paper n. 444. World Bank, Washington, System: An Empirical Analysis of Chinese
D.C., 1999. Top Polluters. World Bank, Policy Research
Department, Washington, D.C., 1999.
UNCTAD (United Nations Conference on Trade
and Development). Directory of Import WANG, H., WHEELER, D. Pricing Industrial
Regimes, Part I: Monitoring Import Regimes. Pollution in China: An Econometric Analysis
Geneva: United Nations, 1994. of the Levy Sistem. Policy Research Working
269
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
Paper n. 1644. World Bank, Policy Research Program International Executive Reports.
Department, Washington, D.C., 1996. World Bank, Washington, D.C., 1996.
WARFORD, J. J. et al. The Evolution of WHO (World Health Organization). The World
Environmental Concerns in Adjustment Health Report 2000. Geneva, 2000.
Lending: A Review. Working Paper n. 65.
World Bank, Environment Department, WILLIAMSON, J., MAHAR, M. A Survey of
Washington, D.C., 1994. Finacial Liberalisation. In: Essays in Interna-
tional Finance Series, n. 211. Princeton, New
WARFORD, J. J. et al. The Greening of Economic Jersey: Princeton University, Department of
Policy Reform. World Bank, Environment Economics, International Finance Section,
Department and World Bank Institute, 1998.
Washington, D.C., 1997. v.1-2.
WOLFENSOHN, J. D. Address to the Board of
WATSON R. et al. Protecting Our Planet, Securing Governors. World Bank, Washington, D.C.,
Our Future: Linkages among Global Environmental Oct. 1998. (Processado).
Issues and Human Needs. Nairobi; Washington,
D.C.: United Nations Environment Pro- _____. A Proposal for a Comprehensive
gramme; United States National Aeronautics Development Framework. World Bank,
and Space Administration; World Bank, Washington, D.C., 1999. (Processado).
1998.
WOOLCOCK, M. Social Capital and Economic
WEBB, M. C. The Political Economy of Policy Development. Toward a Theoretical Synthesis
Coordination: International Adjustment Since and Policy Framework. Theory and Society,
1945. Ithaca; New York; London: Comell n.27, p.151-208, 1998.
University Press, 1994.
WORLD BANK. World Development Report 1990.
WEI, S.-J. How Taxing Is Corruption on International New York: Oxford University Press, 1990.
Investors. Working Paper n. 6030. National
Bureau of Economic Research, Cambridge, _____. World Development Report 1991: The Challenge
Massachusetts, 1997. of Development. New York: Oxford University
Press, 1991.
_____. Corruption in Economic Development: Benefi-
cial Grease, Minor Annoyance, or Major Obsta- _____. World Development Report 1992: Development
cle? Policy Research Working Paper n. 2048. and the Environment. New York: Oxford
World Bank, Development Research Group, University Press, 1992.
Public Economics, Washington, D.C., 1999.
_____. Averting the Old Age Crisis: Politics to Protect
WESSELS, J. H. Redistribution from a Constitutional the Old and Promote Growth. Washington,
Perspective. Constitutional Political Economy, v.4, D.C.: World Bank, Oxford University Press,
n.3, p.425-48, 1993. 1994.
WHEELER, D., AFSAH, S. Going Public on Polluters _____. Global Economic Prospects 1996. Washington,
in Indonesia: BAPEDAL’s PROPER-PROKASIH D.C., 1996a.
270
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
_____. World Development Report 1996: From Plan to _____. Assessing Aid: What Works, What Doesn’t, and
Market. New York: Oxford University Press, Why? A World Bank Policy Research Report.
1996b. New York: Oxford University Press, 1998a.
_____. Can The Environment Wait in East Asia? Priorities _____. East Asia: The Road to Recovery. Washington,
for East Asia. Washington, D.C., 1997a. D.C., 1998b.
_____. Chile: Poverty Reduction and Income _____. The Business Environment and Corporate
Distribution in a High-Growth Economy: Governance. Discussion Draft. Private Sector
1987-95. Repport n. 16377-CH. World Bank, Development Department, Business Environ-
Latin America and the Caribbean Region, ment Group, 1998c.
Washington, D.C., 1997b.
_____. Education Sector Strategy. Washington, D.C.,
_____. Clear Water Blue Skies. China’s Environment 1999a.
in the New Century. China 2020 series.
Washington, D.C., 1997c. _____. Environmental Implications of the Economic
Crisis and Adjustment in East Asia. East Asia
_____. Expanding the Measures of Wealth: Indicators of Environment and Social Development Unit
Environmentally Sustainable Development. In Discussion Paper Series n. 1. Washington,
Environmentally Sustainable Development D.C., 1999b.
Studies and Monograph Series n. 17.
Washington, D.C., 1997d. _____. Global Development Finance. Washington,
D.C., 1999c.
_____. Five Years after Rio: Innovations in
Environmental Policy. In: Environmentally _____. Poverty Trends and Voices of the Poor.
Sustainable Development Studies and Mono- Poverty Reduction and Economic Manage-
graph Series n. 18. Washington, D.C., 1997e. ment, Human Development, and Develop-
ment Economics, Washington, D.C., 1999d.
_____. Private Capital Flows to Developing Countries: (Processado). Também disponível em
The Road to Financial Integration. World, Bank http://www. worldbank.org/poverty/data.
Policy Research Report Series. Oxford, U.K.;
New York: Oxford University Press 1997f. _____. World Development Indicators. Washington,
D.C., 1999e.
_____. Sharing Rising Incomes: Disparities in China.
China 2020 Series. Washington, D.C., 1997g. _____. Transition toward a Healthier Environment:
Environmental Issues and Challenge in the Newly
_____. Trends in Developing Economies. Washington, Independent States. Washington, D.C., 1999f.
D.C., 1997h.
_____. Towards Collective Action to Improve Go-
_____. World Development Indicators. Washington, vernance and Control Corruption in Seven
D.C., 1997i. African Countries. Action programs prepared
by African countries for the Ninth Annual
_____. World Development Report 1997. Oxford International Conference Against Corruption.
University Press: New York, 1997j. Durban, South Africa, Oct. 10-15, 1999g.
271
B I B L I O G R A F I A E R E F E R Ê N C I A S
_____. Anticorruption in Transition: Confronting the _____. The Tyranny of Numbers: Confronting the
Challenge of State Capture. Washington, D.C., Statistical Realities of the East Asian Growth
forthcoming, 2000h. Experience. Quarterly Journal of Economics,
v.110, n.3, p.641-80, 1995.
_____. World Development Report 2000/2001.
Attacking Poverty. Washington, D.C., 2000i. ZANOWITZ, V. Theoy and History behind
Business Cycles: Are the 1990s the Onset of
_____. Reforming Public Institutions and Strengthening a Golden Age? Journal of Economic Perspectives,
Governance: A World Bank Strategy. A Sec- v.13, n.2, p. 69-90.
272
SOBRE O LIVRO
Formato: 19 x 23 cm
Mancha: 35 x 50 paicas
Tipologia: Iowan Old Style
Papel: Offset 75 g/m2 (miolo)
Cartão Supremo 250 g/m2 (capa)
1ª edição: 2002
EQUIPE DE REALIZAÇÃO
Coordenação Geral
Sidnei Simonelli
Produção Gráfica
Anderson Nobara