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Introdução Lucro Real

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Introdução ao Lucro Real

O Lucro Real é um regime de tributação utilizado pelas pessoas jurídicas para


apurar o Imposto de Renda (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL) devidos. Neste regime, o lucro líquido do período é ajustado de acordo
com as disposições das leis comerciais e as adições, exclusões ou compensações
previstas na legislação.

Normas Gerais
O Lucro Real corresponde à base de cálculo do IRPJ e da CSLL e é apurado com
base nas regras estabelecidas na legislação tributária. As empresas que recolhem
o IRPJ com base no Lucro Real também devem recolher a CSLL com base nesse mesmo
regime, observando a legislação específica dessa contribuição.

Empresas Obrigadas ao Lucro Real


Existem diversas situações em que as empresas são obrigadas a adotar o Lucro
Real como regime de tributação. São elas:

a) Receita total superior a R$ 78.000.000,00 no ano-calendário anterior, ou R$


6.500.000,00 multiplicados pelo número de meses do período, quando inferior a 12
meses;

b) Atividades relacionadas ao setor financeiro, como bancos comerciais, bancos


de investimentos, bancos de desenvolvimento, entre outros;

c) Lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;

d) Empresas que usufruem de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do


Imposto de Renda;

e) Empresas que efetuaram pagamento mensal do imposto com base em estimativa;

f) Empresas que exploram atividades de prestação cumulativa e contínua de


serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, entre
outros;

g) Empresas que exercem atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e


construção de imóveis, enquanto não concluídas as operações imobiliárias para as
quais haja registro de custo orçado;

h) Sociedade de propósito específico (SPE) constituída exclusivamente por


microempresas ou empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional;

i) Empresas que exploram as atividades de securitização de créditos


imobiliários, financeiros e do agronegócio;

j) Companhias consideradas empresas de pequeno e médio portes que participam do


incentivo à captação de recursos de investimento por meio do mercado de
capitais;

k) Empresas de autopeças ou sistemas estratégicos ou soluções estratégicas para


a mobilidade e logística habilitadas no Programa Rota 2030-Mobilidade e
Logística.
É importante ressaltar que qualquer pessoa jurídica, mesmo que não esteja
enquadrada nas situações de obrigatoriedade do Lucro Real, pode optar por essa
forma de tributação.

Verificação do Limite de Receita no Ano-Calendário Anterior

Para verificar se uma empresa está obrigada ao Lucro Real, é necessário analisar
a receita total auferida no ano-calendário anterior. Caso a empresa tenha optado
pelo Lucro Presumido no ano-calendário anterior, a receita bruta auferida será
considerada de acordo com o regime de competência ou de caixa adotado pela
empresa.

Alíquotas dos Tributos


No Lucro Real, as alíquotas do IRPJ e da CSLL são determinadas de acordo com a
legislação vigente. A alíquota do IRPJ é de 15% sobre a base de cálculo, e a
base de cálculo que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00
pelo número de meses do período de apuração está sujeita ao adicional do Imposto
de Renda à alíquota de 10%.

A alíquota da CSLL é de 9% para a maioria das empresas, exceto para as


instituições financeiras, que possuem alíquotas diferenciadas de acordo com a
legislação específica.

Período de Apuração
No Lucro Real, o período de apuração pode ser trimestral ou anual. No regime de
apuração trimestral, o IRPJ e a CSLL são calculados com base no resultado
apurado em balanços levantados a cada trimestre do ano-calendário. Já no regime
de apuração anual, as empresas recolhem mensalmente o IRPJ e a CSLL com base em
estimativas, que são consideradas como antecipação do valor devido. Ao final do
ano-calendário, é feito o ajuste anual para calcular o valor efetivamente
devido.

Prazos de Recolhimento do Imposto e da Contribuição


As empresas tributadas pelo Lucro Real têm prazos específicos para o
recolhimento do IRPJ e da CSLL, de acordo com o regime de apuração adotado.

No regime de apuração trimestral, o IRPJ e a CSLL podem ser recolhidos em quota


única até o último dia útil do mês seguinte ao do encerramento do trimestre de
apuração, ou parcelados em até três quotas mensais, iguais e sucessivas,
vencíveis nos meses seguintes.

No regime de apuração anual, as estimativas mensais do IRPJ e da CSLL devem ser


recolhidas até o último dia útil do mês seguinte ao de encerramento do período
de apuração. O ajuste anual é feito no balanço anual de 31 de dezembro, e o
saldo devido ou a restituir deve ser pago até o último dia útil do mês de março
do ano seguinte.

Em casos de fusão, cisão, incorporação ou extinção, o IRPJ e a CSLL devem ser


pagos até o último dia útil do mês seguinte ao do evento, em quota única.
É importante ressaltar que os prazos e códigos de recolhimento podem sofrer
alterações de acordo com a legislação vigente, sendo necessário consultar as
normas atualizadas para obter as informações mais recentes.

Normas gerais do Lucro Real


O Lucro Real é uma forma de apuração do lucro líquido das empresas com base nas
disposições das leis comerciais, ajustado pelas adições, exclusões ou
compensações previstas na legislação. Esse lucro real corresponde à base de
cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) devido pelas pessoas jurídicas.

As empresas que optam pelo Lucro Real também estão sujeitas ao recolhimento da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) com base nesse mesmo regime, de
acordo com a legislação específica dessa contribuição.

Empresas Obrigadas ao Lucro Real


Estão obrigadas à tributação com base no Lucro Real as pessoas jurídicas
enquadradas em qualquer das seguintes situações:

a) Receita total superior a R$ 78.000.000,00 no ano-calendário anterior, ou R$


6.500.000,00 multiplicados pelo número de meses do período, quando inferior a 12
meses;

b) Atividades de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de


desenvolvimento, agências de fomento, caixas econômicas, sociedades de crédito,
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades
corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedades de crédito ao
microempreendedor e à empresa de pequeno porte, distribuidoras de títulos e
valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de
crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de
previdência privada aberta;

c) Lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;

d) Benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do Imposto de Renda,


autorizados pela legislação tributária;

e) Pagamento mensal do imposto com base em estimativa ao longo do


ano-calendário;

f) Atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria


creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de
contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de
vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring);

g) Compra e venda, loteamento, incorporação e construção de imóveis, enquanto


não concluídas as operações imobiliárias para as quais haja registro de custo
orçado;

h) Sociedade de propósito específico (SPE) constituída exclusivamente por


microempresas ou empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional,
conforme o artigo 56 da Lei Complementar 123/2006;

i) Atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do


agronegócio;

j) Companhias consideradas empresas de pequeno e médio portes que participam do


incentivo à captação de recursos de investimento por meio do mercado de
capitais, cujo ganho de capital auferido por pessoa física na alienação de ações
dessas empresas, realizada no mercado à vista de bolsas de valores, está isento
do IR até 31-12-2023. Para efeito da isenção, essas companhias estão obrigadas
ao Lucro Real;

k) Empresas de autopeças ou sistemas estratégicos ou soluções estratégicas para


a mobilidade e logística habilitadas no Programa Rota 2030-Mobilidade e
Logística, nos termos do artigo 9º da Lei 13.755/2018.

É importante ressaltar que qualquer pessoa jurídica, mesmo que não esteja
enquadrada nas situações de obrigatoriedade do Lucro Real, pode optar por essa
forma de tributação.

Verificação do Limite de Receita no Ano Calendário Anterior


Para verificar o limite total ou proporcional mencionado na letra "a" do item
anterior, é necessário considerar o somatório das receitas totais mensais
auferidas no ano-calendário anterior.

Caso a empresa tenha optado pelo Lucro Presumido no ano-calendário anterior, a


receita bruta auferida será considerada segundo o regime de competência ou de
caixa, de acordo com o critério adotado pela pessoa jurídica.

Valores Integrantes da Receita Total


Para fins de determinação do limite, devem ser considerados os seguintes valores
integrantes da receita total:

a) Receita bruta mensal, que compreende o produto da venda de bens nas operações
de conta própria, o preço da prestação de serviços em geral, o resultado
auferido nas operações de conta alheia e as receitas da atividade ou objeto
principal da pessoa jurídica não compreendidas nas hipóteses anteriores. Na
receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados,
destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo
prestador dos serviços na condição de mero depositário. Na receita bruta
incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do ajuste a
valor presente dos elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo;

b) Parcela de receitas auferidas nas exportações sujeitas às normas de preços de


transferência que exceder ao valor já apropriado na escrituração da empresa, nos
termos da legislação vigente;

c) Receitas de quaisquer outras fontes não relacionadas diretamente com os


objetivos sociais da pessoa jurídica, bem como os ganhos de capital;

d) Ganhos líquidos obtidos em operações de renda variável;


e) Rendimentos nominais auferidos em aplicações financeiras de renda fixa;

f) Juros sobre o capital próprio que não tenham sido contabilizados como
receita.

Empresas Optantes pelo REFIS


As pessoas jurídicas mencionadas nas letras "a", "c", "d" e "e" do item
anterior, que optaram pelo Programa de Recuperação Fiscal (REFIS), não estão
obrigadas ao Lucro Real. Elas podem adotar a tributação com base no Lucro
Presumido durante o período em que permanecerem enquadradas no REFIS.

Empresas Imobiliárias
As empresas que exploram atividades de compra e venda, loteamento, incorporação
e construção de imóveis estão obrigadas ao Lucro Real, mesmo que tenham
ingressado no REFIS, enquanto não concluídas as operações imobiliárias para as
quais haja registro do custo orçado. Essa obrigatoriedade também se aplica às
Sociedades em Conta de Participação (SCP) constituídas para a exploração de
atividades imobiliárias.

Empresas Exportadoras de Mercadorias ou Serviços


A obrigatoriedade de tributação com base no Lucro Real, mencionada na letra "c"
do item anterior, não se aplica às pessoas jurídicas que auferirem receitas da
exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior. No
entanto, não são consideradas prestação direta de serviços aquelas realizadas no
exterior por intermédio de filiais, sucursais, agências, representações,
coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica.

Atividade de Compra de Direitos Creditórios


As pessoas jurídicas que exploram a atividade de compra de direitos creditórios,
mesmo que se destinem à formação de lastro de valores mobiliários
(securitização), estão obrigadas ao regime de tributação do Lucro Real.

Essas são as normas gerais do Lucro Real que as empresas devem observar para a
correta apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido. É importante que as empresas conheçam suas obrigações e façam a opção
correta de acordo com sua situação específica.

Fusão, Cisão, Incorporação e Extinção: Implicações fiscais


As operações de fusão, cisão, incorporação e extinção de empresas são eventos
que podem ocorrer no contexto empresarial. Essas operações têm implicações
fiscais importantes que devem ser consideradas pelas empresas que estão sujeitas
ao regime de Lucro Real.

Fusão
A fusão é a operação pela qual duas ou mais empresas se unem para formar uma
nova empresa. Nesse processo, todas as empresas envolvidas são extintas e seus
patrimônios são transferidos para a nova empresa. No âmbito fiscal, a fusão
implica em algumas obrigações e benefícios.

Uma das obrigações fiscais é a necessidade de levantar um balanço específico na


data da deliberação que aprova a fusão. Esse balanço será utilizado para apurar
o resultado do período que servirá de base para a apuração do Imposto de Renda
(IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Além disso, é
importante destacar que o IRPJ e a CSLL recolhidos durante o ano-calendário, sob
a forma de estimativa, são compensáveis no balanço anual de fusão.

Cisão
A cisão é a operação pela qual uma empresa é dividida em duas ou mais empresas
distintas. Nesse processo, parte do patrimônio da empresa original é transferido
para as novas empresas. Assim como na fusão, a cisão também tem implicações
fiscais relevantes.

No caso da cisão, é necessário levantar um balanço específico na data da


deliberação que aprova a cisão. Esse balanço será utilizado para apurar o
resultado do período que servirá de base para a apuração do IRPJ e da CSLL. Além
disso, é importante destacar que o IRPJ e a CSLL recolhidos durante o
ano-calendário, sob a forma de estimativa, são compensáveis no balanço anual de
cisão.

Incorporação
A incorporação é a operação pela qual uma empresa absorve outra empresa, que é
extinta. Nesse processo, o patrimônio da empresa incorporada é transferido para
a empresa incorporadora. Assim como na fusão e na cisão, a incorporação também
tem implicações fiscais relevantes.

Na incorporação, é necessário levantar um balanço específico na data da


deliberação que aprova a incorporação. Esse balanço será utilizado para apurar o
resultado do período que servirá de base para a apuração do IRPJ e da CSLL. Além
disso, é importante destacar que o IRPJ e a CSLL recolhidos durante o
ano-calendário, sob a forma de estimativa, são compensáveis no balanço anual de
incorporação.

Extinção
A extinção é a operação pela qual uma empresa é encerrada e seu patrimônio é
totalmente liquidado. Nesse processo, é necessário levantar um balanço
específico na data da liquidação da empresa. Esse balanço será utilizado para
apurar o resultado do período que servirá de base para a apuração do IRPJ e da
CSLL.

É importante ressaltar que, no caso de extinção, o IRPJ e a CSLL recolhidos


durante o ano-calendário, sob a forma de estimativa, são compensáveis no balanço
de extinção. Além disso, caso haja saldo negativo no balanço de extinção, esse
valor poderá ser compensado com o IRPJ e a CSLL devidos a partir do mês de
janeiro do ano-calendário seguinte ou ser requerida a restituição.

Recolhimento do IRPJ e CSLL


O recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é uma obrigação das empresas que optam pelo
regime de Lucro Real. Esses tributos devem ser calculados e pagos de acordo com
as regras estabelecidas pela legislação fiscal.

Apuração Trimestral
Para as empresas que adotam a apuração trimestral do Lucro Real, o recolhimento
do IRPJ e da CSLL pode ser feito em quota única ou parcelado em até três quotas
mensais. O vencimento ocorre no último dia útil do mês seguinte ao encerramento
do trimestre de apuração.

No caso de parcelamento, as quotas devem ser iguais e sucessivas, com vencimento


nos últimos dias úteis dos três meses seguintes ao encerramento do período de
apuração. É importante ressaltar que as quotas do IRPJ e da CSLL estão sujeitas
a juros calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia (Selic) para títulos federais, acumulada mensalmente, a partir do
primeiro dia do segundo mês seguinte ao encerramento do período de apuração até
o último dia do mês anterior ao do pagamento. Além disso, no mês do pagamento, é
acrescido mais 1% de juros.

Os valores mínimos das quotas são de R$ 1.000,00 para o IRPJ e a CSLL, e o


imposto ou contribuição inferior a R$ 2.000,00 deve ser pago em quota única até
o último dia útil do mês seguinte ao encerramento do período de apuração.

Apuração Anual (Regime de Estimativa)


As empresas que optam pelo regime de estimativa para a apuração anual do Lucro
Real devem recolher mensalmente o IRPJ e a CSLL como antecipação do valor
devido. Essas estimativas devem ser pagas até o último dia útil do mês seguinte
ao encerramento do período de apuração.

No final do ano-calendário, as empresas devem fazer o ajuste anual do IRPJ e da


CSLL, calculando o valor devido com base no balanço anual de 31 de dezembro.
Nesse ajuste, os valores recolhidos durante o ano como estimativa são
compensados, sem acréscimo de juros ou atualização monetária, com o imposto e a
contribuição apurados no balanço anual.

Caso haja saldo negativo, ou seja, se o valor antecipado pelas estimativas


mensais for maior que o valor anual, essa diferença pode ser compensada com o
IRPJ e a CSLL devidos a partir do mês de janeiro do ano seguinte ao encerramento
do período de apuração. Também é possível solicitar a restituição desse saldo
negativo. No entanto, a restituição ou a declaração de compensação só serão
aceitas pela Receita Federal após a confirmação da transmissão da Escrituração
Contábil Fiscal (ECF), na qual deve ser demonstrado o direito creditório.

Se a diferença for positiva, ou seja, se o saldo do imposto e/ou da contribuição


for menor do que o apurado anualmente, esse valor deve ser pago em quota única
até o último dia útil do mês de março do ano seguinte, acrescido de juros
calculados à taxa Selic a partir de fevereiro até o último dia do mês anterior
ao do pagamento, além de 1% de juros no mês do pagamento. O recolhimento do IRPJ
e da CSLL referentes ao mês de dezembro deve ser feito até o último dia útil de
janeiro do ano seguinte.

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