Aerod. Comp. - Trabalho Prático
Aerod. Comp. - Trabalho Prático
Aerod. Comp. - Trabalho Prático
Aerodinâmica Computacional
Trabalho Prático
2 Simulação Inicial 3
2.1 Parâmetros da simulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.2 Resultados e discussões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
REFERÊNCIAS 20
1
1 Caracterização do problema e modelos físicos
O projeto consiste na simulação de uma tubulação com injeção simultânea de água
em temperatura e velocidade baixas, em um diâmetro elevado, e água em temperatura
e velocidade altas, em um diâmetro reduzido. A Figura 1 apresenta o modelo físico do
problema a ser simulado.
O modelo foi recriado como uma peça sólida via SolidWorks®, apresentada na Figura 2.
2
2 Simulação Inicial
3
Tabela 1: Parâmetros utilizados para a simulação inicial
Valores/Condições
Componente Descrição
Utilizados
Necessidade de maior
Elementos de
3 mm refinamento para a simulação
malha
efetiva do escoamento
ρ = 1000 kg/m³
Fluido em µ = 8 × 10−4
Água Líquida
escoamento k = 0.677 w/mK
cp = 4216 J/kgK
V = 0.4 m/s
Entrada principal T = 20 ºC
d = 100 mm
Condições de
Contorno
V = 1.2 m/s
Entrada aquecida T = 40 ºC
d = 25 mm
Relacionado ao nível de
turbulência e às escalas de
Intensidade Turbulenta 5%
turbulência presentes no
fluido na entrada do escoamento
4
O Standard k-ϵ Method é o padrão para realizações de simulações em Ansys. O método
baseia-se em equações de transporte de modelo para a turbulência, levando em consideração
a energia cinética (k) e sua taxa de dissipação (ϵ). A equação de transporte que modela
k é baseada na equação exata, enquanto a equação de transporte que modela ϵ foi obtida
usando raciocínio físico e tem pouca semelhança com sua contraparte matematicamente
exata [1].
A utilização da Metodologia SIMPLE baseou-se na simplicidade do modelo físico pro-
posto. Tanto a pressão quanto o momento foram discretizados em modelos de Ordem 2,
com considerações de Upwind para o momento. A energia cinética e a taxa de dissipação
foram modelados em Ordem 1 com considerações de Upwind.
5
Além disso, há a aparente formação de uma zona de recirculação à esquerda do tubo
vertical, devido à interação entre os dois escoamentos em velocidades diferentes atuar como
um gerador de vórtices.
Por fim, nota-se uma resistência de interação entre os escoamentos, que só adquirem
características mistas próximos à saída da tubulação.
A Figura 6 indica que as interações entre as temperaturas dos dois escoamentos seguem
um comportamento semelhante à camada limite fluidodinâmica. As características do
escoamento misto se mostram mais presentes próximas à saída da tubulação.
Além disso, devido à diferença de velocidade entre os fluidos, parece haver a formação
de uma zona não afetada pelo escoamento quente, logo à direita da tubulação vertical. É
notável que a variação da temperatura parece se seguir em fluxo vertical no tubo.
6
Figura 7: Pressão sobre a tubulação
7
3 Simulação Comparativa: Aumento no diâmetro da tu-
bulação
Para promover comparações entre a simulação inicial, a entrada de fluido quente foi
ampliada e a simulação foi refeita. As figuras 8 e 9 apresentam as taxas de convergência
do modelo modificado, enquanto a Tabela 2 apresenta os dados da nova simulação, com as
modificações realizadas em negrito.
8
Tabela 2: Parâmetros utilizados para a simulação com diâmetro modificado
Valores/Condições
Componente Descrição
Utilizados
Necessidade de maior
Elementos de
3 mm refinamento para a simulação
malha
efetiva do escoamento
ρ = 1000 kg/m³
Fluido em µ = 8 × 10−4
Água Líquida
escoamento k = 0.677 w/mK
cp = 4216 J/kgK
V = 0.4 m/s
Entrada principal T = 20 ºC
d = 100 mm
Condições de
Contorno
V = 1.2 m/s
Entrada aquecida T = 40 ºC
d = 50 mm
Relacionado ao nível de
turbulência e às escalas de
Intensidade Turbulenta 5%
turbulência presentes no
fluido na entrada do escoamento
9
3.2 Resultados e discussões
Com a simulação realizada, foram coletados dados das propriedades dos fluidos ao longo
do escoamento, nas mesmas condições citadas anteriormente.
As Figuras 10, 11 e 12 apresentam os mapas de contorno, respectivamente, para velo-
cidade do escoamento, temperatura do fluido e pressão sobre a tubulação.
Nota-se, segundo a Figura 10, que o aumento do diâmetro da tubulação permite a maior
entrada de fluido em velocidade elevada. Consequentemente, o perfil geral de velocidade
no domínio é maior, em comparação à Figura 5.
O valor da velocidade na saída possui mais características do fluido aquecido do que na
situação anterior. Nota-se, também, a diminuição da zona de recirculação, devido à maior
predominância do fluido rápido no escoamento.
10
Figura 11: Temperatura do fluido com diâmetro aumentado
Por fim, na Figura 12, nota-se uma queda na pressão geral do sistema, mesmo com
o aumento da entrada de fluido rápido. Isso se deve ao aumento da tubulação promover
maior volume do domínio - consequentemente diminuindo a sua pressão.
11
4 Simulação Comparativa: Aumento na intensidade tur-
bulenta
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Tabela 3: Parâmetros utilizados para a simulação com intensidade turbulenta modificada
Valores/Condições
Componente Descrição
Utilizados
Necessidade de maior
Elementos de
3 mm refinamentopara a simulação
malha
efetiva do escoamento
ρ = 1000 kg/m³
Fluido em µ = 8 × 10−4
Água Líquida
escoamento k = 0.677 w/mK
cp = 4216 J/kgK
V = 0.4 m/s
Entrada principal T = 20 ºC
d = 100 mm
Condições de
Contorno
V = 1.2 m/s
Entrada aquecida T = 40 ºC
d = 25 mm
Relacionado ao nível de
turbulência e às escalas de
Intensidade Turbulenta 10 %
turbulência presentes no
fluido na entrada do escoamento
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4.2 Resultados e discussões
Com a simulação realizada, foram coletados dados das propriedades dos fluidos ao longo
do escoamento, nas mesmas condições citadas anteriormente.
As Figuras 15, 16 e 17 apresentam os mapas de contorno, respectivamente, para velo-
cidade do escoamento, temperatura do fluido e pressão sobre a tubulação.
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Figura 16: Temperatura do fluido com intensidade turbulenta aumentada
Por fim, o campo de pressão da Figura 17 mostra-se indiferente da solução inicial, dada
na Figura 7. Aparentemente, a modificação da característica de turbulência afeta pouco o
sistema, sendo necessário um aumento muito elevado para promover uma distinção.
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5 Simulação Comparativa: Modificação no modelo de
turbulência
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Tabela 4: Parâmetros utilizados com novas considerações de turbulência
Valores/Condições
Componente Descrição
Utilizados
Necessidade de maior
Elementos de
3 mm refinamentopara a simulação
malha
efetiva do escoamento
ρ = 1000 kg/m³
Fluido em µ = 8 × 10−4
Água Líquida
escoamento k = 0.677 w/mK
cp = 4216 J/kgK
V = 0.4 m/s
Entrada principal T = 20 ºC
d = 100 mm
Condições de
Contorno
V = 1.2 m/s
Entrada aquecida T = 40 ºC
d = 25 mm
Relacionado ao nível de
turbulência e às escalas de
Intensidade Turbulenta 5%
turbulência presentes no
fluido na entrada do escoamento
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O SST k-ω Model foi formulado para combinar efetivamente a formulação robusta e
precisa do Standard k-ω Model, na região próxima à parede, com a independência de fluxo
livre do modelo k-ϵ na região de transporte livre, utilizando-se da formulação de tensões
cisalhantes próximas às paredes para melhorar os resultados numéricos.
Com a simulação realizada, foram coletados dados das propriedades dos fluidos ao longo
do escoamento, nas mesmas condições citadas anteriormente.
As Figuras 20, 21 e 22 apresentam os mapas de contorno, respectivamente, para velo-
cidade do escoamento, temperatura do fluido e pressão sobre a tubulação.
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Figura 21: Temperatura do fluido com modificações no modelo de turbulência
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Referências
[1] ANSYS Fluent Theory Guide.
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