Apontamentos de Auditoria Fiscal 0616072020

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UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL

• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrções de Resultados.

• Tendo em conta a sua especificidade fiscal,


consubstancia-se na análise de:
– Contas do balanço;
– De demonstração de resultados; e,
– Dos casos especiais.
• Para cada um destes elementos deve-se elaborar
questionários relacionados com o controlo interno e
com as normas de procedimentos.
• Particular atenção no conjunto das DF´S deve ser
dada a apreciação do anexo ao balanço e à
demonstração de resultados.
Elaborado por: Ranito Chilaúle 1
UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de
Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Para efeitos de auditoria fiscal, analisaremos estas contas de acordo com a sua arrumação no
balanço, designadamente:
– 3. Investimentos de capital – (imobilizado);
– 2. Inventários e activos biológicos – (existências);
– 4. Contas a receber - (dividas de terceiros);
– 1. Meios financeiros – (disponibilidades);
– 5. Capital próprio;
– 4. Contas a pagar, acréscimos e diferimentos e provisões.
• Dentro de cada uma destas contas, consideraremos os aspectos contabilísticos e
fiscais.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 2


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)
– Conceito
» Esta classe é constituida por bens detidos com continuidade ou
permanênca e que não se destinem a ser vendidos ou transformados no
curso normal das operações das empresas, quer sejam de sua
propriedade quer estejam em regime de locação financeira.
– Valorimetria
Aspectos contabilísticos
» Devem ser valorizados ao custo de aquisição de produção., incluindo a
soma de todos os custos até á colocação do bem em funcionamento
(transportes, seguros, impostos, obras, etc), também os juros de
financiamento, mas, a parte dos juros de correspondente ao
empréstimo utilizado nesta compra ou produção.
» Exemplo:
» A empresa Matusse, Lda, obteve em 1 de Março de 2019 um empréstimo de 12.000.000,00MT
à taxa anual de 6%, para fazer face à construção de um edifício para o seu activo tangível,
iniciada em 1 de Maio do mesmo ano.
» O valor utilizado para a construção do edifício, a 01/05/2019, foi de 9.500.000,00MT. O
Contabilísta registou cronologimento os factos patrimoniais. Concorda com os registos
efectuados?..\Exercícios\Correcção do Exercício nº 1 sobre classe 3.xls

Elaborado por: Ranito Chilaúle Quql3


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)
Aspectos fiscais
»A legislação fiscal, também considera que os bens do investimentos do capital adquiridos a
terceiros a título oneroso ou construidos na propria empresa, devem ser valorizados ao preço de
aquisição ou de construção.
Valor de inventário
»O invetário da empresa traduz-se no arrolamento de todos os seus bens activos e passivos ao seu
valor actual.
Aspectos contabilísticos
»Os bens dos nvestimentos de capital (imobilizado), devem figurar nos
registos pelo seu valor actual, sendo as perdas de valor, compensadas pelo
valor das amortizações, quando amortizáveis;
»A perda de valor dos bens não amortizáveis, deve ser compensada pela
constituição das provisões, não devendo estas exceder o valor da perda;
Aspectos fiscais
»A doutrina fiscal segue os princípios definidos pela doutrina
cntabilística.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 4


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.2. Investimentos financeiros (3.1 PGC)


• 1.2.1.2.1. Conceito
– Compreende as aplicações financeiras de
carácter permanente, e os investimentos
em imóveis urbanos ou rústicos que não
estejam afectos à actividade opercional da
empresa (PGC 2009, p232)

Elaborado por: Ranito Chilaúle 5


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.2. Investimentos financeiros (3.1 PGC)


– Investimentos em subsidiárias;
– Investimentos em associadas
– Outros investimentos financeiros.
• Valorimetria
– São registados as custo de aquisição.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 6


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.2. Investimentos financeiros (3.1 PGC)


– Reconhecimento dos proveitos e dos custos e perdas
• Os proveitos decorrentes de juros, dividendos e rendas,
serão contabilizados como proveitos do exercício a que
respeitam, tendo em conta o princípio da
especialização do exercícios.
• Os ganhos e perdas decorrentes da alienação de
títulos, serão considerados proveitos ou ganhos
financeiros se se referirem a investimentos financeiros
temporários e serão considerados mais-valias ou
menos valias se se referirem a investimentos
financeiros permanentes.
Elaborado p-r: Ranito Chilaúle 7

UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.2. Investimentos financeiros (3.1 PGC)


• Aspectos fiscais
– O tratamento contabilístico é genericamente aceite pela
doutrina fiscal.
– As mais valias ou menos valias terão de ser corrigidas dos
efeitos da desvalorização da moeda através da aplicação dos
coeficientes de desvaloriação monetária.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 8


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
• 1.2. Auditoria fiscal das Demonstrações financeiras – Contas do Balanço e Demonstrações de Resultados.

– 1.2.1. Contas do Balanço


• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.2. Investimentos financeiros (3.1 PGC)


– Crédito de Imposto relativo à dupla tributação
económica de lucros distribuidos (nº2 ,art.64
CIRPC)
• A dedução consiste num crédito de imposto em 60%
correspondente aos lucros distribuidos incluídos na
base tributável e será efectuada até à concorrência da
parte do montante apaurado nos termos do nº1 do
artigo anterior que proporcionalmente corresponder
aos referidos lucros depois de adicionado o montante
desse crédito nos termos da alínea a) do nº1 do artigo
53.
Elaborado por: Ranito Chilaúle 9
UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.2. Investimentos financeiros (3.1 PGC)


• Eliminação da dupla tributação (art 40 CIRPC).
– A empresa Mafunnga recebeu 800.000,00MT de
lucros da empresa Beleza, na qual detém uma
participação de 40% do capital social e
contabilizada devidamente.
– Diga se terá direito a crédito do Imposto ou não.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 10


UNIDADE

4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


• 1.2.1.3.1 Conceito
– Consiste em elaborar a nível de grupo demonstrações
financeiras idênticas às elaboradas pelas empresas que o
constituem.
– São contas de um grupo, apresentadas como se de uma
única empresa se tratasse (NIC 27).
– Aspectos fiscais
• Existindo um grupo de sociedades, a sociedade poderá solicitar ao
Ministro das Finanças a autorização para que o lucro tributável em
IRPC seja calculado em conjunto para todas as sociedades do
grupo, mediante a consolidação dos balanços e das
demonstrações de resultados das sociedades que a integram.
Elaborado por: Ranito Chilaúle 11
UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


– Artigo 170 CCM (Contas anuais, relatório e
proposta)
• No fim de cada exercício, a administração da sociedade
deve organizar as contas anuais e, salvo se todos os
sócios forem administradores e a sociedade não tiver
conselho fiscal ou fiscal único, elaborar um relatório
respeitante ao exercício e uma proposta de aplicação
de resultados

Elaborado por: Ranito Chilaúle 12


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


– Uma empresa-mãe é obrigada a preparar e
apresentar as DF´s consolidadas excepto quando se
verificarem na integra as circunstâncias seguintes:
a)A empresa-mãe for ela própria subsuduária totalmente
detida, ou uma subsidiária parcialmente detida por
umaoutra entidade e os seus dentores de capital,
incluindo os que não têm direito de voto, tiverem sido
informados de que a empresa-mãe não apresenta DF´s
consolidadas e não se opuserem a tal situação.
Elaborado por: Ranito Chilaúle 13
UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


– Uma empresa-mãe é obrigada a preparar e apresentar as DF´s
consolidadas excepto quando se verificarem na integra as
circunstâncias seguintes:
b) Os instrumentos de dívida ou de capital próprio da
empresa-mãe não são negociados num mercado aberto de
capitais (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira);
c) A empresa-mãe não tenha depositado, nem esteja em
curso de depositar, as suas demonstrações financeiras
junto de um regulador de mercados de capitais com o
objectivo de emitir qualquer classe de instrumentos num
mercado de capitais; e

Elaborado por: Ranito Chilaúle 14


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


– Uma empresa-mãe é obrigada a preparar e
apresentar as DF´s consolidadas excepto quando
se verificarem na integra as circunstâncias
seguintes:
d) A empresa-mãe final, ou qualquer empresa-
mãe intermédia da empresa-mãe, preparae
demonstrações financeiras consolidadas
dispóníveis para uso público que cumpram as
disposições do PGC-NIRF.
Elaborado por: Ranito Chilaúle 15
UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


– Uma empresa-mãe que seja obrigada a preparar e
apresentar DF´s consolidadas bem como uma
empresa-mãe que não sendo obrigada a preparar
e apresentar DF´s consolidadas opte por fazê-lo,
devem cumprir com as disposições e
procedimentos de consolidação previstos na NCRF
20 investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntoa.(pg 125 PGC)

Elaborado por: Ranito Chilaúle 16


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.3. Consolidação de contas


– A preparação e apresentação de DF´s
consolidadas por uma empresa-mãe não dispensa
essa empresa-mãe de preparar e apresentar DF´s
individuais, relativas à sua actividade
isoladamente considerada.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 17


PROVISÕES

Elaborado por: Ranito Chilaúle 18


UNIDADE 4: EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL
– 1.2.1. Contas do Balanço
• Classe 3. Investimentos de capital – (Imobilizado)

• 1.2.1.4. Provisão para investimentos financeiros (alínea d), nº1 art 28


CIRPC) tambem NIC 37
– A provisão para investimentos financeiros destina-se a compensar perda de
valor de activos financeiros, o que se verifica quando o seu valor de mercado
fôr inferior ao preço de aquisição.
– a) Aspectos contabilísticos
Esta conta serve para registar:
»A diferença entre o custo de aquisição dos títulos e outras aplicações
financeiras e o respectivo preç de mercado, quando este fôr inferior
àquele;
»Os riscos de cobrança dod empréstimos de financiamento.
– b) Aspectos fiscais - (alínea d), nº1 art 28 CIRPC)
»a constituição desta provisão não tem relevância para efeitos fiscais por
que não se destina a compensar perdas que decorram da actividade
normal da empresa.

Elaborado por: Ranito Chilaúle 19


Questionário
Questões Sim Não N/A Trabalho, a realizar

1 Os investimentos financeiros foram classificados em Interrogar os dirigentes sobre os


investimentos tempotários? objectivos de aquisição de títulos
2 Estão correctamente contabilzados, tendo em conta as Verificar se os registos contabilísticos
ligações existentes entre as empresas? estão adequadamente efectuados e
tiveram em conta os níveis de
participação?
3 O custo de aquisição foi correctamente calculado? Verificar se foram considerados todos
os custos inerentesà compra.
4 Relativamente às empresas filiais e associadas foi Verificar a adopção do método, tendo
utilizado da equivalência patrimonial? em conta os níveis de participação.
5 Foi seguida a metodologia correspondente à proporção Analisar a sa conformidade com o
dos resultados líquidos e na variação dos capitais PGC e a NIC 37.
próprios?
6 Se à data do balanço, o valor do mercado for inferior ao Verificar se os registos contailísticos
que resultar do método da equivalência de patrimonial, foram devidamente efectuados e
a diferênça foi coberta pela provisão? tiveram em conta os níveis de
particiapação.
7 Relativamente aos restantes investimentos financeiros Analisar o valor da cotação dos títulos
quando o valor de mercado for inferior ao preço de cotados e quando não forem cotados
aquisição foi criada a respectiva provisão? verificar verificar a variação de valor
Elaborado por: Ranito Chilaúle 20
atratvez do balanço da participada.

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