O documento discute diferentes conceitos de poder ao longo da história, incluindo a democracia grega, o poder institucional do Estado, o poder simbólico, os tipos de dominação segundo Max Weber (tradicional, carismática e racional-legal), e a retórica e erística na Grécia Antiga.
O documento discute diferentes conceitos de poder ao longo da história, incluindo a democracia grega, o poder institucional do Estado, o poder simbólico, os tipos de dominação segundo Max Weber (tradicional, carismática e racional-legal), e a retórica e erística na Grécia Antiga.
O documento discute diferentes conceitos de poder ao longo da história, incluindo a democracia grega, o poder institucional do Estado, o poder simbólico, os tipos de dominação segundo Max Weber (tradicional, carismática e racional-legal), e a retórica e erística na Grécia Antiga.
O documento discute diferentes conceitos de poder ao longo da história, incluindo a democracia grega, o poder institucional do Estado, o poder simbólico, os tipos de dominação segundo Max Weber (tradicional, carismática e racional-legal), e a retórica e erística na Grécia Antiga.
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O PODER AO LONGO DA HISTÓRA
ASPECTOS MARCANTES DA DEMOCRACIA GREGA
A ÁGORA - O PODER DO CIDADÃO
(Democracia Direta) Igualdade perante a lei (ISONOMIA)
Igualdade acesso aos cargos públicos (ISOCRACIA)
Igualdade para falar nas Assembleias (ISEGORIA)
“O grego é livre, os demais povos são escravos”
O ESTADO E A INSTAURAÇÃO DO PODER INSTITUCIONAL
Constituído o Estado, surge o “PODER
INSTITUCIONAL”, entendido como o poder que a própria pessoa tem, porém não mais por inerência física ou mental, e sim, em virtude do cargo ou posição que ocupa na “instituição” chamada Estado. É o poder que permite, por exemplo, ao juiz, um ser humano como os demais, possa julgar o seu próprio semelhante, absolvendo-o ou condenando-o à pena de reclusão ou adjudicando-lhes bens ou dele os tirando. É o poder do Estado distribuído por seus agentes a fim de cumprir o pacto social. O PODER SIMBÓLICO – A FORÇA INVÍSIVEL AOS NOSSOS ATOS
Esse poder, que se exerce pela ausência de
importância dada a sua existência, poder ignorado, que fundamenta e movimenta uma série de outros poderes e atos. O poder que está por trás, escondido nas entrelinhas e que é cunhado com este propósito. “O poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem” (BOURDIEU). Bourdieu assinala que é através do que ele chama de sistemas simbólicos, a língua, a arte, a religião, que o poder simbólico se edifica e se revela. O CONCEITO (MODERNO) DE POLÍTICA
ARISTÓTELES: um conjunto de reflexões sobre os princípios que
regem a vida dos cidadãos no Estado. As relações de Poder na Sociedade. Nesse sentido, política significa a arte de governar, de gerir o destino da cidade, a arte do bem comum (Pólis).
MAQUIAVEL: a luta pela obtenção e manutenção do Poder.
Dessacraliza a Política e a separa da Ética.
MAX WEBER: o poder é a capacidade de impor sua vontade, apesar
das resistências. O uso legítimo da força, monopólio do Estado, só poderá se efetivar se houver o amparo da Lei (Ex: a Constituição).
NORBERTO BOBBIO: o conceito moderno de política está associado
estreitamente ao conceito de PODER. A Política é o processo de formação, distribuição e exercício do poder. AUTORIDADE E FORÇA SEGUNDO HANNAH ARENDT (1906-1975)
Para Hannah Arendt (1906-1975) “autoridade implica
uma obediência na qual os homens retêm sua liberdade”, o PODER, para Arendt, é inerente a toda comunidade política e resulta da capacidade de agir conjuntamente. Por outro lado, a violência, que é instrumental, se funda na categoria meio-fim, e quando recobrada no âmbito do político é responsável por fazer desaparecer o poder. Segundo Arendt, o poder é inerente a qualquer comunidade política e resulta da capacidade humana para agir conjuntamente, sob o consenso de todos. Por fim, para ela poder e violência são assuntos opostos, onde um predomina o outro desaparece. O que essas três formas de PODER têm em comum?
Elas contribuem conjuntamente para instituir
e manter uma sociedade de desiguais divididas em: • fortes e fracos, com base no poder político; • ricos e pobres, com base no poder econômico; • sábios e ignorantes, com base no poder ideológico. Genericamente, em superiores e inferiores. (Bobbio, Estado, Governo e Sociedade). A RACIONALIZAÇÃO DO MUNDO E A BUROCRACIA A racionalização do mundo é crescente em todas as áreas. A burocracia toma conta de todas as instituições – governo, escola, religião, (...) [e turismo/lazer, certo?. Os burocratas são profissionais da impessoalidade, seguem “regras” e daí vem seu “poder”. Professor do tipo “tradicional”, por exemplo, é burocrata da educação – distribui programa de disciplina, ministra aulas, impõe avaliações, distribui notas e aprova (ou não) alunos – é um poder instituído, burocrático, dominação racional legal, como diz Weber e, por isso, mais “desencantado”. DESENCANTAMENTO DO MUNDO MAX WEBER E O ESTADO MODERNO
O Estado Moderno, sob a perspectiva weberiana,
é um estado racional que detém o monopólio do uso legítimo da força física dentro do território que controla. O Estado é, para Weber, dotado de legitimidade e dominação legal (condições que possibilita sua manutenção). WEBER SE AFASTA DA DEFINIÇÃO DO ESTADO PELAS FUNÇÕES QUE ELE EXERCE.
Não esquecer: POLÍTICA É LUTA PELO PODER
(lembra Maquiavel). POLÍTICA, PARA WEBER, É A LUTA PELO PODER A essência da política, então, é a luta pelo poder/dominação. Um “mercado político”, com tremenda competição, etc. A vitória daqueles que alcançam o poder – por que meios for (o que lembra Maquiavel) – é o processo de “seleção social” (que não é a mesma coisa do que a seleção natural de Darwin). A dominação – que interfere em todas as relações sociais – é que mantém a ordem legítima e a coesão social. A coesão social, diferente do que afirmava Durkheim, é pela “força” e não pelo “consenso”. OS TIPOS DE DOMINAÇÃO (PODER) EM MAX WEBER
Por que e como as relações sociais se mantêm?
Resposta de Weber: por conta da dominação ou produção de
legitimidade – submissão de um grupo a um “mandato”, aceitação de uma “autoridade” (alguém que “representa” o coletivo). Aí, então, entra a questão do “poder”. Poder é a probabilidade de impor sua vontade, VENCENDO RESISTÊNCIA. Os meios para alcançá-lo são muito variados: emprego da violência, palavra/oratória, sufrágio, sugestão, engano grosseiro, tática no parlamento, tradições, etc. A dominação pode ser por interesses (tráfico ou jogo de interesses) ou por autoridade (mandar, obedecer, influência). Mas sempre o dominador influi na conduta dos dominados. Para WEBER Os tipos de DOMINAÇÃO são três: TRADICIONAL, CARISMÁTICA E A RACIONAL-LEGAL: IDEAIS TRADICIONAL: “autoridade do ‘ontem eterno’ [passado, tradições, etc.] (...) dá orientação habitual para o conformismo”. O tipo de dominação Tradicional se efetiva em virtude da crença na santidade das ordenações e dos poderes senhoriais de há muito tempo já existentes, sendo um dos exemplos mais evidentes e puros, a patriarcal. Caracteriza-se por obediência cega em virtude da pretensa dignidade do dominador, por fidelidade contumaz a essa pessoa. A monarquia também guarda muito dessa dominação. CARIMÁSTICA: autoridade com base no dom pessoal de uma pessoa ou líder. A dominação Carismática é a que se dá em virtude da devoção afetiva à pessoa do senhor e os seus dotes considerados quase sobrenaturais e, particularmente, a faculdades tidas como mágicas, revelações ou heroísmo, poder intelectual ou de oratória. O sempre novo, o extra cotidiano, o inaudito e o arrebatamento emotivo que provocam constituem força de devoção pessoal. Seus tipos mais puros são a dominação do profeta, de herói guerreiro e do grande demagogo. Foram, dentre outros, grandes exemplos desse tipo de arrastamento Hitler, Kennedy, Getúlio Vargas, Antônio Conselheiro e Padre Cícero. RACIONAL-LEGAL: A Dominação Racional-Legal (onde qualquer direito pode ser criado e modificado através de um estatuto sancionado corretamente), tendo a “burocracia” como sendo o tipo mais puro desta dominação. A obediência se presta não à pessoa, em virtude de direito próprio, mas à regra, que se conhece competente para designar a quem e em que extensão se há de obedecer. Weber classifica este tipo de dominação como sendo estável, uma vez que é baseada em normas que são criadas e modificadas através de um estatuto sancionado corretamente. Ou seja, o poder de autoridade é legalmente assegurado por um código legal como a Constituição do país. A RETÓRICA E O DISVIRTUAMENTO SOFISTA
A arte de falar bem, conhecida pelos gregos
antigos como retórica (rhêtorikê), advém do conjunto de técnicas antigas que compunham a atividade política, filosófica e cultural da pólis. Arte, nesse sentido, é entendida como técnica e é sinônimo do modo de operar, modo de fazer, ou como fazer. Portanto, a retórica é o estudo e o ensinamento de um modo de falar bem, com eloquência, articulando as palavras de modo a convencer o interlocutor. O termo areté é frequentemente traduzido como “virtude”, mas sua real significação remete- nos à ideia de “excelência” A ERÍSTICA – A ARTE DE GANHAR A DISCUSSÃO
Na Filosofia e na retórica, a Erística (de Éris, a
deusa grega do caos, contenda e discórdia) refere-se a argumentos que visam contestar com êxito o argumento de outra pessoa, em vez de procurar a verdade. É característico dos erísticos pensar em alguns argumentos como uma maneira de derrotar o outro lado, em se mostrando que um oponente deve concordar com a negação daquilo em que ele inicialmente acreditava". A Erística está em argumentar em prol do conflito, em vez de resolvê-lo.