kakauw
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Jogo uns joguinhos e quero expressar meus sentimentos por eles em algum lugar.
Notas e reviews inteiramente pessoais envolto da minha experiência e sem intuito de uma análise crítica "jornalística".
[PT-BR/EN]
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This review contains spoilers
"Life is Strange" é uma experiência extraordinária do começo ao fim. Um jogo com uma história muito bem feita e cativante, com uma profundidade de narrativa muito rica e que ousou em fazer com que adolescentes pudessem enfrentar uma trama bem mais madura que eles.
A história do jogo é sobre uma personagem chamada Maxine Caulfield, que prefere ser chamada de Max, uma aluna recém chegada de uma instituição de ensino de artes e ciências de Arcadia Bay chamada Blackwell Academy. Ela demonstrar ser alguém muito apaixonada por fotografia e está nessa instituição para mostrar o que pode fazer com uma câmera da "velha guarda" analógica. Em um determinado momento, ela vislumbra um acontecimento assustador, a morte de uma garota de cabelo azul no banheiro feminino, e também neste momento, ela descobre poderes de voltar no tempo e então utiliza eles para ajudar de alguma maneira aquela garota que foi assassinada momentos atrás. A história do jogo tem pontos altos e baixos, a relação da Max com outros personagens secundários (bem mais NPCs pela irrelevância) é bem rasa e não se desenvolve da melhor maneira para uma criação de importância relevante para mim como jogador, mas que por outro lado, a história se aprofunda em uma trama bem elaborada e cheia de mistérios que se desenvolve de uma forma muito bem trabalhada, é genuinamente bem feita e senti uma verdadeira progressão nessa trama. As investigações e as descobertas sobre a Rachel, Nathan, Mr Jefferson, etc é genuinamente bem feita, o plot da Dark Room é impecável.
O desenvolvimento de personagem é o ponto mais forte do jogo. Ver a evolução e toda jornada da Max é muito emocionante e verdadeiramente sentimental de se acompanhar, ela enfrentando seus próprios problemas pessoais para poder ajudar outras pessoas, ela utiliza seus poderes para fazer a coisa certa a todo o momento, ela sentindo empatia até por aqueles que nunca tinham demonstrado empatia por ela. Mas obviamente meu momento favorito foi ver a Max impedindo a Kate de atentar contra a própria vida, a gente fazendo a Max entender mais a Kate teve sua recompensa no fim das contas, e é impecável sentir que a Max conseguiu salvar uma amiga tão querida, uma cena muito forte que vai ficar marcada em mim para sempre. Max também tem uma evolução empática muito forte, ela consegue entender o que sua melhor amiga de infância está passando, a dor de perder seu grande herói, respingando até seus 19 anos. Chloe, como a personagem secundária central dessa história, não fica de fora de um ótimo desenvolvimento, saindo de uma personagem adolescente punk insuportável, egocêntrica e antipática para alguém que consegue entender sua melhor amiga, que consegue entender aos poucos que a Max não é o super brinquedo dela, e o ápice dessa personagem é justamente o final, onde ela escolhe se sacrificar para salvar todos de Arcadia Bay, já que ela sabe que todas as loucuras temporais aconteceram porque ela estava viva.
A gameplay do jogo é muito simples, mas bem funcional, a mecânica de voltar no tempo é muito boa para o dinamismo de escolhas e tentativas de mudar acontecimentos, apesar de nem tudo realmente ter uma consequência verdadeira e o final do jogo basicamente ser só dois, sacrificar todos ou sacrificar Chloe, é uma mecânica interessante sim, mas que acabou faltando um pouco mais para ser verdadeiramente impactante. A notificação de que uma ação teria consequências foi genuinamente banalizada em alguns momentos da gameplay, mas não foi algo que atrapalhou a jogatina em sim. A trilha de jogo tem momentos de impacto muito bem encaixados nos momentos narrativos corretos, as músicas mais relaxantes nas pausas para reflexão da Max, até as músicas de grandes revelações ou mistérios é muito bem colocadas. E a direção artística é deslumbrante, um jogo não precisa ser foto realista e nem ter gráficos ultra high ending para ser lindo e eu amo quando jogos utilizam uma visão artística além dos gráficos mais reais que a realidade. Toda a composição, enquadramentos, direção de arte, ângulos de visão, cenas animadas, é tudo tão bem feito e encantador que é emocionante igual a história desse jogo. Uma beleza sem tamanho.
"Life is Strange" é genuinamente bom, uma gameplay simples, mas bem funcional, uma trilha marcante de momentos certos, uma história impaciente do começo ao fim, uma direção artística impecável e um jogo verdadeiramente especial para quem se permite apreciar jogos que buscam ser mais que um jogo simples, mas também buscam ser arte. E LiS é artístico.
A história do jogo é sobre uma personagem chamada Maxine Caulfield, que prefere ser chamada de Max, uma aluna recém chegada de uma instituição de ensino de artes e ciências de Arcadia Bay chamada Blackwell Academy. Ela demonstrar ser alguém muito apaixonada por fotografia e está nessa instituição para mostrar o que pode fazer com uma câmera da "velha guarda" analógica. Em um determinado momento, ela vislumbra um acontecimento assustador, a morte de uma garota de cabelo azul no banheiro feminino, e também neste momento, ela descobre poderes de voltar no tempo e então utiliza eles para ajudar de alguma maneira aquela garota que foi assassinada momentos atrás. A história do jogo tem pontos altos e baixos, a relação da Max com outros personagens secundários (bem mais NPCs pela irrelevância) é bem rasa e não se desenvolve da melhor maneira para uma criação de importância relevante para mim como jogador, mas que por outro lado, a história se aprofunda em uma trama bem elaborada e cheia de mistérios que se desenvolve de uma forma muito bem trabalhada, é genuinamente bem feita e senti uma verdadeira progressão nessa trama. As investigações e as descobertas sobre a Rachel, Nathan, Mr Jefferson, etc é genuinamente bem feita, o plot da Dark Room é impecável.
O desenvolvimento de personagem é o ponto mais forte do jogo. Ver a evolução e toda jornada da Max é muito emocionante e verdadeiramente sentimental de se acompanhar, ela enfrentando seus próprios problemas pessoais para poder ajudar outras pessoas, ela utiliza seus poderes para fazer a coisa certa a todo o momento, ela sentindo empatia até por aqueles que nunca tinham demonstrado empatia por ela. Mas obviamente meu momento favorito foi ver a Max impedindo a Kate de atentar contra a própria vida, a gente fazendo a Max entender mais a Kate teve sua recompensa no fim das contas, e é impecável sentir que a Max conseguiu salvar uma amiga tão querida, uma cena muito forte que vai ficar marcada em mim para sempre. Max também tem uma evolução empática muito forte, ela consegue entender o que sua melhor amiga de infância está passando, a dor de perder seu grande herói, respingando até seus 19 anos. Chloe, como a personagem secundária central dessa história, não fica de fora de um ótimo desenvolvimento, saindo de uma personagem adolescente punk insuportável, egocêntrica e antipática para alguém que consegue entender sua melhor amiga, que consegue entender aos poucos que a Max não é o super brinquedo dela, e o ápice dessa personagem é justamente o final, onde ela escolhe se sacrificar para salvar todos de Arcadia Bay, já que ela sabe que todas as loucuras temporais aconteceram porque ela estava viva.
A gameplay do jogo é muito simples, mas bem funcional, a mecânica de voltar no tempo é muito boa para o dinamismo de escolhas e tentativas de mudar acontecimentos, apesar de nem tudo realmente ter uma consequência verdadeira e o final do jogo basicamente ser só dois, sacrificar todos ou sacrificar Chloe, é uma mecânica interessante sim, mas que acabou faltando um pouco mais para ser verdadeiramente impactante. A notificação de que uma ação teria consequências foi genuinamente banalizada em alguns momentos da gameplay, mas não foi algo que atrapalhou a jogatina em sim. A trilha de jogo tem momentos de impacto muito bem encaixados nos momentos narrativos corretos, as músicas mais relaxantes nas pausas para reflexão da Max, até as músicas de grandes revelações ou mistérios é muito bem colocadas. E a direção artística é deslumbrante, um jogo não precisa ser foto realista e nem ter gráficos ultra high ending para ser lindo e eu amo quando jogos utilizam uma visão artística além dos gráficos mais reais que a realidade. Toda a composição, enquadramentos, direção de arte, ângulos de visão, cenas animadas, é tudo tão bem feito e encantador que é emocionante igual a história desse jogo. Uma beleza sem tamanho.
"Life is Strange" é genuinamente bom, uma gameplay simples, mas bem funcional, uma trilha marcante de momentos certos, uma história impaciente do começo ao fim, uma direção artística impecável e um jogo verdadeiramente especial para quem se permite apreciar jogos que buscam ser mais que um jogo simples, mas também buscam ser arte. E LiS é artístico.
"Sky: Children of the Light" é uma experiência encantadora e única, com um gameplay focado na exploração e interação social. O sistema de voo é simples, mas proporciona uma sensação de liberdade bem feita, especialmente ao explorar os cenários muito bem desenvolvidos e deslumbrantes. Visualmente, o jogo é uma obra incrível, com mapas variados e uma direção de arte impecável, que faz com que o jogo seja muito único e bem vivido.
O trabalho de áudio é igualmente impressionante, com efeitos sonoros suaves, ambientação detalhada e uma trilha sonora que amplifica a experiência. A história, que é entregue de forma simbólica, com bastante interpretação, por quase nunca haver diálogos diretos, é tocante e cheia de mensagens sobre conexão, ainda que simples.
Por outro lado, após concluir as missões principais e explorar os mapas, o jogo entra em um loop de farm diário de velas, que pode se tornar repetitivo após algumas semanas, principalmente se você for um jogador solo. As velas (a moeda do jogo que você farma) são essenciais para desbloquear cosméticos, mas o sistema de monetização deixa a desejar, com itens cosméticos absurdamente caros e, na maioria das vezes, não justificando o preço. Inclusive, não apenas a monetização com dinheiro real é cara, mas a com a moeda do farm também é, ainda mais com o limite de quantas velas se consegue pegar diariamente.
Um ponto positivo é o passe de temporada, que traz conteúdo extra acessível e se torna o foco principal para quem continua jogando após o conteúdo primário. Inclusive, é o melhor custo benefício do jogo, pois você consegue comprar o passe não apenas para você, mas até para dois amigos com um mega pacote, e se dividirem o preço, fica bem baratinho.
Sky é lindo e cativante para aqueles que querem dedicar um tempo para jogar algo casualmente e colecionar roupinhas, mas poderia melhorar em sua economia in game e loop de gameplay. Resolvi voltar a jogar por conta da minha namorada, que apesar de ter parado por não estar mais gostando do jogo, por fatores envolvendo a falta de dedicação da empresa em entregar um jogo jogável, decidi dar mais uma chance apesar dos problemas e jogar me dedicando a nossa jogatina juntos ao invés de ser hater da empresa por trás do jogo (ainda sou).
O trabalho de áudio é igualmente impressionante, com efeitos sonoros suaves, ambientação detalhada e uma trilha sonora que amplifica a experiência. A história, que é entregue de forma simbólica, com bastante interpretação, por quase nunca haver diálogos diretos, é tocante e cheia de mensagens sobre conexão, ainda que simples.
Por outro lado, após concluir as missões principais e explorar os mapas, o jogo entra em um loop de farm diário de velas, que pode se tornar repetitivo após algumas semanas, principalmente se você for um jogador solo. As velas (a moeda do jogo que você farma) são essenciais para desbloquear cosméticos, mas o sistema de monetização deixa a desejar, com itens cosméticos absurdamente caros e, na maioria das vezes, não justificando o preço. Inclusive, não apenas a monetização com dinheiro real é cara, mas a com a moeda do farm também é, ainda mais com o limite de quantas velas se consegue pegar diariamente.
Um ponto positivo é o passe de temporada, que traz conteúdo extra acessível e se torna o foco principal para quem continua jogando após o conteúdo primário. Inclusive, é o melhor custo benefício do jogo, pois você consegue comprar o passe não apenas para você, mas até para dois amigos com um mega pacote, e se dividirem o preço, fica bem baratinho.
Sky é lindo e cativante para aqueles que querem dedicar um tempo para jogar algo casualmente e colecionar roupinhas, mas poderia melhorar em sua economia in game e loop de gameplay. Resolvi voltar a jogar por conta da minha namorada, que apesar de ter parado por não estar mais gostando do jogo, por fatores envolvendo a falta de dedicação da empresa em entregar um jogo jogável, decidi dar mais uma chance apesar dos problemas e jogar me dedicando a nossa jogatina juntos ao invés de ser hater da empresa por trás do jogo (ainda sou).
This review contains spoilers
"Persona 5 Royal" não é apenas um jogo, é uma experiência que se grava na memória de qualquer jogador que se aventure em sua rica narrativa e em sua jogabilidade meticulosamente polida. Eu digo isso com a convicção de alguém que se perdeu em cada detalhe, desde os diálogos até as batalhas intensas, tudo isso enquanto me sentia completamente envolvido na rebelião contra as injustiças da sociedade. A Atlus conseguiu criar não apenas um dos melhores JRPGs de todos os tempos, mas também uma obra que reflete as angústias e aspirações humanas de forma poderosa e universal.
A história de "Persona 5 Royal" é um verdadeiro manifesto contra as opressões e os males que permeiam a sociedade moderna. A jornada dos Phantom Thieves de expor os corações distorcidos daqueles que abusam de seu poder é carregada de simbolismo e emoção. A cada "Palace" que infiltramos, não enfrentamos apenas inimigos; enfrentamos questões como abuso de poder, exploração, corrupção e negligência social. O jogo não subestima a inteligência do jogador e aborda esses temas com uma seriedade e profundidade que é rara no universo dos jogos. É impossível não se sentir movido ao ver o protagonista e seus amigos lutarem para trazer justiça a um mundo que constantemente tenta silenciá-los.
E então chega a campanha extra de "Royal", que eleva a narrativa a novos patamares. A introdução do personagem Kasumi Yoshizawa e do psicólogo Takuto Maruki não é apenas um acréscimo narrativo; é uma reinterpretação brilhante do tema central de "Persona 5". Maruki, especialmente, é um dos antagonistas mais fascinantes e bem construídos que já vi. Ele não é simplesmente um vilão; suas ações são motivadas por um desejo genuíno de aliviar o sofrimento humano. A linha tênue entre seus ideais e as consequências de suas ações torna a reta final de "Royal" algo único, emocionalmente devastador e, ao mesmo tempo, absurdamente satisfatório. Essa expansão é a cereja do bolo, transformando o final em algo ainda mais grandioso e memorável.
Os "confidents", ou social links, são uma das maiores forças do jogo. Cada personagem que encontramos e ajudamos carrega uma história própria, um microcosmo das lutas sociais e pessoais que compõem o universo de "Persona 5". Quer seja ajudar uma jornalista desacreditada, uma garota prodígio em xadrez ou um político idealista tentando reconquistar sua dignidade (inclusive, foi meu social link favorito), cada arco narrativo enriquece a jornada do protagonista. No fim do jogo, senti que todos esses personagens tinham deixado uma marca na história principal e no crescimento pessoal do herói. A profundidade de cada subtrama é uma prova do cuidado com o qual o jogo foi construído. Desde "Persona 3", essa mecânica já era um destaque, mas aqui ela atinge um nível de excelência quase impossível de superar.
Além da história e dos personagens, é preciso falar da jogabilidade, é claro. A forma como o jogo equilibra a vida cotidiana de um estudante com a ação intensa em Palaces ou no Mementos é nada menos que brilhante. Os Palaces são únicos, cheios de personalidade e desafios criativos, e o sistema de batalha é tão refinado que nunca cansa. Experimentar as estratégias dos turnos, explorar fraquezas dos inimigos e fundir Personas se torna quase viciante. Mesmo jogando no PS4 Fat, senti que o jogo era visualmente deslumbrante. A estética estilizada, com menus vibrantes e animações marcantes, não apenas compensa qualquer limitação gráfica como as transforma em arte. E honestamente, não adianta nada ter gráficos perfeitos se o visual do jogo não for minimamente agradável, e "Persona 5" são ambos para mim.
Por fim, mas certamente não menos importante, temos a trilha sonora. Que trilha sonora! Desde "Last Surprise" até "Rivers in the Desert", cada faixa é inesquecível e adiciona uma camada de emoção às batalhas, a exploração pela ambientação de Tokyo e aos momentos narrativos. A música de fundo que embala os dias escolares ou as noites chuvosas é igualmente perfeita, capturando cada nuance do que é viver a vida dupla do protagonista. Dizer que é a melhor trilha sonora de toda a série "Persona" não é exagero, é simplesmente reconhecer a maestria de Shoji Meguro e sua equipe.
"Persona 5 Royal" é um daqueles jogos que me fizeram lembrar porque amo tanto esse meio. É uma obra-prima que não só define o que um JRPG pode ser, mas também o que os jogos, como arte, podem alcançar. Cada aspecto, história, gameplay, personagens, música, se entrelaça para criar algo verdadeiramente especial. É um jogo que merece ser jogado e celebrado por todos que apreciam uma boa narrativa, mecânicas envolventes e uma experiência inesquecível. Sem dúvida, um dos melhores jogos que já joguei. Me senti tão imerso ao jogo que dediquei a platinar ele e foi maravilhoso conseguir fazer essa platina. Com certeza é uma experiência inesquecível e que bom que eu pude ter o privilégio de jogar esse jogo, que foi um magnífico presente da pessoa que eu mais amo nesse mundo.
[Eternamente grato por esse presente magnífico, amor!]
A história de "Persona 5 Royal" é um verdadeiro manifesto contra as opressões e os males que permeiam a sociedade moderna. A jornada dos Phantom Thieves de expor os corações distorcidos daqueles que abusam de seu poder é carregada de simbolismo e emoção. A cada "Palace" que infiltramos, não enfrentamos apenas inimigos; enfrentamos questões como abuso de poder, exploração, corrupção e negligência social. O jogo não subestima a inteligência do jogador e aborda esses temas com uma seriedade e profundidade que é rara no universo dos jogos. É impossível não se sentir movido ao ver o protagonista e seus amigos lutarem para trazer justiça a um mundo que constantemente tenta silenciá-los.
E então chega a campanha extra de "Royal", que eleva a narrativa a novos patamares. A introdução do personagem Kasumi Yoshizawa e do psicólogo Takuto Maruki não é apenas um acréscimo narrativo; é uma reinterpretação brilhante do tema central de "Persona 5". Maruki, especialmente, é um dos antagonistas mais fascinantes e bem construídos que já vi. Ele não é simplesmente um vilão; suas ações são motivadas por um desejo genuíno de aliviar o sofrimento humano. A linha tênue entre seus ideais e as consequências de suas ações torna a reta final de "Royal" algo único, emocionalmente devastador e, ao mesmo tempo, absurdamente satisfatório. Essa expansão é a cereja do bolo, transformando o final em algo ainda mais grandioso e memorável.
Os "confidents", ou social links, são uma das maiores forças do jogo. Cada personagem que encontramos e ajudamos carrega uma história própria, um microcosmo das lutas sociais e pessoais que compõem o universo de "Persona 5". Quer seja ajudar uma jornalista desacreditada, uma garota prodígio em xadrez ou um político idealista tentando reconquistar sua dignidade (inclusive, foi meu social link favorito), cada arco narrativo enriquece a jornada do protagonista. No fim do jogo, senti que todos esses personagens tinham deixado uma marca na história principal e no crescimento pessoal do herói. A profundidade de cada subtrama é uma prova do cuidado com o qual o jogo foi construído. Desde "Persona 3", essa mecânica já era um destaque, mas aqui ela atinge um nível de excelência quase impossível de superar.
Além da história e dos personagens, é preciso falar da jogabilidade, é claro. A forma como o jogo equilibra a vida cotidiana de um estudante com a ação intensa em Palaces ou no Mementos é nada menos que brilhante. Os Palaces são únicos, cheios de personalidade e desafios criativos, e o sistema de batalha é tão refinado que nunca cansa. Experimentar as estratégias dos turnos, explorar fraquezas dos inimigos e fundir Personas se torna quase viciante. Mesmo jogando no PS4 Fat, senti que o jogo era visualmente deslumbrante. A estética estilizada, com menus vibrantes e animações marcantes, não apenas compensa qualquer limitação gráfica como as transforma em arte. E honestamente, não adianta nada ter gráficos perfeitos se o visual do jogo não for minimamente agradável, e "Persona 5" são ambos para mim.
Por fim, mas certamente não menos importante, temos a trilha sonora. Que trilha sonora! Desde "Last Surprise" até "Rivers in the Desert", cada faixa é inesquecível e adiciona uma camada de emoção às batalhas, a exploração pela ambientação de Tokyo e aos momentos narrativos. A música de fundo que embala os dias escolares ou as noites chuvosas é igualmente perfeita, capturando cada nuance do que é viver a vida dupla do protagonista. Dizer que é a melhor trilha sonora de toda a série "Persona" não é exagero, é simplesmente reconhecer a maestria de Shoji Meguro e sua equipe.
"Persona 5 Royal" é um daqueles jogos que me fizeram lembrar porque amo tanto esse meio. É uma obra-prima que não só define o que um JRPG pode ser, mas também o que os jogos, como arte, podem alcançar. Cada aspecto, história, gameplay, personagens, música, se entrelaça para criar algo verdadeiramente especial. É um jogo que merece ser jogado e celebrado por todos que apreciam uma boa narrativa, mecânicas envolventes e uma experiência inesquecível. Sem dúvida, um dos melhores jogos que já joguei. Me senti tão imerso ao jogo que dediquei a platinar ele e foi maravilhoso conseguir fazer essa platina. Com certeza é uma experiência inesquecível e que bom que eu pude ter o privilégio de jogar esse jogo, que foi um magnífico presente da pessoa que eu mais amo nesse mundo.
[Eternamente grato por esse presente magnífico, amor!]