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O primo pobre do Mad Max (2015) com três horas de loading e o mundo aberto mais sem vergonha que eu já vi.

Se não fosse pela única boa mecânica das corridas e do combate veicular, teria sido o dinheiro mais mal gasto da minha vida.

HOW IS HELL ?

Chato pra caralho, vai se fuder.

Ao decorrer dos anos em que eu constantemente ouvi do boca a boca sobre a influência desse jogo, como ele horrorizou a sociedade da época e definiu um gênero, eu só posso afirmar que:

DOOM precede todas as suas reputações.

Não só por ter mudado a forma de como se faziam jogos no passado, mas também por ter criado toda uma forma única de se fazer um.

O fato quase anedótico desse jogo rodar em absolutamente tudo, de uma batata ligada em um fio elétrico á um teste de gravidez eletrônico, se torna extremamente contemporâneo numa época onde desenvolvedoras não conseguem entregar um desempenho minimamente pífio mesmo com milhões de dólares e inovações de hardware ao seu dispor, enquanto Doom atesta a competência da sua época, criando até um sistema de arquivos próprio e consequentemente dando início ao pioneirismo do modding como conhecemos através das WADs, e fazendo tudo isso rodando em um DoS ou em qualquer videogame fuleiro por aí.

E isso tendo sido intencional ou não pela Id Software, eles deram um dos maiores saltos adiante da democratização dos videogames da sua época.

Com a sua jogabilidade sendo coisa mais visceral possível dentro de qualquer realidade virtual, com um bom set de armas, um mapa e sangue no olho, você não precisa de mais nada pra aproveitar Doom chacinando e destripando as hordas de forma extremamente prazerosa e divertida.
A carnificina se torna o nosso negócio...e os negócios vão muito bem!

As animações em sprites, muito bem feitas até e satisfatórias de se ver (não tanto quanto DOOM 64, diga-se de passagem), e os seus gráficos 2D que simulam a profundidade e a imersão de cenários de um 3D são um grande charme á parte e extremamente convidativos até mesmo pros dias de hoje em razão de uma direção de arte assertiva que é bem homogênea a concepção do que entendemos como "video game" até os tempos atuais.

Não é exagero dizer que John Romero, Sandy Petersen, Dave Taylor, e Adrian e John Carmack criaram quase uma obra prima, e sim, eu disse "quase"...

Por que quem criou mesmo foi o compositor Bobby Prince com sua trilha sonora magistral, que tirou leite de pedra de um chip sonoro de um DoS fudido e transformou num disco de platina!

A música de Doom, como em todo bom jogo, determina o seu tom e cria a sua atmosfera. E é, sem dúvida, que Doom não seria metade do que foi sem a sua trilha sonora, e os ports de Atari Jaguar e SEGA Saturn estão aí pra comprovar isso, com ela sendo tudo que o jogo precisa que ela seja: pesada, agressiva, as vezes meio ambivertida mas sempre estimulante e brutal.
Não é por acaso At Doom's Gate é uma das trilhas mais marcantes e distintas da história dos videogames, chegando a quase quebrar essa barreira.

E essa sendo a versão definitiva do jogo e dividida em quatro episódios, analisei eles um por um, tendo todos eles sua própria excepcionalidade, como se cada um tivesse sido feito de uma forma diferente do outro, ou dirigido e programado por pessoas diferentes. E esse é o caso.

"Knee-Deep In The Dead" é o shareware original de Doom, é fortemente caracterizado pelo seu level design mais compacto e confortável, com um combate rápido e ágil e uma continuidade bem fluida. Todas as grandes qualidades de DOOM estão aqui e é a porta de entrada definitiva pro inferno.

"The Shores of Hell" é talvez o episódio onde eu senti que o jogo mais pecou, não por ser ruim, mas pela complexidade das fases e de algumas mecânicas, que até são interesses e trazem algo á mesa, mas que são excessivas quase chegando a ser pedante. Mas o episódio se redime no E2M6 Halls of the Damned que entrega a melhor fase do jogo inteiro, num lapso quase momentâneo de genialidade do Sandy Petersen na programação.

"Inferno" é definitivamente o melhor episódio de Doom. Vai na contra mão de tudo do seu antecessor, com uma grande ampliação no combate, intensificando e tornando tudo muito mais visceral e variado, assim como trazendo de volta o level design mais compacto do primeiro, sendo o episódio em que eu mais diverti.

"Thy Flesh Consumed", é o episódio exclusivo dessa versão do jogo, sendo uma remontagem de todos os episódios anteriores em todos os seus melhores aspectos: level design compacto e confortável, mecânicas e dinâmicas bem dosadas e um combate visceral intenso, mas reciclaram a trilha sonora de Bobby Prince, e eu achei isso uma merda, e por isso perde meia estrela sem dó.
Mas é de longe o mais completo dos episódios da expansão por juntar o que tem de melhor nos três segmentos originais, e encerra bem o jogo.


Em geral, Doom é pra mim o maior jogo de vanguarda da história dos videogames e por mais que o lero lero gamer replique o quanto ele tem uma importância imensurável pra indústria e blá blá blá, o que realmente admiro de verdade em Doom foi a sua a transgressão que horrorizou a sociedade da sua época, causando a histeria coletiva dos fundamentalistas cristãos televangelistas e a fúria dos conservadores da política contra o "Mass Murder Simulator", na qual é o tipo de violação de preceitos e paradigmas morais que os jogos antigamente tinham o CULHÃO de quebrar, e que cada vez mais se faz necessário resgatar diante dos jogos cada vez mais castrados e domesticados pela indústria de hoje.