M 1109a 1100 Aluno Por PDF
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Tiristores
M-1109A
EXPERIMENTS MANUAL
Manual de Experimentos
Manual de Experimentos
1
CONTEÚDO
1. Introdução 3
2. Experiência 01: Transistor Unijunção – Oscilador de Relaxação 4
3. Experiência 02: Tiristores – O SCR em CC 11
4. Experiência 03: Tiristores – O SCR em CA 20
5. Experiência 04: Tiristores – O SCR com Disparo por Pulsos 28
6. Experiência 05: Tiristores – O TRIAC e DIAC 34
7. Experiência 06: Tiristores – O PUT 46
2
M-1109A - TIRISTORES
1. Introdução
A unidade que passaremos a chamar de maleta será a base onde será colocada a placa
M-1109A na qual serão montados os circuitos.
3
2. Experiência 01: Transistor Unijunção – Oscilador de Relaxação
2.1. Objetivos
1 Multímetro digital
1 Maleta com placa 1109A
1 Matriz de pontos
Cabos de conexão diversos
4
Figura 2: UJT ( a ) Polarização e ( b ) Circuito equivalente.
Na figura 2b enquanto VE < 0,7 + VRb1 o UJT estará cortado, pois o diodo está reversa-
Quando VE = 0,7 + η.VBB = VP = tensão no ponto de pico, o diodo fica polarizado direta-
mente e o UJT dispara. O termo disparo é usado por analogia ao disparo de uma arma e
significa uma mudança brusca de condição.
A explicação física para o disparo é dada pela realimentação positiva interna. O apareci-
mento de uma corrente aumenta o número de portadores na região próximo à base 1, o
que diminui a resistividade e conseqüentemente a resistência Rb1, o que em conseqüência
diminui a tensão em Rb1, o que aumenta mais ainda a polarização direta, aumentando
mais ainda a corrente. Esse ciclo leva a um aumento muito grande na corrente (o disparo)
limitada unicamente por resistências externas.
Após ter disparado, o UJT só voltará a cortar novamente quando a tensão de emissor não
for mais suficiente para manter a polarização direta da junção, essa tensão é chamada de
tensão de vale, VV.
5
Figura 3: UJT Curva característica de entrada
Uma das principais aplicações do UJT é como oscilador de relaxação. Na figura 4a quando a
alimentação é ligada a primeira vez, o capacitor se encontra descarregado, logo VC=VE=0,
portanto o UJT estará cortado (IE=0). Nessas condições o capacitor começa a se carregar
através de R, tendendo a tensão nele para +VCC com constante de tempo τ=R.C.
6
Observar que a tensão interbases (VBB) é a tensão de alimentação com o UJT cortado,
desta forma a expressão para a tensão de disparo é:
VP=0,7V+ η.VCC
7
2.4. Procedimento Experimental
f (estimada)=
2. Monte o circuito da figura 5 de acordo com o layout da figura 6. Anote as formas de onda
no capacitor (Emissor) e no resistor de 47 Ohms (Base 1) anotando o período das oscila-
ções e medindo o valor da tensão no ponto de pico (VP). Use o quadriculado para anotar
as formas de onda. Obs: Coloque a chave de entrada em DC.
T (medido)=
f (experimental)=
VP (medida)=
8
3. Calcule o valor da razão intrínseca de disparo a partir da medida da tensão no ponto de
pico por:
T (recalculado)=
f (recalculado)=
9
Valores medidos de:
T(pot. no máximo)=
T(pot. no meio)=
T(pot. no mínimo)=
10
3. Experiência 02: Tiristores – O SCR em CC
3.1. Objetivos
1 Multímetro digital
1 Maleta com placa 1109A
1 Matriz de pontos
Cabos de conexão diversos
O nome tiristor se aplica a qualquer chave de estado sólido construido a partir de quatro ca-
madas alternadas PNPN, podendo ter dois, três ou quatro terminais e podendo conduzir em
uma ou duas direções. O tiristor mais conhecido é o SCR mas outros tem estrutura seme-
lhante: TRIAC, DIAC, LASCR, PUT, GTO, etc. O dispositivo básico do qual todos derivam é
o diodo de quatro camadas, também conhecido como diodo Shockley.
O estudo dos tiristores deve começar pelo dispositivo que origina toda a família, o diodo de
quatro camadas ou diodo Shockley (não confundir com o diodo Schottky, diodo com duas
camadas e usado para altas freqüências). As figuras a seguir mostram a estrutura, símbolo
e curva característica.
Qualquer mecanismo que provoque um aumento interno de corrente pode disparar a estru-
tura de 4 camadas, dentre eles temos:
Para explicar o disparo da estrutura de 4 camadas é adotado o modelo com dois transisto-
res, um NPN e outro PNP como na figura a seguir.
A corrente de anodo pode ser determinada em função dos ganhos de corrente dos transis-
tores da figura 2b, resultando a expressão a seguir:
12
onde α1 e α2 são os ganhos de corrente dos transistores e ICBO a corrente de fuga com
o emissor aberto.
Da expressão acima concluímos que, para baixos valores de corrente (corte) como os
valores dos ganhos são também baixos, então a corrente de anodo tem valor próximo da
corrente de fuga, dizemos que o dispositivo está cortado (comportamento de chave aberta).
Quando a tensão aplicada se aproxima da tensão de disparo (UBO), os valores dos ganhos
aumentam e exatamente para U=UBO a soma tende para 1 ocorrendo o disparo. Esse me-
canismo de disparo é por tensão, caso seja injetada uma corrente em um terceiro terminal
o disparo pode ocorrer com valores de tensão bem abaixo da tensão de breakover (UBO).
É basicamente o diodo de quatro camadas com o terceiro terminal de controle (porta) para
injeção de corrente e controlar o disparo. A figura 3 a seguir mostra a construção física (sim-
plificada), o símbolo e a curva característica.
Assim como o diodo de 4 camadas unilateral o SCR tem três regiões de operação: Bloqueio
reverso, bloqueio direto e a condução após o disparo.
13
Figura 4: SCR polarizado reversamente - Bloqueio reverso.
O anodo é positivo em relação ao catodo, mas a tensão não é suficiente para disparar o
SCR.
Para disparar o SCR com o gate aberto (IG = 0) é necessário que a tensão de anodo atinja
um valor chamado de tensão de breakover (UBO). Se UA for menor do que UBO o SCR
continuará cortado.
Quando a tensão de anodo atingir o valor UBO, o SCR dispara, isto é, a corrente de anodo
passa bruscamente de zero para um valor determinado pela resistência em série com o
SCR. A tensão no SCR cai para um valor baixo (0,5V a 2V), nessas condições o SCR tem
comportamento de chave fechada, mas com dissipação de potência.
14
O SCR só voltará a cortar quando a tensão de anodo (corrente de anodo) cair abaixo de
um valor chamado de tensão (corrente) de manutenção, UH (IH) cujo valor depende do
SCR (Por exemplo o TIC106 tem IH aproximadamente 0,5mA enquanto o TIC116 tem IH
aproximadamente 15mA).
O disparo pode ser justificado da mesma forma feita para o diodo de quatro camadas atra-
vés do modelo com dois transistores. A diferença é que, com a presença do gate, a injeção
de corrente permitirá controlar o disparo da estrutura de 4 camadas.
Se for injetado uma corrente na porta (gate), será possível disparar o SCR com tensões
de anodo bem menores do que UBO. Quanto maior a corrente de porta injetada, menor a
tensão de anodo necessária para disparar o SCR, dai o nome diodo controlado.
Após o disparo, o gate perde o controle sobre o SCR, isto é, após o disparo o gate pode ser
aberto ou curto circuitado ao catodo que o SCR continua conduzindo. O SCR só volta ao
corte quando a corrente de anodo cair abaixo da corrente de manutenção (IH).
A tensão máxima que pode ser aplicada entre anodo e catodo no sentido direto com IG=0
como vimos é chamada de UBO, mas muitas vezes é designada de VDRM esta informação
muitas vezes vem codificada no corpo do SCR, por exemplo:
15
Outra informação importante é a máxima tensão reversa que pode ser aplicada sem que
ocorra breakdown, é designada por VRRM, tipicamente é da mesma ordem de VDRM. Os
valores de corrente também devem ser conhecidos, IT, é a máxima corrente que o SCR
pode manipular e pode ser especificada em termos de valor contínuo ou eficaz (RMS) e
depende da temperatura e do ângulo de condução (θF). Por exemplo, o TIC 106 pode con-
duzir uma corrente continua de até 5A.
A corrente de gate necessária para disparar o SCR é designada IGT e pode ser da ordem
de μA no caso do TIC 106.
Encapsulamento: TO-220
Em corrente contínua (CC) deve ser previsto circuito de reset após o SCR disparar. No cir-
cuito da figura 8a, P.B 2 é um Push Botton normal aberto (NA), que é usado para disparar
o SCR, e o P.B 3 é usado para resetar o SCR. Observe que não é necessário manter a
corrente de gate após disparar o SCR. No circuito da figura 8b temos outra aplicação com
SCR, nesse caso um alarme usando chaves reed switch (relé reed) normal aberto. Esses
sensores, na presença de campo magnético, fecham um contato, abrindo na ausência de
campo magnético. São usados para monitorar portas, janelas, etc. Se o ímã permanece
próximo da chave, a mesma permanece fechada desviando a corrente para o terra, desta
forma o SCR não dispara. Se o ímã for afastado da chave (abertura de porta por exemplo),
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a corrente se desvia para o gate, disparando o SCR e o alarme. Observando que, mesmo
se a porta for fechada novamente, o alarme continua disparado, somente desligando se a
chave PB1 for fechada.
1. Monte o circuito da figura 9 de acordo com o layout sugerido da figura 10. Use a chave
CH2 para disparar o SCR e a chave CH1 para resetar. Após o SCR disparar meça a tensão
na carga, no SCR e a corrente na carga.
UL= USCR=
2. Meça a corrente na carga e para isso use o amperímetro em uma escala maior ou igual
a 300mA. Abra o circuito e insira o amperimetro conforme layout da figura 11 e dispare no-
vamente o SCR usando a chave CH2.
IL=
Obs: Se o SCR usado for o TIC 106 usar o potenciômetro de 100K, e caso seja o TIC 116
usar o potenciometro de 1K
IH=
19
4. Experiência 03: Tiristores – O SCR em CA
4.1. Objetivos
1 Multímetro digital
1 Osciloscópio com dois canais
1 Maleta com placa 1109A
Cabos de conexão diversos
Quando o disparo é em CC com carga CC, é necessário circuito de reset para cortar o SCR.
Quando o disparo é por corrente contínua (CC), mas a carga é CA, após o disparo o SCR
conduz no semiciclo positivo e cortará quando a tensão de anodo passar por zero, ficando
bloqueado durante o semiciclo negativo, não havendo necessidade de circuito de reset. A
figura 1a mostra um circuito com disparo CC, e carga CA e a figura 1b a forma de onda na
carga quando a chave CH é fechada num instante t1 e aberta em t2.
20
No circuito da figura 1a observar que, ao fechar a chave, o SCR só disparará se a tensão
de anodo for positiva. Após disparar, toda a tensão da rede cairá sobre a carga e a tensão
no SCR será de aproximadamente 1V e, enquanto a chave estiver fechada, o SCR conduz
no semiciclo positivo, sendo a forma de onda a mesma de um retificador de meia onda
com diodo. Se a carga for resistiva podem ocorrer picos de corrente excessivamente altos
(Surge de corrente), os quais podem destruir o SCR e/ou a carga ao ligar a primeira vez o
circuito. Para evitar isso é que existem circuitos que só disparam o SCR quando a tensão
da rede for próxima de zero, chamados de ZVS (Zero Voltage Switch).
No disparo por CA a alimentação de anodo e de gate é obtida da mesma fonte senoidal que
alimenta a carga. O controle de disparo é feito controlando-se o instante, ou o ângulo, em
que o SCR é gatilhado no semiciclo positivo. Para melhor compreensão vamos supor que o
SCR da figura 2 entra em condução no instante que a tensão de entrada estiver passando
por um ângulo de fase θF, chamado de ângulo de disparo. A condução começa nesse ponto
e termina quando a tensão de anodo cair abaixo da tensão de manutenção, UH, que consi-
deraremos desprezível face à tensão de pico da rede, VM. A figura 2b mostra as principais
formas de onda referentes à figura 2a.
A tensão na carga tem um valor médio (VDC) que pode ser calculada usando o cálculo dife-
rencial e integral. Através do cálculo diferencial e integral pode-se demonstrar que a tensão
média (contínua) na carga é calculada por :
Obs: A tensão média é a tensão que será medida por um voltímetro CC. Por exemplo se
θF=0° resultará para a tensão na carga que é o mesmo valor obtido em um retifica-
Por cálculo integral também obtém-se a expressão que dá a tensão eficaz (VEF ou VRMS)
na carga:
Se θF = 180º
Obs: A tensão eficaz está relacionada à potência dissipada na carga e pode ser medida
usando um instrumento TRUE RMS.
22
4.3.3. Circuitos de Disparo em CA
O disparo do SCR pode ser vertical ou horizontal. No caso do disparo vertical a tensão de
gate aumenta até atingir a tensão de disparo (VGT), no caso mais comum isso é obtido
através da carga de um capacitor colocado no gate. No disparo horizontal um pulso de
amplitude constante é aplicado no gate, em sincronismo com a tensão da rede, entre 0°
e 180°. Esses pulsos são obtidos através de UJT, PUT ou circuitos integrados dedicados.
O circuito da figura 4 a seguir é simples, mas o ângulo de disparo é no máximo 90° porque
a tensão de gate esta em fase com a tensão de anodo. O diodo é importante para prevenir
tensão reversa no gate. O potenciômetro varia a corrente no gate, variando o ângulo de
disparo. Quanto maior a resistência, menor a corrente de gate, portanto mais tensão de
anodo será necessária para disparar o SCR, conseqüentemente maior o ângulo de disparo.
Para disparar além de 90° é necessário atrasar a tensão de gate em relação à tensão de
anodo, e a forma mais simples de conseguir isso é através de circuitos com capacitores. No
circuito da figura 5a o capacitor C1 se carrega através de Rv e R1, quanto maior Rv maior
o atraso, C2 se carrega em seguida produzindo um atraso adicional.
23
Quando a tensão em C2 atingir VGT o SCR dispara. Desta forma é possível disparar o SCR
com ângulo de disparo até quase 180°. No caso do circuito da figura 5a a carga deverá ser
CC, isto é, a corrente será sempre no mesmo sentido, é o caso por exemplo de uma bate-
ria quando esta sendo carregada. Se a carga for colocada antes da ponte a corrente será
alternada e nesse caso a carga deve ser CA.
1. Monte o circuito da figura 6a de acordo com o layout da figura 6b, dispare o SCR usando
a chave CH. Com o auxilio de um osciloscópio anote a forma de onda da tensão na lâmpa-
da. Use o quadriculado para anotar as formas de onda. Observar que a carga é a resistên-
cia de 33 Ohms + a lâmpada.
24
Figura 6: SCR ( a ) Circuito de disparo em CC com carga CA ( b ) Layout sugerido do
circuito da figura 6a
25
2. Monte o circuito da figura 7a de acordo com layout sugerido da figura 7b. Varie o poten-
ciômetro observando, com um osciloscópio, a forma de onda na carga. (lâmpada + resis-
tência de 33 Ohms).
27
5. Experiência 04: Tiristores – O SCR com Disparo por Pulsos
5.1. Objetivos
1 Multímetro digital
1 Osciloscópio com dois canais
1 Maleta com placa 1109A
Cabos de conexão diversos
Em algumas aplicações é importante que o ângulo de disparo não se altere quando troca-
mos um SCR por outro (de mesmo nome). Um exemplo é em retificação polifásica controla-
da, o ângulo de disparo deve ser igual em todas as fases. Devido às diferenças existentes
nas características de gate entre SCR’s da mesma família, se usássemos os circuitos an-
teriores, caso o SCR fosse trocado o ângulo de disparo mudaria. A diferença é tanto maior
quanto mais lenta for a variação da tensão de gate. A figura 1 mostra como a velocidade
da tensão (dv/dt) influência o ângulo de disparo para dois valores de tensão de disparo de
gate, VGT1 e VGT2.
28
Na figura 1 o retardo introduzido (∆t) é tanto maior quanto menor (caso 2) for a variação da
tensão. Quando o disparo é feito por pulso esse retardo é praticamente nulo, isto é, caso
o pulso tenha amplitude e duração suficientes, ao ser aplicado dispara todos os SCR’s no
instante que é aplicado, independentemente da amplitude da tensão de disparo de gate
(VGT). A figura 2a mostra o circuito de disparo por pulso usando UJT e a figura 2b as prin-
cipais formas de onda.
29
Na figura 2, é importante observar que é o primeiro pulso (segundo gráfico de cima para
baixo) que dispara o SCR, quando começa o semiciclo, os pulsos subsequentes não afetam
mais o circuito. É importante notar também que no final do ciclo como a tensão no Zener vai
a zero, nesse instante o capacitor se descarregará totalmente e, portanto quando se iniciar
novo semiciclo as condições iniciais serão as mesmas. Este sincronismo é importante para
que o ângulo de disparo não mude de ciclo para ciclo, o que ocorreria se a alimentação do
UJT fosse obtida de um circuito à parte.
1. Monte o circuito da figura 4 anotando as formas de onda nos pontos indicados (1, 2, 3, 4)
para uma posição intermediária do potenciômetro de 100K.
30
Figura 3: Circuito de disparo por pulso ( a ) circuito ( b ) sugestão de layout
31
2. Com o auxilio de um voltímetro DC meça a tensão na carga para a situação do item 1.
VDC=
32
VDC=
4. O que acontece com brilho da lâmpada quando o potenciômetro varia entre o máximo e
mínimo?
R:
5. O que acontece com a lâmpada se a alimentação do UJT for obtida de uma fonte CC se-
parada, como na figura a seguir? Justificar. Obs: Para simular essa condição basta colocar
em paralelo com o Zener o capacitor eletrolítico C3 (que é de 22uF).
R:
33
Figura 4: Disparo por pulso com perda de sincronismo
34
6. Experiência 05: Tiristores – O TRIAC e DIAC
6.1. Objetivos
1 Multímetro digital
1 Osciloscópio com dois canais
1 Maleta com placa 1109A
1 Matriz de pontos
Cabos de conexão diversos
6.3.1. O DIAC
O Diodo de quatro camada bilateral ou DIAC (DIode AC) é um dispositivo de quatro cama-
das que pode conduzir nos dois sentidos quando a tensão aplicada, com qualquer polari-
dade, ultrapassar um determinado valor chamado de tensão de breakover (UBO), voltando
a cortar quando a tensão (corrente) cair abaixo de um valor chamado de tensão (corrente)
de manutenção, UH (IH). A figura 1 mostra a estrutura interna, o símbolo e a curva carac-
terística.
Observar que no caminho da corrente (em qualquer sentido) existirá sempre uma estrutura
PNPN semelhante a já vista no diodo de quatro camadas unilateral.
35
Exemplos de DIAC comercial:
BR 100
Encapsulamento: DO - 41
DB3
Encapsulamento: DO - 35
6.3.2. O TRIAC
O TRIAC (TRIode AC) pode ser entendido em uma primeira análise como sendo equivalen-
te a dois SCRs ligados em antiparalelo, os quais terão os Gates ligados, desta forma será
possível controlar a potência de cargas CA (aquecedores, lâmpadas, motores, etc). Outra
forma de entender o TRIAC é considerá-lo como sendo um DIAC (DIodeAC) com o terminal
de controle (gate). O TRIAC foi desenvolvido especialmente para controlar potência em
cargas AC.
36
Figura 3: Controle de potência em carga AC usando TRIAC ( a ) Ligação antiparalelo
( b ) Forma de onda na carga
O TRIAC não tem anodo e catodo, mas dois terminais chamados de terminal principal 2
(MT2 ou somente T2) e terminal principal 1 (MT1 ou T1), desta forma não tem sentido defi-
nir máxima tensão reversa, mas a máxima tensão que pode ser aplicada no dispositivo com
a porta aberta (IG=0) sem que haja condução.
37
Ao contrário do SCR que só pode disparar com o anodo positivo em relação ao catodo e
com o gate positivo em relação ao catodo, o TRIAC tem 4 possibilidades de ser disparado
de acordo com as polaridades dos terminais MT2, MT1 e Gate. A figura 5 a seguir mostra
os 4 modos de disparo do TRIAC.
38
Na figura 6, o capacitor C1 é carregado (no semiciclo positivo ou semiciclo negativo) atra-
vés do potenciômetro de controle Rv e a resistência R1, C2 se carrega depois através
de R2, gerando um atraso adicional. Após um tempo, determinado pelo potenciômetro, o
DIAC dispara quando a tensão no capacitor C2 atingir a tensão de disparo (breakover). O
capacitor C2 se descarrega através do DIAC e no gate do TRIAC disparando-o para um
determinado ângulo de disparo.
A mudança brusca de corrente de zero para um determinado valor produz rádio frequência
(RF) que causa interferências em aparelhos de rádio colocados na mesma rede. O indutor
Lf e o capacitor Cf funcionam como um filtro que reduz essa interferência a um nível aceitá-
vel. O circuito RC em paralelo (Snubber) com o TRIAC é também um filtro usado quando a
carga é indutiva, e tem a finalidade de evitar disparo errado devido a transientes.
1. Monte o circuito da figura 8 e verifique o disparo do TRIAC e o reset, para isso use dois
cabos ou a chave do módulo.
39
Figura 8: Verificando o disparo e reset do TRIAC em CC – modo a da figura 5
2. Inverta a bateria do gate e repita o item 1 e para isso use a outra fonte de 12V
40
Figura 9: Verificando o disparo e reset do TRIAC em CC – modo d da figura 5
3. Polarize o TRIAC com as tensões com polaridade indicadas na figura 10 e repita o item 1.
41
Figura 10: Verificando o disparo e reset do TRIAC em CC – modo b da figura 5
4. Polarize o TRIAC com as tensões com polaridade indicadas na figura 11 e repita o item 1.
42
Figura 11: Verificando o disparo e reset do TRIAC em CC – modo c da figura 5
5. Monte o circuito (chave de estado sólido) a seguir verificando o seu funcionamento. Obs:
a chave pode ser substituída por um cabinho.
43
Figura 12: Chave estática de estado sólido ( a ) Circuito ( b ) Layout na placa 1109
Obs: ATENÇÂO!! Para disparar o DIAC a tensão aplicada deve ser de no mínimo 32V,
portanto na figura 13 a alimentação é 30V (RMS) que resulta 42VPico. A lâmpada é para
12VCC. Deixar ligado o circuito por um tempo suficiente para efetuar as medidas, caso
contrario a lâmpada pode queimar.
44
Figura 13: Dimmer com uma constante de tempo (POT2 R10C4)
45
Lâmpada com brilho máximo
Obs: ATENÇÂO!! Para disparar o DIAC a tensão aplicada deve ser de no mínimo 32V,
portanto na figura 13 a alimentação é 30V (RMS) que resulta 42VPico. A lâmpada é para
12VCC. Deixar ligado o circuito por um tempo suficiente para efetuar as medidas, caso
contrário a lâmpada pode queimar.
46
Lâmpada com brilho mínimo
47
7. Experiência 06: Tiristores – O PUT
7.1. Objetivos
1 Multímetro digital
1 Osciloscópio com dois canais
1 Maleta com placa 1109A
1 Matriz de pontos
Cabos de conexão diversos
48
Figura 2: Transistor Unijunção Programável ( a ) Polarização ( b ) Circuito equivalente de
gate
Na figura 2a temos:
Substituindo o PUT na figura 2b pelo seu circuito equivalente com transistor, resulta o cir-
cuito:
Na figura 3, se VA < VTH + VBE o transistor TR1 não conduzirá (lembre-se, para um tran-
sistor PNP conduzir o seu emissor deve estar com o potencial abaixo do potencial da base),
e se TR1 não conduzir o mesmo ocorrerá com TR2.
Quando, porém, VA > VTH + VBE o transistor TR1 ficará polarizado diretamente conduzin-
do assim como TR2. Nessas condições a realimentação positiva existente levará o PUT
ao disparo (análogo ao disparo do SCR ). Após ter disparado, o PUT só voltará ao corte
quando a corrente de anodo cair abaixo da corrente de vale IV, análoga à corrente de ma-
nutenção no SCR.
49
Se fizermos uma analogia com o UJT teremos no ponto de disparo
somente que nesse caso o valor da relação intrínseca não depende do dispositivo, mas de
resistores externos (RB1 e RB2), daí o nome programável, pois é possível estabelecer o
valor de previamente.
50
Figura 4: Oscilador de relaxação ( a ) Circuito ( b ) Formas de onda
51
Exemplo de PUT comercial: 2N6027 Encapsulamento TO-92
Terminais: 1 – Anodo
2 – Gate
3 – Catodo
η= Tmin= TMáx=
3. Anote as formas de onda no capacitor e carga (R18) medindo o período das oscilações
mínimo e máximo.
Tmin= TMáx=
52
4. Escolha um dos tempos acima e calcule o valor do a partir da expressão do período.
η= Tmin= TMáx=
5. Conclusão
Bibliografia
Albuquerque, R.O; Seabra, A. C. Utilizando eletrônica com AO, SCR, TRIAC, UJT, PUT, CI
555, LDR, LED, FET, IGBT. São Paulo: Erica, 2009
Revisão: 00
Data da Emissão: 25.05.2010
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MINIPA ELECTRONICS USA INC. MINIPA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
10899 - Kinghurst # 220 Av. Carlos Liviero, 59 - Vila Liviero
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