Monografia Factoring 2004
Monografia Factoring 2004
Monografia Factoring 2004
Faculdade de Direito
Lins
2004
2
Faculdade de Direito
Lins
2004
3
BANCA EXAMINADORA
____________________________________________
Orientador: Profº. Mestre Daniel Baggio Maciel
____________________________________________
Membro da Banca
_____________________________________________
Membro da Banca
4
DEDICATÓRIA
AGRADECIMENTOS
RESUMO
Palavras chaves:
- Factoring;
- Aspectos conceituais;
- Código Civil Brasileiro;
- Pequenas e médias empresas;
- Projeto de Lei n.º 230, de 15 de agosto de 1995;
- Atividades financeiras dos bancos;
- Inconstitucionalidade do IOF - Imposto sobre Operações de Crédito,
Câmbio e Seguro ou relativos a Títulos e Valores Mobiliários.
7
ABSTRACT
Word key:
- Factoring:
- The conceptual aspects;
- Brazilian Civil Code;
- Small and medium-sized companies;
- Bill number 230, on August 15, 1995;
- The financial activities of the banks;
- Unconstitutionality of the collection of IOF – Tax on Credit Operations,
Exchange and Insurance.
8
SUMÁRIO
RESUMO 6
INTRODUÇÃO 11
1 NOÇÕES GERAIS 13
1.1 Conceituação 13
1.1.1 Conceito de factoring 13
1.1.2 Conceito de Instituição Financeira (Banco) 17
1.1.3 Conceito de empresa 18
1.1.4 Conceito de títulos de crédito 19
1.1.5 Conceito de Cedente 19
1.1.6 Conceito de cessionário 20
1.1.7 Conceito de sacado (devedor) 20
1.2 Origens do factoring 21
1.2.1 Origens do factoring no mundo 21
1.2.2 Origens do factoring no Brasil 22
2 CARACTERIZAÇÃO DO FACTORING 25
2.1 Balizamento legal 25
2.1.1 Síntese da normatização do factoring 36
2.2 Tributação 38
2.2.1 Tributos que incidem sobre as operações de factoring 38
2.2.2 Ação de inconstitucionalidade do IOF - Imposto sobre Operações de
Crédito, Câmbio e Seguro ou relativos a Títulos e Valores Mobiliários 43
3 FINALIDADE DO FATORING 46
3.1 Diferenças entre o factoring e a atividade financeira dos bancos 46
3.1.1 O factoring não é operação de desconto bancário 47
3.1.2 Requisitos e funções do factoring 48
3.2 Benefícios do factoring para a empresa cliente 49
3.3 Origens dos recursos da sociedade de Factoring 49
9
CONCLUSÕES 76
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 79
ANEXOS 83
11
INTRODUÇÃO
Para realização deste estudo foram usadas obras que versam sobre o
factoring e também sobre direito comercial. Porém, há poucas obras sobre o
factoring no Brasil. A mais conhecida é de Luiz Lemos Leite, “Factoring no
Brasil” (2001: 486 p). Mostra a importância do factoring para a economia.
Apresenta também seu conceito, o embasamento legal, a distinção entre esse
instituto e as atividades dos bancos. Traz modelos de contrato (anexo n.º 07) e
de aditivo (anexo n.º 08) de operação de factoring, resoluções do Banco
Central, textos de leis. Promove a discussão sobre a inconstitucionalidade da
cobrança de IOF sobre as operações, entre outros assuntos.
Outra obra de relevância, também bastante explorada neste trabalho, é
a do escritor Antonio Carlos Donini, “Factoring” (2002: 334 p). Como se verá no
decorrer da monografia, seu conceito de factoring diverge do apresentado pelo
conceito legal constante na obra “Factoring no Brasil”, de Luiz Lemos Leite,
acima. O livro em questão aborda a origem do factoring e seu desenvolvimento
no Brasil, além de apresentar aspectos legais deste instituto.
As demais obras versam sobre os riscos das operações, conceitos,
aspectos legais, origens históricas no mundo e no Brasil apresentando
divergências sobre o conceito e direito de regresso. A maioria dos autores
afirma que, se previsto em contrato de cessão de crédito, há o direito de
regresso nos títulos.
Outra importante fonte de pesquisa usada para obtenção de informações
foi o site da ANFAC – Associação Nacional das Empresas de Factoring no
Brasil.
Este trabalho se revela um verdadeiro manual de operação, para ser
usado no desenvolvimento dos serviços executados por uma empresa de
factoring.
13
1 NOÇÕES GERAIS
1.1 Conceituação
PORTARIA Nº 4 DE 15/06/1993
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL E DA SECRETARIA
DE POLÍTICA COMERCIAL -
SRF/SPC, PUBLICADO NO DOU NA PAG. 08002 EM
17/06/1993
Acresce a Tabela de Códigos de Atividades Econômicas o
código 5579 - Factoring.
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL E O SECRETÁRIO
DE POLÍTICA COMERCIAL, no uso de suas atribuições,
16
resolve:
2 CARACTERIZAÇÃO DO FACTORING
Da Cessão de Crédito
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se
opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o
devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta
ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da
obrigação.
Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser
transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora;
mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica
exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de
terceiro.
Art. 483. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou
futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier
a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato
aleatório.
Isto ocorre por desconhecimento de que o factoring está amparado por uma
multiplicidade de dispositivos legais.
A aprovação desse Projeto, transformando-o em lei específica,
consolidará os dispositivos difusos do ordenamento jurídico que disciplina a
matéria, dando status e maior visibilidade ao factoring para a população.
Assim, a regulamentação consolidada e centralizada em uma lei, facilitará a
apreciação judicial para os julgamentos, oferecendo maior segurança jurídica
devido à concepção ampla do factoring no Brasil.
Os empresários de boa-fé estão dispostos a aceitar as limitações da
norma necessária, afastando os aproveitadores que praticam atividades
suspeitas apenas com fachada de factoring.
A lei propõe o compromisso da sociedade de factoring com a empresa
cliente, por meio de um contrato que em si traz o princípio da dualidade, numa
concepção mista de prestação de serviços e compra dos títulos de crédito.
O projeto em tramitação traz como principais dispositivos: a) definição do
factoring abrangendo as modalidades de factoring convencional, “trustee” e o
fomento à produção (matéria-prima), devendo todas as operações serem
formalizadas em contrato específico; b) a transferência dos direitos dos títulos
de créditos se efetiva via endosso em preto; c) a sociedade de fomento
mercantil se constitui na forma de sociedade limitada ou anônima; d) as
receitas da sociedade de factoring são compostas pela comissão para
prestação de serviços e pelo diferencial apurado na compra dos títulos da
empresa cliente; e) a empresa alienante se responsabiliza pela legitimidade
dos créditos endossados, bem como pela solvência do devedor quando
contratada.
2.2 Tributação
3 FINALIDADE DO FATORING
que atuam. Tais atividades que, por acarretar um custo elevado, normalmente
são negligenciadas. Por serem empresas pequenas, não têm condições
financeiras de contratar um profissional para o departamento administrativo e
financeiro. O profissional de factoring presta-lhes esse serviço, descontando
pequena taxa de serviço no pagamento pela aquisição dos títulos.
3.7.1 Cadastro
3.7.3.1 Convencional
estoques.
No passo seguinte, a factoring seleciona o fornecedor com base na
análise dos itens anteriores e encaminha uma carta-pedido (anexo n.º 06),
orientando-o a emitir uma duplicata contra a empresa-cliente (transitoriamente
"sacada-devedora"), endossando-a em favor da factoring. A empresa cliente
dará "aceite" à referida duplicata.
Na chega da mercadoria – a factoring a confere, que estando em
perfeitas condições de uso, faz adiantamento à empresa cliente do valor
necessário para efetuar o pagamento da duplicata, à vista, ao fornecedor.
A factoring acompanha a transformação da matéria-prima (vê a
produção se desenvolvendo) em caso de utilização imediata para produto
acabado; acompanha as vendas e o faturamento, de acordo com o cronograma
previamente aprovado, no caso de mercadoria adquirida para estoque;
acompanha também o preenchimento das Notas Fiscais, duplicatas e
despacho da mercadoria vendida aos diversos sacados (lojistas).
Na segunda fase, a factoring faz a seleção e a compra dos títulos
(preenchendo o borderô mediante as duplicatas) gerados por esse
faturamento, até o montante suficiente para a quitação da duplicata sacada
pelo fornecedor contra a empresa cliente.
A factoring líquida o adiantamento usado para pagamento da duplicata
que foi paga ao fornecedor, conforme o item descrito na primeira fase.
Após a liquidação do adiantamento, havendo excedente de
matéria-prima, insumos ou estoques, a factoring o libera à empresa cliente para
uso de suas vendas e composição de seu faturamento.
3.7.3.4
Factoring internacional
do Código Comercial.
Na venda mercantil se estabelece um preço que é o diferencial na
aquisição dos direitos creditórios.
A metodologia de cálculo para formação do preço de compra dos
direitos, denominado “fator”, deve comportar todos os itens de custeio da
empresa de factoring.
De acordo com o Contrato de Fomento Mercantil, o fator compreende o
custo do fundeamento, os custos operacionais, a carga tributária, as despesas
de cobrança e a expectativa de lucro e de risco.
A cobrança de qualquer outra despesa não discriminada
contratualmente conota a prática de usura (estipulação de vantagem pecuniária
excessiva), definida na Lei 1521, de 26 de dezembro de 1951, artigos 1.º e 4.º.
3.7.8.1 Inadimplência
67
representado por um título com força executiva). A empresa sacada deverá ser
notificada para justificar a causa da ocorrência.
A sociedade de factoring tem três opções a considerar, dependendo da
situação: a) Negociação; b) Protesto; c) Cobrança judicial do título.
Seja qual for o ramo de negócio, o valor do título ou o tipo de devedor, a
negociação se impõe sempre como a forma mais eficiente, econômica e
prática para solução de dívidas e pendências comerciais, contrapondo-se à
força da lei (protesto e execução).
A negociação deve ter parâmetros e limites, sempre se considerando o
tempo para se chegar a um eventual acordo. O sucesso de uma negociação
na inadimplência estará ligado ao nível de informação que se possui do
devedor.
Esgotados os meios suasórios, a empresa de factoring deve então
providenciar imediatamente o protesto. O protesto tem o mérito de clarear
certas circunstâncias de negócio originalmente realizado e ainda, daí, ser
possível um acordo.
O portador que não tirar o protesto do título de forma regular e dentro do
prazo de trinta dias, contados do seu vencimento, perderá o direito de regresso
contra os endossantes e respectivos avalistas destes.
Na hipótese de cobrança judicial será devido o processo de execução
com base no título executivo. Normalmente as factoring possuem títulos
executivos extrajudicial, portanto, é cabível a ação de execução para entrega
de coisa certa contra o devedor da importância constante do título de crédito. A
disciplina legal encontra-se nos artigos 621 a 628 do Código de Processo Civil.
Não pode o credor exigir o pagamento pelo devedor, fora dos limites da
lei, como por exemplo por meio de ameaças. Quem assim agir incorrerá em
crime, tipificado no artigo 147 do Código Penal - "Ameaçar alguém por palavra,
escrito ou gesto ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e
grave: Pena: detenção de 1 a 6 meses ou multa". Nesse caso, o devedor tem
plenas condições de processar o credor criminalmente se ficar comprovado
que houve ameaça, mesmo por telefone.
3.7.8.6 Cobrança judicial
Defraudação de penhor
III - defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor
ou por outro modo, a garantia pignoratícia, quando tem a posse
do objeto empenhado;
Duplicata simulada
Art.172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não
corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou
qualidade, ou ao serviço prestado.
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único - Nas mesmas penas incorrerá aquele que
falsificar ou adulterar a escrituração do Livro de Registro de
Duplicatas.
Fraude à execução
Art.179 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo
ou danificando bens, ou simulando dívidas:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.
Parágrafo único - Somente se procede mediante queixa.
76
CONCLUSÕES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARAUJO, I. Tucano foi financiado por Arcanjo, diz petista. Folha de São
Paulo, São Paulo, 25 fev. 2004. BRASIL, p. A6.
Carga tributária: para aonde vamos? Revista do Factoring, São Paulo, Ano II,
n. 5, Jan./Fev. 2004. 66p.
Chegou uma revista com opinião. Revista do Factoring, São Paulo, Ano I, n.
1, Mai./Jun. 2003. 42p.
80
Fomento Mercantil. Fomento Mercantil. São Paulo, Ano XIV, 44.ed. Abr.2004.
______. Mão amiga - A silenciosa ajuda do fomento mercantil. São Paulo, abr.
2004. Disponível em: <http://www.factoring.com.br>. Acesso em: 20 abr. 2004.
O Projeto de Lei 230/95. Informativo ANFAC, São Paulo, Ano XI, 32.ed.
Jul./Ago./Set. 2001.
ANEXOS
84
ANEXO 01
Seção I
Das Disposições Preliminares
Seção II
Da Identificação dos Clientes e Manutenção de Cadastros
Resolução.
Art. 3º O cadastro deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
I – qualificação da empresa contratante:
a) razão social;
b) forma e data de constituição da empresa (registro na respectiva junta
comercial);
c) Número de Identificação do Registro Empresarial – NIRE – e número
de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;
d) endereço completo (logradouro, complemento, bairro, cidade, unidade
da federação, CEP), telefone; e
e) atividade principal desenvolvida;
II – qualificação do(s) proprietário(s), controlador(es), representante(s),
mandatário(s) e preposto(s) da contratante:
a) nome, sexo, data de nascimento, filiação, naturalidade, nacionalidade,
estado civil e nome do cônjuge ou companheiro;
b) número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF;
c) número do documento de identificação, nome do órgão expedidor e
data de expedição ou dados do passaporte ou carteira civil, se estrangeiro;
d) endereço completo (logradouro, complemento, bairro, cidade, unidade
da federação, CEP), telefone; e
e) atividade principal desenvolvida.
Seção III
Dos Registros das Transações
seguintes informações:
I - descrição da operação;
II - data de concretização da transação, valor dos títulos adquiridos,
demonstrativo discriminando fator de compra e comissão de serviços ad
valorem; e
III - descrição dos serviços prestados.
§ 1º Os registros e controles internos deverão permitir verificar a
compatibilidade entre a correspondente movimentação de recursos, a atividade
econômica desenvolvida pela empresa cliente e a sua capacidade financeira,
bem como as de seus sacados-devedores.
§ 2º Deverão, igualmente, ser registradas as operações que, realizadas
por uma mesma empresa, conglomerado ou grupo, em um mesmo mês
calendário, superem, em seu conjunto, o limite estabelecido no artigo anterior.
Seção IV
Das Operações Suspeitas
Seção V
Das Comunicações ao COAF
Seção VI
Das Disposições Gerais e Finais
A n e x o
Relação de operações suspeitas
88
(*) Republicado por ter saído com incorreção no original publicado no DOU do
dia 14 de abril de 1999, seção I, página 8”.
89
ANEXO 02
ANEXO 03
Parágrafo único. Na configuração dos crimes previstos nesta Lei, bem como na
de qualquer outro de defesa da economia popular, sua guarda e seu emprego
considerar-se-ão como de primeira necessidade ou necessários ao consumo
do povo, os gêneros, artigos, mercadorias e qualquer outra espécie de coisas
ou bens indispensáveis à subsistência do indivíduo em condições higiênicas e
ao exercício normal de suas atividades. Estão compreendidos nesta definição
os artigos destinados à alimentação, ao vestuário e à iluminação, os
terapêuticos ou sanitários, o combustível, a habitação e os materiais de
construção.
94
ajustá-los à medida legal, ou, caso já tenha sido cumprida, ordenar a restituição
da quantia para em excesso, com os juros legais a contar da data do
pagamento indevido.
Art. 5º. Nos crimes definidos nesta Lei, haverá suspensão da pena e
livramento condicional em todos os casos permitidos pela legislação comum.
Será a fiança concedida nos termos da legislação em vigor, devendo ser
arbitrada dentro dos limites de Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Cr$
50.000,00 (cinqüenta mil cruzeiros), nas hipóteses do art. 2º., e dentro dos
limites de Cr$ 10.000,00 (dez mil cruzeiros) a Cr$ 100.000,00 (cem mil
cruzeiros) nos demais casos, reduzida à metade dentro desses limites, quando
o infrator for empregado do estabelecimento comercial ou industrial, ou não
ocupe cargo ou posto de direção dos negócios. (Redação dada pela Lei nº
3.290, de 23/10/57)
Art. 6º. Verificado qualquer crime contra a economia popular ou contra a
saúde pública (Capítulo III do Título VIII do Código Penal) e atendendo à
gravidade do fato, sua repercussão e efeitos, o juiz, na sentença, declarará a
interdição de direito, determinada no art. 69, IV, do Código Penal, de 6 (seis)
meses a 1 (um) ano, assim como, mediante representação da autoridade
policial, poderá decretar, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, a suspensão
provisória, pelo prazo de 15 (quinze) dias, do exercício da profissão ou
atividade do infrator.
Art. 7º. Os juízes recorrerão de ofício sempre que absolverem os
acusados em processo por crime contra a economia popular ou contra a saúde
pública, ou quando determinarem o arquivamento dos autos do respectivo
inquérito policial.
Art. 8º. Nos crimes contra a saúde pública, os exames periciais serão
realizados, no Distrito Federal, pelas repartições da Secretaria-Geral da Saúde
e Assistência e da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio da Prefeitura
ou pelo Gabinete de Exames Periciais do Departamento de Segurança Pública
e nos Estados e Territórios pelos serviços congêneres, valendo qualquer dos
laudos como corpo de delito.
Art. 9º. Constitui contravenção penal relativa à economia popular:
(Revogado caput e incisos pela Lei nº 6.649, de 16/05/79)
I - receber, ou tentar receber , por motivo de locação, sublocação ou cessão de
97
contrato, quantia ou valor além do aluguel e dos encargos permitidos por lei;
II - recusar fornecer recibo de aluguel;
III - cobrar o aluguel, antecipadamente, salvo o disposto no parágrafo
único do art. 11 da Lei nº 1.300, de 28/12/50;
IV - deixar o proprietário, o locador e o promitente comprador, nos casos
previstos nos itens II a V, VII e IX do art. 15 da Lei nº 1.300 de 28/12/50, dentro
em sessenta dias, após a entrega do prédio de usá-lo para o fim declarado;
V - não iniciar o proprietário, no caso do item VIII do art. 15 da Lei nº
1.300, de 28/12/50, a edificação ou reforma do prédio dentro em sessenta dias,
contados da entrega do imóvel;
VI - ter o prédio vazio por mais de trinta dias, havendo pretendente que
ofereça como garantia de locação importância correspondente a três meses de
aluguel;
VII - vender o locador ao locatário os móveis e alfaias que guarneçam o
prédio, por preço superior ao que houver sido arbitrado pela autoridade
municipal competente;
VIII - obstar o locador ou o sublocador, por qualquer modo, o uso regular
do prédio urbano, locado ou sublocado, ou o fornecimento ao inquilino,
periódica ou permanentemente, de água, luz ou gás.
Pena: prisão simples de cinco dias a seis meses e multa de mil a vinte
mil cruzeiros.
Art. 10. Terá forma sumária, nos termos do Capítulo V, Título II, Livro II,
do Código de Processo Penal, o processo das contravenções e dos crimes
contra a economia popular, não submetidos ao julgamento pelo júri.
§ 1º. Os atos policiais (inquérito ou processo iniciado por portaria)
deverão terminar no prazo de 10 (dez) dias.
§ 2º. O prazo para oferecimento da denúncia será de 2 (dois) dias,
esteja ou não o réu preso.
§ 3º. A sentença do juiz será proferida dentro do prazo de 30 (trinta) dias
contados do recebimento dos autos da autoridade policial (art. 536 do Código
de Processo Penal).
§ 4º. A retardação injustificada, pura e simples, dos prazos indicados nos
parágrafos anteriores, importa em crime de prevaricação (art. 319 do Código
Penal).
98
ANEXO 04
Parágrafo único. Poderão também ser excluídas das disposições desta Medida
Provisória, mediante deliberação do Conselho Monetário Nacional, outras
modalidades de operações e negócios de natureza subsidiária, complementar
ou acessória das atividades exercidas no âmbito dos mercados financeiro, de
capitais e de valores mobiliários.
ANEXO 05
Prezado(s) Senhor(es),
Prazo de
Nº pedido Nome Comprador Vencimento Valor
Entrega
_________ __________________ __________ __________ __________
_________ __________________ __________ __________ __________
_________ __________________ __________ __________ __________
_________ __________________ __________ __________ __________
Atenciosamente,
ANEXO 06
Local e data
À
Empresa Fornecedora ABC
________________________________
De acordo:
---------------------------------------------------
Empresa Fornecedora ABC
107
ANEXO 07
QUADRO I - CONTRATANTE-VENDEDORA:
NOME:
CNPJ/MF: Inscrição Estadual:
Endereço: CEP:
Cidade: Estado:
Telefone: Fax:
NOME DO CONJUGE:
CNPF/MF: Cart.Ident./Emissor:
Endereço: CEP:
Cidade: Nacionalidade:
Estado Civil: Telefone:
Profissão:
CONTRATANTE: CONTRATADA:
119
______________________________ _____________________________
Representante: Representante:
CONTRATADA:
________________________________________________
Representante:
FIEL DEPOSITÁRIO
________________________________________________
FIADORES
______________________________ _____________________________
TESTEMUNHAS:
_________________________________________________
Nome:
Endereço:
RG:
120
_________________________________________________
Nome:
Endereço:
RG:
ANEXO 08
TERMO ADITIVO
Borderô
N.º do Titulo Vencimento Valor R$ Sacado
TOTAL DO BORDERO R$
plenitude.
A CONTRATADA recebe, neste ato, a documentação referente aos
títulos relacionados no preâmbulo deste instrumento, responsabilizando-se a
CONTRATANTE por sua legitimidade, legalidade e veracidade e ainda pela
recompra de qualquer dos títulos, ora negociados, de acordo com as cláusulas
9ª, 10a e 12a.do contrato acima referido.
Por este instrumento acertam a remuneração pelos serviços que a
CONTRATADA prestou à CONTRATANTE e o preço(diferencial) na compra
dos títulos de crédito, conforme se demonstra a seguir:
DEMONSTRATIVO DA OPERAÇÃO
I - Valor de face dos títulos de crédito apresentados R$ _____________
II - Valor dos títulos de crédito não negociados R$ _____________
III - Valor dos títulos de crédito negociados R$ _____________
IV - Deduções:
V - FATOR DE COMPRA ......% a.m.
CONTRATANTE CONTRATADA
______________________________ _____________________________
Representante Representante
122
FIEL DEPOSITÁRIO___________________________
FIADOR FIADOR
______________________________ _____________________________
TESTEMUNHA TESTEMUNHA
______________________________ _____________________________
(NOME E CPF) (NOME E CPF)
123
ANEXO 09
SENADO FEDERAL
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 230, DE 1995
Dispõe sobre operações de fomento mercantil factoring e dá e foro na Capital Federal e jurisdição em todo o território
outras providências. nacional, podendo criar, a seu critério, Conselho Regionais,
tendo por finalidade
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º - Entende-se por fomento mercantil, pó os efeitos Parágrafo único. O Conselho Federal de Fomento Mercantil
desta lei., a prestação continua e cumulativa de serviços de terá sede e foro na Capital Federal e jurisdição em todo o
assessoria creditícia, mercadológica, de gestão de crédito, de território nacional, podendo criar,. a seu critério, Conselhos
seleção de riscos, de acompanhamento de contas a receber e a Regionais, tendo por finalidade supervisionar, orientar e
pagar e outros serviços, conjugada com a aquisição pro soluto de disciplinar todas as atividades relacionadas ao fomento
créditos de empresas resultantes de suas vendas mercantis, a mercantil, bem como aplicar as sanções disciplinares a serem
prazo, ou de prestação de serviços. estipuladas pelo Código de Ética Profissional.
§ 1º - As operações de fomento mercantil realizadas com Art 7º As sociedades de fomento mercantil já constituídas
títulos de crédito deverão conter endosso em preto e cláusula terão o prazo de cento e oitenta dias contados da data da publica-
especial e reger-se-ão pelas disposições pactuadas em contrato ção desta lei, para se adaptarem a seus preceitos.
específico, que estabelecerá as obrigações das partes Art 8º Esta lei será regulamentada no prazo de trinta dias,
contratantes, obedecido o disposto nesta lei. contados da data de sua publicação.
§ 2º - São partes, no contrato de fomento mercantil: Art 9º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
a) cedente-endossante-sacadora, uma pessoa jurídica, e Art 10º. Revogam-se as disposições em contrário.
b) a cessionária-endossatária, a sociedade de fomento
mercantil. Justificação
§ 3º - A devedora-sacada deverá ser notificada da cessão A atividade de fomento mercantil - factonng -, embora
havida. comumente praticada no País, ainda não se encontra disciplinada
Art. 2º - A sociedade de fomento mercantil constituir-se-á pela lei, o que tem gerado algumas distorções nessa prática
sob a forma anônima ou limitada, terá por objeto social exclusivo comercial.
a prática de fomento mercantil, definido no artigo 1º desta lei, e Isso parque essa atividade não se confunde com as atividades
adotará em sua denominação social as expressões “Fomento privativas das instituições financeiras, reguladas pela Lei n°
Mercantil” ou “Fomento Comercial”. 4595, de 31 de dezembro de 1964, e legislação complementar.
Parágrafo único – É vedado à sociedade de fomento Com o presente projeto, pretendemos preencher essa lacuna
mercantil: legal, estabelecendo os contornos dessa atividade e estipulando
a) captar recursos junto ao público; e prazo para que as empresas já constituídas que a exploram se
b) executar operações de natureza própria daquelas adaptem às disposições legais
realizadas pelas instituições financeiras que dependem de prévia A proposição define fomento mercantil, disciplina o contrato
autorização do Banco Central do Brasil para funcionar, de a ser celebrado entre as partes envolvidas, estabelece a forma a
acordo com a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e a Lei ser adotada pelas sociedades de fomento mercantil, define o
7.492, de 10 de junho de 1986. objeto social dessas sociedades, vedando-lhe a prática de
Art. 3º - As receitas operacionais da sociedade de fomento operações privativas das instituições financeiras, bem como
mercantil compõe-se de; autoriza a Criação do Conselho Federal de Fomento Mercantil, a
I - comissão de prestação de serviços; quam caberá a supervisão e a disciplina de todas as atividades
II - diferencial na aquisição de créditos; relacionadas ao factoring.
III - outras, que não conflitem com o disposto na alínea b do Finalmente, o projeto estabelece o prazo de 30 dias para que
parágrafo único do art. 2º desta lei. a lei seja regulamentada, complementando a disciplina jurídica
Art. 4º - A cedente se responsabiliza civil e criminalmente da atividade.
pela veracidade, legitimidade e legalidade do crédito cedido, Em vista do exposto, esperamos dos ilustres pares a
respondendo pelos vícios redibitórios. aprovação desse projeto.
Art. 5º - No caso de insolvência, concordata ou falência dos Sala das Sessões, 14 de agosto de 1995. – Senador José
devedores, a cessionária (sociedade de fomento mercantil) Fogaça
habilitar-se-á no processo.
Art 6º - Fica o Poder Executivo autorizado a criar e organizar (Às Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de
124