Dilatação Térmica Tubos PEAD
Dilatação Térmica Tubos PEAD
Dilatação Térmica Tubos PEAD
2013
MDULO 4
4.4 - PROCEDIMENTOS E DIMENSIONAMENTO DE INSTALAO AREA
Nas instalaes areas devem ser considerados os seguintes aspectos:
Resistncia raios UV e intempries;
O tipo de suportao da tubulao;
Os esforos sobre os suportes devido flexo, presso interna e dilatao;
A esttica e a flexo admissveis da tubulao;
Necessidade de Isolamento trmico para evitar perda de calor ou condensao;
Temperatura C
25
27,5
30
35
40
45**
50**
Tipo A
1,0
0,90
0,87
0,80
0,74
0,67
0,61
Tipo B
1,0
0,86
0,81
0,72
0,62
0,52
0,43
2013
Fatores de Reduo de Presso para temperaturas entre 30C e 95C para PEX e PE-RT
Composto
Temperatura C
30
40
50
60
70
80**
95**
PEX
0,92
0,83
0,73
0,65
0,60
0,52
0,43
PE-RT T1
0,80
0,70
0,66
0,56
0,47
0,36
0,22
PE-RT T2
0,92
0,77
0,71
0,61
0,58
0,49
0,34
Nota: PEX - Valores extrados da Tabela DIN 16.893, com fator de segurana de 1,5.
PE-RT - Valores extrados da Tabela ISO 24.033, com fator de segurana de 1,5.
** Limitado vida til mxima de 25 anos p/ 80C e 10 anos p/ 95C
Temperatura C
30
40
50
60
70
80**
95**
PPB 80
0,77
0,62
0,41
0,28
0,19
0,16
0,13
PPR 80
0,87
0,74
0,62
0,51
0,34
0,26
0,17
PPH 100
0,90
0,74
0,62
0,50
0,32
0,25
0,17
Nota: PP - Valores extrados da tabela DIN 8077, com fator de segurana de 1,5, como adotado pela EN 15784
** Limitado vida til mxima de 25 anos p/ 80C e 10 anos p/ 95C
2013
Para os tubos no pretos, o fabricante deve apresentar certificados de matria prima que
assegurem a vida til desejada em relao instalao exposta ao sol, normalmente atestadas
atravs de ensaios designados por UV-6, UV-8, etc.
Entretanto, nem sempre essa instalao possvel ou mais adequada, sendo tambm
utilizadas as instalaes fixadas em suportes espaados. Nesses casos fundamental que os
esforos sobre os suportes e a tubulao sejam avaliados para que no ocorram flechas
indesejveis da tubulao, rupturas de conexes ou soldas, a quebra dos suportes ou mesmo
vazamentos em juntas.
2013
= 0 . . T
Onde: 0 =
=.E
E, por conseguinte, a ao de uma Fora sobre os Suportes e apoios da tubulao de
intensidade:
F=.A
Onde: A
2013
Portanto:
= . E= .T . E
Sendo:
Material
30 C
40 C
50 C
60 C
80 C
100 C
PE 80
7000
5000
3000
2000
PE 100
9000
7000
5000
3000
PPH
12000
8000
7000
5500
4000
3000
PPB
9000
7000
5000
4000
3000
2500
PPR
7000
5000
3500
3000
2500
2000
A = . (D2 d2)/4
Onde: D = dimetro externo do tubo = 11 cm
d= dimetro interno =9 cm.
Logo:
Portanto:
2013
Se esta contrao longitudinal for impedida, atravs de suportes, por exemplo, o tubo ser
submetido a uma tenso longitudinal proporcional tenso circunferencial, imposta pela
presso interna e que pode ser expressa por:
a = .o
Onde: a =
o =
F = a . A (kgf)
Onde: A
EXEMPLO:
Qual a fora de trao que deve resistir uma junta mecnica, ou um suporte de tubulao,
para um tubo de PE 80, dimetro 110 mm SDR 11 (PN 12,5) sem soltar-se dos tubos,
considerando-se teste de estanqueidade da linha com presso de 1,5 PN?
TUBO PE 80 SDR 11:
D =110 mm = 11 cm
d = 90 mm = 9 cm
e= 10 mm = 1 cm
o =
Como:
P (SDR 1) 18 ,75 10
=
= 93,75 kgf/cm2
2
2
F = a A = o A
(D
d2
= e (D e ) (cm2)
4
2013
Nas instalaes areas, a flecha da tubulao () resultante da carga (q) e da distncia entre
os suportes de fixao (), podendo ser relacionadas pela seguinte equao:
6.
=
Verifica-se que a relao (/) entre 1/200 e 1/300 resulta em flechas pouco perceptveis a
olho n. O valor do mdulo de elasticidade do tubo deve ser o de longa durao. Como
referncia, podemos adotar os valores da Tabela abaixo:
o
Material
30 C
40 C
50 C
60 C
80 C
100 C
PE 80
1500
1200
900
750
PE 100
2000
1600
1200
1000
PPH
3000
2600
2400
2100
1600
1000
PPB
2400
2100
1900
1700
1300
800
PPR
2400
2100
1900
1700
1300
800
= 0,4 0,5.
A carga (q) a resultante da soma do peso do tubo com o do fluido interno, assim: q = qT + qf
Carga devido ao tubo (tambm extravel dos catlogos dos fabricantes):
qT =
. (D 2 - d 2 )
4
T (kgf/cm)
Onde: T = Peso especfico do tubo (kgf/cm3): PEAD: 0,96 . 10-3 ePP: 0,92 . 10-3
Carga devido ao fluido:
qf =
.d 2
4
f (kgf/cm)
. 11 9 . 0,96. 10 . 9 . 1. 10
= + =
+
4
4
Logo, os suportes devem suportar o peso deq = 0,093 kgf/cm ou 9,3 kgf/m
DISTNCIA ENTRE APOIOS PARA TUBOS CHEIOS DE GUA
Grfico Orientativo Simplificado, em funo da temperatura
2013
2013
Deve-se verificar tambm oespaamento mximo admitido entre suportes de fixao para
evitar-se a flambagemdevido dilatao da tubulao, que pode ser determinado
simplificadamente por:
l 0,357 . .
D2 + d 2
. T
L k . l . D
Onde: D =
=
=
k
(cm)
Dilatao trmica = T
Distncia entre o suporte de fixao e a derivao, ou mudana de direo
T
k
10 C
23
20 C
28
2013
alm de exigirem uma fora mnima de dilatao por vezes maior que as desenvolvidas pelos
tubos plsticos.
Desta forma, a utilizao de recursos como curvas e liras de compensao so normalmente
preferidos.
O dimensionamento do comprimento das pernas da lira de compensaopode ser feito pela
frmula anterior:
L k . l . D
(cm)
4o 1