Curso Avancado Direitobancario
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Capítulo I
1. Direito Bancário
1.1. Conceito
1.1. Definição – É uma disciplina agregada ao direito comercial,
comercial, destinada a
regular as operações bancárias,
bancárias, bem como a atividade daqueles que as
exercem de forma profissional.
profissional. (aguarda
(aguarda comentário palestrante)
palestrante)
conta própria.
própria. Já as instituições financeiras só podem utilizar
seus próprios capitais ou fundos que profissionalmente não
recebem do público sob forma de depósito ou outra.
comentário palestrante)
palestrante)
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fundamentais(típicas) e acessórias(neutras).
acessórias(neutras). As operações
fundamentais,
fundamentais, ou típicas,
típicas, são as que implicam na intermediação
do crédito,
crédito, função precípua dos Bancos, que, como vimos,
recolhem dinheiro de uns para concedê-los a outros. Estas, por
sua vez, dividem-se em passivas(as
passivas(as que têm por objeto a
procura ou provisão de fundos, sendo assim denominadas por
importarem em ônus e obrigações para o
Banco, que, na relação jurídica, se torna devedor) e ativas ( as
que visam à colocação e ao emprego desses fundos; por meio
dessas operações, o Banco se torna credor do cliente). São
exemplos de operações passivas os depósitos,
depósitos, as conta
correntes,
correntes, os redescontos,
redescontos, enquanto as principais operações
ativas são os empréstimos,
empréstimos, os financiamentos,
financiamentos, as abertura de
crédito,
crédito, os descontos,
descontos, os créditos documentários,
documentários, as
antecipações,
antecipações, etc.
As operações acessórias ou neutras(assim
neutras(assim chamadas por não
implicarem nem a concessão nem o recebimento do crédito)
possuem significação menor para os Bancos, que só as realizam
com o fito de atrair a clientela.
clientela. Definem-se como verdadeiras
prestação de serviços: custódia de valores, caixa de segurança,
cobrança de títulos e outras.
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1.3. Características
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palestrante)
palestrante)
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Capítulo II
2. Noções Históricas do Direito Bancário
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Capítulo III
3. O Sistema Financeiro Nacional
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b) Banco do Brasil
A lei que implantou o Sistema Financeiro Nacional introduziu
importantes modificações na estrutura e na atuação do Banco
do Brasil. A função precípua que lhe é cometida é a de agente
financeiro do Tesouro Nacional, competindo-lhe, nesse caráter:
receber, a crédito do Tesouro Nacional, as importâncias
provenientes de arrecadação de tributos ou rendas federais e o
produto das operações de crédito da União por antecipação da
receita orçamentária ou a qualquer outro título....
Cabe-lhe, também, como principal executor dos serviços
bancários de interesse do Governo Federal, inclusive suas
autarquias, receber em depósito, com exclusividade, as
disponibilidades de quaisquer entidades federais,
compreendendo as repartições de todo os ministérios civis e
militares, instituições de previdência e outras autarquias,
comissões, departamentos, entidades em regime especial de
administração e quaisquer pessoas físicas ou jurídicas
responsáveis por adiantamentos, os quais podem entretanto,
ser depositados na Caixa Econômica Federal, nos limites e
condições fixados pelo Conselho Monetário Nacional, dentre
outras atribuições.
Capítulo IV
4. O Contrato Bancário
4.1. Definição
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crédito.
crédito.
de intermediação bancária.
bancária.
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4.2.2. Os costumes
4.2.3 A doutrina
4.2.4 A jurisprudência
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4.3. Características
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4.3.2. Sigiloso
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atualmente)
atualmente) – “Art. 3º - Fornecedor...
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============================= +++++++++++++
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comentário palestrante)
palestrante)
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vencimento da obrigação,
obrigação, tendo como base a taxa
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pagamento(Resolução
pagamento(Resolução nº 1.129 do BACEN e art. 4º, IX da
Lei nº 4.595/64)
4.595/64)
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iv) Juros legais - Tem a conotação dos juros que, embora não
fixados contratualmente, podem ser exigidos por força legal.
legal.
(aguarda comentário palestrante)
palestrante)
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08.04.81(débitos judicias)
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4.6.5. Usura
Definição – É a celebração excessiva dos juros, vindo a ultrapassar o
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4.6.6. Anatocismo
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cobrá-los sobre novos montantes da dívida, dívida esta que já incluem juros
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Constituição Federal
lei determinar.’(Legislação
determinar.’(Legislação infraconstitucional – Decreto
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IV - TR COMO ÍNDICE DE
‘ATUALIZAÇÃO’.
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ADI-493/DF
Ação Direta de Inconstitucionalidade - STF
Relator Min. Moreira Alves – Publ DJ 04/09/92 – Julgamento
25/06/92 – Trib Pleno
EMENTA
Ação direta de inconstitucionalidade – Se a lei alcançar os
efeitos futuros de contratos celebrados anteriormente a ela,
sera essa lei retroativa(retroatividade mínima) porque vai
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STF - RE-175678 / MG
Recurso Extraordinário
Relator Min. Carlos Velloso
Julgamento 29/11/94 – Segunda Turma.
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EMENTA
CONSTITUCIONAL – CORREÇÃO MONETÁRIA. UTILIZAÇÃO DA TR
COMO ÍNDICE DE INDEXAÇÃO.
I – O Supremo Tribunal Federal, no julgamento das Adins 493,
Relator o Sr. Ministro Moreira Alves, 768, Relator Min. Sr. Marco
Aurélio e 959-DF, Relator o Sr. Min. Sidney Sanches, não excluiu
do universo jurídico a taxa referencial, TR, vale dizer, não
decidiu no sentido de que a TR não pode ser utilizada como
índice de indexação.
indexação. O que o Supremo Tribunal Federal decidiu,
nas referidas ADins, é que a TR não pode ser imposta como
índice de indexação em substituição a índices estipulados em
contratos firmados anteriormente a Lei nº 8.177, de 01/03/91.
Essa imposição violaria os princípios constitucionais do ato
jurídico perfeito e do direito adquirido. CF, art. 5º, XXXVI. II – No
caso, não há falar em contrato em que ficaria ajustado um certo
índice de indexação e que estivesse esse índice sendo
substituído pela TR. E dizer, não há nenhum contrato a impedir
a aplicação da TR. III – R.E. não conhecido. (VOTAÇÃO
UNÂNIME).
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Capítulo V
5. Operações Bancárias
5.1. Definição
5.2. Classificação
5.3. Características
Capítulo VI
6. Agiotagem
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7.2. Características
a) Bilateral; b) Consensual; c) execução continuada; d) oneroso
Sérgio Carlos Covello – Contratos Bancários – (Pág. 106) - a)
Bilateral – É bilateral, porque envolve obrigações para ambas as
partes, Banco e cliente. O Banco tem como obrigação prestar
serviço de caixa e, muitas vezes, pagar interesses ao cliente,
bem como registrar os ingressos e egressos de numerário,
enquanto, por sua vez, o cliente assume a obrigação não só de
pagar comissões,
comissões, e reembolsar despesas(v. g., talonário de
cheques, telefonemas, despesas postais, etc) e observar certas
normas quanto uso adequando do cheque,
cheque, como também
obrigação de alimentar a conta com depósitos pecuniários se
quiser que o banco honre ordens de pagamento.
pagamento.
b) Consensual – O contrato de conta corrente é consensual,
porque se aperfeiçoa com a só vontade das partes, ao contrário
do depósito bancário que só se concretiza com a tradição do
dinheiro. Na prática, o cliente, no ato da contratação, faz
ingresso, mas tão-só em razão de alimentar a conta para que o
Banco possa atender às ordens de pagamento. A contratação é
feita mesmo antes do cliente entregar numerário ao Banco. É o
que ocorre, por exemplo, quando certas empresas ou
associações e mesmo órgãos públicos convencionam com o
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7.3. Espécies
a) conta corrente com provisão; b) conta corrente a descoberto;
c) conta unipessoal; d) conta corrente conjunta; e) conta
conjunta fragmentária; f) conta conjunta solidária
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unipessoal,
unipessoal, a conjunta simples,
simples, a fragmentária e a conjunta
solidária.
solidária.
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Capítulo VIII
8. Depósito Bancário
8.1. Definição
É o contrato pelo qual o cliente(correntista) transfere a propriedade do que
se depositou ao banco, ficando este na obrigação de restituir a importância
na mesma quantidade e espécie, nas condições avençadas.
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8.2. Classificação
a) objetivo econômico(à vista, a prazo e de poupança); b)
quanto à forma(simples ou de movimento); c) quanto à
titularidade(individual ou conjunto = simples e solidário)
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Capítulo IX
9. Contrato de mútuo(Empréstimo Bancário)
9.1. Conceito
É um contrato unilateral,
unilateral, onde se dá a entrega de coisa fungível a outrem,
onde este se obriga a restituir, com os acréscimos remuneratórios, em data
previamente aprazada, coisa do mesmo gênero.
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ii – aos parentes, até segundo grau, das pessoas a que se refere o inciso
anterior;
iii – às pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais
de 10%, salvo autorização ....”(Art. 34 da Lei nº 4.595/64)
9.2. Características
Sérgio Carlos Covello - Contratos Bancários – (Pág. 154) –
a) COMERCIAL – A primeira indagação que se faz a respeito do
presente negócio jurídico é esta: o empréstimo bancário é
comercial ou civil?
Como se sabe tanto o Código Comercial como o Civil tratam do
empréstimo, cada qual dedicando-lhe nove artigos(CCom, 247
a 255, e CC, arts. 1256 a 1264).
Hamel ensina que a índole civil ou comercial do contrato se
determina pela pessoa daquele que toma emprestado. E
Rodiere e Rives-Lange doutrinam que feito a pessoa não
comerciante,
comerciante, o contrato de empréstimo bancário tem natureza
mista. Comercial para o Banco dador do crédito; civil para o
tomador.
No direito pátrio, há uma regra parecida, que se estampa no
art. 247 do Código Comercial “O
“O mútuo é empréstimo mercantil,
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9.3. forma
Sergio Carlos Covello - Contratos Bancários – (Pág. 162) –
Embora não seja contrato celene, o empréstimo bancário
realiza-se sempre sob forma escrita,
escrita, quer mediante
instrumento público, quer por instrumento particular. Em regra,
prevalece esta última forma contratual, pois os Bancos só
recorrerem ao instrumento público quando empréstimo vem
acompanhado de garantias reais, especialmente hipoteca.
Além do instrumento de contrato, com a estipulação dos juros,
das comissões, do prazo e das garantias, o empréstimo
pecuniário envolve, quase sempre, um título cambiário.
Digamos com mais precisão que os mútuos bancários se
incorporam ou se materializam em título cambiário, como, a
nota promissória. Razão dessa prática é a executoriedade e
facilidade acionária do título. Como observa Orlando Gomes, ´os
títulos de crédito desempenham na economia importante
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Capítulo X
10. Contrato de Abertura de Crédito
10.1. Conceito
É um contrato pelo qual o banco obriga-se a dispor, em favor do cliente,
certa quantia monetária previamente delimitada, e por um prazo definido,
quantia esta que poderá ser utilizada mediante saque único ou repetido,
incumbindo-se ao cliente a devolver a quantia utilizada, acrescida dos juros
previamente pactuados, quando do vencimento contratual.
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10.2. Modalidades
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II – Quanto à garantia,
garantia, a abertura de crédito pode ser: a
descoberto e garantida.
garantida.
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Capítulo XI
11. Desconto Bancário
11.1. Definição
É o contrato onde o banco antecipa certa quantia ao cliente, resultado de
um título de crédito não vencido de terceiro, deduzindo-se,
antecipadamente,
antecipadamente, os juros contratados e demais despesas operacionais.
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11.2. Características
a) CONTRATO REAL – Conforme a maioria dos autores. Realiza-
se com a efetiva entrega do dinheiro ao descontatário.
descontatário. Assim
pensa Giacomo Molle, para quem o consentimento dos
contraentes não é suficiente para dar vida ao contrato, se não
acompanha a consignação do valor adiantado por conta dos
títulos. Segundo J. X. Carvalho de Mendonça, o desconto é uma
variedade do mútuo, completando-se desde que a soma
descontada seja entregue ao descontatário, lançado o crédito
na conta corrente. Efetua-se a passagem da soma do
descontador para a conta do descontatário, eis que fica à plena
disposição deste último.
Autores há que defendem a consensualidade, como Bonfim
Viana, por ser a transferência mero expediente prático.
DE PLÁCIDO E SILVA – Vocabulário Jurídico – (pág. 675) – REAL –
Do latim regalis (real) de rex (rei), é o vocabulário empregado,
na linguagem jurídica, em referência aos atos ou fatos jurídicos
para exprimir os que são efetivos,
efetivos, materiais,
materiais, positivos,
positivos,
presentes.
presentes. Uma entrega real ou uma tradição real, assim, é a
que se cumpre materialmente,
materialmente, positivamente.
positivamente. Desse modo,
opõe-se, em sentido, à significação do simbólico ou negativo.
negativo.
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EXTINÇÃO EXTRAORDINÁRIA
A vida negocial está sujeita às áleas inerentes a toda atividade
humana. A atividade bancária é sensível aos riscos. Os bancos
procuram minimiza-los(vide Risco Bancário).
A operação de desconto é descontituível em virtude da extinção
do contrato. As causas serão as mais diversas e classificam-se
em diretas e indiretas.
indiretas.
Entre as causas diretas incluem-se os vícios que afetam sua
validade e eficácia e são decorrentes do desatendimento de
pressupostos ou requisitos. As conseqüências jurídicas desses
vícios variam de caso a caso.
Os pressupostos relacionam-se ao sujeito, ao objeto e à posição
do sujeito em relação ao objeto. Apuram-se os vícios oriundos
da incapacidade relativa ou absoluta, da violação de regra geral
proibitiva, etc.
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11.6. Redesconto
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Capítulo XII
12. Antecipação bancária
12.1. Conceito
É uma operação bancária, a qual muito aproximada do desconto e do
empréstimo, onde o Banco antecipa ao cliente recursos para que este
utilize-o em um empreendimento,
empreendimento, proporcional ao valor de um bem,
bem, que é
concedido pelo cliente, com uma garantia uma ao pagamento da obrigação
firmada.
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12.2. Modalidades
NELSON ABRÃO – Direito Bancário – (Pág. 104) –
MODALIDADES
As formas de antecipações bancária estão em função dos objetos sobre os
quais recaem as garantias.
garantias. Assim, pode incidir: I – sobre mercadorias; II –
sobre títulos de crédito em geral; III – sobre títulos representativos de
mercadorias; IV – sobre direitos.
direitos.
I – ANTECIPAÇÃO SOBRE MERCADORIAS – Não é forma mais usada,
pelos óbvios inconvenientes que oferece com o ônus de guarda
e onservação, que refoge à atividade específica dos bancos,
que, por isso, teriam que confia-las a terceiros especializados,
aumentando, assim, os custos da operação. Quando ocorre,
porém, recai sobre mercadorias que tenham um preço
facilmente apurável, por serem cotadas em Bolsa. Refere-se a
doutrina à possibilidade de serem oferecidas coisas fungíveis,
com o poder do banco delas dispor livremente, constituindo o
chamado penhor irregular; reconhece-se que não é, porém,
freqüente na prática.
O contrato descreverá minuciosamente as mercadorias dadas
em garantia, suas condições e especificidades e, se possível,
conterá um perfil acerca do valor de mercado, ademais o
crédito concedido, o prazo de reembolso, juros, comissões e
formas de pagamento, nada impedindo sua renegociação e o
realinhamento das cláusulas originais pactuadas.
pactuadas.
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que muitos autores, como Molle, não admitem que a operação possa ser
regulada em conta corrente: “A operação que na prática toma o nome de
antecipação em conta corrente, e como tal prevista pelas Normas Bancárias
Uniformes, não é mais que uma abertura de crédito, garantida por títulos ou
por mercadorias, à qual se aplicam algumas regras próprias da antecipação
bancária. “
c) ONEROSO – É oneroso,
oneroso, porque pelo contrato ambas as partes se
beneficiam.
beneficiam. O cliente se beneficia com o dinheiro que lhe é emprestado, e o
Banco se beneficia com os juros e comissões que o cliente lhe paga.
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Capítulo XIII
13. Caixa de Segurança
13.1. Conceito
13.2. Características
13.3. Responsabilidade contratual
13.4. Abertura compulsória do caixa
13.5. Extinção do contrato
Capítulo XIV
14. Cartões de Crédito
14.1. Conceito
CARTÃO DE CRÉDITO –
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