Manual Coordenador Saude Buca Final
Manual Coordenador Saude Buca Final
Manual Coordenador Saude Buca Final
Manual de Orientações
em Saúde Bucal para o SUS
no âmbito do Estado de São Paulo
2010
Governador
José Serra
Secretário de Estado da Saúde
Luiz Roberto Barradas Barata
Coordenadora de Planejamento em Saúde
Silvany Lemes Cruvinel Portas
Apoiadores do COSEMS
Luis Carlos Casarin
Marco Antonio Manfredini
SIGLAS
INTRODUÇÃO 9
OBJETIVO 11
JUSTIFICATIVA 11
BIBLIOGRAFIA 49
AB – Atenção Básica
ASB - Auxiliar de Saúde Bucal
AP – Atenção Primaria
AIH – Autorização de Internação Hospitalar
AMA – Assistência Médica Ambulatorial
AME – Assistência Médica Especializada
AMQ – Avaliação e Monitoramento de Qualidade
ANS – Agencia Nacional de Saude
ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária
APAC – Autorização de Procedimentos de Alto Custo
CAPS – Centro de Assistência Psicossocial
CD - Cirurgião Dentista.
CEO - Centro de Especialidade Odontológica
CES – Conselho Estadual de Saúde
CGR – Colegiado de Gestão Regional
CIB – Comissão Intergestores Bipartite
CID Classificação Internacional de Doenças
CIT – Comissão Intergestores Tripartite
CMDCA – Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente
CMS – Conselho Municipal de Saude
CNES – Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saude
CNS – Conselho Nacional de Saude
CNSB: Conferência Nacional de Saúde Bucal.
COFINS – Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social
CONASEMS – Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saude
CONASS – Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saude
COSEMS: Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde
CPMF: Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira.
DATASUS – Departamento de Informática do SUS
EACS – Equipe de Agentes Comunitários de Saúde
EC 29: Emenda Constitucional nº. 29 de 13 de setembro de 2000
ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente
EPBA – Elenco de Procedimentos Básicos Ampliado
ESB – Equipes de Saude Bucal
ESF – Estratégia de Saúde da Família
ESF – Equipes de Saude da Família
FAEC: Fundo de Ações Estratégicas e Compensação.
FMS: Fundo Municipal de Saúde.
FNS: Fundo Nacional de Saúde.
FPM: Fundo de Participação dos Municípios.
FS: Fundo de Saúde
FUNASA – Fundação Nacional de Saude
GESCON – Sistema de Gestão Financeira e de Convênios
GM: Gabinete do Ministro.
GPAB: Gestão Plena da Atenção Básica.
GPSM: Gestão Plena da do Sistema Municipal
INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social
MAC: Média e Alta Complexidade.
MP – Medida Provisória
MS – Ministério da Saude
NAPS – Núcleo de Assistência Psicossocial
NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família
NOAS – Norma Operacional da Assistência a Saude
NOB – Norma Operacional Básica
OMS – Organização Mundial da Saude
OPAS – Organização Pan-Americana da Saude
PAB fixo: Piso da Atenção Básica - fixo.
PAB variável: Piso da Atenção Básica-variável.
PAB-A: Piso da Atenção Básica Ampliado
PDI: Plano Diretor de Investimentos.
PDR: Plano Diretor de Regionalização.
PNSB: Política Nacional de Saúde Bucal.
PPI: Programação Pactuada e Integrada.
PSF: Programa de Saúde da Família
PACS – Programa de Agentes Comunitários de Saude
PAISM – Assistência Integral a Saude da Mulher
PBVS – Piso Básico de Vigilância Sanitária
PDI – Plano Diretor de Investimentos
PDR – Plano Diretor de Regionalização
PHPN – Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento
PMS – Plano Municipal de Saude
PNHAH – Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar
PNI – Programa Nacional de Imunizações
PPI – Programação Pactuada e Integrada
PROESF – Projeto de Expansão e Consolidação da Saude da Família
PROFAE – Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de
Enfermagem
PSF – Programa Saude da Família
RAG – Relatório Anual de Gestão
RIPSA – Rede Interagencial de Informações para a Saude
SADT – Serviços de Apoio Diagnostico Terapêutico
SB 2002: Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal 2002
SES – Secretaria Estadual de Saude
SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica
SIA-SUS – Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS
SIAFEM/SP – Sistema Integrado da Administração Financeira para Estados e Municípios
SIGAB – Sistema de Gerenciamento de Unidade Ambulatorial Básica
SIGAE – Sistema de Gerenciamento de Unidade Ambulatorial Especializada
SIGTAP – Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos
SIH-SUS – Sistema de Informações Hospitalares do SUS
SIM – Sistema de Informações sobre Mortalidade
SIMAC – Sistema de Informações de Alta e Media Complexidade
SINAN – Sistema de Informações sobre Agravos de Notificação Nascidos Vivos
SINAVISA – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saude
SISCOLO – Sistema de Informações do Combate ao Câncer do Colo do Útero
SISFAF – Sistema de Transferência Fundo a Fundo SP - São Paulo
SISPACTO – Sistema de Pactuação dos Indicadores do Pacto pela Saúde
SMS: Secretaria Municipal de Saúde
SUS: Sistema Único de Saúde
TSB: Técnico de Saúde Bucal
TCG: Termo de Compromisso de Gestão
UBS: Unidade Básica de Saúde
USF – Unidade de Saúde da Família
INTRODUÇÃO
Na última década, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – SES-SP - passou por diversos
processos de reestruturação tendo em 2007, sua última configuração estrutural, que criou o Grupo
Técnico de Ações Estratégicas - GTAE/CPS, através da Resolução SS 282, 3/08/2007 para acompanha-
mento das Políticas específicas do Estado em determinadas áreas, dentre as quais, o acompanha-
mento das ações da Área Técnica de Saúde Bucal.
Essa decisão foi pautada a partir das diretrizes dispostas na Portaria n.º 1097/GM-MS de 22 de
maio de 2006, que definiu o processo de Programação Pactuada e Integrada e apontou seus objeti-
vos e eixos orientadores. Como a programação deve integrar as várias áreas de atenção à saúde, em
coerência com o processo global de planejamento e ser orientada por prioridades definidas pelos
gestores, o GTAE foi estabelecido para suprir essa necessidade.
Levando em conta essas ações o Ministério da Saúde propõe políticas específicas para orientar
o processo de programação de algumas áreas, definidas como estratégicas, mas é responsabilidade
do Gestor Estadual do SUS a definição da política estadual de atenção à saúde bem como o acom-
panhamento das ações prioritárias e seus resultados.
No entanto, diante da diversidade e especificidade das áreas técnicas que compõem o conjunto
das ações assistenciais sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde, há a necessidade
de incrementos e fomentos à implantação e consolidação das Redes e Sistemas Assistenciais em
Saúde que acabam por definir e priorizar as responsabilidades atribuídas ao GTAE/CPS:
I. Propor medidas que visem à estruturação das respectivas áreas técnicas / assistenciais na lógi-
ca de constituição de Redes e Sistemas Assistenciais.
II. Assessorar o Secretário de Saúde e a outras autoridades ou órgãos da SES-SP em assuntos
afetos às áreas técnicas sob sua coordenação;
III. Propor e elaborar documentos normativos da SES-SP (Portaria, Nota Técnica, etc.), referentes
às questões assistenciais do SUS no Estado;
IV. Apoiar tecnicamente as atualizações da Política de Saúde do Estado e as Políticas setoriais de
saúde (saúde mental, saúde do trabalhador, saúde do deficiente, do idoso, assistência ao parto e ao
recém nascido e grupos vulneráveis).
V. Subsidiar a Câmara Técnica da CIB;
VI. Orientar a elaboração de projetos de interesse para a Política Estadual de Saúde;
VII. Elaborar protocolos técnicos e de regulação nas áreas de atuação;
VIII. Participar na formulação e na execução da política de formação e desenvolvimento de re-
cursos humanos para a saúde, nas áreas específicas;
IX. Articular-se com as coordenadorias da Secretaria, com o objetivo de implementar atividades
assistenciais relativas às suas áreas técnicas, em conformidade com as atribuições e funções da Se-
cretaria;
X. Promover a articulação com as sociedades científicas, gestores do SUS, prestadores de servi-
ços, associações de usuários, universidades e outros interlocutores, sobre assuntos de interesse da
SES-SP no que se refere às áreas afetas ao setor;
XI. Representar a SES/SP em assuntos afetos às áreas técnicas sob sua coordenação;
XII. Organizar, promover e participar de eventos relacionados às propostas de trabalho desen-
volvidas pelas áreas técnicas;
XIII. Desenvolver tarefas específicas, em suas áreas de atuação, determinadas pelo Secretário de Saúde.
XIV. Orientar os municípios na execução dos programas relacionados às ações estratégicas.
XV. Dar suporte operacional em atividades técnicas de áreas de sua competência
XVI. Contribuir para o acompanhamento das ações desenvolvidas pelo sistema de Controle e
Avaliação e pela Regulação.
O GTAE está constituído por 12 Áreas Técnicas, dentre elas a de Saúde Bucal; responsável pelo
planejamento e implementação das ações definidas acima.
10
OBJETIVO
JUSTIFICATIVA
Saúde
GABINETE DO SECRETÁRIO
O Secretário da Saúde, de conformidade com o que dispõe o artigo 17, inciso XI, da Lei Federal
8.080, de 19/09/1990, e, Considerando o disposto na Portaria nº. 95 de 14/02/2006, da Secretaria de
Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, que exclui da Tabela de Procedimentos do Sistema de In-
formação Ambulatorial do Sistema Único de saúde - SIA-SUS, o procedimento de código 03.011.01-
1 - Procedimentos Coletivos (paciente/mês);
Considerando a necessidade de normatização, no âmbito do SUS-SP, da Tabela de Procedimen-
tos Ambulatoriais na área de Saúde Bucal;
Considerando a necessidade de viabilizar o acesso da população às ações e atividades de na-
tureza coletiva, com objetivo epidemiológico e de avaliação do impacto de ações desenvolvidas,
visando ao controle dos agravos em saúde bucal, através de atividades de caráter preventivo e edu-
cativo para a saúde bucal;
Considerando a necessidade de acompanhar a evolução epidemiológica dos principais proble-
mas de saúde bucal no SUS-SP, resolve:
Artigo 1o - Aprovar as rotinas visando o monitoramento das Ações Coletivas e das Atividades
11
Coletivas em Saúde Bucal nos serviços integrantes do SUS-SP, nos termos da Instrução Normativa e
seus anexos que integram a presente resolução.
Parágrafo único - Responsabilizar o gestor local pelas Ações e Atividades Coletivas de que se
trata o “caput” que se caracteriza como atividades programáticas de Atenção em Saúde Bucal, de-
senvolvidas por meio de unidades de saúde cadastradas no SIA-SUS, com grupos populacionais e
comunidade.
Artigo 3o - Esta resolução entrará em vigor na data da sua publicação, ficando revogada a Re-
solução SS - 39 de 16/03/99, que dispõe sobre as rotinas visando o acompanhamento dos Procedi-
mentos Coletivos das Ações Básicas em Odontologia, nos serviços de saúde integrantes do SUS/SP.
Instrução normativa
Procedimentos da Atenção Básica
1. Ações coletivas
Grupo 03 - Ações básicas em odontologia
1.1. Ação coletiva de escovação dental supervisionada (código: 03.011.02-0)
Consiste na escovação dental realizada com grupos populacionais sob orientação e supervisão
de um ou mais profissionais de saúde. Ação registrada por pessoa participante, por mês, indepen-
dente da freqüência com que é realizada (diária, semanal, quinzenal, mensal, ou duas, três ou quatro
vezes por ano), ou da freqüência com que a pessoa participou da ação.
1.2. Ação coletiva de bochecho fluorado (código: 03.011.03-8)
Consiste no bochecho de solução fluoretada, realizada sistematicamente por grupos populacio-
nais sob supervisão de um ou mais profissionais de saúde, podendo ter periodicidade semanal, caso
a solução de fluoreto de sódio tenha a concentração de 0,2%, ou diariamente, caso a solução seja
de 0,05%. Ação registrada por pessoa participante por mês, independente da freqüência com que é
realizada (diária ou semanal) ou da freqüência com que a pessoa participou da ação.
1.3. Ação coletiva de aplicação de flúor-gel (código: 03.011.04-6)
Consiste na aplicação tópica de flúor em gel com concentração de 1,23%, realizada sistematica-
mente por grupos populacionais sob orientação e supervisão de um ou mais profissionais de saúde,
utilizando-se escova, moldeira, pincelamento ou outras formas de aplicação. Ação registrada por
pessoa participante, apenas no mês em que é realizada.
1.3.1: Para o SUS-SP, os critérios de risco de cárie dentária estabelecidos pela RSS-95, de
27/06/2000 e RSS-164 de 21/12/2000 deverão ser utilizados para o desenvolvimento das ações co-
letivas de bochecho fluorado e de aplicação tópica de flúor-gel, bem como para o encaminhamento
para assistência individual.
1.4. Ação coletiva de exame bucal com finalidade epidemiológica (código: 03.011.05-4)
Compreende a avaliação de estruturas da cavidade bucal, com finalidade de diagnóstico segun-
do critérios epidemiológicos, em estudos de prevalência, incidência e outros, com o objetivo de
elaborar perfil epidemiológico e/ou avaliar o impacto das atividades desenvolvidas, subsidiando o
planejamento das ações para os respectivos grupos populacionais e a comunidade. Ação registrada
por pessoa examinada, apenas no mês em que é realizada.
1.4.1: Para o SUS-SP, a ação coletiva de exame bucal com finalidade epidemiológica deverá ser
realizada por cirurgião-dentista com o objetivo de estabelecer índices epidemiológicos (levanta-
mentos epidemiológicos em saúde bucal) ou proporções de indivíduos com risco de doenças bu-
12
cais (triagens).
1.4.2. Os levantamentos epidemiológicos em saúde bucal deverão seguir as recomendações da
Organização Mundial da Saúde (Levantamentos básicos em saúde bucal - 4a edição) e do Ministério
da Saúde (Projeto SB Brasil - Levantamento das condições de saúde bucal da população brasileira
- 2003), estabelecendo- se indicadores epidemiológicos dos principais agravos em saúde bucal, a
cada 4 anos, coletando-se minimamente informações sobre os seguintes agravos: cárie dentária
(ceo-d, CPO-D), má-oclusão (OMS 1987) e fluorose dentária (índice de Dean) para a idade de 5 anos,
cárie dentária (ceo-d e CPO-D), fluorose dentária (índice de Dean), doença periodontal (CPI) e má-
oclusão (DAI) para a idade de 12 anos; cárie dentária (CPOD) e doença periodontal (CPI) para a faixa
etária de 15-19 anos; cárie dentária (CPO-D), doença periodontal (CPI) e alterações em tecidos moles
e necessidade de prótese (SBBrasil) para as faixas etárias de 35-44 e 65-74 anos.
1.4.3. Serão consideradas triagens as seguintes situações:
- as realizadas nas unidades de saúde com grupos constituídos (ex. diabéticos, hipertensos,
gestantes, lista de espera entre outros), para planejamento, organização e encaminhamento para
atendimento, com vaga assegurada, de acordo com as prioridades estabelecidas em função dos
critérios de risco;
- as realizadas na comunidade (ex. escolas, fábricas, centros de convivência entre outros); para
planejamento, organização e encaminhamento para atendimento, com vaga assegurada, de acordo
com as prioridades estabelecidas em função dos critérios de risco;
- as realizadas nos domicílios para planejamento, organização e encaminhamento para atendi-
mento, com vaga assegurada, de acordo com as prioridades estabelecidas em função dos critérios
de risco;
- os exames para diagnóstico de câncer bucal efetuados durante a Campanha de Vacinação dos
Idosos ou em outros eventos que reúnam um contingente populacional (ex. feiras, campanhas pon-
tuais entre outros).
1.4.4. Deverão ser realizadas triagens para os seguintes agravos:
- cárie dentária: utilizar critérios estabelecidos pela RSS-95, de 27/06/2000 e RSS-164 de
21/12/2000;
- doença periodontal: utilizar critérios estabelecidos nas Diretrizes para a Atenção em Saúde
Bucal da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em fevereiro de 2006;
- alterações em tecidos moles: utilizar critérios estabelecidos nas Diretrizes para a Atenção em
Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em fevereiro de 2006.
1.4.5: No caso do item 1.1, para o SUS-SP, deverá ser estabelecida minimamente duas escova-
ções por ano (uma por semestre, buscando atingir 25% da população).
2. Atividades coletivas
Grupo 01 - Ações enfermagem/outros de saúde nível médio
Grupo 04 - Ações executadas p/ outros profissionais de nível superior
2.1. Atividade coletiva de educação em saúde por profissional de nível médio na comunidade
(código: 01.023.01-2)
Consiste nas atividades educativas sobre ações de promoção e prevenção à saúde, desenvolvi-
das em grupo na comunidade. Recomenda-se o mínimo de 10 (dez) participantes. A duração míni-
ma é de 30 (trinta) minutos. Deve-se registrar o número de atividades realizadas.
2.2. Atividade coletiva de educação em saúde por profissional de nível médio no estabelecimen-
to de saúde (código: 01.023.03-9)
Consiste nas atividades educativas sobre ações de promoção e prevenção à saúde, desenvolvi-
das em grupo nas dependências do estabelecimento de saúde. Recomenda-se o mínimo de 10 (dez)
participantes. A duração mínima é de 30 (trinta) minutos. Deve-se registrar o número de atividades
realizadas.
2.3. Atividade coletiva de educação em saúde por profissional de nível superior na comunidade
13
(código: 04.011.02-3)
Consiste nas atividades educativas sobre ações de promoção e prevenção à saúde, desenvolvi-
das em grupo na comunidade. Recomenda-se o mínimo de 10 (dez) participantes. A duração míni-
ma é de 30 (trinta) minutos. Deve-se registrar o número de atividades realizadas.
2.4. Atividade coletiva de educação em saúde por profissional de nível superior no estabeleci-
mento de saúde (código: 04.011.03-1)
Consiste nas atividades educativas sobre ações de promoção e prevenção à saúde, desenvolvi-
das em grupo nas dependências do estabelecimento de saúde. Recomenda-se o mínimo de 10 (dez)
participantes. A duração mínima é de 30 (trinta) minutos. Deve-se registrar o número de atividades
realizadas.
2.1.1: Para o SUS-SP, no caso das atividades incluídas nos itens 2.1 e 2.2, terem sido realizadas por
Auxiliares de Consultório Dentário deverá ser utilizado o código da seguinte categoria de atividade
profissional contemplada na Portaria SAS 95 de 14/02/2006: profissionais de saúde nível médio (64).
No Anexo 3, registrar o nome da categoria. Se for realizada por Agentes Comunitários de Saúde
devidamente capacitados, deverá ser utilizado o código da seguinte categoria de atividade profis-
sional contemplada na Portaria SAS 95 de 14/02/2006: ACS (77).
2.1.2: No caso dos itens 2.1 a 2.4, para o SUS-SP, será considerado como “grupo” o mínimo de 10
participantes, sem limite máximo (por exemplo: uma ação realizada com 30 pessoas, será conside-
rado uma única atividade de educação em saúde, e não três atividades).
2.1.3 No caso dos itens 2.1 a 2.4, para o SUS-SP, deverá ser estabelecido minimamente o número
de duas atividades por ano (uma por semestre).
14
Anexo1
15
Anexo2
16
Anexo3
17
Acessar os documentos: www.saude.sp.gov.br
No endereço eletrônico acima o Cirurgião Dentista encontrará na página principal o ícone “Even-
to Adverso? – Notifique!”, onde poderá relatar qualquer ocorrência de manifestação clínica suspeita
de ser reação adversa ou evento adverso associada ao uso de medicamentos, ou relacionada ao
desvio de qualidade de produtos para a saúde (correlatos).
De acordo com a Lei Federal nº. 6.259/75 complementada pela Portaria MS/SVS nº. 5/06 e Resolução
SS-20/06, o Cirurgião Dentista deverá comunicar à autoridade sanitária local, a ocorrência de fato com-
provado ou presumível de casos de doença transmissível (Notificação Compulsória).
As Normas de biossegurança em odontologia estão descritas nos Manuais:
Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde. Brasília-DF, Coordenação de
Controle de Infecção Hospitalar. Ministério da Saúde, 2ª ed. 1994
Manual de Prevenção e Controle de Riscos em Serviços Odontológicos. ANVISA, Brasília-DF, Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde, 2006.
Todos os trabalhadores devem ter seus direitos assegurados conforme Lei nº. 10.083/98 (Código Sa-
nitário), Lei Estadual nº. 9.505/97, nas Normas Regulamentadoras sobre Segurança e Medicina do Traba-
lho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou outras disposições legais ou normativas.
Em casos de acidentes, incidentes ou danos à saúde dos trabalhadores, mesmo que o trabalhador
não necessite ser afastado do trabalho, o empregador deverá proceder à notificação previdenciária e
epidemiológica, através de: Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT, Ficha de Notificação do Sis-
tema Estadual de Toxicovigilância – SETOX e Ficha de Notificação do Sistema de Informação de Agravos
de Notificação - SINAN – NET, para que sejam tomadas as medidas necessárias para o caso (investigação
do acidente, medidas profiláticas, etc.), quer seja no local de trabalho ou encaminhamento a um local de
referência.
18
HISTÓRICO DAS PORTARIAS DO MS RELATIVAS
ÀS ESB, CEO e LRPD.
19
I - diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer bucal;
II - periodontia especializada;
IV - endodontia;
Vale lembrar que a PNSB preconiza que as prótese dentárias devem ser oferecidas preferencial-
mente no âmbito da atenção básica. Entretanto, de acordo com a Portaria Nº 1572/GM de 29 de
julho de 2004, o pagamento das próteses dentárias aos LRPDs se dá por produção.
Os tratamentos realizados nos Centros de Especialidade Odontológica (CEO) devem representar
uma continuidade da assistência em saúde bucal oferecida na rede de atenção básica. Desta forma,
organizar as ações neste nível de atenção constitui exigência para habilitação dos CEO.
O Ministério da Saúde elegeu a Estratégia Saúde da Família (ESF) como prioritária para reorgani-
zação da atenção básica. Assim naqueles municípios onde existem ESB em atuação, são os profissio-
nais destas equipes que devem referenciar os usuários para continuidade do tratamento de casos
mais complexos no âmbito dos CEO.
Todos os CEO credenciados passam a receber recursos financeiros oriundos do MS, sob a forma
de incentivos tanto para implantação, através de parcela única, como para custeio mensal. Entre-
tanto vale lembrar que os incentivos federais não são e nem pretendem ser suficientes para o cus-
teio real dos CEO sendo fundamental que ocorram investimentos locais regulares para sustentação
destes serviços.
O monitoramento da produção mínima mensal a ser realizada nos CEO consiste na análise dos
dados apresentados, verificada por meio dos Sistemas de Informação do SUS, conforme descrição
abaixo:
IMPORTANTE: Pesquisar a tabela unificada no site para conhecer os procedimentos de média
complexidade para o CEO. http://sigtap.datasus.gov.br (Usuário = publico e Senha = publico).
Já os LRPD são estabelecimentos cadastrados no CNES como Unidade de Saúde de Serviço de
Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT) para realizar, no mínimo, o serviço de prótese dentária total
e/ou prótese parcial removível.
A Portaria Nº 600/ GM de 23 de março de 2006, define incentivo financeiro de implantação e
custeio dos CEO de acordo com o quadro 1.
Esta Portaria também estabelece uma produção mínima mensal a ser realizada pelos CEO e veri-
ficada por meio dos Sistemas de Informação do SUS. O quadro 2 sistematiza esta produção.
20
Quadro 2 - Sistematização de produção dos CEO
Procedimentos Individuais
Cirurgia Oral
Tipo de CEO Preventivos; Dentística e Periodontia Endodontia
Menor
Cirurgias básicas
l 80 60 35 80
ll 110 90 60 90
lll 190 150 95 170
Fonte: Maia, 2008
Em março de 2006, com a publicação da Portaria Nº 648/GM, que aprova e regulamenta a Política
Nacional de Atenção Básica, fica estabelecido que o PSF é a estratégia prioritária do MS para reorganizar
a atenção básica e assim o PSF passa a ser doravante denominado de Estratégia Saúde da Família (ESF).
Neste mesmo ano em maio, a Portaria nº 650/ GM reajusta o incentivo adicional das ESB (moda-
lidades I e II) de R$ 6.000,00 para R$ 7.000,00. Este recurso destina-se a realização do Curso Introdu-
tório e a investimentos a serem realizados nas Unidades Básicas de Saúde.
Ainda em relação as ESB, a Portaria Nº 2.489/ GM, de 21 de outubro de 2008 define os seguintes
valores de Incentivo financeiro para o custeio das ESB na Modalidade 1, R$ 1.900,00 (mil e novecentos
reais) e Modalidade 2, R$ 2.450,00 (dois mil quatrocentos e cinqüenta reais) a cada mês, por equipe.
A referida Portaria lembra ainda que fazem jus a 50% a mais sobre os valores transferidos refe-
rentes às ESB dos Municípios constantes do Anexo I da Portaria nº 822/GM, de 17 de abril de 2006. O
mesmo se aplica as ESB dos municípios constantes do Anexo da Portaria nº 90/GM, de 17 de janeiro
de 2008, que atendam a populações residentes em assentamentos ou remanescentes de quilom-
bos, respeitado o número máximo de equipes definido.
Apos dois meses da edição desta Portaria, o MS edita a Portaria Nº 3.066/ GM, de 23 de dezem-
bro de 2008. Esta Portaria reajusta mais uma vez os valores dos incentivos federais para o custeio
mensal das ESB que passam na Modalidade 1 para R$ 2.000,00 (dois mil reais) por equipe e na Mo-
dalidade 2 para R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais) por equipe.
21
Quadro 3- Repasses federais
Vale lembrar que as ESB que atendem as populações remanescentes de quilombos e/ou residente
em assentamentos de no mínimo 70 (setenta) pessoas, fazem jus a um acréscimo de 50% no valor
destes incentivos (Port.nº 822/GM de 17 de abril de 2006 e Port. 90/GM de 17 de janeiro de 2008).
DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO
III- Após a publicação da portaria de qualificação das equipes solicitadas pelo MS, o municí-
22
pio passará a receber o incentivo correspondente às equipes efetivamente implantadas, a partir
do cadastro de profissionais no sistema nacional de informação definido para esse fim (CNES), e da
alimentação de dados no sistema que comprovem o início de suas atividades (SIAB).
Obs. 3: A Equipe de Saúde Bucal deve estar sempre vinculada a uma ou duas Equipes de Saúde
da Família.
PASSOS PARA MUDAR DE SAÚDE BUCAL MODALIDADE I PARA SAÚDE BUCAL MODALIDADE II:
LOGOMARCA DA PREFEITURA
Município, ___de_______de_____
Ofício Nº. ______
Assunto: Requer doação de cadeira(s) odontológica(s) e respectivas pontas (kit acadêmico)
para Equipe de Saúde Bucal Modalidade II e presta as informações necessárias.
Senhor Coordenador, O Município de ___________________, inscrito no CNPJ sob o nº. ____,
com endereço à Rua/Avenida_______________________, nº____, Bairro _________________,
Cidade – UF, por intermédio do (a) Prefeito (a) Municipal, Sua Ex.ª_______________________,
Brasileiro (a), profissão ____________, estado civil______, natural de ________________,
CPF nº._____________ e RG nº______________, solicita a Vossa Excelência a doação de _____
[indicar a quantidade] cadeira(s) odontológica(s) e respectivos equipamentos periféricos
(mocho, refletor, cuspideira e peças de mão) para a(s) seguinte(s) equipe(s):
Equipe de Saúde Bucal Modalidade II do estabelecimento de saúde de _____, CNES nº______,
do PSF ____________________. e declara as seguintes informações:
23
ao Ministério da Saúde efetuar o recolhimento do mesmo;
_________________________
Prefeito (a) Municipal
[Carimbo do (a) Prefeito (a)]
No Manual de Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde, publicado pelo Ministério da Saú-
de, encontra-se sugestões para as dimensões do consultório odontológico, CME-Central de Material
e esterilização e outros ambientes. No site abaixo você terá acesso ao Manual.
http://dtr2004.saude.gov.br/dab/docs/publicacoes/geral/manual_estrutura_ubs.pdf
Consultório Odontológico:
• Cadeira odontológica
• Equipo odontológico com pontas
• Refletor
• Unidade auxiliar
• Compressor com válvula de segurança
• Filtro para o compressor
• Filtro para a cadeira
• Mochos
• Amalgamador ou dosador
• Fotopolimerizador
• Aparelho de ultra-som com jato de bicarbonato
• Negatoscópio
24
• Aparelho de RX odontológico (não obrigatório)
• Autoclave (ou uso de equipamento compartilhado pela equipe de saúde da família)
• Câmara escura (caso tenha aparelho de RX).
INSTRUMENTAL ODONTOLOGICO
Alavanca Curva Seldin L (bandeirinha) 2
Avança Curva Seldin R (bandeirinha) 2
Alavanca Reta Seldin nº2 2
Alveolótomo 2
Aplicador de dycal duplo (porta dycal) 6
Bandeja de aço inox 29X1, 5X18cm. 10
Brunidor nº. 29 3
Cabo para Bisturi 3
Cabo para Espelho Bucal 10
Caixa Metálica inox com tampa 32X16X08cm
Cinzel Mono Angulado 2
Condensador de Amálgama nº 2 3
Condensador de Amálgama nº1 3
Cuba Redonda para assepsia
Cureta Alveolar 4
Escavador (colher de dentina) 10
Esculpidor de hollemback 3S 3
Espátula para cimento nº 50 3
Espátula para inserção de resina 6
Extrator de tártaro nº 3 3
Extrator de tártaro nº 33 3
Extrator de tártaro nº 34 3
Fórceps Odontológico adulto nº 150 2
Fórceps Odontológico adulto nº 151 2
Fórceps Odontológico adulto nº 16 2
Fórceps Odontológico adulto nº 17 2
Fórceps Odontológico adulto nº 18 L 2
Fórceps Odontológico adulto nº 18 R 2
Fórceps Odontológico adulto nº 65 2
Fórceps Odontológico adulto nº 69 2
Fórceps Odontológico adulto nº 01 2
Fórceps Odontológico infantil nº 18 D 2
25
Fórceps Odontológico infantil nº 18 L 2
Fórceps Odontológico infantil nº 01 2
Fórceps Odontológico infantil nº 02 2
Fórceps Odontológico infantil nº 16 2
Fórceps Odontológico infantil nº 18 R 2
Lima para Osso Odontológico 1
Martelo Cirúrgico Odontológico 1
Pinça Clínica Odontológica para algodão 6
Pinça Tridente 3
Placa de Vidro 1X14X75cm 2
Porta Agulha Mayo-Hegar 4
Porta Amálgama de plástico 3
Porta Matriz de Ivory 5
Pote de Dappen de vidro 2
Seringa Carpule 8
Sindesmótomo 3
Sonda Exploradora 8
Tambor para Gazes inox 10X10X30cm
Tesoura Cirúrgica Reta 3
I - Promover e/ou participar de reuniões técnicas junto à SES, aos DRS e Coordenadorias
Municipais;
II - Promover e Participar de eventos afins à área de saúde bucal;
III - Orientar e consolidar os processos de planejamento e avaliação regional, bem como as
análises de resultados e impactos;
IV - Estimular a realização do processo de planejamento do sistema de saúde dos municí-
pios, incluindo os investimentos em saúde bucal;
V - Acompanhar e oferecer assesoria técnica para os municípios na implantação/implemen-
tação/reorientação da política municipal de Saúde Bucal de modo a respeitar e integrar as po-
líticas Federais e Estaduais de saúde;
VI - Identificar demandas e especificidades regionais locais de modo a orientar a sua opera-
cionalização em conformidade às políticas nacional e estadual de Saúde;
VII - Identificar situações problema e prioridade de intervenção em saúde bucal.
VIII - Identificar, a partir dos indicadores de qualidade, da análise do perfil epidemiológico,
os riscos à saúde bucal;
26
IX - Propor estratégias de intervenção, metodologias e normas técnicas, conforme as priori-
dades estabelecidas por meio da análise do perfil epidemiológico;
X - selecionar, elaborar, monitorar e dar publicidade aos indicadores de saúde bucal e da
qualidade de vida da população da região, bem como aos indicadores de produtividade e de
qualidade para serviços de saúde, afetos à saúde bucal;
XI - Assessorar a implantação e desenvolvimento da adoção dos indicadores de avaliação
junto aos municípios;
XII - tornar disponíveis as análises e os dados sobre qualidade de vida (que envolvam saúde
bucal), instalações, produção de serviços e outras informações que contribuam para a atuação
inter-governamental, inter-setorial e para o exercício do controle social;
XIII - Assessorar, Monitorar e articular programas e projetos Estaduais;
XIV - Estabelecer junto aos municípios a organização dos fluxos de referência e contra-refe-
rência para o atendimento das demandas por assistência individual à saúde bucal nas redes de
serviços ambulatoriais, de apoios diagnóstico-terapêuticos e hospitalares sediados na região;
XV - Organizar e coordenar a pactuação do sistema de referência da região, em todos os
níveis de complexidade;
XVI - Monitorar os resultados regionais das ações de saúde através da avaliação dos indica-
dores de saúde bucal para melhoria contínua do processo de atenção à saúde.
XVII - Avaliar as ações de saúde bucal realizadas no município, incluindo a prestação de serviços;
XVIII - Avaliar o impacto das ações de saúde bucal na qualidade de vida da população da região;
XIX - Acompanhar, avaliar e monitorar os resultados dos projetos realizados;
XXI - Gerenciar as demandas odontológicas do município, de acordo com as prioridades
definidas a partir das análises do levantamento epidemiológico;
XXII - Promover e divulgar a análise do levantamento epidemiológico, das oportunidades
de vida da população da região e dos riscos à sua saúde bucal;
XXIII - Orientar, normatizar e proporcionar a calibragem de profissionais nas instâncias munici-
pais e estaduais para a realização do Levantamento Epidemiológico em conformidade a OMS;
XXIV - Controlar a aplicação dos recursos estaduais e federais do SUS.
XXV - Apoio Técnico aos Coordenadores Municipais de Saúde Bucal na organização da as-
sistência;
XXVI - Assessorar, acompanhar e opinar no processo de habilitação das ESB no PSF;
XXVII - Assessorar, Acompanhar e articular a rede de apoio à Campanha de Câncer Bucal;
XXVIII - Propor projetos de educação continuada junto aos CGR.
XXIX- Promover, de forma articulada com outras instituições e orientar no processo de de-
senvolvimento dos profissionais da área de saúde (CD, ASB, TSB).
XXX - Desenvolver e transferir tecnologia de gestão da saúde, mediante orientação ao pla-
nejamento e à realização de ações e serviços odontológicos, conforme as necessidades identi-
ficadas na região;
XXXI – Desenvolver e transferir tecnologia da gestão da saúde para os municípios, por meio
da orientação aos processos de planejamento e de gerenciamento da prestação de serviços de
saúde;
XXXII - Orientar e difundir as normas sanitárias para a correta instalação de consultórios
odontológicos nas Unidades de Saúde;
XXXIII- Orientar e participar, de forma articulada com outras instituições, do desenvolvi-
mento do processo de trabalho, envolvendo os profissionais da área de saúde bucal da região.
27
PAPEL E ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR,
INTERLOCUTOR, FACILITADOR, ASSESSOR/ APOIO
TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL* NO ÂMBITO MUNICIPAL.
Esse assessor/apoio técnico deverá ser cirurgião-dentista e ser indicado para compor o orga-
nograma da secretaria municipal de saúde. Necessitará ter uma carga horária compatível com suas
funções e será responsável por apoiar o Gestor Municipal da Saúde quanto a:
1. Defender junto à gestão municipal, junto aos trabalhadores da saúde, em especial a equipe de
saúde bucal, e junto à sociedade através de seus órgãos representativos, em especial os Conselhos
de Saúde, a garantia do direito à saúde bucal como parte integrante da conquista do direito à saúde,
norteado pelos princípios do Sistema Único de Saúde – Universalidade, Equidade e Integralidade
– e pautado pelo Pacto em defesa do SUS.
2. Buscar junto ao gestor municipal e aos entes federativos responsáveis o financiamento míni-
mo necessário às ações e serviços de saúde bucal, bem como os recursos e infraestrutura adequa-
dos para o trabalho em saúde bucal.
5. Articular junto à gestão, dentro do PCCS – plano de cargos, carreiras e salários – do município
estratégias para estimular o trabalho da equipe de saúde bucal, pautado no planejamento em saú-
de e no olhar epidemiológico e sanitário.
6. Atuar como apoio matricial interna e externamente aos serviços de saúde, buscando o traba-
lho multidisciplinar e intersetorial para o desenvolvimento das ações de saúde bucal.
7. Acompanhar e discutir junto com a equipe de saúde bucal o perfil epidemiológico e demo-
gráfico da população, com atenção especial aos indicadores específicos da área, buscando a melho-
ria da saúde e da qualidade de vida da população.
8. Elaborar junto à equipe de saúde bucal nos diversos níveis de complexidade da rede muni-
cipal de saúde ações que busquem a organização do fluxo assistencial em saúde bucal, visando a
garantia do acesso integral e equânime e o aumento da resolutividade dos serviços, pautado na
elaboração de protocolos de acesso clínicos assistenciais e orientado pelas políticas nacional e es-
tadual de saúde bucal.
28
9. Participar das reuniões de Câmara Técnica e do Colegiado de Gestão Regional (CGR), quando
houver tema pertinente à área de atuação.
10. Apoiar a Secretaria Municipal de Saúde na elaboração do Plano Municipal de Saúde, da Pro-
gramação Anual de Saúde, do Relatório Anual de Gestão, da Programação Pactuada e Integrada de
Atenção à Saúde, do Plano Diretor Regional, do Plano Diretor de Investimentos, do Termo de Com-
promisso de Gestão e na pactuação dos indicadores de avaliação.
11. Avaliar e reorientar, se necessário, as ações de saúde bucal na atenção básica, elaborando e
implantando programas educativos e preventivos, buscando ampliar a cobertura populacional nas
diferentes faixas etárias, de forma a universalizar a atenção, à luz da Política Nacional para a Atenção
Básica e outras proposições da SES e do município.
12. Buscar a inserção transversal da saúde bucal nos demais programas de saúde desenvolvidos
na SMS, objetivando uma atuação interdisciplinar.
13. Orientar o Gestor Municipal de Saúde naquilo que for necessário e pertinente à área de
Saúde Bucal como, por exemplo: na aquisição de materiais odontológicos, realizando listagem pa-
dronizada; na realização de concursos e processos de seleção para contratação de Cirurgiões-Den-
tistas, Auxiliares de Saúde Bucal, Técnicos em Saúde Bucal e outros; na substituição e ampliação de
equipamentos e instrumentais dentre outras ações pertinentes.
14. Planejar e realizar no inicio de cada ano cíclico (4 anos) o levantamento epidemiológico da
Cárie Dentária, Doença Periodontal, Tecidos Moles e Mal oclusões.
15. Orientar o planejamento ou planejar as ações coletivas em Saúde Bucal na Atenção Básica,
elaborando e encaminhando aos DRS - SES – Departamentos Regionais de Saúde – os anexos II
e III dos procedimentos Planejados e Executados (Resolução SES SS 159 de 23 de maio de 2007),
assim como o levantamento dos espaços sociais existentes no município, com vistas a observação
dos índices de cobertura obtidos no município, levando-se em conta os recursos humanos e físicos
disponíveis. Quando for o caso, subsidiar o Agente Comunitário de Saúde e demais profissionais da
Equipe de Saúde da Família com essas informações.
16. Elaborar e/ou avaliar os projetos de inserção da Saúde Bucal na ESF – Equipes de Saúde da
Família, seja para equipes iniciantes, seja para as de complementação.
17. Apoiar e articular a inserção do Cirurgião Dentista e equipe de Saúde Bucal no trabalho con-
junto com a Equipe de Saúde da Família.
18. Agir intersetorialmente favorecendo as parcerias com os vários segmentos sociais e profissio-
nais existentes, como as autoridades educacionais, instituições filantrópicas, organizações da comuni-
dade e as entidades odontológicas, buscando unir esforços para o trabalho participativo e integrado.
19. Atuar junto à Vigilância Sanitária buscando a concretização das ações do Pró-Água, princi-
palmente nas questões implicadas no heterocontrole da fluoretação das águas do sistema público
de abastecimento.
Para tanto, o assessor/apoio técnico* em saúde bucal deverá ter do Gestor Municipal de Saúde
autonomia para:
1. Participar das reuniões técnicas convocadas pela equipe de saúde bucal do DRS com a finali-
29
dade de repasse de informações oriundas da SES – Grupo Técnico de Saúde Bucal.
2. Participar das reuniões do Colegiado de Gestão Regional (CGR) e das Câmaras Técnicas, quan-
do houver tema pertinente à área de atuação.
6. Atender o convite para participar de reuniões técnicas junto à Equipe de interlocução de Saú-
de Bucal do DRS, do COSEMS ou junto à SES – São Paulo.
* Coordenador de Saúde Bucal, Interlocutor de Saúde Bucal, Facilitador de Saúde Bucal e Assessor de Saúde Bucal e Apoio Técnico
em Saúde Bucal são algumas das denominações usuais informais desse profissional, dependendo do organograma da Secretaria Municipal de Saúde.
30
IX - promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle social;
X - identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações interse-
toriais com a equipe, sob coordenação da SMS;
XI - garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação
na Atenção Básica;
XII - participar das atividades de educação permanente; e.
XIII - realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais.
31
ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS AO AUXILIAR EM SAÚDE
BUCAL (ASB)
I - realizar ações de promoção e prevenção em saúde bucal para as famílias, grupos e indivíduos,
mediante planejamento local e protocolos de atenção à saúde;
II - proceder à desinfecção e à esterilização de materiais e instrumentos utilizados;
III - preparar e organizar instrumental e materiais necessários;
IV - instrumentalizar e auxiliar o cirurgião dentista e/ou o TSB nos procedimentos clínicos;
V - cuidar da manutenção e conservação dos equipamentos odontológicos;
VI - organizar a agenda clínica;
VII - acompanhar, apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais mem-
bros da equipe de saúde da família, buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma mul-
tidisciplinar; e
VIII - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.
O PRESIDENTE DA REPÙBLICA
32
IV - ensinar técnicas de higiene bucal e realizar a prevenção das doenças bucais por meio da
aplicação tópica do flúor, conforme orientação do cirurgião-dentista;
V - fazer a remoção do biofilme, de acordo com a indicação técnica definida pelo cirurgião-dentista;
VI - supervisionar, sob delegação do cirurgião-dentista, o trabalho dos auxiliares de saúde bucal;
VII - realizar fotografias e tomadas de uso odontológicos exclusivamente em consultórios ou
clínicas odontológicas;
VIII - inserir e distribuir no preparo cavitário materiais odontológicos na restauração dentária
direta, vedado o uso de materiais e instrumentos não indicados pelo cirurgião-dentista;
IX - proceder à limpeza e à anti-sepsia do campo operatório, antes e após atos cirúrgicos, inclu-
sive em ambientes hospitalares;
X - remover suturas;
XI - aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, manuseio e descarte de produtos e
resíduos odontológicos;
XII - realizar isolamento do campo operatório;
XIII - exercer todas as competências no âmbito hospitalar, bem como instrumentar o cirurgião-
dentista em ambientes clínicos e hospitalares.
§ 1º Dada a sua formação, o Técnico em Saúde Bucal é credenciado a compor a equipe de saúde,
desenvolver atividades auxiliares em Odontologia e colaborar em pesquisas.
§ 2º (VETADO)
Art. 6º É vedado ao Técnico em Saúde Bucal:
I - exercer a atividade de forma autônoma;
II - prestar assistência direta ou indireta ao paciente, sem a indispensável supervisão do cirur-
gião-dentista;
III - realizar, na cavidade bucal do paciente, procedimentos não discriminados no art. 5º desta
Lei; e
IV - fazer propaganda de seus serviços, exceto em revistas, jornais e folhetos especializados da
área odontológica.
Art. 7º (VETADO)
Art. 8º (VETADO)
Parágrafo único. A supervisão direta se dará em todas as atividades clínicas, podendo as ativida-
des extraclínicas ter supervisão indireta.
Art. 9º Compete ao Auxiliar em Saúde Bucal, sempre sob a supervisão do cirurgião-dentista ou
do Técnico em Saúde Bucal:
I - organizar e executar atividades de higiene bucal;
II - processar filme radiográfico;
III - preparar o paciente para o atendimento;
IV - auxiliar e instrumentar os profissionais nas intervenções clínicas, inclusive em ambientes
hospitalares;
V - manipular materiais de uso odontológico;
VI - selecionar moldeiras;
VII - preparar modelos em gesso;
VIII - registrar dados e participar da análise das informações relacionadas ao controle adminis-
trativo em saúde bucal;
IX - executar limpeza, assepsia, desinfeção e esterilização do instrumental, equipamentos odon-
tológicos e do ambiente de trabalho;
X - realizar o acolhimento do paciente nos serviços de saúde bucal;
XI - aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, transporte, manuseio e descarte de
produtos e resíduos odontológicos;
XII - desenvolver ações de promoção da saúde e prevenção de riscos ambientais e sanitários;
XIII - realizar em equipe levantamento de necessidades em saúde bucal; e
33
XIV - adotar medidas de biossegurança visando ao controle de infecção.
Art. 10. É vedado ao Auxiliar em Saúde Bucal:
I - exercer a atividade de forma autônoma;
II - prestar assistência, direta ou indiretamente, a paciente, sem a indispensável supervisão do
cirurgião-dentista ou do Técnico em Saúde Bucal;
III - realizar, na cavidade bucal do paciente, procedimentos não discriminados no art. 9º desta Lei; e
IV - fazer propaganda de seus serviços, mesmo em revistas, jornais ou folhetos especializados
da área odontológica.
Art. 11. O cirurgião-dentista que, tendo Técnico em Saúde Bucal ou Auxiliar em Saúde Bucal sob
sua supervisão e responsabilidade, permitir que esses, sob qualquer forma, extrapolem suas fun-
ções específicas responderá perante os Conselhos Regionais de Odontologia, conforme a legislação
em vigor.
Art. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de dezembro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.
I - desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população ads-
trita à UBS, considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento
de indivíduos e grupos sociais ou coletividade;
II - trabalhar com adstrição de famílias em base geográfica definida, a micro área;
III - estar em contato permanente com as famílias desenvolvendo ações educativas, visando
à promoção da saúde e a prevenção das doenças, de acordo com o planejamento da equipe;
IV - cadastrar todas as pessoas de seu micro área e manter os cadastros atualizados;
V - orientar famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis;
VI - desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e de agravos,
e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e
coletivas nos domicílios e na comunidade, mantendo a equipe informada, principalmente a
respeito daquelas em situação de risco;
VII - acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob sua res-
ponsabilidade, de acordo com as necessidades definidas pela equipe; e.
VIII - cumprir com as atribuições atualmente definidas para os ACS em relação à prevenção e
ao controle da malária e da dengue, conforme a Portaria nº. 44/GM, de 03 de janeiro de 2002.
Nota: É permitido ao ACS desenvolver atividades nas unidades básicas de saúde, desde que
vinculadas às atribuições acima.
*Fontes: Portarias GM/648 de 28 de Março de 2006.
34
INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA O COORDENADOR
DE SAÚDE BUCAL
Ø A Equipe Saúde da Família/Saúde Bucal deve ser responsável por um máximo de 4.000 habitan-
tes, sendo recomendado uma média de 3.000 habitantes, com trabalho integrado a uma ou duas ESF.
Ø Os procedimentos de Saúde Bucal devem ser alimentados através do BPA (Boletim de Pro-
dução Ambulatorial) no SIA (Sistema de Informação Ambulatorial)
Ø No SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica) as ações registradas pela Saúde Bucal
na Ficha D e PMA2 são os seguintes: procedimentos coletivos, atividade educativa em grupo e visi-
tas domiciliares.
*Fonte: Caderno 17 AB/SG/MS
Ø O aparelho de Raios-X Odontológico intra-oral pode ser instalado em sala própria com
paredes baritadas ou no próprio consultório, desde que a equipe possa manter-se, no mínimo, a
dois (2) metros de distância do cabeçote e do paciente, no momento da utilização.
35
tos odontológicos para as Equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família.
Ø A Portaria Nº 2.376, de outubro de 2009, define os recursos financeiros destinados ao custeio dos
Centros de Especialidades Odontológicas.
Ø A Portaria Nº 335, de outubro de 2009, O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atri-
buições, Considerando as Portarias nº 599/GM e nº 600/GM, de 23 de março de 2006, que estabelecem
critérios de credenciamento/habilitação dos serviços especializados Centros de Especialidades Odonto-
lógicas - CEO Tipo 1, CEO Tipo 2, CEO Tipo 3.
36
MODELO DE FICHA CLINICA ODONTOLÓGICA:
37
38
39
PROCEDIMENTOS BÁSICOS EM SAÚDE BUCAL - SIA SUS
Procedimentos Básicos
0101020015 ACAO COLETIVA DE APLICACAO TOPICA DE FLUOR GEL
0101020023 ACAO COLETIVA DE BOCHECHO FLUORADO
0101020031 ACAO COLETIVA DE ESCOVACAO DENTAL SUPERVISIONADA
0101020040 ACAO COLETIVA DE EXAME BUCAL C/ FINALIDADE EPIDEMIOLOGICA
0307020010 ACESSO A POLPA DENTARIA E MEDICACAO (POR DENTE)
0101020058 APLICACAO DE CARIOSTATICO (POR DENTE)
0101020066 APLICACAO DE SELANTE (POR DENTE)
0101020074 APLICACAO TOPICA DE FLUOR (INDIVIDUAL POR SESSAO)
0307010015 CAPEAMENTO PULPAR
0307020029 CURATIVO DE DEMORA C/ OU S/ PREPARO BIOMECANICO
0101020082 EVIDENCIACAO DE PLACA BACTERIANA
0414020120 EXODONTIA DE DENTE DECIDUO
0414020138 EXODONTIA DE DENTE PERMANENTE
0307040038 INSTALACAO E ADAPTACAO DE PROTESE DENTARIA
0307040070 MOLDAGEM DENTO-GENGIVAL P/ CONSTRUCAO DE PROTESE DENTARIA
0301010153 PRIMEIRA CONSULTA ODONTOLOGICA PROGRAMATICA
0701070129 PROTESE TOTAL MANDIBULAR
0701070137 PROTESE TOTAL MAXILAR
0307020070 PULPOTOMIA DENTARIA
0307030016 RASPAGEM ALISAMENTO E POLIMENTO SUPRAGENGIVAIS (POR SEXTANTE)
0307030024 RASPAGEM ALISAMENTO SUBGENGIVAIS (POR SEXTANTE)
0307040089 REEMBASAMENTO E CONSERTO DE PROTESE DENTARIA
0307010023 RESTAURACAO DE DENTE DECIDUO
0307010031 RESTAURACAO DE DENTE PERMANENTE ANTERIOR
0307010040 RESTAURACAO DE DENTE PERMANENTE POSTERIOR
0101020090 SELAMENTO PROVISORIO DE CAVIDADE DENTARIA
0414020383 TRATAMENTO DE ALVEOLITE
0414020405 ULOTOMIA/ULECTOMIA
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223232-CIRURGIÃO DENTISTA - ODONTOLOGISTA LEGAL
223236-CIRURGIÃO DENTISTA - ODONTOPEDIATRA
223240-CIRURGIÃO DENTISTA - ORTOPEDISTA E ORTODONTISTA
223244-CIRURGIÃO DENTISTA - PATOLOGISTA BUCAL
223248-CIRURGIÃO DENTISTA - PERIODONTISTA
223252-CIRURGIÃO DENTISTA - PROTESIÓLOGO BUCOMAXILOFACIAL
223256-CIRURGIÃO DENTISTA - PROTESISTA
223260-CIRURGIÃO DENTISTA - RADIOLOGISTA
223264-CIRURGIÃO DENTISTA - REABILITADOR ORAL
223268-CIRURGIÃO DENTISTA - TRAUMATOLOGISTA BUCOMAXILOFACIAL
223272-CIRURGIÃO DENTISTA DE SAÚDE COLETIVA
3224-TÉCNICO DE PRÓTESE DENTÁRIA
3224-20-AUXILIAR DE PRÓTESE DENTÁRIA
3224-F2-ASB SAÚDE DA FAMILIA
3224-F1-TSB SAÚDE DA FAMILIA
322405-TSB ATENÇÃO BÁSICA
322415-ASB ATENÇÃO BASICA
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solução CIB e solicita Coordenação de Cadastro e Credenciamento de Serviço de Saúde a abertura
da FPO. No entanto, a solicitação do código do CNES, cadastramento da unidade e alimentação
dos Sistemas de Informação ficam a cargo do município.
7- Caso o município solicite o Adiantamento de Recursos Financeiros ao Ministério da Saúde, con-
forme Portaria nº. 283/GM de 22 de fevereiro de 2005, o mesmo deverá comunicar oficialmente à
Área Técnica de Saúde Bucal da SES;
8- Após a data da Ordem Bancária do repasse Fundo (FNS) a Fundo (FMS), a Área Técnica de Saúde
Bucal da SES, fará a primeira visita técnica ao local de funcionamento do CEO, que emitirá um
Parecer Inicial.
9- Cumprido o prazo de 90 dias para instalação de equipamentos e inauguração, conforme o Inciso
IV do Art.2º da Portaria nº283/GM de 22 de fevereiro de 2005, a Área Técnica de Saúde Bucal da SES
fará a segunda visita técnica ao local, emitindo o Parecer Final; e o município solicitará a visita da
Vigilância Sanitária que emitirá o Alvará de Funcionamento (enviar cópia para a Área Técnica de
Saúde Bucal da SES).
1. IDENTIFICAÇÃO DO MUNICIPIO:
MUNICÍPIO: ___________________________________POPULAÇÃO:______________________
CÓDIGO IBGE:______________________
2. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE:
NOME:____________________________________________________________________________
NATUREZA JURÍDICA:_____________________________________________________________
ENDEREÇO:_______________________________________________________________________
TEL:______________________________________
42
O MUNICÍPIO DEVE SER REFERÊNCIA PARA ELE MESMO, REGIÃO OU MICRORREGIÃO DE SAÚDE DE
ACORDO COM O PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO
ESPECIALIDADES OFERTADAS:
( ) DIAGNÓSTICO BUCAL
( ) PERIODONTIA ESPECIALIZADA
( ) ENDODONTIA
( ) OUTRAS:
3. RECURSOS HUMANOS:
43
TÉCNICO EM PRÓTESE DENTÁRIA CRO CARGA HORÁRIA
4. RECURSOS FÍSICOS
44
5. EQUIPAMENTOS
EQUIPAMENTOS QUANTIDADE
EQUIPO ODONTOLÓGICO
RAIOS X
CANETA DE ALTA ROTAÇÃO
CANETA DE BAIXA ROTAÇÃO
AMALGAMADOR
FOTOPOLIMERIZADOR
COMPRESSOR: CAPACIDADE:
EQUIPAMENTO QUANTIDADE
FORNO:
CENTRÍFUGA
MAÇARICO
MOTOR DE CHICOTE
PRENSA
CORTADOR DE GESSO
TORNO ELÉTRICO
MUFLA
COMPRESSOR CAPACIDADE:
APARELHO MICROONDAS
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6. ADEQUAÇÃO VISUAL
Observação:______________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
LOCAL____________________________________ DATA____/_____/______
_____________________________________ ________________________
RESPONSÁVEL PELO PREENCHIMENTO ASSINATURA DO GESTOR
NOME: NOME:
CARGO/FUNÇÃO: CARGO/FUNÇÃO:
ANEXO I (SB no PSF)
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SAÚDE BUCAL
Equipe Categoria Nome do profissional Carga horária
Centro de Especialidades Odontológicas
Roteiro de Supervisão
A - IDENTIFICAÇÃO
Município: ______________________________Regional de Saúde: __________________________
Referência Populacional: _____________________________________________________________
CEO (Nome): ______________________________________________________________________
Gestor Municipal de Saúde: __________________________________________________________
Coordenador CEO: __________________________________________________________________
Endereço CEO: _______________________________________________CEP: __________________
Fone/Fax__ _________________E-mail: ________________________________________________
Portaria Habilitação: ________________________________________________________________
Modalidade: ( ) CEO I ( ) CEO II ( ) CEO III
Banco: _______________Agência: ______________Nº. Conta Corrente: _________________Nº.
CNES: _________________________.
Situação Imóvel: ( ) Próprio ( ) Alugado ( ) anexo a Unidade Saúde ( ) Isolado
Alvará Sanitário: Nº_________________ Expedido: ____________________ Validade: ___________
______ Prazo: ______________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
__________________________________________________
DATA DA VISITA:
Obs: manter atualizado o conhecimento das portarias que versam sobre o item: HABILITAÇÃO DE
CENTRO ODONTOLÓGICO ESPECIALIZADO E/OU LABORATÓRIO REGIONAL DE PRÓTESE DENTÁRIA
47
PROCEDIMENTOS ESPECIALIZADOS EM SAÚDE BUCAL
- SIA SUS
CÓDIGOS DOS PROCEDIMENTOS ESPECIALIZADOS EM SAÚDE BUCAL SIA-SUS
0414020014 ALVEOLOTOMIA / ALVEOLECTOMIA (POR ARCO DENTARIO)
0701070013 APARELHO FIXO BILATERAL P/ FECHAMENTO DE DIASTEMA
0701080019 APARELHO ORTODONTICO EM ANOMALIAS CRANIO-FACIAIS
0701070021 APARELHO ORTODONTICO REMOVIVEL
0701070030 APARELHO P/ BLOQUEIO MAXILO-MANDIBULAR
0414020022 APICECTOMIA C/ OU S/ OBTURACAO RETROGRADA
0414020022 APICECTOMIA C/ OU S/ OBTURACAO RETROGRADA
0414020030 APROFUNDAMENTO DE VESTIBULO ORAL (POR SEXTANTE)
0702020010 AUTOMOBILIZADOR
0307040011 COLOCACAO DE PLACA DE MORDIDA
0414010019 CONTENCAO DE DENTES POR SPLINTAGEM
0701070048 COROA DE ACO E POLICARBOXILATO
0701070056 COROA PROVISORIA
0404020038 CORRECAO CIRURGICA DE FISTULA ORO-NASAL / ORO-SINUSAL
0414020049 CORRECAO DE BRIDAS MUSCULARES
0414020057 CORRECAO DE IRREGULARIDADES DE REBORDO ALVEOLAR
0414020065 CORRECAO DE TUBEROSIDADE DO MAXILAR
0307020029 CURATIVO DE DEMORA C/ OU S/ PREPARO BIOMECANICO
0414020073 CURETAGEM PERIAPICAL
0414020081 ENXERTO GENGIVAL
0414020090 ENXERTO OSSEO DE AREA DOADORA INTRABUCAL
0414020103 EXCISAO DE CALCULO DE GLANDULA SALIVAR
0414020111 EXCISAO DE GLANDULA SUBMANDIBULAR / SUBMAXILAR / SUBLINGUAL
0404020089 EXCISAO DE RANULA OU FENOMENO DE RETENCAO SALIVAR
0414020146 EXODONTIA MULTIPLA C/ ALVEOLOPLASTIA POR SEXTANTE
0414020154 GENGIVECTOMIA (POR SEXTANTE)
0414020162 GENGIVOPLASTIA (POR SEXTANTE)
0414020170 GLOSSORRAFIA
0702020028 GOTEIRAS DENTAIS
0702020036 GUIA SAGITAL
0414020189 IMPLANTE DENTARIO OSTEOINTEGRADO EM PACIENTE C/ ANOMALIAS CRANIO-FACIAIS
0414020197 IMPLANTE OSTEOINTEGRADO EXTRA-ORAL BUCO-MAXILO-FACIAL
0307040020 INSTALACAO DE APARELHO/PROTESE EM PACIENTES COM ANOMALIAS CRANIO
0307040038 INSTALACAO E ADAPTACAO DE PROTESE DENTARIA
0701070064 MANTENEDOR DE ESPACO
0307040046 MANUTENCAO / CONSERTO DE APARELHOS ORTODONTICOS
0307040054 MANUTENCAO DE APARELHO ORTODONTICO EM PACIENTES C/ ANOMALIAS CRANIOA.
0307040062 MANUTENCAO PERIODICA DE PROTESE BUCO-MAXILO-FACIAL
0414020200 MARSUPIALIZACAO DE CISTOS E PSEUDOCISTOS
0307040070 MOLDAGEM DENTO-GENGIVAL P/ CONSTRUCAO DE PROTESE DENTARIA
0307020037 OBTURACAO DE DENTE DECIDUO
0307020045 OBTURACAO EM DENTE PERMANENTE BIRRADICULAR
0307020053 OBTURACAO EM DENTE PERMANENTE C/ TRES OU MAIS RAIZES
0307020061 OBTURACAO EM DENTE PERMANENTE UNIRRADICULAR
0414020219 ODONTOSECCAO / RADILECTOMIA / TUNELIZACAO
0702020044 PLACA DE CONTENCAO 48
0701070072 PLACA OCLUSAL
0701070080 PLANO INCLINADO
BIBLIOGRAFIA
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cia Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde, 2006.
Exposição ocupacional a material biológico – hepatite e HIV: Manual de condutas, Ministério
da Saúde, 1999.
Manual de prevenção e controle de riscos em serviços odontológicos, Ministério da
Saúde/ANVISA, 2006.
Controle de infecções e a prática odontológica em tempos de AIDS: Manual de condutas, Ministé-
rio da Saúde, 2000.
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COMO ACESSAR O CADERNO 17 ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE BUCAL:
http://dtr2004.saude.gov.br/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad17.pdf
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