O Desafio Da Igreja Adventista Do Sétimo Dia
O Desafio Da Igreja Adventista Do Sétimo Dia
O Desafio Da Igreja Adventista Do Sétimo Dia
A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma instituição que diz que é a única representação remanescente de Deus no
tempo presente e que a Grande Babilônia é, no entender da denominação, a Igreja Católica Romana com suas “filhas”,
as denominações protestantes e evangélicas que guardam o dia de Domingo e não o Sábado.
A questão em foco é a seguinte:
a) Se o que os adventistas do sétimo dia dizem é verdade, então todos os evangélicos do planeta estão numa má
situação e devem ouvir a mensagem adventista e atender ao mandado divino que diz: “Sai dela povo meu”2 –
pois é mais do que claro, no discurso denominacional e evangelístico (proselitista) adventista, que não é possível
ser membro do povo remanescente de Deus se a pessoa não comungar com seus credos e acatar os escritos de
Ellen G. White como sendo tão inspirados quanto a Bíblia – embora seus dirigentes tentem esconder este fato da
população, vou provar aqui que esta é a verdade básica dos fundamentos adventistas;
b) Se os adventistas estiverem errados, então, dez milhões de adeptos são dez milhões de enganados, alicerçados
em uma ilusória montagem doutrinária que, depois de movimentar milhões e milhões de dólares, não pode mais
recuar humildemente e admitir que errou, pois isto seria uma traição para com toda a sua trajetória de tradição
histórica e mais ainda, uma confissão de arrogância diabólica.
Como o meu título enseja, eu pretendo demonstrar que a segunda opção é a correta! No entanto, deixo claro e nítido
que, concordo com algumas doutrinas adventistas do sétimo dia.
Há algumas doutrinas que são evidentemente comuns à toda a cristandade, entre as quais figuram as que têm que
ver com a Unidade da Família, a Importância da Educação para a Saúde, Mordomia Cristã, dentre outras.
Espero não discutir o engano adventista de modo entediante, como num livro de apologética enjoativo, que só se
preocupa com textos de certo e errado.
Há, como eu disse, dez milhões de vidas envolvidas neste nosso assunto, além de simpatizantes, há mais de cento
e cinqüenta anos de história em todos os continentes da orbe terrestre, e os adventistas não são um grupo de índios
canibais.
Falamos aqui de pessoas, de emoções fortes, de argumentos, de luta para conquistar um espaço denominacional,
de trabalho duro para edificar capelas e escolas, de gerações de crianças criadas numa família que não usa drogas e faz
campanha pelo bem da saúde das pessoas.
É importante frisar que há milhares de missionários que, mesmo havendo sido iludidos (no meu entedimento), são,
como todos nós, objeto do amor de Deus e devem ser tratados como pessoas com uma intenção positiva de servir ao
Senhor e que, por isto mesmo, devem ser alcançadas com a verdade que só pode ser verdadeira se estiver permeada
com o amor de Deus.
Livros e textos de apologética que usam expressões do tipo “agressivas e irritadiças” são incapazes de gerar
conversão, mas podem possibilitar revolta e inimizade. Não devemos esquecer jamais que Deus odeia o pecado, mas
ama plenamente o pecador e quer salvá-lo. Para que serve um livro de apologética se não for para iluminar as vidas das
pessoas que examinam seu conteúdo? Tenho visto muitos textos de apologética anti-adventista que podem ter
argumentos muito fortes para “provar” que esta ou aquela interpretação adventista está errada, mas são tão agressivos
que causam aborrecimento em quem lê.
Na minha Bíblia está escrito:
1
Marcos 9:38-40
2
Apocalipse 18:4 (no entendimento escatológico adventista, este chamamento é sua prerrogativa no tempo presente).
3
quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de
sabedoria. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem
mintais contra a verdade. Essa não é sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque
onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. Mas a sabedoria que vem do alto é
primeirramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia, e de bons frutos, sem
parcialidade, e sem hipocrisia.3
Temos que ter, no mínimo, um pouco de misericórdia para com todas as pessoas que estão enganadas.
Compreendo que esta não é a posição deles para com os evangélicos, pelo contrário, os adventistas são decididamente
sectaristas, proselitistas e e muitos aspectos semelhantes a muitas organizações fanáticas de esquerda nada
moderados.
Mas, se me permitem os colegas de ministério do mundo evangélico, não vejo porque devemos ser hostis aos que
nos são hostis, visto ser manifesto que devemos “orar pelos que nos perseguem”. Se nossa missão é salvar pecadores
para o Reino de Deus, porque consideraríamos os adventistas de forma diferenciada, como se fossem sem solução
divina?
Não sou um fanático religioso que só fala de adventismo, sou um pesquisador de doutrinas e dos impactos que as
mesmas impõem na qualidade de vida das pessoas e, sob o ponto de vista clínico, porque sou um profissional de saúde,
o estilo de vida adventista é muito superior ao de todas as demais denominações em muitas localidades em nossa
época. Isto é uma virtude e deve ser dita também.
Não podemos simplesmente atacar uma comunidade porque ela tem erros doutrinários e esquecer que, se existem
coisas boas, devemos testificar delas também, com imparcialidade, pois somente a verdade (neste caso) dos fatos nos
importam.
Quem há de dizer que o ensino adventista promove o divórcio ou a bigamia? Quem há de dizer que os adventistas
ensinam que devemos viver como mundanos e nas orgias? Quem há de dizer que os adventistas não são pessoas de
bem, cumpridoras dos deveres sociais como uma denominação mundial? Eles são “gente boa”. Não são criminosos
como os membros do talibã!
Mas, como disse João: “nenhuma mentira vem da verdade”4. Paulo expõe que “Deus é verdadeiro, mas o homem é
mentiroso”5. Cristo mesmo disse que a mentira procede de Satanás6, e em Provérbios lemos: “os lábios mentirosos são
abomináveis ao Senhor”7. Por esta razão, creio eu, este meu texto tem uma missão, a missão de procurar iluminar os
adventistas que estão enganados.
Mas, se porventura os adventistas puderem demonstrar que o errado sou eu, em meus argumentos, então este será
O Desafio da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Não serei eu quem terá que provar que a posição adventista é correta
mas seus apologetas é que terão que demonstrar que a minha está errada. E por que terão que fazer isto? Por que eu
os desafio para uma disputa? Não! Eu acho que temos algo melhor para fazer do que ficar em disputas cheias de
orgulho, em defesa de argumentos que visam provar “quem é grande em conhecimento”.
Terão que explicar onde está meu erro, porque fazê-lo é essencial para a compreensão da verdade que salva a
mente do caminho de Satanás e, por esta razão, eles têm o mesmo compromisso que eu tenho. Se estou errado,
iluminem-me a alma para que eu também me converta e seja salvo.
Quanto ao direito de expor o que aqui vou apresentar, uso a Constituição Federal Brasileira para definir o que este
livro significa: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença”8
3
Tiago 3:13-17
4
1.º João 2:21
5
Romanos 3:4
6
João 8:44
7
Provérbios 12:22
8
Constituição Federal Brasileira de 1988, Art. 5.º inciso IX
4
Os adventistas usam este direito para publicarem livros como “O Grande Conflito” de Ellen G. White, com a intenção
de “denunciar toda a cristandade” e, creio eu, não será muito suportarem que alguém use este mesmo expediente para
“analisar uma série de descobertas que fez”.
Ao tratarmos de todo este assunto, teremos que situar o leitor não adventista no contexto escatológico que eles
adotaram como sendo “raios de luz vindas do Trono de Deus”. Assim, a avaliação poderá ser feita de modo satisfatório
por uma pessoa que está passando por um primeiro contato com a doutrina adventista.
Um excepcional destaque é evidentemente dado ao trabalho de Ellen G. White. Não dá para falar de adventismo
sem falar nesta mulher. Ela é a alma do adventismo assim como Maria é a alma do catolicismo romano. É difícil saber
qual das duas teria maior influência sobre suas comunidades. Como fui membro das duas, me atrevo a dizer que Ellen
G. White é mais influente. O povo adventista obedece seus escritos com um vigor discipulatório impressionante; mas,
diga-se de passagem, só naquilo que interessa aos avanços da imagem denominacional, ao passo que os católicos
fazem de Maria um mito e um símbolo de “não sabem bem o quê”9, pois as definições bíblicas que usam para identificá-
la são muito pequenas para estabelecer-se o que preconizam em disciplinas tais como Mariologia10.
Há no adventismo pessoas que são chamadas de “reformadoras” ou “reformistas”. São aficcionados em Ellen G.
White. Toda a construção de sua teologia depende de uma errônea interpretação, mais baseada na tradição adventista,
do que na exegese textual.
Refiro-me a Isaías 8:20 que diz: “A Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes
raiará a alva!”. Tal texto é apoteótico entre estes reformistas! Os adventistas vivem sobre esta perspectiva: A Lei é a
Bíblia e o Testemunho são os escritos whiteanos. Fora disto é o Diabo! O que significa que todas as demais
comunidades protestantes são diabólicas! E, os que acham que estou exagerando, ficarão chocados com as provas
textuais, de literatura oficial e circulante no mundo adventista que afirmam taxativamente isto. Não cometeria eu a ignóbil
idiotice de afirmar aqui o que afirmo e desafiar o adventismo sem apresentar provas contundentes!
A pessoa de Ellen G. White, que representa (na interpretação deles) o chamado Espírito de Profecia, é envolta na
aura que normalmente se envolve toda personalidade que é “canonizada”, isto é, ela é apresentada como uma esposa
exemplar, mãe amorosa, pessoa que cuidava dos pobres, atendente de crianças órfãs, batalhadora pela causa
adventista e acima de tudo, uma aplicada “profetisa, mensageira e pastora”.
Ela é vista como iluminada por Deus nas horas de crises da denominação e a riqueza mundial da entidade é
certamente devido ao trabalho de “marketing pesado” em torno da imagem dela. A maior força adventista no mundo está
no trabalho dedicado de seus colportores, que são vendedores especializados de livros denominacionais e que
representam um mercado de bilhões de dólares ao ano.
Todavia, tudo isto nada prova em relação à legitimidade da denominação como sendo o povo de Deus, pois, Ellen G.
White ganhou vantagens pessoais elevadíssimas, que compensaram o esforço; era prestigiada, obedecida mesmo pelos
homens do Ministério Pastoral, que não ousavam contrariar-lhe11 as sentenças. Ganhou milhões de dólares com direitos
autorais, viveu muito bem depois que foi proclamada o “espírito profecia” do tempo presente.
E não exagero em chamá-la de “sacerdotisa”, pois, pintam-lhe uma nítida imagem de “mensageira-mediadora” entre
o que Deus tem revelado para o tempo presente e a vida da comunidade adventista.
Embora seus líderes o neguem publicamente, desafio os mesmos adventistas a publicarem na primeira página de
todos os Jornais do Mundo de grande prestígio a seguinte notícia: “Ellen Gould White não ensinou nossos fundamentos
de fé e pode ter cometido erros doutrinários!”
É claro que esta declaração nunca há de ser feita!
A realidade nos bastidores da denominação é a de que ela não pode ter errado, porque ela era uma profetisa e
mensageira do Senhor na avaliação deles! Ela não pode ter errado na avaliação deles, porque o Espírito Santo não pode
ser espírito de mentira e de confusão doutrinária e dela é dito que trata-se do Espírito de Profecia e segundo Isaías 8:20,
se não falarmos segundo esta palavra, jamais poderemos ser salvos (ver a alva!).
9
Maria, em nosso entender é uma fonte extraordinária de lucro e de manipulação de massa por parte da Cúria Católica.
Não há nela escritos, teologia ou ensinamentos proféticos, já no whitismo há uma riquíssima fonte de pesquisas.
Algumas edificantes e outras não, elaboradas pela Sra. White.
10
Mas deixemos o Catolicismo Romano de lado aqui, ele não é o alvo de nossas considerações.
11
Quando homens de liderança contrariaram Ellen G. White eram discriminados e se hoje um adventista colocá-la em
dúvida é disciplinado ou expulso da comunidade, por não crer no chamado “espírito de profecia”.
5
O desafio que apresentarei é relacionado aos pontos fundamentais da doutrina adventista. É uma análise que visa
demonstrar que esta denominação está fora da verdade do Evangelho em muitos aspectos. E farei isto com provas e
evidências. Mas, não sou favorável a um tipo de “caça às bruxas” – entendo que estamos tratando aqui de crenças e
cada um, no dizer de Paulo deve fazer o seguinte:
A crítica pesada que exerço pode ser encarada por quem lê, de duas formas:
a) O que tudo isto me ensina? Como posso auto-avaliar-me em todo este processo? Como posso tornar-me mais
leal e fiel ao meu Salvador e Senhor?; ou,
b) Tornar o leitor um crítico pelo simples prazer (que alguns sentem) de ficar discutindo apologética.
Este segundo tipo, entendo eu: é um doente da mente! Um fariseu evidentemente hipócrita que fala e sabe muito,
mas vive pouco ou nada. Como diz Paulo: “examinai-vos a vós mesmos”13.
Oxalá14 cada pessoa que estuda este material saiba discernir bem as coisas! Que cada pesquisador que lê este
trabalho saiba compreender que os adventistas, levados por uma série de circunstâncias históricas e complicadas, estão
envolvidos no engano e “um cego que guiar outro cego ...” – assim, que esta fonte de argumentação seja para edificar
vidas e não para destruir. Para tanto apresento uma opção imediata para os adventistas que, convencidos por meus
argumentos, alicerçados na Bíblia, chegarem à conclusão de que devem sair desta comunidade definitivamente como eu
o fiz um dia, não perderem a esperança do Evangelho pela decepção da inglória causa que desde o desapontamento
milerita de 1844, têm permanecido em engano e desapontamento.
Que os adventistas que deixarem de ser orgulhosos e encararem minhas denúncias verifiquem cuidadosamente os
fatos e provas e depois de ficar tudo bem claro, busquem o Reino de Deus e Sua Justiça e parem de brincar de
remanescentes do nada!
Ou então que aceitem o que eu proponho e mostrem pelo desafio que faço, que eu estou errado e que suas
posturas nos assuntos que invocarei estão corretas!
Que Deus nos ilumine e guarde!
12
Romanos 14:12
13
2.º Coríntios 13:5
14
Oxalá significa: “Queira Deus”
6
Para colocar esta missão em funcionamento, possuem cerca de vinte departamentos15, devidamente submissos à
uma programação mundial que tem início, meio e fim. Sua organização mundial está dividida administrativamente em
grupos e igrejas que unidas em certo território geograficamente definido, compõem um distrito pastoral.
Diversos distritos pastorais compõem uma missão ou associação16. Um grupo de missões e/ou associações
compõem uma ‘União’. Um grupo de Uniões compõem uma Divisão Mundial. Existem onze Divisões Mundiais que,
unidas, compõem a Conferência Geral. A sede mundial fica em Silver Springs, Maryland, Estados Unidos. Em todas as
suas áreas administrativas há uma representatividade bem forte dos departamentos, tudo muito bem centralizado e
submisso à Conferência Geral.
O líder mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia é o Presidente da Conferência Geral, assessorado pelos diversos
Vice-Presidentes e os Secretários mundiais que movimentam todos os Departamentos que fazem a máquina andar em
direção ao cumprimento da missão e da ampla divulgação da mensagem adventista que, como veremos mais adiante, é
tida como “a mais solene mensagem divina jamais dada aos mortais”. As eleições podem ser anuais, bienais, trienais e
quadrienais, e contam com representantes escolhidos conforme critérios muito próprios da entidade em documentos que
são registrados no Notariado das terras onde se fixam.
A tradição desta denominação ultrapassa os limites do simples registro histórico, é literalmente uma questão de
orgulho e honra denominacional. Todo adventista se encanta e canta da experiência dos seus pioneiros, ou da “Voz da
Profecia”17, que são vistos e descritos como “iluminados”, que à despeito de pobreza e dificuldades das mais diversas
situações, preservaram a “mensagem que a Reforma havia esquecido de levar avante”. O adventista do sétimo dia crê
definitivamente que ele é responsável pela continuidade da obra de denunciar a Grande Babilônia18 (veja a nota). Toda a
sua vida é dedicada a auxiliar o que chamam de obra santa de Deus.
Quem pensa que os adventistas são um segmento sectário ignorante no seio do cristianismo mundial engana-se
muito! Os adventistas são sábios em muitas áreas do saber. Há mestres que permeiam suas inúmeras escolas de todos
os níveis que poderiam fazer uma grande diferença nos meios acadêmicos, ou seja, são doutores que falam diversos
idiomas, sabem muito sobre todas as áreas do saber científico e humanista. Todo este arsenal educacional é dedicado
firmemente ao desempenho da mensagem ideológica que possuem.
Os adventistas possuem séria identidade teológica, não são meia dúzia de idiotas que não sabem o que dizem. Se o
oponente aos seus ensinos for mal preparado, dependendo do interlocutor, poderá passar grande vergonha pública pela
riqueza de conhecimentos acadêmicos que eles possuem. É comum encontrarmos adventistas em cargos de confiança
em empresas, governos e áreas de liderança comunitária.
Embora sejam desunidos entre si como irmandade, são mais do que unidos quando o assunto é o que chamam de
defesa da verdade. Eles são capazes de deixar de lado toda e qualquer divergência pessoal com um colega de
congregação, para defender os dogmas adventistas em qualquer situação em que isto se torne necessário.
Armam-se de materiais didático-pedagógicos, bem editados, Bíblias, e outros materiais, e fazem o que chamam de
série de conferências. Tais reuniões são habilmente preparadas, de modo que quando se dá conta, já estão com
centenas de estudos bíblicos, publicações distribuídas pelos seus colportores, e uma capela bem estruturada no bairro
onde concentram suas atividades. Fazem de tudo para atacar Babilônia e suas filhas, e buscam de todos os meios, tirar
15
Estes departamentos são interligados como numa empresa multinacional. Estão entre estes departamentos:
evangelismo, evangelismo infantil, ação missionária, escola sabatina, jovens, diaconato, ancionato, saúde e temperança,
educação, financeiro, patrimonial, deveres cívicos e liberdade religiosa, espírito de profecia, publicações, lar e família,
assistência social, agência de desenvolvimento de recursos assistenciais (ADRA), jurídico, comunicação, música,
mordomia, secretariado eclesiástico, pastoral, ministérios da mulher, dorcas, clube de desbravadores e ministérios da
igreja. Talvez existam outros setores que sejam recentes, tais como “pequenos grupos” e eu não esteja devidamente
atualizado.
16
Uma missão não tem recursos financeiros para manter-se sozinha. Já a Associação ou Federação é independente
financeiramente e administrativamente.
17
Excelente programa de rádio e televisão existente à mais de 50 anos no mundo.
18
A Grande Babilônia, para os adventistas, é a Igreja Católica Apostólica Romana e o que chamam de “suas filhas”, são
as denominações protestantes, tais como os batistas, luteranos, calvinistas, e todas as demais (inclusive os
pentecostais) que não guardam o Sábado e não submetam-se aos ensinos do que chamam “espírito de profecia”, que
unicamente se manifestou em Ellen G. White à partir de 1844-1845.
7
as pessoas de suas congregações (babilonianas) atraindo-as para a sua, visto serem eles, conforme crêem, “o único
povo remanescente de Deus no tempo presente”.
Seus obreiros são treinados cuidadosamente. Este movimento existe à mais de cento e cinqüenta anos. São
comprometidos com o que chamam de a causa de Deus. Seus pastores cursam teologia, e este curso é profundamente
direcionado às suas próprias tradições, embora a qualidade do aproveitamento dos seus formandos seja contestável,
porque eles não sabem explicar, por exemplo, “o que é o contínuo em Daniel 8”19 (e isto é fundamental na teologia de
seus pioneiros).
Vivem por sua mensagem que precisa ser levada adiante custe o que custar. Afinal, disto depende um bom salário e
uma excelente formação para a família. Os pastores adventistas representam no Brasil, um salário total que varia entre
quatro e oito mil reais, dependendo de algumas condições estabelecidas nas praxes denominacionais, possuem bons
automóveis e residem em casas de excelente condições.
Possuem hospitais, universidades, uma enorme rede de escolas e lojas de produtos, possuem até mesmo companhia
de alimentos (Superbom) e companhia seguradora.
Não toleram a insubmissão aos seus líderes e projetos que vêm da Divisão para as demais administrações na
hierarquia mundial. E se alguém se opõem, por qualquer razão às determinações das instâncias superiores “a cabeça é
cortada”, ou seja, é excluído da obra e, se persistir em manter-se rebelde, é lançado fora da instituição definitivamente!
Quando morre um de seus obreiros de valor, fazem grande manifestação de consideração junto aos familiares do
extinto e divulgam sua biografia junto aos mais jovens. É uma honra suprema para eles o terem servido à este
movimento, pois crêem piamente que serviram ao Senhor na Sua única Igreja restauradora de brechas geradas na
verdade pelo Babilônia mística de Apocalipse 17.
Quem pensa que eles estão parados neste exato instante, engana-se! Não importa o que se escreva sobre eles, são
como os Testemunhas de Jeová ou os Mórmons, seguem trabalhando firmemente para manter a gigantesca estrutura de
bilhões de dólares em funcionamento. Estão ganhando em todo o planeta Terra, num projeto que chamam de missão
global, mais de duas mil pessoas por dia. Batizam muito e possuem bons mecanismos para garantir a permanência dos
adeptos na estrutura denominacional, embora a edificação das vidas das pessoas seja muito frágil em relação ao serviço
de outras denominações.
Não é fácil entrar e sair do adventismo, o comprometimento ideológico marca até mesmo os que abandonam suas
fileiras. Aqueles que lidam com indivíduos adventistas devem saber que eles são crentes permanentes na questão de
que suas doutrinas são absolutamente a verdade e que todos os demais são, ou de Babilônia ou de suas filhas.
Eu mesmo tive grande dificuldade para visualizar as outras denominações como sendo apenas entidades religiosas e
não a representatividade de Deus na Terra, tive dificuldades para entender que elas não são obrigatória e
necessariamente representações do Diabo, e que cada pessoa que se submete ao Espírito de Deus é um Santuário do
Senhor, como ensinam as Escrituras.
Os adventistas, em termos religiosos, não se misturam com nenhuma outra comunidade religiosa, possuem forte
prepotência e senso de identidade. Consideram-se “um povo escolhido para ser depositário da Lei da Deus no tempo
presente”, o resto é tido como errado e carente de luz doutrinária.
Esperam “profeticamente” a união do governo dos Estados Unidos da América do Norte com o Catolicismo Romano,
protegidos por uma coligação entre Espíritas, Católicos e Protestantes. Esta ligação, anunciada por Ellen G. White à
mais de cem anos está acontecendo em nossos dias até certo ponto20, eles prevêm que em breve virá o que chamam de
Decreto Dominical, uma lei que perseguirá ferozmente os adventistas guardadores do Sábado e certos grupos de judeus
guardadores do Sábado que aceitaram o Evangelho de Cristo.
Este decreto, segundo ensinam, é obra de Satanás, em oposição ao único povo de Deus que só pode ser conhecido
pela guarda do Sábado, numa alusão a Ezequiel 20:4,20.
Em síntese, declaram que proclamar-se-á o Domingo como dia universal de guarda, e quem não o guardar “não
poderá comprar, nem vender”, numa interpretação particular da profecia de Apocalipse 13. O Domingo é visto como o dia
da besta (Papado) e contraria o princípio do Sábado. Seus membros gostam muito de discutir este assunto mais do que
19
Sugiro que os apologetas adventistas não se prendam agora a este ponto, haverá oportunidade de tratarmos deste
assunto em outra ocasião.
20
Há hoje um forte discurso mundial pela unificação dos católicos com os protestantes (ecumenismo).
8
qualquer outro tema, e alguns são tão alarmados com esta questão (decreto dominical), que não pregam sobre saúde,
justificação pela fé ou sobre santificação, só se concentram em “anunciar este assunto”.21
Após quinze anos convivendo com esta comunidade, posso garantir aos que lêem este trabalho, que estes são os
pontos sintetizadamente mais práticos e importantes da estrutura adventista. Vivem por eles na prática. Eu vivi quinze
anos por estes pontos na prática e divergir dos mesmos é tornar-se sismático.
Eu tinha, por exemplo, uma pessoa que admirava muito na comunidade adventista, um homem chamado Edison
Pereira Carvalho, que residia (não sei se ainda reside pois não o vejo a mais de dez anos) em São José, Estado de
Santa Catarina, Brasil. Quando passei a questionar certos pontos adventísticos, ele simplesmente cerrou todo tipo de
contato comigo e nunca mais comunicou-se. Em sua avaliação eu tornei-me um apóstata, um traidor da grande causa da
verdade. Na época em que isto aconteceu-me, foi um duro golpe, porque perdi um amigo que muito admirava devido a
este maldito espírito sectarista adventista, que consegue entupir os miolos de todas as pessoas que muito se dedicam a
ele.
Então, depois de todos estes anos, após conhecer o site do Sr. Ennis Meier (www.adventistas.ws) e o site do Sr.
Robson (www.adventistas.com), quando vi que centenas de pessoas que dedicaram suas vidas ao adventismo estavam
proclamando contra inúmeros abusos e falsidades doutrinárias e organizacionais, resolvi tirar de meu “baú” os estudos
que aqui tenho realizado e que foram o substrato de minhas anotações nestes últimos sete anos22.
Um dos exemplos é o que vem à seguir e que já enuncia uma dificuldade em termos de desafio. Os adventistas já
terão que esclarecer a questão relativa à validade do sistema democrático, pois Ellen G. White declara que uma pessoa
adventista não pode fazer parte da política porque fazê-lo é ser nocivo, apenas nocivo. Com esta exposição de 3
textos, já demonstro que o adventismo é contraditório quanto à sua verdadeira posição em relação ao Estado de Direito
Democrático e que cria uma imensa confusão na cabeça dos jovens que aspiram seguir o primeiro conselho whiteano
abaixo identificado.
Querida mocidade, qual é o alvo e propósito de vossa vida? Tendes a ambição de educar-vos para
poderdes ter nome e posição no mundo? Tendes pensamentos que não ousais exprimir, de poderdes um
dia alcançar as alturas da grandeza intelectual; de poderdes assentar-vos em conselhos deliberativos e
legislativos, cooperando na elaboração de leis para a nação? Nada há de errado nessas aspirações.
Podeis, cada um de vós estabelecer um alvo. Não vos deveis contentar com realizações mesquinhas.
Aspirai à altura e não vos poupeis trabalhos para alcançá-la.23
O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloqüência.
Cristo convida os seus seguidores a chegarem à unidade nos puros princípios evangélicos que são
positivamente revelados na Palavra de Deus. Não podemos, com segurança, votar por partidos
políticos; pois não sabemos em quem votamos. Não podemos, com segurança, TOMAR PARTE EM
NENHUM PLANO POLÍTICO.24
Os mestres, na igreja ou na escola, que se distinguem por seu zelo na política, devem ser destituídos sem
demora de seu trabalho e suas responsabilidades; pois o Senhor não cooperará com eles. ... se ele não
muda, há de ser nocivo, apenas nocivo.25
Este é apenas uma das diversas contradições que encontrei nos escritos whiteanos e das contradições sustentadas
por uma instituição que declara que sua principal pregadora é o Espírito de Profecia. Arrogância esta, no meu
entendimento, que será fulminada pelos desafios que não conseguirão resolver os apologetas whiteanos, porque a
quantidade de erros conceituais é tão imensa que não haverá para onde correr.
21
Os adventistas possuem uma enorme tradição sobre família, saúde e educação guardada nas prateleiras de suas
casas, preferem ficar sonhando que são os escolhidos que serão perseguidos pelo mundo inteiro e no final, Cristo
liberta-os da opressão destruindo todos os demais evangélicos e católicos “apóstatas” que não guardaram o Sábado.
22
Escrevo este material agora em Novembro de 2004.
23
WHITE, Ellen G. Mensagens aos Jovens. Página 36.
24
Fundamentos da Educação Cristã, 475.
25
Fundamentos da Educação Cristã, 477.
9
Como já sei que serei chamado de satanista, apostatado, filho do cão e outras blandícias mais, não estou
preocupado com o tipo de respostas que os adeptos irão enviar no tocante à minha pessoa. Mas, todas as mensagens
que puderem esclarecer os desafios que aqui faço, serão bem aceitas e irei certamente corresponder aos E-Mail’s, se os
que remeterem mensagens assim desejarem.
Também não vou tergiversar, minha proposta é muito clara: se os adventistas não puderem resolver os sete desafios
que vou enviar, que dizem respeito à questão conceitual e doutrinária, o melhor que podem fazer é abandonar a
denominação. Abandonar esta denominação pode significar pelo menos 3 opções: (a) fundar uma nova instituição com
bases mais sólidas, (b) ingressar em outra que seja mais equilibrada e coerente conceitualmente, (c) não envolver-se
mais com denominações religiosas.
Como não sou senhor da verdade, ficarei aguardando sugestões de amigos pesquisadores sobre esta imensa
questão que aqui proponho.
Neste capítulo, como podeis observar, não observei ainda a estrutura doutrinária adventista, porque iremos
considerá-la separadamente mais adiante.
Passemos agora à análise do que o adventismo não é.
Embora seja bem conceituada socialmente, esta denominação é muito fraca na área assistencial. Não há grandes
projetos adventistas em prol do que a Bíblia chama de Igreja pura e verdadeira.
Diz o texto sagrado:
A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: ‘visitar os órfãos e as viúvas nas suas
aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.26
Onde está a creche adventista? Onde estão os asilos adventistas? Onde estão os trabalhos em prol dos menores
abandonados? Onde estão os serviços de auxílio aos sem teto e sem água (do nordeste brasileiro por exemplo)?
A obra assistencial é fraca, e o pouco que existe entre eles é totalmente hipócrita, ou seja, os adventistas só fazem o
bem, se houver possibilidade de fazer algum prosélito, caso contrário, não prestam nenhuma ajuda comunitária.
Certa ocasião, próximo de sair desta comunidade, ouvi de um ilustre teólogo que vive nos Estados Unidos que os
adventistas não foram chamados por Deus para tratar de pregar sobre família e seus problemas, mas para anunciar a
tríplice mensagem angélica. Que Deus o julgue!
26
Tiago 1:27
10
Em geral o jovem adventista não é dado a longas orações e jejuns, gosta mais de programas sociais e conversa sem
substância.
Alguns poucos membros “conservadores” são cheios de livros whiteanos, cheios de certas normas que têm que ver
com cabelos cortados das mulheres e comidas vegetarianas – estes, parecem “solenes, sérios e sagrados”, passam
uma imagem de “grandes conhecedores de costumes adventistas e vivem censurando a comunidade”, que está hoje
bem mais solta e moderna do que os velhos “gurús” gostariam que fossem.
Mas, no final, estes “mestres” são um grupo de frustados com uma comunidade que entendem ser ideal nas teorias
doutrinárias, mas que jamais será realmente fiel aos “legados” que tanto preservam.
Eis o que eu, particularmente falando, entendo que seja um erro institucional. A falta de diálogo de sua liderança com
a juventude criou um choque de gerações e obviamente, no modo de ver as coisas, já se pode verificar uma alteração
drástica, não somente nos costumes, mas em velhos chavões doutrinários, embora haja um grande esforço em dizer que
há unidade neste assunto.
Os jovens adventistas são, nas grandes cidades, muito semelhantes aos pagãos. Usam roupas semelhantes,
possuem times de futebol como os mundanos, buscam coisas que qualquer um busca e não são comprometidos com as
grandes verdades preconizadas pelos escritos whiteanos. Há crises inúmeras neste campo de discipulamento e grande
parte da juventude adventista encontra-se hoje largada espiritualmente, sem capacidade de defender doutrinas tais
como o Santuário, Dom de Profecia e Lei e Graça. A capacidade desta juventude de abrir uma Bíblia e fazer uma
exposição contundente destes dogmas é ridícula em comparação com a mesma juventude adventista da década de
1950 ou 1960. A qualidade discipulatória ficou muito ruim assim como a música deteriorou-se de 1950 para cá! O
sagrado é considerado cafona e o profano é considerado atualização!
Na Internet27 há discussões sobre desvio de verbas pelas lideranças, malandragens, enroladas e pecados
escandalosos de diversos líderes (inclusive o ex-Presidente Mundial Robert Stanley Folkenberg, que foi afastado da
presidência numa situação embaraçosa que envolveu milhões de dólares e uma pista de aviação).28
Nos Estados Unidos há uma grande camada de adventistas, especialmente na Califórnia que não crê firmemente em
Ellen White. Os Europeus possuem suas restrições a tudo o que ela ensinou. Certos grupos internos discutem as
acusações de plágios nos escritos dela, como iremos demonstrar mais adiante.
A juventude adventista se pergunta porque não pode ir ao cinema, se seus pais têm vídeos cassetes e assistem os
“censuráveis” filmes no recôndido de sua casa. Será que adventistas casados não assistem filmes pornográficos? Esta é
uma pergunta que deve ser feita em encontros de casais, mas que são muito raros na comunidade adventista.
Os “conservadores” dizem que esta crise foi profetizada por Ellen White, e criticam os jovens – mas a verdade é que
não há controle espiritual sobre as vidas e as coisas estão soltas demais. A hipocrisia tomou conta das comissões de
congregações, cheias de gente que não gosta uma da outra e procura, nas eleições anuais, derrubar indivíduos que não
são exatamente os líderes que gostariam que fossem nas localidades.
Se um adventista ouvir você argumentar isto que escrevi aqui no último parágrafo, ele ficará calado e sem graça,
porque em absolutamente todas as congregações há este espírito de rebelião e contenda entre a liderança e os
liderados, numa clara manifestação de insatisfação espiritual. A membresia e a comissão de liderança sempre tem suas
antipatias e contendas provocadas por incúria na comunicação social. Há disputa por cargos eletivos sempre e quem os
detém é, normalmente cheio de orgulho. Me lembro de um rapaz chamado Ludgério Mongliote, que foi um grande amigo
meu à dez anos. Sujeito simples e sem preparo mas que desenvolveu-se até chegar a cargos de confiança na
comunidade em que passou a freqüentar, então a impáfia estava estampada em sua cara e nas suas atitudes. Tragédia
tão grave, creio eu, como as que são descritas na cultura grega!
27
Consulte-se os sites: www.adventistas.com ; www.adventistas.ws ; www.adventistas.net
28
Veja isto no site: www.adventistas.net
11
3.5. No Campo da Assistência Congregacional.
Outro fator que o adventismo não possui é a proteção material aos irmãos. Entrevistando-se qualquer adventista,
verificamos o que é comum na maioria das denominações em termos de assistência social interna.
Os membros do adventismo são abandonados à sorte da economia nacional, sem nenhuma proteção doméstica. A
Bíblia diz que a comunidade apostólica era bem diferente: “Todos os que criam tinham tudo em comum. E vendiam suas
propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.”29 – por esta razão, digo, baseado
na experiência que tive no sul, sudeste, nordeste, leste e norte brasileiro: os adventistas não são unidos ao ponto de
terem tudo em comum, a maioria é tão gananciosa quanto um pecador comum.
Adventista, normalmente não ajuda adventista. A maior de todas as reclamações das mães adventistas é que seus
filhos não recebem tratamento especial na questão de poderem estudar nas escolas adventistas que ajudaram a
construir, ou seja, a comunidade se lasca de trabalhar para ajudar a construir uma escola adventista e então o
Departamento de Educação assume-o. Depois de assumí-lo, torna-se absurdamente duro em seus posicionamentos e
os filhos de adventistas só estudam lá se pagarem o preço que é sempre um tanto elevado, porque afinal este ramo tem
que dar lucro. O ideal de educar a juventude é apenas para fazer a comunidade construir a escola, depois, é questão
administrativa e nada mais.
O mesmo acontece com os hospitais adventistas. São hospitais que priorizam o ganhar dinheiro acima de qualquer
coisa, embora haja quem defenda outra posição. Os hospitais adventistas, na verdade são uma vergonha mundial,
embora poucos observem isto. Por que são uma vergonha mundial? Porque Ellen G. White escreveu mais contra o uso
de drogas do que qualquer outro assunto de saúde e no entanto, os hospitais adventistas são pejados de alopatia,
cirurgias, drogas farmacêuticas e em nenhum destes hospitais há medicina naturista.
Os médicos adventistas zombam da inteligência da comunidade onde estabelecem seus hospitais: seus colportores
vendem livros sobre medicina natural, mas seus hospitais consideram a medicina natural uma piada! Não há medicina
natural em hospitais adventistas, e quem tentar introduzí-la lá, será expulso da organização!
Os adventistas falam muito em saúde natural. Sou-lhes grato por este conhecimento. Hoje sou Terapeuta Naturista,
tenho meu consultório, porque à partir de sua literatura, aprendi muita coisa boa sobre este campo de pesquisa30.
Mas, eis aqui outra contradição da vida adventista: eles não praticam nada do que Ellen G. White ensinou sobre
temperança. A grande maioria dos pastores é carnívora, bebe refrigerantes, pratica excessos de diversos tipos e não
dispõe de conhecimento profundo de coisas que, segundo a literatura específica de sua profetisa era para ser
absolutamente básico em seus pastores.
É uma catástrofe comunitária!
Os adventistas morrem de câncer e de arteriosclerose em toda parte31! Embora se vangloriem que os adventistas da
Califórnia sejam o agrupamento humano que possui uma das maiores taxas de vitalidade do mundo, eles se orgulham
de hospitais que fazem transplantes e não possuem nenhuma instituição famosa em Naturismo, o que no caso deles e
dos escritos whiteanos é uma aberração doutrinária e institucional, inclusive há, nos Estados Unidos, denúncias públicas
de desvio de dinheiro neste campo (ver www.adventistas.net).
Então a comunidade adventista propõe para a congregação um padrão de saúde naturista, mas seus hospitais não
oferecem este serviço (nem mesmo pago) aos seus membros!
Os seus líderes, diferentemente de seus pioneiros, apreciam viagens de avião e bons hotéis, alguns nem aceitam o
trabalho pastoral com gratidão se não tiverem telefone celular e um bom apartamento.
Há muitos desertores que saem insatisfeitos porque foram mandados para algum sertão “bravo”, com muita idolatria
católica.
29
Atos 2:45
30
Refiro-me a introdução à filosofia naturista com abordagem cristã e não aos aspectos técnicos que aprendi com os
naturalistas Manoel Lezaeta Acharán e com a Escola Espanhola de Naturopatia.
31
Doenças degenerativas que se manifestam somente em pessoas intemperantes demais.
12
Se um pastor não batiza bastante é discriminado e até certo ponto perseguido e chamado de preguiçoso. Pode
perder o seu “chamado divino” se não alcançar as quotas de “produtividade”.
Um ponto visível da discriminação interna que existe hoje, podemos ver quando os líderes vão a algum encontro de
colportores. Estes vendedores ambulantes, mal assessorados por uma documentação inadequada (mais parecem
camelôs à mercê da sorte no mercado), pegam uma fila na hora do almoço enquanto os líderes comem separados numa
sala especial em seus congressos. Eles não se misturam como os apóstolos que tinham tudo em comum. Os pastores
da Divisão e da União comem com os dirigentes da Associação local, mas a turma dos colportores, que carrega as
contas da denominação nas costas, são separados, numa clara manifestação de divisão de classes sacerdotais. Eles
confundem função com posição – imaginam que o Diretor de Colportagem da Associação, União e Divisão é maior que
os Colportores. Isto é ridículo numa entidade que se julga a reparadora de brechas e responsável por denunciar
Babilônia e suas filhas.
Embora haja muita coisa escrita sobre a família, oriundo da Sra. Ellen G. White, os adventistas são fraquíssimos na
formação de uma educação doméstica firmemente estabelecida. Eu colho até hoje as conseqüências da falta de uma
séria e competente orientação neste campo.
Não se disciplina a congregação para educar devidamente os filhos. Grande parte das reuniões só falam de batizar
as pessoas que estão estudando seus dogmas, mas não se fala de conservar as pessoas no discipulado. Cada um que
se vire por si mesmo quanto à família entre eles.
Eu diria que a maior desgraça que me veio por ser adventista ao longo de 15 anos foi exatamente a falta de
assessoria neste campo da família e educação doméstica. Ingressei no movimento com 13 anos e ao sair com 27 anos
nada vi de exemplo e de testemunho pastoral neste campo.
Ninguém nunca produziu um sério trabalho nesta área e desafio os líderes adventistas a mostrarem que ao longo dos
últimos 20 anos houve, de modo mundial, um trabalho sério em torno dos valores familiares, inclusive nem sequer uma
Lição de Escola Sabatina sobre a Família foi escrita! É ridículo propor à Humanidade uma Igreja que veio para iluminar a
sociedade e não dispor o conhecimento sobre a educação familiar como centro do exercício de toda a vida religiosa que
se propõe.
Como a maioria dos membros da denominação não lê os escritos whiteanos (por incrível que pareça eu dizer isto), a
família adventista está cheia de contradições diárias práticas.
Sua fé diz que são os “remanescentes que guardam a Lei de Deus e mantêm o espírito de profecia”, mas a vida
doméstica da grande maioria, é ruim, com crises, ameaças de divórcio e falta de assessoramento pastoral. Os conflitos
entre marido e mulher estão dentro do campo relacional. A maioria dos homens entende que a mulher deve ser submissa
ao seu marido, mas as mulheres adventistas entendem que é necessário que a mulher tenha independência e, assim
criaram um Departamento denominado Ministério da Mulher, que objetiva dar às mulheres um sentido nisto tudo. Só que
o sentido no final, é promover o denominacionalismo e não a edificação da família nos princípios que eles mesmos
dizem acreditar.
Os pastores distritais, em minha avaliação, são uns coitados, sem poder de decisão congregacional algum,
dependem sempre das comissões das igrejas.
Não cuidam nem de suas famílias direito, pois possuem sempre (no Brasil) um montão de capelas para supervisionar
e, na sua maioria, estão perdidos sem saber como fazer para lidar com a edificação de vidas.
Vivem mais como visitantes de congregações do que como professores de discipulado e vida para os irmãos.
O adventismo é uma estranha democracia. O ministério apostólico não foi democrático em absolutamente nada, mas,
bem parecido com um tipo espiritual de comunismo (não tinham tudo em comum?). A Bíblia manda “obedecer aos
vossos líderes”32 – no entanto, no adventismo, as comissões é que mandam e decidem conjuntamente as coisas, ou
32
Hebreus 13:7,17
13
seja, as ovelhas mandam tanto quanto o pastor, e isto, se não for ridículo, é ao menos uma incoerência, pois não sabem
quem guia quem entre eles.
Aliás, os adventistas não ligam muito para o discipulado espiritual, este assunto é totalmente desconhecido entre
eles. O próprio movimento moderno que desenvolveram nos últimos anos, denominado Pequenos Grupos Familiares, é
uma falácia administrativa, porque visam gerar mais batismos e mais capelas, enquanto que as que existem não são
edificadas para a santidade. Pior ainda, entendem que santidade é fazer a congregação trabalhar na causa da
multiplicação espiritual e este “trabalhar” consiste em gerar mais e mais programas de igreja e estudos bíblicos, fazer
mais e mais prosélitos.
Não há disciplina para a vida. Ninguém guia ninguém.
A defunta Ellen G. White através de seus escritos é quem manda em tudo. Não há “juntas e ligamentos”33. Os
pastores normalmente têm sempre mais de dez capelas e comunidades numerosas para atender e não conseguem dar
conta nem mesmo de suas famílias. Este é um dos piores problemas internos.
À despeito de tudo isto que apresentamos aqui, quanto ao que o adventismo não é, salientamos que esta altiva
denominação não se humilha de modo algum. Os pontos que apresentamos quanto ao que o adventismo é, tornam-lhes
uma comunidade prepotente e soberba. E este espírito é repassado aos seus membros.
Os adventistas se orgulham de serem adventistas, e isto os separa da sociedade cristã, como se eles fossem
melhores do que os batistas, presbiterianos, pentecostais ou qualquer outra das famílias do cristianismo. Aliás, é digno
de nota, que os adventistas consideram os pentecostais como sendo possuídos do espírito do demônio em seus cultos
que muitas vezes são “barulhentos”34.
Não há a menor dúvida de que esta denominação faz acepção de pessoas. O julgamento de uma pessoa é sempre
feito pelo tipo de crença que ela tem e não pelo que ela é, ou seja, se você for um não adventista, dizem eles entre si:
“cuidado!” – mas, se você for um adventista, mesmo cheio de hipocrisia, então já é alguém confiável.
E faço aqui um outro desafio aos adventistas: que tal deixar um mendigo entrar, fedendo na capela e ouvir a palavra
de Deus? A sociedade adventista é só para gente cheia de perfume e de boa vestimenta, os pobres sentem-se estranhos
neste meio nas grandes capelas nacionais. Bem, se um pobre fedendo não deve entrar numa capela adventista tanto
quanto não poderia entrar na sala do Presidente da República, devido ao decoro do lugar, então que tal arranjarem um
lugar o miserável possa ter banho, roupa e condições adequadas de ser filho de Deus não pelo que seu exterior é, mas
pelo que seu interior busca?
A denominação adventista é uma entidade que não está edificando vidas para o Reino de Deus, eles edificam um
religioso e não um discípulo. Eles edificam um adventista, não um filho de Deus.
Restaurar vidas para a eternidade deveria ser o principal objetivo da Igreja, não anunciar uma mensagem!
Os adventistas vivem com uma mensagem, mas não tem uma mensagem vivida.
Não há trabalho intenso de formação de discípulos. A ordem do Senhor em Mateus 28:18-20 não foi a de fazer
prosélitos e sectários de sua denominação, o Mestre mandou fazermos discípulos e ensinar todas as coisas que Ele
ordenou, não mandou fazer adventistas do sétimo dia.35
Não ensinou Cristo que o sinal distintivo entre Ele e nós era a guarda do Sábado, mas em João 13:33-35 disse
claramente que estava dando um novo mandamento, e este novo mandamento determina o seguinte:
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos -–se vos amardes uns aos outros como eu vos amei.
Cada um de nós deveria considerar cuidadosamente esta questão, pois, à despeito de ser o sábado um mandamento
legítimo ou não (não vamos discutir isto agora), o sinal que nos caracteriza como discípulos é o amor. Se você for
guardador do sábado ou do domingo e carregar na alma ódio, é tão pagão como o demônio. Esta é a base sobre a qual
33
Efésios 4:4-16.
34
O clamor dos pentecostais é visto como loucura coletiva. Não concordam que se clame sobre uma oração de uma
pessoa “glória”, “aleluia” ou “amém”. Se estas expressões atrapalharem o entendimento das palavras, eles acham que é
“confusão e falta do Espírito”.
35
E nem membros de nenhuma outra denominação religiosa, cada um escolhe o clube social com discurso religioso que
quiser, mas deve entender que a identidade no Reino de Deus não depende disto (João 13:33-35).
14
as coisas deveriam ser consrtuídas, porque Lutero, Calvino, Huss, Wiclife e muitos outros pregadores que, segundo diz
Ellen G. White, geraram a mensagem de Deus, no seu famoso livro O Grande Conflito, não eram guardadores do
sábado e são tratados por ela como grandes homens de Deus. Ora, é um absurdo achar que Deus muda. Se o sinal
entre Ele e seus discípulos no Novo Testamento fosse o sábado então neste caso onde estava este sinal nesta gente?
O Sábado não mostra nada além de que somos religiosos adventistas ou judeus e nada mais, embora haja uma certa
diferença na velha aliança quanto a identidade israelense e gentia que sofreu uma modificação na nova aliança.
A prova maior de que o Sábado não significa nada de diferente na vida de uma pessoa, está no fato de que os
adventistas assistem televisão a semana inteira, com seus programas imorais, mas no Sábado não assistem porque
seria pecado – isto é o cúmulo da cegueira espiritual a nível de testemunho público36.
36
Seria necessário lançar fora da denominação no Brasil mais de 500 mil membros que certamente são aficcionados em
televisão. Não iremos discutir isto agora.
37
MATEUS 5:37
15
- Vocês são a única Igreja Remanescente de Deus no tempo presente?
4.1. Vocês, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, dizem que são o único remanescente do povo de Deus no
tempo presente sim!
As igrejas denominacionais caídas é que são Babilônia. Babilônia tem estado a promover doutrinas
venenosas, o vinho do erro. Este vinho do erro é composto de doutrinas falsas, tais como a imortalidade
natural da alma, o tormento eterno dos ímpios, e negação da pré-existência de Cristo antes de Seu
nascimento em Belém, a defesa e a exaltação do primeiro dia da semana acima do santo e santificado dia
de Deus.38
Não podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora entrar em
nenhuma organização; pois isto significaria apostasia da verdade.40
No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os
lugares assolados ... sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo
38
WHITE, Ellen Gould. Testemunhos Seletos, vol. II, p. 362. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP. Edição Nacional.
39
Apocalipse 12:17
40
Eventos Finais – Pág 49. Citado de 2.º Mensagens Escolhidas, 390 (1905) – E. G. White.
16
a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus ...
Deus tem na Terra um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior
em suas facilidades para ensinar a verdade, para vindicar a lei de Deus ... meu irmão, se estais ensinando
que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia, estais errado.41
Os adventistas do sétimo dia foram escolhidos por Deus como um povo peculiar, separado do
mundo. Com a grande talhadeira da verdade Ele os cortou da pedreira do mundo, e os ligou a Si. Tornou-os
representantes Seus, e os chamou para serem embaixadores Seus na derradeira obra de salvação.42
Quem edificará as antigas ruínas, e levantará os fundamentos de muitas gerações? Onde está o povo que
teve luz do Céu para ver que se fez uma brecha na lei de Deus? ... Este é o povo que está reparando as
brechas na lei de Deus. Vêem que o Sábado do quarto mandamento foi suplantado pelo dia espúrio de
repouso, dia este que não tem nenhuma sanção da Palavra de Deus. No meio de grande oposição
tornam-se leais a seu Deus, e tomam posição sob a bandeira do terceiro anjo...43
Nossa obra, como crentes na verdade, é apresentar diante do mundo a imutabilidade da lei de
Deus ....Temos que ser distingüidos como um povo que guarda os mandamentos.44
Esteja cada qual em guarda, e seja cuidadoso a fim de que seja encontrado na brecha, para restaurar a
ruptura, em vez de se colocar junto do muro a procurar fazer uma brecha. Sejam todos cuidadosos para
não clamarem contra o povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda
os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus, e que exalta a norma da justiça nestes últimos dias.45
No capítulo dezoito do Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilônia. De acordo com esta
passagem, muitos do povo de Deus ainda devem estar em Babilônia. E em que corporações
religiosas se encontrará hoje a maior parte dos seguidores de Cristo? Sem dúvida, nas várias igrejas
que professam a fé protestante.46
Durante anos, ao invés de confiar na Bíblia, eu vivi “preso mentalmente” por estes textos, que sendo repetidos
sistematicamente desde a minha juventude, me deixavam ligado ao movimento.
Mesmo que eu não guardasse mandamento nenhum e fosse muito falho como professador da fé em Jesus, não
podia perder o referencial, afinal eu havia renunciado à minha vida e aos meus familiares por este negócio. Para onde eu
iria? Sairia deste povo dito peculiar? Apostataria eu da verdade?
Por que digo isto? Porque não me atrevia, na consciência cauterizada a contrariar a “concorrente do Papado” na
“primazia” pretendida por Ellen G. White em seus escritos. A concorrente era a Igreja Adventista é claro!
Eu estava preso nesta mensagem e me recusava a ouvir ou ler qualquer outra coisa, inclusive, por conta disto, dizia-
se que quem lesse qualquer coisa que contrariasse Ellen G. White estava com influências demoníacas.
Observe-se as prepotentes palavras: “uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior”. “Não
podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora entrar em nenhuma nova
organização; pois isto significaria apostasia da verdade.”
Vocês, adventistas não se consideram uma parte da Igreja de Deus, mas a Igreja! Eu cria assim também até verificar
a contradição que irei demonstrar logo à seguir.
4.2. Vocês, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, dizem que existe hoje, simultaneamente com vossa posição
de remanescente, uma Igreja Universal de Deus que possibilita a salvação fora de vossos átrios!
41
Eventos Finais – Pág 39. Citado de Testemunhos para Ministros, 50, 58, 59 (1893) – E. G. White.
42
Eventos Finais, 41 – Ellen G. White.
43
Seventhy-day Adventist Bible Cometary, Volume 4 – Pág 1152. Ellen G. White.
44
Testimonies, Vol. 8. Págs. 199-200. Ellen G. White
45
Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 57,58.
46
Eventos Finais, 171 – Ellen G. White.
17
No Livro Nisto Cremos, publicado pelo Departamento Ministerial da Conferência Geral da Igreja
Adventista do Sétimo Dia, está escrito:
Deus tem seus filhos em todas as igrejas; mas é através da igreja remanescente que Ele proclama a
mensagem que deverá restaurar a verdadeira adoração, mediante o chamamento de Seu povo para
fora dos círculos da apostasia e a preparação dos mesmos para o retorno de Cristo. Reconhecendo que
muitos dentre o povo de Deus ainda deverão unir-se ao povo remanescente, este tem clara percepção
de suas imperfeições e fraquezas quando tentam executar sua solene missão. Percebem que é unicamente
através da graça de Deus, que lhes será possível cumprir sua monumental tarefa.47
Sob a liderança do papado, a Igreja cristã mergulhou em apostasia ainda mais profunda. A crescente
popularidade da Igreja acelerou seu declínio. Padrões de conduta rebaixados fizeram com que os não
convertidos se sentissem confortáveis no seio da Igreja. Multidões que conheciam pouquíssimo do
verdadeiro cristianismo, uniram-se à Igreja apenas nominalmente, trazendo consigo suas doutrinas pagãs,
imagens, formas de adoração, celebrações, festas e simbolismos. Esse compromisso entre paganismo e
cristianismo conduziu à formação ou surgimento do ‘homem do pecado’ – um gigantesco sistema de
falsa religião, mistura de verdade e erro. A profecia de II Tessalonicenses 2 não condena indivíduos,
mas expõe o sistema religioso responsável pela grande apostasia. Muitos dos crentes que estão
dentro deste sistema, contudo, pertencem à Igreja Universal de Deus, pois vivem de acordo com a
luz que possuem.48
Em vez de fazer avançar a Reforma, os sucessores dos reformadores originais trataram de consolidar
suas posições. Passaram a focalizar sua atenção nas palavras e opiniões dos reformadores, em vez
de fazê-lo sobre as Escrituras. Uns poucos descobriram novas verdades, mas a maioria recusou-se a
avançar para além daquilo que os primeiros reformadores haviam apresentado. Consequentemente a fé
protestante degenerou em formalismo e escolasticismo, e os erros que deveriam ter sido corrigidos,
foram perpetuados. A chama da Reforma se extingüiu, e as igrejas protestantes tornaram-se frias,
formais e, elas próprias, necessitadas de reforma.50
Esta é a verdadeira posição oficial da denominação IASD! Esta é a grande verdade acerca de
sua opinião sobre todos os evangélicos de toda a Terra. Esta opinião, evidentemente não difere em
qualquer aspecto da posição já apresentada por Ellen G. White. Embora, seus teólogos e pastores
47
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 233.
48
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 215.
49
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 222.
50
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 222.
18
procurem apresentar um sorriso e uma linguagem elegante nas suas exposições sobre a verdade
dos fatos e da prática denominacional. A verdade é que são inimigos de todas as denominações
protestantes do Mundo! E fazem guerra contra todas elas a fim de tirar seus membros de dentro
delas para atraí-los para sua confusa posição denominacional, pois afinal, a identidade
denominacional, como tenho demonstrado é muito contraditória!
Embora sejam simpáticos com as pessoas de outras denominações, o negócio adventista é
pescar no aquário dos outros com sua dita “verdade para o tempo presente”. Os adventistas
fazem isto todo o tempo. Passam todo seu tempo pretendendo tirar as pessoas da dita Babilônia e
levar todas as pessoas para dentro de seus domínios.
Quando um adventista bate na porta de um evangélico ele tem esta doutrina bem marcada em
seu cérebro! Seu grande propósito é o de tirar este evangélico de sua comunidade e trazê-lo
para a congregação adventista.
Esta é a alma do negócio, este é o próprio negócio!
Ganhar dinheiro com as vidas que vem das denominações dos outros com o discurso de que é
o único povo de Deus detentor da verdade para o tempo presente, ou a Igreja substituta do
protestantismo que substituiu o catolicismo, ou, simplesmente convencer o evangélico a sair:
a) Da Igreja protestante fria, formal e necessitada de reforma; ou,
b) Da fé protestante degenerada, formalista e cheia de escolasticismo; ou,
c) Da fé protestante que deveria ter avançado em descobrir novas verdades.
Se preferirem os leitores deste meu trágico texto, a proposta adventista, na síntese de toda a
sua exposição profundamente proselitista e absurdamente fanática, de se considerar a Igreja e não
uma Igreja, encontra seu ápice, até onde pude ler em mais de 12 mil páginas de livros
denominacionais ao longo de cerca de muitos anos, na seguinte exposição:
Foi-me mostrado o modo por que o povo remanescente de Deus obteve seu nome. Duas classes de
pessoas me foram apresentadas. Uma abrangia as grandes corporações de cristãos professos. Estes
tripudiavam sobre a lei divina, inclinando-se diante de uma instituição papal. Observavam o primeiro dia da
semana em vez do sábado do Senhor. A outra classe, posto que pequena em número, tributava obediência
ao grande Legislador. Estes guardavam o quarto mandamento. As feições peculiares e preeminentes de
sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu. Não
podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão,
exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma
contínua exprobração ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a
Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus
e as exigências da besta. É porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão
lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria
satisfeito; mas suscitam o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do
papado. (...) Somos adventistas do sétimo dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos:
‘não, não!’ Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que
deve ser o teste das igrejas.51
Eu disse, no início de minhas considerações que os adventistas consideram todos os evangélicos do mundo
seguidores do Diabo e agora aqui acabo de apresentar uma prova desta afirmativa.
O próprio nome deles tem o propósito de demonstrar que todos são adoradores do Diabo na guarda do domingo que
é, na teologia whiteana, o sinal da besta de Apocalipse 13. Seu próprio nome denominacional objetiva demonstrar que
eles são uma santa Igreja Remanescente e perseguida pelo Dragão de Apocalipse 12:17.
E nesta visão que propõe-se a ser um tanto épica e ao mesmo tempo martírica, funda-se um sentimento de grande
orgulho denominacional, eles pensam: somos o grande e único povo da profecia! Somos a Igreja verdadeira e temos um
poder superior a todas as demais instituições terrestres!
Mais ainda, me corrijam se eu estiver errado, mas afirma-se que é aqui que está a linha divisória entre os que
adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. Ou seja, a IASD é composta de verdadeiros
adoradores de Deus e o resto, bem ... este resto é adorador da besta, ou seja, as pessoas que vivem neste sistema de
51
WHITE, Ellen G. A Igreja Remanescente. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 1986, p. 65, 66.
19
guarda do Domingo são adoradoras da besta e por extensão servas de Satã. A besta aqui citada evidentemente é a de
Apocalipse 13 e 17.
Mas onde está aquela conversa que vimos em um texto mais acima de que “a profecia de II Tessalonicenses 2 não
condena indivíduos, mas expõe o sistema religioso responsável pela grande apostasia. Muitos dos crentes que
estão dentro deste sistema, contudo, pertencem à Igreja Universal de Deus, pois vivem de acordo com a luz que
possuem.”52 ?
Como pode ser isto?
Então diz-se em todo o tempo que os que estão fora de suas fileiras precisam ser trazidos para dentro dela porque
estão servindo ao Diabo, mas de súbito podem também fazer parte da Igreja Universal de Deus?
Então Deus poderá ter filhos fiéis que guardam o Domingo?
Deus poderá ter seus fiéis entre os que vivem crendo na imortalidade da alma?
Se isto for assim, que vantagem há em tornar-se adventista do sétimo dia?
Se uma pessoa já faz parte da Igreja Universal de Deus e, segundo lemos em Hebreus 12:22,2353 isto é tudo que
uma pessoa deve desejar conseguir nesta vida, porque pretenderia ela sair de sua comunidade que faz parte desta
Igreja Universal e ir para um remanescente?
E como pode haver um remanescente se ao mesmo tempo há uma representatividade da Igreja Universal?
Os que estão na Igreja Adventista do Sétimo Dia não podem sair dela para irem para uma agremiação que esteja
dentro da Igreja Universal de Deus?
Eu vos desafio a desatar este nó!
Cuidem com este tipo de espírito de imposição doutrinária!
Não passais de lama e lodo (Jó 14:1-410-14) assim como eu o sou.
A arrogância adventista é sua maior desgraça! Sempre foi vossa tendência histórica!
Eu afirmo que se não puderdes apresentar uma solução para este meu desafio, sois uma denominação a serviço
do Diabo e vossa intenção é enganar as pessoas e deixá-las confusas!
Sois ou não sois o único remanescente de Deus na Terra?
Há ou não há uma Igreja Universal de Deus na Terra agora mesmo?
Se esta Igreja Universal existe, qual é vossa missão em pretender tirar as pessoas desta Igreja Universal e trazê-las
para vossa confissão?
Então vossa denominação é maior e superior que a Igreja Universal de Hebreus 12:22,23?
Quem vos encheu o ventre desta incrível jactância?
Quem vos deu esta absurda titulação? O Príncipe de Israel? Ou Mamom?
E por falar em Mamon, passemos ao próximo desafio no capítulo seguinte, onde proponho um outro “angú cheio de
caroço” para que possais esclarecer, porque estes desafios que vos apresento, se forem devidamente explicados, serão
realmente uma manifestação de grande sabedoria e poder vindos verdadeiramente de Deus.
52
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 215.
53
Hebreus 12:22,23: “Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à Cidade do Deus Vivo, à Jerusalém Celestial, a miríades
de anjos; à Universal Assembléia e Igreja dos primogênitos inscritos nos Céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos
espíritos dos justos aperfeiçoados.”
20
Incrível para qualquer evangélico experiente, mas a Igreja Adventista do Sétimo Dia entende oficialmente que ela
jamais poderá apostatar da posição que diz que recebeu de Deus!
Isto é extraordinário numa denominação que pretende lidar com questões que envolvem tradições religiosas das
outras comunidades que declara serem servas do Diabo.
Vimos no capítulo anterior que uma das grandes denúncias que a Igreja Adventista do Sétimo Dia faz contra todas as
demais igrejas da chamada cristandade é do seguinte nível:
A Reforma da Igreja Cristã não deveria ter cessado no décimo sexto século. Os reformadores haviam
alcançado muito, mas não haviam descoberto toda a luz que a apostasia suprimira. Eles mal haviam
tirado o Cristianismo das trevas, mas ele ainda permanecia nas sombras. Ao mesmo tempo que
haviam quebrado a mão férrea da Igreja medieval, restaurando o evangelho básico e oferecido a
Bíblia ao mundo, haviam falhado em redescobrir outras verdades importantes. O batismo por
imersão, a imortalidade ancorada em Cristo (por ocasião da ressurreição dos justos), o sétimo dia
como o sábado bíblico e outras verdades achavam-se ainda nas sombras.54
Em vez de fazer avançar a Reforma, os sucessores dos reformadores originais trataram de consolidar
suas posições. Passaram a focalizar sua atenção nas palavras e opiniões dos reformadores, em vez
de fazê-lo sobre as Escrituras. Uns poucos descobriram novas verdades, mas a maioria recusou-se a
avançar para além daquilo que os primeiros reformadores haviam apresentado. Consequentemente a
fé protestante degenerou em formalismo e escolasticismo, e os erros que deveriam ter sido
corrigidos, foram perpetuados. A chama da Reforma se extingüiu, e as igrejas protestantes tornaram-
se frias, formais e, elas próprias, necessitadas de reforma.55
54
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 222.
55
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 222.
21
Este é, no meu entendimento, outro aspecto tão doentio quanto a outra anteriormente relatada no capítulo
precedente.
Os adventistas se vêem tão seriamente ligados aos pontos anteriormente apresentados, que não serão nunca
rejeitados pelo Senhor.
Podem agir sempre com este orgulho neo-farisaico, e mesmo assim, são como “os intocáveis”. É impressionante
como a denominação trata os ministérios independentes que tentam sobreviver em sua sociedade! Todos os que
apresentam denúncias internas contra a vida da denominação são chamados de “falsários” pois, segundo eles crêem:
Não podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora entrar em
nenhuma organização; pois isto significaria apostasia da verdade.56
Eu lhe contei (à Sra. Lida Scott) como mamãe considerava a experiência da Igreja Remanescente, e falei
sobre o seu ensino positivo de que Deus não permitiria que esta denominação apostatasse tão
completamente que houvesse o aparecimento de outra igreja.57
Os adventistas do sétimo dia foram escolhidos por Deus como um povo peculiar, separado do mundo. Com
a talhadeira da verdade ele os cortou da pedreira do mundo, e os ligou a Si. Tornou-os representantes
Seus, e os chamou para serem embaixadores Seus na derradeira obra de salvação.58
No capítulo dezoito do Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilônia. De acordo com esta
passagem, muitos do povo de Deus ainda devem estar em Babilônia. E em que corporações religiosas se
encontrará hoje a maior parte dos seguidores de Cristo? Sem dúvida, nas várias igrejas que professam a fé
protestante.60
O incrível é que os adventistas encerram as coisas ao nível de “doutrina”, academicamente definida, como sendo a
base de sustentação das coisas, inclusive sendo o alvo final. Não encerram as coisas à nível de Discipulado no Temor
56
Eventos Finais – Pág 49. Citado de 2.º Mensagens Escolhidas, 390 (1905) – E. G. White.
57
Eventos Finais, 51 – Carta de Willie C. White (filho de Ellen G. White) à E.E.Andross, 23/05/1915 – Arquivo de
Correspondência do Patrimônio Literário White.
58
Eventos Finais, 41 – Ellen G. White.
59
Apocalipse 18:4
60
Eventos Finais, 171 – Ellen G. White.
22
do Senhor, ou seja, o povo vitorioso não é aquele que tiver semelhança com o Altíssimo no caráter, mas aquele que
estiver na visão do que seja teologicamente correto na visão do adventismo.
Esta visão fanática é tão marcante que usam os seguintes mecanismos de defesa:
Aumentarão em número e força as confederações à medida que nos aproximarmos do fim do tempo. Essas
confederações hão de criar influências opostas à verdade, formando novos partidos de professos crentes
que porão em prática suas próprias teorias enganadoras. Aumentará a apostasia: ‘apostatarão alguns da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios’ (1.º Timóteo 4:1). Homens e mulheres
se têm aliado para opor-se ao Senhor Deus do Céu, e a igreja está meio acordada para a situação. É
preciso que haja muito mais oração, muito mais fervoroso esforço, entre os professos seguidores crentes.61
Pois bem, segundo este texto: as influências opostas à verdade são todos os que denunciarem os erros de Ellen G.
White, especialmente quando ela, por exemplo, mente descaradamente em seus manuscritos?
Então as coisas funcionam assim:
a) Ellen Gould White mente em uma determinada questão e temos que chamar isto de Espírito de Profecia?
b) Ellen Gould White apresenta uma profecia que não se cumpre e temos que dizer que isto é o Testemunho do
Espírito do Senhor?
É absurda esta posição oficial whiteana de que a apostasia da verdade é quando nos opomos à Doutrina Adventista
que prega, por exemplo, que a obra da expiação pelo pecado não foi encerrada na cruz do Calvário, mas continua ainda
hoje no Santuário Celestial!
Opor-se ao Deus do Céu é não concordar com esta denominação quando ela apresenta-se altiva, senhora da
verdade e único povo de Deus, quando na verdade, é uma sociedade cheia de desencontros entre a realidade e o sonho
de uma “super denominação”?
5.2. Agora, vocês, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, dizem que vossa instituição é uma instituição
dominada por um demônio chamado Mamon e que devem os seus membros sair dela. Como fica esta
situação? Sois o Remanescente ou uma Igreja Demoníaca?
É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham
registrados nos livros da igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre, e achar-se-ia tão
verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo, como o pecador comum. Professam servir a
Deus, mas estão servindo mais fervorosamente a Mamom . Esta obra feita pela metade é um constante
negar a Cristo, de preferência a confessá-lo. São tantos os que introduziram na igreja seu espírito não
subjugado, inculto! Seu gosto espiritual é pervertido por suas degradantes corrupções imorais, simbolizando
o mundo no espírito, no coração, nos propósitos, confirmando-se em práticas sua professa vida cristã. Os
que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e
separar-se...62
61
2.º Mensagens Escolhidas, 383 – Ellen G. White.
62
Serviço Cristão, 40, 41 (as reticências não são minhas, mas do próprio texto publicado).
23
Hoje grande parte dos que compõem nossas congregações estão mortos em ofensas e pecados.
Vêm e vão como a porta sobre seus gonzos. Durante anos ouviram complacentemente as mais solenes e
comovedoras verdades, mas não as puseram em prática. Por isso são cada vez menos sensíveis à
preciosidae da verdade.... Conquanto façam profissão, negam a eficácia da piedade. Se continuarem neste
estado, Deus os rejeitará. Estão-se incapacitando para serem membros de Sua família.63
Encho-me de tristeza quando penso em nossa condição como um povo. O Senhor não nos cerrou o
Céu, mas nosso próprio procedimento de apostasia nos separou de Deus. O orgulho, a cobiça e o
amor do mundo têm habitado no coração, sem temor de ser banidos ou condenados. Pecados graves e
presunçosos têm habitado entre nós. E no entanto, a opinião geral é que a igreja está florescendo, e que
paz e prosperidade espiritual se encontram em todas as suas fronteiras. A Igreja deixou de seguir a
Cristo, seu Guia, e está constantemente retrocedendo ao Egito. Todavia, poucos ficam alarmados ou
atônitos com sua falta de poder espiritual.64
Se alguém tivesse me mostrado estes três últimos textos logo que eu entrei para o adventismo aos 13 para 15 anos
de idade, antes de me envolverem em uma série de situações e raciocínios corruptores da individualidade e do bom
senso, eu nunca teria sido membro desta comunidade, pois os mesmos são exatamente a expressa imagem da
realidade.
Neste ponto Ellen G. White acertou em cheio. Sua comunidade é como está aí apresentado! Uma casa cheia de
paganismo.
Notai a expressão final de um dos textos:
“Os que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada
imundo, e separar-se...”65
5.3. Com A Igreja Adventista do Sétimo Dia Pretende Explicar a Questão de Que Está Com Mamom e com
Deus ao Mesmo Tempo e ainda Assim é o Remanescente Verdadeiro?
Para mim esta é uma das questões mais pitorescas que encontrei no adventismo hipócrita e descarado! E é uma
verdadeira sucessão de blandícias que se apresentam que, mal posso acreditar que durante tantos anos eu fui cego
admirador deste negócio! Chego a ser tomado de lágrimas de tristeza por haver sido enganado por 15 anos num negócio
tão idiota como este.
Senão vejamos!
Como é que se harmoniza (se é que é possível fazê-lo) esta questão de ser a Igreja Remanescente e ao mesmo
tempo uma Instituição que adora Mamom?
63
3.º Testemunho Seletos, 60
64
Serviço Cristão, 38, 39
65
Serviço Cristão, 40, 41 (as reticências não são minhas, mas do próprio texto publicado).
24
Os adventistas apelam para Apocalipse 1:9 até 3:22, onde apresenta-se a exposição sobre as Sete Igrejas do
Apocalipse, para onde João Apóstolo, deveria enviar mensagens especiais do Senhor. Eles interpretam estas sete
igrejas como sendo fases da história da Igreja Cristã ao longo dos séculos.
Bem, longe de iniciar aqui um estudo apologético ou exegético de Apocalipse nestes textos, vou diretamente ao
ponto. Os adventistas entendem claramente que a sétima igreja, a Igreja de Laodicéia, refere-se à sua situação e, como
esta é a última igreja apresentada no Apocalipse, então refere-se à sua situação em especial.
A Igreja de Laodicéia e a Igreja Adventista é, no entendimento teológico desta altiva denominação, a mesma
instituição.
A mensagem laodiceana aplica-se ao povo de Deus que professa crer na verdade presente. A maior parte,
são professos mornos, tendo o nome mas faltando-lhes o zelo. ... Professam amar a verdade, todavia, são
deficientes no fervor e no devotamento cristãos. Não ousam desistir inteiramente e correr o risco dos
incrédulos; não se acham, entretanto, dispostos a morrer para o próprio eu e seguir exatamente os
princípios de sua fé. ... Nem são desinteressados em egoisticamente obstinados. Não se empenham
inteiramente e de coração na obra de Deus, identificando-se com seus interesses; mas se mantêm
afastados e estão prontos a deixar seus postos quando os interesses mundanos pessoais o exijam.
Carecem da obra interior da graça no coração.66
Se já houve algum povo que necessitasse de atender ao conselho da Testemunha Verdadeira à igreja de
Laodicéia para que se arrependa diante de Deus e seja zeloso, este povo é o que tem aberto diante de si as
estupendas verdades para este tempo, e que não tem vivido segundo os seus altos privilégios e
responsabilidades.67
Por estas citações, que somam-se a muitas outras espalhadas por toda a literatura whiteana,
declara-se que a denominação adventista:
a) Professa crer na verdade presente – o que denota que não crê de fato;
b) Afasta-se de seu posto para dedicar-se a interesses mundanos;
c) Não tem vivido segundo os seus altos privilégios e responsabilidades.
Então, porque Ellen G. White escreveu estes textos, os apologetas adventistas declaram que
o assunto estará resolvido definitivamente porque a razão deste entendimento é o que está
enunciado nestes textos e em muitos outros de semelhante roupagem:
a) Há uma esperança para o povo adventista e é por isto que tal mensagem foi dada por sua
mensageira;
b) Esta mensagem abre uma clara visão da condição da denominação diante de Deus e o
conhecimento da natureza da enfermidade que a assola;
c) E que este povo só precisa então arrepender-se de sua condição para poder triunfar como
remanescente.
66
1.º Testemunhos Seletos, 476, 477
67
Review and Herald, 4/06/1889, Ellen G. White
25
Aí no meio este impasse as palavras de Ellen Gould White referenciando-se à condição da
dita Igreja Laodiceana ampliam ainda mais esta enorme contradição:
- Como pode a Igreja Adventista do Sétimo Dia ser, ao mesmo tempo a Igreja
Remanescente de Apocalipse 12:17 que “guarda os mandamentos de Deus e tem o
testemunho de Jesus” e ser, ao mesmíssimo tempo, a Igreja de Laodicéia (Apocalipse
3:19-21) que é “miserável, pobre, cega e nua”?
- Isto deve ser alguma destas invenções misteriosas que os teólogos inventam para tentar
explicar coisas que poderiam derrubar sua fonte de lucro, não é mesmo?
- No caso da Doutrina da Trindade, por exemplo, três tem que ser igual a um, mesmo que
toda a sabedoria matemática diga que não é possível; mas, neste caso, diz-se que é uma
coisa que só podemos entender pela fé e que a matemática ou está errada ou é do Diabo,
ou ainda, que a matemática e sua lógica não podem ser aplicadas no entendimento sobre
a Trindade, porque evidentemente Deus não é algo lógico, o que nos faria crer que Deus é
uma coisa anti-lógica, que é o mesmo que ser coisa de idiotas.68
Eis o que consideram os mestres do adventismo uma impressionante instrução para sua
Igreja cheia de crises de identidade:
Estamos como um povo, triunfando na clareza e força da verdade. Somos plenamente sustidos em
nossos pontos de fé por avassaladora quantidade de claros testemunhos escriturísticos. Carecemos, muito,
porém, da humildade, paciência, fé, amor e abnegação, vigilância e espírito de sacrifício bíblico. ... O
pecado domina entre o povo de Deus. A positiva mensagem de repreensão aos laodiceanos não é
acatada. ... Faltam-lhes quase todos os requisitos necessários ao aperfeiçoamento do caráter
cristão.69
Não devemos, nem por um momento, pensar que não há mais luz para nos ser comunicada. ...Não
devemos cruzar nossas mãos complacentemente e dizer, ‘rico sou e de nada tenho falta’. É um fato termos
a verdade, e devemos apegar-nos tenazmente às posições que não podem ser abaladas; mas não
devemos olhar com suspeitas para qualquer nova luz que Deus nos possa enviar, e dizer: na verdade, não
podemos achar que precisamos de mais luz além da velha verdade que até aqui recebemos e na qual
68
Mas, haverá outro foro para discutirmos a questão da não existência da Trindade Cristã.
69
1.º Testemunhos Seletos, 328
26
estamos fundamentados. É por mantermos esta posição que a declaração da Testemunha Verdadeira se
aplica ao nosso caso nesta repreensão.70
O erro está exatamente nesta expressão usada por Ellen White, e que transmite a visão
denominacionalista e isolacionista que é própria nas facções religiosas, ou seja, quando ela diz: “é
um fato termos a verdade, e devemos apegar-nos tenazmente às posições que não podem ser
abaladas”; ela esta está dizendo que os Adventistas são “senhores da verdade” e que a conversa
inicial de sua própria explicação, aonde ela diz: “não devemos, nem por um momento, pensar
que não há mais luz para nos ser comunciada”.
Como alguém poderia ser tão estúpido mentalmente para confundir uma questão destas? Ou
temos a verdade e nosso problema é comportamental e falta de conversão, ou nosso problema é
que temos partes da verdade e devemos sempre estar dispostos a aprender novas revelações do
Senhor.
Me oponho individualmente à esta postura dela e seja de quem quer que for, porque no
momento em eu possuo a verdade a verdade não me possui. O problema histórico do adventismo é
considerar a verdade como se fosse uma coleção de doutrinas, quando na verdade, ela é uma
Pessoa (João 14:6; 17:3).
Em outra citação ela mesma declarou que:
Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para a alma humana como o orgulho e a presunção. De todos
os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável.71
O que é orgulho?
É a mesma coisa que eu dizer que “devemos apegar-nos tenazmente as posições que
não podem ser abaladas” – é não admitir que podemos estar totalmente errados em um
determinado ponto, e lutar com todas as nossas forças para justificar que não podemos e não
estamos errados, mesmo que as provas e evidências demonstrem claramente o contrário.
E no que está errada a postura histórica adventista? Está errada no que diz respeito à sua
presunção. E que presunção é esta? Diz o texto whiteano:
Estar sem as graças do Espírito de Deus é realmente triste; mais terrível condição, porém, é estar assim
destituídos de espiritualidade e de Cristo, e ainda buscar justificar-nos dizendo aos que se sobressaltam por
nós que não necessitamos de seus temores nem piedade. Temível é o poder da ilusão própria no espírito
humano! Que cegueira! Tomar a luz por trevas e as trevas por luz!72
Os adventistas não são completamente cegos, se fossem, o colírio não seria o remédio
adequado. O colírio é um meio de “restaurar uma visão”, ora, só se pode restaurar algo que já
existiu. E neste ponto, entendo que o que já existiu foi exatamente o sentimento de que não se
possuía toda a verdade e que se devia buscar entendê-la.
No meio do caminho, com o crescimento da instituição, as pesquisas que desenvolviam foram
tornando-se o referencial estrutural. Aí, o espírito humilde de pesquisa das Escrituras e as “juntas e
ligamentos” que haviam, foram substituídas pelo formalismos capelista. Foi o fim da imagem da
Igreja pura, sem mácula e santa, que eles desejavam e perdeu-se todo o referencial e a capacidade
de crescer.
Ellen Gould White, em meu entendimento estava certíssima quando afirmou:
Em vez de fazer avançar a Reforma, os sucessores dos reformadores originais trataram de consolidar
suas posições. Passaram a focalizar sua atenção nas palavras e opiniões dos reformadores, em vez
de fazê-lo sobre as Escrituras. Uns poucos descobriram novas verdades, mas a maioria recusou-se a
avançar para além daquilo que os primeiros reformadores haviam apresentado. Consequentemente a fé
protestante degenerou em formalismo e escolasticismo, e os erros que deveriam ter sido corrigidos,
foram perpetuados. A chama da Reforma se extingüiu, e as igrejas protestantes tornaram-se frias,
formais e, elas próprias, necessitadas de reforma.75
Ela está certa neste texto por quê? Porque é exatamente o que a própria denominação dela
vive desde que foi estabelecida oficialmente em 1863.
73
Desejado de Todas as Nações, 268
74
Parábolas de Jesus, 310, 312
75
CONFERÊNCIA GERAL DA IASD. Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2000, p. 222.
28
A mensagem da Testemunha Verdadeira encontra o povo de Deus em triste engano, todavia sinceros no
seu engano. Não sabem que sua condição é deplorável diante de Deus. ...Necessitam de profunda e
completa obra de humilhação de si mesmos diante de Deus, antes de experimentarem sua verdadeira
necessidade de diligente, perseverante esforço para obter as preciosas graças do Espírito.76
Hoje grande parte dos que compõem nossas congregações estão mortos em ofensa e pecados. Vêm e vão
como a porta sobre seus gonzos. Durante anos ouviram complacentemente as mais solenes e comovedoras
verdades, mas não as puseram em prática. Por isso são cada vez menos sensíveis à preciosidade da
verdade.... Conquanto façam profissão, negam a eficácia da piedade. Se continuarem neste estado, Deus
os rejeitará. Estão-se incapacitando para serem membros de Sua família.77
A Igreja é caída?
Sim!
É uma Igreja apostatada com certeza!
Mas, seria hilário se não fosse sério o que ela declara aqui: “todavia sinceros no seu engano”!
Quem precisa de um negócio destes?
Sairão as pessoas de suas denominações protestantes que fazem parte da Igreja Universal de
Deus e virão fazer parte de uma palhaçada religiosa destas?
Então, se não bastasse todo este discurso sobre adventismo, encontramos uma seqüência de
textos de Ellen G. White mandando que os seguidores desta denominação saiam dela porque não
estava apostatada e fora da verdade! É uma seqüência de textos tão assustadores que causa-nos
um súbito susto em relação aos propósitos adventistas originais.
Esta seqüência de textos poderá ser bem compreendida no desafio seguinte a este, mas de
antemão revela-nos a ambigüidade que sempre existiu (em minha avaliação) no adventismo. Trata-
se de uma denominação gerenciada por um pessoal que está sempre promovendo uma reforma, da
reforma, da reforma, da reforma e assim por diante ...
Ao nos aproximarmos do juízo, todos manifestarão o seu verdadeiro caráter, e será tornado claro a que
grupo pertencem. 78
A verdade presente deve ser a nossa carga. A mensagem do terceiro anjo deve realizar sua obra de
separar das igrejas um povo que tomará sua posição sobre a plataforma da verdade eterna.79
Jesus está convidando todos quantos se disponham a cooperar com Ele. Uma grande obra deve ser feita,
e Deus chama os que estão dispostos a saírem de entre os que não queiram tomar sua posição ao lado de
Cristo.80
Mesmo que não vos sintais capazes de falar uma palavra àqueles que estão operando segundo princípios
errados, deixai-os. Vossa retirada e silêncio podem fazer mais do que as palavras. Neemias recusou
associar-se com aqueles que eram infiéis ao princípio, e ele não permitia que os seus obreiros se
associassem com eles.81
Saí dentre eles, e separai-vos, . . . Esta é a mensagem que devemos proclamar. As falsas religiões devem
ser expostas1, a fim de que a verdade triunfe. Nesta obra a disputa é incessante. Esforços decididos e
incansáveis devem ser empreendidos se aqueles que estão lutando contra Deus depuserem suas armas e
reconhecerem a verdade como esta é em Jesus.82
76
1.º Testemunhos Seletos, 327, 328
77
3.º Testemunho Seletos, 60
78
Testimonies, vol. 1, p. 100.2.
79
Testimonies, vol. 6, p. 61.6.
80
Review and Herald, vol. 4, p. 214.1.
81
Review and Herald, vol. 4, p. 42.3.
82
Review and Herald, vol. 4, p. 315.6.
29
Vagarosa e tristemente, Cristo, com os Seus discípulos, deixou para sempre o recinto do Templo.83
Acaso a irmã White removeu sua presença de nossa professa, mas falsa, igreja?
Tenho pouca confiança de que o Senhor está concedendo a estes homens em posições de
responsabilidade, visão espiritual e discernimento celestial. Sou lançada em perplexidade quanto a seu
curso de ação, e desejo agora dedicar-me a minha obra especial. Não ter parte em qualquer de seus
concílios, nem participar de nenhuma reunião campal, nem de perto, nem de longe. Minha mente não será
arrastada para a confusão pela tendência que eles manifestam em trabalhar diretamente contrário à luz
que Deus me deu. Estou decidida. Preservarei a inteligência que Deus me deu. Minha voz tem sido ouvida
nas diferentes conferências e campais. Devo agora fazer uma mudança. . . . Eu os deixarei, pois, para
receber palavra da Bíblia. . . . Esta é a luz que me foi dada, e não me desviarei dela.85
Irá a igreja erguer-se e vestir suas belas vestimentas, a justiça de Cristo? O Senhor em breve virá; deve
haver um processo de refinamento, peneiramento em cada igreja, pois há entre nós homens ímpios que
não amam a verdade.86
É uma declaração solene que eu faço à igreja, que nem um em vinte cujos nomes estão registrados nos
livros da igreja estão preparados para encerrar sua história terrenal, e estariam tão verdadeiramente sem
Deus e sem esperança no mundo como o pecador comum. Eles estão professamente servindo a Deus,
mas estão mais zelosamente servindo a Mamom. Essa obra pela metade é uma constante negação de
Cristo, antes que uma confissão Dele. . . . Aqueles que reivindicam ser cristãos e confessarão a Cristo
deveriam sair de entre eles e não tocar nada imundo, e serem separados".87
As sentinelas de Deus não clamarão 'Paz, paz', quando Deus não falou em paz. A voz da fiel sentinela será
ouvida: 'Saí desse meio, não toqueis nada imundo; saí do meio dela; purificai-vos, vós que levais os vasos
do Senhor'. A igreja não pode medir-se pelo mundo nem pela opinião dos homens, nem pelo que outrora
foi. Sua fé e sua posição no mundo como são agora devem ser comparadas com o que teriam sido se o
seu curso de ação tivesse sido continuamente para frente e para cima".88
83
Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 46.2.
84
Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 46.2.
85
Letter W-186, 2 de dezembro de 1902. Para Edson e Willie White, pp. 4-5.
86
Review and Herald, vol. 2, 239.
87
Serviço Cristão, p. 41.1.
88
Testimonies, vol. 5, p. 83.6.
30
Deus vem com apelos e garantias àqueles que estão cometendo erros. Ele busca mostrar-lhes seus erros,
e os conduz ao arrependimento. Mas se recusam humilhar seus corações perante Ele, se buscam exaltar-
se acima Dele, Ele deve falar-lhes em juízo. Nenhuma semelhança de proximidade de Deus, nenhuma
garantia de ligação com Ele, será aceita de parte dos que persistem em desonrá-Lo por inclinar-se sobre o
braço do poder mundano4.
Hoje a palavra de Deus a Seu povo é: 'Saí do meio deles, e separai-vos, e não toqueis coisa imunda. . .89
Sinto tanto que homens sensatos não possam discernir o trilho da serpente. . . Onde estão aqueles que
são designados como afastando-se da fé e dando ouvido a espíritos enganadores e doutrinas de
demônios, desviando-se da fé que mantiveram como sagrada pelos últimos cinqüenta anos. . . . Cristo
apela: Saí do meio deles, e separai-vos. Escrevo isto porque a qualquer momento minha vida pode findar.
A menos que haja um rompimento da influência que Satanás preparou, e um reavivamento dos
testemunhos que Deus tem dado, almas perecerão em seu engano. Eles aceitarão falácia após falácia, e
assim manterão uma desunião5 que sempre existirá até que aqueles que têm sido enganados tomem sua
posição sobre a plataforma correta. Estou agora dando a mensagem que Deus me confiou, para dar a
todos quantos reivindicam crer na verdade: 'Saí do meio deles, e separai-vos', do contrário seus pecados
em justificar o erro e formular enganos continuarão a ser a ruína de almas. Não podemos terminar no lado
errado.90
1. Foi para separar a igreja de Cristo da influência corruptora do mundo que foi dada a primeira
mensagem angélica.91
3. "A mensagem do terceiro anjo deve realizar a sua obra de separar das igrejas um povo que assuma a
sua posição sobre a plataforma da verdade eterna.92
"Satanás está constantemente buscando lançar sua sombra infernal sobre estas mensagens, de modo a
que o povo remanescente de Deus não discirna claramente a importância delas--o seu tempo e lugar. . .93
*NOTA: A palavra para "Igreja" na Bíblia é "Ekklesia", que significa: "Um chamado para fora"!
89
Review and Herald, vol. 5, p. 63.7. 4 de agosto de 1904.
90
Special Testimonies, Serie B, #7, pp. 61-64, novembro de 1905.
91
Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 231.2.
92
Testimonies, vol. 6, p. 61.6.
93
Mensagens Escolhidas, Livro 3, p. 405.5.
94
Testimonies, vol. 5, p. 505.8.
95
Testimonies, vol. 5, 505.8.
31
Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e
Eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.96
NOTAS
Às vezes, com zelo ardente e palavras de tremenda severidade, Cristo denunciava as abominações que
observava na igreja e no mundo. Ele não desejava que o povo fosse enganado por falsas alegações
quanto a retidão e santidade.97
Se Deus tem qualquer nova luz para comunicar, Ele permitirá que os Seus escolhidos e amados a
entendam, sem precisarem ter suas mentes iluminadas por ouvir os que estão em trevas e erro. ...
Foi-me mostrada a necessidade daqueles que crêem que temos a última mensagem de misericórdia
separarem-se dos que estão diariamente assimilando novos erros. Vi que nem jovem nem velho deviam
assistir a suas reuniões pois é errado encorajá-los assim enquanto ensinam o erro que vem a ser um
veneno mortal para a alma. . . . Se Deus nos livrou de tais trevas e erro, deveríamos permanecer firmes na
liberdade com que nos libertou e regozijar-nos na verdade. Deus se desagrada de nós quando vamos ouvir
o erro, sem sermos obrigados a fazê-lo; pois a menos que Ele nos envie para essas reuniões onde o erro é
imposto sobre as pessoas pelo poder da vontade, Ele não nos guardará. Os anjos cessam de exercer seu
dedicado cuidado sobre nós, e somos deixados sob os golpes do inimigo, para sermos entenebrecidos e
enfraquecidos por ele e pelo poder de seus anjos maus; e a luz ao nosso redor se torna contaminada com
as trevas. ... Enquanto falsas doutrinas e erros perigosos são forçados sobre a mente, esta não pode
demorar-se sobre a verdade que deve adequar e preparar a casa de Israel para permanecer em pé no dia
do Senhor.98
Há força na completa e perfeita unidade. Não em números, mas na perfeita confiança e unidade com
Cristo, pode-se perseguir um milhar, e dois porem dez milhares a fugir.100
Temos uma mensagem probante para dar, e sou instruída a dizer ao nosso povo: 'Uni-vos, uni-vos'.
Todavia, não nos devemos unir com aqueles que estão desviando da fé, dando ouvidos a espíritos
sedutores e doutrinas de demônios.101
É impossível que vos unais com aqueles que são corruptos, e ainda permaneçais puros. . . . Deus e Cristo
e a hoste celestial queriam que os homens soubessem que se se unirem aos corruptos, haverão de se
corromper.102
Antes da visitação final dos juízos de Deus sobre a Terra haverá entre o povo do Senhor tal reavivamento
da primitiva santidade como não tem sido testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e poder
de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Nesse tempo, muitos se separarão daquelas igrejas em que
o amor deste mundo suplantou o amor por Deus e Sua palavra.103
Aqui estão claramente representados dois grupos distintos, formados a partir de um grupo que outrora foi
unido. Os membros de um desses grupos estão resistindo à vontade de Deus. Eles deixaram o lado do
fiéis e verdadeiros, e agora estão resistindo às advertências do Espírito de Deus.104
96
II Coríntios 6:17-18.
97
Special Testimonies, Série B, pp. 46-47.
98
Primeiros Escritos, p. 124-125.
99
Special Testimonies, Série B, # 2, p. 47.2.
100
Testemunhos Para Ministros, p. 277.3.
101
Mensagens Escolhidas, Livro 3, p. 412.5.
102
Review and Herald, vol. 4, p. 137.6.
103
O Conflito dos Séculos, p. 464.3.
104
Review and Herald, vol. 5, p. 341.6.
32
Adicionalmente à segunda mensagem angélica está o clamor da meia-noite - "Eis que vem aí o Noivo; saí
a encontrá-Lo!.105
Para não termos qualquer tipo de equívoco sobre a natureza dos escritos whiteanos, ela parece tão coerente nestas
exposições denominacionais anteriores, mas não podemos nos esquecer que estes versos devem ser ligados com estes
outros textos que virão a seguir e que demonstram o absurdo da falta de lógica.
Ellen G. White criou uma maluquice total!
Afinal de contas no que devemos acreditar?
Não é razoável que eu e que cada pessoa que ouve a proposta da Igreja Adventista do Sétimo Dia sejamos
devidamente esclarecidos sobre a imensa incoerência que existe nestes textos conflitantes?
Seríamos considerados servos do Diabo por perguntar?
Alguém esclareça esta situação!
Deus investiu Sua Igreja de especial autoridade e poder que ninguém tem razão em desrespeitar e
desprezar, pois ao proceder assim está desprezando a voz de Deus106;
Fui muitas vezes instruída pelo Senhor de que o juízo de homem algum deve estar sujeito ao juízo de
outro homem qualquer. Quando, porém, o julgamento da Associação Geral, que é a mais elevada
autoridade que Deus tem na Terra, quando é exercido, a independência e o juízo privados não devem
ser mantidos, mas renunciados.107
Por vezes, quando um pequeno grupo de homens, aos quais se acha confiada a direção geral da obra tem
procurado, em nome da Associação Geral, exercer planos imprudentes e restringir a obra de Deus, tenho
dito que eu não poderia por mais tempo considerar a voz da Associação Geral, representada por esses
poucos homens, como a voz de Deus. Mas isto não equivale a dizer que as decisões de uma Associação
Geral composta de homens representativos e devidamente designados, de todas as partes do
campo, não deva ser respeitada. Deus ordenou que os representantes de Sua igreja de todas as
partes da Terra; quando reunidos numa Associação Geral, devam ter autoridade. O erro que alguns
estão em perigo de cometer, é dar à opinião e ao juízo de um homem, ou de um pequeno grupo de homens,
a plena medida de autoridade e influência de que Deus revestiu Sua Igreja, no juízo e voz da Associação
Geral reunida para fazer planos para a prosperidade e avançamento de Sua obra.108
Não podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora entrar
em nenhuma organização; pois isto significaria apostasia da verdade.109
Eu lhe contei (à Sra. Lida Scott) como mamãe considerava a experiência da Igreja Remanescente, e falei
sobre o seu ensino positivo de que Deus não permitiria que esta denominação apostatasse tão
completamente que houvesse o aparecimento de outra igreja.110
Os adventistas do sétimo dia foram escolhidos por Deus como um povo peculiar, separado do mundo. Com
a talhadeira da verdade ele os cortou da pedreira do mundo, e os ligou a Si. Tornou-os representantes
Seus, e os chamou para serem embaixadores Seus na derradeira obra de salvação.111
105
Primeiros Escritos, p. 238.1.
106
Eventos Finais, 43.
107
WHITE, Ellen G. A Igreja Remanescente. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 1986, p. 66.
108
WHITE, Ellen G. A Igreja Remanescente. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 1986, p. 67.
109
Eventos Finais – Pág 49. Citado de 2.º Mensagens Escolhidas, 390 (1905) – E. G. White.
110
Eventos Finais, 51 – Carta de Willie C. White (filho de Ellen G. White) à E.E.Andross, 23/05/1915 – Arquivo de
Correspondência do Patrimônio Literário White.
111
Eventos Finais, 41 – Ellen G. White.
33
Este outro desafio aos adventistas é fundamental para podermos entender como se processam as coisas na
denominação adventista do sétimo dia e, cumpre-lhes responder aos nossos desafios satisfatoriamente, dando-nos um
posicionamento que seja biblicamente aceitável, porque não responder aos meus desafios é atestar que não há como
resolver esta situação.
De qual situação refiro-me? De que sair do adventismo é a melhor opção para quem deseja viver um discipulado que
realmente possa valer a edificação da própria vida!
Mas, vamos aos novos absurdos que certamente serão difíceis de explicar.
6.1. Ellen G. White vai dizer que as Doutrinas Adventistas não são infalíveis.
Alguns têm receado que, se tiverem que se reconhecer em erro, ainda que seja num só ponto, outras
mentes poderão ser levadas a duvidar de toda a teoria da verdade. Por isso têm achado que não se deve
permitir à investigação, pois pode levar à dissensão e à desunião. Mas se este for o resultado da
investigação, o quanto antes vier melhor. Se existem aqueles cuja fé na palavra de Deus não suportam a
prova de uma investigação das Escrituras, o quanto antes eles forem revelados, melhor; pois, então, o
caminho se abrirá para mostrar-lhes seus erros. Não podemos manter a idéia de que a posição uma vez
tomada, uma idéia já advogada, não deve, sob quaisquer circunstâncias, ser renunciada. Somente
há Um que é Infalível. Aquele que é o caminho, a verdade e a vida.112
Não devemos pensar: bem, nós temos a verdade, nós compreendemos os pilares básicos de nossa fé, e
podemos descansar neste conhecimento. A verdade é uma verdade progressiva, e devemos andar na luz
crescente....Não devemos pretender que nas doutrinas vistas por aqueles que estudaram a palavra da
verdade, não exista algum erro, pois homem vivente algum é infalível.113
Não há desculpas para alguém tomar posição de que não há mais verdades a serem reveladas, seja ele
quem for, nem a de que todas as nossas explicações da Escritura estejam sem erro. O fato de terem sido
certas doutrinas mantidas como verdades por muitos anos pelo nosso povo, não é prova de que nossas
idéias são infalíveis. Tempo não pode tornar erro em verdade, e a verdade tem recursos para ser exata.
Nenhuma doutrina verdadeira perderá qualquer coisa ao ser submetida à investigação rigorosa.114
112
Testemunhos Para Ministros, 105
113
Review and Herald, 25/03/1890
114
Review and Herald, 20/12/1892 – Ellen G. White
34
As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios
eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam a voz da maioria –
nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova, em favor ou contra
qualquer ponto de fé religiosa.115
Opiniões prezadas há tempo não devem ser consideradas infalíveis. Foi a má vontade dos judeus em
abandonar as suas tradições estabelecidas no passado que lhes causaram a ruína. Eles não permitiam que
se visse falha alguma em suas opiniões ou em suas explicações das Escrituras. Mesmo que certos pontos
de vista tenham sido mantidos por homens de experiência, se não tiverem uma base clara na Palavra
Escrita, devem ser abandonadas.” “Temos muitas lições a aprender, e muitas, a desaprender. Somente
Deus e o Céu são infalíveis. Aqueles que acham que não devem desistir de uma idéia acalentada, que
nunca têm ocasião para mudar uma opinião, serão desapontados.116
Opiniões acalentadas, costumes e hábitos praticados há tempo, devem ser provados pelas Escrituras; e se
a palavra de Deus se opõe as vossas idéias, então, para o bem de vossas almas, não forceis as Escrituras,
como o fazem muitos para destruição de sua alma ao procurar torcê-las para ter um testemunho a favor dos
seus erros. Seja a vossa indagação, que é verdade? E não, que tenho eu crido até aqui ser verdade? Não
interpreteis as Escrituras à luz de vossas crenças já formadas, nem declareis verdade qualquer doutrina de
homem finito. Seja a vossa indagação: que dizem as Escrituras?117
Devemos nos aproximar da investigação da Palavra de Deus com um coração contrito, um espírito
susceptível ao ensino e de oração. Não devemos pensar, como fizeram os judeus, que as nossas idéias e
opiniões são infalíveis, nem como os papistas, que somente certos indivíduos são os guardiães da
verdade e do conhecimento, que os homens não tem o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, e
que devemos aceitar as explicações dadas pelos pais da Igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o
objetivo de sustentar nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender aquilo que
Deus falou.118
Não permitais que ninguém sirva de cérebro para vós, não permitais que alguém pense, investigue e ore
em vosso lugar. Esta é a instrução que devemos tomar a peito hoje em dia.”119
“Não estamos seguros quando tomamos a posição de não querer aceitar qualquer coisa além daquilo
que fixamos como sendo verdade. Devemos tomar a Bíblia, e investigá-la minuciosamente por nós
mesmos. Devemos cavar fundo na mina da palavra de Deus à procura da verdade.”120
Devemos nos aproximar da investigação da Palavra de Deus com um coração contrito, um espírito
susceptível ao ensino e de oração. Não devemos pensar, como fizeram os judeus, que as nossas idéias e
opiniões são infalíveis, nem como os papistas, que somente certos indivíduos são os guardiães da
verdade e do conhecimento, que os homens não tem o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, e
que devemos aceitar as explicações dadas pelos pais da Igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o
objetivo de sustentar nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender aquilo que
Deus falou.”121
115
O Grande Conflito, 594. 14.º Edição. 1973.
116
Review and Herald, 26/07/1892 – Ellen G. White
117
Review and Herald, 25/03/1902
118
Testemunhos Para Ministros, 105
119
Fundamentos da Educação Cristã, 307
120
Review and Herald, 18/06/1889, Ellen G. White
121
Testemunhos Para Ministros, 105
35
E se isto não bastasse, ela exalta muito mais a individualidade humana, numa condenação
veemente à Igreja Católica Romana:
O grande erro da Igreja Católica reside no fato de que a Bíblia é interpretada à luz das opiniões dos ‘pais’.
Suas opiniões são consideradas infalíveis, e os dignitários da Igreja supõem ser sua prerrogativa obrigar
os outros a crer como eles e usar a força para compelir a consciência. Os que não concordam com eles
são declarados heréticos. Mas não é assim que deve ser interpretada a Palavra de Deus. Ela deve
basear-se em seus próprios méritos eternos, ser lida como a Palavra de Deus, obedecida como a voz de
Deus que revela Sua vontade para as pessoas. A vontade e a voz de homens finitos não devem ser
interpretadas como sendo a voz de Deus.122
Tornando-se didática, ela explica a posição dos pais junto aos seus filhos nos seguintes termos:
Os mudos animais devem ser treinados, pois não possuem razão nem inteligência. À mente humana,
porém, deve ser ensinado o domínio próprio. Ela deve ser educada a fim de governar o ser humano, ao
passo que os animais são governados por um dono, e ensinados a ser-lhes submissos. O dono serve de
mente, juízo e vontade para o animal. Uma criança pode ser ensinada de maneira a, como o animal, não ter
vontade própria. Sua própria individualidade pode imergir na da pessoa que lhe dirige o ensino; sua
vontade, para todos os intentos e desígnios, está sujeita à de seu mestre. As crianças assim educadas
serão sempre deficientes em energia moral e responsabilidade como indivíduos. Não foram ensinadas a
agir movidas pela razão e por princípios; sua vontade foi controlada por outros, e a mente não foi provocada
para que pudesse expandir-se e fortalecer-se pelo exercício.123
O que procura fazer com que a individualidade de seus pupilos venha imergir na dele, de modo que a razão,
o juízo e a consciência sejam submetidos a seu controle, assume desautorizada e tremenda
responsabilidade.124
Observai como ela, brilhantemente, explica no seu mais famoso livro, “O Grande Conflito”, com mais ênfase ainda, o
princípio da individualidade na crença das doutrinas bíblicas:
A doutrina de que Deus confiara à Igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a
heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados. Conquanto os reformadores
rejeitassem o credo de Roma, não estavam inteiramente livres de seu espírito de intolerância. As densas
122
Fundamentos da Educação Cristã, 308
123
Fundamentos da Educação Cristã, 15 e 16.
124
Fundamentos da Educação Cristã, 58.
125
O Grande Conflito, 287 e 288. 14.º Edição. 1973.
36
trevas em que, havia o papado envolvido a cristandade inteira, não tinham sido mesmo então
completamente dissipadas.126
O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender das Escrituras o que é a verdade, e então
andar na luz, animando outros a lhe seguir o exemplo. Devemos dia após dia estudar a Bíblia,
diligentemente, ponderando todo pensamento e comparando passagem com passagem. Com o auxílio
divino devemos formar nossas opiniões por nós mesmos, visto termos de responder por nós
mesmos perante Deus.127
Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as
doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os
credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas
que representam a voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-
se como prova, em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou
preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – Assim diz o Senhor.128
O grande erro da Igreja Católica reside no fato de que a Bíblia é interpretada à luz das opiniões dos
‘pais’. Suas opiniões são consideradas infalíveis, e os dignitários da Igreja supõem ser sua
prerrogativa obrigar os outros a crer como eles e usar a força para compelir a consciência. Os que não
concordam com eles são declarados heréticos. Mas não é assim que deve ser interpretada a Palavra de
Deus. Ela deve basear-se em seus próprios méritos eternos, ser lida como a Palavra de Deus, obedecida
como a voz de Deus que revela Sua vontade para as pessoas. A vontade e a voz de homens finitos não
devem ser interpretadas como sendo a voz de Deus.129
A doutrina de que Deus confiara à Igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a
heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados. Conquanto os reformadores
rejeitassem o credo de Roma, não estavam inteiramente livres de seu espírito de intolerância. As densas
trevas em que, havia o papado envolvido a cristandade inteira, não tinham sido mesmo então
completamente dissipadas.131
O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender das Escrituras o que é a verdade, e então
andar na luz, animando outros a lhe seguir o exemplo. Devemos dia após dia estudar a Bíblia,
diligentemente, ponderando todo pensamento e comparando passagem com passagem. Com o auxílio
126
O Grande Conflito, 291. 14.º Edição. 1973.
127
O Grande Conflito, 597. 14.º Edição. 1973.
128
O Grande Conflito, 594. 14.º Edição. 1973.
129
Fundamentos da Educação Cristã, 308
130
O Grande Conflito, 287 e 288. 14.º Edição. 1973.
131
O Grande Conflito, 291. 14.º Edição. 1973.
37
divino devemos formar nossas opiniões por nós mesmos, visto termos de responder por nós
mesmos perante Deus.132
Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as
doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os
credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas
que representam a voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-
se como prova, em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou
preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – Assim diz o Senhor.133
6.2. Agora Ellen G. White vai dizer que discordar das Doutrinas Adventistas é um erro porque elas são
incontestáveis!
Surgirão homens e mulheres proclamando possuir alguma nova luz ou alguma nova revelação, e cuja
tendência e abalar a fé nos marcos antigos. Suas doutrinas não resistem à prova da Palavra de Deus.
Mesmo assim, almas serão enganadas. Farão circular relatos falsos e alguns serão apanhados pela
armadilha .... Não podemos ser demasiado vigilantes contra toda forma de erro, pois Satanás está
constantemente buscando afastar da verdade os homens.134
Se vos sentis tão seguros em seguir vossos próprios impulsos como em seguir a luz dada pela serva
autorizada de Deus, o perigo é vosso exclusivamente; sereis condenados porque rejeitastes a luz
que o Céu havia enviado.135
Os homens poderão apresentar um ardil após o outro, e o inimigo procurará desviar as almas da verdade,
mas todos os que crêem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado uma
mensagem, estarão livres dos mundos embustes que surgirão nestes últimos dias.136
Se vos sentis tão seguros em seguir vossos próprios impulsos como em seguir a luz dada pela serva
autorizada de Deus, o perigo é vosso exclusivamente; sereis condenados porque rejeitastes a luz que
o Céu havia enviado. Testimonies, Vol. 5, pág.688.
132
O Grande Conflito, 597. 14.º Edição. 1973.
133
O Grande Conflito, 594. 14.º Edição. 1973.
134
Eventos Finais, 80.
135
Testimonies, Vol. 5, pág.688.
136
Eventos Finais, 40.
137
Testemunhos Para Ministros, 105
38
verdade, e então andar na luz, animando outros a lhe seguir o exemplo. Devemos dia após
dia estudar a Bíblia, diligentemente, ponderando todo pensamento e comparando passagem
com passagem. Com o auxílio divino devemos formar nossas opiniões por nós mesmos,
visto termos de responder por nós mesmos perante Deus.”138
Os homens poderão apresentar um ardil após o outro, e o inimigo procurará desviar as almas da verdade,
mas todos os que crêem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado uma
mensagem, estarão livres dos mundos embustes que surgirão nestes últimos dias.139
a) “O grande erro da Igreja Católica reside no fato de que a Bíblia é interpretada à luz das
opiniões dos ‘pais’. Suas opiniões são consideradas infalíveis, e os dignitários da Igreja
supõem ser sua prerrogativa obrigar os outros a crer como eles e usar a força para compelir a
consciência. Os que não concordam com eles são declarados heréticos. Mas não é assim
que deve ser interpretada a Palavra de Deus. Ela deve basear-se em seus próprios méritos
eternos, ser lida como a Palavra de Deus, obedecida como a voz de Deus que revela Sua
vontade para as pessoas. A vontade e a voz de homens finitos não devem ser interpretadas
como sendo a voz de Deus.”140 ?;
b) “O princípio mesmo da grande apostasia constituiu em procurar fazer da autoridade da igreja
um suplemento da autoridade de Deus. Roma começou por ordenar o que Deus não tinha
proibido, e acabou por proibir o que Ele havia explicitamente ordenado. Muitos desejavam
fervorosamente retornar à pureza e simplicidade que caracterizavam a igreja primitiva. ....
Mas a Igreja, apoiada pela autoridade civil, não permitia opiniões contrárias às suas formas. A
assistência aos seus serviços religiosos era exigida por lei, e proibiam-se as assembléias
para culto religioso que não tivessem autorização, sob pena de encarceramento, exílio e
morte.”141 ?
Deus não esqueceu o Seu Povo, escolhendo um homem isolado aqui e outro ali, como os únicos dignos de
que lhes confie a verdade. Não dá a um homem luz contrária à estabelecida fé do corpo de crentes. Em
toda reforma, surgiram homens pretendendo isso ....ninguém confie em si mesmo, como se Deus lhe
houvesse conferido luz especial acima de seus irmãos... Alguém aceita umas idéias novas e originais, que
não parecem discordar da verdade ....Sobre isso se demora, até que lhe parece revestido de beleza e
importância, pois Satanás tem poder para lhe dar essa falsa aparência. Por fim torna-se o seu tema todo-
absorvente, o único e grande ponto em volta do qual tudo gira e a verdade é desarraigada do coração ....142
Como ela pode dizer que Deus não dá a um homem luz contrária à estabelecida fé do corpo de
crentes? Isto é alguma brincadeira com a nossa vida? Acaso não disse ela em texto anterior que:
138
O Grande Conflito, 597. 14.º Edição. 1973.
139
Eventos Finais, 40.
140
Fundamentos da Educação Cristã, 308
141
O Grande Conflito, 287 e 288. 14.º Edição. 1973.
142
Eventos Finais, 79,80
39
a) As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos
concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam a
voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se
como prova, em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa.143;
b) Com o auxílio divino devemos formar nossas opiniões por nós mesmos, visto termos de
responder por nós mesmos perante Deus.144
6.3. Ellen G. White vai tornar isto tão complicado que afirmará que seus escritos não são uma verdade
adicional, porque a Bíblia é toda a verdade necessária, mas imediatamente desfará esta sua afirmativa!
Os testemunhos escritos não visam dar nova luz, mas imprimir vividamente no coração, as verdades da
inspiração já reveladas .... Não é apresentada verdade adicional.145
Se tivésseis feito da Palavra de Deus o objeto de vossos estudos, com o propósito de atingir o padrão
bíblico e a perfeição cristã, não necessitaríeis os Testemunhos. É porque negligenciastes familiarizar-vos
com o Livro inspirado de Deus, que Ele procurou chegar até vós por meio de testemunhos simples e diretos,
chamando a vossa atenção para as palavras da inspiração às quais negligenciastes obedecer, e insistindo
convosco para modelardes vossa vida de acordo com seus ensinamentos puros e elevados.146
Eis aqui então, mais uma vez a eterna contradição de princípios whiteanos! Logo após declarar
o que aqui vimos, diz então Ellen G. White:
Foi-me dado também o solene encargo de apresentar fielmente a mensagem do Senhor, não fazendo
diferença para amigos ou inimigos.147
É desejo do Senhor que Seu povo seja unido, de um mesmo parecer, de um mesmo pensamento e de um
mesmo discernimento. Isto não pode ser alcançado sem um claro, direto, vivo testemunho.148
As Igrejas que têm nutrido influências que diminuem a fé nos testemunhos, são fracas e vacilantes. Alguns
ministros estão trabalhando para atrair o povo a si mesmos. Quando é feito um esforço para corrigir
qualquer erro nesses ministros, eles resistem com independência, e dizem: ‘Minha igreja aceita meu
trabalho’.150
É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais de fé, nunca nos
permitamos o emprego de argumentos que não sejam inteiramente retos. Devemos apresentar argumentos
legítimos, que não somente façam silenciar os oponentes, mas que apresentem a mais profunda e
perscrutadora investigação151
Temos aqui uma empáfia imensa! A exaltação de si mesma é tão notória nestes textos que custa-
me acreditar que fui tão cego durante tantos anos. Como pode afirmar uma coisa em um lugar e
outra em outro tão abertamente? Como podem seus revisores textuais permitirem um erro tão claro
de fundamentação doutrinária e ao mesmo tempo defenderem que ela é o Espírito de Profecia?
Primeiro ela diz que a Bíblia é tudo o que devemos investigar e depois impõe que ela é o próprio
meio que Deus escolheu.
Quem é Ellen G. White para dizer que eu ou quem quer que seja, somos alienados da Bíblia e
que sem ela estamos perdidos?
Afinal de contas é isto que ela está a dizer o tempo todo!
Ela se tem na conta de “centro moderno da verdadeira religião”, pois, afinal, não é possível ser
do povo “único” de Deus, se eu não tiver o que denominam os adventistas ser o “testemunho de
Jesus” (que significa, neste contexto, exatamente, os livros dela, ou como gostam de dizer, ‘os
testemunhos’).
Para os adventistas ter este tal testemunho, ou escritos dela, significa possuir o Espírito de
Profecia.
Ora, eis aqui a falta de bom senso. Temos aqui duas provas que chocadas entre si revelam um
fato incontestável: fazer parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia é perigoso para a sanidade
espiritual, porque temos que ser seguidores deste tipo de conrtadição e considerar isto uma
normalidade. Senão vejamos:
a) Aqui temos a prova “a” onde Ellen G. White se considera a profetisa comissionada de iluminar
as pessoas de nosso tempo presente com a mensagem de advertência final, e ela é tão
poderosa nisto, que apresenta-se como sendo a base de testemunho único que os
adventistas devem seguir;
b) Já a prova “b” é muito clara: “Os testemunhos não foram escritos para tomar o lugar da Bíblia”
(Testimonies, 5, pág. 663).
Ora, tome-se a prova “a” e a prova “b”, e responda a si mesmo se puder: Ellen G. White é
necessária ou não?
149
2.º Mensagens Escolhidas, 45 – Ellen G. White
150
2.º Mensagens Escolhidas, 46 – Ellen G. White
151
5.º Testimonies for the Church, 707,708
41
a) Se você responder que ela é dispensável porque você se dedicará à Bíblia, cuidado, pois
poderá estar com o Diabo no couro (ela sentencia assim ao que renega-a);
b) Se você disser que não, e colocá-la em pé de igualdade com a Bíblia, então cuidado, pois ela
não tem por objetivo tomar o lugar da Bíblia. (Veja o texto a seguir):
Alguns que não estão dispostos a receber a luz, mas que preferem andar nos caminhos de sua própria
escolha, pesquisarão os testemunhos para neles buscar alguma coisa que anime o espírito de incredulidade
e desobediência. Assim se introduzirá um espírito de desunião; pois o espírito que os dirige a criticar os
testemunhos há de conduzí-los também a observar seus irmãos para encontrar neles alguma coisas a
condenar.152
6.4. Ellen G. White declara que uma das razões da discórdia entre as igrejas da cristandade é torcer as
Escrituras para apoiar alguma teoria favorita. Afirma também que não devemos pensar que apenas
certos indivíduos são os guardiães da verdade e do conhecimento. Mas, depois desfaz tudo isto.
A discórdia e divisão que existem entre as igrejas da cristandade são resultado, em grande parte, pelo
costume existente de se torcer as Escrituras para apoiar alguma teoria favorita. Em lugar de estudar
cuidadosamente a palavra de Deus com humildade de coração, para obter um conhecimento de sua
vontade, muitos procuram, apenas, descobrir qualquer disparidade ou novidades. ...Outros, que possuem
uma imaginação ativa, apegam-se às figuras e símbolos do Escrito Sagrado, interpretam-no do seu ponto
de vista, com pouca referência do testemunho da própria Escritura como seu intérprete, e então apresentam
as suas divagações como se fossem os ensinos da Palavra de Deus.153
Devemos nos aproximar da investigação da Palavra de Deus com um coração contrito, um espírito
susceptível ao ensino e de oração. Não devemos pensar, como fizeram os judeus, que as nossas idéias e
opiniões são infalíveis, nem como os papistas, que somente certos indivíduos são os guardiães da verdade
e do conhecimento, que os homens não tem o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, e que
devemos aceitar as explicações dadas pelos pais da Igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o objetivo de
sustentar nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender aquilo que Deus falou.154
Então, depois de dizer isto, Ellen G. White conrtadiz tudo o que declarou com estas expressões
de fanatismo e prepotência ideológica que virão à seguir, notai-as:
Deus dá à mente cândida evidência suficiente para que creia; mas aquele que vira as costas ao
peso das evidências porque há umas poucas coisas que ele não pode tornar claras a sua finita
compreensão será deixado na atmosfera fria, desencorajadora da incredulidade e interrogadora dúvida, e
naufragará na fé.155
Os homens poderão apresentar um ardil após outro, e o inimigo procurará desviar as almas da
verdade, mas todos os que crêem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado
uma mensagem, estarão livres dos muitos embustes que surgirão nestes últimos dias.156
152
2.º Mensagens Escolhidas, 48 – Ellen G. White
153
Spirit of Phofecy, Volume 4, 343, 344
154
Testemunhos Para Ministros, 105
155
Testimonies IV, 232.
156
Eventos Finais, 40. Também encontrado em 3.º Mensagens Escolhidas, 83,84.
42
É plano de Satanás enfraquecer a fé do povo de Deus nos Testemunhos. Depois segue-se o ceticismo com
respeito a pontos vitais de nossa fé, as colunas de nossa posição, depois a dúvida quanto às Sagradas
Escrituras e finalmente a marcha descendente para a perdição. Quando os Testemunhos, nos quais se creu
uma vez, são postos em dúvida e abandonados, Satanás sabe que as pessoas enganadas não param aí; e
redobra os seus esforços até que os lança em rebelião aberta, o que se torna incurável e termina em
destruição.157
Prezados amigos leitores, eu desafio aqui qualquer teólogo adventistas, qualquer pregador, defensor whiteano a
apresentar onde pode estar a coerência destes diversos textos que apresentei neste capítulo.
Já ouvi de quase tudo, desde conversa fiada e sem “pé nem cabeça”, até complicadas explicações que diziam-se
pejadas de compreensões acerca dos contextos e de análises circunstanciais das ditas declarações. Mas nada disto
resiste à evidência esmagadora de todos os aspectos enunciados neste meu trabalho que publico e exponho ao mundo
todo.
É trágico, mas é verdade, ser adventista do sétimo dia é ser seguidor desta aberração teológica e ideológica!
Qual a grande verdade aqui enunciada?
As doutrinas adventistas não são somente contestáveis, como são passíveis de cair em considerável ridículo
teológico, como ocorre aqui, em meu entendimento, a crença de que manifestou-se em Ellen G. White o Espírito de
Profecia. Creio eu que o Consolador, que deve guiar a toda verdade, não cometeria um erro tão primário, em termos de
contradição como vemos aqui.
Sabemos que o lugar da habitação de Deus no santuário ou no templo terrestre era o interior do
véu, chamado Shekinah e a Sra. White não ignora isso.
Diz ela: “E, além do segundo véu, estava o sagrado shekinah, a visível manifestação da graça
de Deus, ante a qual ninguém, a não ser o sumo sacerdote, poderia entrar e viver.”(O Conflito dos
Séculos, p. 414).
Ora, segundo ela ainda, o Filho ao subir ao céu esteve no primeiro compartimento do santuário
celestial até que, em 22 de outubro de 1844, passou para o segundo compartimento.
157
Testimonies IV, 211.
158
Primeiros Escritos, p. 54,55.
43
Isso significa, conforme sua dita visão ou mensagem oriunda diretamente de Deus, para ela que
é serva autorizada, o Pai só se transferiu para o lugar santíssimo na ocasião em que Jesus foi ao
seu encontro.
Esteve pois o Pai retido no lugar santo pelo espaço de 1813 anos, considerando que o Messias
subiu ao céu no ano 31 A D. (segundo os adventistas).
Somando-se o ano 31 AD mais 1813 anos teremos 1844 – ano em que o Filho foi ao encontro
do Pai no lugar santíssimo.
Logo, por 1813 anos o Pai celestial esteve retido no lugar santo ao lado do Filho.
Enquanto isso, lemos na Bíblia: “E ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações... fixando
os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus. (At 7.54,55). “ao que
vencer lhe concederei que se assente no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu
Pai no seu trono. (Ap 3.21)
Lemos ainda: “Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está
assentado nos céus à dextra do trono da majestade.” (Hb 8.1)
Considerando que o livro de Apocalipse e Hebreus foram escritos no primeiro século de nossa
Era, e que os escritores bíblicos apontam que o Senhor já estava sentado no trono, à dextra da
majestade, obviamente no lugar santíssimo, como Ellen G. White poderia ter visto o Pai se levantar
do seu trono e entrar no lugar santíssimo somente em 22 de outubro de 1844, ocasião em que, logo
após, o próprio Cristo assim procedeu?
Além do mais, Ellen Gould White viu dois tronos no céu: um no qual o Pai estava assentado
e outro, que ela declara ser o de Jesus.
Entretanto, a Bíblia afirma: “E nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o
servirão.”(Ap 22.3).
Trono no singular e não no plural!
44
4. Assim sendo, perguntamos: quem está certo? Os que dizem que o Santuário Celestial é o
próprio Céu? Os que dizem que há um Santuário no Céu?
R- Nenhum dos dois, mas os que disserem que a Cidade de Jerusalém Celestial é o
Santuário onde a Pessoa de Deus (Trono) está. Esta Cidade é o Santíssimo onde Cristo
entrou em sua ascensão.
Quando lemos em Hebreus 9:24 que “Cristo não entrou num santuário feito por
mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu ...” devemos entender que aí se
está dizendo que “Cristo não entrou num santuário feito por seres humanos, mas na
Cidade de Jerusalém Celestial, que é o Santuário de Deus”;
Quando lemos em 1.º Pedro 3:22 que “está à direita de Deus, tendo subido ao
céu...”, devemos entender exatamente que está dentro desta Cidade governando
com Seu Pai;
Quando lemos em Hebreus 4:14 que “temos um grande Sumo Sacerdote, Jesus,
Filho de Deus, que penetrou os céus ...” – devemos entender que “temos um
grande Sumo Sacerdote que penetrou na Cidade de Jerusalém Celestial,
diretamente no Trono de Deus que está na praça central da Cidade”;
Quando lemos em Apocalipse 11:19 que “abriu-se o Santuário de Deus que está no
céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto ...” ou quando lemos em
Apocalipse 15:5 “abriu-se o santuário do tabernáculo do testemunho no Céu”, ou
ainda, quando lemos que “temos um Sumo Sacerdote tal, que se assentou à direita
do Trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo que o
Senhor fundou e não o homem.” (Hebreus 8:1,2), devemos entender claramente
que Cristo entrou na Cidade de Jerusalém Celestial que é em si mesma o Santuário
Santíssimo de Deus (verifique-se novamente isto em Jeremias 3:17 e 17:12 e ainda
Apocalipse 21:22.)
O Trono que fica no Santuário é evidentemente o Trono que tem que ficar no Lugar
Santíssimo, mas em Apocalipse 3:12 declara-se que todos os que vencerem irão
sentar com Cristo neste Trono, ora como isto será possível? É simples, todos os
salvos residirão na Cidade Eterna (João 14:1-3) e por esta razão, nesta Cidade que
não terá Santuário (Apocalipse 21:22) a própria Cidade é o Santuário e ela mesma
é o próprio Trono, por isto todos os remidos podem sentar-se com Cristo em Seu
Trono (Jeremias 3:17 e 17:12).
Explica-se esta questão facilmente em decorrência da leitura de Mateus 19:28 e Lucas 22:30
onde se declara que os apóstolos terão 12 tronos para julgar as doze tribos de Israel quando Cristo
estabelecer Seu Reino na Terra.
Depois em 1.º Coríntios 6:2,3 e 2.º Pedro 2:4, se declara, conjuntamente com Judas 1:6 e
Apocalipse 20:4, que os salvos irão julgar os ímpios e os anjos que caíram. Além do que
48
Colossenses 1:16 declara que os tronos foram criados para obedecerem a Cristo, ou seja, as
autoridades reportam-se à Ele que é o Senhor do Trono da Graça (Hebreus 4:16).
Apocalipse 4:1-11 (comparar Efésios 6:12 e Colossenses 1:16 e Jó 1:6) explica-nos que estes
tronos, ou principados e potestades foram criados para Cristo. Em Judas 1:6,7 declara que alguns
anjos deixaram seus principados e suas próprias habitações, ou seja, seus tronos e lugares de
governo e, por isto mesmo foram aprisionados.
Em Apocalipse 12:3,4 declara-nos que Satanás tinha sob seu comando não apenas a Terra,
mas tinha a terça parte dos anjos do Céu, ora, estes anjos tinham diversas responsabilidades em
diversos mundos, por isto mesmo, Satanás tinha o controle de diversos mundos. Mas, após a vitória
de Cristo aqui na Terra, e Sua ascenção ao Terceiro Céu, todo o Império de Satanás foi lançado na
Terra e aprisionado aqui, veja-se Apocalipse 12:7-12.
Mas, aqui está o ponto central acerca do Trono de Deus e sua relação com o Santuário
Terrestre e meu desafio aos adventistas:
6. Teria o Santuário (Jerusalém Celestial) duas divisões internas do tipo Lugar Santo e um Lugar
Santíssimo?
DEUS ESTÁ NUM TEMPLO CELESTIAL - No Salmo 11:4 declara-se que “O Senhor
está no Seu Santo Templo, o Trono do Senhor está nos Céus.”
DENTRO DESTE TEMPLO FICA O TRONO DE DEUS - Em Isaías 6:1 declara-se
que “o Senhor assentado num alto e sublime Trono e as orlas do Seu manto
enchiam o Templo”
CRISTO ENTROU DIRETAMENTE AO TRONO DE DEUS QUE ESTÁ NO TEMPLO
CELESTIAL - Em Hebreus 8:1,2 diz-se que “temos um Sumo Sacerdote tal que se
assentou nos Céus à direita do Trono da Majestade, ministro do Santuário e do
verdadeiro Tabernáculo que o Senhor fundou e não o homem”.
O LUGAR ONDE ESTÁ ESTE TRONO É JERUSALÉM CELESTIAL, POIS LÁ
ESTÁ A MORADA DE DEUS - Em Hebreus 12:22 declara-se “tendes chegado ao
Monte Sião, e à Cidade do Deus Vivo, a Jerusalém Celestial, a miríades de anjos”.
Reveja-se o que já demonstramos: A Cidade de Jerusalém Celestial é nossa mãe:
Gálatas 4:26. Ela é o Santuário/Casa de Deus no Céu: (Ezequiel 37:26-28 comparar
com Apocalipse 21:1-3) e ainda (comparar Jeremias 3:17 com 17:12); não há um
Santuário ou Templo/Tabernáculo dentro dela: Apocalipse 21:22.
O SANTUÁRIO DE DEUS É JERUSALÉM CELESTIAL, ELA É SUA MORADA
PESSOAL E NELA ESTÁ O TRONO. ESTA CIDADE É EM SI MESMA O
SANTÍSSIMO E NÃO POSSUI LUGAR SANTO SEMELHANTE AO QUE HAVIA NO
SANTUÁRIO TERRESTRE. Apocalipse 21:2,3,5 declara-nos que “e vi um novo Céu
49
e uma Nova Terra, porque já se foram o primeiro Céu e a primeira Terra e o mar não
existe. E vi a Santa Cidade, a Nova Jerusalém que descia do Céu da parte de Deus
adereçada como uma noiva ataviada para o Seu Noivo. E ouvi uma grande voz
vinda do Trono que dizia: ‘eis que o Tabernáculo de Deus está com os homens, pois
com eles habitará e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles.”.
8. Qual era a condição dos que oficiavam dentro deste Santuário Terrestre? Em comparação
com o Sacerdócio de Cristo em que nível estavam?
R- O Sacerdócio Levítico possuía dois tipo de sacerdotes: os sacerdotes comuns e o Sumo
Sacerdote. Todos eles eram pecadores e ao oficiarem os rituais do Sacerdócio Levítico,
tinham que apresentar sacrifícios por si mesmos antes de oficiarem pelo povo. Já no caso de
Cristo, Ele nunca foi sacerdote de Deus na Ordem Levítica, pois que Ele era da tribo de Judá
e nesta não havia nada nos escritos de Moisés que estabelecesse a participação nos rituais
do Santuário Terrestre. A Ordem de Cristo é a de Melquisedeque, e nela Ele é o Sumo
Sacerdote único. Hebreus 4:14-16; 5:1-3,7; 7:12-17,23,24-28.
10. Ora, a Bíblia declara que Cristo adentrou no Céu ao ascender à Ele para a direita do Trono
de Deus. Este lugar é evidentemente num lugar que era representado no Santuário
Terrestre como sendo inacessível para qualquer pessoa, a saber o Santíssimo Lugar (ou
Santo dos Santos). Desta forma fica esclarecido que Cristo ao ascender ao Céu foi
diretamente ao Santíssimo (ver Hebreus 1:3; 8:2; 9:12,24; Efésios 1:20; Colossenses 3:1;
Hebreus 10:12 e 1.º Pedro 3:22).
11. No Céu não existem sacerdotes, mas somente um único Sumo Sacerdote: Hebreus 7:26-
28. E Ele oficia como Sumo Sacerdote, ou seja, no Santíssimo Lugar. Não existe outro
lugar onde Ele oficie Seu Ministério.
12. À despeito disto tudo que a Bíblia nos ensina, os adventistas do sétimo dia ensinam a
seguinte heresia: “O ministério do sacerdote, durante o ano todo, no primeiro
compartimento do Santuário, ‘para dentro do véu’ que formava a porta e separava o Lugar
50
Santo do Pátio externo, representa o Ministério em que entrou Cristo ao ascender ao Céu”
(O Grande Conflito, 420).
Para não haver dúvidas, lemos aqui o texto de Hebreus 9:12, que declara: “Não por
meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no
Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.”
E algumas traduções este texto aparece da seguinte forma (observe o pedaço
sublinhado): “Não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio
sangue, entrou no Lugar Santo, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna
redenção.” “Não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio
sangue, entrou no Santuário, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna
redenção.” – explicação: Basta observar o contexto do texto e ver que a melhor
tradução é a primeira que traz a expressão “Santo dos Santos”. Por quê? É simples,
a menos que os adventistas queiram sustentar que o sacrifício de Cristo não
significou o Dia da Expiação dos pecados de toda a Humanidade – notai, o próprio
texto afirma o seguinte: “... uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.”.
Leia-se agora Hebreus 9:8-12: “dando o Espírito Santo a entender com isto que o
caminho do Santuário não está descoberto enquanto subsiste a primeira tenda, que
é uma alegoria para o tempo presente, conforme a qual se oferecem tanto dons
como sacrifícios que quanto à consciência não podem aperfeiçoar aquele que
presta o culto, sendo somente no tocante a comidas e bebidas e várias ablusões,
umas ordenanças da carne imposta até um tempo de reforma, mas Cristo, tendo
vindo como Sumo Sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais
perfeito Tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, e não pelo
sangue de bodes e novilhos, mas por Seu próprio sangue entrou uma vez por todas
no Santo dos Santos havendo obtido uma eterna redenção.”
Quem de sã consciência, conhecedor das Escrituras, poderá negar a realidade dos
Isto é um absurdo! Ela declarar que o Pai tinha, no Céu, um Trono no lugar santo e outro no
Santíssimo, é forçar uma situação com mentiras. A visão de Ellen White aqui descrita não pode ser
base de fé para nenhuma pessoa. Os adventistas, no entanto, IRÃO DEFENDER ESTA VISÃO DE
51
ELLEN WHITE, MESMO SENDO UM ABSURDO TEOLÓGICO, PORQUE SUA BASE DE FÉ NÃO É
SOMENTE A BÍBLIA, MAS ELLEN G. WHITE É CONSIDERADA TÃO INSPIRADA (OU MAIS)
COMO A BÍBLIA, PORTANTO, PODE FAZER ACRÉSCIMOS.
Eu desafio todos os adventistas do sétimo dia do mundo a provar que houve, em qualquer
momento do texto bíblico, um único momento sequer, em que Deus tivesse Seu Trono no Lugar
chamado Santo do Santuário Terrestre. Se provarem isto, meto a mão na boca e me humilho ao pó,
peço-lhes perdão num Jornal de grande circulação nacional e confessarei meu erro, caso contrário,
admitam que Ellen White errou feio! E se errou feio nisto, é falsa visionária e portanto, falou por boca
de que espírito? Certamente que não pode ter sido o de Profecia, correto?
Ensinou mentiras e se viu alguma visão, foi visão contrária à Palavra de Deus.
Não sou eu quem criou esta confusão, mas a própria Ellen G. White, pois ela declarou e seus
seguidores crêem no seguinte:
Assim como o Sumo Sacerdote entrava no lugar santíssimo uma vez ao ano, para purificar o santuário
terrestre, entrou Jesus no lugar santíssimo do santuário celestial, no fim dos 2300 dias de Daniel 8, em
1844, para fazer uma expiação final por todos...”160
Ela ainda teve a cara de pau de dizer que a expiação final por todos só ocorre depois de 1844,
em franca contradição com o que declara Hebreus 9:12 “uma vez por todas, tendo obtido uma
eterna redenção.”
Mas, mesmo assim, os adventistas seguem falsas visões que afirmam:
O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, asseguva-lhes perdão e aceitação
perante o Pai; contudo ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro” (O Grande Conflito, 420).
Assim Cristo apenas completara uma parte de Sua obra como nosso intercessor para iniciar outra, e ainda
pleiteia com Seu sangue, perante o Pai, em favor dos pecadores.” (O Grande Conflito, 428).
Na verdade o adventismo se obriga a crer assim, pois precisam justificar a falsa profecia de
Guilherme Müller, que em 1844 declarou que a purificação do santuário em Daniel 8:14, seria
naquele ano e que tal santuário era a Terra. Como Cristo não voltou no dia 22 de outubro daquele
159
(O Grande Conflito, 419).
160
(Primeiros Escritos, 253).
161
(O Grande Conflito, 420).
52
ano, como o falso profeta declarara, inventaram que o santuário que seria o (pasmem todos)
Santuário Celestial, ou seja, a Jerusalém Celestial.
Eles crêem, como ficou demonstrado, que somente à partir de 1844 a expiação final começou a
ser realizada.
Notai as maluquices desta seita anti-bíblica:
Enquanto o juízo de investigação prosseguir no Céu, enquanto os pecados dos crentes arrependidos estão
sendo removidos do santuário, deve haver uma obra especial de purificação, ou de afastamento de pecado
do povo de Deus.” (O Grande Conflito, 425).
“... deve haver um exame dos livros de registros para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e
fé em Cristo, tem direito aos benefícios de sua expiação” (O Grande Conflito, 421).
Ou seja, quem tem direito pelas suas obras pessoais de ser salvo, isto não é fé evangélica é fé
católica de salvação pelas obras!
Notai esta sandice: “... Jesus entrou no Lugar Santíssimo do Santuário Celestial no fim dos 2300
anos de Daniel 8, isto é, em 1844, para fazer expiação final por todos os que foram beneficiados por
sua mediação e purificar assim o santuário.” (Primeiros Escritos, 253). “No tempo indicado para o
Juízo – o final dos 2300 dias em 1844 – iniciou-se a obra de investigação e apagamento dos
pecados.” (O Grande Conflito, 489). “... realizar a obra do juízo de investigação e fazer expiação por
todos os que se verificarem com direito aos benefícios da mesma” (O Grande Conflito, 489).
Agora verifiquemos a Bíblia com estas maluquices dos adventistas. Declara o apóstolo Paulo:
“CONJURO-TE DIANTE DE DEUS E DE CRISTO JESUS QUE HÁ DE JULGAR OS VIVOS E OS
MORTOS PELA SUA VINDA E PELO SEU REINO” (1.º Timóteo 4:1).
No entanto ela desfaz de Paulo, o apóstolo, declarando como se fosse uma profetisa de Deus o
seguinte: “A obra do juízo investigativo dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do
Senhor”. (O Grande Conflito, 448). “O juízo ora se realiza no santuário celestial. Há muitos anos esta
obra está em andamento. Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela ao caso dos vivos.” (O
Grande Conflito, 493). “Todos os que já professaram o nome de Cristo serão submetidos àquele
perscrutador escrutínio. Todos os vivos como os mortos devem ser julgados ‘pelas coisas escritas
nos livros, segundo suas obras.” (O Grande Conflito, 489).
A Bíblia declara, em contradição com o adventismo o seguinte: “Assim também Cristo, tendo se
oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados” “Jesus porém, tendo oferecido para sempre,
um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus.” ( Hebreus 9:28 e 10:12). “Depois
de ter feito a purificação pelos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus
1:3). “... mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados, em
nome do Senhor Jesus ...” (1.º Coríntios 6:11).
Ser um adventista do sétimo é crer que a redenção de cristo no calvário foi insuficiente, ainda
ficou faltando alguma coisa por fazer e, que o pai celeste, meteu seu trono num suposto lugar santo
da jerusalém celestial, deixando o santíssimo vazio por 1813 anos só porque ellen g. white e seus
asseclas inventaram que assim tem que ser, numa falsa interpretação de daniel 8, misturando tudo
53
com visões desta mulher com sérios problemas de plágios fartamente praticados em seus
escritos.162
Concluiremos esta exposição, usando uma expressão de Ellen G. White que se volta contra sua
própria comunidade e consiste num outro desafio que lanço nas mãos dos adventistas:
As interpretações vagas e imaginosas das Escrituras, as muitas teorias contraditórias à fé religiosa ... são
obras do nosso grande adversário para confundir o espírito de tal maneira que não saiba distingüir a
verdade.” (O Grande Conflito, 525).
Procure o leitor algum adventista “de carreira”, e verifique com ele, ao vivo e à cores, qual é sua
posição sobre a sra. White. Ele tem a seguinte crença na cabeça: “a irmã White foi uma profetisa
inspirada por Deus na mesma medida que um Jeremias ou João, seus escritos são a mesma coisa
que um texto da Bíblia, pois o Espírito é o mesmo em ambos os escritos.”163
Mas, vamos a algo mais substancial:
Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este Dom é um sinal distintivo da Igreja Remanescente e foi
manifestado no ministério de Ellen Gould White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma
fonte de verdade duradoura e autoritativa, que provê para a Igreja conforto, guia, instrução e correção.
162
Temas este que estaremos dispostos a discutir com quem quer que seja, para provar que ela foi uma plagiadora
descarada, dizendo que via uma dita visão e em seguida, quando ia narrar a referida visão, copiava textos dos livros de
muitos escritores de sua época.
163
Minha crença durante muitos anos e amplamente existente no meio institucional onde ela é citada como referência
em tudo. Não há uma só citação bíblica que não se procure ligar a algum texto whiteano para se endossar a explicação
que se deseja fazer. Isto é considerado natural no meio adventista.
54
Estes escritos também tornam claro que a Bíblia é o padrão pelo qual devem ser testados todo o ensino e
prática. (Joel 2:28,29; atos 2:14-21; Hebreus 1:1-3; Apocalipse 12:17; 19:10)164
John N. Andrews foi um dos mais respeitados pioneiros adventistas do sétimo dia. Em 1870
ele fez uma declaração oficial devidamente autorizada na Revista Oficial da denominação, que
explica esta crença estrutural do adventismo. Ei-la:
1. Compreendemos que as Santas Escrituras são divinamente inspiradas, e que contêm a verdade de Deus,
capaz de fazer-nos sábios para a salvação;
2. Mas não compreendemos que o Dom das Escrituras à humanidade exceda ao Dom do Espírito Santo ao
povo de Deus;
3. Ao contrário, cremos que as Escrituras revelam plenamente o ofício e a obra do Espírito Santo. Ofício e
obra que nunca podem cessar enquanto o homem permanecer em graça;
4. Esta obra nos é revelada na doutrina bíblica dos dons espirituais;
5. Ao passo, portanto, que aceitamos de coração as Escrituras como ensinando todo dever do homem para
com Deus, não negamos o lugar do Espírito Santo na Igreja, lugar que a Escritura lhe designa...
6. a obra do Espírito Santo pode ser dividida em duas partes: primeira, a que se designa simplesmente a
converter e a santificar a pessoa afetada por ela. Segunda, a que visa abrir a verdade de Deus, e corrigir o
erro, e a reprovar e repreender os pecados secretos. Esta parte da obra é feita pelo que as Escrituras
denominam de dons espirituais...
13. Ora, a Bíblia expressamente ensina que a existência desses dons espirituais é tão necessária à Igreja
de Cristo, como os vários membros são necessários ao bem-estar do corpo. Se bem, portanto, que a Bíblia
reconheça os dons do Espírito, estes não são dados para exceder à Bíblia, nem ainda para preencher o
mesmo lugar que ela...
16. ...Julgamos que todas as provas apresentadas na Bíblia devem ser aplicadas aos dons, e que eles
devem resistir à prova de tais exames...
19. Um dos principais dons do Espírito de Deus, por Ele colocados na Igreja do Novo Testamento, é o dom
de profecia.”165
a) No ponto n.º 2, onde ele diz que “não compreendemos que o Dom das Escrituras à
humanidade exceda ao Dom do Espírito Santo ao povo de Deus” – o erro está claro. Não
devemos ir além do que está escrito (1.º Coríntios 4:6). E se um espírito apresentar-se com
profecias que se cumprem mas nos levar a adorar a um falso deus? O Diabo pode manifestar
dons espirituais como os dons do Espírito Santo, e isto é claro na Bíblia: Deuteronômio 13:1-
3. Semelhança tal, que até mesmo os discípulos podem ser enganados.
Isto é o que nos adverte enfaticamente a própria Bíblia 166. A Bíblia é por si mesma a autoridade
dada pelo Espírito Santo aos homens para que saibamos julgar, avaliar e compreender todas as
coisas. Ela é a espada mais cortante que há, pois corta a alma do homem, divide o homem interior, é
apta para instruir, corrigir, admoestar e ensinar perfeição 167. Ela é o próprio “Testemunho de
164
Seventh-Day Adventist Yearbook, 1981, Pg 7
165
Review and Herald, 15/02/1870, Pg 64,65. Extraído de Crede em Seus Profetas, Pg 134,135
166
Veja-se cuidadosamente: 2.º Coríntios 11:13-15; 1.º João 4:1; 2.º Tessalonicenses 2:7-10.
167
Hebreus 4:12; 2.º Timóteo 3:16,17; Salmos 119:9-11.
55
Jesus”168. Devemos crer numa Bíblia única e que é “lâmpada para meus pés e luz para meus
caminhos”169
Um texto claríssimo e que o adventismo usa muito explica o seguinte: “À Lei e ao Testemunho,
se eles não falarem segundo esta palavra nunca verão a alva.”170
Ora, mas o que significam estas palavras? Jesus responde: “Examinai as Escrituras porque
julgais ter nelas a vida eterna e São elas que testificam de mim.”171
Paulo encerra esta questão de que a própria Bíblia é o testemunho de Jesus quando declara:
“Mas agora, sem a Lei se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos profetas” 172
O testemunho de Jesus, diz Apocalipse 19:10 : “é o Espírito da Profecia”. Ora, o próprio apóstolo
Paulo testificou que os profetas e a lei testemunharam de Cristo (que é evidentemente a Justiça de
Deus). Isto encerra a questão bíblica de que o testemunho de Jesus, que é o Espírito de Profecia é a
própria Bíblia, que contêm a Lei e os Profetas. Nada refere-se à Ellen White como querem os
adventistas.
Por esta razão dizemos que o ensino adventista está errado. Os crentes devem ser levados a
crer somente na autoridade da Bíblia, e ela nos orienta a “examinar os espíritos” 173. Ora, se é assim,
então ela é maior do que qualquer manifestação de dons, pois eles devem ser julgados por ela.
b) Andrews está errado quando diz que a obra do Espírito Santo de repreender, corrigir e
reprovar os pecados secretos “é feita pelo que as Escrituras denominam dons espirituais”.
Por que esta afirmativa é um erro?
Ora, a Bíblia diz que “toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para
repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e
perfeitamente preparado para toda boa obra”174
Qual é esta Escritura que Paulo cita aí neste texto? “As sagradas letras, que te podem fazer
sábio para a salvação”175 – são as Escrituras que Timóteo conhecia, o que nós hoje chamamos de
Velho Testamento, mas que podiam fazer o servo de Deus, Timóteo, já na chamada Nova Aliança,
ser sábio para a salvação.
E isto basta-nos!
No entanto, Andrews entendia como os demais adventistas também entendem, que os dons
espirituais foram dados tendo em vista, o que textualmente ele mesmo afirma com o respaldo da
Revista Oficial: “os pecados secretos”. Mas, este erro que faz parte da construção de uma
montagem da estrutura ideológica adventista esbarra na muralha de Efésios 4:10-16 que deixa claro
que os dons foram dados não como tendo em vista os “pecados secretos”, mas: “tendo em vista o
aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.
168
João 5:39,40
169
Salmo 119:105
170
Isaías 8:20
171
João 5:39
172
Romanos 3:21
173
João 4:1
174
2.º Timóteo 3:16,17
175
2.º Timóteo 3:15
56
Bem, a posição oficial adventista segue além disto, evidentemente, desviando deste tipo de
discussão com a alegação de que Andrews era uma opinião isolada, e que sua exposição precisaria
ser revista à luz do que ele possuía de melhor em seu tempo.
De qualquer forma, voltamos para a Declaração que já citei do Yerbook em 1981. Esta
Declaração é resultado da famosa (entre eles) Conferência Geral de Dallas, onde o Presidente Neal
C. Wilson lançou as bases do que chamam de “Missão Global”176.
Notemos alguns dos pontos complicados desta declaração.
176
Uma iniciativa adventista de converter ao adventismo mais de mil pessoas por dia em todo o mundo pela exposição
das crenças denominacionais que sustentam à anos.
177
1.º Coríntios 14:1
57
Num momento de “bobeira”, um dos pioneiros escreveu o que seria algo, no mínimo,
desconfiável, e que inicia um processo de revelação de que as coisas não são bem como querem
fazer-nos crer todos estes anos:
A idéia que tem sido cuidadosamente instilada na mente do povo é que questionar as visões, é no mínimo
tornar-se um apóstata rebelde e sem esperança; e também muitos (sinto muito em dizê-lo) não têm força de
caráter suficiente para se livrarem deste conceito; a partir do momento em que se faz qualquer coisa para
abalar a fé nas visões, eles perdem a fé em tudo e vão para a destruição.178
Curiosamente esta dita fonte autoritativa, denunciada cem anos depois da declaração de
Smith, foi exposta no “The New York Times”, de 06/11/1982, com destaque, num artigo intitulado “7 th-
Day Adventists face Change and Dissent”. Entre os tópicos deste famoso periódico, estavam os
subtítulos:
- “Mais de cem ministros já se demitiram da Igreja ou têm sido forçado a fazê-lo”;
- “O foco do fermento dos adventistas é a Universidade Andrews”;
- “Vários incidentes nos dois últimos anos têm provocado o aparecimento de tensões e
abaixamento da moral”.
A guia, instrução e correção autoritativa de Ellen White, além de contrariar o princípio paulino
para a mulher na Igreja: “Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem,
mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi
enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. 179; sim, além de contrariar este
princípio, anarquizando a Igreja, resultou numa tal situação para esta denominação religiosa que, ela
mesma, desalentada com certeza (pelo que expressam suas palavras), escreveu coisas que
demonstram a falência de seus ensinos. Notai alguns de seus pensamentos:
O verdadeiro espírito missionário desertou das igrejas que fazem tão alta profissão; os corações já não se
acham abrasados com o ardor pelas almas e o desejo de levá-las para o redil de Cristo. Faltam-nos obreiros
fervorosos.180
A incredulidade, como o manto da morte, está envolvendo nossas igrejas, porque não empregam os
talentos que Deus lhes deu, comunicando a luz aos que não conhecem a preciosa verdade.181
Encho-me de tristeza quando penso em nossa condição como um povo. O Senhor não nos cerrou o Céu,
mas nosso próprio procedimento de constante apostasia nos separou de Deus. O orgulho, a cobiça e o
amor do mundo têm habitado no coração, sem temor de ser banidos ou condenados. Pecados graves e
presunçosos têm habitado entre nós. E no entanto, a opinião geral é que a Igreja está florescendo e que paz
e prosperidade espiritual se encontram em todas as suas fronteiras. A Igreja deixou de seguir a Cristo, e
está constantemente retrocendendo rumo ao Egito.182
Num comunicado mundial, a fonte autoritativa de guia, proclamou ao adventismo global:
178
Carta de Urias Smith para Dudley Canright em 06/04/1884. Esta citação obtive com o prof.º Azenilto Brito. Ele foi
tradutor da Casa Publicadora Brasileira por muitos anos e está à disposição de todos aqueles que desejarem maiores
informações sobre este texto.
179
1.º Timóteo 2:12-14
180
Serviço Cristão, Pg 35
181
Idem, Pg 37
182
Idem, 39
58
É uma solene declaração que faço à Igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham
registrados nos livros da Igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre, e achar-se-ia tão
verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo, como o pecador comum. Professam servir a Deus,
mas estão servindo mais fervorosamente a Mamom. Esta obra feita pela metade, é um constante negar a
Cristo, de preferência a confessá-lo...Vivendo como pecadores e alegando ser cristãos! Os que pretendem
ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e separar-se...183
Isto não é um glorioso Dom de guia, instrução, conforto e correção. Isto é uma confissão de
absoluto fracasso institucional, do dito “Dom” e do “Dogma”.
Mas, é claro que tinha de ser assim, afinal de contas toda a organização foi construída em
mentiras. Os ditos “testemunhos” da sra. White estão cheios de plágios (roubos de textos de outros
autores). Que não é de se espantar que o povo guiado por esta fonte autoritativa de guia seja como
eu mesmo fui durante 14 anos (maus, poucos e ruins), ou seja, “seu gosto espiritual é pervertido por
suas degradantes corrupções imorais, simbolizando o mundo no espírito, no coração, nos
propósitos, confirmando-se em práticas concupiscentes, e são saturadamente cheios de enganos
em sua professa vida cristã.184”
Agora pense um pouco nas explicações de Andrews que apresentei à pouco. Como se
harmonizam estas coisas?
O único que disse alguma coisa que nunca existiu, foi G. I. Butler, ex-presidente mundial. Se os
adventistas seguissem isto, então Ellen White seria uma escritora entre outros escritores e nenhuma
complicação teriam com seus erros:
A maioria de nosso povo crê nas visões como sendo genuína manifestação dos dons espirituais, e, como
tais merecem o respeito. Não julgamos que sejam superiores à Bíblia, ou em certo sentido iguais à ela. As
Escrituras são nossa regra para provar tudo por ela – as visões bem como todas as outras coisas. Essa
regra, portanto, é de suprema autoridade. Caso a Bíblia mostrasse que as visões não estavam em harmonia
com ela, a Bíblia subsistiria, e as visões seriam renunciadas. Isto mostra claramente que temos a Bíblia
como a mais alta norma, embora nossos inimigos pensem o contrário.185
Eis o ponto estrutural quanto ao credo sobre Ellen White: “Caso a Bíblia mostrasse que as
visões não estavam em harmonia com ela, a Bíblia subsistiria e as visões seriam renunciadas.”
Embora eu saiba que isto nunca existiu ou existirá no adventismo, a verdade é que Ellen White,
encurralada entre diversos bombardeios desta espécie, disse com certa irritação que é peculiar nos
temperamentos melancólicos:
Ou Deus está ensinando Sua Igreja, reprovando-lhes os erros e fortalecendo a fé, ou não está. Ou esta obra
é de Deus, ou não é. Deus não faz nada de sociedade com Satanás. Minha obra...ou traz o selo de Deus,
ou do inimigo. Não há meio termo nesta questão. Os Testemunhos são do Espírito de Deus, ou são do
diabo....Um poder me tem impelido a reprovar e repreender erros em que nem eu pensara. É esta obra dos
últimos trinta e seis anos, de cima ou de baixo?186
183
Este texto é uma catástrofe. General Conference Bulletim, 1893, PP. 132,133. Serviço Cristão, 41.
184
Serviço Cristão, Pg 41
185
Suplemento da Review and Herald, 14/08/1883, Pg 12. Extraído de Crede em Seus Profetas, Pg, 135
186
Testimonies, Vol V. Pg 671, 672. “Testemunho de Jesus”, Pg 60.
59
A resposta quem tem que dar é o próprio adventismo que vive trabalhando dia e noite para
manter as coisas dentro do padrão whiteano.
Mas, eis o impasse! Afinal de contas, os escritos dela são de Deus ou do diabo?
A proposta é feita por ela mesma e não por nós!
É a velha questão de “pelos seus frutos os conhecereis”?
Seria se ela tivesse sido a autora dos escritos, mas há larga evidência e muitas provas de que
muita coisa, mas muita coisa mesmo, é cópia que ela fez de diversos autores do século passado e
até de alguns anos antes. Estas cópias, certamente são uma benção em muitos aspectos. São
páginas e páginas de conselhos, mas que qualquer um de nós pode conseguir numa boa livraria
evangélica em linguagem moderna e de qualquer autor.
A questão não é sobre os escritos. A questão é que ela mentiu descaradamente algumas vezes,
e estas mentiras envolviam a questão da ORIGEM DE SEUS ESCRITOS, ou seja, ela dizia que
eram de Deus, mas na verdade, pegou de algum livro que havia lido, adaptou e dizia: “em visões da
noite...”. Isto é adultério! É enganar nossas pessoas!
Sempre acreditei que Deus tinha falado por esta mulher as coisas que eu lia. Mas agora
descobri que as coisas que eu lia (e leio) devem ser analisadas cautelosamente, pois são plágios de
outros escritores, e eles (não Deus) são a fonte destas explicações.
Isto foi fatal em meu caso! Ainda que os textos sejam bons ( e há realmente muitos
excelentes), o mito whiteano caiu por terra. Com ele se foram os outros mitos, tipo “o adventismo é a
Igreja Remanescente”, etc.
OS TEXTOS PODEM SER BONS, MAS A MONTAGEM QUE FIZERAM SOBRE ELES É
DIABÓLICA.
QUEREIS PROVAS?
EU NÃO ME CONTENTARIA COM NADA MENOS QUE PROVAS!
ENTÃO EIS UMA DELAS:
Esta declaração, creio eu, mata toda a questão. Na minha cabeça a fonte autoritativa de guia
escreveu, sob inspiração divina, mais de 45 mil páginas de instrução ao povo adventista, e teve mais
ou menos 2 mil visões sobrenaturais, e escreveu-as testificando do que ela chamou de “raios de luz
vindos do trono” – vivi isto 14 anos. Era minha guia e fonte de saber.
Mas, como a mentira tem pernas curtas...e o diabo esconde-se atrás da porta e deixa o rabo
aparecendo...o filho dela Willie C. White, depositário que foi de seus escritos declarou em
documento que obtive de um livro editado pela Faculdade de Teologia em São Paulo:
Ao escrever seus livros, ela achou algumas vezes muito difícil e trabalhoso colocar em palavras
as cenas a ela apresentadas; e quando encontrou na linguagem de outrem uma representação
correta do pensamento apresentado a ela, algumas vezes copiou orações e parágrafos – sentindo
187
Manuscrito 27 de 1867. Extraído de “Ellen G. White-Mensageira da Igreja Remanescente” , Pg 35. De autoria de seu
neto Arthur L. White.
60
que era seu privilégio utilizar as corretas declarações de outros escritores sobre as cenas que lhe
haviam sido apresentadas.188
ORA, NOTE-SE QUE NÃO SE FALA AÍ DE COMPOSIÇÕES DE LIVROS DELA, MAS SE
FALA AÍ DE VISÕES. DIZ AÍ QUE ELA COPIOU ORAÇÕES E PARÁGRAFOS.
Mas, ela disse que suas visões eram escritas independentemente de qualquer auxílio de
outros autores!
Quem mentiu?
Eu? Willie? Arthur? Ellen? O Diabo? O Espírito Santo?
Considerai à seguir estas exposições que tentam fazer para consertar esta bagunça.
77. Por que Ellen White fez empréstimos literários de outros autores? Por que Ellen White tomou material
emprestado de outros autores? Há pelo menos quatro respostas a essa pergunta.189
Se bem que eu dependa tanto do Espírito do Senhor ao escrever minhas visões como quando as recebo,
todavia as palavras que emprego são minhas próprias, a não ser que sejam as que foram proferidas por um
anjo, as quais ponho sempre entre aspas.190
Ora, como podia ela dizer isto se a própria Igreja Adventista do Sétimo Dia, seu filho
depositário e Deus do céu sabia que não era verdade?
Afinal de contas, repetindo uma pergunta dela: Esta obra é de Deus ou do diabo? Afinal de
contas como é que fica este texto de Jesus? “Vós tendes por pai ao diabo...mentiroso...” 191
Eis o que diz a Igreja atrapalhada ao ver sair mais de cem pastores na época deste escândalo
e ao me ver sair também com outros que farão o mesmo em breve:
Ellen White parece não ter considerado a paráfrase uma prática irregular para um escritor, ou ter achado
que isso requeresse uma menção ao autor. W. C. fala do hábito dela ‘de usar partes de sentenças
encontradas nos escritos de outros e completar com uma parte de sua própria redação’. Diz ele que este
‘hábito’ não era questionado por ninguém até por volta de 1885. Mesmo então, diz ele, ‘quando os críticos
salientaram este aspecto de sua obra como razão para duvidar do Dom que a havia habilitado a escrever,
pouca atenção deu ela a isso.192
188
“101 Respostas a perguntas do Dr. Ford”, 95. Editado pela Faculdade de Teologia. Cita-se aí uma carta de Willie C.
White, datada de 13/05/1904 para J.J.Gorrell. Ellen White era viva nesta época.
189
Idem. Pg 94
190
Review and Herald, 8/10/1867. Extraído de “Ellen G. White-Mensageira da Igreja Remanescente” , Pg 29.
191
João 8:44
61
É claro que ela deu pouca atenção a estas críticas que lhe fizeram. Iria, por acaso, dizer que suas ditas “visões”
eram robustecidas por explicações de John Harris, William Hanna ou Daniel March? Admitiria que não tinha inspiração
coisa nenhuma e que suas deduçòes eram fruto de montagens que ela e seu marido faziam nas caladas da noite?
Leia-se o episódio da “porta fechada” e vereis porque digo que eram maquinações que fazia-se com este
negócio lucrativo de visões.
Diria ela que suas ditas “visões noturnas” eram cópias de Alfred Edershein?
Não é claro! Ela nunca foi clara neste assunto, porque cria na mentira de que Deus a guiava de tal modo que
podia pegar textos de quem quer que fosse, copiá-los livremente, não citar nenhuma fonte e depois dizer: “olhem, tive
uma visão ontem e o Senhor me disse isto ou aquilo”.
Amigos, para que mais clara afirmativa dela do que esta:
Minhas visões foram escritas independentemete de livros e opiniões de outros.193
O texto da Revista “Time”, de agosto de 1982, que cita esta fonte à seguir da Revista “Ministry”, de julho de 1982,
declara:
O mais chocante de tudo: ela usava as palavras de autores anteriores como se fossem as palavras que
escutava quando em visão. Em alguns casos, ela usa as palavras de autores do século dezenove como se
fossem de Cristo ou de um guia celestial.
Irmãos, o que foi que o Grande Professor disse nestas “visões da noite”?
Nada! Absolutamente nada!
Não havia nenhuma visão. Ela mentiu!
O que aparece neste texto194, é uma cópia de um texto de John Harris. Notai como o Dr. Ubaldo Torres explica
esta situação:
O que foi que Ele (o Senhor) disse? Nada, leitor. O Senhor não disse nada pela boca de Elle White. A maior
parte do que ela escreveu e publicou no referido artigo, naquela oportunidade, foi extraída de “The Great
Teacher”(O Grande Professor) de John Harris. É inacreditável que ela tenha usado as palavras,
pensamentos e idéias de John Harris e os tenha atribuído ao Espírito de Deus. O que a levou a praticar
tamanha leviandade?195
Amigos, eu não sou o originador deste lixo todo. Não fiu eu quem atacou esta denominação. Eu sou vítima como
a maioria que abrer os ouvidos e olhos para considerar tem sido.
No livro “101 Respostas a perguntas do Dr. Ford”, Editado pela Faculdade de Teologia, traz-nos, da página 102 à
106, somente dez exemplos do que eles, com certa descaração explicam ser o seguinte:
192
3.º Mensagens Escolhidas, 460. Citado em “101 Respostas a perguntas do Dr. Ford”, 98. Editado pela Faculdade de
Teologia.
193
Manuscrito 27 de 1867. Extraído de “Ellen G. White-Mensageira da Igreja Remanescente” , Pg 35. De autoria de seu
neto Arthur L. White.
194
Igreja de Vidro, Pg 42. Ubaldo Torres. Publicações Novo Despertar. Águas da Prata, SP. Fevereiro de 1983.
195
Idem.
62
O uso dos escritos de Smith por Ellen White era bem típico de seu método de fazer empréstimos literários.
Há, contudo, alguns casos de cópia ou dependência muito próxima. São dados abaixo vários exemplos:...196
No Livro “The White Lie”197 de Walter Rea, ex-pastor adventista e descobridor de toda uma coleção de milhares
de páginas de plágios (roubos literários), pode-se verificar extensamente o peso da situação que foi este negócio. Cito à
seguir, trecho de seu prólogo na referida obra:
Quase desde a primeira vez que ouvi sobre ela, nos meus anos de pré-adolescência, tornei-me um devoto
de Ellen G. White e seus escritos. Aprendi a datilografar copiando de seu livro Mensagens aos Jovens.
Quando eu estava no segundo grau e durante a faculdade, ia de quarto em quarto no dormitório, reunindo
citações de Ellen White de outros para usar em meus trabalhos durante minha preparação para tornar-me
um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi durante aqueles dias que concebi a idéia de preparar um
comentário adventista com compilação dos escritos de Ellen White com todas as declarações relativas a
cada livro bíblico, cada doutrina e cada personagem da Bíblia.
Nos primeiros tempos de minha vida ministerial (que teve início na Califórnia central pelo final dos anos 40),
compilei dois volumes de biografias bíblicas do Velho e Novo Testamento, incorporando com cada assunto
as citações pertinentes encontradas nas obras de Ellen White. Algumas pessoas destacadas na igreja me
incentivaram nesse projeto e julgaram que o White Estate [Depositários das obras de Ellen G. White]
poderiam publicar essas coleções para empregá-las mediante o clube do livro que a igreja promovia
naquele tempo. Após despender um bocado de tempo e correspondência, finalmente percebi que estava
sendo ingênuo e que o White Estate não tinha a mínima intenção de colaborar dessa maneira com alguém
que parecia querer intrometer-se no seu território. Fizeram-me saber em termos bem claros que tinham a
posse da “franquia celestial” dos escritos da Sra. White e que considerariam desfavoravelmente quem quer
que se metesse no seu campo de ação.1
Todavia, consegui publicar independentemente dois volumes de biografias bíblicas e um terceiro volume
sobre Daniel e Apocalipse, todos baseados em obras de Ellen White, e logo esses livros eram vendidos na
maioria das livrarias adventistas e utilizados em muitas escolas e colégios adventistas pela América do
Norte.
O pessoal do White Estate não se demonstrou muito feliz com isso, e o assunto foi levantado junto aos
meus presidentes regionais da Associação e União. Após muito vaivém, e discussões, e pressões, e ajustes
concordaram em que os livros fossem vendidos se eu agisse com discrição—pois imaginavam que meus
volumes não seriam aceitos em grande escala, de qualquer forma. Entretanto, em anos seguintes dezenas
de milhares foram vendidos.
Enquanto trabalhava em meu projetado volume quatro (citações de Ellen White sobre doutrinas bíblicas),
deparei-me com algo interessante em Orlando, Flórida, onde pastoreava a Igreja Memorial Kress, cujo
nome fora dado em homenagem aos Drs. Daniel H. e Lauretta E. Kress, destacados pioneiros da obra
médica adventista. A família Kress deu-me um velho livro de Ellen White, Sketches from the Life of Paul
[Breves relatos da vida de Paulo], publicado em 1883 mas nunca reimpresso. Quando mostrei esse livro a
um membro da igreja um dia, ele me disse que o problema do livro é que era por demais semelhante a outro
livro que não havia sido escrito por Ellen White, e que nunca tinha sido reimpresso por causa das
semelhanças próximas. Sendo de uma mente inquiridora, fiz um estudo comparativo e descobri que algo da
crítica parecia verdadeira.2
Mais tarde transferi-me para a Califórnia, e a família Wellesley P. Magan, também originária de pioneiros
adventistas estabelecidos, eram membros de minha congregação. Por ocasião da morte da viúva do
veterano Wellesley, Lillian E. Magan, recebi um livro da biblioteca dos Magan—Elisha the Prophet [O profeta
Eliseu], de Alfred Edersheim.3 Na orelha da sobrecapa aparecia a assinatura de Ellen White. A essas
alturas, dado o meu constante emprego dos livros de Ellen White, havia-me tornado tão familiarizado com
eles que prontamente reconheci semelhanças de palavreado e pensamento à medida que examinava o livro
de Edersheim.
196
“101 Respostas a perguntas do Dr. Ford”, 102. Editado pela Faculdade de Teologia
197
Uma tradução portuguesa seria: “A Mentira Branca”
63
Ainda mais tarde, enquanto freqüentava a Universidade Meridional da Califórnia para obtenção de um título
de Ph.D., fiquei chocado ao encontrar uma obra em sete volumes da história do Velho Testamento pelo
mesmo Edersheim.4 Desta vez descobri, nos volumes um a quatro, que os capítulos, títulos, subtítulos, e
cabeçalho de páginas corriam em paralelo e eram muitas vezes quase idênticos aos títulos de capítulos do
Patriarcas e Profetas (1890) de Ellen White. Tempo e estudo tornaram óbvio que a Sra. White havia obtido
ajuda liberal dessas obras adicionais de Edersheim. Investigação adicional revelaria que Edersheim tinha
escrito também uma história do Novo Testamento sobre a vida de Cristo, e nessa também ocorriam
semelhanças adicionais em O Desejado de Todas as Nações, da Sra. White.5
Conquanto perturbadores, esses achados não me causaram demasiado impacto na época, porque o White
Estate em Washington sempre parecia ter justificativas para os “empréstimos literários” de White.
Não foi senão até Bruce Weaver, um jovem estudante do seminário da Universidade Andrews, no Michigan,
ter descoberto um arquivo não identificado de meu trabalho de comparações (no material em duplicata do
White Estate, conservados na biblioteca lá) que as coisas começaram a tomar um ar de conto de mistério. O
White Estate acusou Bruce de roubar o material da biblioteca, embora ele somente o haja copiado e
devolvido. No final, Bruce foi expulso do seminário e do ministério—mas não antes de ter desempenhado
uma parte significativa no drama.
O que ele descobrira no arquivo não foi somente o meu material e a análise crítica do mesmo, mas cópias
de cartas domésticas do White Estate por Robert W. Olson e Arthur L. White revelando as preocupações
que esses homens no escritório em Washington revelavam a repeito da descoberta por Bruce do material
que eu lhes estivera remetendo como evidência das cópias por parte de Ellen White. Ambos haviam
registrado suas sugestões a respeito de como lidar com o “problema Rea”. Anos subseqüentes revelaram
que tinham adotado o método de Arthur White—que era, em essência, travar o assunto e empregar tanta
pressão e conversa ambígua quanto possível.
Olson assumiu a plataforma num esforço decisivo de neutralizar o impacto que meus achados estavam
começando a causar, pois a essas alturas pessoas de várias regiões da América do Norte estavam
perguntando a respeito das evidências descobertas em minha pesquisa. Numa apresentação, certa tarde,
por Olson, em janeiro de 1979, na Universidade de Loma Linda, Cal., alguém na audiência perguntou sobre
os “empréstimos literários” da Sra. White de fontes publicadas. A resposta de Olson foi no sentido de que
nada havia para substanciar isso, que todos os seus escritos eram dela própria. Ele então tomou a iniciativa
de dizer que havia algum ministro no sul da Califórnia “fazendo onda” com alegações a respeito de material
tomado por empréstimo para o seu importante livro O Desejado de Todas as Nações, mas que nada havia
que validasse tais rumores.
Dizer que fiquei num estado de choque após a reunião é muito pouco. Meu arquivo nesse tempo já
guardava várias cartas do mesmo Olson incentivando-me a continuar mandando-lhe minhas comparações
de Ellen com os seus contemporâneos. Ademais, havia pessoalmente falado comigo quando esteve na
Califórnia somente pouco tempo antes e insistira em obter minha promessa de que eu não publicaria
qualquer relatório de meu trabalho até que ele e o pessoal do White Estate tivessem tempo adicional para
pesquisar o material. Eu havia concordado com o pedido dele, e o fato do acordo havia sido registrado em
memorando doméstico que ele escreveu posteriormente e que conservei em meus arquivos.
Agora via que Robert Olson, de duas uma—tinha uma memória muito fraca, ou estava contando uma
mentira branca. Seja como for, era óbvio que o pessoal do White Estate sabia muito mais do que estavam
dizendo.
Os arquivos do White Estate haviam feito menção a um livro por William Hanna, chamado The Life of
Christ6. Dentro de vinte e quatro horas após a reunião de Loma Linda eu havia obtido o livro de Hanna.
Desde esse tempo, tenho aprendido mais do que jamais desejara saber.
Spectrum uma publicação produzida independentemente pela Associação de Fóruns Adventistas, ofereceu
uma reportagem do contexto histórico de uma reunião de comissão em janeiro de 1980 em Glendale,
Califórnia. Essa reunião fora convocada pelo presidente da Associação Geral, Neal C. Wilson, por
insistência minha, para que consideração fosse dada ao escopo das descobertas da dependência literária
de Ellen G. White. Ficou registrado que dezoito dos representantes designados da igreja julgaram que o que
64
minha pesquisa revelava era alarmante em suas proporções, mas que o estudo devia prosseguir—com
ajuda adicional7.
Semelhantemente, Spectrum depois relatou minha demissão pela igreja8 (após trinta e seis anos de
serviço), basicamente por causa do artigo revelador iniciado e escrito pelo editor de religião John Dart, e
publicado no Los Angeles Times9. Nenhum dos oficiais que participaram de minha demissão jamais falou
com Dart. Nenhum havia visto a pesquisa sobre a qual o artigo se baseara. O cerne da própria questão não
era importante para os oficiais da igreja. Era somente necessário que alguém fosse punido a fim de que
outros se mantivessem “na linha” e para que tanto Ellen G. White como a Igreja Adventista do Sétimo Dia
parecessem inocentes de qualquer malfeito.
Em vista do que eu havia observado, experimentado e aprendido, julguei apropriado e necessário registrar
para futuras gerações os achados de meu estudo em andamento. Essas gerações vindouras desejarão
conhecer a verdade sobre o que foi desenterrado do passado. Será uma parte do que levarão em
consideração em sua experiência e julgamentos religiosos.198
Como não gosto de ser enganado, testifico-vos: “julgai o que fareis de vossa vida”.
1. Se for possível provar que as idéias de uma pessoa consistem em inspiração e que por esta
conta esta pessoa pode tomar livremente pedaços de todos os esceritos que encontra pelo caminho,
e que este serviço é válido, então Ellen Gould White foi inspirada por Deus e, qualquer um de nós
também pode ser.
a) São as idéias que são inspiradas, não são as palavras, embora as palavras devam revelar
as idéias. Tenho uma idéia na minha mente, consigo entendê-la tão claramente que chego
a imaginar que poderia tocá-la com as mãos, mas, não consigo exprimir estas palavras a
outras pessoas, porque me falta a habilidade para fazê-lo;
b) Então o que faço? Começo a ler diversas obras sobre o assunto de minhas idéias. Nesta
leitura a minha idéia clareia-se ainda mais. E neste clarear, encontro palavras que
exprimem minhas idéias, mas, também observo que existem outros pensamentos
misturados com os livros que estou lendo que não coadunam-se com a verdade que tenho
na mente;
c) Tomo então frases isoladas, parágrafos, misturo-os com minha idéia original e assim tenho
um livro que apresenta minhas idéias.
2. Sendo isto que Ellen G. White fez, e não há a menor dúvida disto; a pergunta é: consiste esta
atividade em plágio?
a) Independentemente da resposta, a segunda pergunta é: e se qualquer pessoa fizer este
mesmo trabalho que ela fez, poderá ser considerada uma profetisa?
3. O grande problema whiteano é sua posição divina que justificaria a condição profética da
instituição adventista do sétimo dia, ou seja, baseados nas doutrinas histórico-proféticas defendidas
por Ellen G. White, o adventismo posiciona-se como uma entidade que “estaria no plano das
profecias bíblicas” como “um movimento e uma igreja suscitada para concluir o que a reforma
protestante deixou de fazer”.
198
Prefácio do Livro de Walter Rea: “Mentira Branca” – The White Lie.
65
a) Tudo o que Ellen Gould White tem é uma série de idéias. Estas idéias formam um todo
organizado e claramente defendido por ela em seus escritos;
b) Este todo objetiva estabelecer uma igreja, objetivam dar a esta igreja uma estrutura e
objetivam dar a esta estrutura a autoridade indispensável para convencer as pessoas de que
suas idéias são raios de luz vindas do trono;
c) Até aqui nada há de diferente de qualquer outro visionário que pretenda o que ela pretende.
Mas, devemos considerar que, ao fazer este trabalho, ela terá que ter originalidade estrutural, ou
seja, deverá nos revelar alguma coisa que ninguém jamais soube, que seja uma revelação especial
de Deus. Ela não apresenta nada em suas obras que seja novidade quando é professoral – diria
mais, há uma imensa quantidade de textos whiteanos que são de Urias Smith e outros amigos de
seu grupo de desenvolvimento. Ela ensinava uma série de idéias que não são dela, mas que
refletem os pensamentos do grupo do qual ela faz parte.
Assim eu vejo Ellen G. White como uma mulher que tem três condições aqui:
a) Defende idéias de seu grupo;
b) Defende idéias suas acima do grupo e usa livremente qualquer texto, nota, artigo e
escritos, de qualquer um, a fim de defender o que acredita, sem preocupar-se com os
direitos autorais, ou se vão concordar com o que ela copia, mutila, altera e reinscreve; e,
c) Defende que possui autoridade dada diretamente por Deus, para suas mensagens, ou
seja, põe esta sua tarefa como um Assim diz o Senhor, quando está em evidência que, no
máximo, ela providenciou excelentes monografias com a “ajuda” de suas assistentes
literárias.
1. A personalidade e imagem pessoal de Ellen G. White – ser um adventista deve ser algo do
tipo: eu sou membro da igreja que é identificada na profecia bíblica de Apocalipse 19:10 e, em
decorrência desta posição, sou muito privilegiado, porque na minha igreja há a última e única
profetisa da história terrestre e ela participou da fundação desta única e última igreja verdadeira.
2. Idéias que são particulares dela como sendo doutrina pura – o que nos coloca dentro de
um enorme plano de discipulado espiritual e social, ou seja, a vida adventista é a vida whiteana. Se
ela disser que você pode algo então pode, se ela disser que você não pode, então não pode. Se
você usar o seu livre-arbítrio, então fica claro que você é um rebelde, guiado pelo diabo. Eu perdi a
amizade de velhos conhecidos, porque fiz as perguntas erradas e afirmei as coisas erradas, ou seja,
os seguidores de Ellen G. White são um bando de fanáticos.
3. Por imediata contradição, uma religião cheia de hipocrisia – o adventismo não consegue
se sustentar diante de ninguém na prática, ou seja, a comunidade é um imenso campo de hipocrisia
e desobediência aos mandos whiteanos. Ora, não estaria eu numa contradição com esta afirmação,
se for comparada à anterior? Não, de forma alguma! Vejamos bem, e aqui está a malandragem
adventista: você é convencido de que a Igreja Adventista é a verdadeira igreja porque tem os
escritos de Ellen G. White como base de sustentação. Uma vez convencido da ética e das idéias
dela, você passa a conviver com a comunidade e daí o que acontece?
66
Você vê uma comunidade que tem outro código moral, outra posição doutrinária e uma estrutura
que não segue os ensinamentos dela;
Por esta razão, Ellen G. White é apenas uma garota propaganda de uma instituição hipócrita,
que não possui a menor condição de sustentar na prática o que sua dita profetisa estabeleceu como
raios de luz vindas do trono.
Muito bem, como eu terei que provar tudo o que estou afirmando, caso contrário não passarei de
um maluco, vamos aos fatos em ordem sistemática.
Mas, antes quero deixar claro quais são minhas intenções:
Quero demonstrar 3 pontos que considero fundamentais em termos de escolher-se a
comunidade adventista para convivência:
a) O adventismo é um movimento que só pode ser hipócrita ou apostatado, e nunca um
movimento que suporte o crivo da legítima igreja de Deus (1.º parte);
b) O adventismo é um movimento sem senso de direção (embora entendam seus
apologetas que está cheio de senso de direção missionária). E meu único argumento
aqui é o de que o adventismo edifica uma instituição e não vidas;
c) O adventismo é um movimento com doutrinas absolutamente erradas e não possui a
humildade para reconhecer este fato.
De todos os pontos expostos aqui, o mais duro, creio eu é o fato de não se possuir humildade
para reconhecer a situação que está. Imagine que você se úne ao adventismo e sua principal escola
de discipulado é a escola da falta de humildade. Será que vale?
(O material abaixo poderá ser encontrado em um Livro que qualquer pessoa pode puxar na
Internet. Os que desejarem uma cópia, com indicação de autoria e site onde se pode
encontrar, basta me enviar um E-Mail solicitando, que enviarei o endereço).
6. A voz da Igreja é a voz de Deus para o povo. 6. "Que esses homens se levantem num
sagrado lugar para serem a voz de Deus ao
povo, como antes críamos ser a Associação
Geral, o que é fato passado". Boletim da
Associação Geral de 1901, p. 25.4. Sra. E. G.
White.
7. A arca de Deus. General Council of Basel,
1432. 7. "À semelhança da arca, a igreja ajudará a
salvar o povo de Deus. . ."Adventist Review, 9
de agosto, 1984, p. 19.1.
8. Nenhuma salvação à parte da igreja.
8. Se deixardes a organização estareis
perdidos.
9. As portas do inferno não prevalecerão contra
nós. Embora Lutero haja declarado: "Se existe 9. ". . . o caso com a igreja laodiceana, como
um inferno, Roma está edificada sobre ele". uma igreja, é diferente. As portas do inferno
Sermão por Martinho Lutero, em 1545 (W 54, não prevalecerão contra ela. A última igreja não
219 f - E 26, 147- SL 17, 1036). será vomitada; ela não será rejeitada; mas
marchará triunfantemente até o fim".- Review
and Herald, 9 de novembro de 1939. (Leitura
da Semana de Oração)
". . . os laodiceanos são o povo de Deus, e a
mensagem laodiceana se aplica aos
adventistas do sétimo dia". Review and Herald,
26 de janeiro de 1956.
10. Reivindica o título de infalibilidade.
10. A organização adventista do sétimo dia
nunca se arrependeu dos erros e rejeição da
verdade de Deus desde 1865!
11. A Bíblia é falível em controvérsias com a
posição da igreja. 11. ". . . precisamos também rejeitar a idéia de
inerrância bíblica. . ." Adventist Review, 17 de
dezembro 1981, p. 5.3., Neal C. Wilson.
12. O povo deve sua "aliança espiritual" à
igreja e não a Cristo. 12. "A Associação Geral, então, é a Igreja
Adventista
do Sétimo Dia. . . . A incorporação da Igreja
Remanescente como uma denominação cristã,
69
Oregon.
Gleaner, 7 de julho de 1986, p. 24.9.
Igreja Adventista do Sétimo Dia Riverview
Pasco,
Washington. Gleaner, 19 de maio de 1986, p.
13.9.
Igreja Adventista do Sétimo Dia Jordan, de
36. O próximo passo para a santifição do Montana.
domingo foi chamá-lo "Dia do Senhor" (ver Gleaner, 16 de junho de 1986, p. 18.9.
4SOP 55.8).
36. Samuele Bacchiocchi realiza seminários do
"Dia do Senhor" por igrejas adventistas do
sétimo dia no território de associações, mas a
que dia está ele chamando de Dia do Senhor?
Em seu livro From Sabbath to Sunday [Do
Sábado para o Domingo] o "Dia do Senhor" é
mencionado como sendo o domingo mais de
51 vezes somente nas primeiras 160 páginas!
Contudo, esse livro é promovido por nossos
líderes como uma obra extraordinária. Os
escritos da Sra. White declaram sem sombra
de dúvida que o "Dia do Senhor" é o sábado do
sétimo dia! (ver 6T 128.5). Mas qual é a
posição de nossa igreja? ". . . a frase 'o dia do
Senhor' em Apoc. 1:10. . . . Mais atenção devia
ser dada à possibilidade de que a frase se
refere a uma celebração anual da
ressurreição". O que vem a ser o domingo de
Páscoa! The Sabbath in Scripture and History
37. Os serviços religiosos da igreja se realizam [O Sábado na Escritura e na História], p. 127.9.
aos domingos. Review and Herald Pub. Assoc., 1982.
- Educação? Não!
- Hospitais? Não!
- Reforma de Saúde? Não!
- Obra de Publicações? Não!
- Organização e Estrutura Eclesiásticas? Não!!
E etc. Portanto, uma imitação da verdadeira
igreja.
- A Sra. White viu que a Igreja Adventista do Sétimo Dia era a exata imagem do catolicismo
romano?
Naquela noite eu sonhei que estava em Battle Creek olhando para fora através do vidro lateral da porta e vi
um grupo marchando até o edifício de dois em dois. Eles tinham um semblante severo e determinado. Eu
os conhecia bem e e volvi-me para abrir a porta de entrada para recebê-los, mas pensei em olhar
novamente. A cena havia mudado. O grupo agora apresentava a aparência de uma procissão católica. Um
trazia na mão uma cruz, outro uma vara. Ao se aproximarem, o que trazia a vara fez um círculo ao redor da
77
casa, dizendo três vezes: 'Esta casa está proscrita. Os bens devem ser confiscados. Eles falaram contra
nossa santa ordem.199
- Acaso o presidente da Associação Geral Adventista do Sétimo Dia, Neal C. Wilson concorda
com isso 100%?
. . . há uma outra organização verdadeiramente católica e universal, a Igreja Adventista do Sétimo Dia.200
- Há alguma maneira pela qual tentar mudar o que está acontecendo? Como os membros da
Igreja Adventista do Sétimo Dia podem tentar fazer ocorrer um reavivamento e reforma? O que fez
Jesus? Declara ela:
O Sinédrio havia rejeitado a mensagem de Cristo e tinha decidido a morte Dele; portanto, Jesus partiu de
Jerusalém, dos sacerdotes, do templo, dos líderes religiosos, do povo que havia sido instruído na lei, e
volveu-se a outra classe para proclamar Sua mensagem, e reunir os que deveriam levar o evangelho a
todas as nações.201
Como era seu costume, Paulo havia começado sua obra em Éfeso pregando na sinagoga dos judeus. . . .
Ao persistirem em sua rejeição do evangelho, o apóstolo cessou de pregar na sinagoga. . . . Evidência
suficiente havia sido apresentada para convencer todos quantos honestamente desejassem conhecer a
verdade. Mas muitos permitiam-se ser controlados pelo preconceito e descrença, e recusavam submeter-
se à evidência mais conclusiva. Temendo que a fé dos crentes seria posta em perigo por contínua
associação com esses opositores da verdade, Paulo separou-se deles e reuniu os discípulos num corpo
distinto, prosseguindo com suas instruções públicas. . . 202
Requereu-se uma intensa luta dos que queriam permanecer fiéis permanecer firmes contra os enganos e
abominações que estavam disfarçadas em vestes sacerdotais e introduzidas na igreja. . . . Após um longo
e severo conflito, os poucos fiéis decidiram dissolver toda união com a igreja apóstata se ela ainda
recusasse livrar-se da falsidade e idolatria. Viram que a separação era uma absoluta necessidade se eles
obedecessem à Palavra de Deus. Eles não ousavam tolerar erros fatais a suas próprias almas. . . Para
assegurar paz e unidade, estavam prontos a fazer qualquer concessão coerente com fidelidade a Deus;
mas sentiam que mesmo a paz seria adquirida a preço por demais elevado ao sacrifício do princípio. Se a
unidade pudesse ser assegurada somente por compromisso com a verdade e a justiça, então que haja
diferença, ou mesmo guerra.203
199
Testimonies, vol. 1, p. 578.1.
200
Adventist Review, 5 de março de 1981, p. 3.9.Neal C. Wilson.
201
O Desejado de Todas as Nações, p. 232.
202
Atos dos Apóstolos, pp. 285-286.
203
Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 46.2.
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Os homens cuja pregação causou a reforma poderiam ter dito tudo quanto disseram, e mais, em denúncia
à iniquidade da igreja. . . e ainda poderiam ter permanecido em comunhão com aquela igreja, todos os
seus dias: se eles tivessem ainda mantido que a igreja era a verdadeira igreja, e tivessem permanecido em
conformidade com ela. . . . Mas tão logo se levantaram homens com a coragem da convicção e da
confiança na verdade e falaram plena e diretamente que o sistema romano não era a Igreja de modo
algum, em qualquer aspecto ou em qualquer sentido, então a Reforma teve início.204
Quando as igrejas rejeitaram o conselho de Deus por rejeitar a mensagem adventista, o Senhor as rejeitou.
. . . e o resultado, cerca de cinqüenta mil se retiraram dessas igrejas.205
- O que a Sra. White fez, com respeito à crescente apostasia na Igreja Adventista do Sétimo
Dia?
. . .tenho muito pouca confiança de que o Senhor está dando a esses homens em posições de
responsabilidade visão espiritual e discernimento celestial. Sinto-me dominada pela perplexidade a respeito
de seu curso de ação; e desejo dedicar-me a minha obra especial, não tendo parte em qualquer de seus
concílios, e não assistir a reuniões campais que sejam perto ou longe. Minha mente não será arrastada
para a confusão pela tendência que eles manifestam em obrar diretamente de forma contrária à luz que
Deus me tem dado. Estou decidida. Preservarei minha inteligência dada por Deus.
A minha voz tem sido ouvida em diferentes Associações, e em reuniões campais. Agora preciso fazer uma
mudança. . . . Deixa-los-ei, portanto, a receberem palavra da Bíblia. . . Eu tenho pena deles, mas . . . não
são trazidos para mais perto de ações corretas pelo que eu digo do que se a palavra nunca houvesse sido
falada. . . . Esta é a luz que me foi dada, e não me desviarei dela. 206
Segundo a luz e vida dos homens foram rejeitadas pelas autoridades eclesiásticas nos dias de Cristo,
assim tem sido rejeitada em todas as gerações sucessivas. Vez após vez a história da retirada de Cristo da
Judéia tem-se repetido. Quando os reformadores pregaram a Palavra de Deus, eles não tinham
pensamento de se separarem da igreja estabelecida; mas os líderes religiosos não tolerariam a luz, e
aqueles que a portavam foram forçados a buscar outra classe, dos que estavam ansiando pela verdade.
Em nosso tempo poucos dos professos seguidores dos Reformadores estão movidos pelo espírito deles.
Poucos estão ouvindo a voz de Deus, e prontos para aceitarem a verdade seja da maneira que se
apresente. Freqüentemente aqueles que seguem os passos dos reformadores são forçados a desviar-se
das igrejas que amam, a fim de declararem o claro ensino da Palavra de Deus. E muitas vezes os que
estão buscando por luz são pelo mesmo ensino obrigados a deixar a igreja de seus pais, para que possam
prestar obediência.207
204
Lessons from the Reformation, pp. 67-69, por A. T. Jones.
205
Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 232.5.
206
Letter W-186, 2 de dezembro de 1902, de Elmshaven, Sanitarium, Cal. para Edson e Willie White, pp. 4-5.
207
O Desejado de Todas as Nações, p. 232.
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