Noções Introdutórias de Direito Econômico

Fazer download em pptx, pdf ou txt
Fazer download em pptx, pdf ou txt
Você está na página 1de 33

Noções introdutórias de

direito econômico.
Universidade Católica Dom
Bosco
Prof. Vinícius César Rodrigues
Freitas
Relação entre direito e economia.

Sociedad
“UBI SOCIETAS, e
IBI JUS.”

ET OECONOMIA
Direito Economia

2
Relação entre direito e economia.
ECONOMIA: DIREITO:

Podemos definir a Economia Podemos entender o Direito


como uma ciência social que como um sistema
estuda como o indivíduo e a hierárquico, coerente e
sociedade decidem empregar completo de normas que
recursos produtivos e escassos regem a conduta das
na produção de bens e
pessoas na sociedade. O
serviços, de modo a distribuí-
direito busca garantir a
los, a fim de satisfazer as
necessidades humanas da ordem, a justiça e a
melhor maneira possível. resolução de conflitos,
(Marco Antônio S. regulando as relações entre
Vasconcellos). indivíduos e o Estado.
3
Principais Aspectos DA Economia:
 Escassez: Recursos são limitados, mas as
necessidades e desejos humanos são
praticamente infinitos. A escassez obriga
indivíduos e sociedades a fazer escolhas sobre
como usar seus recursos limitados de maneira
mais eficiente.
 Eficiência e equidade: Eficiência refere-se ao
uso otimizado dos recursos para maximizar a
produção e o bem-estar. Equidade envolve a
distribuição justa dos recursos e dos
4
resultados econômicos entre os membros da
Principais Aspectos DA Economia:
 Incentivos: As decisões econômicas são
influenciadas por incentivos, que podem ser
positivos (recompensas) ou negativos
(punições). Os incentivos moldam o
comportamento dos indivíduos e das organizações.
 Oferta e demanda: A interação entre oferta
(quantidade de bens ou serviços que os produtores
estão dispostos a vender) e demanda (quantidade
que os consumidores estão dispostos a comprar)
determina os preços e a quantidade de bens
e serviços no mercado.
5
Conceito DO
DIREITO
ECONÔMICO.
O Direito Econômico é o
ramo do Direito que se
dedica a estudar a
regulação das
atividades econômicas
em uma sociedade. Seu
objeto é a intersecção
econômica entre
indivíduos, empresas e o
6
OBJETO DE ESTUDO DO DIREITO
ECONÔMICO.
 O Direito enquanto ciência, se dedica ao
estudo das relações intersubjetivas, sob o
aspecto material.

 O Direito Econômico se volta especificamente


para a direção da política econômica pelo
Estado e a regulação das atividades
econômicas pelo Estado. Esse é o aspecto
formal.
7
OBJETO DE ESTUDO DO DIREITO
ECONÔMICO.
 Principais áreas que o objeto do Direito Econômico abrange:

 Regulação da Atividade Econômica: normas que conduzem a


atividade econômica sobre diversos setores, como agricultura,
indústria, comércio, serviços, finanças, etc., visando garantir o
funcionamento eficiente e equitativo da economia.
 Concorrência e antitruste: normas que regulam a
concorrência e a prevenção de práticas anticompetitivas, como
cartéis, monopólios e oligopólios.
 Regulação de mercados específicos: normas que regulam
setores específicos como energia, transporte, telecomunicação,
saúde, educação, etc., para garantir o acesso equitativo e a
qualidade do serviço.
8
OBJETO DE ESTUDO DO DIREITO
ECONÔMICO.
 Principais áreas que o objeto do Direito Econômico abrange:
 Política monetária e financeira: normas que
regulamentam políticas monetárias e financeira, como a
regulação do sistema bancário, mercado de capital, taxas
de juros, moeda e crédito, para manter a estabilidade
financeira, controlar a inflação e promover o
desenvolvimento do sistema financeiro com segurança.
 Política de Desenvolvimento Econômico: normas que
visam a promoção do desenvolvimento econômico
sustentável e equitativo, como a implementação de políticas
públicas para estimular o crescimento econômico, reduzir a
pobreza, criar empregos, aumentar a arrecadação via
tributos e proteger o meio ambiente.
9
Exemplos
práticos
10
Plano cruzado e o
congelamento de preços.
O congelamento de
preços foi uma medida
econômica
implementada pelo
governo do presidente
José Sarney no Brasil,
em 1986. O objetivo
principal era conter a
hiperinflação que
assolava o país na
época, uma das mais
altas da história
11
brasileira.
Plano cruzado e o
Durante o período de
congelamento de preços. congelamento dos preços
determinado pelo Plano
Cruzado, a carne sumiu dos
açougues e os pecuaristas
foram acusados de boicote.
Para o governo, os criadores
estavam com os bois nos
pastos em condições de abate,
mas não concordavam em
vendê-los pelo preço
congelado da arroba.
Em outubro de 1986, uma
"operação de guerra" foi
montada para desapropriar
12
2.000 bois.
Plano Collor e poupança
confiscada. O Plano Collor foi uma
série de medidas
econômicas
implementadas no Brasil
durante o governo do
presidente Fernando Collor
de Mello, em 1990. O
objetivo principal do
plano era combater a
hiperinflação que
assolava o país na
época, que estava em uma
média de 80% ao mês.
13
Plano Collor e poupança
confiscada. Uma das medidas mais
controversas do Plano
Collor foi o confisco da
poupança, que ocorreu
em 16 de março de 1990.
Naquele dia, o governo
anunciou um bloqueio de
todos os ativos
financeiros, incluindo
contas correntes e
poupanças, que
excedessem o valor de 50
mil cruzados novos (a
moeda da época) por
14
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
 As fontes do Direito Econômico são
compreendidas como o ponto de partida para
a criação e aplicação das normas relativas ao
direito econômico, são elas:
a) Constituição Federal;
b) Leis;
c) Regulamentos Administrativos (Portarias,
resoluções etc.;
d) Jurisprudência;
e) Doutrina.
15
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.

A) Constituição Federal: é a principal fonte


de Direito Econômico. Estabelece os
princípios e fundamentos da ordem
econômica e atribui competências
específicas ao Estado para regulamentar a
economia e proteger o interesse público.

16
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
B) Leis: a legislação também constitui
importante fonte para o direto econômico, pois
aborda uma ampla gama de questões
específicas que refletem em questões
econômicas, como direito do consumidor,
direito societário, direito tributário, direito
trabalhista, regulação de setores específicos
da economia, entre outros.

17
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
 Legislações específicas pertinentes:
 Lei n. 11.101/2005 - Lei de Falências e
Recuperação Judicial: disciplina os procedimentos de
falência, recuperação judicial e extrajudicial de
empresas em situação de crise econômico-financeira.

 Lei n. 14.133/2021 - Lei de Licitações e Contratos


Administrativos: estabelece normas gerais sobre
licitações e contratos administrativos realizados pela
administração pública direta e indireta, incluindo
medidas para garantir a competitividade e a eficiência
nas contratações públicas.
18
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
 Legislações específicas pertinentes:
 Lei n. 12.529/2011 - Lei Antitruste: Conhecida
como Lei de Defesa da Concorrência, tem como
objetivo promover e proteger a concorrência
econômica, prevenindo e punindo práticas
anticompetitivas.
 Lei n. 8.078/1990 - Código de Defesa do
Consumidor: regula as relações de consumo, visando
proteger os consumidores contra práticas abusivas e
garantir a qualidade e segurança dos produtos e
serviços.
19
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
 Legislações específicas pertinentes:

 Lei n. 4.595/1964 - Lei do Sistema Financeiro


Nacional: estabelece as bases do sistema
financeiro nacional, incluindo a organização e
funcionamento das instituições financeiras. Regula
ainda as operações financeiras e define as
atribuições e competências das entidades
reguladoras do sistema financeiro.

20
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
C) Regulamentos Administrativos: são
aqueles emitidos por órgãos governamentais.
Eles detalham e complementam as leis e
decretos, estabelecendo regras específicas
para a aplicação da legislação econômica. As
agências reguladoras, por exemplo, têm o
poder de elaborar regulamentos para regular a
atuação de empresas em setores como
energia, telecomunicações e transporte.

21
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.
D) Jurisprudência: é o entendimento
consolidado de um Tribunal sobre determinada
matéria. A jurisprudência firmada em matéria
econômica conduz a interpretação e aplicação
das leis econômicas em situações concretas.
Além disso, com base no Código de Processo
Civil de 2015, as decisões dos tribunais
superiores muitas vezes estabelecem
precedentes importantes que influenciam
futuros casos similares.
22
FONTES DO DIREITO ECONÔMICO.

E) Doutrina: A doutrina consiste nas


interpretações de juristas, acadêmicos e
especialistas que contribuem para a
compreensão, interpretação e aplicação do
Direito Econômico.

Observação: não pode ser compreendido como


doutrina a mera opinião e/ou rasa lição de
autores sobre a matéria de direito econômico.
23
Como podemos
solucionar eventual
conflito de normas sobre
direito econômico?
Pergunta.
24
ANTINOMIA entre as normas de direito
econômico.
O direito é um sistema coerente de normas!
O conflito (ou aparente conflito) entre normas jurídicas
é denominada antinomia.
O próprio direito nos garante o critério para resolver o
aparente conflito.
Os critérios são três:
1. Hierárquico.
2. Temporal.
3. Especialidade.
25
CRITÉRIO HIERÁRQUICO.
Construção escalonada do
CF. ordenamento jurídico: o
direito é um sistema
Norma hierárquico de normas.
supralegal
. Pirâmide normativa de Kelsen.
Legislação A norma de hierarquia
infraconstitucion
al. superior prevalece sobre a
norma de hierarquia
Regulamentos inferior.
administrativos.
A norma de hierarquia inferior
retira seu fundamento de
Normas individuais. validade da norma de
hierarquia superior.
26
CRITÉRIO TEMPORAL.
A norma posterior revoga a norma anterior.

Decreto-Lei n. 4.657/1942 – Lei de Introdução às


normas do Direito Brasileiro.

Art. 2º. Não se destinando à vigência temporária, a lei


terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§1º A lei posterior revoga a anterior quando
expressamente o declare, quando seja com ela
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria
de que tratava a lei anterior.
27
CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE.
A norma especial prevalece sobre a norma geral,
sem a revogar.

Exemplo:
Lei que estabelece o imposto para os alimentos: 20%.
(norma geral)
Lei que estabelece o imposto para alimentos da cesta
básica: 0% (isenção) (norma especial).

Os alimentos da cesta básica continuam sendo


alimentos, mas para eles há uma lei específica sobre o
imposto que será cobrado.
28
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO
ECONÔMICO.
 Os princípios fundamentais do Direito Econômico são
bases normativas que direcionam a interpretação e
aplicação do direito, especialmente no que se refere a
regulação das atividades econômicas. Os principais
princípios são:
a) Soberania nacional;
b) Livre concorrência;
c) Função social da propriedade;
d) Equidade e justiça social;
e) Desenvolvimento econômico;
f) Proteção ao consumidor.
29
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO
ECONÔMICO.
 Princípio da soberania nacional: o Estado
tem a capacidade de estabelecer políticas
econômicas, tomar medidas regulatórias e
intervir no mercado para promover o
desenvolvimento econômico e social do país,
de forma independente.

 Princípio da livre concorrência: defende a


existência de um mercado aberto e
competitivo, de forma justa e livre de práticas
anticompetitivas.
30
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO
ECONÔMICO.
 Princípio da função social da
propriedade: a propriedade privada deve
cumprir uma função social e econômica,
contribuindo para o bem-estar coletivo e o
desenvolvimento da comunidade.
 Princípio do equidade e justiça social: a
regulação econômica deve buscar reduzir as
desigualdades econômicas e sociais,
promovendo a inclusão social e o acesso
igualitário aos recursos e oportunidades.
31
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO
ECONÔMICO.
 Princípio do desenvolvimento econômico:
o direito econômico deve promover o
crescimento sustentável e equitativo da
economia, garantindo a geração de empregos,
a distribuição de renda e a melhoria das
condições de vida da população.

 Princípio da proteção ao consumidor: o


Estado tem o dever de proteger os interesses
e direitos dos consumidores nas relações de
32consumo.
“Escolhas entrar no mar pelos
regatos, não diretamente, pois é
pelo que é fácil que convém chegar
ao mais difícil. Este é, portanto, o
meu conselho, e uma instrução
para ti.".
– São Tomás de Aquino,
1270.

33

Você também pode gostar