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ᯓ★ nct dream : universos paralelos
… headcanons : jeno, donghyuck & jaemin .𖥔 ݁ ˖
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⋆. 𐙚 ˚ lee jeno : princesa & soldado real …
num reino encantador, você era a adorável princesa por quem lee jeno, um dos soldados reais, nutria os mais puros e devotos sentimentos.
os olhos do lee acertaram tua figura pela primeira vez num de seus treinamentos militares, enquanto você passeava despreocupadamente pelos jardins do castelo. as pernas fraquejaram e o coração errou uma batida quando foi acertado por um belo sorriso teu, que inocentemente o observava de longe.
dali em diante, a cada dia, mais perto você chegava das arenas de treinamento e, pouco a pouco, palavras trocadas entre você e o lee começaram a surgir. num piscar de olhos, tornaram-se mais próximos e, num instante, encontros secretos eram marcados rotineiramente.
sempre, após seus treinamentos e as tuas aulas de álgebra, encontravam-se na parte mais escondida do castelo. num jardinzinho mal cuidado, com árvores mal podadas, onde se acobertavam debaixo de suas enormes copas. trocavam histórias e boas risadas sem ver o tempo passar.
ali, você contava ao soldado contos românticos e de terror, apresentava-o as boas maneiras e até mesmo lhe ensinava como ler alguns trechos de seus livros preferidos. achava fofo o jeito com o qual sua língua era enrolada no céu da boca ao tentar pronunciar palavras difíceis, e como nunca recusava ou desistia de um pedido teu.
jeno, por outro lado, mostrava a você como lutar igual a um verdadeiro guerreiro. os galhos secos se transformavam em espadas e lanças, e vocês sempre caíam na gargalhada após uma batalha épica, mas imaginária.
o que era cotidiano mudou quando, com o início da primavera, as tropas reais foram convocadas pelo rei para que defendessem o reino contra ataques inimigos.
pelo povo, já era comentado que esta seria uma das batalhas mais violentas e sangrentas que o reino já vivenciara. o exército inimigo era impiedoso e as chances de glória eram quase nulas.
teu coração pulava do peito, ansioso. passara as noites rolando na cama sem pregar os olhos. o nervosismo tomava conta do teu ser.
jeno seria um dos soldados convocados à batalha.
talvez nunca mais pudesse vê-lo.
por isso, naquele momento, em que as flores e os últimos raios solares eram seus únicos confidentes, você resolveu confessar todos os teus segredos para o soldado. com a cabeça repousada no peito dele, ouvindo as batidas serenas de seu coração, juntou coragem para falar.
— case-se comigo.
as tuas palavras acertaram o homem de surpresa. um silêncio quase eterno pareceu se instaurar no ar e os dedos dele, que brincavam com a tua mão, ficaram imóveis.
— sabes que não funciona dessa forma, princesa. — ele suspirou. — não torne isso doloroso para nós dois.
sentia-se magoada. ele preferia deixá-la, então?
— não o entendo. — deixou seu colo, pondo-se a sua frente.
ainda que tentasse ser cuidadoso com você, sabendo o quão sensível poderia ser caso utilizasse as palavras erradas, o lee estava à flor da pele. ia à luta já sabendo de seu destino. sabendo que, para ele, futuro não existia.
oras, por que a vida havia de ser tão injusta?
como seria se fosse um príncipe? se pudesse pedir tua mão ao rei e proporcionar a vida que você, uma princesa, merecia? se pudesse torná-la sua esposa?
— somos de mundos opostos, princesa. — segurou nas tuas mãos, puxando-as até seu peito, sobrepondo seu coração. — sou um mero soldado que a ama.
teu frágil coraçãozinho estava despedaçado.
lee jeno foi seu primeiro amor. o único homem por quem havia se interessado, apaixonado-se. não se importava com as consequências, queria tê-lo para si. queria que ficassem juntos, não importava como.
— deixe-me ter os teus bebês, meu soldado. — teu pedido era quase uma súplica. — quero que seja o pai dos meus filhos.
contigo ali, tão desesperada e ingênua, fazendo mais um dos teus pedido irrecusáveis, lee jeno sentia que estava enlouquecendo. queria protegê-la de qualquer forma. mostrar que era grato por teus sentimentos. que também a amava. amava muito. e amava profunda e puramente… ainda que você parecesse tão tentadora agora… com a maquiagem borrada, os olhinhos brilhando e o rostinho molhado pelas lágrimas… com o vestido amarrotado que caia tão bem sobre o teu corpo bem esculpido. lascivo. tentador.
— faça-me sua. — aproximou-se dele, levando a áspera mão do soldado até teu colo desnudo. leitoso. passou as pontas de seus dedos calejados por ali, descendo até o vale dos seios e os deslizando sobre o vestido, bem no teu busto, onde os biquinhos enrijecidos marcavam o tecido. — torna-me a tua mulher, meu soldado.
era o desejo quem agora cravava uma espada em seu peito, e lee jeno tão dolorosamente não podia fazer nada.
⋆. 𐙚 ˚ lee donghyuck : rockstar’s gf …
outra vez, você se encontrava no banco do carona do chevrolet vermelho de lee donghyuck, o mais novo astro do rock do mundo adolescente. uma verdadeira estrela em ascensão.
bem, você conhecia o lee há um bom tempo. desde sua primeira apresentação num ferro velho abandonado atrás da escola. não perdia um ensaio de sua banda e nem sequer um showzinho dado nos bares da pequena cidade em que viviam.
a voz angelical de donghyuck invadia teus ouvidos e ia direto ao coração, preenchendo-o por completo. deixava-o pulsante, alegre, nervoso. sentia o peito apertar, o ventre fisgar e as bochechas corarem.
era óbvio. você gostava do lee. gostava muito.
e ele, bem, também gostava muito…
…de te foder.
apressada, a destra ágil de donghyuck revirava o porta-luvas, procurando, em meio àquela montanha de cigarros, dvds e revistas pornográficas, um pacote de camisinha.
enquanto isso, a boca do lee passeava desesperadamente por todo o teu colo, marcando bem ali, na curvatura do teu pescoço perfumado. os dedos deslizavam pela barra da tua saia e merda… as camisinhas tinham acabado.
mas, porra, ele precisava tanto esvaziar as bolas… aliviar o estresse que sentia. meter fundo em você… deixar toda a porra dele lá dentro.
— porra, gatinha… — colou a testa na tua. — tô sem nada aqui.
com delicadeza, pegou na tua mão e a levou até o caralho duro, esfregando tua palma ali. sentindo teu toque macio, deixou um gemido alto escapar dos lábios. empurrava o pau coberto sobre a tua mão, indo para cima e para baixo. choramingava teatralmente, deixando uma súplica ofegante ao pé da tua orelha.
donghyuck adorava se exibir. você sabia disso.
tua calcinha já estava encharcada, o pontinho sensível implorando por um toque.
— deixa eu te foder gostosinho, amor — esfregou a costura da calça na tua bucetinha coberta. — te sentir apertando o meu pau igual uma putinha… deixa eu te encher com a minha porra, hm?
e donghyuck não tinha dúvidas de que sua proposta seria aceita sem contestação. se não, afinal, que tipo de fã você seria?
⋆. 𐙚 ˚ na jaemin : homem robô e humana …
desde o falecimento do teu marido, na jaemin, seus dias eram repletos de solidão e tristeza. morava sozinha na casa construída com tanto carinho pelos dois, do jeitinho que sempre imaginaram. quando não estava em completo silêncio, o quarto era preenchido pelo teu choro, clamando pela volta do teu marido.
até mesmo tua sogra, após dois anos, parecia ter aceitado melhor o destino do próprio filho. bem, até porque, nesta década, não há motivos para chorar por alguém que já se foi!
os tempos mudaram… agora, basta fazer uma simples encomenda e você terá o ente querido ao seu lado novamente em poucos dias!
encomende um novo na jaemin.
isso foi o que seus amigos lhe disseram ao notarem o quão abalada estava mesmo após — para eles — um longo período de tempo. a ideia perdurou na tua mente e, a cada choro, parecia ainda mais positiva.
você precisava de jaemin.
e agora encarava fixamente a grande encomenda que havia sido entregue na porta de sua casa. a caixa de papelão com um pouco menos de um metro e oitenta de altura, larga e pesada.
hesitante, puxou o enorme laço que a decorava e, receosa, ergueu sua tampa. em meio a todos aqueles embrulhos e lenços, lá estava ele: na jaemin, de olhos fechados, parecendo dormir serenamente. nas mãos, um minicontrole e um pequeno buquê de flores.
bastava apertar o botão do controle e puff!, seu marido estaria novamente em seus braços!
estaria contigo outra vez. para sempre.
os pensamentos deixaram dos lábios um sorriso involuntário escapar. lembrou dos bons momentos ao lado do marido. das risadas altas a qualquer momento do dia, das conversas profundas no meio das madrugadas, das surpresas românticas que lhe eram preparadas com tanto carinho, da intimidade surreal que tinham.
na jaemin era o homem perfeito para você… para sempre seria.
e, ao apertar o botão e vê-lo se levantar da caixa bem forrada, sentiu como se nada daquilo tivesse levado fim em algum momento.
a máquina, de alguma forma, conseguia imitar perfeitamente o olhar doce e puro do teu marido ao encará-la. forçava um sorriso genuíno e apontava as flores na tua direção.
— prazer, na jaemin. — parecia analisá-la por completo. — você deve ser a minha esposa, certo? — levou o buquê até suas mãos. — aqui está… por ter me esperado por tanto tempo.
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ᯓ★ nct dream : universos paralelos
… headcanons : jeno, donghyuck & jaemin .𖥔 ݁ ˖
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⋆. 𐙚 ˚ lee jeno : princesa & soldado real …
num reino encantador, você era a adorável princesa por quem lee jeno, um dos soldados reais, nutria os mais puros e devotos sentimentos.
os olhos do lee acertaram tua figura pela primeira vez num de seus treinamentos militares, enquanto você passeava despreocupadamente pelos jardins do castelo. as pernas fraquejaram e o coração errou uma batida quando foi acertado por um belo sorriso teu, que inocentemente o observava de longe.
dali em diante, a cada dia, mais perto você chegava das arenas de treinamento e, pouco a pouco, palavras trocadas entre você e o lee começaram a surgir. num piscar de olhos, tornaram-se mais próximos e, num instante, encontros secretos eram marcados rotineiramente.
sempre, após seus treinamentos e as tuas aulas de álgebra, encontravam-se na parte mais escondida do castelo. num jardinzinho mal cuidado, com árvores mal podadas, onde se acobertavam debaixo de suas enormes copas. trocavam histórias e boas risadas sem ver o tempo passar.
ali, você contava ao soldado contos românticos e de terror, apresentava-o as boas maneiras e até mesmo lhe ensinava como ler alguns trechos de seus livros preferidos. achava fofo o jeito com o qual sua língua era enrolada no céu da boca ao tentar pronunciar palavras difíceis, e como nunca recusava ou desistia de um pedido teu.
jeno, por outro lado, mostrava a você como lutar igual a um verdadeiro guerreiro. os galhos secos se transformavam em espadas e lanças, e vocês sempre caíam na gargalhada após uma batalha épica, mas imaginária.
o que era cotidiano mudou quando, com o início da primavera, as tropas reais foram convocadas pelo rei para que defendessem o reino contra ataques inimigos.
pelo povo, já era comentado que esta seria uma das batalhas mais violentas e sangrentas que o reino já vivenciara. o exército inimigo era impiedoso e as chances de glória eram quase nulas.
teu coração pulava do peito, ansioso. passara as noites rolando na cama sem pregar os olhos. o nervosismo tomava conta do teu ser.
jeno seria um dos soldados convocados à batalha.
talvez nunca mais pudesse vê-lo.
por isso, naquele momento, em que as flores e os últimos raios solares eram seus únicos confidentes, você resolveu confessar todos os teus segredos para o soldado. com a cabeça repousada no peito dele, ouvindo as batidas serenas de seu coração, juntou coragem para falar.
— case-se comigo.
as tuas palavras acertaram o homem de surpresa. um silêncio quase eterno pareceu se instaurar no ar e os dedos dele, que brincavam com a tua mão, ficaram imóveis.
— sabes que não funciona dessa forma, princesa. — ele suspirou. — não torne isso doloroso para nós dois.
sentia-se magoada. ele preferia deixá-la, então?
— não o entendo. — deixou seu colo, pondo-se a sua frente.
ainda que tentasse ser cuidadoso com você, sabendo o quão sensível poderia ser caso utilizasse as palavras erradas, o lee estava à flor da pele. ia à luta já sabendo de seu destino. sabendo que, para ele, futuro não existia.
oras, por que a vida havia de ser tão injusta?
como seria se fosse um príncipe? se pudesse pedir tua mão ao rei e proporcionar a vida que você, uma princesa, merecia? se pudesse torná-la sua esposa?
— somos de mundos opostos, princesa. — segurou nas tuas mãos, puxando-as até seu peito, sobrepondo seu coração. — sou um mero soldado que a ama.
teu frágil coraçãozinho estava despedaçado.
lee jeno foi seu primeiro amor. o único homem por quem havia se interessado, apaixonado-se. não se importava com as consequências, queria tê-lo para si. queria que ficassem juntos, não importava como.
— deixe-me ter os teus bebês, meu soldado. — teu pedido era quase uma súplica. — quero que seja o pai dos meus filhos.
contigo ali, tão desesperada e ingênua, fazendo mais um dos teus pedido irrecusáveis, lee jeno sentia que estava enlouquecendo. queria protegê-la de qualquer forma. mostrar que era grato por teus sentimentos. que também a amava. amava muito. e amava profunda e puramente… ainda que você parecesse tão tentadora agora… com a maquiagem borrada, os olhinhos brilhando e o rostinho molhado pelas lágrimas… com o vestido amarrotado que caia tão bem sobre o teu corpo bem esculpido. lascivo. tentador.
— faça-me sua. — aproximou-se dele, levando a áspera mão do soldado até teu colo desnudo. leitoso. passou as pontas de seus dedos calejados por ali, descendo até o vale dos seios e os deslizando sobre o vestido, bem no teu busto, onde os biquinhos enrijecidos marcavam o tecido. — torna-me a tua mulher, meu soldado.
era o desejo quem agora cravava uma espada em seu peito, e lee jeno tão dolorosamente não podia fazer nada.
⋆. 𐙚 ˚ lee donghyuck : rockstar’s gf …
outra vez, você se encontrava no banco do carona do chevrolet vermelho de lee donghyuck, o mais novo astro do rock do mundo adolescente. uma verdadeira estrela em ascensão.
bem, você conhecia o lee há um bom tempo. desde sua primeira apresentação num ferro velho abandonado atrás da escola. não perdia um ensaio de sua banda e nem sequer um showzinho dado nos bares da pequena cidade em que viviam.
a voz angelical de donghyuck invadia teus ouvidos e ia direto ao coração, preenchendo-o por completo. deixava-o pulsante, alegre, nervoso. sentia o peito apertar, o ventre fisgar e as bochechas corarem.
era óbvio. você gostava do lee. gostava muito.
e ele, bem, também gostava muito…
…de te foder.
apressada, a destra ágil de donghyuck revirava o porta-luvas, procurando, em meio àquela montanha de cigarros, dvds e revistas pornográficas, um pacote de camisinha.
enquanto isso, a boca do lee passeava desesperadamente por todo o teu colo, marcando bem ali, na curvatura do teu pescoço perfumado. os dedos deslizavam pela barra da tua saia e merda… as camisinhas tinham acabado.
mas, porra, ele precisava tanto esvaziar as bolas… aliviar o estresse que sentia. meter fundo em você… deixar toda a porra dele lá dentro.
— porra, gatinha… — colou a testa na tua. — tô sem nada aqui.
com delicadeza, pegou na tua mão e a levou até o caralho duro, esfregando tua palma ali. sentindo teu toque macio, deixou um gemido alto escapar dos lábios. empurrava o pau coberto sobre a tua mão, indo para cima e para baixo. choramingava teatralmente, deixando uma súplica ofegante ao pé da tua orelha.
donghyuck adorava se exibir. você sabia disso.
tua calcinha já estava encharcada, o pontinho sensível implorando por um toque.
— deixa eu te foder gostosinho, amor — esfregou a costura da calça na tua bucetinha coberta. — te sentir apertando o meu pau igual uma putinha… deixa eu te encher com a minha porra, hm?
e donghyuck não tinha dúvidas de que sua proposta seria aceita sem contestação. se não, afinal, que tipo de fã você seria?
⋆. 𐙚 ˚ na jaemin : homem robô e humana …
desde o falecimento do teu marido, na jaemin, seus dias eram repletos de solidão e tristeza. morava sozinha na casa construída com tanto carinho pelos dois, do jeitinho que sempre imaginaram. quando não estava em completo silêncio, o quarto era preenchido pelo teu choro, clamando pela volta do teu marido.
até mesmo tua sogra, após dois anos, parecia ter aceitado melhor o destino do próprio filho. bem, até porque, nesta década, não há motivos para chorar por alguém que já se foi!
os tempos mudaram… agora, basta fazer uma simples encomenda e você terá o ente querido ao seu lado novamente em poucos dias!
encomende um novo na jaemin.
isso foi o que seus amigos lhe disseram ao notarem o quão abalada estava mesmo após — para eles — um longo período de tempo. a ideia perdurou na tua mente e, a cada choro, parecia ainda mais positiva.
você precisava de jaemin.
e agora encarava fixamente a grande encomenda que havia sido entregue na porta de sua casa. a caixa de papelão com um pouco menos de um metro e oitenta de altura, larga e pesada.
hesitante, puxou o enorme laço que a decorava e, receosa, ergueu sua tampa. em meio a todos aqueles embrulhos e lenços, lá estava ele: na jaemin, de olhos fechados, parecendo dormir serenamente. nas mãos, um minicontrole e um pequeno buquê de flores.
bastava apertar o botão do controle e puff!, seu marido estaria novamente em seus braços!
estaria contigo outra vez. para sempre.
os pensamentos deixaram dos lábios um sorriso involuntário escapar. lembrou dos bons momentos ao lado do marido. das risadas altas a qualquer momento do dia, das conversas profundas no meio das madrugadas, das surpresas românticas que lhe eram preparadas com tanto carinho, da intimidade surreal que tinham.
na jaemin era o homem perfeito para você… para sempre seria.
e, ao apertar o botão e vê-lo se levantar da caixa bem forrada, sentiu como se nada daquilo tivesse levado fim em algum momento.
a máquina, de alguma forma, conseguia imitar perfeitamente o olhar doce e puro do teu marido ao encará-la. forçava um sorriso genuíno e apontava as flores na tua direção.
— prazer, na jaemin. — parecia analisá-la por completo. — você deve ser a minha esposa, certo? — levou o buquê até suas mãos. — aqui está… por ter me esperado por tanto tempo.
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ᯓ★ nct dream : universos paralelos
… headcanons : jeno, donghyuck & jaemin .𖥔 ݁ ˖
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⋆. 𐙚 ˚ lee jeno : princesa & soldado real …
num reino encantador, você era a adorável princesa por quem lee jeno, um dos soldados reais, nutria os mais puros e devotos sentimentos.
os olhos do lee acertaram tua figura pela primeira vez num de seus treinamentos militares, enquanto você passeava despreocupadamente pelos jardins do castelo. as pernas fraquejaram e o coração errou uma batida quando foi acertado por um belo sorriso teu, que inocentemente o observava de longe.
dali em diante, a cada dia, mais perto você chegava das arenas de treinamento e, pouco a pouco, palavras trocadas entre você e o lee começaram a surgir. num piscar de olhos, tornaram-se mais próximos e, num instante, encontros secretos eram marcados rotineiramente.
sempre, após seus treinamentos e as tuas aulas de álgebra, encontravam-se na parte mais escondida do castelo. num jardinzinho mal cuidado, com árvores mal podadas, onde se acobertavam debaixo de suas enormes copas. trocavam histórias e boas risadas sem ver o tempo passar.
ali, você contava ao soldado contos românticos e de terror, apresentava-o as boas maneiras e até mesmo lhe ensinava como ler alguns trechos de seus livros preferidos. achava fofo o jeito com o qual sua língua era enrolada no céu da boca ao tentar pronunciar palavras difíceis, e como nunca recusava ou desistia de um pedido teu.
jeno, por outro lado, mostrava a você como lutar igual a um verdadeiro guerreiro. os galhos secos se transformavam em espadas e lanças, e vocês sempre caíam na gargalhada após uma batalha épica, mas imaginária.
o que era cotidiano mudou quando, com o início da primavera, as tropas reais foram convocadas pelo rei para que defendessem o reino contra ataques inimigos.
pelo povo, já era comentado que esta seria uma das batalhas mais violentas e sangrentas que o reino já vivenciara. o exército inimigo era impiedoso e as chances de glória eram quase nulas.
teu coração pulava do peito, ansioso. passara as noites rolando na cama sem pregar os olhos. o nervosismo tomava conta do teu ser.
jeno seria um dos soldados convocados à batalha.
talvez nunca mais pudesse vê-lo.
por isso, naquele momento, em que as flores e os últimos raios solares eram seus únicos confidentes, você resolveu confessar todos os teus segredos para o soldado. com a cabeça repousada no peito dele, ouvindo as batidas serenas de seu coração, juntou coragem para falar.
— case-se comigo.
as tuas palavras acertaram o homem de surpresa. um silêncio quase eterno pareceu se instaurar no ar e os dedos dele, que brincavam com a tua mão, ficaram imóveis.
— sabes que não funciona dessa forma, princesa. — ele suspirou. — não torne isso doloroso para nós dois.
sentia-se magoada. ele preferia deixá-la, então?
— não o entendo. — deixou seu colo, pondo-se a sua frente.
ainda que tentasse ser cuidadoso com você, sabendo o quão sensível poderia ser caso utilizasse as palavras erradas, o lee estava à flor da pele. ia à luta já sabendo de seu destino. sabendo que, para ele, futuro não existia.
oras, por que a vida havia de ser tão injusta?
como seria se fosse um príncipe? se pudesse pedir tua mão ao rei e proporcionar a vida que você, uma princesa, merecia? se pudesse torná-la sua esposa?
— somos de mundos opostos, princesa. — segurou nas tuas mãos, puxando-as até seu peito, sobrepondo seu coração. — sou um mero soldado que a ama.
teu frágil coraçãozinho estava despedaçado.
lee jeno foi seu primeiro amor. o único homem por quem havia se interessado, apaixonado-se. não se importava com as consequências, queria tê-lo para si. queria que ficassem juntos, não importava como.
— deixe-me ter os teus bebês, meu soldado. — teu pedido era quase uma súplica. — quero que seja o pai dos meus filhos.
contigo ali, tão desesperada e ingênua, fazendo mais um dos teus pedido irrecusáveis, lee jeno sentia que estava enlouquecendo. queria protegê-la de qualquer forma. mostrar que era grato por teus sentimentos. que também a amava. amava muito. e amava profunda e puramente… ainda que você parecesse tão tentadora agora… com a maquiagem borrada, os olhinhos brilhando e o rostinho molhado pelas lágrimas… com o vestido amarrotado que caia tão bem sobre o teu corpo bem esculpido. lascivo. tentador.
— faça-me sua. — aproximou-se dele, levando a áspera mão do soldado até teu colo desnudo. leitoso. passou as pontas de seus dedos calejados por ali, descendo até o vale dos seios e os deslizando sobre o vestido, bem no teu busto, onde os biquinhos enrijecidos marcavam o tecido. — torna-me a tua mulher, meu soldado.
era o desejo quem agora cravava uma espada em seu peito, e lee jeno tão dolorosamente não podia fazer nada.
⋆. 𐙚 ˚ lee donghyuck : rockstar’s gf …
outra vez, você se encontrava no banco do carona do chevrolet vermelho de lee donghyuck, o mais novo astro do rock do mundo adolescente. uma verdadeira estrela em ascensão.
bem, você conhecia o lee há um bom tempo. desde sua primeira apresentação num ferro velho abandonado atrás da escola. não perdia um ensaio de sua banda e nem sequer um showzinho dado nos bares da pequena cidade em que viviam.
a voz angelical de donghyuck invadia teus ouvidos e ia direto ao coração, preenchendo-o por completo. deixava-o pulsante, alegre, nervoso. sentia o peito apertar, o ventre fisgar e as bochechas corarem.
era óbvio. você gostava do lee. gostava muito.
e ele, bem, também gostava muito…
…de te foder.
apressada, a destra ágil de donghyuck revirava o porta-luvas, procurando, em meio àquela montanha de cigarros, dvds e revistas pornográficas, um pacote de camisinha.
enquanto isso, a boca do lee passeava desesperadamente por todo o teu colo, marcando bem ali, na curvatura do teu pescoço perfumado. os dedos deslizavam pela barra da tua saia e merda… as camisinhas tinham acabado.
mas, porra, ele precisava tanto esvaziar as bolas… aliviar o estresse que sentia. meter fundo em você… deixar toda a porra dele lá dentro.
— porra, gatinha… — colou a testa na tua. — tô sem nada aqui.
com delicadeza, pegou na tua mão e a levou até o caralho duro, esfregando tua palma ali. sentindo teu toque macio, deixou um gemido alto escapar dos lábios. empurrava o pau coberto sobre a tua mão, indo para cima e para baixo. choramingava teatralmente, deixando uma súplica ofegante ao pé da tua orelha.
donghyuck adorava se exibir. você sabia disso.
tua calcinha já estava encharcada, o pontinho sensível implorando por um toque.
— deixa eu te foder gostosinho, amor — esfregou a costura da calça na tua bucetinha coberta. — te sentir apertando o meu pau igual uma putinha… deixa eu te encher com a minha porra, hm?
e donghyuck não tinha dúvidas de que sua proposta seria aceita sem contestação. se não, afinal, que tipo de fã você seria?
⋆. 𐙚 ˚ na jaemin : homem robô e humana …
desde o falecimento do teu marido, na jaemin, seus dias eram repletos de solidão e tristeza. morava sozinha na casa construída com tanto carinho pelos dois, do jeitinho que sempre imaginaram. quando não estava em completo silêncio, o quarto era preenchido pelo teu choro, clamando pela volta do teu marido.
até mesmo tua sogra, após dois anos, parecia ter aceitado melhor o destino do próprio filho. bem, até porque, nesta década, não há motivos para chorar por alguém que já se foi!
os tempos mudaram… agora, basta fazer uma simples encomenda e você terá o ente querido ao seu lado novamente em poucos dias!
encomende um novo na jaemin.
isso foi o que seus amigos lhe disseram ao notarem o quão abalada estava mesmo após — para eles — um longo período de tempo. a ideia perdurou na tua mente e, a cada choro, parecia ainda mais positiva.
você precisava de jaemin.
e agora encarava fixamente a grande encomenda que havia sido entregue na porta de sua casa. a caixa de papelão com um pouco menos de um metro e oitenta de altura, larga e pesada.
hesitante, puxou o enorme laço que a decorava e, receosa, ergueu sua tampa. em meio a todos aqueles embrulhos e lenços, lá estava ele: na jaemin, de olhos fechados, parecendo dormir serenamente. nas mãos, um minicontrole e um pequeno buquê de flores.
bastava apertar o botão do controle e puff!, seu marido estaria novamente em seus braços!
estaria contigo outra vez. para sempre.
os pensamentos deixaram dos lábios um sorriso involuntário escapar. lembrou dos bons momentos ao lado do marido. das risadas altas a qualquer momento do dia, das conversas profundas no meio das madrugadas, das surpresas românticas que lhe eram preparadas com tanto carinho, da intimidade surreal que tinham.
na jaemin era o homem perfeito para você… para sempre seria.
e, ao apertar o botão e vê-lo se levantar da caixa bem forrada, sentiu como se nada daquilo tivesse levado fim em algum momento.
a máquina, de alguma forma, conseguia imitar perfeitamente o olhar doce e puro do teu marido ao encará-la. forçava um sorriso genuíno e apontava as flores na tua direção.
— prazer, na jaemin. — parecia analisá-la por completo. — você deve ser a minha esposa, certo? — levou o buquê até suas mãos. — aqui está… por ter me esperado por tanto tempo.
ᶻ 𝗓 𐰁
ᯓ★ nct dream : vocês se conheceram como?
… headcanons : mark, jeno & chenle .𖥔 ݁ ˖
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⋆. 𐙚 ˚ lee minhyung : culto de jovens …
apesar de serem da mesma igreja e estarem presos quase ao mesmo ciclo social, você e mark haviam trocado mínimas palavras desde o dia em que se conheceram. o garoto fazia parte da banda da igreja e tinha muita dedicação. estava sempre aprendendo um novo instrumento, ou pegando algum louvor recém-lançado. por esse motivo, quase nunca participava dos encontros que o grupo de jovens organizava.
entretanto, de uma hora para outra, mark lee parecia muito mais interessado em fortalecer suas relações interpessoais. não perdia um único encontro do grupo! nem unzinho sequer. se antes era extremamente quieto, agora estava o dobro de extrovertido. sempre soltando piadas sem graça, jogando conversa fora e trocando sorrisos com várias pessoas…
…menos com você. assim que seus olhos ousavam se encontrar, mark imediatamente quebrava o contato e virava o rosto para qualquer outro lugar. sentava-se o mais distante possível de você, e parecia querer fugir sempre que você chegava perto.
ora, você não entendia! o que havia feito de tão ruim para ele? as poucas palavras que haviam trocado já eram o suficiente para fazê-lo te odiar?
e não tardou para que você descobrisse o motivo pelo qual mark lee te evitava a todo custo. quando, num dos encontros pós-culto, dessa vez para andarem de bicicleta pelo bairro, você caiu com tudo numa montanha de areia. ficou toda ralada. os chinelos voaram lá longe.
mark foi o primeiro a descer da própria bicicleta para ajudá-la. você ria do tombo, ainda que estivesse morta de vergonha por dentro. rapidamente, o lee disse que a acompanharia até em casa, e todos concordaram enquanto trocavam risinhos e olhares cúmplices. mais uma vez, você entendia nada.
um amigo montou na bicicleta de mark e o grupo todo voltou a pedalar, deixando-os a sós no meio da rua deserta.
— é melhor ir logo se a gente não quiser ser assaltado… — brincou, erguendo sua bicicleta caída.
— vira essa boca pra lá, mark! — por conta dos machucados nos dois joelhos, você andava com dificuldade. — tá repreendido em nome de jesus!
vendo você com uma carinha de sofrimento enquanto mancava, mark pediu para que se sentasse no banco da bicicleta. quando você o fez, ele pediu licença e passou o braço por trás do teu corpo, para que pudesse segurar nos dois guidons. esse abraço indireto fez tuas bochechas queimarem e o coração bater forte. estava tão perto do lee que sentia até mesmo o calor de seu corpo.
o garoto guiou a bicicleta contigo em cima por todo o caminho até sua casa, enquanto vocês trocavam uma conversa regada por risadas. você não tinha ideia do quão divertido poderia ser passar um tempo a sós com mark lee.
ao chegarem, você deu seu melhor sorriso para agradecê-lo, e isso acertou em cheio o coração do menino. nunca imaginou que mark pudesse ser tão atencioso contigo, afinal…
— pensei que você não gostasse de mim, sabia? — você jogou sua dúvida no ar, soltando uma risada ao final, para que pudesse aliviar o clima.
— eu? — indagou, incrédulo. — eu gosto de você, sim. — seu tom de voz parecia um pouco alterado. — gosto muito. — coçou a nuca. — por que pensava isso?
— você sempre me evitou.
ele te encarou covardemente. o coração batendo forte.
— fiquei com medo de você me achar um esquisito.
— na verdade, fiquei pensando que a esquisita era eu. — você confessou.
vocês ficaram se encarando por longos segundos. as bochechas formigavam de tanta vergonha. você e mark eram inexperientes e bobinhos demais, mas, de alguma forma, cada palavra que diziam surtia efeito imediato um no outro. os corações de vocês só faltavam sair pela boca.
e o seu quase tratou de fazer isso quando ouviu a voz de sua mãe gritando ao fundo, querendo saber se era você quem havia chegado. com o susto, vocês dois se encararam com os olhos arregalados, e então soltaram mais risadas.
— amanhã — mark começou — posso sentar do seu lado no culto?
você soltou uma risada. aquela proposta havia te pegado de surpresa.
— você não vai tocar amanhã? — perguntou, confusa.
— a banda tem bastante gente… eles podem achar alguém pra me substituir. — deu de ombros. — mas se for o fato de querer me ouvir tocando — começou, em tom de brincadeira — pode deixar que amanhã preparo uma serenata inteira pra você.
⋆. 𐙚 ˚ lee jeno : parque de diversões …
para aproveitar os últimos dias de férias, você e suas amigas decidiram ir ao mais novo parque de diversões da cidade. já haviam planejado o roteiro perfeito, e estabeleceram uma meta de ir em todos os brinquedos do parque. vocês fariam aquela noite valer a pena!
apesar de toda a animação, logo a realidade bateu à porta, e as consequências de serem um trio acabaram com seus planos. na montanha russa, o primeiro brinquedo da lista criada por vocês, só tinha lugar para duas pessoas. e o momento mais decisivo era aquele que, no meio da fila, vocês escolhiam quem iria ficar sobrando.
entretanto, por um milagre, aquele finalmente seria o dia em que vocês conseguiriam sair num número par de pessoas. a sorte estava a seu favor quando, do outro lado do parque, a boca de sacola que era na jaemin, amigo de lee jeno, decidiu informar aos amigos sobre sua descoberta.
— ih mané, olha lá — chamou a atenção de jeno e de donghyuck. — aquela não é a mina que o jeno tava de olho na entrada do parque?
— tá sabendo escolher, irmão… — enquanto olhava para você, donghyuck parabenizou o lee, dando dois tapinhas em suas costas. — jn delas, passa nada…
— para de gritar, cara — jeno chamou a atenção dos amigos.
jaemin deu de ombros.
— deixa de ser frouxo, irmão. até parece que ela vai escutar.
e nesse exato momento, você e suas amigas olharam para trás, apontando, ao que parecia, exatamente para eles.
— e não é que escutou mesmo — donghyuck começou a rir. — esse jaemin é muito boca de sacola, cara…
jeno começou a suar frio, seus olhos afundaram e a boca ficou branca. parecia que sua alma havia sido sugada para fora do corpo. mas ora… não é como se ele fosse um esquisito que só ficasse dentro do quarto o dia inteiro — na verdade, ele fazia exatamente isso —…ele só não dominava a arte do flerte, e isso o deixava muito ansioso!
— e se ela vier aqui, o que eu faço? — jeno perguntou, preocupado.
— seja você mesmo, irmão. — jaemin respondeu.
— aí ele vai morrer cabaço pra sempre. — donghyuck fez bem em lembrar.
enquanto isso, você e suas amigas apontavam para um brinquedo atrás dos três rapazes, onde poderiam ir juntas, sem que nenhuma ficasse sobrando.
— cara, deixa de ser lerdão — jaemin auxiliou o amigo. — elas estão em três!
— e o que tem a ver? — jeno estava confuso.
— irmão, pega a visão — o na se aproximou do lee, enquanto os dois observavam você. — a mina tá na fila da montanha russa, ou seja, elas vão nesse brinquedo. mas só tem lugar pra duas delas, logo uma vai ficar sozinha e, com sorte, vai ser logo a tua…
— …então cê vai lá e senta do lado dela, cara — donghyuck completou.
dito e feito. vocês decidiram continuar com os planos de ir na montanha russa e você se sacrificou pelo grupo, sentando-se sozinha na cabine. seguindo o que foi combinado, logo lee jeno estava ao seu lado, com aos mãos suando frio. você só percebeu que ele estava ali contigo quando os gritos do lee invadiram seus ouvidos, bem na hora que o brinquedo parou lá em cima.
você começou a rir descontroladamente com todo aquele escândalo, achando a maior graça, mas logo se calou quando o carrinho decolou pelos trilhos, e agora eram os teus gritos que tomavam conta do ar. vocês dois estavam gritando loucamente.
assim que o brinquedo parou, você e jeno puderam olhar um para o outro, ambos descabelados, e caíram na risada. e então, apresentaram-se, e os dois grupos decidiram que seria melhor caso se juntassem, para fechar um número par de pessoas.
vocês eram dupla em todos os brinquedos, e não paravam de rir por sequer um segundo. quem olhasse com certeza pensaria que vocês já se conheciam há um bom tempo. repararam que até mesmo suas roupas estavam combinando. uma das últimas coisas que você e suas amigas haviam marcado de fazer, era tentar pegar alguma pelúcia na barraca de tiro ao alvo.
por sorte, jeno era extremamente bom de mira, e acertou sem dificuldades os três dardos, conseguindo ganhar o prêmio. ele deu um cachorrinho de pelúcia para você, e suas amigas se derreteram de amor.
para finalizar a noite, os seis decidiram ir na roda gigante, e você e jeno tiveram tempo de saber mais um sobre o outro. apesar de terem se conhecido de forma aleatória, você havia adorado a companhia do rapaz, e ele parecia estar em estado de puro êxtase. você não era apenas uma garota bonita. era, na verdade, o tipo ideal de jeno.
o coração do lee estava completamente rendido por você.
— topa dar uma volta por aí amanhã? — jeno perguntou, segurando na tua mão. — não vejo a hora de te encontrar de novo, princesa.
⋆. 𐙚 ˚ zhong chenle : brincando na rua …
assim que o sol começava a se pôr, você e suas amigas vestiam um look elegante — cropped e shortinho jeans — e iam dar uma volta pela praça do bairro. às vezes saiam pra tomar um açaí ou, quando o tigrinho não tava lucrando, só pra jogar um papo fora enquanto julgavam a tudo e todos. aquele era o melhor jeito de finalizar um dia cansativo pós-escola, e garantia que mantivessem a língua bem malhada, de tanto que fofocavam.
mais uma vez, vocês marcavam presença por todas as ruas do bairro, esperando as pernas cansarem pra baterem um papo sentadas na praça. vez ou outra, passavam por rodas de meninos jogando bola, mas eles sempre paravam assim que as avistavam. não era segredo, você era uma das garotas mais requisitadaa, e todos beijavam o chão por onde passava.
você nunca teve problemas com qualquer pessoa que fosse, sempre ficava na sua. entretanto, desde semana passada, quando decidiu dar um fora num garoto, você havia arranjado inimigos mortais. sempre que você e suas amigas passavam, podia ouvir os cochichos e os comentários negativos que eram lançados sobre você.
dessa vez, porém, um rosto novo chamou sua atenção dentre todos aqueles meninos idiotas… seria esse o morador que havia se mudado recentemente?
— olha a mina aí, irmão — o garoto novo segurou a bola de futebol, impedindo que o jogo continuasse.
você agradeceu. um sorrisinho de canto dado pelo rapaz acertou seu coração em cheio.
— dá mole pra essa aí não, chenle — um dos meninos se meteu. — maior maluca.
— papo, mano — outro garoto disse. — menorzinho ali pagou açaí pra ela e depois levou mó fora.
— mexeu com um, mexeu com o bonde.
você estava desacreditada. o mundo estava rodeado por malucos.
— cê acha que a garota tinha que ficar com o cara só por causa de um açaí? — chenle se posicionou por você. — deixa de ser lerdão, irmãozinho.
você sorriu, concordando.
— tá duro, dorme.
chenle gargalhou, jogando a bola para longe. estendeu a mão para você, segurando na sua e depositando um beijo ali, no estilo leonardo dicaprio em titanic. com gentileza, envolveu o braço ao redor de seus ombros e deu as costas para o grupinho, que observava tudo com recalque.
— vambora, minha dondoca — puxou você pela cintura. — por você eu comprava o pará inteiro.
ᶻ 𝗓 𐰁
ᯓ★ nct dream : vocês se conheceram como?
… headcanons : mark, jeno & chenle .𖥔 ݁ ˖
ᶻ 𝗓 𐰁
⋆. 𐙚 ˚ lee minhyung : culto de jovens …
apesar de serem da mesma igreja e estarem presos quase ao mesmo ciclo social, você e mark haviam trocado mínimas palavras desde o dia em que se conheceram. o garoto fazia parte da banda da igreja e tinha muita dedicação. estava sempre aprendendo um novo instrumento, ou pegando algum louvor recém-lançado. por esse motivo, quase nunca participava dos encontros que o grupo de jovens organizava.
entretanto, de uma hora para outra, mark lee parecia muito mais interessado em fortalecer suas relações interpessoais. não perdia um único encontro do grupo! nem unzinho sequer. se antes era extremamente quieto, agora estava o dobro de extrovertido. sempre soltando piadas sem graça, jogando conversa fora e trocando sorrisos com várias pessoas…
…menos com você. assim que seus olhos ousavam se encontrar, mark imediatamente quebrava o contato e virava o rosto para qualquer outro lugar. sentava-se o mais distante possível de você, e parecia querer fugir sempre que você chegava perto.
ora, você não entendia! o que havia feito de tão ruim para ele? as poucas palavras que haviam trocado já eram o suficiente para fazê-lo te odiar?
e não tardou para que você descobrisse o motivo pelo qual mark lee te evitava a todo custo. quando, num dos encontros pós-culto, dessa vez para andarem de bicicleta pelo bairro, você caiu com tudo numa montanha de areia. ficou toda ralada. os chinelos voaram lá longe.
mark foi o primeiro a descer da própria bicicleta para ajudá-la. você ria do tombo, ainda que estivesse morta de vergonha por dentro. rapidamente, o lee disse que a acompanharia até em casa, e todos concordaram enquanto trocavam risinhos e olhares cúmplices. mais uma vez, você entendia nada.
um amigo montou na bicicleta de mark e o grupo todo voltou a pedalar, deixando-os a sós no meio da rua deserta.
— é melhor ir logo se a gente não quiser ser assaltado… — brincou, erguendo sua bicicleta caída.
— vira essa boca pra lá, mark! — por conta dos machucados nos dois joelhos, você andava com dificuldade. — tá repreendido em nome de jesus!
vendo você com uma carinha de sofrimento enquanto mancava, mark pediu para que se sentasse no banco da bicicleta. quando você o fez, ele pediu licença e passou o braço por trás do teu corpo, para que pudesse segurar nos dois guidons. esse abraço indireto fez tuas bochechas queimarem e o coração bater forte. estava tão perto do lee que sentia até mesmo o calor de seu corpo.
o garoto guiou a bicicleta contigo em cima por todo o caminho até sua casa, enquanto vocês trocavam uma conversa regada por risadas. você não tinha ideia do quão divertido poderia ser passar um tempo a sós com mark lee.
ao chegarem, você deu seu melhor sorriso para agradecê-lo, e isso acertou em cheio o coração do menino. nunca imaginou que mark pudesse ser tão atencioso contigo, afinal…
— pensei que você não gostasse de mim, sabia? — você jogou sua dúvida no ar, soltando uma risada ao final, para que pudesse aliviar o clima.
— eu? — indagou, incrédulo. — eu gosto de você, sim. — seu tom de voz parecia um pouco alterado. — gosto muito. — coçou a nuca. — por que pensava isso?
— você sempre me evitou.
ele te encarou covardemente. o coração batendo forte.
— fiquei com medo de você me achar um esquisito.
— na verdade, fiquei pensando que a esquisita era eu. — você confessou.
vocês ficaram se encarando por longos segundos. as bochechas formigavam de tanta vergonha. você e mark eram inexperientes e bobinhos demais, mas, de alguma forma, cada palavra que diziam surtia efeito imediato um no outro. os corações de vocês só faltavam sair pela boca.
e o seu quase tratou de fazer isso quando ouviu a voz de sua mãe gritando ao fundo, querendo saber se era você quem havia chegado. com o susto, vocês dois se encararam com os olhos arregalados, e então soltaram mais risadas.
— amanhã — mark começou — posso sentar do seu lado no culto?
você soltou uma risada. aquela proposta havia te pegado de surpresa.
— você não vai tocar amanhã? — perguntou, confusa.
— a banda tem bastante gente… eles podem achar alguém pra me substituir. — deu de ombros. — mas se for o fato de querer me ouvir tocando — começou, em tom de brincadeira — pode deixar que amanhã preparo uma serenata inteira pra você.
⋆. 𐙚 ˚ lee jeno : parque de diversões …
para aproveitar os últimos dias de férias, você e suas amigas decidiram ir ao mais novo parque de diversões da cidade. já haviam planejado o roteiro perfeito, e estabeleceram uma meta de ir em todos os brinquedos do parque. vocês fariam aquela noite valer a pena!
apesar de toda a animação, logo a realidade bateu à porta, e as consequências de serem um trio acabaram com seus planos. na montanha russa, o primeiro brinquedo da lista criada por vocês, só tinha lugar para duas pessoas. e o momento mais decisivo era aquele que, no meio da fila, vocês escolhiam quem iria ficar sobrando.
entretanto, por um milagre, aquele finalmente seria o dia em que vocês conseguiriam sair num número par de pessoas. a sorte estava a seu favor quando, do outro lado do parque, a boca de sacola que era na jaemin, amigo de lee jeno, decidiu informar aos amigos sobre sua descoberta.
— ih mané, olha lá — chamou a atenção de jeno e de donghyuck. — aquela não é a mina que o jeno tava de olho na entrada do parque?
— tá sabendo escolher, irmão… — enquanto olhava para você, donghyuck parabenizou o lee, dando dois tapinhas em suas costas. — jn delas, passa nada…
— para de gritar, cara — jeno chamou a atenção dos amigos.
jaemin deu de ombros.
— deixa de ser frouxo, irmão. até parece que ela vai escutar.
e nesse exato momento, você e suas amigas olharam para trás, apontando, ao que parecia, exatamente para eles.
— e não é que escutou mesmo — donghyuck começou a rir. — esse jaemin é muito boca de sacola, cara…
jeno começou a suar frio, seus olhos afundaram e a boca ficou branca. parecia que sua alma havia sido sugada para fora do corpo. mas ora… não é como se ele fosse um esquisito que só ficasse dentro do quarto o dia inteiro — na verdade, ele fazia exatamente isso —…ele só não dominava a arte do flerte, e isso o deixava muito ansioso!
— e se ela vier aqui, o que eu faço? — jeno perguntou, preocupado.
— seja você mesmo, irmão. — jaemin respondeu.
— aí ele vai morrer cabaço pra sempre. — donghyuck fez bem em lembrar.
enquanto isso, você e suas amigas apontavam para um brinquedo atrás dos três rapazes, onde poderiam ir juntas, sem que nenhuma ficasse sobrando.
— cara, deixa de ser lerdão — jaemin auxiliou o amigo. — elas estão em três!
— e o que tem a ver? — jeno estava confuso.
— irmão, pega a visão — o na se aproximou do lee, enquanto os dois observavam você. — a mina tá na fila da montanha russa, ou seja, elas vão nesse brinquedo. mas só tem lugar pra duas delas, logo uma vai ficar sozinha e, com sorte, vai ser logo a tua…
— …então cê vai lá e senta do lado dela, cara — donghyuck completou.
dito e feito. vocês decidiram continuar com os planos de ir na montanha russa e você se sacrificou pelo grupo, sentando-se sozinha na cabine. seguindo o que foi combinado, logo lee jeno estava ao seu lado, com aos mãos suando frio. você só percebeu que ele estava ali contigo quando os gritos do lee invadiram seus ouvidos, bem na hora que o brinquedo parou lá em cima.
você começou a rir descontroladamente com todo aquele escândalo, achando a maior graça, mas logo se calou quando o carrinho decolou pelos trilhos, e agora eram os teus gritos que tomavam conta do ar. vocês dois estavam gritando loucamente.
assim que o brinquedo parou, você e jeno puderam olhar um para o outro, ambos descabelados, e caíram na risada. e então, apresentaram-se, e os dois grupos decidiram que seria melhor caso se juntassem, para fechar um número par de pessoas.
vocês eram dupla em todos os brinquedos, e não paravam de rir por sequer um segundo. quem olhasse com certeza pensaria que vocês já se conheciam há um bom tempo. repararam que até mesmo suas roupas estavam combinando. uma das últimas coisas que você e suas amigas haviam marcado de fazer, era tentar pegar alguma pelúcia na barraca de tiro ao alvo.
por sorte, jeno era extremamente bom de mira, e acertou sem dificuldades os três dardos, conseguindo ganhar o prêmio. ele deu um cachorrinho de pelúcia para você, e suas amigas se derreteram de amor.
para finalizar a noite, os seis decidiram ir na roda gigante, e você e jeno tiveram tempo de saber mais um sobre o outro. apesar de terem se conhecido de forma aleatória, você havia adorado a companhia do rapaz, e ele parecia estar em estado de puro êxtase. você não era apenas uma garota bonita. era, na verdade, o tipo ideal de jeno.
o coração do lee estava completamente rendido por você.
— topa dar uma volta por aí amanhã? — jeno perguntou, segurando na tua mão. — não vejo a hora de te encontrar de novo, princesa.
⋆. 𐙚 ˚ zhong chenle : brincando na rua …
assim que o sol começava a se pôr, você e suas amigas vestiam um look elegante — cropped e shortinho jeans — e iam dar uma volta pela praça do bairro. às vezes saiam pra tomar um açaí ou, quando o tigrinho não tava lucrando, só pra jogar um papo fora enquanto julgavam a tudo e todos. aquele era o melhor jeito de finalizar um dia cansativo pós-escola, e garantia que mantivessem a língua bem malhada, de tanto que fofocavam.
mais uma vez, vocês marcavam presença por todas as ruas do bairro, esperando as pernas cansarem pra baterem um papo sentadas na praça. vez ou outra, passavam por rodas de meninos jogando bola, mas eles sempre paravam assim que as avistavam. não era segredo, você era uma das garotas mais requisitadaa, e todos beijavam o chão por onde passava.
você nunca teve problemas com qualquer pessoa que fosse, sempre ficava na sua. entretanto, desde semana passada, quando decidiu dar um fora num garoto, você havia arranjado inimigos mortais. sempre que você e suas amigas passavam, podia ouvir os cochichos e os comentários negativos que eram lançados sobre você.
dessa vez, porém, um rosto novo chamou sua atenção dentre todos aqueles meninos idiotas… seria esse o morador que havia se mudado recentemente?
— olha a mina aí, irmão — o garoto novo segurou a bola de futebol, impedindo que o jogo continuasse.
você agradeceu. um sorrisinho de canto dado pelo rapaz acertou seu coração em cheio.
— dá mole pra essa aí não, chenle — um dos meninos se meteu. — maior maluca.
— papo, mano — outro garoto disse. — menorzinho ali pagou açaí pra ela e depois levou mó fora.
— mexeu com um, mexeu com o bonde.
você estava desacreditada. o mundo estava rodeado por malucos.
— cê acha que a garota tinha que ficar com o cara só por causa de um açaí? — chenle se posicionou por você. — deixa de ser lerdão, irmãozinho.
você sorriu, concordando.
— tá duro, dorme.
chenle gargalhou, jogando a bola para longe. estendeu a mão para você, segurando na sua e depositando um beijo ali, no estilo leonardo dicaprio em titanic. com gentileza, envolveu o braço ao redor de seus ombros e deu as costas para o grupinho, que observava tudo com recalque.
— vambora, minha dondoca — puxou você pela cintura. — por você eu comprava o pará inteiro.
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na jaemin x reader
inspirado em pearl
penteava os cabelos macios com cuidado, as mãos suando de nervosismo enquanto o coração batia forte ao encarar o próprio reflexo no espelho.
claro, estava nervosa por ser a primeira vez que recebia um homem em sua casa desde a partida de lee minhyung, seu marido. mas seu coração ficara realmente ansioso após escutar as palavras proferidas por sua mãe, numa briga fervorosa que havia acabado alguns minutos antes.
era certo de que não duvidava de sua própria capacidade. sabia que tinha talento e que conseguiria tudo o que quisesse — caso não fosse fadada a essa vida miserável. no entanto, ouvir de sua própria mãe que seus sonhos eram perda de tempo e que aquela era e seria sua única realidade te fez ficar indignada. irada. te fez perder o controle.
você sabia que era uma estrela. seu sucesso seria questão de tempo.
agora sua mãe inconsciente e seu pai moribundo estavam trancados no porão, e você esperava que não acordassem tão cedo.
não até jaemin, o projecionista que conheceu alguns dias atrás, num pequeno quarto dos becos da cidade, chegasse na fazenda e finalmente te tornasse uma estrela de sucesso. talvez uma dançarina ou uma atriz famosa. quem sabe se nas telas de cinema ou em palcos de grandes teatros. você só queria brilhar — e sabia que iria.
jaemin havia dito isso.
você brilharia.
e então seu coração errou uma batida ao ouvir o motor do carro. a terra e a grama seca sendo amassadas pelas rodas pesadas do automóvel. pôde sentir o coração no meio das pernas, pulsando apaixonado.
queria que o homem a fizesse se sentir tão bem quanto da última vez.
e foi isso que na jaemin fez… passando rapidamente pelos cômodos bagunçados da tua casa até o teu quarto, sem se dar conta da considerável mancha de sangue na mesa do café da manhã.
estava maluco para afogar o pau em você. esvaziar as bolas pesadas de porra na tua bucetinha.
não importava o quanto te achava maluca desde a primeira conversa que tiveram.
você era bonita demais para ser ignorada.
ele podia dar um jeito. te comer gostosinho até você ficar mansinha, esquecer de toda essa história de fama.
metia no teu buraquinho sem dó enquanto mamava nos teus peitinhos arrebitados. gostava de ouvir o barulhinho molhado que a tua buceta fazia, e o rastro esbranquiçado que ficava no pau dele, vermelhinho de tanto te comer. teus biquinhos duros ficavam doloridos pela força com a qual o na mordiscava e chupava, e a tua boca procurava desesperadamente pela dele, que não conseguia ficar longe dos teus peitinhos por nenhum momento.
quando finalmente alcançava os lábios macios, tua própria boca era tomada num beijo gostoso, barulhento e molhado.
ele chupava a tua língua e cuspia ali, no músculo vermelhinho e agitado. saia de dentro de ti só pra comer a bucetinha lambuzada e cheinha de excitação, limpando cada gotinha do teu mel com a língua quente e experiente.
brincava com o teu pontinho como teu marido nunca havia feito, e empurrava todo o teu líquido de volta para dentro com os dedos habilidosos.
antes de pôr o caralho de volta em ti, beijava tua coxa com devoção. as panturrilhas. o colo. depois voltava a te foder com vontade, deixando dentro do buraquinho apertado toda sua porra sem pensar duas vezes.
ao acabar, apenas um beijo superficial fora deixado na tua têmpora como despedida, e então o homem se pôs a afivelar o cinto e arrumar os cabelos bagunçados para trás, como se o que acontecera há poucos segundos não tivesse valor algum para ele.
saiu do teu quarto sem ao menos lhe dar um abraço ou adeus, direto a porta de saída, já pronto para entrar no carro e dar partida para longe de você.
longe do teu sonho.
não.
na jaemin não iria atrapalhá-la.
atrapalhar o futuro glorioso preparado apenas para você.
você brilhava, sabia disso, e mais uma vez estava sendo repreendida. negligenciada. como se seu sonho não fosse possível. como se estivesse sendo tola esse tempo todo.
mas quem era aquele homem para lhe dizer isso?
do mesmo jeito que fez com a tua própria mãe, atacou na jaemin sem piedade, com uma pancada brutal na cabeça.
desta vez, porém, pôs definitivamente um fim nos sonhos daquele que não acreditava nos seus.
lee jeno x reader
inspirado em clube da luta
havia conhecido lee jeno antes de você encontrá-lo e grudar em sua pele como um verdadeiro parasita.
as poucas noites de sono que tinha foram embora assim que virou costume te encontrar na casa que dividia com jeno, seu parceiro num projeto.
contigo ali, a insônia voltara. não dormia mais. nem um pouco.
o sangue fervia de raiva.
ouvia teus gemidos, gritos e grunhidos todas as noites, chamando pelo nome do lee e pedindo para ir mais rápido. mais forte. mais fundo.
o chão do segundo andar se desfazia acima de sua cabeça.
a tinta descascada caída do teto boiava em seu café, e só restava escutá-los fodendo como dois animais selvagens quieto, como se não passasse de um telespectador.
um mero narrador.
o gosto forte da bebida tomava a boca e deixava ali um certo amargor, que não chegava a ser tão incômodo quanto o emaranhado de xingamentos que tinha para soltar, mas eram engolidos enquanto rasgavam sua garganta.
tua voz o incomodava de todas as formas.
saber que você gastava o tempo e ocupava a mente de lee jeno o irritava.
não era merecedora de toda aquela atenção. não mesmo.
não passava de uma mentirosa.
sentia o estômago embrulhar ao te imaginar se contorcendo na cama, tocando a bucetinha molhada com agilidade, cheia de tesão.
os olhos se reviraram, enojado, ao pensar em você toda abertinha, esperando para ser comida por jeno enquanto tuas mãos famintas apertavam os peitinhos arrebitados.
teus joelhos flexionados e quase tocando o colo só para ficar totalmente exposta, com o buraquinho pulsando e escorrendo teu melzinho brilhante, que deslizava até tua outra entradinha.
você era desprezível.
não merecia ter o rabinho cheinho de porra ao final da noite, ou ficar com a bucetinha inchada de tanto levar pica.
também não merecia ter a boca fodida do jeitinho que gostava, levando leite na cara enquanto gozava nos próprios dedinhos.
nem ser comida com metade do corpo para fora da janela, ecoando teus malditos gemidos pela rua enquanto o lee te empurrava sem dó, para que todos ali pudessem ouvi-la.
muito menos merecia ser escutada por ele mesmo nessa madrugada, com a tua vozinha manhosa e irritante estragando mais uma de suas preciosas noites de sono.
mas ele sabia que você curtia isso.
sabia que queria se mostrar para todo mundo. para qualquer um.
seja quem fosse.
sabia disso porque lee jeno também sabia.
não te odiava sem motivos. muito pelo contrário.
antes de te encontrar perambulando pela própria casa na calada da noite e saindo pela manhã, havia te conhecido no último lugar que gostaria — se ao menos quisesse ter te conhecido.
pelas manhãs, trabalhava num escritório medíocre e tedioso, mas que pelo menos cobria os gastos de um apartamento mais medíocre e tedioso ainda.
vivia uma vida descartável, e parecia que aquilo lhe tirava o sono.
seus dias eram cansativos e nem mesmo à noite podia relaxar.
sua mente estava sempre acordada.
com insônia nada parece real.
no entanto, com a descoberta de grupos de apoio, podia dizer que estava dormindo como um bebê pelas seguintes noites.
participava de inúmeros grupos, mas seu preferido era o homens remanescentes unidos, criado para prestar apoio a homens com câncer nos testiculos.
chorar nos peitos desenvolvidos de jaemin, membro do grupo e antigo fisiculturista que tomou bomba demais, havia sido seu remédio e conforto mais precioso.
adorava amassar as bochechas na pele quente, gordurosa, e deixar a marca de suas lágrimas em sua camiseta.
na realidade, não havia perdido suas bolas, ou sequer estava no estágio inicial do câncer como os outros homens ali.
quando se está prestes a morrer, porém, as pessoas realmente escutam o que você tem a dizer, não só esperavam sua vez para falar.
e mesmo que não abrisse a boca — e aquilo fazia com que os outros pensassem o pior —, sentia-se extremamente acolhido.
ir a grupos de apoio tinha elevado completamente a sua qualidade de vida. as olheiras começaram a clarear, as bochechas a corarem e sorrisos modestos ao longo do dia brotavam em seu rosto.
até você aparecer.
você era a doença.
com seus malditos olhos irritantes que o fitavam constantemente, como se encarassem sua alma.
como se soubessem da verdade.
reparou em você, de fato, naquele mesmo grupo.
os peitos fartos de jaemin, seu parceiro no “momento do abraço”, envolviam seu rosto choroso quando os olhos inchados e molhados miraram os seus.
você estava lá, tragando um cigarro enquanto um cara baixinho chorava agarrado em seus braços.
logo reconheceu seu rosto inconfundível, e constatou que já havia te visto na sexta à noite, num grupo de apoio à tuberculose. e na mesa-redonda de melanoma, às quartas. também na segunda à noite, no grupo de leucemia.
e no de parasitas sanguíneos.
também no de cerebrais.
você era uma mentirosa. uma turista.
e não que ele não fosse, também. mas eram casos diferentes, claramente.
precisava daquilo. e precisava muito mais do que você. disso tinha certeza.
não conseguia fingir com outra pessoa fingindo. com alguém de fora o olhando.
naquele momento, sua mentira refletia a dele, e então formavam uma grande mentira em meio a verdade daquelas pessoas.
tentou te convencer.
te implorou para que largasse os grupos. para que fosse embora para bem longe e esquecesse da existência daquelas pessoas.
contou que aqueles grupos eram importantes para ele, que necessitava daquilo para sobreviver, e que precisava que você saísse dali.
mas de nada adiantou.
afinal, de que te interessava? não tinha nada a ver contigo.
então negou, e ao ser ameaçada de ser exposta para todos como turista, ameaçou fazer o mesmo com ele, e isso iniciou uma longa discussão sobre a futilidade da vida e o merecimento. e então, como vocês estavam em barcos diferentes nesse quesito.
brigaram e brigaram, e o maluco te perseguiu por toda a rua.
no final, chegaram a acordo nenhum.
e a partir dali, ele passou a remoer um ódio profundo por você.
não passava um dia de sua vida sem descontar toda a raiva e frustração que sentia em sua figura, mesmo que em segredo.
queria te ver destruída, acabadinha.
do mesmo jeito que você o deixou, por mais indiretamente que fosse.
com o tempo, você descobriu seu verdadeiro nome:
lee jeno.
foi como havia se apresentado num sábado à noite, nos fundos de uma loja nunca alugada.
parecia finalmente ter deixado aqueles papos estranhos para trás e dado uma chance para conversarem civilizadamente.
seu rosto estava machucado e suas roupas sujas, como se tivesse participado de uma briga de rua.
um dos olhos estava roxo e na boca escorria uma fina faixa de sangue seco. os punhos estavam mais feridos ainda e os nós dos dedos manchados e sujos.
mantinha um sorriso sacana nos lábios enquanto tragava um cigarro, te analisando de cima a baixo.
então prensou teu corpo sobre a lataria velha de seu carro, apoiando o antebraço ali para se inclinar até você.
o hálito de nicotina acertou o seu nariz quando lee jeno disse que estava a fim de destruir uma coisa bonita.
e então você riu, sem graça, e acabou caindo em seus encantos.
não se importava se há menos de dois meses ele era um cara metido que chorava em grupos de apoio como um bebezão mimado.
tudo o que importava para você, era o quanto ele te fodia bem nas madrugadas.
por isso estava mais uma vez em sua cama, em cima dos lençóis empoeirados daquela casa de paredes apodrecidas, tendo os joelhos forçados contra o colo pela mão forte do homem a sua frente, que esfregava o pau na tua intimidade coberta pela calcinha.
jeno adorava brincar com a tua bucetinha coberta, como se fosse revelar um tesouro ao arrastar tua calcinha molhada para o lado.
puxava o tecido para cima, partindo tuas carnes enquanto a peça se enterrava entre os teus lábios. também puxava para o alto e descia, esfregando o pano para um lado e para o outro sobre o teu pontinho sensível.
podia brincar desse jeito contigo por horas.
gostava de ver tua buceta ficando cada vez mais molhadinha, avermelhada, descendo o teu mel até tua outra entradinha e melando toda a calcinha.
aquilo o deixava duro pra caralho.
o lee adentrou tua calcinha com o pau babado sem se importar em tirá-la do teu corpo. queria sentir o pano sobre o próprio caralho também, apertando vocês dois ali.
escondeu o membro dentro do tecido e esfregou a cabecinha no teu buraquinho, aproveitando para lubrificar ainda mais o resto da tua buceta. começou a estocar teus lábios, deixando a vulva toda meladinha e escorregadia.
pelos movimentos descuidados, às vezes o caralho grosso escorregava para fora da calcinha, lambuzando tua barriga, e logo depois voltava a se afundar ali dentro.
a pontinha do pau molhava a peça todinha, que agora tinha uma mancha formada pela porra de vocês dois.
você gemia arrastado, barulhento, ansiando por mais.
tua voz manhosa se misturava com o barulhinho molhado que saia da tua calcinha, tomando conta de todo o quarto.
sem avisos, jeno tirou o pau dali e te deixou sentadinha na cama. a peça molhada incomodava tua partezinha sensível, mas aquilo só te excitava ainda mais.
o lee enfiou com tudo o pau babado na tua boca, entrelaçando os dedos entre teus fios de cabelo e os puxando.
— chupa gostoso o meu pau, princesa — enterrou seu rosto lentamente sobre a pélvis. — e eu te fodo do jeito que você gosta depois.
com o lee enterrado na boca, tua bucetinha pingava ainda mais. chupava o caralho grosso desajeitadamente, encharcando todo o comprimento com a tua baba. tua língua rodeava a cabecinha e tua boca ia e voltava num movimento que deixou jeno impaciente.
— caralho, garota — empurrou você para trás pelos cabelos, tirando o membro da tua boca. — nem um pau tu sabe mamar direito? tá de sacanagem.
e você estava, sim.
não fazia esforço algum quando o assunto era chupar o lee.
queria ter a boquinha esfolada, cheinha de pau e dolorida. estava doidinha para ser fodida por ali, e aquilo sempre funcionava.
irritar jeno era a melhor das opções.
o homem puxou teus cabelos e se enterrou mais uma vez na tua boca com tudo. o caralho grande ia e voltava, tocando a tua goela e deslizando pela tua língua. metia até o fundo, te fazendo engasgar inúmeras vezes.
teus pelinhos se eriçavam quando a pontinha do pau parecia tocar tua garganta, e os biquinhos sensíveis dos peitos já estavam durinhos.
fodia a tua boca sem delicadeza alguma, afundando o pau ali enquanto seus quadris se moviam de forma agressiva.
no entanto, achava que assim fazia um esforço que você não merecia. então te puxou pelos cabelos e enterrou tua boca ali até a base do pau, teu nariz quase tocando a pélvis, e as bolas pesadas quase encostando no teu queixo.
os cantinhos dos teus lábios já doíam e estavam escorrendo tua própria baba. mesmo assim, o lee continuava, arrombando a cavidade e machucando o céu da tua boca.
você adorava isso, e sentia a calcinha encharcar ainda mais.
esfregou a bucetinha coberta nos lençóis e teus dedinhos foram rápidos ao deslizar até ali.
no entanto, jeno foi mais ágil ainda ao impedir seu movimento.
empurrou tua cabeça para trás e tirou o pau dali, deixando com que teu rosto voltasse para frente e fosse lambuzado pelo caralho babado, que balançava e te melava a bochecha.
um tapa ardido acertou o teu rosto, e seu típico olhar de desprezo te atingiu mais uma vez.
— porra, isso é tudo no que você consegue pensar? — te empurrou sobre a cama, te puxando pelos joelhos até ele. — quer ser fodida em todos os buracos, princesa? caralho, tu é uma putinha mesmo.
empurrou tua calcinha para o lado, enfiando o caralho grosso na bucetinha molhada. forçou novamente tua boca para abri-la, cuspindo em tua língua e deixando o fio de saliva que se esticava conectar suas bocas entreabertas.
— engole.
você prontamente obedeceu, e logo sentiu o pau começar a invadir tua bucetinha pulsante.
os quadris do lee se moviam violentamente, e suas bolas batiam com tudo na popa da tua bunda. a cabecinha do pau ia e voltava no teu abdômen, e aquilo o deixava ainda mais duro.
jeno relaxou a própria boca, deixando-a abertinha até sua saliva começar a pingar sobre o teu corpo. você deslizou dois dedos até a pele babada, esfregando-os na saliva e assim os levando até sua boca, chupando tudinho.
— porra, piranha — soltou uma risada soprada, observando seus movimentos.
logo cuspiu novamente em você, dessa vez pertinho da tua boca só para te ver tentar alcançar a saliva com a língua. depois foi a vez de cuspir no teu monte de vênus, deixando a baba escorrer até o teu pontinho e se perder entre os teus lábios.
— a única coisa que tu pensa é em pau, não é? burra pra caralho. pelo menos é gostosinha. — nem se deu ao trabalho de responder. estava bobinha demais pensando no caralho grosso do lee dentro de você. — só serve pra guardar a minha porra. uma piranha do caralho.
tirou o pau da tua buceta, o que logo foi reprovado com um resmungo seu. pegou tua cintura e te virou de costas para si, erguendo teus quadris e roçando a cabecinha do caralho nas tuas duas entradinhas. você imediatamente se empinou, deixando os buraquinhos bem expostos para ele.
— fica doidinha assim só pra levar pau — forçou o caralho no teu rabinho. — porra, aposto que todo mundo já te fodeu.
empurrou a pontinha do pau para dentro do buraquinho apertado, sentindo tuas paredes pulsantes esmagarem todo o seu tamanho. tua entradinha já estava vermelhinha e babada, prendendo o caralho ali.
— vou te deixar larguinha pra quem for te comer depois, então — estocou o pau no teu canalzinho. — vai ficar com o rabinho cheinho com a minha porra. será que vão gostar do presente, princesa?
e depois de uma boa foda, você apagava.
só acordava no outro dia, quase pela manhã, e encontrava lee jeno na cozinha, bebendo seu café.
não te dirigia sequer uma palavra, como se não lembrasse da noite que passaram juntos.
de tudo o que fizeram.
e então, sob aquele maldito olhar de desprezo, você ia embora da casa,
mas com a certeza de que voltaria na noite seguinte.
lee jeno x reader
inspirado em parasita
ser professora particular de lee jeno não era nada fácil.
tudo começou a partir de kim minjeong, sua melhor amiga e uma antiga colega da faculdade.
sabendo de sua condição financeira, a garota não pensou duas vezes antes de recomendá-la como a nova professora particular de biologia de lee jeno, o primogênito da família lee.
a ricaça e ingênua sra. lee confiava cegamente na kim, e imediatamente te chamou para ver se as coisas funcionariam.
a ideia de trabalhar para os lee te chamou atenção logo de cara.
suas condições financeiras não eram só ruins como deprimentes, e aquilo não causava grande estresse somente em você, mas sim em toda a família.
moravam num dos bairros mais pobres da cidade, numa casinha abaixo até mesmo do asfalto e onde nem a luz solar batia.
os insetos se alojavam nas paredes e o fedor de mofo tomava conta de toda a estrutura.
a única renda da família formada por quatro pessoas era o salário mixuruca que uma pizzaria pagava pela montagem de suas caixas.
esses e outros indiscutíveis fatores eram o motivo pelo qual você precisava daquele emprego.
no entanto, nem sequer havia concluído a faculdade, e por isso contou com a ajuda de seu irmão mais velho para falsificar um diploma de ciências biológicas, o qual nem mesmo fora revisado pela sra. lee.
para ela, apenas a recomendação de minjeong era necessária para garantir sua confiança.
e foi assim que agora estava ali, ouvindo os problemas de lee jeno enquanto abraçava o corpo forte em cima de sua cama macia.
afagava seus cabelos e escutava cada experiência e problema seu em troca de mais atenção e esforço nas próximas aulas.
às vezes parecia que sua mãe havia te contratado para ser sua psicóloga.
— sabe o jisung? — a voz grave tomou conta do quarto. você respondeu com um simples “hm”, pronta para que o rapaz contasse mais uma de suas reclamações sobre o irmão de apenas dez anos. — ele só faz aquilo pra chamar atenção.
— aquilo o quê? — perguntou, internamente desinteressada.
— aquilo de ver sombra e monstro pela casa — respondeu com certo desdém na voz. — ele finge. — você apenas concordou com a cabeça, cansada. — ontem o jaemin se cagou com essas coisas que ele fala. esse moleque viaja.
— ele é só uma criança, jeno. — acariciou seus cabelos a fim de mantê-lo quietinho.
num segundo, uma ideia mirabolante passou pela tua cabeça.
não deixaria sequer uma oportunidade passar.
— na verdade — aquela era a hora perfeita para trazer mais um assalariado para a família. — conheço um terapeuta muito bom com crianças… ah, mas não lembro o nome dele… faz muito tempo que nos encontramos… acho que é… — fingiu pensar. — ah, sim! jung jaehyun… ele é ótimo no que faz. posso falar com a sua mãe.
jeno apenas concordou em silêncio.
agarrou mais sua cintura e esfregou o nariz no busto coberto pela camisa social.
às vezes o lee parecia um cachorrinho.
um cachorrinho assustado que só queria um pouquinho de atenção, e em troca de um bom emprego, você dava exatamente aquilo a ele.
não era tão difícil assim.
tudo o que precisava fazer era ouvir, e muitas das vezes fingir que ouvia, todas as coisas que jeno tinha a dizer.
escutava o lee falar sobre o que fez na escola e nos finais de semana, dava conselhos escolares e sobre suas amizades, assistia a todos os vídeos que ele gostava e ouvia a todas as reclamações que ele tinha a fazer sobre a própria família.
jeno sempre falava que na próxima aula focaria mais, que faria todos os deveres e prestaria atenção em suas explicações caso vocês relaxassem juntos um pouco.
às vezes, com seu jeito mimado, dizia que se não o fizesse, pediria para que a mãe achasse outra professora — mesmo que ele nem sonhasse em te perder.
então você se deitava sobre a cama do lee e o acalmava com abraços, cafunés e algumas outras coisas enquanto o ouvia resmungar.
e aquilo era até bom.
só precisava fingir escutar e entender seus problemas fúteis, oferecer-lhe um pouco de carinho e ao final do dia receberia seu pagamento.
além do mais, jeno fazia muito bem seu tipo, mesmo que te intimidasse pensar que suas classes sociais não batiam nem um pouco.
mas, quando deixava esse pensamento de lado e se permitia sonhar, podia até mesmo imaginar que estava abraçada a um namoradinho, e isso fazia as coisas fluirem e tuas bochechas formigarem instantaneamente.
logo sentiu as mãos fortes de jeno percorrem teu corpo, deslizando da cintura até o busto.
o lee foi rápido ao abrir os botões da tua camisa, expondo teus seios cobertos pelo sutiã. passou a língua quente no desenho dos peitos e caminhou até o vale, deixando selares molhados por ali.
puxou a peça para baixo, agarrando as mamas e brincando como se isso fosse deixá-lo mais relaxado.
essa era a verdadeira relação de vocês.
jeno adorava brincar com você e receber teus carinhos.
de alguma forma, aquilo o desestressava.
gostava de ver teus olhinhos espichando, brilhando de lágrimas enquanto ele mamava os teus peitinhos. ou quando tua boca se entreabria em meio ao beijo para soltar um gemido fraco por ter os biquinhos sensíveis estimulados.
no entanto, hoje uma onda de lucidez invadiu sua mente.
— jeno, melhor não… — pôs as mãos por cima das dele, tentando tirá-las de lá. — é errado. vamos parar de fazer isso.
— só hoje, hm? depois a gente para. — e essa foi a mesma desculpa da última vez. — cê sabe como esses testes são chatos pra cacete. tô estressado pra caralho. só você me alivia… quebra essa pra mim, vai.
ainda que apreensiva, você concordou em silêncio, relaxando sobre a cama e aproveitando o toque do lee.
tua boca procurou a dele, e logo foi preenchida pela língua ágil. o beijo de vocês era sempre bagunçado, molhado e barulhento, e a língua de jeno era violenta ao ser forçada contra a tua boca.
teus peitos eram espremidos pelas mãos masculinas, e nem passava pela tua cabeça o quanto jeno estava duro só com aquilo.
a destra do lee percorreu teu corpo e desceu até a barra da saia.
subiu a peça até teu quadril enquanto você, acanhada, segurava em seu pulso para tentar impedi-lo.
os dedos deslizaram sobre o pano fino da tua calcinha e empurram o tecido para dentro, que logo foi engolido pela fendinha molhada.
empurrou a calcinha para o lado e enfiou dois dedos ali, melando-os com o teu melzinho.
nem você tinha ideia do quão molhada estava.
mas logo sua cabeça foi enxurrada de preocupações.
e se a sra. lee aparecesse bem naquele momento?
e se visse o filho deitado com você naquela cama, pronto pra te foder com os dedos?
o que seria do seu emprego?
o que seria da tua família?
— jeno — tirou sua mão dali, ajeitando a saia.
afastou-se do lee, envergonhada, e ambos puseram-se a encarar o teto sem trocar uma palavra.
— hoje o mark me contou um bagulho — quebrou o silêncio.
— contou o quê? — mesmo com medo da resposta, perguntou.
— que uma mina deu pra ele no vestiário da escola. — respondeu com naturalidade. — disse até que deixou gozar dentro.
você arregalou os olhos e disse apenas um “tá bom”, receosa com o que viria depois caso prolongasse o assunto.
estava pronta para deixar a cama, guardar suas coisas e ir embora, mas jeno foi mais rápido ao segurar teu pulso e te puxar de volta para o colchão.
— tá indo pra onde? — perguntou. — nossa aula ainda não acabou.
— ótimo. então vamos levantar e começar a estudar. você tem teste semana que vem.
o lee resmungou baixinho, ajeitando os cabelos e pendendo a cabeça para trás.
voltou a te encarar nos olhos e com um sorrisinho no rosto, como se tivesse uma carta na manga, e então levou a tua destra até o volume no meio das calças.
— como vou estudar se você me deixou assim? — esfregou calmamente a tua mão no membro duro. — agora resolve.
você arregalou os olhos novamente e abriu a boca para contestar, mas suas palavras saíram mudas assim que sentiu o ventre fisgar e a calcinha sambar na intimidade molhada. queria que jeno te jogasse naquela cama e te fodesse até teus gritos atravessarem as paredes e chegarem aos ouvidos da mãe dele.
você suspirou, cedendo aos próprios desejos.
estava cansada de tantas privações.
encostou-se na cabeceira da cama e abriu as perninhas timidamente. puxou a saia social até o quadril e arrastou a calcinha melada para o lado.
o lee observava tudo com um olhar curioso, esfregando o próprio pau por cima das calças.
afundou seus dedinhos na fendinha molhada e espalhou o melzinho por toda a região. a bucetinha pulsava ao redor do nada, e você dava o seu melhor ao se abrir todinha para jeno.
— quer tocar? — puxou a mão do lee e a levou até teu pontinho, esfregando por conta própria seus dedos ali enquanto rebolava levemente. — só não pode gozar aqui. nem meter. — deixou um riso cínico escapar pelo próprio joguinho.
um bico de decepção se formou nos lábios de jeno, que àquela altura já punhetava o caralho grosso com a destra e imaginava o quão fácil seria escorregar para dentro da tua bucetinha encharcada.
— qual foi, princesa… — o desapontamento na voz do lee era perceptível. — eu coloco só a pontinha, então…
você riu e balançou a cabeça negativamente.
sabia muito bem que o lee não aguentaria se conter, e por isso sussurrou um “só se for assim. não quer?”, e recebeu um olhar desesperado do garoto, que logo discordou e começou a esfregar os dedos no teu pontinho sensível.
segurou tua cintura e te puxou para o colo, pondo cada perna tua para o lado para te deixar abertinha e totalmente exposta, do jeitinho que tanto imaginou.
a cabecinha babada do caralho duro batia nas tuas costas e com certeza manchava tua blusa, mas aquele era o menor dos problemas no momento.
só queria sentir os dedos do lee indo fundo dentro de você.
jeno, por outro lado, não via a hora de te empurrar sobre a cama e meter o pau grosso dentro da tua bucetinha melecada.
doido para te alargar todinha e esvaziar as bolas pesadas de porra dentro de ti.
queria sentir tuas paredes quentes apertando todo o comprimento e lambuzando a extensão conforme ia e voltava.
queria ver teus olhinhos revirarem e mamar nos teus peitinhos enquanto metia fundo no teu canalzinho, ouvindo teus gemidos altos e o barulhinho do caralho saindo e entrado na entradinha molhada.
por fim, queria encher todo o teu buraquinho de porra, te deixar pingando e lambuzada com todo o seu leite, destruída de tanto levar pica para, depois, te encontrar na próxima aula…
…e te fazer dele outra vez.
lee jeno x reader
inspirado em call me by your name
é no verão de 1983 que lee jeno e você se encontraram pela primeira vez.
após algumas semanas de planejamento, o caçula dos lee, bons amigos de seus pais, viria passar as férias de verão no norte da itália. a notícia de que se alojaria em sua casa, mais especificamente em seu quarto, só chegou aos seus ouvidos um dia antes, e isso lhe causou uma grande dor de cabeça.
cuidou para arrumar o quarto do melhor jeito possível. escondeu os diversos ursinhos de pelúcia que enfeitavam a cama num baú que mal fechava, e amontoou todas as roupas num canto do quarto de hóspedes, seu mais novo aposento.
agora, tudo o que conectava você de seu antigo quarto era um simples banheiro, onde duas portas delimitavam onde começava o espaço de um e terminava o do outro.
para ser sincera, não entendeu muito bem o porquê de ter que deixar seu precioso quartinho, e ao falar com os pais, foi enxurrada de respostas como “seu quarto é bem mais arrumado e a cama mais macia. não seja malcriada!”, além da preferida deles: “ele é mais velho que você, querida. é uma forma simples de mostrar respeito. obedeça.”.
ainda sem entender o motivo para tanta pomposidade, cumpriu com o mandado, mesmo que um pouco irritada.
durante a noite, imitou o homem que viria pela manhã, enchendo-o de movimentos antiquados e exagerados. fingiu segurar uma xícara de chá com o mindinho levantado e ajeitou os óculos imaginários no nariz. passou o indicador em cada móvel e fingiu limpar a poeira com desdém.
— isto aqui é um chiqueiro! — ajeitou a cartola de mentirinha na cabeça. — que mocinha porca a que vocês têm! — imitou a voz do homem num tom caricato, cheio de soberba.
ao se jogar na cama para rir de sua pequena peça, capotou de sono, cansada pela faxina mal feita que havia feito.
já no outro dia, acordou disposta, mas com os ossos estalando e os cabelos bagunçados.
só havia dado tempo de tomar um bom banho e vestir um vestido confortável e refrescante quando ouviu o motor do carro, anunciando a chegada do lee.
colocou parte do rosto na janela que dava de frente para a entrada, espiando sorrateiramente a cena.
seus pais correram para cumprimentar o homem alto que saia do automóvel, dando-lhe sorrisos e o abraçando como se fosse seu próprio filho. seu pai rodeou os ombros do rapaz e o guiou para dentro da grande casa.
antes que pudesse evitar, pegou-se sorrindo para a figura que acabara de ver.
as bochechas haviam ganhado um tom rosadinho e o coração batia forte. nunca havia visto alguém tão bonito — mesmo que aquilo não servisse de muita coisa, já que só tivera contato com mulheres e homens bem mais velhos.
no mesmo instante, a imagem de um senhor barbudo e ranzinza fora apagada de sua mente, e a de um cara alto, forte, moreno e com traços marcantes tomou seu lugar.
ouvia com atenção aos passos pesados no assoalho de madeira e a barulheira que se formava após anos de conversa guardada. o coração ainda agitado ao que acabara de reconhecer o que seria sua primeira paixão.
— querida — ouviu sua mãe chamá-la do andar de baixo. — venha dar as boas-vindas ao jeno!
você arregalou os olhos ao se ver no espelho.
seus cabelos estavam para cima e desgrenhados, parecendo um ninho de passarinhos. gritou um “já vou!” e rapidamente tentou conter a situação.
no entanto, de nada adiantou, e você, derrotada, decidiu aceitar que aquele era o melhor que podia fazer.
lá se tinha ido sua chance de causar uma boa primeira impressão para quem poderia ser seu futuro marido, como nos livros de amor que tinha lido.
desceu as escadas timidamente, os dedinhos ansiosos brincando com a barra do vestido. os olhos brilharam quando encontraram a figura masculina novamente, podendo captar ainda mais seus detalhes.
notou os olhos pequenos e maduros, o nariz grande e bem projetado, o corpo robusto e… como aquela blusa social com alguns botões abertos caía bem no torso masculino…
nunca havia visto nada igual, e aquilo te esquentou nas bochechas e no meio das pernas. o ventre fisgou e o coração apertou, talvez apaixonado.
— aí está você, querida! — seu pai saltou de alegria assim que te viu. — quero que conheça minha filha, meu tesouro mais precioso. é uma menina de ouro.
você se aproximou envergonhada, os dedinhos ainda brincando com a barra do vestido.
assim que o lee se virou para você, ficou sem fôlego. não pôde deixar de notar teu nervosismo e achava aquilo adorável. seus próprios olhos foram agraciados assim que te viram, a figura frágil e de traços delicados que vinha lentamente até ele naquele momento.
você era encantadora.
tentou desviar o olhar de seu corpo, que parecia convidá-lo para mais perto. tinha receio de analisá-la por tempo demais e as consequências que isso traria.
estava completamente hipnotizado pela beleza a sua frente.
soltou uma risada curta e amigável, estendendo a mão para cumprimentá-la.
os pensamentos foram longe novamente quando sentiu a maciez da tua mão, apertando a dele de forma tão sútil e angelical.
— é um prazer conhecê-la. — te encarou com um sorriso que fez o coração errar uma batida. — é realmente uma menina de ouro. — concordou com o seu pai, que deu dois tapinhas em suas costas sem nem se dar conta do quão carregadas de malícia as palavras do lee eram. — vamos nos dar muito bem, é certo.
e, por algum motivo, você sentiu suas bochechas esquentarem ainda mais e o calor no meio das pernas aumentar.
— agora vá mostrar o quarto onde jeno irá ficar, querida. — sua mãe a incentivou e tudo o que fez foi assentir, esperando para que o homem a acompanhasse.
subiu as escadas acanhada, deixando um sorriso bobo escapar de seus lábios ao perceber o quão fantástico era ter um homem de tamanha beleza te acompanhando até seu próprio quarto.
nos livros e nos filmes, aquele se encaixava como um cenário perfeitamente romântico, e você era, sem dúvidas, a personagem principal.
não via a hora de contar a novidade para suas amigas. tinha certeza de que esse viraria o assunto mais comentado dos próximos meses.
é… aquele era seu dia de sorte.
estava tão absorta nos próprios pensamentos que esquecera do quão curto e leve era o teu vestido… que, talvez, o vento que refrescava a casa seria o suficiente para balançá-lo e dar a exata visão que jeno, atrás de você, desejava feito um louco.
assim que seus olhos bateram na calcinha florida e na popa rosadinha da bunda, sentiu as próprias calças apertarem e a boca salivar.
antes de se despedir da cena, tentando não ultrapassar o limite, memorizou cada detalhe, e teve de passar o resto do caminho até seu quarto escondendo a pequena ereção no meio das pernas com a mala que carregava.
— tcharam! — disse assim que empurrou a porta, abrindo os braços para causar uma melhor impressão do quarto meio desarrumado. — esse aqui é o seu novo quarto. sinta-se em casa!
e jeno levou suas palavras ao pé da letra.
jogou-se na cama, cansado pelas horas que passou dirigindo, e depois de um breve “obrigado”, pôs-se a dormir. em menos de três minutos, você ouviu os roncos altos do lee e só pôde suspirar, encantada, mesmo que parecessem como porquinhos famintos.
— é… — concordou consigo. — você vale uma noite de sono mal dormida. — mandou um beijo no ar e piscou, deixando o quarto com o coração disparado.
bem, depois desse dia, lee jeno e você se tornaram bastante próximos.
pode-se dizer bastante próximos mesmo.
era comum, depois de uma longa manhã no escritório de seu pai, ouvindo as explicações e conselhos acadêmicos dados pelo mais velho, que jeno escapasse para o seu quarto.
lá, juntavam-se na cama e o homem lia suas histórias prediletas. não se importava em explicar carinhosamente as partes que você não entendia.
era atencioso ao fazê-lo. parecia adorar suas perguntas. sua inocência.
às tardes, iam até belos lagos que você o havia apresentado. eram seus lugares favoritos na pequena e monótona cidade.
espirravam água um no outro antes de afundar os corpos nas águas geladas, e depois voltavam totalmente molhados para casa.
nos cafés da manhã, embaixo da mesa, seus pés descalços tocavam a calça de alfaiataria do homem.
de um jeito inocente.
brincalhão.
provocante.
subiam até seu joelho e apertavam ali com os dedos, e às vezes chutavam de leve sua canela.
não podia deixar de rir sorrateiramente quando o lee fazia uma careta para você assim que seus sapatos eram pisados por baixo da mesa, ou quando a barra de sua calça era puxada pelos seus dedinhos.
você adorava pedir para que ele te passasse as comidas na mesa do jantar, e amava quando ele te servia.
observava o mais velho conversar espontaneamente com os teus pais enquanto os fazia rir de maneira tão natural…
como se criasse uma distração para te mandar um olhar cúmplice, cheio de malícia…
como se ele não pudesse esperar para conversar com você.
aquilo aumentava ainda mais o calor que sentia entre as pernas.
à noite, quando chovia, arrastava o lee até o pequeno pomar de sua mãe, e dançavam ao som de lady, lady, lady à sua própria canção, mesmo que você cantasse por vezes tão desafinado.
ele sempre acabava rindo e você, frustada, fechava a cara num bico.
com vocês, as coisas eram simples.
logo você se esquecia e ria junto.
voltavam pra casa ensopados, abafando as risadas e tentando não acordar a casa inteira.
seus pais não estranhavam sua proximidade.
na verdade, gostavam de ver você se dando tão bem com alguém.
confiavam no filho dos lee cegamente, sem sombra de dúvidas. afinal, haviam visto o garoto crescer.
sabiam que agora, com toda certeza, lee jeno era um bom homem.
naquela tarde ensolarada, o lee e você estavam em mais um de seus passeios de bicicleta.
suas perninhas trabalhavam arduamente para alcançar a velocidade do mais velho, e as coxas se erguiam do banco para pegar mais impulso ainda.
logo você estava na frente do lee, pedalando alegremente pelo pequeno caminho de terra.
a barra do teu vestido subia e descia conforme as pedaladas, e revelava a peça rosinha que apertava tuas carnes.
o tecido do vestido batia na bunda arredondadinha, que estava com a popa avermelhada pelo atrito com o banco da bicicleta.
jeno observava ao longe a tua bucetinha ser afundada naquele banco, que ajudava a socar ainda mais o pano da calcinha na fendinha.
você se mexia inquieta.
gostava da sensação.
inconscientemente, esfregava seu pontinho na ponta do banco, o quadril subindo e descendo conforme pisava no pedal.
freou quando avistou um persegueiro, descendo da bicicleta.
jeno te acompanhou, curioso.
você ficou na ponta dos pés, esticando o braço para pegar o pêssego mais rosado que havia encontrado.
o vestido novamente subiu, e o lee se deleitou ao te ver tão focada e com um biquinho nos lábios avermelhados.
saiu de seu próprio palácio mental e alcançou o fruto para você, que logo foi se sentar contente ao pé da árvore.
jeno sentou-se ao seu lado, observando você levar o pêssego aos lábios.
uma mordida suculenta acertou a fruta, e os olhos do lee vidraram no suco escorrendo pelo cantos de seus lábios.
inocentemente, você levou o pêssego até a boca dele, esperando que saboreasse do mesmo jeito.
no entanto, o lee não o fez.
pegou a fruta de sua mão e cravou dois dedos nela.
o líquido açucarado pingou por seu colo, trilhando pelo pequeno decote do vestido.
puxou o tecido para baixo, num movimento ágil. estava sedento para ver o que você escondia debaixo de todo aquele pano…
só para ele.
as pupilas dilataram quando os teus peitinhos saltaram para fora da peça.
faminto, o lee apalpou as mamas macias, juntando e apertando com as mãos grandes.
perfurou ainda mais o pêssego com os dedos, fazendo o suco escorrer por toda a área.
melecou as auréolas e rodeou os biquinhos, esfregando a própria fruta ali. queria te deixar com o mesmo gostinho.
a boca salivou e jeno não pôde evitar soborear aquela fruta da maneira mais inusitada possível.
naquele verão, você descobriu que o calor não havia vindo apenas com a estação.
lee jeno o trouxera até você.
mark lee x reader
inspirado em 500 dias com ela
mark lee tinha certeza de poucas coisas em sua vida.
não sabia bem qual carreira seguir, qual apartamento alugar, qual carro comprar e nem mesmo qual seria sua próxima refeição para o jantar.
mas ele tinha certeza de que odiava algo.
alguém.
um momento, também.
uma estação.
o verão e tudo o que a ele remetesse.
havia te conhecido no emprego de merda no qual vocês dois trabalhavam. a única coisa boa em meio aquela confusão adulta, os colegas falsos e o café gelado.
teu sorriso iluminando o ambiente como num dia ensolarado. a pele calorosa brilhando extraordinariamente ainda que refletisse a luz artificial e fria do escritório. teus cabelos abraçavam as bochechas coradas, e a tua voz fazia o coração do lee querer pular do peito.
mark te adorava.
na verdade, idolatrava.
e você fez o pobre coraçãozinho apaixonado do lee saltitar ainda mais forte, iludido, quando tiveram sua primeira conversa além de simples cumprimentos.
quando “there’s is a light that never goes out” ecoava dos fones de ouvido de mark, tomando conta de todo o elevador que subia até o quinto andar, onde vocês dois trabalhavam.
você, num tom amigável, perguntou se era the smiths o que ele estava escutando, e mark teve o prazer de te fazer repetir a pergunta simplesmente pelo prazer de escutar novamente a voz que tanto apreciava, admirado.
e os ouvidos do lee logo foram ainda mais agraciados quando você começou a cantarolar a música. o teu sorriso marcante sempre no rosto. tua língua pronunciando carinhosamente cada palavra. mark se deleitava com aquilo.
e ali, naquele momento, com a tua voz se misturando a do cantor favorito, na canção que tanto adorava, podia dizer que gostava ainda mais de você — caso fosse possível.
a partir dali estavam sempre juntos. um fazendo companhia ao outro. os dois corações batendo juntos numa mesma melodia.
você ia ao pequeno apartamento do lee todos os dias. jogavam e assistiam a filmes juntos sem se preocupar com o horário de ir ao trabalho no próximo dia. visitam lojas de discos. iam a cinemas e fliperamas.
onde um estava, o outro era sempre bem-vindo.
tinham um romance platônico até você mesma tomar coragem e roubar um beijo de mark, que retribuiu sem pensar duas vezes. talvez com medo de que você logo mudasse de ideia. ficasse arrependida de tê-lo beijado. voltasse atrás.
ainda bem que, para a felicidade do lee, aquilo não aconteceu.
logo estavam se amando loucamente. depois do primeiro beijo, haviam ficado mais íntimos que nunca. uma mãozinha aqui e outra ali, até finalmente dormirem juntos.
você sentia o nervosismo do lee e a tensão entre os seus corpos. sentia, também, o carinho depositado em cada estocada que invadia teu interior quente, caloroso, confortável.
ele beijava com devoção cada parte do teu corpo. lambia teu pescoço, orelhas e selava os lábios macios na tua clavícula, descendo até o colo leitoso, mordiscando a pele sensível.
era cuidadoso, as palavras e gemidos chegavam até os teus ouvidos quase num sussurro… quase como se implorasse por você.
para torná-la dele.
afundava o rosto na curva do teu pescoço, a boca fazendo seu trabalho enquanto o nariz era esfregado ali, louco para sentir teu cheiro gostoso. queria ficar embriagado com o teu perfume.
desejava guarda-lo eternamente na memória.
vocês dormiam juntos no sofá, no chão, no tapete ou em qualquer lugar o mais próximo possível da porta de entrada. depois de um longo dia de trabalho, só queriam praticidade.
tomavam banho juntos, um auge de intimidade que o rapaz nunca havia atingido com alguém. ele sempre lavava teus cabelos carinhosamente. aproveitava para sentir a textura das tuas mechas e admirava o quão perfeitamente teus fios se enrolavam entre os dedos deles.
como se vocês sempre tivessem pertencido um ao outro.
escovavam os dentes trocando olhares apaixonados e, quando a espuma da pasta de dente caía em seus dedões, o banheiro era preenchido por risadas escandalosas.
também preparavam o café da manhã agarradinhos, numa preguiça que só uma boa noite de conchinha proporcionaria.
estava tudo indo bem, perfeita e maravilhosamente bem, até você decidir que não estava pronta para isso.
estavam indo rápido demais, você achava, sem pensar nas consequências de um relacionamento repentino.
você não estava pronta para amá-lo, e havia dito isso corajosamente para o lee antes de sumir totalmente de sua vida como uma covarde.
de um dia para o outro, você desapareceu, nem ao trabalho foi.
e quando mark chegou em casa outra vez, os lençóis continuavam bagunçados, ainda com o teu cheiro no travesseiro.
a louça ainda estava na pia: dois pratos, dois copos, dois talheres.
as almofadas fundas, amassadas perfeitamente com o formato do teu corpo.
tudo estava exatamente do jeito que você havia deixado
menos o pobre coração do lee.
e agora, no primeiro dia de verão, mark lee podia falar com todas as letras que odiava essa estação.
odiava a sensação que aquele maldito tempo trazia, como se estivesse envolvido num abraço ardente e eterno com a tua pele em brasa, que queimava dolorosamente cada parte de seu corpo.
a mesma pele que um dia ele havia beijado tão dedicadamente. teu calor acalentando os lábios devotos.
odiava os fleches de sol invadindo o seu rosto, fazendo com que não pudesse enxergar mais nada ao redor, nem mesmo os malditos chicletes que insistiam em grudar na sola de seu sapato.
eles o cegavam da mesma maneira que aquele teu sorriso miserável fazia.
mark odiava todas as coisas sobre você. e te odiava ainda mais por fazê-lo amar todas elas enquanto ainda estava aqui, com ele, nos também malditos dias de primavera.
assim como você, o verão havia chegado para acabar de vez com mark lee
e parecia que nem tão cedo ele se livraria do maldito ardor que em seu coração sentia.
na jaemin x reader
inspirado em pearl
penteava os cabelos macios com cuidado, as mãos suando de nervosismo enquanto o coração batia forte ao encarar o próprio reflexo no espelho.
claro, estava nervosa por ser a primeira vez que recebia um homem em sua casa desde a partida de lee minhyung, seu marido. mas seu coração ficara realmente ansioso após escutar as palavras proferidas por sua mãe, numa briga fervorosa que havia acabado alguns minutos antes.
era certo de que não duvidava de sua própria capacidade. sabia que tinha talento e que conseguiria tudo o que quisesse — caso não fosse fadada a essa vida miserável. no entanto, ouvir de sua própria mãe que seus sonhos eram perda de tempo e que aquela era e seria sua única realidade te fez ficar indignada. irada. te fez perder o controle.
você sabia que era uma estrela. seu sucesso seria questão de tempo.
agora sua mãe inconsciente e seu pai moribundo estavam trancados no porão, e você esperava que não acordassem tão cedo.
não até jaemin, o projecionista que conheceu alguns dias atrás, num pequeno quarto dos becos da cidade, chegasse na fazenda e finalmente te tornasse uma estrela de sucesso. talvez uma dançarina ou uma atriz famosa, quem sabe se nas telas de cinema ou em palcos de grandes teatros. você só queria brilhar, e sabia que iria.
jaemin havia dito isso.
você brilharia.
e então seu coração errou uma batida ao ouvir o motor do carro. a terra e a grama seca sendo amassadas pelas rodas pesadas do automóvel. pôde sentir o coração no meio das pernas, pulsando apaixonado.
queria que o homem a fizesse se sentir tão bem quanto da última vez.
e foi isso que na jaemin fez… passando rapidamente pelo cômodos bagunçados da tua casa até o teu quarto, sem se dar conta da considerável mancha de sangue na mesa do café da manhã.
estava maluco para afogar o pau em você, esvaziar as bolas pesadas de porra na tua bucetinha.
não importava o quanto te achava maluca desde a primeira conversa que tiveram.
você era bonita demais para ser ignorada.
ele podia dar um jeito. te comer gostosinho até você ficar mansinha, esquecer de toda essa história de fama.
metia no teu buraquinho sem dó enquanto mamava nos teus peitinhos arrebitados. gostava de ouvir o barulhinho molhado que a tua buceta fazia, e o rastro esbranquiçado que ficava no pau dele, vermelhinho de tanto te comer. teus biquinhos duros ficavam doloridos pela força com a qual o na mordiscava e chupava, e a tua boca procurava desesperadamente pela dele, que não conseguia ficar longe dos teus peitinhos por nenhum momento.
quando finalmente alcançava os lábios macios, tua própria boca era tomada num beijo gostoso, barulhento e molhado.
ele chupava a tua língua e cuspia ali, no músculo vermelhinho e agitado. saia de dentro de ti só pra comer a bucetinha lambuzada e cheinha de excitação, limpando cada gotinha do teu mel com a língua quente e experiente.
brincava com o teu pontinho como teu marido nunca havia feito, e empurrava todo o teu líquido de volta para dentro com os dedos habilidosos.
antes de pôr o caralho de volta em ti, beijava tua coxa com devoção. as panturrilhas. o colo. depois voltava a te foder com vontade, deixando dentro do buraquinho apertado toda sua porra sem pensar duas vezes.
ao acabar, apenas um beijo superficial fora deixado na tua têmpora como despedida, e então o homem se pôs a afivelar o cinto e arrumar os cabelos bagunçados para trás, como se o que acontecera há poucos segundos não tivesse valor algum para ele.
saiu do teu quarto sem ao menos lhe dar um abraço ou adeus, direto a porta de saída, já pronto para entrar no carro e dar partida para longe de você.
longe do teu sonho.
não.
na jaemin não iria te atrapalhar.
atrapalhar o futuro glorioso preparado apenas para você.
você brilhava, sabia disso, e mais uma vez estava sendo repreendida, negligenciada, como se seu sonho não fosse possível. como se estivesse sendo tola esse tempo todo.
mas quem era aquele homem para lhe dizer isso?
do mesmo jeito que fez com a tua própria mãe, atacou na jaemin sem piedade, com uma pancada brutal na cabeça.
desta vez, porém, pôs definitivamente um fim nos sonhos daquele que não acreditava nos seus.
lee jeno x reader
inspirado em de volta à lagoa azul
jeno estava ao seu lado sempre. a todo e qualquer momento…
…desde o dia em que sua bondosa mãe tinha o resgatado daquele barco — enrolado em trapos finos e agarrado aos corpos sem vida dos pais —. talvez vocês já estivessem destinados um ao outro e, por isso, viviam como unha e carne.
quando sua mãe e vocês foram jogados pelo capitão do navio num barco apertado em alto-mar, presos a um homem carrancudo, foi jeno quem esteve ao seu lado.
até mesmo quando ela pôs um fim na vida do companheiro de viagem, quando ele ameaçou atirar suas preciosas crianças do mar.
também foi jeno quem esteve ao seu lado quando chegaram àquela ilha... ou quando acharam uma casinha de madeira toda enfeitadinha com flores coloridas, totalmente pronta, no meio do nada.
aquele seria seu novo lar.
quando iam dormir, juntavam as mãozinhas e oravam juntos. todas as noites. jeno sempre te guiando, ensinando cada parte da oração com paciência. desde pequeno, parecia ter prazer em ensiná-la. protegê-la.
também se escondiam debaixo do cobertor sempre que era lua cheia, quando os outros frequentadores da ilha chegavam para realizar seus ritos. sua mãe logo corria para apagar qualquer vela que estivesse acesa, temendo que os encontrassem ali.
também foi jeno quem te consolou quando sua mãe os deixou, num fim de um dia alegre e sereno.
também foi quem cavou uma cova funda como antes havia sido ensinado, mesmo que aquilo o machucasse profundamente. ainda assim, o fez, pois sabia que teria de ser forte por você.
foi ele quem te acalmou durante todas as noites silenciosas, quando tudo parecia estar perdido por não terem mais quem os guiasse. por não ter mais sua mãe contigo. também foi quem, em todo amanhecer, sempre esteve ao seu lado, colhendo as flores mais belas da ilha para que seu túmulo se mantivesse colorido e alegre.
vocês tinham uma cumplicidade inexplicável. jeno era teu porto seguro e você, o dele.
nas datas comemorativas, costumavam fazer algo diferente e especial. uma tradição deixada por sua mãe.
no natal, faziam uma grande árvore com folhas de bananeira e colocavam presentes um para o outro embaixo da copa. já na páscoa, escondiam ovos pintados a mão por toda a ilha, e ganhava aquele que achasse mais ovos. e era superdivertido para vocês, mesmo que não valesse prêmio algum.
no entanto, toda essa harmonia fora se dissipando e, aos poucos, jeno parecia cada vez mais distante. num mundo de ideias que você não conseguia, de jeito nenhum, adentrar.
teu dia havia se tornado monótono. solitário. você era deixada de lado para que jeno pudesse concentrar toda sua atenção em seus novos passatempos. ele passava o dia explorando a ilha, criando engenhocas, brincando de fugir de tubarões e, como você havia recém-descoberto, observando os outros moradores da ilha.
e claro, depois de todas as histórias e acontecimentos contados por sua mãe, você morria de medo de todos aqueles homens. ficava apavorada só em imaginar o que eles poderiam fazer com vocês caso descobrissem suas existências… e esse era o maior motivo de suas discussões, que tornavam-se cada vez mais recorrentes.
jeno odiava ser contrariado ou repreendido por você, sempre a deixando falar sozinha. fugia para o meio do mar enquanto você continuava a avisar sobre os perigos que ele corria ao ficar espionando os homem da ilha. além disso, deixava claro que sua mãe não ficaria nada contente se ainda estivesse ali, vendo suas ações. lembrava a ele sobre o que ela falava, sobre os rituais antropofágicos que os homens faziam, mas jeno nunca dava ouvidos.
afinal, em suas palavras, ela era sua mãe apenas.
quando, ao acordar, deparou-se com uma mancha de sangue em suas vestes, deixou um grito assustado escapar. talvez, pensou, estivesse tendo uma hemorragia e seus minutos na terra estavam contados…
logo depois, mais calma, lembrou o que antes havia sido explicado por sua mãe há alguns anos: significava que seu corpo já estava pronto para gerar um filho. aquela ideia acertou em cheio teu coração, que palpitou incontrolável. você adorava bebês… mas como poderia fazer um?
passou o dia inteiro na lagoa, com uma sensação estranha ao pé da barriga. sentia-se, involuntariamente, envergonhada. não queria que jeno a visse assim, e muito menos desejava sua presença naquele momento… ou, melhor dizendo, em qualquer outro…
agora era diferente.
pediu para que ele mudasse sua cama de lugar, já que antes dormiam juntos, quase sempre agarrados, como sempre havia sido. tentou soar gentil, mas aquilo mais pareceu mais uma de suas ordens. jeno, como sempre, não concordava com você. não entendia o porquê, e por que tão repentinamente.
insistiu para que continuassem a dormir na mesma cama, já que, para ele, não havia motivos para as coisas mudarem tão do nada. você, inflexível, manteve-se firme e, à contragosto, jeno mudou-se para o outro lado do quarto.
depois, passou três dias calado e mal-humorado. sem trocar sequer uma palavra contigo.
mesmo sua relação não estivesse tão boa quanto antes, o amanhecer havia trazido consigo o feriado mais importante do ano para vocês: a páscoa, é isso pareceu amenizar as coisas. jeno não estava mais com um enorme bico no rosto.
você estava sentada à beira-mar, penteando os cabelos rebeldes calmamente, e jeno, ao seu lado, consertava um pequeno buraco no bote. aos seus olhos, parecia bem focado. as mãos habilidosas trabalhavam cuidadosamente.
jeno, por outro lado, viajava nos próprios pensamentos. estava distraído observando o quão delicadamente você fazia aquilo. os cabelos longos escorregando e enfeitando os ombros macios, descendo feito uma cascata pelos seios cobertos. a destra delicada espalmando o corpo leitoso e os olhos tão puros iluminados pela luz solar, cheios de brilho.
— já se esqueceu? — jeno quebrou o silêncio, tentando calar a própria mente.
— eu? — perguntou, deixando de escovar os cabelos. ele balançou a cabeça em afirmação. — esqueci de quê?
— de pintar os ovos para a páscoa. — respondeu, como se fosse óbvio. — é hoje… se eu não te lembrasse, cê já ia se esquecer.
você sorriu, engatinhando até ele para dar uma olhada em seu serviço, que rapidamente começou a ser feito de verdade, intimidado com a sua inspeção.
— ah, não... não esqueci. — negou, rindo. — só pensei que não iríamos fazer esse ano… a gente já tá velho pra isso, lee jeno!
os olhos do lee rapidamente encontraram os seus, e ele parecia ligeiramente ofendido. talvez estivesse planejando aquilo há um tempo.
— ah, qual é… a gente faz isso todo ano — toda sua atenção se voltou a você. — vai me dizer que tá com medo de perder, gatinha? pensei que você fosse mais corajosa…
você deixou um tapa estalado em seu ombro ao ouvir o apelido. as palavras de jeno, de uma hora pra outra, pareciam ter ganhado um tom malicioso jamais presenciado por você. não estava acostumada com aquilo. com o novo lee jeno.
sem sombra de dúvidas, ele tinha consciência da sua reação àqueles apelidos. de como eles te deixavam. sempre ruborizada. envergonhada. e isso parecia divertir o lee.
— vê se cresce, jeno. — resmungou, pronta para sair dali. — perder o quê? nem o vencedor ganha nada! tudo isso é uma grande perda de tempo.
— a mamãe ia gostar se a gente fizesse. você sabe. — deu de ombros. — além do mais, se o prêmio for o problema, resolvo isso agora.
virou-se para ele, esperando sua solução.
— se você ganhar, te dou o que você quiser. — aquilo começou a te interessar… — mas se eu ganhar… você vai me dar o que eu quero.
fingiu pensar um pouco, enrolando os cabelos nos dedos por um instante, e logo deu sua resposta.
— fechado!
ao entardecer, vocês foram à caça aos ovos. estavam sujos de tinta e lama, com sangue nos olhos. aquela essa sempre foi uma batalha de verdade para vocês e, agora que valia um prêmio, havia se tornado ainda mais importante!
você juntou toda sua intuição e agilidade para achar os ovos que jeno havia escondido, mas aquilo parecia impossível… não sabia dizer se ele havia se tornado realmente bom, ou se você quem era extremamente ruim. caso a última opção fosse a correta, você estava ferrada… a essa altura, jeno já deveria ter encontrado todos os seus ovos…
e, para o seu azar, foi o que aconteceu.
depois de meia hora de caça, jeno havia encontrado todos os sete ovos coloridos que você havia escondido. o placar foi de sete a três, e ele ganhou de lavada.
— eu disse, gatinha. não se mexe com um mestre.
exibiu os músculos e fez uma pose pomposa, fazendo você revirar os olhos com vontade.
— se você é mestre nisso, pode ter certeza que está com muito tempo livre.
você era bastante competitiva, e mesmo que não estivesse a fim a princípio, agora sofria internamente com a derrota. bufou e deu meia volta, pronta para voltar para casa.
— calma aí, gatinha. — te puxou pelo pulso. — não vai sair daqui sem entregar o meu presente, não é?
soltou-se de seu aperto, já irritada. suspirou para manter a calma, tentando ignorar o apelido ridículo.
— e o que você quer, jeno?
e ele poderia responder aquela pergunta de diversas maneiras.
não conseguia mais te enxergar do mesmo jeito de um tempo pra cá. lee jeno te via como mulher. como a mulher dele. quem ele queria meter os próprios filhos. te fazer de esposinha. queria cuidar de você. proteger você. amar você. mas não como antes.
nada era como antes para ele.
se antes gostava de te observar inocentemente, agora gostava era de ver como os teus peitinhos balançavam ao fazer esforço. gostava de quando você pulava em seu corpo, querendo tomar algo de suas mãos — que iam lá em cima só pra se deleitar ao ver você na pontinha dos pés, ofegante. cara emburrada. aqueles peitinhos que saltitavam e se esfregavam nele.
gostava também de como eles ficavam espremidos quando você se deitava ao lado dele. quando o abraçava durante a noite. você queria que ele olhasse? que percebesse?
adorava te ver encarando o que, para você — para ele —, era uma novidade.
quando você se aproximava do espelho e ficava apalpando as mamas cheinhas e acariciando os biquinhos, que aos pouquinhos iam ficando durinhos.
a todo momento você ficava assim.
às vezes, saía de perto dele só para fazer isso.
ele sabia.
e, para ele, às vezes era incontrolável não tirar os olhos de você sempre que te pegava se tocando.
o pau fisgava nas vestes, duro e babado. ansiava por um toque. o teu toque.
não se enfiava no meio da floresta porque queria fugir de você. por outro lado. queria te encontrar. te ter do jeito que realmente desejava, ainda que por pensamento. queria, na verdade, enfiar-se no meio das tuas pernas. brincar contigo do jeito que brincava consigo mesmo. como havia descoberto recentemente.
rotineiramente, sentava numa pedra qualquer e começava a acariciar o próprio caralho enquanto te imaginava ali, passando as mãos pelos próprios peitinhos na frente dele. queria te ver se mostrando todinha, como se ele fosse aquele maldito espelho.
espelho esse que tanto roubava tua atenção. queria ele mesmo poder refletir tudo o que via em você. mostrar que podia te fazer tão bem quanto aquele pedaço de vidro idiota. que vocês podiam se descobrir juntos…
queria ver o que tinha entre as suas pernas. se ficava molhadinha assim como a cabecinha de seu pau e, se não, se poderia te deixar lambuzadinha, então.
queria te jogar no meio do chão, entre as duas camas, e tirar toda a tua pureza. te foder ali mesmo. forçar teu corpo contra a madeira gelada pra depois te abraçar no quentinho de suas camas. como sempre foi e deveria ser.
queria te mostrar o que havia aprendido. te fazer se sentir tão bem quanto ele se sentia.
queria esfregar o pau por toda a tua bucetinha e deslizar a pontinha pelos teus peitos. deixar ali meladinho.
queria poder te rasgar inteirinha. abocanhar aqueles peitinhos que tanto sonhava ver de perto. os biquinhos apontados para a boca faminta. maltratados pela língua quente.
faria questão de te marcar bem ali.
queria que fosse a tua mão que estivesse ali, no caralho babado, depois a tua boquinha. mamando e melando todo o pau. resolvendo o problema que você mesma havia criado.
queria foder a boquinha que tanto resmungava sobre ele e gozar nos peitinhos que tanto amava.
𓍢ִ໋☕️✧˚ ༘ ⋆
texts with bff jeno, but he’s oblivious to his feelings for you !!
˚ read part 2 here !
a/n: jenojenojenojenojeno
ᯓ★ nct dream : vocês se conheceram como?
… headcanons : mark, jeno & chenle .𖥔 ݁ ˖
ᶻ 𝗓 𐰁
⋆. 𐙚 ˚ lee minhyung : culto de jovens …
apesar de serem da mesma igreja e estarem presos quase ao mesmo ciclo social, você e mark haviam trocado mínimas palavras desde o dia em que se conheceram. o garoto fazia parte da banda da igreja e tinha muita dedicação. estava sempre aprendendo um novo instrumento, ou pegando algum louvor recém-lançado. por esse motivo, quase nunca participava dos encontros que o grupo de jovens organizava.
entretanto, de uma hora para outra, mark lee parecia muito mais interessado em fortalecer suas relações interpessoais. não perdia um único encontro do grupo! nem unzinho sequer. se antes era extremamente quieto, agora estava o dobro de extrovertido. sempre soltando piadas sem graça, jogando conversa fora e trocando sorrisos com várias pessoas…
…menos com você. assim que seus olhos ousavam se encontrar, mark imediatamente quebrava o contato e virava o rosto para qualquer outro lugar. sentava-se o mais distante possível de você, e parecia querer fugir sempre que você chegava perto.
ora, você não entendia! o que havia feito de tão ruim para ele? as poucas palavras que haviam trocado já eram o suficiente para fazê-lo te odiar?
e não tardou para que você descobrisse o motivo pelo qual mark lee te evitava a todo custo. quando, num dos encontros pós-culto, dessa vez para andarem de bicicleta pelo bairro, você caiu com tudo numa montanha de areia. ficou toda ralada. os chinelos voaram lá longe.
mark foi o primeiro a descer da própria bicicleta para ajudá-la. você ria do tombo, ainda que estivesse morta de vergonha por dentro. rapidamente, o lee disse que a acompanharia até em casa, e todos concordaram enquanto trocavam risinhos e olhares cúmplices. mais uma vez, você entendia nada.
um amigo montou na bicicleta de mark e o grupo todo voltou a pedalar, deixando-os a sós no meio da rua deserta.
— é melhor ir logo se a gente não quiser ser assaltado… — brincou, erguendo sua bicicleta caída.
— vira essa boca pra lá, mark! — por conta dos machucados nos dois joelhos, você andava com dificuldade. — tá repreendido em nome de jesus!
vendo você com uma carinha de sofrimento enquanto mancava, mark pediu para que se sentasse no banco da bicicleta. quando você o fez, ele pediu licença e passou o braço por trás do teu corpo, para que pudesse segurar nos dois guidons. esse abraço indireto fez tuas bochechas queimarem e o coração bater forte. estava tão perto do lee que sentia até mesmo o calor de seu corpo.
o garoto guiou a bicicleta contigo em cima por todo o caminho até sua casa, enquanto vocês trocavam uma conversa regada por risadas. você não tinha ideia do quão divertido poderia ser passar um tempo a sós com mark lee.
ao chegarem, você deu seu melhor sorriso para agradecê-lo, e isso acertou em cheio o coração do menino. nunca imaginou que mark pudesse ser tão atencioso contigo, afinal…
— pensei que você não gostasse de mim, sabia? — você jogou sua dúvida no ar, soltando uma risada ao final, para que pudesse aliviar o clima.
— eu? — indagou, incrédulo. — eu gosto de você, sim. — seu tom de voz parecia um pouco alterado. — gosto muito. — coçou a nuca. — por que pensava isso?
— você sempre me evitou.
ele te encarou covardemente. o coração batendo forte.
— fiquei com medo de você me achar um esquisito.
— na verdade, fiquei pensando que a esquisita era eu. — você confessou.
vocês ficaram se encarando por longos segundos. as bochechas formigavam de tanta vergonha. você e mark eram inexperientes e bobinhos demais, mas, de alguma forma, cada palavra que diziam surtia efeito imediato um no outro. os corações de vocês só faltavam sair pela boca.
e o seu quase tratou de fazer isso quando ouviu a voz de sua mãe gritando ao fundo, querendo saber se era você quem havia chegado. com o susto, vocês dois se encararam com os olhos arregalados, e então soltaram mais risadas.
— amanhã — mark começou — posso sentar do seu lado no culto?
você soltou uma risada. aquela proposta havia te pegado de surpresa.
— você não vai tocar amanhã? — perguntou, confusa.
— a banda tem bastante gente… eles podem achar alguém pra me substituir. — deu de ombros. — mas se for o fato de querer me ouvir tocando — começou, em tom de brincadeira — pode deixar que amanhã preparo uma serenata inteira pra você.
⋆. 𐙚 ˚ lee jeno : parque de diversões …
para aproveitar os últimos dias de férias, você e suas amigas decidiram ir ao mais novo parque de diversões da cidade. já haviam planejado o roteiro perfeito, e estabeleceram uma meta de ir em todos os brinquedos do parque. vocês fariam aquela noite valer a pena!
apesar de toda a animação, logo a realidade bateu à porta, e as consequências de serem um trio acabaram com seus planos. na montanha russa, o primeiro brinquedo da lista criada por vocês, só tinha lugar para duas pessoas. e o momento mais decisivo era aquele que, no meio da fila, vocês escolhiam quem iria ficar sobrando.
entretanto, por um milagre, aquele finalmente seria o dia em que vocês conseguiriam sair num número par de pessoas. a sorte estava a seu favor quando, do outro lado do parque, a boca de sacola que era na jaemin, amigo de lee jeno, decidiu informar aos amigos sobre sua descoberta.
— ih mané, olha lá — chamou a atenção de jeno e de donghyuck. — aquela não é a mina que o jeno tava de olho na entrada do parque?
— tá sabendo escolher, irmão… — enquanto olhava para você, donghyuck parabenizou o lee, dando dois tapinhas em suas costas. — jn delas, passa nada…
— para de gritar, cara — jeno chamou a atenção dos amigos.
jaemin deu de ombros.
— deixa de ser frouxo, irmão. até parece que ela vai escutar.
e nesse exato momento, você e suas amigas olharam para trás, apontando, ao que parecia, exatamente para eles.
— e não é que escutou mesmo — donghyuck começou a rir. — esse jaemin é muito boca de sacola, cara…
jeno começou a suar frio, seus olhos afundaram e a boca ficou branca. parecia que sua alma havia sido sugada para fora do corpo. mas ora… não é como se ele fosse um esquisito que só ficasse dentro do quarto o dia inteiro — na verdade, ele fazia exatamente isso —…ele só não dominava a arte do flerte, e isso o deixava muito ansioso!
— e se ela vier aqui, o que eu faço? — jeno perguntou, preocupado.
— seja você mesmo, irmão. — jaemin respondeu.
— aí ele vai morrer cabaço pra sempre. — donghyuck fez bem em lembrar.
enquanto isso, você e suas amigas apontavam para um brinquedo atrás dos três rapazes, onde poderiam ir juntas, sem que nenhuma ficasse sobrando.
— cara, deixa de ser lerdão — jaemin auxiliou o amigo. — elas estão em três!
— e o que tem a ver? — jeno estava confuso.
— irmão, pega a visão — o na se aproximou do lee, enquanto os dois observavam você. — a mina tá na fila da montanha russa, ou seja, elas vão nesse brinquedo. mas só tem lugar pra duas delas, logo uma vai ficar sozinha e, com sorte, vai ser logo a tua…
— …então cê vai lá e senta do lado dela, cara — donghyuck completou.
dito e feito. vocês decidiram continuar com os planos de ir na montanha russa e você se sacrificou pelo grupo, sentando-se sozinha na cabine. seguindo o que foi combinado, logo lee jeno estava ao seu lado, com aos mãos suando frio. você só percebeu que ele estava ali contigo quando os gritos do lee invadiram seus ouvidos, bem na hora que o brinquedo parou lá em cima.
você começou a rir descontroladamente com todo aquele escândalo, achando a maior graça, mas logo se calou quando o carrinho decolou pelos trilhos, e agora eram os teus gritos que tomavam conta do ar. vocês dois estavam gritando loucamente.
assim que o brinquedo parou, você e jeno puderam olhar um para o outro, ambos descabelados, e caíram na risada. e então, apresentaram-se, e os dois grupos decidiram que seria melhor caso se juntassem, para fechar um número par de pessoas.
vocês eram dupla em todos os brinquedos, e não paravam de rir por sequer um segundo. quem olhasse com certeza pensaria que vocês já se conheciam há um bom tempo. repararam que até mesmo suas roupas estavam combinando. uma das últimas coisas que você e suas amigas haviam marcado de fazer, era tentar pegar alguma pelúcia na barraca de tiro ao alvo.
por sorte, jeno era extremamente bom de mira, e acertou sem dificuldades os três dardos, conseguindo ganhar o prêmio. ele deu um cachorrinho de pelúcia para você, e suas amigas se derreteram de amor.
para finalizar a noite, os seis decidiram ir na roda gigante, e você e jeno tiveram tempo de saber mais um sobre o outro. apesar de terem se conhecido de forma aleatória, você havia adorado a companhia do rapaz, e ele parecia estar em estado de puro êxtase. você não era apenas uma garota bonita. era, na verdade, o tipo ideal de jeno.
o coração do lee estava completamente rendido por você.
— topa dar uma volta por aí amanhã? — jeno perguntou, segurando na tua mão. — não vejo a hora de te encontrar de novo, princesa.
⋆. 𐙚 ˚ zhong chenle : brincando na rua …
assim que o sol começava a se pôr, você e suas amigas vestiam um look elegante — cropped e shortinho jeans — e iam dar uma volta pela praça do bairro. às vezes saiam pra tomar um açaí ou, quando o tigrinho não tava lucrando, só pra jogar um papo fora enquanto julgavam a tudo e todos. aquele era o melhor jeito de finalizar um dia cansativo pós-escola, e garantia que mantivessem a língua bem malhada, de tanto que fofocavam.
mais uma vez, vocês marcavam presença por todas as ruas do bairro, esperando as pernas cansarem pra baterem um papo sentadas na praça. vez ou outra, passavam por rodas de meninos jogando bola, mas eles sempre paravam assim que as avistavam. não era segredo, você era uma das garotas mais requisitadaa, e todos beijavam o chão por onde passava.
você nunca teve problemas com qualquer pessoa que fosse, sempre ficava na sua. entretanto, desde semana passada, quando decidiu dar um fora num garoto, você havia arranjado inimigos mortais. sempre que você e suas amigas passavam, podia ouvir os cochichos e os comentários negativos que eram lançados sobre você.
dessa vez, porém, um rosto novo chamou sua atenção dentre todos aqueles meninos idiotas… seria esse o morador que havia se mudado recentemente?
— olha a mina aí, irmão — o garoto novo segurou a bola de futebol, impedindo que o jogo continuasse.
você agradeceu. um sorrisinho de canto dado pelo rapaz acertou seu coração em cheio.
— dá mole pra essa aí não, chenle — um dos meninos se meteu. — maior maluca.
— papo, mano — outro garoto disse. — menorzinho ali pagou açaí pra ela e depois levou mó fora.
— mexeu com um, mexeu com o bonde.
você estava desacreditada. o mundo estava rodeado por malucos.
— cê acha que a garota tinha que ficar com o cara só por causa de um açaí? — chenle se posicionou por você. — deixa de ser lerdão, irmãozinho.
você sorriu, concordando.
— tá duro, dorme.
chenle gargalhou, jogando a bola para longe. estendeu a mão para você, segurando na sua e depositando um beijo ali, no estilo leonardo dicaprio em titanic. com gentileza, envolveu o braço ao redor de seus ombros e deu as costas para o grupinho, que observava tudo com recalque.
— vambora, minha dondoca — puxou você pela cintura. — por você eu comprava o pará inteiro.
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