Conveccao Natural Relatório

Fazer download em pdf ou txt
Fazer download em pdf ou txt
Você está na página 1de 12

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

"JLIO DE MESQUITA FILHO"


Campus de Ilha Solteira - FEIS

Conveco Natural em
Corpos Submersos

Discente: Renan Sousa S RA:121052621


Docente: Mrcio Evaristo da Silva
Curso: Engenharia Mecnica

Ilha Solteira, 16 de setembro de 2015.


OBJETIVO
O objetivo do presente trabalho consiste em estudar o fenmeno de conveco
natural e obter o coeficiente de transferncia de calor (h) para as situaes de
aquecimento em gua e resfriamento ao ar, utilizando-se dois materiais
diferentes (alumnio e cobre) de geometrias diferentes, procurando-se avaliar a
influncia desses parmetros no coeficiente de transferncia de calor por
conveco natural.
MATERIAIS E MTODOS
Para realizao deste experimento, utilizou-se os materiais contidos na Tabela
1:
Tabela 1: Materiais utilizados no experimento.

Materiais Quantidade
Corpos cilndricos 4
Reservatrios de gua 2
Bomba hidrulica 1
Termopar do tipo T 1
Resistncia eltrica 4
FONTE: Roteiro de aula.

Os elementos citados acima juntamente com outros equipamento utilizados so


ilustrados na Figura 1:

Figura 1: Aparato experimental para determinao do coeficiente de transferncia de calor por


conveco natural em corpos submersos submetidos a aquecimento e resfriamento.

FONTE: Roteiro de aula.

A figura acima mostra a disposio dos equipamentos, onde o corpo de prova


(cilndro) contm um furo longitudinal com trmino em seu centro geomtrico,
onde instalado um termopar (cuja juno fria se encontra a 0C). Este ser
aquecido em gua seguido de um resfriamento ao ar.
No reservatrio 1 feito o aquecimento da gua por meio de uma resistncia
eltrica.
Uma bomba hidrulica utilizada para transportar a gua aquecida do
reservatrio 1 para o reservatrio 2. Utilizou-se, na sada da bomba, uma placa
perfurada, a fim de se homogeneizar o fluxo de gua para manter as
caractersticas de conveco natural.
O experimento tem incio com a imerso do cilindro no reservatrio 2 que se
encontra a uma temperatura de aproximadamente 41C. Dispara-se um
cronmetro e faz-se as leituras no termopar, em milivolts, a cada 10 segundos.
Em seguida, retira-se o vagarosamente o cilindro da gua, deixando-o resfriar
ao ar. Nessa etapa, tambm deve-se anotar o tempo em segundos e o valor de
tenso fornecido pelo termopar.
O valor de sada do termopar dado em forma de tenso, sendo necessrio sua
converso para unidades de temperatura (C). Para isso, utiliza-se a equao de
calibrao do termopar:

T [ oC ] 22,877 E[mV ] 3,9395 (1)

Para o clculo de h, utiliza-se o mtodo de capacitncia concentrada (Biot<0,1)


e os seguintes passos matemticos a seguir:

T (t ) T hAs
exp t (2)
VC
Ti T p

Aplicando-se logaritmo natural em ambos os lados, tem se que:

T (t ) T hAs
ln t (3)
Ti T VC p
Coeficiente angular:
hAs
tg (4)
VC p

Obtm-se:
tg VC p
h W m 2 C
h
As
RESULTADOS E DISCUSSO
As caractersticas geomtricas e fsicas dos corpos cilndricos so dados na
Tabela 2:
Tabela 2: Dimenses e propriedades dos corpos cilndricos utilizados.

N da Cp
Material (m) L (m) As V kg/m
pea (J/kgK)

1 alumnio 0,035 0,199 0,02380542 0,0001915


2 alumnio 0,05 0,085 0,01727876 0,0001669 2702 903
3 alumnio 0,05 0,199 0,03518584 0,0003907
4 cobre 0,05 0,199 0,03518584 0,0003907 8933 385
FONTE: Elaborado pelo autor.

As temperaturas do banho no aquecimento e do ar no resfriamento foram


medidas para cada corpo de prova. Os valores so mostrados na tabela a seguir.
Tabela 3: Temperaturas medidas no banho e no ar.

N do T [oC] : Banho T [oC] : Ar


corpo (Aquecimento) (Resfriamento)
1 42,5 27,9
2 41,7 31,2
3 41,3 31,2
4 41,7 27,6

Os valores de tenso convertidos em unidade de temperatura, juntamente com


seus valores adimensionalizados, so mostrados a seguir.
Tabela 4: Pea 1, etapa de aquecimento.

Temperatura Tempo
ln((T(t)-T)/(Ti-T))
[C] (s)
27,0 0,00 0
30,2 -0,23 10
32,3 -0,42 20
33,7 -0,56 30
35,1 -0,73 40
36,2 -0,90 50
36,4 -0,93 60
37,8 -1,19 70
38,3 -1,29 80
38,9 -1,47 90
39,4 -1,61 100
39,9 -1,77 110
40,3 -1,96 120
40,3 -1,96 130
40,5 -2,07 140
40,8 -2,19 150
41,0 -2,33 160
41,2 -2,50 170
41,2 -2,50 180
41,5 -2,70 190
41,7 -2,94 200
41,9 -3,27 210
41,9 -3,27 220
41,7 -2,94 230
42,1 -3,77 240
41,9 -3,27 250
41,9 -3,27 260
41,7 -2,94 270
41,9 -3,27 280
41,9 -3,27 290
41,9 -3,27 300
FONTE: Prprio autor.

Tabela 5: Pea 1, resfriamento.

Temperatura Tempo
ln((T(t)-T)/(Ti-T))
[C] (s)
42,4 0,00 0
41,7 -0,05 10
41,5 -0,07 20
41,5 -0,07 30
41,5 -0,07 40
41,5 -0,07 50
41,5 -0,07 60
41,2 -0,08 70
41,0 -0,10 80
41,5 -0,07 90
41,2 -0,08 100
41,2 -0,08 110
41,0 -0,10 120
41,0 -0,10 130
41,0 -0,10 140
41,0 -0,10 150
40,8 -0,12 160
40,8 -0,12 170
40,8 -0,12 180
40,5 -0,14 190
40,5 -0,14 200
40,5 -0,14 210
40,3 -0,15 220
40,3 -0,15 230
40,3 -0,15 240
40,1 -0,17 250
40,1 -0,17 260
40,1 -0,17 270
40,1 -0,17 280
40,1 -0,17 290
39,9 -0,19 300
39,9 -0,19 310
39,9 -0,19 320
39,9 -0,19 330
39,6 -0,21 340
39,6 -0,21 350
39,6 -0,21 360
39,4 -0,23 370
39,2 -0,25 380
39,2 -0,25 390
39,2 -0,25 400
39,2 -0,25 410
39,2 -0,25 420
38,9 -0,27 430
38,9 -0,27 440
38,9 -0,27 450
38,9 -0,27 460
38,9 -0,27 470
38,9 -0,27 480
38,7 -0,29 490
38,7 -0,29 500
38,7 -0,29 510
38,7 -0,29 520
38,5 -0,31 530
38,5 -0,31 540
38,5 -0,31 550
38,5 -0,31 560
38,3 -0,33 570
38,3 -0,33 580
38,3 -0,33 590
38,3 -0,33 600
38,3 -0,33 610
38,0 -0,36 620
38,0 -0,36 630
38,0 -0,36 640
38,0 -0,36 650
38,0 -0,36 660
38,0 -0,36 670
37,8 -0,38 680
38,0 -0,36 690
38,0 -0,36 700
37,8 -0,38 710
37,8 -0,38 720
37,8 -0,38 730
37,8 -0,38 740
37,8 -0,38 750
37,8 -0,38 760
37,8 -0,38 770
37,8 -0,38 780
37,8 -0,38 790
37,6 -0,40 800
37,6 -0,40 810
37,6 -0,40 820
37,6 -0,40 830
37,6 -0,40 840
37,6 -0,40 850
37,3 -0,43 860
37,3 -0,43 870
37,3 -0,43 880
37,3 -0,43 890
37,3 -0,43 900
37,1 -0,45 910
37,1 -0,45 920
37,1 -0,45 930
37,1 -0,45 940
37,1 -0,45 950
37,1 -0,45 960
37,1 -0,45 970
36,9 -0,48 980
36,9 -0,48 990

Tabelas semelhantes foram obtidas para aquecimento e resfriamento das


demais peas, mas foram omitidas por questo de convenincia.
Com os valores de temperatura adimensinalizada e o tempo de aquisio,
plotou-se os grficos a seguir:
0,00
-0,50 0 50 100 150 200 250 300 350

-1,00
-1,50
-2,00
ln

-2,50 y = -0,0116x - 0,3553


-3,00
-3,50
-4,00
-4,50

Tempo (s)

Figura 2: Corpo 1, aquecimento.

FONTE: Prprio autor.

0,00
0 200 400 600 800 1000 1200

-0,10

-0,20

-0,30

-0,40 y = -0,0004x - 0,0543

-0,50

-0,60

Figura 3: Corpo 1, resfriamento.

FONTE: Prprio autor.


0
0 50 100 150 200 250 300 350
-0,5

-1

-1,5

-2
ln q

-2,5

-3
y = -0,0124x - 0,4043
-3,5

-4

-4,5
Tempo(s)

Figura 4: Corpo 2, aquecimento.

FONTE: Prprio autor.

0
0 100 200 300 400 500
-0,1

-0,2

-0,3
ln q

-0,4

-0,5 y = -0,0013x - 0,0605

-0,6

-0,7
Tempo(s)

Figura 5: Corpo 2, resfriamento.

FONTE: Prprio autor.


0,00
0 50 100 150 200 250
-1,00

-2,00

ln -3,00

y = -0,0239x + 0,4111
-4,00

-5,00

-6,00
Tempo (s)

Figura 6: Corpo 3, aquecimento.

FONTE: Prprio autor.

0,00
-0,10 0 100 200 300 400 500 600 700

-0,20
-0,30
-0,40
ln

-0,50
-0,60
-0,70 y = -0,0013x - 0,0559
-0,80
-0,90
-1,00
Tempo (s)

Figura 7: Corpo 3, resfriamento.

FONTE: Prprio autor.


0,00
0 50 100 150 200 250 300 350
-0,50
-1,00
-1,50
-2,00
ln -2,50 y = -0,0123x + 0,001
-3,00
-3,50
-4,00
-4,50
Tempo (s)

Figura 8: Corpo 4, aquecimento.

FONTE: Prprio autor.

0,00
0 200 400 600 800 1000

-0,10

-0,20
ln

-0,30

-0,40 y = -0,0005x - 0,0688

-0,50

-0,60
Tempo (s)

Figura 9: Corpo 4, resfriamento.

Com os valores de coeficiente angular das retas obtidas, calculou-se os valores


de h dados na Tabela 6.
Tabela 6: Coeficientes de transferncia convectiva de calor obtidos.

h h
N do
Aquecimento Resfriamento
corpo
(W/m C) (W/m C)
1 228 7,8
2 292 30,6
3 648 35,2
4 470 19,1
FONTE: Elaborado pelo autor.
Analisando os dados da tabela acima e comparando-se os corpos 3 e 4, de
mesma geometria mas de materiais diferentes, percebe-se que o corpo de
alumnio possui um maior coeficiente de transferncia de calor por conveco
comparado com o cobre, tanto para aquecimento quanto para resfriamento. Isso
pode ser explicado analisando-se os valores do coeficiente de transferncia de
calor por conduo (k), tendo o alumnio comercial k = 177 W/m.K e o cobre
comercial k = 52 W/m.K, ou seja, como o termopar foi instalado no centro
geomtrico das peas, h uma sensibilidade maior nos valores de temperatura
quando se analisa o alumnio.
Comparando-se corpos de mesmo material mas com geometria diferente
(corpos 1 e 2), nota-se que esta ltima tambm um fator de influncia na
capacidade de transferir calor.
CONCLUSO
Mesmo no se fazendo uma anlise de propagao de erros, sabe-se que esse
tipo de experimento contm muitas incertezas. Mas, apesar disso, foi possvel
fazer uma comparao qualitativa levando em conta os parmetros citados.

Você também pode gostar