Relatório de Lab de Eng 2 - Trocadores de Calor
Relatório de Lab de Eng 2 - Trocadores de Calor
Relatório de Lab de Eng 2 - Trocadores de Calor
Integrantes:
Trocadores de calor são equipamentos capazes de realizar a troca de calor entre dois
fluidos sem que haja contato entre eles, os mais comuns no mercado são os de duplo tubo e os
de casco e tubo. Para o dimensionamento destes equipamentos são necessárias algumas
escolhas como por exemplo o material, os fluidos e o sentido das correntes, a partir disso é
possível entender qual o melhor tipo de trocador de calor e realizar o seu dimensionamento de
forma eficaz.
Para analisar a performance térmica dos projetos nos trocadores casco e tubos, é
utilizada a média logarítmica das temperaturas:
𝑞 = 𝑈 ⋅ 𝐴 ⋅ Δ𝑇𝑙𝑚 ⋅ 𝐹𝑡 (2)
A partir disso foi possível encontrar o diâmetro interno, o qual é dado matematicamente
por:
𝐷𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 = 6,15 𝑚𝑚
𝜋 (n°tubos)
𝐴 𝑒𝑠𝑐𝑜, 𝑡𝑢𝑏𝑜 = × (𝐷𝑖 2 ) .
4 (n°passagens)
Ao longo do experimento, variamos as vazões dos fluidos quentes e frios que passavam
pelo trocador de calor e com isso foi possível observar as variações da temperatura. Assim como
pode ser observado na tabela a seguir:
Tabela 3 – Dados coletados no trocador de calor Casco e Tubo
Vazão de Vazão
Amostr Água de Água T1 (⁰C) T2 (⁰C) T3 (⁰C) T4 (⁰C)
ΔT1 ΔT2 ΔTln TM1 TM2
a Quente Fria Ent. Sai. Ent Sai.
(L/min) (L/min)
1 1,00 1,03 64,2 55,4 16,0 26,4 48,20 29,00 37,79 59,80 21,20
2 0,98 2,08 64,2 53,9 15,4 21,2 48,80 32,70 40,21 59,05 18,30
3 1,01 3,00 63,8 52,5 15,0 19,3 48,80 33,20 40,50 58,15 17,15
4 2,09 1,07 63,8 58,1 15,1 28,4 48,70 29,70 38,42 60,95 21,75
5 2,12 2,08 63,2 56,1 15,1 22,9 48,10 33,20 40,19 59,65 19,00
6 2,12 3,00 63,0 55,5 14,9 20,8 48,10 34,70 41,04 59,25 17,85
7 3,00 1,04 63,1 59,0 15,1 30,1 48,00 28,90 37,65 61,05 22,60
8 3,00 2,08 63,9 57,9 14,9 24,4 49,00 33,50 40,76 60,90 19,65
9 3,00 3,00 63,2 57,2 14,7 21,9 48,50 35,30 41,55 60,20 18,30
Tm 59,80 19,00
A partir dos dados supracitados foi possível realizar os cálculos para encontrar a
coeficiente global de transferência U e a efetividade 𝜀, seguindo os seguintes passos:
𝑇1 + 𝑇2
𝑇𝑀𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 =
2
𝑇3 + 𝑇4
𝑇𝑀𝑓𝑟𝑖𝑜 =
2
∆𝑇1 − ∆𝑇2
∆𝑇𝐿𝑀 =
∆𝑇
ln(∆𝑇1 )
2
𝐹𝑄
𝐺 = × 𝜌á𝑔𝑢𝑎 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒
60000
𝐺
𝐺𝑡 =
𝐴 𝑒𝑠𝑐𝑜, 𝑡𝑢𝑏𝑜
6º Cálculo do coeficiente pelicular – correção para área externa do tubo interno (ℎ𝑖𝑜 ):
𝑑𝑖
ℎ𝑖𝑜 = ℎ𝑖 ×
𝑑𝑜
1 1 𝐷𝑜 𝐴𝑜
𝑈𝑐 = ( ) + ( ) + ln( ) × ( )
ℎ𝑖𝑜 ℎ𝑜 𝐷𝑖 2×𝜋×𝑘×𝐿
8º Cálculo do Ud;
1
𝑈𝑑 = ( ) [BTU/h.ft2°F]
𝑈𝑐
𝑄
𝜀=
(𝐺 × 𝑐𝑝á𝑔𝑢𝑎 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 × (𝑇3 − 𝑇1 )
𝑄
𝐴= . 104 [𝑐𝑚2 ]
𝑈𝑑 . ∆𝑇𝑙𝑛
Encontrando a área de escoamento interno do tubo interno, mais conhecido como lado
dos tubos:
𝐴_𝑡 = (𝜋 ∗ 〖𝑑𝑖〗^2)/4
𝜋 ∗ (0,0033)2
𝐴𝑡 =
4
𝐴𝑡 = 8,5 ∗ 10−6 𝑚2
Ao longo do experimento, variamos as vazões dos fluidos quentes e frios que passavam
pelo trocador de calor e com isso foi possível observar as variações da temperatura. Assim como
pode ser observado na tabela a seguir:
Vazão de
Vazão de
Água
Amostra Água Fria T1 (⁰C) T2 (⁰C) T3 (⁰C) T4 (⁰C) T5 (⁰C) T6 (⁰C)
Quente
(L/min)
(L/min)
1 1,1 1,06 64,2 58,4 52,6 15,4 21,1 27,7
2 1,10 2,11 66,5 57,5 52,2 15,4 18,3 23,0
3 1,11 3,00 66,1 57,7 51,0 15,2 17,5 21,2
4 2,19 1,12 65,3 61,3 58,7 15,5 23,6 32,9
5 2,15 2,00 63,5 59,6 56,0 15,3 20,7 26,7
6 2,19 3,00 62,4 57,7 53,3 15,3 19,0 23,8
7 3,00 0,98 61,4 59,6 57,1 15,6 24,5 34,5
8 3,00 1,98 61,6 58,7 55,4 15,5 20,8 27,3
9 3,00 3,00 60,0 56,6 53,2 15,3 19,3 24,3
Assim como nos trocadores casco e tubos, no trocador duplo tubo também é utilizada
a média logarítmica das temperaturas encontradas no experimento, da forma que :
Δ𝑇1 = 𝑇1 − 𝑇4 𝑒 Δ𝑇2 = 𝑇3 − 𝑇6
Δ𝑇1 − Δ𝑇2
Δ𝑇𝑙𝑚 =
Δ𝑇1
ln (Δ𝑇2)
Tabela 9 – Dados coletados no trocador de calor duplo tubo contracorrente
A partir dos dados é possível descobrir a vazão mássica de escoamento por área, dessa forma,
são calculados os parâmetros dos tubos assim como os principais valores para descobrir Uc e
Ud a partir do hi e hio:
Δ𝑇1 − Δ𝑇2
Δ𝑇𝑙𝑚 =
Δ𝑇1
ln (Δ𝑇2)
3° Cálculo dá vázáo mássicá dé éscoáménto por unidádé dé áréá:
𝑤𝑡
𝐺𝑡 =
𝑎𝑡
𝑤𝑎
𝐺𝑎 =
𝑎𝑎
3° Diametro equivalente de calor:
𝐷𝑖2 − 𝑑𝑜2
𝑑𝑒𝑞,𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 =
𝑑𝑜
4° Coeficiente pelicular de troca térmica da seção anular (ℎ𝑜 ):
0,8 1
𝑘 𝐺 ∗ 𝑑𝑒𝑞,𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑐𝑝 ∗ 𝜇 3 𝜇 0,14
ℎ𝑜 = ( ) ∗ 0,027 ∗ ( ) ∗( ) ∗( )
𝑑𝑒𝑞 𝜇 𝑘 𝜇𝑤
1 1 𝐷𝑜 𝐴𝑜
𝑈𝑐 = ( ) + ( ) + ln( ) × ( )
ℎ𝑖𝑜 ℎ𝑜 𝐷𝑖 2×𝜋×𝑘×𝐿
1
𝑈𝑑 = (𝑈 ) [BTU/h.ft2°F]
𝑐
𝑄
𝜀=
(𝐺 × 𝑐𝑝á𝑔𝑢𝑎 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 × (𝑇3 − 𝑇1 )
𝑄
𝐴= . 104 [𝑐𝑚2 ]
𝑈𝑑 . ∆𝑇𝑙𝑛
Assim, os resultados encontrados a partir desta metodologia podem ser observados a
seguir:
Encontrando a área de escoamento interno do tubo interno, mais conhecido como lado dos
tubos:
𝐴_𝑡 = (𝜋 ∗ 〖𝑑𝑖〗^2)/4
𝜋 ∗ (0,0033)2
𝐴𝑡 =
4
𝐴𝑡 = 8,5 ∗ 10−6 𝑚2
Vazão de
Vazão de Água
Amostra Água Fria T1 (⁰C) T2 (⁰C) T3 (⁰C) T4 (⁰C) T5 (⁰C) T6 (⁰C)
Quente (L/min)
(L/min)
Assim como nos trocadores casco e tubos, no trocador duplo tubo também é utilizada
a média logarítmica das temperaturas encontradas no experimento, da forma que :
Δ𝑇1 = 𝑇1 − 𝑇4 𝑒 Δ𝑇2 = 𝑇3 − 𝑇6
Δ𝑇1 − Δ𝑇2
Δ𝑇𝑙𝑚 =
Δ𝑇1
ln (Δ𝑇2)
A partir dos dados, é possível descobrir a vazão mássica de escoamento por área e , dessa forma,
são calcular os parâmetros dos tubos assim como os principais valores para descobrir o
Coeficiente Global (Ud):
Δ𝑇1 − Δ𝑇2
Δ𝑇𝑙𝑚 =
Δ𝑇1
ln (Δ𝑇2)
5° Correção do coeficiente pelicular- correção para a área externa do tubo interno (hio):
𝑑𝑖
ℎ𝑖𝑜 = ℎ𝑖 ∗ ( )
𝑑𝑜
Para o lado da seção anular, utiliza-se o mesmo método que para o lado dos tubos, a única
diferença é que para o cálculo do ho será utilizado o diâmetro equivalente de calor.
𝐷𝑖2 − 𝑑𝑜2
𝑑𝑒𝑞,𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 =
𝑑𝑜
4° Coeficiente pelicular de troca térmica da seção anular (ℎ𝑜 ):
0,8 1
𝑘 𝐺 ∗ 𝑑𝑒𝑞,𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑐𝑝 ∗ 𝜇 3 𝜇 0,14
ℎ𝑜 = ( ) ∗ 0,027 ∗ ( ) ∗( ) ∗( )
𝑑𝑒𝑞 𝜇 𝑘 𝜇𝑤
1 1 𝐷𝑜 𝐴𝑜
𝑈𝑐 = ( ) + ( ) + ln( ) × ( )
ℎ𝑖𝑜 ℎ𝑜 𝐷𝑖 2×𝜋×𝑘×𝐿
1
𝑈𝑑 = (𝑈 ) [BTU/h.ft2°F]
𝑐
𝑄
𝜀=
(𝐺 × 𝑐𝑝á𝑔𝑢𝑎 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 × (𝑇3 − 𝑇1 )
𝑄
𝐴= . 104 [𝑐𝑚2 ]
𝑈𝑑 . ∆𝑇𝑙𝑛
CONCLUSÃO:
Com base nos resultados do experimento é possível compreender que para o
dimensionamento de um trocador de calor é de suma importância o conhecimento dos fluidos
que serão utilizados, os sentidos de suas correntes e os dados de processo, assim como as
temperaturas de entrada e saída e as vazões de cada corrente.
A partir dos cálculos realizados nota-se que para temperaturas e vazões das correntes
semelhantes os trocadores de calor apresentaram resultados distintos. De modo que o trocador
de calor de casco e tubo foi o que necessitou de uma maior área de troca térmica e mesmo assim
apresentou uma baixa eficiência.