Relatorio de Clinica Final

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CURSO DE PSICOLOGIA

GISLAINE SILVA OLIVEIRA

RELATRIO DE ESTGIO SUPERVISIONADO I CLNICA

Fortaleza - Cear

2017
GISLAINE SILVA OLIVEIRA

RELATRIO DE ESTGIO SUPERVISIONADO I CLNICA

Relatrio apresentado no Curso de


Psicologia da Faculdade Maurcio de
Nassau para obteno de nota na
disciplina de Estgio supervisionado I,
orientado pelo professor Me. Ricardo
Pinheiro Maia Junior.

Fortaleza
- Cear
2017
SUMRIO

1. IDENTIFICAO .............................................................................................................. 4
2. INTRODUO .................................................................................................................. 5
3. FUNDAMENTAO TERICA ...................................................................................... 6
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ................................................................................ 12
4.1. CASOS ATENDIDOS: ............................................................................................. 13
5. CONCLUSO .................................................................................................................. 20
6. REFERNCIAS ................................................................................................................ 21
7. ANEXOS ........................................................................................................................... 22
1. IDENTIFICAO
Aluna: Gislaine Silva Oliveira
Matricula: 01140926
Endereo:
Telefone:
rea de Estgio: Clnica
Sub-rea de Estgio: Psicanlise
Local do Estgio: Clnica Escola da Faculdade Mauricio de Nassau
Perodo do Estgio: Agosto a dezembro de 2017

Nome completo do Supervisor: Ricardo pinheiro maia jnior

CRP: 11/06897
Nome da coordenadora no Campo de estgio: Suzette Telles
2. INTRODUO

O Estgio Bsico em Psicologia Clnica, fornece ao aluno o primeiro contato com o


paciente, podendo ouvir suas queixas e comear a trabalhar com uma primeira escuta, para
perceber e posteriormente relatar no pronturio as demandas do paciente.
Esta primeira entrevista tambm muito importante para o paciente, posto que este receber um
atendimento particular, com uma entrevista dirigida tendo assim um primeiro acolhimento para
suas queixas.
Em suma, o estgio bsico em psicologia tem por objetivo no s dar base para a prtica clnica e
aprimorar os conhecimentos dos futuros profissionais da rea de psicologia, mas tambm levar
uma primeira escuta, um primeiro acolhimento ao paciente que chega a clnica escola de psicologia
da Faculdade Mauricio de Nassau, para uma entrevista inicial.
3. FUNDAMENTAO TERICA

Sigmund Freud foi o precursor das primeiras idias de que uma criana poderia ser
analisada a partir das suas experincias e mtodos utilizados no pblico adulto. Em sua obra
Trs Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, (1905) Freud ressalta as caractersticas da
sexualidade infantil.

A criana um ser perverso-polimorfo, com pulses parciais


emanando de zonas ergenas que se constituem apoiando-se em funes
vitais,ou seja, a sexualidade infantil pr-genitaloral e anale as
pulses tendem isoladamente satisfao auto-ertica. (FREUD, 1905
apud CAMPOS, 2010, p. 15).

Logo aps esse primeiro conceito de desenvolvimento lanado, surge a possibilidade de


ele analisar uma criana, o pequeno Hans, assim ficou conhecido o caso do menino de apenas
quatro anos de idade que apresentava fobia de cavalos e tinha uma enorme curiosidade a respeito
dos rgos sexuais. Com a autorizao do pai da criana e j tendo analisado antes a me, Freud
concorda em analis-lo, e seu propsito com esse caso era afirmar a teoria da sexualidade, e
aps esse ocorrido passou a acreditar que anlise em crianas era realmente possvel. Apesar de
considerar com grande relevncia a vida dos seus pacientes no processo teraputico, e mesmo
depois de analisar o caso do pequeno Hans, e tambm de j ter feito algumas observaes em
seus filhos, Freud no direcionou muito seu trabalho para o atendimento com crianas, mas com
ajuda das suas anotaes ele abriu caminho para que outros psicanalistas dessem continuidade
ao trabalho psicanaltico com crianas, atravs de tericos como Hermine Von Hug-Hellmuth,
Melanie Klein, Anna Freud e Donald Winnicott.
Hermine seguidora de Freud, se destacou atravs do seu trabalho com crianas; ela as
visitava em seus lares a fim de observ-las e fazia atividades utilizando de desenhos e jogos
ldicos, logo aps os trabalhos dela, veio se destacar Anna Freud, filha mais nova de Freud,
dedicou-se a escola primria, se destacou no campo da psicanlise com crianas, utilizando das
ideias de seu pai, foi influenciada pelas ideias de Hug-Hellmuth e ela defendia que era
impossvel de se estabelecer uma relao analtica com uma criana devido a sua imaturidade.
A criana no tem conscincia de sua doena, nem acha que tem um problema para
resolver. (CAMPOS, 2010, p. 24). Outra ideia defendida por ela era que a criana no tinha
capacidade de estabelecer uma transferncia, portanto cabia ali um trabalho prvio para tentar
conscientiz-la que tinha um problema, criando assim uma transferncia positiva, se a relao
com os pais estava atrapalhando a anlise, o ideal pra ela era deixar essa criana longe dos pais
afim de que essa relao no atrapalhasse mais o estabelecimento da transferncia positiva, o
papel do analista naquele momento era de educador.
Os conceitos defendidos por Melanie Klein outra grande colaborada para o
desenvolvimento da analise infantil, incluiu uma tcnica fundada por ela que envolvia o brincar
e as atividades ldicas e foi considerada por ela a expresso simblica das fantasias do
inconsciente.(CAMPOS, 2010, p.30). Mas suas ideias e conceitos, comparados as de Anna
Freud, geraram um perodo que ficou conhecido como as grandes controvrsias, isso porque as
diferenas das ideias de ambas foram gerando muitos conflitos.
Segundo Segal (1975) Klein discordava de muitos dos conceitos de Anna Freud, para
ela a diferena entre a anlise infantil e de adulto era de tcnicas e no de princpios, que a
transferncia podia ser tanto positiva como negativa, e que o papel do analista no era de
educador, que a associao livre da criana se dava a parti dos jogos ldicos. Durante muito
tempo ela tentou seguir as ideias freudianas, mas depois passou a criar seus prprios conceitos,
como o do seio bom x seio mau. Na fase oral sdica, a criana ataca o seio de sua me e o
incorpora, ao mesmo tempo como destrudo e destrutivo um seio interno perseguidor e mal.
(SEGAL, 1975, p. 15). O seio bom representa a me presente que cuida e alimenta, e o seio mau
seria a me ausente que no atende as necessidades dessa criana, e ela passa a enxergar duas
mes que so representadas pelo objeto seio. Todos esses momentos vivenciados por esse beb,
Klein vai cham-los de posio esquizo-paranoide e posio depressiva. Na posio esquizo-
paranoide, a ansiedade predominante a de que o objeto ou objetos perseguidores entraro
no ego e dominaro e aniquilaro tanto o objeto ideal quanto o eu (self) (SEGAL, 1975, p. 15).
O beb no tem noo do Eu e nem do que o outro, tambm no tem a imagem corporal
definida, nessa posio vo prevalecer suas
pulses de destruio que surgem como uma forma de defesa da criana, de se defender do
objeto que no a atende a todo instante e que lhe proporciona sentir falta, por isso ela passa a
querer destruir essa pulso.
A posio depressiva foi definida por Melanie Klein como a fase de desenvolvimento
na qual o beb reconhece um objeto total e se relaciona com esse objeto. (SEGAL, 1975, p.
81). Ela vai ocorrer por volta dos seis meses, essa criana comea a se separar dessa me, e
passa a reconhecer o prprio corpo, criando a imagem corporal e desenvolvendo seu Ego, para
Klein se iniciava nessa posio o complexo de dipo, esse momento de separao vivenciado
por esse beb fazem parte da castrao onde a criana comea a perceber que o seio bom e o
seio mau fazem parte da mesma me, ela comea a ver a me como uma pessoa integrada e
acaba se integrando tambm, ao criar essa noo ela vivencia a noo de perda, e comea a
sentir medo de perde essa me e a sentir medo da castrao,nos conceitos de Klein o Complexo
de dipo iniciaria bem mais cedo que na teoria freudiana. Para Freud o Supereu o herdeiro
do Complexo de dipo e compreende a internalizao das proibies parentais, enquanto para
Melanie Klein o Supereu precede o complexo de dipo e promove o seu desenvolvimento
(CAMPOS, 2010, p. 38.). O complexo de dipo kleiniano dependia de como essa criana ia
vivenciar essas duas posies.
As ideias klenianas causaram uma diviso entre os que defendiam os annafreudianos e
os que apoiavam Melanie Klein.

Os primeiros defendiam um freudismo clssico centrado na


primazia do patriarcado, no complexo de dipo, nas defesas e na
clivagem do eu, na neurose e numa pratica da psicanalise de crianas
ligada pedagogia. Os klenianos defendiam uma clinica baseada na
relao de objeto, centrada nas psicoses e nos distrbios narcsicos, nos
fenmenos de regresso, nas relaes arcaicas e inconscientes com a
me e na explorao do estdio pr-edipiano (CAMPOS, 2010, p. 43).

Antes eram apenas diferenas nas tcnicas e conceitos mais logo depois essas diferenas
foram se tornando mais por motivos polticos e relacionados formao dos analistas.

Outro grande nome que se destacou na analise com crianas foi Donald Woods Winnicott,
psiquiatra e psicanalista, tinha uma relao de amizade e respeito com Melanie Klein, mas resolve
ficar distante dos conflitos ocasionados no Perodo das Controvrsias e acaba seguindo outro
caminho, criou suas teorias baseadas no cuidado materno. O ambiente sinnimo de cuidados
maternos, ou seja, a me, ou algum substituto desta, que ir favorecer, ou dificultar o desenrolar
deste processo. (CAMPOS, 2010, p. 48). Para Winnicott o desenvolvimento do beb se inicia a
partir da dependncia dele nesse ambiente, ao nascer ele passa por duas fases, que seria a
dependncia relativa e absoluta, a fase inicial, que vai do nascimento at os seis meses, na qual
a criana encontra-se num estado de dependncia absoluta em relao ao meio (COSTA, 2010,
p. 49). Na dependncia absoluta, aos quatro meses, o beb j reconhece essa me, e desde o zero
ms depende totalmente do mundo que oferecido por ela, quando se dar inicio a dependncia
relativa, a criana passa a ter uma autonomia. Nessa fase a criana descobre, aos poucos, que
ela e sua me, so separadas, que suas fantasias no correspondem realidade e que depende de
sua me para a satisfao de suas necessidades. (CAMPOS, 2010, p. 50). Para que o beb consiga
realizar essas mudanas de uma fase para outra, assim como perceber que dependia da sua me
para suprir suas necessidades e diferenciar que ele e o meio so unificados, Winnicott acreditava
que o ambiente e a maternagem iriam favorecer tudo isso a criana.

A me que se adaptava as necessidades da criana era chamada de me suficientemente boa. Para


Winnicott a me suficientemente boa aquela que faz uma adaptao ativa as necessidades do
beb, uma adaptao que vai diminuindo a medida que o beb se torna capaz de suportar as falhas
nesse processo e tolerar a frustrao. Nessa etapa, a me retoma suas atividades pessoais e
profissionais introduzindo com isso, falhas de adaptao moderadas frente criana.
(CAMPOS, 2010, p. 50). Seu papel era prover ao bebe um ego auxiliar, a me ficaria atenta a
qualquer coisa que viesse atrapalhar a tranquilidade e a segurana dessa criana, essa me est
sempre atenta s necessidades do filho mais no totalmente, isso porque ela precisa permitir o
desenvolvimento dele, ento essa me precisa errar s vezes para que ele desenvolva j a me
insuficientemente boa, que no est atenta s necessidades do filho. Por no existir uma
identificao entre eles, pode ocorrer uma falta no desenvolvimento desse beb.
O brincar devolve criana a capacidade de expressar e se comunicar diferente dos
adultos. Segundo Winnicott, (1957) as crianas sentem prazer ao brincar, porque brincando elas
do um esvaziamento ao sentimento de agresso, como se na brincadeira ela conseguisse se
livrar desse sentimento de angustia que ela esteja sentindo, tanto nas experincias fsicas e
emocionais. Ele no se distanciou dos conceitos da psicanlise mas aproximou o brincar a ela,
de forma que para ele o mais importante no processo teraputico, era observar a criana
brincando.

Partindo desse trajeto pode se perceber como muitos desses tericos renovaram e contriburam
para a pratica da psicanlise infantil, atribuindo a ela tcnicas como brincar e abrindo caminhos
para que mais tarde vissem outros tericos como Franoise Dolto e Jacques Lacan, que
contemplaram mais ainda a prtica da anlise infantil.

Sabemos que a maior prioridade do processo da psicanlise o acolhimento do sujeito,


analise vai se constituindo atravs da fala traga por ele no setting teraputico num processo
chamado associao livre. Ao paciente cabe comunicar tudo o que lhe ocorre, sem deixar de
revelar algo que lhe parea insignificante, vergonhoso ou doloroso, enquanto que ao analista
cabe escutar o paciente sem o privilegio a priori de qualquer elemento do seu discurso
(MACEDO e FALCO, 2005 p.68). O paciente vai expressando e trazendo em sua fala tudo
que lhe ocorre, e assim vai se fortalecendo a transferncia, um processo que na psicanlise
responsvel por ligar o paciente ao analista,nela vai se fortalecer um vinculo entre o analista e
analisando e aos poucos se estabelecendo assim a relao entre os dois. Esses dois processos
na anlise com crianas acontecem de formas diferentes, sendo a criana um sujeito que muitas
vezes no vai conseguir expressar de forma verbal aquilo que senti,eles vo acontecer atravs
da tcnica do brincar,o ldico vai possibilitar o acesso ao inconsciente da criana, brincando
que ela conseguir expressar e trazer o que senti ao analista.

A psicoterapia se efetua na sobreposio de duas reas do brincar, a do


paciente e a do terapeuta. A psicoterapia trata de duas pessoas que
brincam juntas. Em consequncia onde o brincar no possvel, o
trabalho efetuado pelo terapeuta dirigido ento no sentido de trazer o
paciente de um estado em que no capaz de brincar para um estado
em que o . (WINNICOTT, 1975, p. 61).

Desde muito cedo observado, estudado e investigado por estudos cientficos que o
brincar ajuda no desenvolvimento da criana, mais foi depois das descobertas de Freud sobre o
desenvolvimento infantil que ele se dirigiu a investigar mais alguns processos que aconteciam
dentro da infncia. A criana nem sempre foi pensada como um ser que conseguiria expressar
alguma coisa, em tempos mais antigos no existia o conceito de infncia como visto nos dias
de hoje, ao longo do tempo essa caracterizao foi mudando.
Na Idade Mdia no se tinha uma viso das suas caractersticas intelectuais e
comportamentais, ela se relacionava menos com a famlia, e mais com a comunidade, sendo
esta tambm responsvel por sua socializao. Segundo Costa (2010) no que se refere
expresso da sexualidade, assuntos assim eram tratados na frente da criana de forma natural,
pois naquela poca acreditava-se que ela fosse indiferente a esses assuntos e no existia a noo
de que isso poderia modificar a inocncia infantil. No perodo do Renascimento comea a
prevalecer a ideia de que a inocncia infantil precisa ser preservada, e as famlias comeam a
preocupar-se um pouco com a educao dos seus filhos, essas pequenas mudanas

foram acontecendo gradativamente e no final dos sculos XI, X e XX, com a expanso do
capitalismo, a criana passa a ser vista como um lucro para o Estado, algum que estando bem
instrudo, poderia gerar lucros e assegurar o futuro; a famlia passa a se importar mais com a
educao dos filhos assegurando lhe uma formao; a escola entra como disciplinadora abrindo
espao para a pediatria e pedagogia. Todas essas transformaes foram de suma importncia
para que a criana fosse ocupando e sendo reconhecida com a caracterizao que tem hoje, mas
no podemos deixar de ressaltar que os estudos em torno da educao, levaram a mudar a noo
sobre o papel que os pais ocupam na educao dos seus filhos. Sobre isso, Campos (2010, p.13)
diz que entendemos que o desenvolvimento das cincias proporcionou um estudo mais amplo
sobre a criana, porm resultou na desqualificao da famlia como aquela que poderia gerir a
educao dos filhos. Os pais deram a evoluo da cincia o lugar de quem iria instruir seus
filhos, tratando a educao como algo que estava ali para corrigi- los.
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
4.1. CASOS ATENDIDOS:
O primeiro paciente atendido com idade de 13 anos sexo masculino veio acompanhado da
me 33 anos. Queixa apresentada angustia, tristeza, ansiedade e medo de perder a me.
O paciente relatou que sente vontade de se matar e j mutilou os braos fazendo cortes, o
mesmo se culpa da separao pais que se separaram quando ele tinha 10 meses de vida .
Em conversa com a me do paciente a mesma relatou o pai tentou uma aproximao com
filho mais depois fugiu novamente, a mesma tambm disse que se separou do pai por ele bater
nela mais ela no conversa sobre esse assunto com o filho.
Justus (2003), fala que a clnica contempornea se defronta com a queda da funo paterna
como resposta de sustentao existncia do sujeito. O sujeito impedido de ter o enfrentamento
da sua dor de existir, frente os avanos da psicofarmacologia. Fala-se do mercado do gozo, onde
o sujeito s experimenta o gozo, e no a falta, pois eliminado rapidamente pelo medicamento,
pelo consumo ou a droga, que so usados como fuga dessa falta. Cassorla (1991), fala que o
suicdio a maior manifestao autodestrutiva do sujeito, frente a esse tempo em que reina o
consumismo, onde o tempo passa depressa demais, e o homem precisa buscar uma sada para
preencher esse sentimento de desamparo, desistindo de viver.
Aps a triagem o paciente foi encaminhado para atendimento psicoterpico.
O segundo paciente atendido foi uma senhora de 65 anos encaminhada do CAPS pois a mesma
passou por atendimento emergencial no hospital mental de Messejana. A queixa apresentada foi
nervosismo, ansiedade e medo da morte.
A paciente faz uso de medicamento de medicamentos ESC de 10mg, amytril 25mg,
metformina 500mg, fenolraty 200mg, hidrocloritiazida 25mg e cloridrato de propranolol 40 mg,
faz acompanhamento no posto de sau8de prximo de casa por ter presso alta , diabetes e colesterol
alto.
A mesma teve uma crise de medo e nervosismo aps a morte da cachorra de estimao, a
mesma relata que a morte do animal representa que ela vai morre. J segundo Kovcs (2008), o
medo de morrer universal. E a morte faz parte do desenvolvimento humano. O homem tem
conscincia da sua finitude e mortalidade e isso o diferencia dos animais, sendo que na sociedade
ocidental as pessoas agem como se ela no existisse.
A paciente relatou que sente esse medo desde dos 12 anos de idade mais no saber explicar o por
que desse medo da morte, j fez tratamento com psiquiatra aos 25 anos de idade achou que tinha
melhorado e largou o tratamento e a medicao.
A paciente foi encaminhada para atendimento interno psicoterpico e atendimento externo com
psiquiatra.
5. CONCLUSO

O Estgio I em Psicologia Clnica, realizado me ajudou a construir uma base slida de


conhecimentos que em perodos anteriores eram apenas expectativas de minha parte.
A oportunidade de conhecer um pouco mais a rotina do processo de triagem me ajudou a
compreender o quo importante se faz o processo das entrevistas iniciais na clnica. Pude participar
de vrios processos de triagem, o que me fez ver a singularidade de cada caso e assim sendo, pude
ter a viso de que devemos encaminhar de forma diversa a discusso com cada indivduo que ali
se encontra.
As orientaes dadas pelo supervisor, que permitia a discusso, correo e entendimento de todos
os casos estudados, foram de suma importncia para o enriquecimento de meus conhecimentos,
obtendo do supervisor todo o suporte necessrio para meu aprendizado prtico e terico.
Houve de minha parte grande empenho por conhecer, discutir e compreender os casos relatados e
acredito que os relatos discutidos em superviso e a singularidade de cada um me proporcionaram
grandes oportunidades de aprendizado, o que descrevo como de suma importncia para meus
futuros estgios.
6. REFERNCIAS
CAMAROTTI, M. do C. O nascimento da psicanlise de criana uma histria para
contar. Reverso. Belo Horizonte, vol.32, no.60, set/2010. Disponvel em: <
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952010000300007>.
Acesso em: 28 abr.

COSTA, T. Psicanlise com crianas. Rio de Janeiro: Zahar, 2010 (1942)

Por que as crianas brincam. In: Winnicott, (1957) A Criana e o seu Mundo. Rio de
Janeiro: Zahar Ed. 1977,pp. 161-165.

DOLTO, F. Seminrio de psicanlise de crianas. So Paulo: Martinsfontes Editores, 2013.

FRANCO, Srgio de Gouva. O brincar e a experincia analtica. gora. Rio de Janeiro.


vol.6, n.1, pp.45-59, 2003. Disponvel em: < http://dx.doi.org/10.1590/S1516-
14982003000100003>. Acesso em: 27 abr. 2017, 13:34.

FULGENCIO, L. O brincar como modelo do mtodo de tratamento psicanaltico. Revista


Brasileira de Psicanlise, 2008, vol.42, n.1, pp. 123-136. Disponvel em: <
http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbp/v42n1/v42n1a13.pdf>. Acesso em: 01 mai. 2017, 08:40.

KNOBEL, M. A sndrome da adolescncia normal. In: ABERASTURY, A.; KNOBEL, M.


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http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-11382005000100006>.
Acesso em: 12 mai. 2017, 14:35.

SEGAL, H. Introduo obra de Melanie Klein. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1975.

Winnicott, D. W. O brincar e a realidade. Trad. Jos Octavio de Aguiar Abreu e Vanede


Nobre. Rio de Janeiro: Imago.
7. ANEXOS
Folha de freqncia de superviso;
Folha de frequncia de estgio da clnica;
Avaliao qualitativa;

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