TCC Patricia Cuadrado
TCC Patricia Cuadrado
TCC Patricia Cuadrado
AG R AD E C I M E N T O S
MUITO OBRIGADO !!
A o s m e u s p a i s , p o r s e u a p o io i n c o n d i c io n a l, p o r me e n s i n a r a a c r e d it a r
e l u t a r p o r m e u s s o n h o s e p o r me a j u d a r a r e a l i z á - lo s . T a m b é m p o r me e n s i n a r
a s e r l i v r e e s a b e r a p r o v e it a r t o d a b e l e z a d a v i d a .
A o m e u i r m ã o , q u e m e s m o d e lo n g e , s e m p r e m e a j u d o u a s e g u i r o b o m
ca m in ho .
A o D e d é , p o r s e u a m o r e s e u c o m p a n h e i r i s mo . P o r c o mp a r t ir c o m i g o
s e u m u n d o e m e mo s t r a r t u d o o q u e h o je a mo t a n t o . P o r t o d o s o s mo me n t o s
ju nt o s e t o do s o s q u e est ão po r cheg ar .
À R o s e m e r i p o r t e r m e o r ie n t a d o n e s t a p e q u e n a a v e n t u r a , e t e r m e
mo s t r a d o s u a v i s ã o d e e c o lo g i a p r o f u n d a , f i lo s o f i a d e v i d a , q u e s e t o d o s
p r a t i c á s s e mo s u m p o u c o . . . a ju d a r i a t a n t o .
T a m b é m a o Ad r i a no , p o i s fo i e l e u m d o s “c u l p á ve i s ” p o r e u t e r v i n d o
a o B r a s i l e c o n s e g u i d o c o n c l u ir m e u s e s t u d o s a q u i.
Ao E w e r t o n, p o r se u s c o ns e lho s e su a a miz a d e e m me u s d ia s n e st a
f a c u l d a d e . P o r m e e m p r e s t a r s u a e q u i p e . À t o d o o la b o r a t ó r io d e M e r g u l h o
C i e n t í f i c o p e lo s d i a s d e m a r e á g u a s c l a r a s .
E a t o d o s m e u s c o m p a n h e i r o s , a o s d e G i r o n a , B a r c e lo n a , C a d a q u é s e
t o d o s q u e me aco lh er a m no Br as i l, p o r me a ju d ar a cu mp r ir meu p e q u e no
so n ho : d ar u m p r i me ir o p as so p ar a a co ns er v ação d a nat u r eza.
S U M ÁR I O
SU MÁ R IO..................................................................................................................................... iii
RES U MO....................................................................................................................................... ix
1. I N T R O D U Ç Ã O . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
2. O B J E T I V O S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
3. M A T E R I A I S E MÉ T O DO S................................................................................................. 12
3 . 2 . 2 . S i t u a ç ã o F u n d i á r i a e L e g a l d a Il h a F e i a – P e s q u i s a D o c u m e n t a l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3 . 2 . 3 . C a r a c t e r i z a ç ã o A m b i e n t a l d a Il h a F e i a – P e s q u i s a d e C a m p o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3 . 2 . 4 . Id e n t i f i c a ç ã o d a P r e s e n ç a d e E s p é c i e s B i o i n d i c a d o r a s , E n d ê m i c a s e
A meaçad as d e Ex t inç ão – Pe sq ui sa B ib liog ráf ic a................................................................ 16
3 . 2 . 6 . C a t e g o r i z a ç ã o d a U n i d a d e d e C o n s e r v a ç ã o p a r a a Il h a F e i a – P e s q u i s a
B ib liog ráf i ca e A náli se d e Dad o s............................................................................................ 17
4. R E S U L T A D O S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4 . 1 . 2 . R e l a ç ã o d e V i s i t a ç ã o à Il h a F e i a d o s T u r i s t a s e U s u á r i o s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
4 . 1 . 3 . P e r c e p ç ã o A m b i e n t a l d o s T u r i s t a s e U s u á r i o s s o b r e à Il h a F e i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
4 . 1 . 4 . U s o d a Il h a F e i a p e l o s U s u á r i o s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
4 . 2 . 1 . S i t u a ç ã o F u n d i á r i a d a Il h a F e i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5. D I S C U S S Ã O . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
5 . 1 . 1 . T u r i s t a s e U s u á r i o s d a Il h a F e i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
5.4. PRES ENÇA DE ESPÉCI ES BI OI NDI CADO RA S, ENDÊ MI CAS OU AMEA ÇADA S DE
71
EXTI NÇÃO.....................................................................................................................................
5 . 5 . 3 . P r o p o s t a d e C a t e g o r i a d e U C p a r a a Il h a F e i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
6. CO NS I DE RA Ç ÕE S F INA I S............................................................................................... 92
7. RE CO ME N DA Ç ÕE S............................................................................................................. 94
8. RE FE RÊ N CIA S.................................................................................................................... 95
L I S T A D E AP Ê N D I C E S
Apênd i ce B: M odelo de Ques tio nári o Info rm ativ o sob re Atividade de Tur ist as na
Reg ião d a I lha Fei a................................................................................................................ 107
Apênd i ce C: Mode lo de Q uest ion ári o Info rma tiv o sob re Atividade de Vi sita nte s na
Reg ião d a I lha Fei a................................................................................................................ 109
Apênd i ce D: Model o de Que sti onár io Inf or mat ivo sob re Atividade de Barq ueir os e
Esc unei ros na Reg iã o d a Ilh a Feia...................................................................................... 111
Apênd i ce F: Model o de Fi cha de Oper açã o de Me rgulho Cien tífi co na Ilha Fe ia....... 115
A pên d i ce G: Pág i nas v i rtu ais mo str and o a v end a d a Ilha Fe ia.................................... 117
L I S T A D E F I G U R AS
Figura n° 15: Representação gráfica do perfil dos turistas que fazem o passeio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Figura n° 34: Vista do costão do Porto da Roça, local de desembarque mais utilizado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Figura n° 44: Vista da encosta Nordeste, ressaltando a área com vegetação degradada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
Figuras n° 45 e 46: Composição mostrando uma clareira aberta pela queda de uma arvore morta. . . . . . . . . 81
L I S T A D E QU AD R O S
Quadro n° 9: Espécies vegetais de formação de transição (xerófita - mata densa), encontradas na área
de estudo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Quadro n° 10: Espécies vegetais de formação floresta densa, encontradas na área de estudo. . . . . . . . . . . . . . . . 39
Quadro n° 20: Cruzamento de informações a fim de categorizar a U.C. apropriada para a Ilha Feia. . . . . . . . 60
RESUM O
A Ilha Feia, Penha – SC, é uma ilha costeira do litoral centro-norte catarinense e por ser um
ecossistema com acesso relativamente difícil (3 km da costa aproximadamente e com
dificuldade de desembarque), mantém um estado considerável de conservação. Desta forma,
esta pesquisa buscou realizar uma caracterização sócio-ambiental da Ilha feia, considerando o
meio antrópico, físico e biótico, a fim de determinar a sua importância cultural e ecológica,
assim como suas potencialidades e fragilidades na manutenção do ambiente insular. Para a
análise social, foram aplicados questionários a turistas, usuários, barqueiros e escuneiros da
região abrangida (Municípios de Penha, Balneário de Piçarras e Barra Velha) durante a
temporada de verão de 2005. Para a caracterização da vegetação foi utilizado o Método
Expedito de Levantamento não Sistemático de Caminhamento (FILGUEIRAS et al, 1994). A
caracterização do ecossistema aquático envolveu operações de mergulho científico,
utilizando-se duas técnicas de amostragem: o Bell transect ou Transecto de Faixa, a fim de
caracterizar o relevo e biota existente, e o Point Intercept Transect ou Transecto de Ponto, a
fim de determinar o perfil do costão e a distribuição dos organismos (ROGERS et al., 1994).
O mapeamento do uso do solo foi elaborado através da utilização do software ArcMAP para
Windows (ESRI, 2002), realizando o georeferenciamento da área e a delimitação de
diferentes tipologias de vegetação (floresta, estágios sucessionais, e outros) e do uso do solo
(clareiras, trilhas). Foi feita também pesquisa bibliográfica referente à região, aos
ecossistemas existentes no local e as Unidades de Conservação – UCs. Verificou-se que a
comunidade tem grande estima pela Ilha Feia e está conscientizada da necessidade de sua
gestão para a manutenção da biodiversidade hoje presente no local. A caracterização
ambiental determinou que a ilha apresenta formação Floresta Ombrófila Densa em estado
médio à avançado de regeneração na maioria da área e em estado inicial de regeneração na
encosta mais atingida pela influencia antrópica. O ecossistema marinho apresenta
características similares a outros locais do litoral catarinense. Não foi constatada a presença
de espécies bioindicadoras, endêmicas ou ameaçadas de extinção. O conjunto dos resultados
obtidos permitiu elaborar o Mapa de Caracterização e Uso do Solo e determinar a categoria de
Parque Estadual mais adequada a ser implantada a Ilha Feia. Contudo, serão necessários
esforços no sentido de envolver a comunidade no processo de implantação, assim como
1. INTRODUÇÃO
O Brasil é detentor da maior diversidade que se conhece, sendo que de 1,4 milhão de
organismos conhecidos pela ciência, 10% vivem em território brasileiro (MITTERMEIER et
al., 1992).
É imperativo que a população brasileira se conscientize sobre o valor ambiental e
socioeconômico da biodiversidade que constitui um dos seus maiores patrimônios, o qual,
bem utilizado, faria do Brasil uma potência ao nível mundial. Entretanto, os biomas vêm
sendo destruídos pela ação antrópica, onde grande parte de sua diversidade esta sendo extinta
antes mesmo que se conheça o potencial ecológico, genético e a importância econômica
(ALMEIDA, 2000).
A Ilha Feia, Penha – SC, é uma ilha costeira com vegetação característica do litoral
brasileiro, representada pela Área de Domínio da Mata Atlântica, a qual é alvo das políticas
de conservação ao nível nacional e mundial.
Por ser um ecossistema com acesso relativamente difícil (3 km da costa
aproximadamente e com dificuldade de desembarque), a Ilha Feia mantém um estado
considerável em termos de importância na sua conservação.
Desta forma, esta pesquisa buscou caracterizar a vegetação e fauna da Ilha Feia,
terrestre e aquática, a fim de determinar a sua importância ecológica, assim como suas
potencialidades e fragilidades na manutenção do ambiente insular.
O estudo da área com amplitude sócio-ambiental buscou também somar estratégias de
proteção no sentido de implantação de uma Unidade de Conservação, refletindo sobre a
categoria mais adequada e ao mesmo tempo justificando sua futura inclusão dentro de um
sistema de conservação, conciliando os objetivos de manutenção da biodiversidade, de ações
de educação ambiental, interpretação da natureza e até eco-turismo, envolvendo, então,
benefícios a toda a comunidade local e regional.
patrimônio nacional, fato que proporcionou a ampliação da discussão sobre a sua conservação
e uso.
Como resultado do encontro organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica (1990),
buscando a sistematização e a divulgação de informações que servissem de base para a
conservação e o uso sustentável da Floresta Atlântica, foi definido o conceito de Domínio da
Mata Atlântica para se referir
[...] a área da Mata Atlântica, dentro de um conceito abrangente
definido pelos participantes do Workshop Mata Atlântica, deve tomar como
base o Mapa de Vegetação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística) de 1989, no que diz respeito à área territorial, que ali abrange a
Floresta Ombrófila Densa, Ombrófila com Araucária, Floresta Estacional
Decidual e Semidecidual, não se atendo à nomenclatura especifica adotada
pelo IBGE e incluindo ecossistemas associados como ilhas oceânicas,
restingas, manguezais, floretas costeiras, campos de altitude e encraves de
campos rupestres e cerrados no sudeste do Brasil.
Justamente por possuir uma variedade de ambientes, a Área de Domínio da Mata
Atlântica abriga uma infinidade de espécies de animais e vegetais, característica que a faz ser
considerada um dos refúgios de biodiversidade mais importante do mundo e, ser declarada
pela UNESCO -Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura- como
Reserva da Biosfera. Essa é uma forma de salvaguardar o patrimônio biológico que ela
apresenta. Através de mecanismos que garantam sua preservação, manutenção e recuperação,
e como forma de estimular a percepção e o reconhecimento de que se trata de um patrimônio
da humanidade.
Em estado crítico, a Área de Domínio da Mata Atlântica acha-se reduzida à cerca de
4%, ou seja, aproximadamente 94.000 km2 de sua cobertura florestal original que ocupava
cerca de 12 % do território brasileiro (MMA, 2000), verificando que na região sul, sudeste e
centro-oeste estão reduzidas a 7,4% de sua área original (SOS MATA
ATLÂNTICA/ISA/INPE, 1998), sendo considerada uma das florestas tropicais com maior
risco de extinção no planeta. Salienta-se que esse percentual não está distribuído
uniformemente para todos os conjuntos florestais que compõem o bioma. Vários deles estão
mal conservados, quase extintos, ou ainda, sub-representados nas unidades de conservação.
Mesmo com a devastação acentuada, a Mata Atlântica ainda abriga uma parcela
significativa da diversidade biológica do Brasil, possuindo mais de 20.000 espécies de
plantas, com um alto endemismo, isto é, cerca de 55% das espécies arbóreas e 40% das
espécies vegetais não arbóreas são exclusivas desse ecossistema (JOLY et al., 1999; LEITÂO
FILHO, 1993; MITTERMEIER et al. , 1999)
ainda, a figura de Parque Nacional. Outras leis estabeleceram a existência de outras categorias
de Unidades de Conservação.
No entanto, somente em 2000, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promulgou a
Lei n°. 9.985 do Sistema Nacional de Unidades de Conservação –SNUC- (BRASIL, 2000)
sendo, dois anos depois, estabelecido o Decreto nº. 4.340, de 22 de agosto de 2002, que
regulamentou esta lei.
De acordo com o SNUC (BRASIL, 2000) os progressos alcançados com a publicação
desta lei são consideráveis,
[...] trazem benefícios aos órgãos públicos responsáveis por
unidades de conservação federais, distritais, estaduais e municipais e para a
sociedade civil, oferecendo os dispositivos legais adequados à preservação
de significativos remanescentes dos ricos biomas brasileiros.
Somente a partir da análise destas informações é que se poderá tomar uma decisão sobre
a criação ou não da nova unidade de conservação e qual será a categoria mais indicada para
ela.
No nível federal, a atribuição de realizar estudos para a criação, monitorar e
administrar as unidades de conservação pertence ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), um órgão subordinado ao Ministério do
Meio Ambiente. Nos níveis estadual e municipal, a criação e manutenção de unidades de
conservação é uma atribuição da Secretaria de Estado ou do Município incumbida das
questões ambientais.
O presente projeto centrou-se no estudo das informações requeridas pela legislação,
visando justificar a viabilidade de criação de uma UC na Ilha Feia e tendo como objetivo final
a elaboração de um diagnostico da área de estudo que permita sugerir a melhor categoria a ser
implantada, buscando dar maior agilidade ao processo de criação.
clássica distinção entre ilhas continentais e oceânicas, dada por Wallace (1990, apud Salm &
Clark, 1989). Segundo esta distinção, ilhas continentais ou costeiras estão geologicamente
ligadas ao continente pela crosta continental (SIAL) e tem conexões freqüentes com o
continente (incluem uma representação quase completa, tanto taxonômica quanto ecológica,
da fauna do continente); enquanto as ilhas oceânicas erguem-se do fundo oceânico ligado ao
vulcanismo e a crosta oceânica (SIMA) e sua biota reflete sua idade (endemismo), topografia
e distância do continente (com predominância de aves, entre os vertebrados terrestres, e de
morcegos, entre os mamíferos).
Ingram (1992) aponta que existem no mínimo três tipos de Ilhas no Oceano Pacifico,
classificadas quanto a sua idade, isolamento e processos. Podem ocorrer solitárias, em grupos,
em arquipélagos ou em arco de ilhas.
Ilhas são encontradas em todas as latitudes e em todos os tipos climáticos. Existem
desde ilhas com grandes altitudes a ilhas planas, de características continentais, ilhas
vulcânicas, atóis coralinos e ilhas arenosas. As ilhas podem ser populosas ou inabitadas,
independentes politicamente ou parte de um estado continental, ainda podendo ser ricas ou
pobres quanto a recursos naturais (UNESCO, 1975).
O tamanho de uma ilha varia assim como sua constituição, a UNESCO (1992) através
de um estudo dos recursos hídricos e de hidrologia, classificou ilhas em “Grande” quando sua
área excede 2.000 Km2, “Pequena” quando varia entre este valor até 200 Km2, e “Muito
Pequena” para ilha com áreas inferiores a 100 Km2 .
Segundo Cox & Moore (1985) o isolamento é um dos principais fatores que
caracterizam a porção biótica das ilhas, pois, segundo os autores, é através desta que são
permitidas mudanças evolutivas. Pelo isolamento, o “pool” gênico de uma população torna-se
diferente de outro de outra população. Em grandes áreas, o isolamento é variável em sua
natureza e em efeitos sobre a biota como um todo.
Ilhas são claros exemplos de isolamento, considerado como áreas restritas por outras
onde os organismos não apresentem condições de sobrevivência, podendo, entretanto, se tiver
condições psicológicas, morfológicas e fisiológicas, ultrapassá-las. Uma vez que a ilha foi
colonizada, a composição de sua biota pode ser controlada por alguns fatores: distância do
continente (matriz); topografia; altitude e tamanho da ilha.
Os autores Temple & Wilcox (1985); Wilcox & Murphy (1985); Harris (1985) e
Lovejoy et al (1984) apud Ingram (1992) sugerem que a vulnerabilidade de fragmentação em
ilhas pode ser prevista segundo:
2. OBJETIVOS
3. MATERIAIS E MÉTODOS
N
BARRA VELHA
Santa Catarina
O Município de Balneário de Piçarras limita ao norte com Barra Velha, ao sul com
Penha, a oeste com Luiz Alves e Navegantes e a leste com o oceano Atlântico. Segundo dados
do IBGE (1981), a área de Piçarras é de 154 Km2, com uma topografia que se eleva
suavemente de leste para oeste, até atingir altitudes de cinco e sete metros, formando uma
planície entre o mar, o rio Piçarras e a BR-101. Balneário de Piçarras tem uma característica
geográfica rara: é um município litorâneo com grande parte de seu território acima do nível do
mar. Está a 26° 45' 30'' de latitude e 48° 40' 40'' de longitude. O clima predominante é quente
e úmido. A temperatura chega a atingir 40°C no verão, descendo a menos de 10°C no inverno,
com ventos mais freqüentes do quadrante norte.
O Município de Penha está contido na folha topográfica Itajaí (IBGE, 1981), nas
coordenadas médias de latitude 26º 46’ 10“ S e de longitude 48° 38’ 45” W de Greenwich.
Possui 46 km2, de acordo com SEPLAN et al. (1990), limitando-se ao norte com o município
de Piçarras, ao sul e a oeste com o município de Navegantes e a leste com o Oceano
Atlântico. A situação demográfica atual, segundo informações da Secretaria Municipal de
Turismo de Penha, encontra-se em torno de 17.000 habitantes, sendo que na temporada, em
função da procura por turistas, chega a 100.000 habitantes.
O Município de Barra Velha está localizado no litoral norte de Santa Catarina, na
região Sul do Brasil, tendo as seguintes coordenadas geográficas referenciais para o
Figura n°. 3: Fotografia mostrando mergulhadores fazendo censo visual em Transecto de Faixa.
em scaner de mesa a fim de ser trabalhada em meio digital. Através da utilização do software
ArcMAP para Windows (ESRI, 2002), foi realizado o georeferenciamento da área por base
cartográfica realizada em escala 1:25.000, com ajuda de especialistas do Laboratório de
Georeferenciamento da UNIVALI – CTTMar.
No intuito da elaboração de um mapa temático de fitofisionomia e uso do solo, foram
digitalizados diferentes polígonos, que delimitam as diferentes tipologias de vegetação
(floresta, estágios sucessionais, e outros) e do uso do solo (clareiras, trilhas).
Foram realizadas 7 visitas à Ilha Feia, incluindo 2 pernoites (Quadro n° 1) e uma visita
de reconhecimento. Outras seis saídas foram programas e abortadas devido às condições do
mar impossibilitar a chegada até a Ilha Feia. Cabe ressaltar que o nome da ilha refere-se
precisamente à dificuldade de desembarque e navegação nesta área.
MAPEAMENTO PESQUISA
BIBLIOGRÁFICA
MAPA DE ANÁLISE DE
USO DO SOLO ESPÉCIES RARAS
FRAGILIDADES POTENCIALIDADES
LEGENDA:
PESQUISA
BIBLIOGRÁFICA
METODOLOGIA
ANÁLISE DA CATEGORIA DE UC
PARA A ILHA FEIA RESULTADO
Figura n°. 4: Diagrama da metodologia utilizada.
4. RESULTADOS
TURISTAS USUÁRIOS
FAIXA ETARIA
4; 11%
4; 10%
14; 39%
16; 40%
Até 18 anos 18 - 30 anos Mais de 30 anos Até 18 anos 18 - 30 anos Mais de 30 anos
ESCOLARIDADE
LOCAL DE HOSPEDAGEM
16; 36%
14; 37% 20; 46%
18; 47%
8; 18%
6; 16%
Casa/apto proprio Alugado Amigos/parentes Casa/apto proprio Alugado Amigos/parentes
TURISTAS USUÁRIOS
ACESSO A MATERIAL EDUCATIVO / INFORMATIVO
2; 6% 0; 0%
40; 100%
34; 94%
Não Sim Não Sim
PASSEIO DE ESCUNA
1; 3%
1; 3% 0; 0%
11; 31% 12; 33%
16; 40%
23; 57%
12; 33%
Não Somente 1 vez 1 vez/ano Trabalha Não Somente 1 vez 1 vez/ano Trabalha
FREQÜÊNCIA DE VISITA
6; 17%
14; 39% 17; 43%
4; 11%
22; 54%
1; 3%
12; 33%
Não visitou Somente 1 vez 1 vez 1 vez/ano outros (3-4 vezes/ano)
1 vez/ano 3-4 vezes/ano
Figura n°.6: Representações gráficas sobre visitação à Ilha Feia (n° ; % entrevistados).
TURISTAS USUÁRIOS
ACREDITA NAS POSSIBILIDADES DA ILHA FEIA
2; 6% 1; 3%
34; 94%
39; 97%
1; 3% 1; 3%
Figura n°. 7: Representações gráficas da percepção ambiental dos entrevistados (n° ; % entrevistados).
5; 13% 0; 0% 8; 20%
27; 67%
1 dia 2 dias/1 noite 1 semana outros
8; 20% 0; 0%
6; 15%
26; 65%
4; 10% 2; 5%
0; 0%
34; 85%
barco próprio passeio escuna
passeio serviço outros (barco amigos)
Figura n°. 10: Representação gráfica do meio de transporte utilizado (n° ; % entrevistados).
1; 3% 2; 6%
30; 91%
plantas nativas plantas ornamentais marisco
Figura n°. 11: Representação gráfica do tipo de material vivo coletado (n° ; %. entrevistados)
1
Depois da realização das entrevistas, o dia 06 de agosto de 2005, a Escuna Capitão Gato naufragou.
e também por dois dos pescadores artesanais, representando 27% dos barqueiros
entrevistados.
Todos os barqueiros entrevistados afirmaram praticar atividades na Ilha Feia. Os tipos
de atividades são mostrados na Figura n° 12.
8; 54% 5; 33%
2; 13%
Figura n°. 12: Representação gráfica do tipo de atividade praticada (n° ; %. entrevistados)
As escunas não permitem desembarque dos turistas na área de estudo, mas 10 dos 13
pescadores sim, representando 67% das embarcações.
Todos os pescadores artesanais afirmaram fundear as embarcações a distancia menor
de 10 metros da costa. As escunas acostumam fundear mais longe para evitar que os turistas
nadem até a ilha.
A maioria dos barqueiros entrevistados (80%) oferece pescarias, com a freqüência que
pode ser observada na Figura n° 13.
3; 20%
8; 53%
4; 27%
Figura n°. 13: Representação gráfica da freqüência das pescarias (n° ; %. entrevistados)
4; 14% Boto
8; 28%
Pinguins
11; 37%
6; 21%
Outros (leão
marinho,
cação...)
Figura n°. 14: Representação gráfica das citações de animais avistados (n° ; %. entrevistados)
2; 13% 2; 13%
11; 74%
Familias Jovens Pessoas de Idade
Figura n°. 15: Representação gráfica do perfil dos turistas que fazem o passeio (n° ; %. entrevistados)
Sabe-se que as duas imobiliárias não estão vendendo o terreno, neste caso a ilha, e sim
a sua posse, mesmo que na internet não seja informado. Ou seja, nesta venda o atual
proprietário vende a concessão da posse da Ilha Feia para outra pessoa física ou jurídica.
c) Agenda 21
A preocupação com o gerenciamento integrado das zonas costeiras encontra suporte
no âmbito internacional na Agenda 21.
Analisando os principais problemas dos municípios de Penha, Balneário de Piçarras e
Barra Velha, foram escolhidos os capítulos listados no Quadro n° 6, nos quais o planejamento
da agenda 21 deveria se concentrar.
- Falta de Secretaria e/ou Fundação de Meio Cap. 08 - Integração entre meio ambiente e
Ambiente. desenvolvimento na tomada de decisões
- Falta de Fiscalização.
- destruição da restinga para construção de acessos à Cap. 10 - Abordagem integrada do planejamento e do
praia com vegetação exótica (grama e palmeiras);
gerenciamento dos recursos terrestres.
- desmatamento de áreas de floresta sem
licenciamento, nem planejo de áreas verdes, etc.
- pesca de arrasto a poucos metros da linha de costa; Cap. 17 - Proteção de oceanos, de todos os tipos de
- desconsideração do potencial eco-turístico de Ilha mares - inclusive mares fechados e semifechados - e
Feia. das zonas costeiras e proteção. Uso racional e
desenvolvimento de seus recursos vivos
- construções a beira rio com desmatamento de Cap. 18 - Proteção da qualidade e do abastecimento
mangue; dos recursos hídricos: aplicação de critérios
- despejo de resíduos no rio. integrados no desenvolvimento, manejo e uso dos
recursos hídricos
a) Clima
O estudo da caracterização do clima e condições meteorológicas concentrou-se na
região dos Municípios de Penha e Balneário de Piçarras – SC, uma vez que a área de estudo
Ilha Feia não apresenta estudos específicos anteriores e considerando também à proximidade
da área de estudo em relação aos Municípios (3 km).
Na região da AMFRI (Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí),
predomina, segundo Köppen, o clima mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões
quentes. Segundo Thomthwaite, prevalece o clima úmido, com temperatura média anual de
20ºC. A umidade relativa do ar anual é menor que 85% a oeste de Luís Alves, Ilhota, Piçarras
e Navegantes. As estações meteorológicas estão localizadas nos municípios de Itajaí e
Camboriú.
b) Geologia
Segundo análise de mapa geológico da folha de Itajaí (CARUSO & ARAÚJO, 1999),
a Ilha Feia tem solos característicos do Complexo Granulítico Metamórfico de Santa Catarina,
também chamado de Luiz Alves.
c) Geomorfologia
A Geomorfologia da Ilha Feia constitui a unidade, Serra do Tabuleiro/Itajaí, sendo que
a principal característica do relevo é dada pela seqüência de serras de forma sub-paralela.
Estas serras se dispõem, predominantemente, no sentido NE - SW, e se apresentam
gradativamente mais baixas em direção ao litoral, terminando em pontais, penínsulas e ilhas.
Esta unidade é caracterizada por encostas íngremes e vales profundos, favorece a
atuação dos processos erosivos, principalmente das encostas desflorestadas, podendo
inclusive ocorrer movimento de massa, uma vez que o manto de material fino resultante de
alteração da rocha espessa, podendo atingir até 20,00 metros. Em muitas vertentes da área
2
Fenômeno de microbrechificação e cominuição de minerais e rochas durante o movimento das superfícies de
falhas existentes na própria rocha
abrangida por esta unidade há anfiteatros de erosão ocasionados por movimentos de massa, na
maioria das vezes sub-atuais, o que é comprovado pela cobertura de gramíneas e arbustos.
d) Recursos Hídricos
Pertencentes ao sistema da Vertente do Atlântico, os rios da região da AMFRI
possuem, em sua maioria, perfil longitudinal com declividades pouco acentuadas,
caracterizando-os como, rios de planície.
A área objeto de estudo está inserida na Bacia Hidrográfica Atlântico Sul – Sudeste.
Esta é entrecortada pelos Rios Ribeira do Iguape, Itajaí, Tubarão e Jacuí (que se denomina
Guaíba em Porto Alegre).
A Região Hidrográfica Atlântico Sul, representada na
Figura n° 16, destaca-se por abrigar um expressivo contingente
populacional, pelo desenvolvimento econômico e por sua
importância para o turismo. A região se inicia ao norte,
próximo à divisa dos estados de São Paulo e Paraná, e se
estende até o arroio Chuí, ao sul. Possui uma área total de
187.535 quilômetros quadrados, o equivalente a 2,2% do país.
e) Marés
Pode-se caracterizar as marés meteorológicas como sobre-elevações do nível do mar
associadas a variações no campo de pressão atmosférica e à tensão do vento sobre a superfície
oceânica. Fatores como a configuração da linha de costa e da Plataforma Continental
adjacente e sua orientação geral em relação aos ventos atuantes podem condicionar a maior ou
menor ação dos efeitos meteorológicos (CARUSSO, 2004).
O quadro geral de circulação atmosférica atuante na área de estudo pode ser
caracterizado pela dominância de ventos do quadrante norte, com intensidades da ordem de 2
a 4 m/s, seguido de ventos do quadrante sul, mais intensos, associados à passagem de frentes
frias na região. A análise efetuada por Trucollo (1998) indicou, para as proximidades da Ilha
de São Francisco do Sul, o aumento do nível do mar sob a ação de ventos do quadrante sul e
seu rebaixamento sob condições de vento norte.
3
Guano: fezes das aves marinhas. Rico em fosfato, é considerado um fertilizante natural para o fitoplâncton que
constitui a base da cadeia alimentar na maioria dos ambientes marinhos. É, as vezes, vendido como adubo.
ECOSSISTEMAS TERRESTRES
RECURSOS PAISAGÍSTICOS
b) Flora
As espécies vegetais observadas e identificadas durante as saídas de campo, foram
classificadas por ambientes, com o objetivo de facilitar a caracterização das diferentes
ECOSSISTEMAS TERRESTRES
FLORA
c) Fauna
Quanto à fauna terrestre observada, as informações são resumidas nos Quadros n° 11,
12, 13 e 14, e ilustradas na Figura n° 19.
CLASSE AVES
FAMÍLIA NOME CIENTÍFICO NOME COMUM
Accpitridae Leucopternis albicollis Gavião-branco
Rupornis magnirostris Gavião carijó
Catharidae Coragyps atratus Urubu
Columbidae Leptotila verreauxi decipiens Juriti-pupu
Emberizidae Coereba flaveola Cambacica
Thraupis p. palmarum Sanhaço do coqueiro
Elaeniinae Serpophaga subcristata Alegrinho
Fregatidae Fregata magnificens Fragata
Laridae Larus dominicanus Gaivota
Muscicapidae Turdus leucomelas Sabia branco
Parulidae Parula pitiayumi elegans Mariquita
Thraupidae Ramphocelus breselius dorsalis Tié-sangue
Tachyphonus coronatus Tié-preto
Trogloditídae Troglodytes aedon Curreca
Trochilidae Colibri serrirostris Beija flor de orelha violeta
Quadro n° 11: Espécies de aves encontradas na área de estudo.
ECOSSISTEMAS TERRESTRES
FAUNA
a) Recursos Paisagísticos
A Ilha Feia possui um porto natural, conhecido como Porto da Roça. A encosta Oeste
apresenta a formação de uma pequena baia que protegida dos ventos predominantes é
utilizada para desembarques na Ilha e até de refúgio de embarcações, tanto durante condições
adversas como para pernoite de pescaria no local.
Foi nesta baia onde concentraram-se as atividades subaquáticas, sendo que na
totalidade das saídas de mergulho os outros pontos foram descartados por condições
metereológicas que impediam as atividades, devido à fortes marés e ondas causando alta
concentração de materiais em suspensão que impossibilitaram o censo visual.
A própria milonitização e cizalhamento do solo influenciam no retrabalhamento
marinho. O que nas zonas de fraquezas a abrasão chega a formar pequenos canais que se
adentram na terra. No perímetro da Ilha Feia são encontradas diversas reentrâncias que
formam pequenas piscinas naturais e até pequenos pontes de pedra formados pela ação
erosiva das ondas.
O litoral da encosta Sudeste é o mais retificado e possuí plataformas de abrasão em
toda sua porção voltada a leste e sud este, ocupando uma faixa mais larga que nas demais
encostas, por ser a zona principal de embate das ondas. Observamos também um parcel na
zona frontal a este costão, que serve de atenuador da energia das ondas que atingem a ilha,
sendo que a profundidade nesta área é de 5 a 10 metros no parcel, passando abruptamente
para 20 metros na plataforma interna subseqüente.
Durante as atividades de mergulho cientifico, constatou-se que na encosta Oeste o
gradiente da plataforma é muito suave atingindo uma media de 9,00 de profundidade a uma
distancia de 55 metros da linha de costa (Figura n° 20).
0
-1
-2
-3
Profundidade -4
(m) -5
-6
-7
-8
-9
5 10 15 20
25 30 35 40 45 50 55
Distância da linha de costa (m )
Observou-se também que não há uma linha definida que limite o costão rochoso,
sendo que são encontradas áreas de pedras e pequenos parceis, entre áreas de pradeiras de
algas marinhas e o fundo arenoso (Figura n° 24). Na Figura n° 21 está representada a
estimativa de cobertura na área amostral, uma faixa de 50 metros de extensão a partir da linha
de costa na plataforma da encosta Oeste.
100%
80%
60%
Frequencia
(%) 40%
20%
0%
05.-15 15,50-25 25,50-35 35,50-40 45,50-55
PROFUNDIDADE (mETROS)
Figura n°. 23: Representação gráfica do perfil de declividade e distribuição de organismos e substratos.
ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS
b) Flora
O material ficológico observado relacionou 13 gêneros de algas representadas por
algas verdes, as clorófitas; algas pardas, as feófitas; e algas vermelhas, as rodófitas (Quadro
n° 15).
Sargassum Padina
Coralinacea incrustante Dictyopteris delicatula
Sem identificar
Figura n°. 25: Representação gráfica da freqüência de espécies de algas na encosta Oeste.
c) Fauna
A ictiofauna avistada durante as operações de mergulho são apresentados no Quadro
n° 16. Também foram avistados diferentes indivíduos de Blenio e Gobideo, duas grandes
famílias de peixes muito similares, não podendo se afirmar gênero ou espécie.
Vários indivíduos de tartarugas marinhas foram avistados durante visitas à Ilha Feia.
Devido à situação de observação não foi possível identificar a espécie, mas a predominância
da presença da tartaruga verde é constatada nas praias de Penha, Balneário de Piçarras e Barra
Velha (Quadro n° 17 e Figura n° 26-E).
ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS
E. VISTA DA TRILHA NORTE F. TRILHA SEM PLAN EJAMENTO ABERTA EM VERAO DE 2005
Figura n°. 27: Fotografias da influência antrópica nos ecossistemas terrestres.
material de pesca (facas, linha, anzóis, chumbo) e até 1 bateria de barco .Todo o material
antrópico encontrado durante as saídas foi fotografado, recolhido e levado para depositar em
locais adequados em terra firme.
Também durante as saídas, verificou-se que as embarcações passam a poucos metros
da Ilha Feia e a altas velocidades, ao tempo que verificou-se que estas ancoram a poucos
metros do costão rochoso. Ressalta-se ainda que em todas as saídas em que houve pernoite na
Ilha Feia, varias embarcações passam a noite pescando a poucos metros da linha de costa, em
media 2 a 3 embarcações por noite.
Durante as visitas a área de estudo houve evidencias de vários grupos de pessoas
pernoitando na ilha, em ocasiões pescando e outras, retirando marisco (Perna perna).
INFLUÊNCIA ANTRÓPICA DOS ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS
A presença deste forte gradiente na estrutura vertical gera fluxos verticais de matéria e
energia realizados pelos organismos marinhos e terrestres. Ingram (1992) havia discorrido
sobre a grande importância da zona litorânea em ilhas que possuem florestas tropicais na
interação entre organismos marinhos, terrestres e costeiros, como sendo um dos pontos vitais
para a conservação ambiental.
Trilha Costão
ENCOSTA
OESTE ENCOSTA NORDESTE
ENCOSTA SUDESTE
4
É de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a Lei.
5
Sujeita à prévia autorização do órgão responsável pela administração da Unidade e às condições e restrições por este estabelecidas e aquelas previstas em regulamento
6
Sujeita às normas e restrições estabelecidas no Plano de Manejo de Unidade, às normas estabelecidas pelo órgão responsável pela sua administração e àquelas previstas em regulamento.
7
Pode ser constituído por áreas particulares desde que seja possível compatibilizar os objetivos da Unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.
Havendo incompatibilidade entre os objetivos da área e as atividades privadas, a área deve ser desapropriada, de acordo com o que dispõe a Lei.
8
Respeitados os limites constitucionais, devem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização das propriedades privadas.
9
Nas áreas de domínio público serão estabelecidas regras pelo órgão gestor da Unidade e no caso das áreas privadas, autorizadas pelos proprietários, observadas as exigências e restrições.
Segundo a Guia de Chefe (IBAMA/GTZ, 2001), para uma área ser considerada como
apropriada para a criação de uma unidade de conservação federal, estadual ou municipal, ela
deve ter duas ou mais das seguintes características, listadas nos Quadros n° 21, 22 e 23, onde
os requisitos para cada categoria são cruzados com as características da Ilha Feia:
10
Não foi confirmada a presença destas espécies, não descartando-a, a espera de levantamento completo.
11
Requisito a ser analisado por os órgãos competentes.
5. DI S C U S S ÃO
futuro dos recursos naturais da região e a grande maioria acredita que preservar a natureza é o
melhor caminho. Também apontaram o turismo ecológico, a educação ambiental e a
colocação de leis mais rígidas quanto a construções ilegais e fiscalização, como objetivos a
atingir na região (MEDINA, 2002).
A maioria das visitas a Ilha Feia ocorrem como programa de final de semana, em
forma de acampamento, tendo como motivo o passeio, o acampamento, a pesca e os atrativos
naturais.. 13% das visitas ocorrem com duração de 1 semana, o que indica que a área de
estudo oferece recursos e potencialidades para visitação (Figuras n° 8 e 9).
O meio de transporte majoritário, segundo a Figura nº. 10, é o passeio, serviço no qual
o usuário contrata alguém para levar e retornar da Ilha Feia. As 2 escunas existentes na região
que oferecem passeios até a ilha, não permitem o turista descer na mesma, por questões de
segurança. Por este motivo, os passeios serviço são feitos por pequenas embarcações de
pescadores artesanais que utilizam este serviço para aumentar a renda familiar (Figura n° 33).
10% dos entrevistados chegou à ilha em embarcações de amigos e somente um 5% com
embarcação própria.
serviam para caçar gambás e lagartos. Na pesquisa feita da relação da comunidade sobre a
biodiversidade e conservação na Morraria da Praia Vermelha, Medina (2002) apontou o
Gambá como o animal mais caçado, sendo constatado que o animal era utilizado com fins
alimentícios, e o seu couro para fins diversos. Diversos pássaros também são caçados na
Morraria, como o sabiá, e o Tié-sangue, sendo que este ultimo já não é mais encontrado nas
matas continentais, segundo levantamento faunístico realizado em 2003 (MARENZI, 2004).
A maioria dos usuários, 33 pessoas - 82%, coleta material vivo da área de estudo.
Ressalta-se na que a grande porcentagem desta coleta corresponde à extração de marisco
(Figura n° 11), tanto para consumo domiciliar (indivíduos adultos) como para utilização nos
cultivos de mitilicultura próximos a área (indivíduos jovens e sementes).
Os outros tipos de materiais coletados na Ilha Feia correspondem a plantas
ornamentais (orquídeas, bromélias, entre outras) e plantas nativas (frutíferas nativas na
maioria). Medina (2002) constatou que a retirada de orquídeas da mata é uma atividade
realizada com baixa incidência, mais existente na Morraria da Praia Vermelha.
Segundo respostas dos usuários entrevistados, somente 25% destes, plantam vegetais
na Ilha Feia, sendo que a totalidade afirmou que se tratava de plantas comestíveis para suprir
necessidades de futuras visitas, como maracujá, limão e outras.
Quando estes ocorrem são freqüentemente no Porto da Roça, encosta Oeste da ilha onde
existe uma pequena baia normalmente protegida dos ventos, tornando-se o ponto mais
accessível da Ilha Feia (Figura n° 34). Por este motivo, este ponto é o comumente utilizado
tanto pelas escunas para oferecer o banho aos visitantes como pelos barqueiros que ficam
pescando e fundeiam perto, sendo que as escunas não fundeia tão perto.
Figura n°. 34: Vista do costão do Porto da Roça, local de desembarque mais utilizado.
A situação fundiária atual, em posse de pessoa física, não impede a proteção da área,
uma vez que a Portaria nº 583/98 – do Ministério do Estado da Economia, Fazenda e
Planejamento, defende no seu artigo 3º que “ressalva-se os casos especiais, onde é vedada a
ocupação, ou a reintegração da posse para a União quando ocorre comprometimento da
integridade de áreas que são de preservação ecológica, vias de navegação ou de uso comum
do povo”.
Uma vez caracterizada a Ilha Feia, constatou-se que varias áreas dentro da ilha são
consideradas Áreas de Preservação Permanente pelo Código Florestal (BRASIL, 1965).
Conforme a vegetação vai aumentando de porte em direção ao interior, estas mesmas espécies
adquirem habito de epífitas (ADAMS, 2000).
A encosta Oeste, antropicamente alterada, é constituída de floresta secundária em
estágio inicial e médio de regeneração. A dominância do estrato superior é claramente das
espécies de gerivás (Arecastrum romanzoffianum) e camboatá (Cupania vernalis), com altura
média em tomo de 10 a 12 metros, no estrato inferior é dominado por caétes (Calathea sp.).
Os camboatás desta área destacam-se, além da sua abundância, também pela maioria
apresentar rebrotos nas cepas, indicando a presença de exploração desta espécie com grande
intensidade naquela área. A baixa quantidade de epífitas e lianas e a grande ocorrência de
indivíduos jovens de camboatás (com cerca de 1 metro de altura) vêm a corroborar com o
estado alterado que esta porção se apresenta, além de indicar recuperação natural. A presença
abundante de gerivás confirma a pouca profundidade do solo, já que segundo POMPÉJA et al
(1992), esta espécie é típica colonizadora de solos rasos. À medida que nos aproximamos dos
divisores de água das encostas, na floresta densa passam a ocorrer indivíduos mais altos, com
copas grandes e dossel mais fechado.
As encostas Nordeste e Sudeste apresentam continuidade da paisagem. O alto grau de
epifitismo desta floresta que ocupa as duas encostas supramencionadas indica um estado de
regeneração avançada, talvez beneficiada pela umidade maior desta área, classificada como
Floresta Secundária em médio à avançado estágio de regeneração (Figuras n° 35 e 36).
Destaca-se nestas encosta, na parte leste, a área utilizada como abrigo pelas aves marinhas
(ver Mapa de Caracterização e Uso do Solo na Figura n° 32), a qual encontra-se degradada, e
será foco de analise posterior no planejamento de gestão da Ilha Feia.
Figuras n°. 35 e 36: Detalhes de espécies epífitas: orquídeas, a esquerda e bromélias, a direita.
Segundo Adams (2000), várias ilhas ao longo do litoral possuem taxas endêmicas de
répteis florestais, que aparecem também na restinga.
5.5.1. Fragilidades
I. Fragmentação e Biogeografia de Ilhas
Segundo a classificação de Ingram (1992), a Ilha Feia, é uma ilha solitária, “Muito
Pequena” (área inferior a 100 km2) e classificada como inabitada e rica em recursos naturais
segundo classificação da UNESCO (1975).
Cox & Moore (1993), defendem a importância de levantamento e monitoramento da
biota das ilhas a fim de compreender a área e conseguir um melhor planejamento de
conservação.
A Teoria de Biogeografia de Ilhas defende que a área das ilhas é muito mais
importante que o seu grau de isolamento para determinar a quantidade de espécies. Na Ilha
Feia podemos esperar, então, um número pequeno de espécies, uma vez que tem área reduzida
o que comporta maiores taxas de extinção. Pode-se esperar uma boa taxa de colonização
devido à proximidade da ilha ao continente; mas segundo a teoria, essa relação negativa com
isolamento é mais fraca que a relação positiva com a área, como representado na Figura n°1.
Portanto, a situação insular, aliada a fragmentação de habitats pelo uso desordenado na
Ilha, principalmente a abertura de clareiras, torna o ambiente susceptível a perda de
biodiversidade, fato que justifica medidas voltadas a sua conservação.
sendo que pescadores locais se reuniram e foram até o local destruindo a casa e estruturas
construídas. Essa área continua degradada até hoje devido a ser usada para acampamento por
usuários da ilha, o que retarda a sua recuperação natural. A organização e mobilização dos
pescadores locais frente a essa situação demonstra a preocupação e estima da população
tradicional pela Ilha Feia, reafirmando assim mais um requisito necessário para a
determinação de área prioritária à conservação.
Figura n°. 39: Heliconia sp. Figura n° 40: Orquídeas do gênero Cattleya.
Assim sendo, teoricamente por exclusão competitiva, as plantas exóticas podem atingir
grandes densidades ao excluir plantas nativas.
Em bordas, por exemplo, é freqüente encontrar espécies exóticas, uma vez que estes
locais teoricamente estão mais sujeitos a invasão (PRIMACK & ROS, 2002). Dentre os
problemas causados por plantas exóticas nos ambientes invadidos destacam-se as alterações
dos recursos disponíveis, a co-introdução de agentes patogênicos, a alteração do estado dos
nutrientes do solo e a maior susceptibilidade do solo a queimadas.
A introdução de espécies exóticas é condenada pelo mesmo artigo que a retirada de
plantas nativas: impedir o dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de
vegetação (BRASIL, 1998).
A criação de uma UC na Ilha Feia, permitiria um monitoramento e fiscalização
articulado com programas de conscientização e educação ambiental o que contribuiria à
diminuição dos impactos causados pela retirada de plantas nativas, pela caça de animais
silvestres e pela introdução de espécies exóticas na área, objeto de estudo.
Figura n°. 42: Fragata posada em gerivá morto. Figura n° 43: Vegetação coberta de guano.
Figura n° 44: Vista da encosta Nordeste, ressaltando a área com vegetação degradada.
Figuras n° 45 e 46: Composição mostrando uma clareira aberta pela queda de um arvore morta.
Nenhum estudo foi feito ao respeito, mas a população local atribui esta degradação à
presença das aves, relacionando os fatos que aconteceram: quando não existia muita atividade
pesqueira na região, as três ilhas eram cobertas por vegetação e com presença moderada de
aves marinhas; quando começou a pesca de arrasto, a população de aves começou à aumentar
e estas estavam concentradas nas Ilhas Itacolomis, sendo que na Ilha Feia continuava uma
presença moderada; gradativamente a vegetação das Ilhas Itacolomis foi sendo degradada, “só
cactus tinha e o resto ficou amarelo”, até aproximadamente 2000, quando restaram rochas
expostas quase na totalidade das ilhas, cobertas de guano (Figura n° 47); paralelamente a este
fato, as aves começaram a habitar a Ilha Feia e a aumentar em número.
5.5.2. Potencialidades
I. Ecoturismo
A atividade do turismo representa um dos segmentos de mercado que mais crescem, e,
segundo Rodrigues (1997), o turismo é uma das atividades que demonstram maior
desenvolvimento no Brasil nas ultimas décadas. Em virtude desse incremento, pode-se esperar
que também ocorra um aumento nos impactos, decorrentes desta atividade. Segundo a
EMBRATUR (1998) apud Moreira (2002), o turismo gerou uma receita de U$ 3,768 bilhões
em ingressos de divisas para o país.
O tipo de turismo praticado dentro de unidades de conservação é conhecido como
ecoturismo, sendo que para Lundeberg (1995) objetiva provocar e satisfazer o desejo que
temos de estar em contato com a natureza, além de explorar o potencial turístico, visando à
sua conservação e seu desenvolvimento. Segundo IUNC (1998) “Ecoturismo é uma viagem
responsável para áreas naturais que conserva o meio ambiente e promove o bem-estar da
comunidade local”
Entretanto, muitos são os impactos negativos causados pela falta de planejamento de
atividade ecoturística: fuga de fauna, compactação dos solos em trilhas, exposição das raízes
dos vegetais tornando-os vulneráveis as pragas, acúmulo de lixo e poluição de mananciais
devido ao uso de sabonetes e detergentes. Por estes motivos, nos últimos anos muitos paises
desenvolvidos vem realizando um grande número de estudos para analisar a influência da
atividade recreativa sobre o ambiente (TAKAHASHI, 1998).
aos recursos utilizados para a interpretação ambiental da trilha, elas podem ser classificadas
de duas maneiras: guiadas (monitoradas) ou autoguiadas (SILVA, 1996).
Na criação de uma UC na Ilha Feia, estudos deverão ser feitos para a escolha e
adequação dos tipos de trilhas mais interessantes a serem praticadas na ilha, assim como a
capacidade de carga das mesmas (TAKAHASHI, 1998).
A Ilha Feia poderia atuar como unidade dentro de um corredor ecológico regional,
entres as unidades da Morraria da Praia Vermelha, em Penha, e a unidade do novo Parque
Natural Municipal de Barra Velha.
X. Riqueza de aves
O bioma Floresta Atlântica concentra o maior número de aves ameaçadas de extinção
(83 de 160 taxons), constituindo a região prioritária para ações que visem evitar a extinção de
espécies (MMA, 2000).
Segundo Paglia et al (2004) as espécies ameaçadas (especialmente as com status mais
critico) estão concentradas em maior número na Floresta Atlântica. Unidades de conservação
de proteção integral (federais e estaduais) em 2004 protegiam apenas 2% da área
remanescente e a maioria das espécies ameaçadas de todos os grupos (não apenas aves) não
ocorrem em UCs ou ocorrem em um número de áreas protegidas pequeno demais para
garantir sua segurança. Na Ilha Feia a grande ocorrência pode ser constatada na Figura n° 49.
visa à proteção do local de interesse, que poderia se referir a Ilha Feia como beleza cênica,
mas não abrange o entorno deste local, aumentando a fragmentação (Figura n° 50). Assim a
categoria de Monumento Natural, não permite a gestão requerida na área.
Figura n° 50: Vista panorâmica da Ilha Feia e as Baias de Piçarras (ao fundo) e Itapocorói (no centro).
(Fonte: PMP, 2005)
6. CO N S I D E R AÇ Õ E S F I N AI S
7. RE C O M E N D AÇ Õ E S
8. RE F E R Ê N C I AS
AGARDY, T. Marine Protected Areas and Ocean Conservation. Austin – USA: Academic
Press, 1997.
_______. Resolução CONAMA n° 10. Estabelece os parâmetros básicos para a análise dos
estágios de sucessão da Floresta Atlântica. Brasília, 1993.
_______. Resolução CONAMA n° 261. Estabelece os parâmetros básicos para a análise dos
estágios de sucessão da Restinga. Brasília, 1999.
_______. Decreto n° 2.519. Institui a Convenção sobre diversidade biótica. Brasília, 1998.
_______. Lei n. 9.985/00. Regulamenta o art. 225 da Constituição Federal, institui o Sistema
Nacional de Unidades de Conservação e de outras providencias. Brasília: IBAMA, 2000.
CARUSO JR, F; ARAÚJO. S. A. Mapa Geológico da Folha Itajaí, Santa Catarina. In: VII
Congresso da ABEQUA, 1999, Porto Seguro. Anais... Porto Seguro, Seção Brasileira de
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(eds.) Biodiversidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
9 . AP Ê N D I C E S
ILHA FEIA
Data da entrevista:
Local de hospedagem:
( ) hotel/pousada( ) casa/apto alugado ( ) casa/apto próprio ( ) amigos/parentes
( ) camping ( ) outro: ______________________
Escolaridade:
( ) 1° grau ( ) 2° grau ( ) superior incompleto ( ) superior completo
Comentários / Sugestões
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Data da entrevista:
Local de hospedagem:
( ) hotel/pousada( ) casa/apto alugado ( ) casa/apto próprio ( ) amigos/parentes
( ) camping ( ) outro: ______________________
Escolaridade:
( ) 1° grau ( ) 2° grau ( ) superior incompleto ( ) superior completo
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Comentários / Sugestões
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______________
Nome da Escuna:
Capacidade:
Período de visitação:
Saídas / dia:
Passageiros / Dia:
Data da entrevista:
Qual?_________________________________________________________________
Em que local?__________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Em que local?__________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Sugestões
Caracterização sócio-ambiental da Ilha Feia, Penha – SC, como subsidio para futura
implantação de Unidade de Conservação.
Acadêmica: Patricia Cuadrado Escudero
Instituição: Curso de Ciências Biológicas – CTTMar / UNIVALI – Itajaí –SC -
Brasil
Data/Hora:
Localização de estudo:
Coordenadas:
Direção Transect:
Observadores:_________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
Fatores Físicos:
Observações:
Fatores Bióticos:
Mergulho nº:
Data/Hora:
Local:
Coordenadas:
Direção Transecto:
Mergulhadores:__________________________________Certificação:_____________
__________________________________Certificação:_____________
__________________________________Certificação:_____________
__________________________________Certificação:_____________
Fatores Físicos:
Observações:
Fatores Bióticos:
15 de fevereiro
TEV001641
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R$: 950.000,00
http://www.bigbusiness.com.br/cadastro/imovel/det_imovel.php?vfImo_codigo=MTY0MQ
JANEIRO
Imóvel
Código do imóvel: 4568
Imagens ...
Serviço: Venda
Categoria do Imóvel: Praias
Tipo do Imóvel: Terreno
2
Área total: 71.851 m
Valor: R$ 950.000,00
Estado: SC
Cidade: Penha
Bairro: Armação
Sobre o imóvel: Linda ilha c/ 71.851,50 metros quadrados. **O VALOR DA VENDA EM DOLARES**
Imagens ...
Serviço: Venda
Categoria do Imóvel: Praias
Tipo do Imóvel: Terreno
2
Área total: 71.851 m
Valor: R$ 700.000,00
Estado: SC
Cidade: Penha
Bairro: Armação
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