Trabalho Sobre Plano de Gestao de Residuos Solidos
Trabalho Sobre Plano de Gestao de Residuos Solidos
Trabalho Sobre Plano de Gestao de Residuos Solidos
1. Contextualização
Resíduos sólidos são todos aqueles resíduos nos estados sólidos e semissólidos que resultam da
actividade da comunidade, de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, de serviços de
varrição ou agrícola, resíduos gerados em equipamentos e instalações de controlo da poluição, e
líquidos que não possam ser lançados na rede pública de esgotos, em função de suas particularidades.
A gestão adequada de resíduos sólidos é um desafio global que afecta directamente a qualidade de
vida das comunidades e a saúde do meio ambiente. Na nossa comunidade, não é diferente. Nos
deparamos diariamente com os impactos negativos resultantes da má gestão dos resíduos, que se
acumulam em nossas ruas, terrenos baldios e corpos de água, comprometendo não apenas a estética
do ambiente, mas também a saúde pública e a sustentabilidade dos recursos naturais.
Como recentemente nomeado Gestor de Resíduos Sólidos pela UnISCED, estou ciente da urgência
em enfrentar esses desafios e em promover mudanças significativas para melhorar a situação em
nossa comunidade. Este plano de gestão de resíduos sólidos surge como uma resposta concreta a essa
necessidade premente.
Ao longo deste plano, serão delineadas estratégias e acções concretas que visam transformar nossa
realidade actual em uma comunidade mais limpa, saudável e sustentável. É imperativo que todos os
membros da comunidade se envolvam nesse processo, pois somente com o comprometimento e a
participação de todos poderemos alcançar os resultados almejados. Ao final deste processo, espero
não apenas ter apresentado um plano abrangente e eficaz para a gestão de resíduos sólidos, mas
também ter inspirado e mobilizado todos os membros da comunidade a se unirem nesse importante
esforço de transformação.
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Promover uma mudança significativa na forma como nossa comunidade lida com seus resíduos,
visando à redução da quantidade de resíduos gerados, à maximização da reciclagem e reutilização, e à
minimização dos impactos negativos no meio ambiente e na saúde pública.
1.1.2. Específicos
Reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários em pelo menos 30% até o final
do primeiro ano de implementação do plano.
Implementar um sistema de colecta seletiva em todas as áreas residenciais e comerciais da
comunidade até o final do segundo ano de execução do plano.
Aumentar a taxa de reciclagem de resíduos sólidos em pelo menos 50% até o final do terceiro ano
de implementação do plano.
1.2. Metodologias
Para a realização do trabalho recorreu-se a diversas fontes com a finalidade de reunir uma
informação satisfatória e de fácil compressão através de consulta de obras, revisões bibliográficas
e pesquisas que efectuamos na biblioteca electrónica, que versam sobre o tema em destaque nas
quais vem mencionadas no fim do trabalho.
CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2. Plano de gestão de resíduos sólidos
A gestão adequada de resíduos sólidos é uma preocupação global devido aos seus impactos
significativos no meio ambiente, na saúde pública e na sustentabilidade dos recursos naturais.
Neste contexto, é fundamental estabelecer um plano abrangente que integre princípios teóricos
sólidos com práticas eficazes de gestão de resíduos. (Monteiro 2001).
2.1. Conceitos Fundamentais
Resíduos Sólidos: De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº
12.305/2010), são considerados resíduos sólidos todos os materiais descartados resultantes de
atividades humanas, que sejam sólidos ou semissólidos, bem como líquidos cujas
particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos
d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis.
Gestão de Resíduos Sólidos: Refere-se ao conjunto de ações que envolvem a coleta,
transporte, tratamento, reciclagem, disposição final e monitoramento dos resíduos sólidos,
visando à redução de impactos negativos sobre o meio ambiente e à promoção da saúde
pública. (Gonçalves, 2003)
2.2.Princípios da Gestão de Resíduos Sólidos
Prevenção e Minimização: Prioriza a redução na fonte, por meio da minimização da
geração de resíduos e da adoção de práticas de produção mais limpas e sustentáveis.
Reutilização e Reciclagem: Estimula a reutilização de materiais e a reciclagem de resíduos,
promovendo a economia circular e a redução da demanda por matérias-primas virgens.
Tratamento Adequado: Preconiza o tratamento adequado dos resíduos, incluindo processos
como compostagem, incineração controlada, recuperação de energia e outras tecnologias que
visam à redução da nocividade dos materiais descartados.
Responsabilidade Compartilhada: Defende a responsabilidade compartilhada entre
fabricantes, consumidores, governos e setor privado na gestão dos resíduos, garantindo a
participação de todos os envolvidos na cadeia produtiva. (Monteiro, 2001).
2.3.Legislação Pertinente
Lei nº 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS): Estabelece princípios,
diretrizes e instrumentos para a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente
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adequado dos resíduos sólidos, com foco na prevenção e na redução da geração, na
reutilização, na reciclagem e na disposição final adequada dos resíduos.
Resolução CONAMA nº 275/2001: Dispõe sobre o código de cores para os diferentes tipos
de resíduos, facilitando a identificação e a separação dos materiais para coleta seletiva.
2.4.Tecnologias e Práticas de Gestão
Coleta Seletiva: Sistema que permite a separação dos resíduos na fonte, facilitando o
processo de reciclagem e reaproveitamento de materiais.
Compostagem: Processo de decomposição controlada de resíduos orgânicos, que gera
composto orgânico de alta qualidade para uso na agricultura e jardinagem.
Incineração com Recuperação de Energia: Tecnologia que permite a queima controlada de
resíduos, gerando calor para produção de energia elétrica ou térmica.
Logística Reversa: Sistema que estabelece a responsabilidade dos fabricantes na destinação
adequada dos produtos após o consumo, promovendo a reciclagem e o reaproveitamento de
materiais. (Gonçalves, 2003).
2.5. Características dos resíduos
Orgânicos: vegetais, frutas, suas cascas, restos de comida em geral, borra de café, palitos de
madeira, papéis sujos e/ou engordurados e folhas.
Recicláveis secos: papéis em geral e papelões limpos, plásticos em geral, embalagens longa
vida e isopor.
Rejeitos ou indiferenciados: vidros, espelhos, porcelanas, papéis higiênicos, fraldas
descartáveis e absorventes, incluindo a mistura do orgânico com o reciclável (misturas).
Resíduos perigosos/químicos: lâmpadas com vapor de mercúrio, EPI’s contaminado com
químicos, graxa, lubrificantes, produtos de limpeza, tintas, solventes e embalagens com
sobras de produtos químicos diversos. Resíduos eletroeletrônicos: Pilhas, baterias, CPU,
laptop, monitor, calculadora, telefone com fio e demais equipamentos eletrônicos.
Resíduos da Construção Civil: Sobras de alvenaria, bloco de concreto, bloco cerâmico,
gesso, piso vinílico, manta, lã (vidro, rocha, mineral), drywall, resíduos recicláveis diversos
(madeira, PVC, aço, plástico, papelão), etc. Verificar Conama nº 307/2002.
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2.6.Pontos para o desenvolvimento do plano de gestão de resíduos sólidos
1. Diagnóstico
Principais pontos de geração: Envolve mapear os locais onde os resíduos são gerados com
maior frequência, como domicílios, estabelecimentos comerciais, escolas, hospitais, entre outros.
Práticas atuais de gestão: Analisar como os resíduos são atualmente coletados, transportados e
destinados na comunidade, identificando pontos fortes e falhas no sistema existente. (Monteiro,
2001).
2. Educação Ambiental
Ações nos pontos de geração: Implementar ações específicas nos locais onde os resíduos são
gerados, como campanhas de separação correta de resíduos em domicílios, treinamentos para
funcionários de estabelecimentos comerciais, entre outros. (Gonçalves, 2003).
3. Coleta Seletiva:
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4. Parcerias:
5. Disposição Final:
Sugestão de alternativas: Propor alternativas para a disposição final dos resíduos não recicláveis,
como aterros sanitários controlados, incineração com recuperação de energia, compostagem de
resíduos orgânicos, entre outras opções.
6. Monitoria e Avaliação:
Antes de definir as estratégias do plano, é crucial entender a situação atual da gestão de resíduos
sólidos em nossa comunidade. Realizamos um diagnóstico abrangente, que revelou os seguintes
desafios:
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Gestão inadequada: A falta de sistemas eficazes de coleta, transporte, tratamento e
disposição final de resíduos resulta em acúmulo de lixo nas ruas, terrenos baldios e corpos
d'água.
Poluição ambiental: A disposição inadequada de resíduos contamina o solo, a água e o ar,
prejudicando ecossistemas naturais e colocando em risco a biodiversidade local.
Impactos na saúde pública: A exposição a resíduos sólidos mal gerenciados aumenta o
risco de doenças infecciosas, respiratórias e dermatológicas entre os membros da
comunidade. (ABNT, 2004).
Falta de conscientização: Muitos residentes não estão cientes dos impactos negativos da má
gestão de resíduos ou não têm acesso a informações sobre práticas de descarte adequado.
2.7. Estratégias e Acções
Para alcançar os objetivos estabelecidos, propomos as seguintes estratégias e ações:
2.7.1. Implantação da Coleta Seletiva
Estabelecer pontos de coleta seletiva em áreas estratégicas da comunidade.
Capacitar agentes de coleta e promover a separação adequada de resíduos recicláveis.
Firmar parcerias com cooperativas de catadores para o beneficiamento e comercialização dos
materiais recicláveis.
2.8. Melhoria da Infraestrutura de Coleta e Transporte:
Adquirir equipamentos adequados para coleta e transporte de resíduos, incluindo caminhões
compactadores e contêineres de lixo.
Ampliar a frequência e a abrangência dos serviços de coleta, especialmente em áreas
periféricas e de difícil acesso.
2.9. Educação Ambiental e conscientização
Realizar campanhas educativas sobre a importância da gestão adequada de resíduos sólidos.
Envolver escolas, associações de moradores e empresas locais em atividades de
sensibilização e capacitação.
Distribuir materiais informativos e promover eventos comunitários para engajar a população
na causa ambiental. (ABNT, 2004).
2.10. Parcerias e Colaborações
Estabelecer convénios com órgãos governamentais para o apoio financeiro e técnico às
iniciativas de gestão de resíduos.
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Firmar acordos com empresas privadas para a implementação de programas de
responsabilidade socioambiental e logística reversa.
Engajar organizações não governamentais e voluntários na execução de projetos e ações
relacionadas à gestão de resíduos. (Abrelpe, 2017).
2.11. Monitoramento e Avaliação:
Criar indicadores de desempenho para acompanhar a evolução dos resultados alcançados.
Realizar pesquisas periódicas para avaliar o nível de satisfação da comunidade e identificar
áreas de melhoria.
Realizar auditorias ambientais regulares para garantir o cumprimento das normas e
regulamentos vigentes. (ABNT, 2004).
2.12. Figura 1: lixo na minha comunidade
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CAPÍTULO III
3. Considerações finais
A gestão eficaz de resíduos sólidos é fundamental para promover um ambiente saudável e
sustentável para as gerações presentes e futuras. Por meio deste plano, comprometemo-nos a
trabalhar em colaboração com todos os segmentos da comunidade para alcançar nossos objetivos
comuns. A implementação bem-sucedida deste plano exigirá o engajamento ativo e a
participação de todos os membros da comunidade. Juntos, podemos fazer a diferença e construir
um futuro mais limpo e próspero para nossa comunidade.
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4. Referências bibliográficas
1. Abrelpe (2017). – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos
Especiais. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. Brasília,
2. Alerj, (2012). Fórum Permanente de Desenvolvimento Do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.
3. ABNT (2004). – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10004, Dispõe Sobre a
Classificação Dos Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro, 71 p.
4. Gonçalves, Pólita. (2003). A Reciclagem integradora de aspectos: ambientais, sociais e
econômicos. Rio de Janeiro: Fase, DP&A editores, (Série econômica solidária, v.5)
5. Monteiro, José Henrique Penido et al. (2001). Manual de Gerenciamento Integrado de
Resíduos Sólidos. Coordenação técnica Victor ZularZveibil. Rio de Janeiro: IBAM.
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