Informação Geral Agt
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REPRESENTAÇÃO FISCAL
O que é um representante fiscal?
A representação fiscal é o elo entre os “não residentes e os residentes ausentes do país” (Art. 33.º
CGT) e a AGT, assumindo o papel de um procurador junto da AGT para questões de natureza
tributária. Entre outras funções, o representante fiscal em Angola nomeado pelo não residente ou
ausente assume a responsabilidade de garantir o cumprimento das obrigações fiscais declarativas
deste (e.g. submissão da declaração de conformidade), serve de ponto de contacto para prestação
de esclarecimentos à AGT e exerce o direito de reclamação, recurso ou impugnação contra actos
tributários em nome e por conta do não-residente ou ausente.
Um cidadão não residente obtém rendimentos sujeitos à IRT, IAC ou IP (rendas) quando, ao abrigo
da legislação interna, sejam de considerar como provenientes de fonte angolana (ver capítulo
seguinte “Evitar a Dupla Tributação Internacional”, na resposta à “Quais os rendimentos passíveis
de gerar situações de dupla tributação internacional em Angola?” para listagem completa dos
rendimentos elegíveis).
A título de exemplo, será esse o caso sempre que o cidadão não residente:
Uma vez que os não residentes estão sujeitos à IRT, IAC, II e IP (rendas) sobre os rendimentos
obtidos em território angolano, serão estes os rendimentos passíveis de gerar situações de dupla
tributação internacional em Angola.
Por exemplo, será o caso do não residente que aufere um salário pago por uma empresa
sediada em território nacional.
iii. Rendimentos de aplicação de capitais devidos por entidades que tenham residência,
sede, direção efetiva em Angola ou estabelecimento estável a que deva imputar-se o
pagamento.
Por exemplo, o não residente que aufere juros de um depósito a prazo subscrito junto de uma
instituição de crédito com sede em Angola ou dividendos de uma empresa sediada em território
nacional.
iv. Os rendimentos respeitantes a imóveis situados em Angola.
Por exemplo, o não residente que recebe rendas pelo arrendamento ou cedência de exploração
de imóveis de que seja proprietário em Angola.
A dupla tributação internacional pode ser eliminada, total ou parcialmente, quando exista um ADT
celebrado entre Angola e o Estado de residência do contribuinte.
Os ADT poderão contemplar um de dois mecanismos de eliminação da dupla tributação
internacional, dependendo dos termos concretos do ADT e do tipo de rendimento em questão:
Adicionalmente os ADT poderão atribuir competência exclusiva para tributar determinados rendimentos
apenas a um dos Estados contratantes, o Estado de residência, ou o Estado fonte dos rendimentos.
Não tributação em Angola (parcial ou total) O contribuinte (ou o seu representante fiscal em
Angola) deverá proceder ao preenchimento do
formulário da “Declaração de Conformidade”
com o Acordo, disponibilizada no Portal da AGT,
por forma a solicitar a dispensa total ou parcial
de retenção na fonte do imposto angolano ou
fornecer toda a informação necessária ao
preenchimento a entidade devedora/pagadora
dos rendimentos, juntando um Certificado de
Residência Fiscal passado pela Administração
Tributária Do seu Estado de residência
(contraparte no Acordo).
O ADT celebrado entre Angola e Portugal prevê os seguintes mecanismos de eliminação da dupla
tributação internacional (aplicável aos impostos cujo facto gerador ocorra em ou após 1 de Janeiro de 2020):
As remunerações serão
exclusivamente tributadas em
Portugal se o beneficiário
permanecer em Angola durante
um período ou períodos que não
excedam, no total, 183 dias em
qualquer período de 12 meses
com início ou termo no ano fiscal
em causa;
O ADT celebrado entre Angola e os Emirados Árabes Unidos - EAU prevê os seguintes mecanismos
de eliminação da dupla tributação internacional (aplicável aos impostos cujo facto gerador ocorra em
ou após 1 de Janeiro de 2021):
eliminação de dupla
tributação
Sendo tributados em
Angola, os EAU concederão
ao beneficiário destes
rendimentos um crédito de
imposto correspondente ao
imposto angolano
efetivamente pago.
Sendo tributados em
Angola, os EAU concederão
ao beneficiário destes
rendimentos um crédito de
imposto correspondente ao
imposto angolano
efetivamente pago.
− Ganhos provenientes da
alienação de bens mobiliários
que façam parte do activo de um
estabelecimento estável que
uma empresa dos EAU tenha em
Angola, ou de bens mobiliários
destinados a uma base fixa
disponível para um residente dos
EAU em Angola para fim de
desenvolver uma actividade de
trabalhador independente,
incluindo os ganhos
provenientes da alienação desse
estabelecimento estável (isolado
ou com o conjunto da empresa)
que podem apenas ser
tributados em Angola.
Sendo tributados em
Angola, os EAU concederão
ao beneficiário destes
rendimentos um crédito de
imposto correspondente ao
imposto angolano
efetivamente pago.
Sendo tributados em
Angola, os EAU concederão
ao beneficiário destes
rendimentos um crédito de
imposto correspondente ao
imposto angolano
efetivamente pago.