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Aula 19 Gestao Residuos Solidos

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05/02/2014

Universidade Federal de Ouro Preto Universidade Federal de Ouro Preto


Escola de Minas Escola de Minas
Departamento de Engenharia Civil Departamento de Engenharia Civil

Objetivos da aula
CIV 227 – Saneamento
Ao final desta aula as (os) alunas (os) deverão conhecer
os principais elementos de gestão e gerenciamento dos
resíduos sólidos urbanos.

Conceito de resíduos sólidos urbanos


LIXO
(RSU)
• Em 1934 escrevia Humberto de Campos nos
Cães da Meia-noite:
– “A lata de lixo é, na verdade, o resumo da vida diurna de cada
família. É ela quem diz nas espinhas de peixe e nas cascas de
ovos os pratos que houve à mesa. É ela quem informa se, lá
dentro na sala de jantar, se toma vinho ou cerveja, as
tendências políticas ou sociais do dono da casa e, com as
caixas vazias, os remédios que tomam e, consequentemente,
as saúde dos moradores do prédio. Cada lata de lixo é, em
suma, a crônica doméstica de uma família, deixada à noite à
porta da rua.”

Fonte: http://odairmatias.com.br/?p=5437

Conceito de resíduos sólidos urbanos


(RSU)

Fonte: http://odairmatias.com.br/?p=5437

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Conceito de RSU Conceito de RSU


OCDE: Os resíduos urbanos são o quais foram recolhidos e IPCC: restos de alimentos (ou alimentos desperdiçados); resíduos
tratados nos municípios. Abrange resíduos domésticos, incluindo de jardins, quintais, parques, papel e papelão, madeira, têxteis;
resíduos de comércio e negócios, edifícios de escritórios, fraldas (fraldas descartáveis​​), borracha e couro, plásticos, metais,
instituições e empresas de pequeno porte, quintal e jardim, vidro ( cerâmica e porcelana), e outros (por exemplo, cinzas,
limpeza de ruas e limpeza dos mercados. Resíduos de redes de poeira, sujeira, solo, lixo eletrônico).
esgotos municipais, bem como a construção civil não são
considerados.
Pereira Neto (1996): Massa heterogênea de resíduos sólidos ,
resultantes de atividades humanas, os quais podem ser reciclados e
OPAS: resíduos sólidos ou semi-sólidos gerados nos centros parcialmente utilizados, gerando entre outro benefícios a proteção
populacionais, incluindo de origem doméstica e comercial, bem da saúde pública e economia de energia e recursos naturais.
como aquelas originadas pelas indústrias e instituições (incluindo
hospitais e clínicas) de pequena escala; varrição de ruas e de
mercados, e de outros tipos de limpeza pública.

Conceito de RS Conceito de RS
NBR 10004: aqueles resíduos nos estados sólido e semi-sólido,
que resultam de atividades da comunidade de origem industrial,
doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de PNRS
varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de
sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em • Material, substância, objeto ou bem descartado resultante
equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação
determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a
seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como
exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis gases contidos em recipientes e líquidos cujas
em face a melhor tecnologia disponível”. particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede
pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para
isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face
da melhor tecnologia disponível;

Destaca-se! Destaca-se!
• Resíduos gerados em municípios, centros • Um exclui resíduos de construção civil e lodos
populacionais, atividades humanas. de ETE, mas a norma brasileira inclui.

• Pequenas industrias, hospitais, comércios, • Definição de Pereira Neto (1996) inclui


escritórios, jardins, limpeza urbana em geral. conceitos avançados de proteção do meio
ambiente, reciclagem e valoração energética
• Estado físico (sólido ou semi-sólido)

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Tipologia dos RSU


• Domiciliar
– Atividades de casas, apartamentos
• Comercial
– Atividades de estabelecimentos comerciais
• Público
– Atividades de limpeza de vias, praças, parques etc.
• Fontes especiais
– Atividades peculiares (no município), por isso merece
cuidados especiais de acondicionamento.
– Ex: hospitalar, industrial, provenientes de aeroportos
etc.

Histórico Reciclagem das cavernas


• Atividade humana Sociedade industrializada

Primórdios

Ferramenta de pedra (raspador) Ferramenta de pedra (raspador)


Reciclado. Fonte: Vaquero et al. (2012) Reciclado. Fonte: Vaquero et al. (2012)

RSU pelo mundo Brasil


• Problema agravado depois da migração para as
• Mesopotâmia (4000 a 3000 a.C.): lixo empilhado cidades.
• Roma: fundada em 753 a.C. ficou até 500 a.C. sem nenhuma ação
para gerenciar o lixo. • Década de 70: início da preocupação
– Depois de 500 a. C. => o lixo deveria ser enterrado em valas em
distâncias mínimas de 1,5 km
– Compostagem era pratica (deus Stercus) • Década de 80: início de iniciativas (reciclagem de papel
etc.
• Cidades medievais: sérios problemas de saúde pública (século XIV
peste bulbônica com 43 milhões de vítimas na Europa)
• Década de 90 início da reivindicação de uma política
• 1814 cidade de Nottingham (Inglaterra) incinerava o lixo para nacional de resíduos sólidos (PNRS).
produzir vapor
• 2010: Lei 12.305 institui a PNRS

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Rio de Janeiro Rio de Janeiro

A disposição em lagos e rios em 1930 (COMLURB) Fonte: Lopes (2006)


Ponte para embarque do lixo em Botafogo, Rio de Janeiro, 1914 (COMLURB) Fonte: Lopes (2006)

São Paulo A problemática da gestão dos resíduos sólidos

• Não existia coleta regular até 1869;


• 1913: Inauguração do
incinerador Araxá

Fonte: Lopes (2006)

A problemática da gestão dos resíduos sólidos

Destinação final dos resíduos sólidos domiciliares e/ou públicos

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Impactos negativos dos RSU Impactos negativos


• Ambiental
• Na saúde humana
• Social
RESOLUÇÃO CONAMA 01/86
impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e
biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia
resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V - e a qualidade dos recursos ambientais.

Propagação da poluição (meio ambiente e bioata)

Respiração Atmosfera Absorção foliar


animal

Vegetação
Vida animal
Fonte Microrganismos
poluidora
Despejo
Deposição
IMPACTOS AMBIENTAIS Lixiviação
Água Solo

Infiltração
Fonte: adaptado de Valle, 1995

Materiais tóxicos comuns no RSU


Substância Fontes Efeitos na saúde Dioxinas e furanos
Cádmio Baterias, tintas, pinturas Carcinogênico, ecotoxina, efeitos
reprodutivo
Dioxinas
Chumbo Baterias, vernizes, selantes, Neurotoxinas, efeitos reprodutivos •Combustão da matéria orgânica na presença de cloro;
tinturas de cabelo •RS: presença de plásticos a base de PVC
Mercúrio Baterias, tintas, lâmpadas Ecotoxinas, neurotoxinas, efeitos
fluorescentes reprodutivos
Cloreto de metila Tinta, adesivos, pesticidas Carcinogênico
Metil-etil acetona Solvente orgânico, adesivos e Neurotoxina, efeitos reprodutivos
limpadores de cera Furanos
PCB
Percloroetileno Limpa-tapetes, removedores Carcinogênicos, ecotoxinas, efeitos
de manchas, tecidos reprodutivos
Fenol Adesivos Ecotoxinas, mutagênico, efeitos Oxigênio
reprodutivos Calor
Tolueno Tinta, polidores de unha, Ecotoxinas, mutagênico, efeitos
adesivos reprodutivos
Cloreto de vinila Pláticos Carcinogênico, mutagênico, efeitos
reprodutivos
Fonte: Tobias (2012) apud Tchobanoglous (2002)

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Bioacumulação e biomagnificação

PCB´s na cadeia alimentar aquática dos Grandes Lagos. Fonte: Baird, 2002
TEQ em ppt

Fora do mercado

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RSU e saúde pública


Contato direto

Ar

Água
Resíduos Sólidos Meio
Solo

Contato
IMPACTOS NEGATIVOS NA SAÚDE indireto Mecânicos
Alimentos
Vetores
Biológicos

Vias de contato do ser humano com os resíduos sólidos. Adaptado de Tobias (2012)

Doenças relacionadas com RSU RSU e saúde pública


• O que tem nos RSU que atrai vetores
biológicos (moscas, mosquitos, baratas, ratos
etc.) ?
– Alimento, abrigo, água e temperatura

• Um mosca doméstica pode estar associada


com mais de 25 doenças (febre tifóide,
ascaridíase, amebíase etc.).

Vive de 1 a 4 meses

Pode por de 2.500 a 4.000 ovos


RSU e saúde pública
Em 6 meses a geração de uma mosca
pode alcançar 5.598.700.000.000 de
insetos
Fonte: http://www.ebras.bi.br/oe-insetos/pecas_bucais.asp

3-4 dias 1-2 dias

4-7 dias
Carregam até 107 microrganismos
em seu corpo

Pode percorre 12 km por dia

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Impactos sociais
• A existência de seres humanos vivendo e
trabalhando em condições deploráveis e
submetidos a grandes riscos.

• Impactos na saúde e bem estar que por sua


vez impactam na capacidade de trabalho
IMPACTOS SOCIAIS
• Diminuição da renda

child workers in Payatas Dumpsite, Quezon City, Metro Manila, Jo Crowe


Philippines/2000/NANA BUXANI Julho, 2007

Jo Crowe
Julho, 2007 Jo Crowe Julho, 2007

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Impactos negativos dos RSU

Semelhança entre os processos de geração de RS num organismo vivo


Linear? e numa sociedade
entradas saídas
Extração de matéria
prima trabalho
matéria
síntese celular
+
organismo
Manufatura energia

excreções
(gases, fezes, urina, suor etc.)
Consumo
serviços
matéria
bens
+
Resíduos sociedade
energia

Disposição final
resíduos
(sólidos, líquidos e gasosos)

Ciclo de causalidade dos RS Consumo e desperdício


Extração de
Matéria Prima -
+
Qualidade do
+ meio
Manufatura ambiente
+ Resíduos
+ -
- + -
+
Energia Disposição
adequada
Consumo + RRR
-
+ +

Redução na Bem
fonte estar

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Consumo e desperdício

O BOM CAMINHO

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Geração de resíduos por renda Geração de RSU por renda e anual

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Gestão x Gerenciamento Gestão e Gerenciamento


• Gestão: ato ou efeito de gerir, administrar,
gerenciar
(conotação estratégica, política)

• Gerenciamento: ação ou efeito de gerencia


(conotação operacional, executiva)

Palavras, palavrinhas... Gestão integrada


• Integrado • conjunto de ações voltadas para a busca de
soluções para os resíduos sólidos, de forma a
• Integral considerar as dimensões política, econômica,
ambiental, cultural e social, com controle
• Estratégico
social e sob a premissa do desenvolvimento
• Universalização
sustentável;

• Sustentável

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Gestão integrada
Gestão integrada

Fonte: ABRELPE, 2013 Fonte: ABRELPE, 2013

A gestão integrada dos RSU busca: Gestão integrada


• Satisfazer as demandas de todos os cidadãos;
• Promover saúde e bem estar da população;
• Proteger a qualidade e garantir a sustentabilidade
do ambiente urbano
• Preservar os recursos naturais, desde sua
extração, passando por sua transformação, até a
disposiçao final;
• Aumentar a eficiência e a produtividade da
economia
• Gerar emprego e renda
Fonte: ABRELPE, 2013

Fonte: ABRELPE, 2013


União Europeia
União Europeia

• A Diretiva 2008/98/EC define os conceitos e


definições básicos relacionados com a gestão de resíduos,
tais como definições de resíduos, reciclagem e
recuperação. Ela explica quando o resíduo deixa de ser
resíduo e se torna matéria prima secundária (em inglês é
usado o termo “end-of-waste criteria”), e como distinguir
entre resíduos e derivados.

• Esta Diretiva estabelece a estrutura legal para o


tratamento dos resíduos dentro da Comunidade. Ela tem o
objetivo de proteger o meio ambiente e a saúde de
humana através da prevenção dos efeitos danosos da
geração de resíduos e da gestão de
resíduos.

Fonte: ABRELPE, 2013

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Medidas pela Abordagem da Política

Fonte: ABRELPE, 2013


Fonte: ABRELPE, 2013

Resultados Japão

Fonte: ABRELPE, 2013


Fonte: ABRELPE, 2013

Conceitos de economia ambiental Conceitos de economia ambiental


O que é uma externalidade? É o efeito ou consequência da ação
de uma(s) entidade(s) econômica(s) sobre outra(s) entidade(s)
econômica(s) de maneira favorável ou desfavorável, os quais não são - Para fazer avaliação econômica com base nos
levados em consideração. critérios da teoria do bem-estar é necessário
internalizar os benefícios e custos externos
- Um custo externo (ou externalidade negativa) existe quando:
- Uma atividade feita por um agente causa a perda de bem-estar a outro agente. - A política de implantação “princípio do poluidor
- A perda do bem-estar não é compensada.
pagador” é uma forma de intenalizar os custos
externos
- As duas condições devem existir para que haja externalidade ou custo
externo
- A política de implantação “conservador recebedor ”
é uma forma de internalizar os benefícios externos
- Se a perda do bem-estar é acompanhada de compensação pelo
agente causador da externalidade, diz-se que o efeito é internalizado.

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Japão Japão

Fonte: ABRELPE, 2013 Fonte: ABRELPE, 2013

Resultados no Japão Resultados no Japão

Fonte: ABRELPE, 2013 Fonte: ABRELPE, 2013

Resultados no Japão Banco Mundial

Fonte: ABRELPE, 2013 Fonte: Banco Mundial, 2012

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EPA Gerenciamento de resíduos sólidos


• conjunto de ações exercidas, direta ou
indiretamente, nas etapas de coleta,
transporte, transbordo, tratamento e
destinação final ambientalmente adequada
dos resíduos sólidos e disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos, de
acordo com plano municipal de gestão
integrada de resíduos sólidos ou com plano de
gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos
na forma desta Lei;

Práticas de gerenciamento Práticas de gerenciamento por renda


Atividade Renda baixa Renda média Renda alta
• Redução na fonte Redução Não há programas Alguns discussão de Programas de
organizados. Mas redução na fonte, educação
• Coleta reutilização e baixa mas organizados
taxas de geração de raramente enfatizar
• Reciclagem resíduos per capita incorporados em os três "Rs" -
são comuns. um organizado reduzir, reutilizar e
• Compostagem Programa. reciclar.
Mais
• Incineração responsabilidade do
produtor e foco em
• Aterro design de produto.

Fonte: Adaptado de Banco Mundial, 2012

Práticas de gerenciamento por renda Práticas de gerenciamento por renda


Atividade Renda baixa Renda média Renda alta
Atividade Renda baixa Renda média Renda alta
Reciclagem Embora a maior parte Setor informal ainda Serviços de coleta de
Coleta Esporádica e Melhor serviço e Taxa de recolha
da reciclagem é envolvidos, alguns de materiais recicláveis ​e
ineficiente. O serviço é aumento da superior a 90%.
através do setor alta tecnologia de de alta tecnologia de
limitado a áreas de arrecadação de áreas Caminhões
informal de resíduos, triagem e triagem e
grande visibilidade, os residenciais. Frota de compactadores e
as taxas de reciclagem processamento processamento de
ricos dispostos a veículos maiores e veículos altamente
tendem a ser instalações. As taxas instalações são
pagar. Alta fração de mais mecanização. mecanizadas e
elevados. Os de reciclagem são comuns e
inertes e Taxa de recolha varia estações de
mercados de relativamente regulamentado. Cada
ocmpostaveis impacto entre 50 a 80%. As transferência são
reciclagem elevados. Os materiais vez mais atenção para
Coleta-geral abaixo de estações de comuns.
não são são muitas vezes os mercados de longo
50%. transferência estão Envelhecimento
regulamentados e importadas para prazo.
lentamente trabalhadores de
incluem uma série de reciclagem. Os Taxas de reciclagem
incorporado no coleta, muitas vezes é
"atravessadores". mercados de em geral superiores a
sistema de uma consideração no
Grandes variações de reciclagem são um baixa e média renda.
gerenciamento projeto do sistema.
preços. pouco mais regulado.
Os preços das
matérias variar
consideravelmente.
Fonte: Adaptado de Banco Mundial, 2012 Fonte: Adaptado de Banco Mundial, 2012

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Origem Fontes de RS segundo Maystre (1994):


• Por que é importante conhecer? • De produção
– Poder dar um encaminhamento adequado até a sua
disposição final viável em termos econômicos e • De consumo
compatível em termos ambientais

• Por que muitas classificações? • De obsolescência


– Programada
– Heterogeneidade dos RS – diversas classificações sõa
adotadas variando o tipo de enfoque que se interessa – Persceptida
considerar

Classificação de RSU Quanto a atividade que o produziu:


• Residencial
• Comercial
• Serviços de saúde
• Industrial
• Varrição e feiras
• Especiais

Classificação Classificação
A norma NBR 10004, de 2004, trata da classificação de
resíduos sólidos quanto a sua periculosidade, ou seja, • Classe II A – Não inertes
característica apresentada pelo resíduo em função de São aqueles que não se enquadram na classe I ou III. Os resíduos classe II
podem ter as seguintes propriedades: combustibilidade,
suas propriedades físicas, químicas ou biodegradabilidade ou solubilidade em água.
infectocontagiosas, que podem representar potencial
de risco à saúde pública e ao meio ambiente. De • Classe II B - Inertes
acordo com sua periculosidade os resíduos sólidos São aqueles que, por suas características intrínsecas, não oferecem riscos à
podem ser enquadrados como: saúde e ao meio ambiente. Além disso, quando amostrados de forma
representativa, segundo a norma NBR 10007, e submetidos a um contato
estático ou dinâmico com água destilada ou deionizada, a temperatura
• Classe I Residuos perigosos ambiente, conforme teste de solubilização segundo a norma NBR 10006,
não têm nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações
São aqueles que apresentam periculosidade, conforme superiores aos padrões de potabilidade da água, conforme listagem nº 8,
constante do Anexo H da NBR 10004, excetuando-se os padrões de
definido anteriormente, ou uma das características aspecto, cor, turbidez e sabor.
seguintes: inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
toxicidade ou patogenicidade.

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Resíduos Classe I - Perigosos


Resíduos Classe II A –
Resíduos Classe II – Não inertes
Não - perigosos
Resíduos Classe II B
– Inertes

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4.2.1.1 Inflamabilidade
Um resíduo sólido é caracterizado como inflamável (código de identificação D001), se
uma amostra representativa dele, obtida conforme a ABNT NBR 10007, apresentar
qualquer uma das seguintes propriedades:
a) ser líquida e ter ponto de fulgor inferior a 60°C, determinado conforme ABNT NBR
14598 ou equivalente, excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24% de álcool
em volume;
b) não ser líquida e ser capaz de, sob condições de temperatura e pressão de 25°C e 0,1
MPa (1 atm), produzir fogo por fricção, absorção de umidade ou por alterações químicas
espontâneas e, quando inflamada, queimar vigorosa e persistentemente, dificultando a
extinção do fogo;
c) ser um oxidante definido como substância que pode liberar oxigênio e, como
resultado, estimular a combustão e aumentar a intensidade do fogo em outro material;
d) ser um gás comprimido inflamável, conforme a Legislação Federal sobre transporte de
produtos perigosos (Portarianº 204/1997 do Ministério dos Transportes).

4.2.1.5 Patogenicidade • QUANTO À ORIGEM;


4.2.1.5.1 Um resíduo é caracterizado como patogênico (código de
identificação D004) se uma amostra representativa dele, obtida segundo
a ABNT NBR 10007, contiver ou se houver suspeita de conter, a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas
microorganismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxiribonucléico em residências urbanas;
(ADN) ou ácido ribonucléico (ARN) recombinantes, organismos
geneticamente modificados, plasmídios, cloroplastos, mitocôndrias ou b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição,
toxinas capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais. limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de
4.2.1.5.2 Os resíduos de serviços de saúde deverão ser classificados limpeza urbana;
conforme ABNT NBR 12808.
Os resíduos gerados nas estações de tratamento de esgotos domésticos c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas
e os resíduos sólidos domiciliares, excetuando-se os originados na “a” e “b”;
assistência à saúde da pessoa ou animal, não serão classificados segundo
os critérios de patogenicidade. 111

• QUANTO À ORIGEM;
• QUANTO À ORIGEM;
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os
gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”;
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas
em residências urbanas; f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e
instalações industriais;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição,
limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de
limpeza urbana; saúde, conforme definido em regulamento
ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas SNVS;
“a” e “b”;

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• QUANTO À ORIGEM;
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, • QUANTO À ORIGEM;
reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de
incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos
obras civis; nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa,
agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos extração ou beneficiamento de minérios;
utilizados nessas atividades;

j) resíduos de serviços de transportes: originários de portos,


aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e
passagens de fronteira;

• QUANTO À PERICULOSIDADE;
a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas • QUANTO À PERICULOSIDADE;
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade Parágrafo único. Respeitado o disposto no art. 20, os
e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde resíduos referidos na alínea “d” do inciso I do caput , se
pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, caracterizados como não perigosos, podem, em razão de
regulamento ou norma técnica; sua natureza, composição ou volume, ser equiparados
aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal.
b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na
alínea “a”.
Capacidade de induzir ou elevar o risco de uma
malformação congênita;

Composição dos RSU Composição global dos RSU


• Varia com a renda
• Varia com a cultura
...

Fonte: Banco Mundial, 2012

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Composição: RSU do rico x RSU do pobre


Variação da composição dos RSU

Fonte: Banco Mundial, 2012


Fonte: Banco Mundial, 2012

Composição gravimétrica de RSU Composição gravimétrica de RSU


Brasil 2008 Brasil 2008 (simplificando)

Fonte: MMA Fonte: MMA

Lei 12.305 de 2 de agosto de 2010


• Institui a POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS
SÓLIDOS (PNRS)
• Não se aplica a rejeitos radioativos
PNRS • Não revoga nenhuma outra lei
Política nacional de resíduos sólidos Interface com estas leis:

• Lei 11445
• Lei 11107
• Lei 9795
• Lei 9974 embalagens de agrotoxicos
• Lei 9966 poluição em águas de jurisdição nacional

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Principais definição da Lei 12.305 Principais definição da Lei 12.305


• acordo setorial: ato de natureza contratual firmado entre o • ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o
poder público e fabricantes, importadores, distribuidores desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-
ou comerciantes, tendo em vista a implantação da primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do disposição final;
produto;
• coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente
• área contaminada: local onde há contaminação causada segregados conforme sua constituição ou composição;
pela disposição, regular ou irregular, de quaisquer
substâncias ou resíduos; • controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos
que garantam à sociedade informações e participação nos
• área órfã contaminada: área contaminada cujos processos de formulação, implementação e avaliação das
responsáveis pela disposição não sejam identificáveis ou políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos;
individualizáveis;

Principais definição da Lei 12.305 Principais definição da Lei 12.305


• destinação final ambientalmente adequada Gestão x Gerenciamento
X

• disposição final ambientalmente adequada

Principais definição da Lei 12.305 Principais definição da Lei 12.305


• Gestão: ato ou efeito de gerir, administrar, • logística reversa: instrumento de desenvolvimento
econômico e social caracterizado por um conjunto de
gerenciar ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a
coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor
(conotação estratégica, política) empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em
outros ciclos produtivos, ou outra destinação final
ambientalmente adequada;
• Gerenciamento: ação ou efeito de gerencia • padrões sustentáveis de produção e consumo: produção e
(conotação operacional, executiva) consumo de bens e serviços de forma a atender as
necessidades das atuais gerações e permitir melhores
condições de vida, sem comprometer a qualidade
ambiental e o atendimento das necessidades das gerações
futuras;

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Principais definição da Lei 12.305 Principais definição da Lei 12.305


e REUTILIZAÇÃO • resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado
resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação
final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a
• reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que
envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases
biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem
produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos
pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente
Suasa;
inviáveis em face da melhor tecnologia disponível;
• reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem
sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as • rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as
condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do possibilidades de tratamento e recuperação por processos
Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;
tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não
apresentem outra possibilidade que não a disposição final
ambientalmente adequada;

Principais definição da Lei 12.305 Principais definição da Lei 12.305


• responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: • serviço público de limpeza urbana e de manejo de
conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos resíduos sólidos: conjunto de atividades previstas
fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos no art. 7º da Lei nº 11.445, de 2007.
consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza
urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume • Para os efeitos desta Lei, o serviço público de limpeza urbana e de
de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes
atividades:
impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental – I - de coleta, transbordo e transporte dos resíduos relacionados na alínea
decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei; c do inciso I do caput do art. 3o desta Lei;

– II - de triagem para fins de reúso ou reciclagem, de tratamento, inclusive


por compostagem, e de disposição final dos resíduos relacionados na
alínea c do inciso I do caput do art. 3o desta Lei;

– III - de varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos


e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana.

São princípios da Política Nacional de Visão sistêmica Ciclo de causalidade do fluxo de


Resíduos Sólidos: RS na sociedade
• a prevenção e a precaução; Extração de
Matéria Prima -
• o poluidor-pagador e o protetor-recebedor; +
Qualidade do
+ meio
• a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as Manufatura
+ ambiente
variáveis ambiental, social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde Resíduos
+ -
pública; - + -
+
Energia
• o desenvolvimento sustentável; Disposição
adequada
Consumo + RRR
• a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a -
preços competitivos, de bens e serviços qualificados que satisfaçam as +
necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do +
impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível, no Bem
mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta; Redução na
fonte estar

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05/02/2014

São princípios da Política Nacional de Alguns objetivos da Política Nacional


Resíduos Sólidos: de Resíduos Sólidos:
• a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor • Saúde pública e qualidade do meio ambiente;
empresarial e demais segmentos da sociedade;

• a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; • Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos
resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente
• o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como adequada dos rejeitos;
um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e
promotor de cidadania;
• estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo
de bens e serviços;
• o respeito às diversidades locais e regionais;

• o direito da sociedade à informação e ao controle social; • estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.

• a razoabilidade e a proporcionalidade.

Rotulagem ambiental Alguns objetivos da Política Nacional


de Resíduos Sólidos:
• regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da
prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de
Selos para
resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e
produtos de origem econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços
Selo para FLORESTAL prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional
produtos e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007;
ORGÂNICOS

• prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para:


a) produtos reciclados e recicláveis;
b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis
com padrões de consumo social e ambientalmente
sustentáveis;

Alguns objetivos da Política Nacional


Principais instrumentos da PNRS
de Resíduos Sólidos:
• integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas • os planos de resíduos sólidos;
ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos;
• os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos
• redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; sólidos;

• incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de • a coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras
matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e
reciclados; ferramentas relacionadas à implementação da
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos
• gestão integrada de resíduos sólidos;
produtos;

• articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com • o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas
o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para ou de outras formas de associação de catadores de
a gestão integrada de resíduos sólidos; materiais reutilizáveis e recicláveis;
• capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;

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05/02/2014

Principais instrumentos da PNRS


• o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos;

• o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir);

• no que couber, os instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente, entre


eles:
– a) os padrões de qualidade ambiental;
– b) o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou
Utilizadoras de Recursos Ambientais;
– c) o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa
Ambiental;
– d) a avaliação de impactos ambientais;
– e) o Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima);
– f) o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente
poluidoras;

• IX - o incentivo à adoção de consórcios ou de outras formas de cooperação entre


os entes federados, com vistas à elevação das escalas de aproveitamento e à
redução dos custos envolvidos

Diretrizes aplicáveis Hierarquia na gestão e gerenciamento


Linhas de ação da PNRS dos RS

3 Rs Diretrizes aplicáveis
• Poderão ser utilizadas tecnologias visando à
recuperação energética dos
resíduos sólidos urbanos, desde que tenha
sido comprovada sua viabilidade técnica e
ambiental e com a implantação de programa
de monitoramento de emissão de gases
tóxicos aprovado pelo órgão ambiental.

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05/02/2014

Classificação Classificação
• Quanto a origem: • Quanto a origem:

• a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em • g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde,
residências urbanas; conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos
órgãos do Sisnama e do SNVS;
• b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de
logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana; • h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os
• c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”; resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;

• d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os • i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e
gerados nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas
“h” e “j”; atividades;

• e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas • j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos,
atividades, excetuados os referidos na alínea “c”; aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e
passagens de fronteira;
• f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações • k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração
industriais; ou beneficiamento de minérios;

Classificação Diretrizes aplicáveis


• Quanto periculosidade:
– a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas
características de inflamabilidade, corrosividade,
reatividade, toxicidade, patogenicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade e
mutagenicidade, apresentam significativo risco à
saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo
com lei, regulamento ou norma técnica;

– b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados


na alínea “a”.

Plano nacional de resíduos sólidos Plano nacional de resíduos sólidos


• programas, projetos e ações para o atendimento das metas previstas;
• diagnóstico da situação atual dos resíduos sólidos;
• proposição de cenários, incluindo tendências internacionais • normas e condicionantes técnicas para o acesso a recursos da União, para a
e macroeconômicas; obtenção de seu aval ou para o acesso a recursos administrados, direta ou
indiretamente, por entidade federal, quando destinados a ações e
• metas de redução, reutilização, reciclagem, entre outras,
com vistas a reduzir a quantidade de resíduos e rejeitos programas de interesse dos resíduos sólidos;
encaminhados para disposição final ambientalmente • medidas para incentivar e viabilizar a gestão regionalizada dos resíduos
adequada; sólidos;
• metas para o aproveitamento energético dos gases gerados • diretrizes para o planejamento e demais atividades de gestão de resíduos
nas unidades de disposição final de resíduos sólidos; sólidos das regiões integradas de desenvolvimento instituídas por lei
• metas para a eliminação e recuperação de lixões, complementar, bem como para as áreas de especial interesse turístico;
associadas à inclusão social e à emancipação econômica de • normas e diretrizes para a disposição final de rejeitos e, quando couber, de
catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; resíduos;
• meios a serem utilizados para o controle e a fiscalização, no âmbito
nacional, de sua implementação e operacionalização, assegurado o controle
social.

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05/02/2014

Diretrizes e estratégias – Plano


Como o plano nacional é elaborado???
Nacional de RS
• mediante processo de mobilização e
participação social, incluindo a realização de
audiências e consultas públicas.

META - Plano Nacional de RS META - Plano Nacional de RS

Diretrizes aplicáveis
• Resíduos sólidos urbanos: domiciliares + limpeza urbana

• resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e


instalações industriais;

• resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de


saúde, conforme definido em regulamento ou em normas
estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;

• resíduos de mineração: os gerados na atividade de


pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios;

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05/02/2014

• os estabelecimentos comerciais e de prestação de


serviços que:
Conteúdo
a) gerem resíduos perigosos;
b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não • descrição do empreendimento ou atividade;
perigosos, por sua natureza, composição ou volume, • diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou
não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo
administrados, contendo a origem, o volume e a
poder público municipal;
caracterização dos resíduos, incluindo os passivos
ambientais a eles relacionados;

Conteúdo
• observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do
Sisnama, do SNVS e do Suasa e, se houver, o plano Conteúdo
municipal de gestão integrada de resíduos sólidos:
• Diagnóstico
a) explicitação dos responsáveis por cada etapa do
gerenciamento de resíduos sólidos;
• Responsabilidades
b) definição dos procedimentos operacionais relativos às
etapas do gerenciamento de resíduos sólidos sob
responsabilidade do gerador;

Responsabilidade Compartilhada
Conteúdo
• identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros Abrange:
geradores;
• ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de • investimento no desenvolvimento, na fabricação e na
gerenciamento incorreto ou acidentes; colocação no mercado de produtos:
• metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de • divulgação de informações relativas às formas de evitar,
resíduos sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos reciclar e eliminar os resíduos sólidos associados a seus
do Sisnama, do SNVS e do Suasa, à reutilização e reciclagem;
respectivos produtos;
• se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo
de vida dos produtos, na forma do art. 31; • recolhimento dos produtos e dos resíduos remanescentes
• medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos
após o uso, assim como sua subsequente destinação final
resíduos sólidos; ambientalmente adequada, no caso de produtos objeto de
• periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de sistema de logística reversa na forma do art. 33;
vigência da respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do
Sisnama.

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05/02/2014

Responsabilidade Compartilhada Logística reversa


• São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística
• As embalagens devem ser fabricadas com materiais que reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo
propiciem a reutilização ou a reciclagem. consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza
urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes de:
– agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros
produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo
perigoso,
– pilhas e baterias;
– pneus;
– óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
– lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz
mista;
– produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Logística reversa Instrumentos econômicos


• São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística
reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo
consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza
• Objetiva financiar ações previstas na PNRS
urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes de:
– agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros
produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo
perigoso,
– pilhas e baterias;
– pneus;
– óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
– lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz
mista;
– produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Proibido Proibido
- lançamento em praias, no mar ou em quaisquer São proibidas, nas áreas de disposição final de
corpos hídricos; resíduos ou rejeitos, as seguintes atividades:
-lançamento in natura a céu aberto, excetuados os I - utilização dos rejeitos dispostos como
resíduos de mineração; alimentação;
- queima a céu aberto ou em recipientes, II - catação, observado o disposto no inciso V
instalações e equipamentos não licenciados para do art. 17;
essa finalidade; III - criação de animais domésticos;
-outras formas vedadas pelo poder público. IV - fixação de habitações temporárias ou
permanentes;
V - outras atividades vedadas pelo poder
público.

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05/02/2014

Limpeza urbana ou pública


• Conjunto de atividades que permite o
adequando estado de limpeza de um
aglomerado humano.
Para os efeitos desta Lei 11445 limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos: conjunto de atividades, infra-estruturas e
instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo,
tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário
da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas;

Características de um adequando
Situações serviço de limpeza pública
desejáveis
• Aspecto técnico

• Aspecto social

• Aspecto econômico

• Aspecto organizativo

• Aspecto de saúde

• Aspecto ambiental

Principais formas de acondicionamento de resíduos


Coleta domésticos

• Atividade de reunir os RS conveniente mente • Sacos pláticos


acondicionados (embalados) objetivando seu • Tambores Considera:
estanqueidade, peso,
transporte • Latas facilidade de manuseio,
resistência, volume,
• Bombonas durabilidade, custo etc
• Caçambas
• Contenedores
• Recipientes basculantes em carrinhos

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05/02/2014

Recipientes para coleta mecanizada


Vantagem: mais eficiente Sistemas de coleta
que coleta manual
Desvantagem: resistência • Sistema regular
da pop. deixar terceiros – Ponto a ponto
utilizarem – Porta a porta

• Coleta especial – unidades de saúde, animais mortos,


dejetos de feiras livres, limpeza de cemintérios;
Sacos plásticos
Vantagem: diminui o peso
a ser levantado; não • Coleta realiza pelo produtor : resíduos de indústrias,
precisa ser lavado etc. construção civil;
Desvantagem: custo por
saco; saco pode romper • Coleta seletiva – coleta de resíduos previamente
segregados;

Coleta seletiva Coleta seletiva


• Porta a porta – coletados diretamente na • Participação da população
fonte produtora (domicílios, estabelecimentos
comerciais etc); Não pode estar longe da
• Equipamentos e veículos coletores
fonte
• Ponto a ponto – pontos com recipientes apropriados
adequados para onde os cidadãos deve se
dirigir para depositar seus RS segregados;

Horário de coleta Horário de coleta


• É o momento em que o veículo de retira o RS
devidamente acondicionado – coletado! Interferência no transito
• Depende das condições de tráfego, características • diurno Economia
Maior desgaste do
Melhor fiscalização trabalhador – menor
da via e da frota disponível produtividade

• Importante: Para criar hábitos Não interfere no transito Ruído


– Ampla informação na população • noturno Maior produtividade
(maior velocidade média)
Dificulta a fiscalização
Maior custo de mão de obra
– Obedecidos com rigor Menor frota Maior desgaste dos veículos
O resíduos não ficam Riscos de danos e acidentes
expostos durante o dia
Evitando acúmulo
de RS nas vias
públicas

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05/02/2014

Frequência de coleta
Alta frequência
Reduz necessidade de
• Número de vezes por semana em que é feita a armazenamento – melhor
remoção de RS num determinado local da do ponto de vista
cidade sanitário.
Relação custo x benefício

Para criar hábitos


na população
Evitando acúmulo Maior impacto visual –
de RS nas vias problemas com odores e
públicas Baixa frequência vetores

Frota Tipos de veículos


• É a quantidade de veículos a serem usados na • Sem compactação
coleta e transporte.

Caminhão basculante Caminhão poliguindaste

Tipos de veículos Tipos de veículos


• Sem compactação • Sem compactação

Caminhão bau
Trator com reboque

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05/02/2014

Tipos de veículos Tipos de veículos


• Sem compactação • Sem compactação

Caminhão roll-on/roll off Carrinho manual – (neste caso elétrico)

Tipos de veículos Tipos de veículos


• Sem compactação • Com compactação

Microtrator compactador

Caminhão compactador

Carroça

Eficiência dos veículos de coleta


• Estados unidos – pop. Atendida por veículo
3.000-5.000 habitantes

• Nigéria – pop. atendida por veículo


20.000 habitantes

• América latina – pop. atendida por veículo


7.000-10.000 habitantes

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05/02/2014

Transporte Dimensionamento da frota


• Transporte do RS coletado até sua destinação
ambientalmente adequada

Exemplos de números de operários


Guarnição
para coleta
• Conjunto de indivíduos que recolhem e • Caminhão basculante até 6 m³
armazenam os resíduos no veículo de 2 operários
transporte.
• Quantidade de indivíduos varia: • Caminhão basculante maior que 6 m³
– Tipo que equipamento;
4 operários
– Volume e quantidade de resíduos
– Rendimento desejável
– Características físicas da localidade

Itinerário Itinerário
• É o trajeto que o veículo de coleta deve
percorrer dentro de um mesmo setor.
• Para definição do itinerário:
– Início da coleta deve ser o mais próximo possível
da garagem;
– Termino o mais próximo possível da estação de
transbordo;
– Sentido descendente nas ruas mais íngremes;
– Respeito ao tráfego.

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05/02/2014

Varrição Varrição
• Conjuntos de atividades necessárias para • Manual
reunir acondicionar e remover RS lançados
por causas naturais ou pela ação humana nas
vias públicas

Varrição Varrição
• Manual • Mecanizada

Capina e roçagem
• Capina: corte da vegetação rente ao solo;

• Roçagem: corte da vegetação em altura de 5 a


10 cm acima do solo – deseja-se manter a
vegetação para evitar deslizamento

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05/02/2014

Roçadeira mecânica Roçadeira mecânica

Capina química Transbordo


• Com o afastamento dos Aterros sanitário do
centros urbanos uma alternativa é uma
estação que receba RS de caminhões de
pequeno porte, que colocados em caminhões
de grande porte podem enfim ser
transportados para sua destinação
ambientalmente adequada.

• Estações de transferência ou de transborno

Estações de transferência Estações de trasnferência


• Direta • Com compactação

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05/02/2014

Estações de transferência Pré-tratamento


• Com enfardamento • Condicionar os RS para sua posterior
• Combinadas destinação ambientalmente adequada

Pré-tratamento Segregação
• Condicionar os RS para sua posterior destinação.
– Segregação
– Redução de tamanho
– Separação por tamanho
– Separação por densidade
– Separação elétrica
– Compactação
– Secagem
– Prensagem e enfardamento
– Manuseio

Separação de tamanho
Redução do tamanho

Triturador

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05/02/2014

Separação de tamanho

Conjunto de peneiras

Separação por campo magnético Prensagem e enfardamento

Coleta especial – serviços de saúde Coleta especial – serviços de saúde


• materiais perfuro cortantes

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05/02/2014

Coleta especial – serviços de saúde Transporte de resíduos perigosos

Transporte de resíduos perigosos Transporte de resíduos perigosos


•Kit de Emergência e EPI’s
•Cones para a sinalização (Vermelho e Branco)
•Cones para a Sustentação da Fita de Sinalização.
•Fita de Sinalização, placas e cordas.
•Respiradores, Pás e Bombonas.

Quem pode transportar resíduos 1. Isolamento da área de carregamento

perigosos
Condutor com carteiro CATEGORIA "E" Veículo
Destinada a condutor de veículo conjugado em que a
unidade tratora se enquadre nas categorias b, c ou d e
cuja unidade acoplada, tenha 6.000kg ou mais de peso
bruto total, ou cuja lotação exceda a 08 (oito) lugares, ou
seja enquadrada na categoria TRAILER; e não ter 2. Verificação dos itens de segurança do e

cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser


reincidente em infrações médias, durante os últimos
doze meses; poderá dirigir inflamáveis e cargas perigosas 4. Cobrir e identificar o veículo de
acordo com as Normas Técnicas da ABNT
desde que tenha o curso MOPP(Curso de Movimentação
Motorista
de Produtos Perigosos).

3. Impermeabilização do veículo

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05/02/2014

Coleta e transporte para destinação


final ambientalmente adequanda

Redução dos impactos negativos...


Impactos proveniente da...
Produção de chorume, gases (poluição da
água, solo e ar);
Proliferação de vetores

Compostagem Compostagem
• Segundo Pereira Neto (1996): “... é o processo • Redução do volume
biológico aeróbio e controlado de tratamento • Produção de composto
e estabilização de resíduos orgânicos para a • CH4 por CO2
produção húmus.”

Compostagem Compostagem
• RSU (fração orgânica) • Preparação
• Restos de feiras • Decomposição ativa
• Podas de jardins • Maturação
• Lodo de estações de tratamento de esgoto • Venda
• etc

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05/02/2014

Classificação Fases da compostagem


• Aeróbia x anaeróbia

• Mesofílica x termofílica
20 a 45 oC 45 a 65 oC

70 100

Compostagem – montes em forma de: Visão geral de uma UTC


• Usina de triagem e compostagem (UTC) de
baixo custo

UTC – Usina de triagem e


Exemplo de dimensionamento
compostagem de Goianá - MG
• Cálculo para área total da unidade
– Depósito de 50m²
– Prédio administrativo 70m²
– Baia para estocagem de material reciclável = 70m²

• (Ac) Área total da unidade


– 6400 + 640 + 50 + 70 + 70 = 7.230 m² = 0,723 ha

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05/02/2014

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05/02/2014

43
05/02/2014

Classificação quanto a técnica Windrow

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05/02/2014

Windrow In-vessel – Fluxo em pistão vertical

In-vessel – Tambor de rotação


horizontal

Tratamento Térmico Tratamento Térmico


Incineração (Conceito) Vantagens da Incineração:
Método de tratamento utilizado para resíduos que não • Redução do volume (de 70 a 90%)
podem ser reciclados ou utilizados, e em muitos casos
dispostos no aterro. • Recuperação de energia
Classificam-se em: • Redução do impacto ambiental (Considerando as
• Alta temperatura tecnologias de tratamento de gases)
 Remoção da fração orgânica e redução de volume • Esterilização dos resíduos
• Baixa temperatura
• Desintoxicação
 Assepsia dos resíduos sólidos

45
05/02/2014

Tratamento Térmico Tratamento Térmico


Desvantagens da Incineração: Processo de incineração:
• Custos elevados de instalação e operação (em alguns
casos se aproxima ao custo de disposição em aterros
sanitários)
• Exigência de mão de obra qualificada
• Presença de materiais nos resíduos que geram
compostos tóxicos e corrosivos

Estrutura básica de um processo de incineração

Tratamento Térmico Tratamento Térmico

Processo de incineração: Controle do processo de incineração:


• Temperatura dos gases de combustão: representa a
quantidade de energia fornecida ao resíduos
• Teor de oxigênio: Controle da entrada de oxigênio para
que ocorra a reação
• Turbulência: grau de mistura do resíduos como
oxigênio
• Tempo de residência: tempo no qual as substâncias
permanecem em temperatura adequada para ocorrer
as reações de oxidação.
Instalação de incineração de resíduos sólidos Centro de tratamento de resíduos perigoso
urbanos Fortaleza - CE

Tratamento Térmico
Formação de poluentes em um sistema de incineração:
• Resíduos sólidos, líquidos e gasosos
• Poluentes encontrados

 Compostos clorados  Monóxido de carbono


 Metais pesados  Óxidos de nitrogênio
 Gases sulfurosos  Dioxinas e furanos

• Utilização de equipamentos para tratamento de


efluentes gasosos (filtros de tecidos, lavadores de
gases, etc.)

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05/02/2014

Segregação - Separação
Mercado
• Importância da composição gravimétrica
• Pesquisa
• Vulnerabilidade

Material Recipiente

Reciclar ou não reciclar? Reciclagem de alumínio


• Metais • Brasil em 2007 reciclou 96,5 % (latas de
– Obtido por redução da forma oxidada do alumínio), enquanto Japão – 90,9 % em 2006
elemento encontrada na natureza; • Brasil em 2010
– Esse processo requer energia – Produziu – 1.536.100 t
– Sucata recuperada – 439.000 t

31 kJ/grama
OK – vale a pena do
ponto de vista
energético

“Reciclagem da poeira e lama geradas


Distinção importante
na fabricação de aço inoxidável”
• Pré-consumo
As embalagens de PET reciclado estão

• Pós-consumo liberadas, desde abril de 2008, para


acondicionar alimentos. O registro
do produto na Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) é a
principal exigência para a utilização do
PET com essa finalidade. Além disso,
o rótulo da embalagem deve conter o
nome do produtor, o número de lote e
a expressão PET-PCR (pós-consumo
reciclado)

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05/02/2014

Reciclar ou não reciclar? Reciclagem de papel


– Papel, vidro e plástico – não ocorre reações • Papel – material obtido da laminação de uma
significativas no seu estado de oxidação médio de massa pastosa de fibras vegetais (madeira).
seus constituintes;
• Reciclagem
– Então não há obvia economia de energia!
Dispersão Limpeza dos
Partículas
mecânica da contaminantes Descolorir
de tintas
fibra em água não fibrosos
Não vale a pena?
Pode ser Prensada,
misturada a Fibra
queimada
fibra virgem para gerar
Tem que colocar na
vapor
ponta do lápis.
Pode ser Preparação da
branqueada lâmina úmida e
secagem

Reciclagem de papel
• Etanol

Reciclagem de vidro Reciclagem de plásticos


• Plásticos – composto por moléculas orgânicas
poliméricas. Unidades muito longas nas quais uma
pequena unidade estrutural repete-se inúmeras vezes

• Do ponto de vista estrutural o polímero mais simples é


o polietileno

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05/02/2014

Quatro formas básicas de reciclar o


Reciclagem de plásticos
plástico
• Polietileno de baixa densidade • Reprocessamento – refusão ou remoldagem
• Polietileno de alta densidade
• Policloreto de vinila (um cloro a cada 2º átomo de – Fibras de carpete a partir de PET
carbono) – Canecas e sacolas a partir de PEAD
• Polipropileno (um grupo metila a cada 2º átomo de
carbono) – Estojos de CD e material de escritório a partir de
• Poliestireno (um anel aromático a cada 2º átomo de poliestireno
carbono)
• PET (polietileno tereftalato) (cadeia curta de unidade de • Despolimerização – mediante processos
CH2 alternada com estrutura orgânica chamada ácido químicos e térmicos
terafatalato)
– PET tipo de polímero A-B-A-B

Quatro formas básicas de reciclar o


plástico
• Transformação – em substância de baixa
qualidade (combustível ou lubrificantes)
– Polietileno a monômeros utilizados como
lubrificantes
• Queima
– Embora o plástico tenha baixa participação no lixo
doméstico
– Representa 1/3 do teor energético

Aterro onde estás? Definições


• Lixão: é uma forma de disposição final inadequada dos RSU caracterizada
pela descarga no solo, sem critérios técnicos e medidas de proteção ao
meio ambiente ou à saúde pública, sendo considerada ilegal segundo a
legislação brasileira (FEAM,2010)

• Aterro controlado: nesse tipo de aterro o resíduo ou rejeito é confinado


de maneira que não polua o meio externo, a cada jornada de trabalho
uma camada de material inerte é jogado por cima do RSU coletado,
sendo considerado uma medida paliativa até que seja implementado um
sistema de disposição adequado. Não apresenta sistemas para a
impermeabilização da base e nem sistemas de tratamento do percolado
e do biogás. O aterro controlado causa menos impacto que um lixão,
porém sua qualidade é inferior ao aterro sanitário (D’ALMEIDA E VILHENA,
2000 apud BARATTO, 2006).

• Aterro sanitário: trata-se de um método de disposição final de RSU,


baseado em técnicas sanitárias de impermeabilização do solo,
compactação e cobertura diária das células de lixo, coleta e tratamento de
gases e chorume. Nesse tipo de aterro, devem ser previstos planos de
monitoramento ambiental e geotécnico bem como sistemas de drenagem
Fonte: Barros, 2012 superficial das águas de chuva (CORREA e LANÇA, 2008 apud SILVA, 2011).

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Disposição Final Disposição Final


Lixão: Aterro Controlado:
“Forma inadequada de disposição de resíduos sólidos, que “Forma de disposição de resíduos que utiliza de princípios para
se caracteriza pela simples descarga sobre o solo, sem o confinamento dos resíduos, cobrindo-os com uma camada de
medidas de proteção ao meio ambiente ou a saúde pública” material inerte”

Aterro Controlado de Marabá - PA


Lixão de Jardim Gramacho - RJ

Disposição Final
Conama 404/08
Aterro Sanitário:
“Forma de disposição final de resíduos no solo mediante • Estabelece critérios e diretrizes para aterros
confinamento em camadas cobertas com material inerte, possui sanitários de pequeno porte.
impermeabilização de base e sistemas de drenagem e
tratamento de percolado e dos gases originados no processo” • Até 20 t/dia

Instalações do aterro sanitário Ecotres

Danos possíveis de um aterro mal


Desvantagens??? de um aterro
projetado e mal operado (?)
• Área
• Proximidades das áreas urbanas
• Condições meteorológicas influenciam
• Demanda de material de cobertura
• Necessidades de drenagem de gases e
chorume (e tratamento)
• Desvalorização das áreas circunvizinhas

Fonte: Barros, 2012

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Danos possíveis de um aterro

Fonte: Barros, 2012 Fonte: Barros, 2012

Seleção de local para execução de um


aterro
• Independente da
técnica será
compatibilizados
(compensados)
inúmeros objetivos.

Fonte: Barros, 2012

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Estruturas de controle do aterro


• Placas informativas
• Boas condições de acesso interno e externo
• Cerca e portaria
• Balança rodoviária
• Pátio impermeabilizado
• Almoxarifado e galpões para abrigo de veículos e
outros equipamentos
• Sede administrativa e instalações
• iluminação

Fonte: Barros, 2012 Fonte: Barros, 2012

Fonte: Barros, 2012 Fonte: Barros, 2012

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Tipos de aterro Tipos de aterro


• Quanto a posição no terreno • Quanto ao método de execução
– Acima
– Abaixo
• Quanto ao metabolismo dos microrganismo
– Anaeróbio
– Sanitário anaeróbio
– Sanitário anaeróbio melhorado -> coleta de chorume
– Semiaeróbio -> maior sistema de coleta de chorume
– Aeróbio -> tubos de ar, além da coleta de chorume

Trincheira Área

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

Rampa • Classificação californiana

• Aterro sanitário
• Aterro industrial

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

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• Classificação californiana Sistema de proteção do aquífero

• Aterro sanitário
• Aterro industrial

Fonte: Barros, 2012

Sistema de proteção do aquífero Sistema de proteção do aquífero

Sistema de proteção do aquífero

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

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Sistema de drenagem de chorume e


gases

Fonte: Barros, 2012

Fonte: Barros, 2012 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 (apresentação de Hamada e Mancini)

Fonte: Barros, 2012 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

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Processos biológicos que ocorrem em


um aterro

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

Características do chorume ou Características do chorume ou


lixiviado lixiviado
• O lixiviado de aterro sanitário é resultante das
Variável Durante 6 meses após 1 ano após 2 anos após
águas que percolam e solubilizam as diversas aterramento fechamento fechamento fechamento

substâncias químicas da massa de resíduos DBO 40.000 - 50.000 7.000 - 8.000 300 200 - 300
DQO 40.000 - 50.000 10.000 - 20.000 1.000 – 2.000 1.000 – 2.000
num aterro sanitário, provindas da infiltração
pluvial, da umidade intrínseca dos resíduos, e N-NH4+ 800 – 1.000 800 500 - 600 500 - 600
pH ~6 ~7 7,0 – 7,5 7,0 – 7,5
produzida nos processos bioquímicos de
degradação da matéria orgânica (GOMES,
2009).

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 Fonte: Magalhães, 2012

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Fonte: Nakamura, 2012 Fonte: Nakamura, 2012

Fonte: Nakamura, 2012 Fonte: Nakamura, 2012

Fonte: Giordano et. al, 2002 Fonte: Giordano et. al, 2002

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05/02/2014

Fonte: Giordano et. al, 2002 Fonte: Giordano et. al, 2002

Equipamentos de um aterro Monitoramento


• Trator esteira • Ambiental
– Parâmetros ambientais da lançamento do chorume
• Pá carregadeira tratado
• Motoniveladora – Monitoramento das águas subterrâneas
• Trator de rolo • Geotécnico
– Medidas de recalques, movimentação, popressão no
• Retroescavadeiras diques e nas células de resíduos
• Retroescavadeira com pá mecânica • De operação
• Caminhões – Pesagem dos veículos (volume do aterro)
– Operação da compactação

Fechamento Fechamento
• Parques
• Zonas de preservação
• Estacionamentos
• Estação de transbordo

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

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Plano de fechamento
• Uso futuro e projeto paisagistico;
• Condições de cobertura final;
• Tratamento de gases e percolados;
• Inspeções periódicas de campo.

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

Remediação

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

Aterro dos Bandeirantes - Foto Aérea do Local Fonte: Barros, 2012

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05/02/2014

Aterros sanitários e mecanismos de


desenvolvimento limpo (MDL)

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002

Estimativa da produção de gás Estimativa da produção de gás

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 (apresentação de Hamada e Mancini)

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Estimativa da produção de gás

Fonte: O´Leary e Tchobanoglous, 2002 (apresentação de Hamada e Mancini) Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005

Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005 Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005

Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005 Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005

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Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005 Fonte: Mendes e Sobrinho, 2005

Aterros e créditos de carbono Aterros e créditos de carbono


Exemplo de Caieras - SP Exemplo de Caieras - SP
• Caieiras, na Região Metropolitana de São • 7.000 toneladas/dia e o tempo de vida útil previsto é
de 30 anos. A capacidade nominal é de 26 milhões de
Paulo (RMSP) toneladas de resíduos, sendo dividida em seis
módulos, atualmente operando o terceiro módulo.
• 7.000 toneladas/dia • sistema de impermeabilização de base, composto por
• Tempo de vida útil previsto = 30 anos – uma camada de solo (2m de espessura) de ocorrência
natural, compactada até a permeabilidade na ordem de
• A capacidade nominal é de 26 milhões de 10-7m/s;
toneladas de resíduos, – camada de solo argiloso (1m de espessura) compactada
até a permeabilidade na ordem de 10-9 m/s,
• Dividida em seis módulos, atualmente – barreira sintética de geocomposto bentonítico e
geomembrana de polietileno de alta densidade.
operando o terceiro módulo.

Aterros e créditos de carbono


Aterros e energia
Exemplo de Caieras - SP
• Estima-se que capacidade de 200 m³/h em • Aterro Bandeirantes
2005, expandindo sua capacidade para 48.000 – Potencia instalada = 20MW
m³/h em 2024. – Custo de operação = R$9,0 por t
• 3,5 poços por ha – 55% de metano
– 24 motores de 0,925 MW

• PCH
– Potência = 1 a 30 MW.

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anibal@em.ufop.br

OBRIGADO!

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