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HIDROMETRIA

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Campus Alegrete

Centro Tecnológico - Curso de Engenharia Civil

HIDROLOGIA
60 horas (2T – 2P) AL0109

Unidade 10

PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA

Prof. Dra. Adriana Gindri Salbego


2019/02
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA

10.1 - Introdução
10.2 - Instalação e operação de postos fluviométricos
10.3 - Medição de níveis
10.4 - Medidas de vazão
10.5 - Análise de consistência
10.6 – Curva-chave
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Introdução
A hidrometria é a parte da HIDROLOGIA relacionada a
medição de variáveis hidrológicas

OBJETIVO: obter dados básicos de precipitações,


níveis de água, vazões, entre outros, bem como a
variação no tempo e no espaço

Dentro da hidrometria pode-se citar a


FLUVIOMETRIA que abrange as
medições de vazões e cotas de rios.

Quantificar a vazão disponível


para projetos
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Introdução
Uma estação hidrométrica de uma seção de rio deverá:
- conter dispositivos de medição do nível da água (réguas linimétricas ou
linígrafos, devidamente referidos a uma cota conhecida e materializada no
terreno)
- apresentar facilidades para medição de vazão (botes, pontes, etc.).

Objetivo:
determinar a vazão através da
medição dos níveis
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Níveis

Os níveis de um rio são medidas por meio de réguas linimétricas e


linígrafos.

Uma régua linimétrica é uma escala graduada, de madeira, de


metal, ou uma pintada sobre uma superfície vertical de concreto.
Quando a variação dos níveis de água é considerável, é usual
instalar, para facilitar a leitura, a régua em vários lances. Cada
lance representa uma peça de 1 ou 2 metros.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Níveis

RÉGUA linimétrica: leitura manual

LINÍGRAFO: registro automático


Etapas da aquisição: medição, transmissão de
sinal, gravação e transmissão do registro.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Níveis

Os níveis máximos e mínimos dos lances de réguas a serem


instalados devem ser definidos a partir de informações colhidas
junto aos moradores mais antigos da região, de modo a evitar
que a água ultrapasse os limites superiores e inferiores dos
lances.
O zero da régua deve estar, sempre mergulhado na água,
mesmo durante as estiagens mais severas.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Níveis

A avaliação diária da vazão por um processo direto (medição e


integração do campo de velocidades na seção transversal) seria
excessivamente oneroso e complicado, por este motivo opta-se
pelo registro dos níveis do rio e determina-se uma relação entre
a vazão e o nível denominada CURVA–CHAVE.
curva-chave
registro dos níveis do rio

determina relação entre a vazão e o nível


(curva-chave)
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Níveis
Medição de níveis

registro dos níveis do rio com RÉGUA


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Níveis

registro dos níveis do rio com RÉGUA


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Instalação e operação de Postos Fluviométricos
QUAL A IMPORTÂNCIA ???????

DADOS FLUVIOMÉTRICOS
-estudos de aproveitamentos hidroenergéticos
-planejamento de uso dos recursos hídricos
- previsão de cheias
- gerenciamento de bacias hidrográficas
- saneamento básico, abastecimento público e industrial
- navegação
- irrigação
- transporte
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Instalação e operação de Postos Fluviométricos
INSTALAÇÃO DE POSTO FLUVIOMÉTRICO

Na escolha do local de instalação das estações fluviométricas


deve-se procurar um local do rio onde a calha obedece a alguns
requisitos básicos:

1. boas condições de acesso à estação;


2. presença de observador em potencial;
3. leito regular e estável (preferencialmente, que não sofra alterações);
4. sem obstrução à jusante ou seja, sem controle de jusante;
5. trecho reto, ambas margens bem definidas, altas e estáveis, e de fácil
acesso durante as cheias;
6. local de águas tranqüilas, protegidas contra a ação de objetos carregados
pelas cheias.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Instalação e operação de Postos Fluviométricos
INSTALAÇÃO DE POSTO FLUVIOMÉTRICO
Denomina-se “controle” a seção do rio que determina o nível de água no
local para cada vazão.
Na maioria das vezes os fatores preponderantes na escolha da seção de
controle são a facilidade de acesso e a existência de observador nas
proximidades.

Ao instalar uma estação fluviométrica, sempre se deve levar em conta


que, na maioria dos casos, os registros só produzirão resultados através
de estudos e análises hidrológicas, depois de muitos anos e que
mudanças freqüentes de local, mesmo entre locais próximos entre si,
levam à necessidade de se repetir muitos trabalhos, além de sempre
gerarem um componente de incerteza nos estudos hidrológicos
correspondentes.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Instalação e operação de Postos Fluviométricos
INSTALAÇÃO DE POSTO FLUVIOMÉTRICO

Assim, via de regra deve-se evitar locais onde se supõe que, em breve,
possam sofrer alterações que obriguem mudança de local (afogamento
por barragem, dragagem do rio, edificações, terraplanagem, etc.).

A instalação das réguas deve ser feita a uma distância da margem que
permita uma boa visibilidade. As réguas podem ser fixadas em suportes
de madeira ou metal, protegidas contra intempéries, enterradas,
concretadas na base dos suportes das réguas ou presas a cavaletes, ou
peças de pontes conforme as necessidade e facilidades do local.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Instalação e operação de Postos Fluviométricos
INSTALAÇÃO DE POSTO FLUVIOMÉTRICO
A importância do leito ser fixo, consiste no fato de que se não for é possível que
ocorra erosão, depois de uma grande cheia, e conseqüentemente causando
uma alteração na curva-chave.
Por este motivo, é importante que se priorize a escolha da seção em locais
rochosos, uma vez que somente poderá ter alterações na curva-chave por
deposição de sedimentos e não por erosão.

FIGURA 1: Leito do rio sob condições de erosão e deposição.


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Instalação e operação de Postos Fluviométricos
OPERAÇÃO DO POSTO FLUVIOMÉTRICO
Consiste em realizar leituras diárias das cotas pelos observadores
e a realização periódica de medições de vazão pelos
hidrometristas.

As principais atribuições do observador são:


- fazer diariamente a leitura as 7:00 e as 17:00h;
- em grandes cheias realizar o maior número de leituras possíveis;
- instalar réguas sobressalentes em caso de destruição da original
e/ou quando houverem cotas acima ou abaixo do último e do
primeiro lance;
- informar todas as ocorrências observadas durante as
observações.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

Medição de vazão em hidrometria é todo processo empírico


utilizado para determinar a vazão de um curso de água.

A vazão ou descarga de um rio é o volume de água que passa


através de uma seção transversal na unidade de tempo (em geral
um segundo). Essa vazão é associada a uma cota linimétrica.

A seguir será descrito a determinação da velocidade do fluxo


através da seção de controle, a fim de determinar a vazão do
curso d’água.

Os equipamentos mais utilizados para medir a velocidade da água


são os molinetes e os ADCPs.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
A medição da vazão pode ser realizada através de:

• Método direto
- Gravimétrico Pequenas vazões (Q ≤ 10 litros/s
- Volumétrico
• Vertedor
• Molinete
• Flutuadores Para grandes vazões: Q > 300 L/s
• Medidor do Nível d’Água
• Acústico
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método Gravimétrico
Consiste na pesagem de um determinado volume de água
obtido em um determinado tempo.

EXEMPLO:
Balança: 20 kgf
Tempo: 10 s
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método Volumétrico
Baseia-se no tempo gasto para que um determinado fluxo de água
ocupe um recipiente com volume conhecido.

EXEMPLO:

Importante: Realizar 3 repetições e obter a média:


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Flutuador Para grandes vazões: Q > 300 L/s

Através de flutuadores (pode ser utilizada uma garrafa plástica,


bóia, etc.) determina-se a velocidade superficial do escoamento.
Esta velocidade superficial é, na maioria das vezes, superior a
velocidade média do escoamento.
A velocidade média corresponde de 80 a 90% da velocidade
superficial.
VMEDIA  0,85  VSUPERFICIAL

Multiplicando-se a velocidade média pela área molhada (área da


seção transversal por onde está ocorrendo o escoamento),
obteremos a vazão:
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Flutuador

A área é determinada por batimetria


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Flutuador
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Flutuador
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor
Vertedores são simples aberturas ou entalhes na parte superior de uma
parede por onde o líquido escoa.
Podem ser instalados em cursos d’água naturais ou artificiais.
Utilização: pequenos cursos d’água, canais (vazão média: 10 ≤ Q ≤ 300l/s)
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor
1- Vertedor Triangular:
- maior precisão para pequenas
vazões
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor
1- Vertedor Triangular:

EXEMPLO:
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor
2- Vertedor Retangular:
As contrações ocorrem nos vertedores cuja
2.1 Com duas contrações laterais largura é inferior à largura do curso d’água.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor

2- Vertedor Retangular:

2.2 Sem contração lateral


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor

2- Vertedor Trapezoidal:
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Vertedor

2- Vertedor Circular:
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método do Molinete
- São pás ou hélices que giram impulsionadas pela velocidade de
escoamento;
- Estabelece-se uma proporcionalidade entre o número de voltas por
unidade de tempo e velocidade de escoamento;
- É necessário a determinação da área da seção de escoamento para a
determinação da vazão ( Q = A . V );

-Podem ser utilizados em condutos


“livres” ou “forçados” ;

- É muito preciso na determinação


da velocidade de escoamento.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Molinetes
DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE DO FLUXO:

Onde:
V = velocidade do fluxo
N = velocidade de rotação
‘a e b’ são constantes características da hélice e fornecidas pelo fabricante do
molinete, e/ou determinadas por calibração, que deve ser realizada
periodicamente
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Molinetes
a) MEDIÇÃO A VAU
Este método é aplicado a medições com nível d’água não superior a 1,20 m e
velocidade compatível com a segurança do operador. Consiste em prender o
molinete numa haste, sempre tomando o cuidado de mantê-lo a uma distância
mínima do leito (aproximadamente 20 cm).
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Molinetes
b) SOBRE PONTE
Apesar de apresentar certa facilidade para uma medição de vazão com
molinete, a seção de uma ponte pode interferir na velocidade do escoamento.
Se a ponte possui pilares apoiados no leito do rio, o escoamento é alterado e
pode provocar erosão no leito.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Molinetes
c) COM TELEFÉRICO
No caso de não se dispor de pontes e o rio ser profundo, mas não muito largo,
pode-se utilizar o recurso do teleférico para levantar o perfil de velocidades. Há
casos também em que há material transportado pelo rio (toras), sendo aplicado
este método para a segurança do operador.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Molinetes
d) SOBRE BARCO FIXO
O barco é preso nas margens do rio através de cabos, sendo este o método mais
comum de medição com molinete.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Molinetes
e) SOBRE BARCO MÓVEL
Se o rio for de largura suficiente para inviabilizar o uso de cabos, pode-se ainda
fazer a medição com o barco em movimento. O barco se desloca com uma
velocidade constante de uma margem a outra, com o molinete fixado num leme
especial a uma profundidade constante.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método Acústico - ADCP
Nos últimos anos as medições de
velocidade de água com molinetes tem
sido substituídas por medições de
velocidade por efeito Doppler em ondas
acústicas.

Estes medidores funcionam emitindo pulsos acústicos (ultrasom) em uma


freqüência conhecida, e recebendo de volta o eco do ultrasom, refletido nas
partículas imersas na água.

A diferença das freqüências dos sons emitidos e refletidos é proporcional à


velocidade relativa entre o barco e as partículas imersas na água.
A suposição básica desse método é que as partículas dissolvidas na água se
deslocam com a mesma velocidade do fluxo.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método Acústico - ADCP
Um sistema como o apresentado na Figura a
seguir, com um emissor de ultrasom e três
receptores, dispostos da maneira Figura 3: Medidor de velocidade Doppler
apresentada na figura, permite estimar a
velocidade da água num volume de controle
segundo três eixos, perpendiculares aos
sensores. A partir destas componentes da
velocidade no sistema de eixos do
instrumento são calculadas as componentes
transversal, longitudinal e vertical de
velocidade na seção do
rio.
O medidor de velocidade pode ser utilizado
com uma haste, quando se deseja conhecer
a velocidade de um ponto específico, ou
quando o curso d’água é pequeno.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Método Acústico - ADCP
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
ATIVIDADE PRÁTICA – Rio Ibicuí – Manoel Viana/RS (27/fev/2014)
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
ATIVIDADE PRÁTICA – Rio Ibicuí – Manoel Viana/RS (27/fev/2014)

DURAÇÃO LARGURA VAZÃO


TOTAL
LARGURA MÉDIA: 231,08 m

VAZÃO MÉDIA: 360,095m³/s


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
CÁLCULO DA VAZÃO A PARTIR DE UMA MEDIÇÃO
Alguns dos métodos descritos anteriormente fornecem
diretamente a vazão numa determinada seção do rio.

Outros, como molinete e o ultrassônico, fornecem o perfil de


velocidades da seção.

Nestes casos, precisamos ainda da geometria da seção para


calcular a vazão que passa por ela.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

A VAZÃO de um rio é definida como sendo o volume de água que


atravessa uma determinada seção num certo intervalo de tempo.
onde:

Q V  A Q: vazão (m³/s)
V: velocidade do escoamento (m/s)
A: área da seção (m²)

Como a seção do rio é irregular e as medições de velocidades são


feitas em alguns pontos representativos, a vazão total é calculada
como sendo a soma de parcelas de vazão de faixas verticais.
Para se calcular a vazão de tais parcelas utiliza-se a velocidade média
no perfil e sua área de influência.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

Perfil de velocidades, pontos de medição e área de influência.


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE MÉDIA NO PERFIL

Normalmente, utiliza-se quatro processos principais:


• Pontos múltiplos
• Dois pontos
• Um ponto

O primeiro consiste em realizar uma medida no fundo (0,15 m a 0,20 m


do leito), uma na superfície (0,10 m de profundidade) e, entre esses dois
extremos, vários pontos que permitam um bom traçado da curva de
velocidades em função da profundidade.
Calculando-se a área desse diagrama e dividindo-a pela profundidade,
tem-se a velocidade média na vertical considerada. Toma-se a velocidade
superficial igual àquela medida a 0,10 m e a de fundo como sendo a
metade da mais próxima ao leito.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE MÉDIA NO PERFIL

O segundo processo baseia-se na constatação experimental de que a


velocidade média numa vertical aproxima-se com boa precisão da média
aritmética entre a velocidade medida a 0,2 e 0,8 da profundidade.

Medição a 0,2 e 0,8 da profundidade


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE MÉDIA NO PERFIL

Quando a profundidade é pequena (menos de um metro), o método


anterior não se aplica, pois a medição a 0,8 da profundidade fica
muito próxima ao leito, havendo contato do contrapeso com o fundo
do rio.

Nestes casos utiliza-se o processo do ponto único, onde se aproxima


a velocidade média pela medida a 0,6 da profundidade (contada a
partir da superfície).
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
O número de pontos que devem ser posicionados os molinetes
dependem da profundidade do curso de água em estudo.
A Tabela 1 fornece a posição na qual o molinete deve estar em
relação a profundidade.

Tabela 1: Posição do molinete na vertical em relação à profundidade.

A posição S (superfície) corresponde à profundidade de 0,10m, e a posição F (fundo)


corresponde àquela determinada pelo comprimento da haste de sustentação do lastro.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
MEDIDA DA ÁREA DA SEÇÃO DE ESCOAMENTO

A profundidade numa vertical é medida através do próprio elemento


sustentador do molinete, seja ele uma haste graduada (a partir do
fundo) ou cabo (a partir da superfície da água).

Isto é feito ao se levantar o perfil de velocidades naquela vertical,


tocando o leito com a haste.

Em rios muito profundos e/ou com altas velocidades de escoamento


onde a medição com cabos e lastros torna-se inaplicável, pode-se
utilizar recursos como a batimetria e os sonares.
A distância horizontal entre as margens pode ser determinada através
de cabo graduado ou teodolitos.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
MEDIDA DA ÁREA DA SEÇÃO DE ESCOAMENTO
As verticais onde se levantam os perfis de velocidades não devem ser muito
próximas (custo adicional sem ganho considerável de informações), assim como
também não devem ser muito distantes (perda da representatividade do
modelo). A tabela abaixo sugere espaçamentos entre tais verticais:

Distância recomendada entre verticais, de acordo com a largura do rio


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
Portanto, a medição de vazão está baseada na medição de velocidade em um grande
número de pontos. Os pontos estão dispostos segundo linhas verticais com distâncias
conhecidas da margem (d1, d2, d3, etc.). O produto da velocidade pela área é a vazão
do rio.

Exemplo de medição de vazão em uma seção de um rio, com a indicação das verticais, distâncias
(d) e profundidades (p) – os pontos indicam as posições em que é medida a velocidade no caso de
utilizar apenas dois pontos por vertical.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

Detalhe da área da seção do rio para a qual é válida a velocidade média da vertical de
número 2.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DE UM PERFIL DE VELOCIDADES
A área de influência Ai de um determinado perfil de velocidades Vi é formada pela
soma de duas áreas trapezoidais.

Área de influência de um perfil de velocidades


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
O método para determinação da vazão consiste em:
1. Divisão da seção do rio em um certo número de posições
para levantamento do perfil de velocidades;
2. Levantamento do perfil de velocidades;
3. Cálculo da velocidade média de cada perfil;
4. Determinação da vazão pelo somatório do produto de cada
velocidade média por sua área de influência.
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
EXEMPLO
Com base nos dados a seguir, determine a vazão do curso d’água.

Seção transversal do curso d’água.


PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão

Área de
ROTAÇÕES DO EIXO
DISTANCIA AO PROFUNDIDADE N1 N2 V1 V2 Vmédia Influência Q
DO MOLINETE (n)
VERTICAL PONTO INICIAL DA VERTICAL (A)
(m) (m) 0,2 h 0,8 h (0,2 h) (0,8 h) (0,2 h) (0,8 h) (m/s) (m²) (m³/S)
1 1,4 0,4
2 4,4 1,58 11 11 0,22 0,22 0,067 0,067 0,067 2,759 0,185
3 5,4 1,91 31 18 0,62 0,36 0,166 0,102 0,134 1,879 0,251
4 6,4 1,99 35 37 0,7 0,74 0,184 0,196 0,190 1,602 0,304
5 7 2,25 40 41 0,8 0,82 0,209 0,217 0,213 2,28 0,486
6 8,4 2,53 54 34 1,08 0,68 0,281 0,181 0,231 2,996 0,692
7 9,4 2,6 55 46 1,1 0,92 0,286 0,243 0,264 2,588 0,684
8 10,4 2,57 58 36 1,16 0,72 0,302 0,191 0,246 2,553 0,629
9 11,4 2,4 59 39 1,18 0,78 0,307 0,206 0,257 2,408 0,618
10 12,4 2,29 63 44 1,26 0,88 0,327 0,232 0,280 2,286 0,640
11 13,4 2,15 67 42 1,34 0,84 0,348 0,222 0,285 2,149 0,612
12 14,4 2 67 50 1,34 1 0,348 0,264 0,306 2,018 0,617
13 15,4 1,99 65 40 1,3 0,8 0,337 0,212 0,275 1,985 0,545
14 16,4 1,94 65 43 1,3 0,86 0,337 0,227 0,282 1,899 0,536
15 17,4 1,56 65 57 1,3 1,14 0,337 0,300 0,319 1,569 0,500
16 18,4 1,25 35 39 0,7 0,78 0,184 0,206 0,195 1,674 0,326
17 20,5 0,1
∑ 7,625
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
EXEMPLO

Dados do molinete:
tempo de exposição do molinete: 50 segundos

V  0,2465  N  0,013 Para N ≤ 0,69


V  0,2595  N  0,004 Para N > 0,69
Onde:
V = velocidade do fluxo
N = velocidade de rotação do molinete
‘a e b’ são constantes características da hélice e fornecidas pelo fabricante do
molinete
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
N: número de rotações convertido em velocidade

n Onde:
N n = número de rotações do molinete
texp t = tempo de exposição do molinete

Q  A V Onde:
A = área de influência (m²)
V = velocidade média (m/s)
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
EXERCÍCIO 1
Com base nos dados a seguir, determine a vazão do Rio Ibirapuitã. Represente
a graficamente a seção transversal.
Dados do molinete:
tempo de exposição do molinete: 50 segundos

VELOCIDADE DO FLUXO:

V  0,2465  N  0,013 Para N ≤ 0,69


V  0,2595  N  0,004 Para N > 0,69
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
Medição de Vazão
DISTANCIA AO PROFUNDIDADE ROTAÇÕES DO EIXO N1 N2 V1 V2 Vmédia
Área de
Q
VERTICAL PONTO INICIAL DA VERTICAL DO MOLINETE Influência

(m) (m) 0,2 h 0,8 h (0,2 h) (0,8 h) (0,2 h) (0,8 h) (m/s) (m²) (m³/S)
1 1,2 0,4
2 3,2 1,65 12 9
3 4,2 2,35 34 31
4 5,2 3,2 36 29
5 6,2 3,8 45 36
6 7,2 4,7 56 48
7 8,2 6,8 58 52
8 9,2 8,7 62 56
9 10,2 9,8 65 56
10 11,2 11,5 68 58
11 12,2 12 68 60
12 13,2 11,2 67 62
13 14,2 9,3 65 60
14 15,2 8,4 65 54
15 16,2 7,4 65 56
16 17,2 5,4 48 45
17 18,2 4,5 35 29
18 19,2 3,5 28 25
19 20,2 1,95 14 16
20 22 0,35
0,000
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
CURVA-CHAVE
•Curva-chave é a relação entre os níveis d´água com as
respectivas vazões de um posto fluviométrico.

•Para o traçado da curva-chave em um determinado posto


fluviométrico, é necessário que disponha de uma série de
medição de vazão no local, ou seja, a leitura da régua e a
correspondente vazão (dados de h e Q).
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
CURVA-CHAVE

Curva-Chave é a curva de correlação entre vazão x profundidade de


fluxo em uma seção de controle de vazões.
A curva-chave associa a vazão ao nível d’água. Q = f(H)

A curva-chave normalmente pode ser representada por uma equação do


tipo:
PRINCÍPIOS DA HIDROMETRIA
CURVA-CHAVE
EXERCÍCIO 2
Determine a curva-chave do rio Paraíba, com base nas relações cota-vazão a seguir:

Vazões medidas para diversas cotas no rio Paraíba

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