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Aula 9 - Sistema Respiratório

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01

Sistema
respiratório

Prof. Elizangela Matias de Souza


02

Resumo da aula passada


O sistema cardiovascular (sistema circulatório) é composto pelo
coração e pelos vasos sanguíneos.
• O coração, ao se contrair, bombeia o sangue pelas vasculaturas
sistêmica e pulmonar.
• Os vasos sanguíneos atuam como condutos que levam sangue
aos tecidos.
• Os capilares de paredes finas são locais de troca de nutrientes e
metabólitos.
RESPOSTA DAS QUESTÕES DA AULA ANTERIOR
Resposta das sentenças.

1ª QUESTÃO

Qual parte do ciclo cardíaco tem o menor volume ventricular:


sístole atrial ou relaxamento ventricular isovolumétrico?

RESPOSTA

Relaxamento ventricular isovolumétrico

(Dica: o enchimento do ventrículo ocorre durante a sístole atrial).


2ª QUESTÃO
Quando uma pessoa deitada rapidamente fica em pé, qual(is) dos seguintes
diminui(em): retorno venoso, débito cardíaco, pressão arterial (Pa)?

RESPOSTA:
Todos os parâmetros citados diminuem,

3ª QUESTÃO
Qual é o nome do volume contido no VE imediatamente antes de se contrair?

RESPOSTA:
Volume diastólico final (ou pré-carga)
4ª QUESTÃO
Qual dos seguintes eleva a contratilidade: diminuição da frequência cardíaca,
aumento da fosforilação do fosfolambam, aumento da duração do potencial de ação?

RESPOSTA:
Aumento da fosforilação do fosfolambam; aumento da duração do potencial de ação

5ª QUESTÃO
Durante qual fase do potencial de ação ventricular, fase 0 ou fase 4, a corrente de
influxo é maior que a corrente de efluxo?

RESPOSTA:
Fase 0
02

Resumo da aula passada


Você aprendeu que o principal papel do sistema
circulatório é fornecer nutrientes e oxigênio aos
tecidos e remover o dióxido de carbono (CO2) e
outros produtos de degradação do metabolismo.
02
OBJETIVOS

Você aprenderá como o


sistema respiratório está
intimamente associado com o
sistema circulatório e é
responsável pela captação de
oxigênio do meio ambiente e
seu fornecimento ao sangue,
bem como pela eliminação de
CO2 do sangue.
02
OBJETIVOS

Você aprenderá como as unidades


funcionais dos pulmões, os alvéolos, são
elegantes exemplos do princípio geral de
fisiologia de que a estrutura é um
determinante da função – e coevoluiu
com ela.
A respiração tem dois propósitos:

■A utilização de oxigênio no metabolismo das moléculas orgânicas pelas


células, denominada respiração interna ou celular;

■A troca de oxigênio e CO2 entre um organismo e o meio externo, denominada


fisiologia pulmonar.

O adjetivo pulmonar refere-se aos pulmões. O segundo significado é o assunto


desta aula. As células humanas obtêm a maior parte de sua energia a partir das
reações químicas envolvendo o oxigênio.
Além disso, as células precisam ser capazes de eliminar o CO2, o principal
produto final do metabolismo oxidativo.

Os organismos unicelulares e alguns organismos muito pequenos podem trocar


o oxigênio e o CO2 diretamente com o meio externo, porém isso não é possível
para a maioria das células de um organismo complexo como o ser humano.

Por conseguinte, a evolução dos animais maiores exigiu o desenvolvimento de


estruturas especializadas para troca de oxigênio e CO2 com o meio externo.

Nos seres humanos e em outros mamíferos, o sistema respiratório inclui as


cavidades oral e nasal, os pulmões, uma série de tubos que levam aos pulmões
e as estruturas torácicas responsáveis por mover o ar para dentro e para fora
dos pulmões durante a respiração.
O princípio geral de fisiologia de que os processos fisiológicos são regidos pelas
leis da química e da física é demonstrado ao descrever a ligação do oxigênio e
do CO2 à hemoglobina, o manuseio, pelo sangue, do ácido produzido pelo
metabolismo e os fatores que controlam a insuflação e a deflação dos pulmões.

A difusão dos gases é um excelente exemplo do princípio geral de fisiologia


segundo o qual ocorre troca controlada de materiais entre compartimentos e
por meio das membranas celulares.

Por fim, o controle da respiração pelo sistema nervoso central é outro exemplo
do princípio geral da fisiologia segundo o qual a homeostase é essencial para a
saúde e a sobrevivência. A Tabela 13.1 lista as diferentes funções do sistema
respiratório sobre as quais você aprenderá.
FUNÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

Fornece oxigênio ao sangue;


Elimina o CO2 do sangue;
Regula a concentração de íons de hidrogênio (pH) do sangue em coordenação com
os rins;
Forma os sons da fala (fonação);
Defende contra micróbios inalados;
Influencia as concentrações arteriais de mensageiros químicos, removendo alguns
do sangue capilar pulmonar e produzindo e acrescentando outros a esse sangue;
Aprisiona e dissolve coágulos sanguíneos provenientes de veias sistêmicas, como as
das pernas
ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

Existem dois pulmões, o direito e o esquerdo, cada um deles dividido em


lobos.

Os pulmões consistem principalmente em minúsculos sacos que contêm ar,


denominados alvéolos, cujo número é de aproximadamente 300 milhões em
um adulto.

Os alvéolos são os locais de troca gasosa com o sangue.

As vias respiratórias são os tubos pelos quais o ar flui do meio externo para os
alvéolos e de volta ao meio externo.
A inspiração (inalação) é o movimento do ar vindo do meio externo por meio
das vias respiratórias para dentro dos alvéolos durante a respiração.

A expiração (exalação) é o movimento do ar no sentido oposto. Uma


inspiração e uma expiração constituem um ciclo respiratório.

Durante todo o ciclo respiratório, o ventrículo direito do coração bombeia


sangue por meio das artérias e arteríolas pulmonares para os capilares que
circundam cada alvéolo.

No adulto sadio em repouso, aproximadamente 4 ℓ de ar fresco entram e


saem dos alvéolos por minuto, enquanto 5 ℓ de sangue, que representam o
débito cardíaco, fluem através dos capilares pulmonares.

Durante o exercício intenso, o fluxo de ar pode aumentar 20 vezes, e o fluxo


sanguíneo, de 5 a 6 vezes.
Vias respiratórias e vasos sanguíneos
Durante a inspiração, o ar passa pelo nariz ou pela
boca (ou por ambos) e alcança a faringe, uma
passagem comum para o ar e para o alimento. A
faringe ramifica-se em dois tubos:
• o esôfago, por meio do qual o alimento passa
para o estômago, e
• a laringe, que faz parte das vias respiratórias.

A laringe abriga as cordas vocais, duas pregas de


tecido elástico estendidas horizontalmente através
de seu lúmen. O fluxo de ar que passa pelas cordas
vocais provoca a sua vibração, produzindo sons. O
nariz, a boca, a faringe e a laringe são
denominados, em seu conjunto, vias respiratórias
superiores.
A laringe abre-se dentro de um longo tubo,
a traqueia, que, por sua vez, ramifica-se
em dois brônquios, cada um entrando em
um pulmão.

Dentro dos pulmões existem mais de 20


gerações de ramificações, cada qual
resultando em tubos cada vez mais
estreitos, mais curtos e mais numerosos,
cujos nomes estão resumidos na figura.
Ramificação das vias respiratórias. As assimetrias nos
padrões de ramificação entre as árvores brônquicas direita e
esquerda não são representadas. Os diâmetros das vias
respiratórias e dos alvéolos não estão representados em
escala.
As paredes da traqueia e dos brônquios
contêm anéis de cartilagem, que lhes
conferem sua forma cilíndrica e os
sustentam.

Os primeiros ramos das vias respiratórias


que não contêm mais cartilagem são
denominados bronquíolos, os quais se
ramificam em bronquíolos terminais
menores.

Os alvéolos começam a aparecer


inicialmente fixados às paredes dos
bronquíolos respiratórios.
O número de alvéolos aumenta nos ductos alveolares, e as vias respiratórias,
então, terminam em grupamentos semelhantes a cachos de uvas, denominados
sacos alveolares, que consistem inteiramente em alvéolos.

Os bronquíolos são
circundados por músculo liso,
que sofre contração ou
relaxamento para alterar o
raio bronquiolar, de maneira
muito semelhante ao processo
de controle do raio dos
pequenos vasos sanguíneos
(arteríolas).
As vias respiratórias além da laringe podem ser
divididas em duas zonas.

A zona condutora estende-se da parte superior da


traqueia até o final dos bronquíolos terminais.

Essa zona não contém alvéolos e não realiza trocas


gasosas com o sangue.

A zona respiratória estende-se a partir dos bronquíolos


respiratórios para baixo.

Essa zona contém os alvéolos e constitui a região em


que ocorrem as trocas gasosas com o sangue.
As cavidades oral e nasal capturam partículas transportadas pelo ar nos pelos
nasais e no muco.

As superfícies epiteliais das vias respiratórias até o final dos bronquíolos


respiratórios contêm cílios que se movimentam em batimentos,
constantemente para cima, em direção à faringe.

Essas superfícies também contêm glândulas e células epiteliais individuais que


secretam muco, bem como macrófagos, capazes de fagocitar patógenos
inalados.
A matéria particulada, como a poeira contida no ar inspirado, adere ao muco,
que é movido contínua e lentamente pelos cílios até a faringe e, em seguida,
deglutido.

Esse processo, chamado de escalador (ou escada rolante) mucociliar, é


importante para manter os pulmões livres de matéria particulada e das
numerosas bactérias que entram no corpo junto com as partículas de poeira.

A atividade ciliar e o número de cílios podem ser reduzidos por diversos


agentes nocivos, incluindo a fumaça do tabagismo crônico.

Esse é o motivo pelo qual os fumantes frequentemente tossem, expelindo


muco que os cílios normalmente teriam eliminado.
Relações entre os vasos sanguíneos e as vias respiratórias. A. O pulmão aparece transparente, de modo que as relações sejam
visíveis. As vias respiratórias além dos bronquíolos são demasiado pequenas para serem visualizadas. B. Uma ampliação de um
pequeno detalhe da parte (A) mostra a continuação das vias respiratórias e os grupamentos de alvéolos em suas extremidades.
Praticamente todo o pulmão, não apenas sua superfície, consiste nesses grupamentos. O vermelho representa o sangue oxigenado, e
o azul, o sangue desoxigenado.
.

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