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TOC 107 - Fevereiro 2009
Um empresário em nome individual no regime simplificado facturou prestações de serviços com uma
escavadora em 2006 no valor de 20 mil euros, a que acresceu IVA. Nesse mesmo ano recebeu apenas 15
mil euros, dos quais lhe fizeram a referida retenção. Quais os rendimentos a considerar na modelo 3 do
IRS, anexo B, referente a esse ano? O valor na declaração de IRS modelo 3 anexo B pode ser diferente
do valor declarado na soma das declarações periódicas do IVA num ano fiscal?
valente ou, não sendo obrigatória a sua emissão, – Ao ano em que for pago ou colocado à dispo-
desde o momento do pagamento ou colocação sição (quando não seja obrigatória a emissão de
à disposição dos respectivos titulares, sem pre- factura) pelo montante que for pago ou colocado
juízo da aplicação do disposto no artigo 18.º do à disposição.
Código do IRC, sempre que o rendimento seja Atente-se que este facto não prejudica a aplicação
determinado com base na contabilidade.» das regras gerais de retenção na fonte, podendo,
Pelo que, ou estamos perante um sujeito passivo como tal, existir um desfasamento entre o ano da
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com contabilidade organizada, caso em que se de- tributação e o ano de retenção na fonte. ■
verá considerar o princípio da especialização dos
exercícios para determinar a que ano deve impu- (Resposta redigida em Julho de 2008)
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Amortização
Relativamente ao abate de imobilizado, o artigo 10.º, n.ºs 3 e 4, do Decreto Regulamentar n.º 2/90, «o
contribuinte deve obter a aceitação da Direcção-Geral dos Impostos, mediante exposição devidamente
fundamentada, a apresentar até ao fim do 1.º mês do período de tributação seguinte ao da ocorrência
dos factos que determinaram as desvalorizações excepcionais, acompanhada de documentação com-
provativa dos mesmos, designadamente da decisão do competente órgão de gestão que confirme aque-
les factos, bem como da indicação do destino a dar aos bens, quando o abate físico, desmantelamento,
abandono ou inutilização destes não ocorra no mesmo período de tributação.» Existe alguma minuta
para a elaboração desta exposição? Existe mais alguma medida a tomar?
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Assim sendo, quando o n.º 6, do artigo 6.º, do A norma que alude, o n.º 4, do artigo 10.º,
Decreto-Lei n.º 147/2003, dispõe que, sem pre- do Decreto-Lei n.º 147/2003, não se refere à
juízo do disposto no artigo 52.º do CIVA, os do- emissão de documentos de transporte ou de
cumentos de transporte devem ser arquivados facturas, mas sim aos registos que as tipogra-
até ao final do segundo ano seguinte ao da sua fias têm de manter relativamente às entidades
emissão (para os emitidos manualmente) e até ao que solicitam a emissão de livros de facturas,
final do 4.º ano seguinte ao da sua emissão (para de guias de transporte e de outros documentos
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Herança indivisa
As tornas recebidas no âmbito de partilhas por herança devem ser consideradas como mais-valias?
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ser distribuída a herança), do mesmo se dá co- normais contratos de compra e venda mas tam-
nhecimento a todos os interessados, para que bém a cedência em acto de divisão ou partilha
sobre ele se possam pronunciar. Havendo recla- de direitos reais sobre bens imóveis.
mações a este mapa, as mesmas terão que ser Daí resulta que os herdeiros que cederam a sua quota
decididas para que possa ser proferida a senten- ideal, pela qual recebeu, o que vulgarmente se desig-
ça de partilha. Não havendo reclamações será na por tornas, deverão no ano seguinte ao da escritu-
proferida a sentença de partilha. ra de partilhas, para efeitos de tributação em sede de
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Esta sentença é notificada ao Ministério Público IRS, entregar a declaração de rendimentos Modelo 3
e a todos os interessados ou seus advogados. e juntar, além de outros, o anexo G, onde irá constar
Não sendo interposto recurso e decorrido o pra- como valor de realização, o montante recebido.
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Resumindo, quando forem recebidas tornas, que de alienação prevista na alínea a), do n.º 1, do ar-
não envolvam cedência de direitos sobre bens tigo 10.º do CIRS, exactamente do mesmo modo
imóveis, essa situação é inócua em termos de IRS. que estaria se esses contribuintes alienassem esse
No entanto, quando são recebidos determinados direito sobre bens imóveis a um terceiro, ou seja a
montantes, em contrapartida da cedência de di- uma pessoa estranha à herança. ■
reitos reais sobre bens imóveis, estamos perante
uma alienação onerosa, enquadrada no conceito (Resposta redigida em Julho de 2008)
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