Processo de Produção de Acetato de Etila
Processo de Produção de Acetato de Etila
Processo de Produção de Acetato de Etila
1
Bruna Bernardo Pacagnela
Luana Ferrari
Pâmela Taizy Pinto
Raphael Sarraf Martins Torraca
2
Bruna Bernardo Pacagnela
Luana Ferrari
Pâmela Taizy Pinto
Raphael Sarraf Martins Torraca
BANCA EXAMINADORA
_________________________________
M.e Francisco de Assis Bertini Moraes
_________________________________
Esp. Joel Gutierres
_________________________________
M.e Vagner Luiz da Silva
3
Conteúdo:
1. Apresentação 06
2. Definição da Capacidade de Produção e Localização 09
3. Alternativas de Projetos 11
- 3.1. Processo Contínuo 12
- 3.2. Processo Batelada (Processo por Lotes) 13
- 3.3. Balanço Global de Produção 13
- 3.3.1. Reação Química 13
- 3.3.2. Processo Contínuo 14
- 3.3.3. Processo Batelada 15
- 3.4. Comparativo de Custos de Investimento 16
- 3.5. Comparativo de Faturamento e Custos Operacionais 17
- 3.6. Análise Preliminar Comparativa entre as Opções 18
4. Estudo da Viabilidade Técnica Econômica 19
- 4.1. Análise Financeira do Processo Contínuo 20
- 4.2. Análise Financeira do Processo Batelada 21
- 4.3. Comparação da Análise Financeira entre os Processos 22
5. Organização do Projeto 24
- 5.1. Licenças de Instalação e Licença de Operação 24
- 5.2. Fases do Projeto e Ciclo de Vida do processo 25
- 5.3. Organograma de Pessoas e Interfaces 27
- 5.4. Interfaces Entre Áreas de Engenharia/Administrativo 28
- 5.5. Coleta de Dados 31
- 5.6. Documentação e Normatização/Padrões 31
- 5.7. Sistema de Unidade e Fatores de Segurança 32
6. Fluxograma de Processo 33
- Fluxograma 35
7. Balanço de Massa e Energia 36
-7.1. Produção de Acetato de Etila a partir de D-2 36
-7.2. Balanço de Massa na coluna D-2 37
-7.3. Balanço de energia na coluna D-2 37
-7.4. Balanço no Separador de mistura SM-2 39
-7.5. Balanço de massa na coluna D-1 40
-7.6. Balanço de massa no reator RT-1 42
-7.7. Balanço de massa Global para SM-1 e CE-1 42
-7.8. Balanço de massa no separar SM-1 43
-7.9. Balanço de massa e energia na coluna de esterificação CE-1 44
- Fluxograma 46
8. Fluxograma P & I 47
- Fluxograma 49
9. Processo de Utilidades 50
- 9.1. Cálculo para as caldeiras 51
4
10. Projeto do Reator de Produção de Acetato de Etila 55
-10.1. Dados cinéticos da reação 55
-10.2. Conversão de equilíbrio e conversão final 57
-10.3. Cálculo da taxa de reação para o reator CSTR 58
-10.3.1.Cálculo do tempo de residência da reação no reator CSTR 58
-10.3.2.Cálculo do volume do reator CSTR 59
-10.4. Cálculo do dimensionamento do reator CSTR 59
-10.4.1.Cálculo do diâmetro do reator CSTR 59
-10.4.2.Cálculo para dimensionamento da altura do reator CSTR 59
-10.5. Cálculo para o diâmetro das tubulações 59
-10.5.1.Cálculo do diâmetro da tubulação na entrada do reator 59
-10.5.2.Cálculo do diâmetro da tubulação na saída de vapor do reator 60
-10.5.3.Cálculo do diâmetro da tubulação na saída de líquido do reator 61
-10.5.4.Cálculo do dimensionamento do agitador do reator CSTR 61
-10.6. Cálculo para o reator PFR 63
-10.6.1.Cálculo do tempo de residência da reação no reator PFR 63
-10.6.2.Cálculo do volume do reator PFR 64
11. Estratégia de Controle de Intertravamentos 67
12. Recomendações de Segurança de Operação (HAZOP) 69
-12.1. Princípios básicos 69
-12.2. Explicação do guia de palavras 71
-12.3. Procedimento para hazop 72
13. Recomendações de Comissionamento e “START UP” 74
14. Considerações Finais 76
15. Referências Bibliográficas 77
5
1. APRESENTAÇÃO
As usinas têm como expectativa aumentar sua produção de etanol no Brasil, por
ser um recurso renovável, podendo ser derivado da cana-de-açúcar, que é produzida
nacionalmente, já que a gasolina é obtida de uma fonte não renovável. Sendo assim, a
produção brasileira tem uma grande vantagem por ter uma tecnologia avançada na
produção de etanol para combustível (13Revista ESPACIOS, 2015). Porém este
mercado é muito instável, pois não existe mercado livre de combustíveis, e com isso o
governo determina indiretamente o preço da gasolina, que por sua vez, serve como
referência para o preço do etanol.
6
controlar a viscosidade e ajustar a taxa de evaporação do sistema, para controlar o
tempo de secagem.
O acetato de etila tem baixa toxicidade e odor aceitável e é produzido através da
reação de esterificação do ácido acético e etanol hidratado, com a presença de um
catalizador ácido. O crescimento da utilização industrial de acetato de etila deve-se
também a política ambiental, que tem como foco substituir dos solventes tóxicos como
cetônicos, metiletilcetona (MEK) e metilisobutilcetona (MIBK), que são agressivos ao
meio ambiente.
7
Tabela 1: Consumo aparente de acetato de etila no mercado brasileiro
Consumo
Capacidade de Produção Importação Exportação
Ano aparente
produção (ton/ano) (ton/ano) (ton/ano) (ton/ano)
(ton/ano)
2003 98000 75709 2935 24507 54137
2004 132000 109880 4046 54116 59810
2005 132000 113904 4212 59787 58329
2006 132000 141376 4554 69826 76104
2007 163000 146697 4943 77778 73862
2008 163000 148405 5379 84410 69374
Fonte: ABIQUIM, 2009
Partindo de uma análise de todos esses dados, a usina Caninha realizou uma
licitação das propostas e convidou a empresa de projetos PBLR, localizada no estado de
São Paulo, cidade de Araras, para realizar um projeto de dimensionamento básico para
instalação de uma planta química de produção de acetato de etila acoplada diretamente a
sua unidade industrial, que por sua vez aceitou a proposta e conforme contrato
estabelecido apresentará um projeto de dimensionamento básico utilizando-se das
principais tecnologias disponíveis como “state of art” para ser aplicada neste projeto.
8
2. DEFINIÇÃO DA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO E LOCALIZAÇÃO
Taxa de Taxa de
taxa de
crescimento crescimento de
Produção crescimento Exportação Consumo
da consumo
(ton/ano) produção (ton/ano) aparente (ton/ano)
exportação aparente
(ton/ano)
(ton/ano) (ton/ano)
2003 75.709 24.507 - 54.137 -
2004 109.880 45% 54.116 121% 59.810 10%
2005 113.904 4% 59.787 10% 58.329 -2%
2006 141.376 24% 69.826 17% 76.104 30%
2007 146.697 4% 77.778 11% 73.862 -3%
2008 148.405 1% 84.410 9% 69.374 -6%
Crescimento
- 8,2% - 11,8% - 4,7%
médio / ano
Déficit
Exportação estimada
Produção estimada (ton/ano) Consumo estimado (ton/ano) nacional
(ton/ano)
(ton/ano)
2009 160.540 94.367 72.665 6.492
2010 173.668 105.499 76.112 7.943
2011 187.869 117.945 79.723 9.798
2012 203.232 131.858 83.505 12.131
2013 219.850 147.412 87.466 15.028
2014 237.828 164.802 91.615 18.589
2015 257.275 184.242 95.961 22.928
2016 278.313 205.976 100.514 28.177
10
3. ALTERNATIVAS DE PROJETOS
11
3.1. PROCESSO CONTÍNUO
12
3.2. PROCESSO BATELADA (PROCESSO POR LOTES)
H2SO4
A+B↔C+D
Massas molares
Etanol: 46,07kg/kmol
Água: 18kg/kmol
13
Razão das massas molares na alimentação
60,05/88,11 = 0,6815
14
Figura 7: Fluxograma para o Reator Contínuo
15
Figura 8: Fluxograma para o Reator Batelada.
Alternativas de Investimento
16
3.5. COMPARATIVO DE FATURAMENTO E CUSTOS OPERACIONAIS
Processo Processo
Descrição
contínuo Batelada
Produção e Venda - ton/ano 12.000,00 6.000,00
Qualidade do produto - Pureza % 95,00 83,00
Preço do produto - R$/ton.Ac.Et. na pureza corresp. 2.900,00 2.300,00
Faturamento - R$/ano 34.800.000,00 13.800.000,00
Consumo de Ácido Acético - ton/tonAc.Et. 0,6724 0,6507
Consumo de Álcool Etílico - ton/ton.Ac.Et. 0,5217 0,5189
Consumo de Ácido Sulfúrico - ton/ton.Ac.Et. 0,00014 0,00014
Preço de Ácido Acético - R$/ton.Ac.Ac. 1.350,00 1.350,00
Preço de Álcool Etílico - R$/ton.Alc.Et. 890,00 890,00
Preço de Ácido Sulfúrico - R$/ton.Ac.Sulf. 320,00 320,00
Custo de Ácido Acético - ton/ton.Ac.Et. 907,74 878,45
Custo de Álcool Etílico - ton/tonAc.Et. 464,31 461,82
Custo de Ácido Sulfúrico - ton/ton.Ac.Et. 0,04 0,04
Custo Total de Matéria Prima - R$/ton.Ac.Et. 1.372,10 1.340,31
Custo Matéria Prima - R$/ano 16.465.173,60 8.041.864,80
Custo - Energia (4 MW e 25 t/h vapor : bagaço) 3.679.000,00 1.110.000,00
Custo - Manutenção 1.500.000,00 500.000,00
Custo - Utilidades (água, ar, aditivos) 150.000,00 80.000,00
Custo - Administrativo 100.000,00 100.000,00
Custo - Segurança , EPI´s, Normas, Consultoria 50.000,00 50.000,00
Custo - Mão de obra operacional 400.000,00 400.000,00
17
3.6. ANÁLISE PRELIMINAR COMPARATIVA ENTRE AS OPÇÕES
18
4. ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA ECONÔMICA
19
4.1. ANÁLISE FINANCEIRA DO PROCESSO CONTÍNUO
Ano 0 1 2 3
Nota-se que o fluxo de caixa assim como o fluxo de caixa acumulado começa a
ser positivos a partir do terceiro ano, conclui-se então que o lucro a empresa comece
também no terceiro ano de fabricação.
20
4.2. ANÁLISE FINANCEIRA DO PROCESSO BATELADA
Ano 0 1 2 3
Capital Investido - R$ 17.800.000,00 700.000,00 - -
Faturamento - R$ 9.660.000,00 11.040.000,00 12.420.000,00
Custo Operacional -
6.169.118,88 7.197.305,36 8.225.491,84
R$
Fluxo de Caixa - R$ - 17.800.000,00 2.790.881,12 3.842.694,64 4.194.508,16
Fluxo de Caixa - R$
- 17.800.000,00 - 15.009.118,88 - 11.166.424,24 - 6.971.916,08
Acumulado
Fluxo de Caixa - R$
- 17.800.000,00 2537164,655 3.175.780,69 3.151.396,06
Descontado
Fluxo de Caixa - R$
Descontado - 17.800.000,00 - 15.262.835,35 - 12.087.054,65 - 8.935.658,59
Acumulado
4 5 6 7
- - - -
21
Nota-se que o fluxo de caixa assim como o fluxo de caixa acumulado começa a
ser positivos a partir do quinto ano, conclui-se então que o lucro da empresa comece
também no quinto ano de fabricação.
22
Consegue-se um TIR de 18,33% em 3 anos no processo contínuo, sendo
que com 5 anos no processo batelada não consegue-se atingir o mesmo valor, sendo este
de 10,24%.
Seu payback simples é mais rápido, sendo ele de 3,23 anos enquanto que
no processo batelada é de 5,69 anos. Portanto, seu payback descontado também é mais
rápido.
Ou seja, analisando os três tópicos anteriores, chega-se a um ROI simples
de 30,99% no processo contínuo, enquanto que no processo batelada é de 17,58%; e um
ROI descontado de 27,75% no processo contínuo e para o processo batelada de 12,63%,
mostrando mais uma vez que o processo contínuo é melhor, pois apresenta um retorno
financeiro maior e compatível com os melhores investimentos financeiros do mercado.
23
5. ORGANIZAÇÃO DO PROJETO
24
exigências da LP, LI foram cumpridas, se todos os requisitos foram adquiridos a LO
então será fornecida.
Estas fases tem um certo período para serem realizadas, sendo as fases 1, 2 e 3 de 1
a 2 anos; a fase 4 de 1 a 3 anos e a fase 5 de 35 a 40 anos.
Para melhor visualização segue a figura 9 com a relação das cinco fases citadas
acima versus o custo relativo necessário para as devidas implantações.
25
Custo relativo
26
5.3. ORGANOGRAMA DE PESSOAS E INTERFACES
Gerente de
Projetos: Bruna _______________________________
EGP
Pacagnela
27
A responsável geral pelos resultados do projeto será a gerente Bruna Pacagnela,
que terá como função gerenciar toda a equipe de funcionários e garantir o cumprimento
de prazos e realização de documentações, tanto internas como externas, no qual o setor
de engenharia será comandado pela engenheira Luana Ferrari, responsável pelos
projetos técnicos, civil e elétrico.
Por fim o EGP, que será um local atribuído para treinamentos, uso de sistemas e
procedimentos padrões de gestão de projetos, terá as seguintes atribuições:
28
Acidentes do Trabalho; a NR-07 - PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional e o PNSST – Programa Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho; tudo
fiscalizado pelo ministério do trabalho, pelos bombeiros (que tem papel fundamental na
análise da instalação) e por seguradoras contratadas pela empresa.
29
Figura 11: A estrutura de um projeto de engenharia química
30
5.5. COLETA DE DADOS
31
Será utilizado o sistema de unidade MKS, para padronizar todo o sistema
(cálculos).
32
6. FLUXOGRAMA DE PROCESSO
33
Face a estas operações unitárias, o consumo de energia na forma de vapor é
intenso no reator e nas colunas de destilação. Também, o consumo de água para
condensação é intenso, o que tem a necessidade de instalação de uma torre de
resfriamento para que propicie um circuito fechado de água.
34
35
7. BALANÇO DE MASSA E ENERGIA
1 Etanol
2 Água
3 Ácido Acético
4 Ácido Sulfúrico
5 Acetato de etila
36
7.2. BALANÇO DE MASSA NA COLUNA D-2
Condensador – 4:
Reboiler R-3
38
7.4. BALANÇO NO SEPARADOR DE MISTURA SM-2
FAGM2 = 4 x FDD1
39
7.5. BALANÇO DE MASSA NA COLUNA D-1
40
Condensador C-3
Reboiler R-2
41
7.6. BALANÇO DE MASSA NO REATOR RT-1
Condensador C-1
42
FSRT1 + FAGM1 + FBD1FSSM1 + FAD1
FSSM1 = 20668,74
X1 = 0,1182
X2 = 0,1086
X4 = 0,00011
43
X5 = 0,7553
X1 = 0,0924
X2 = 0,1329
X3 = 0,0052
X4 = 0,00011
X5 = 0,7561
L* = V* + FBCE L* = V* + 25495,66
44
0,02 x V* = 4079,31 – 3645,88 V* = 21671,28 kg/h
L* = 47166,94 kg/h
45
46
8. FLUXOGRAMA P & I
47
seja, níveis baixos a válvula é fechada para não haver escoamento de
produto, níveis altos a válvula é aberta para haver escoamento de produto.
PIC – Indicador e controlador de pressão: isto significa que a válvula tem
autonomia para controlar a pressão além de indicar seu valor, pressões
maiores a válvula se abre e pressões menores a válvula se fecha.
CIC – Indicador e controlador de concentração: isto significa que a válvula
tem autonomia para fechar ou abrir de acordo com a concentração indicada,
assim aumenta ou diminui a mistura feita para se obter a concentração
ideal.
CI – Indicador de concentração: isto significa que no local há um
monitoramento de concentração.
TIC – Indicador e controlador de temperatura: isto significa que além de
monitoramento há um controle da temperatura no local indicado.
TI – Indicador de temperatura: isto significa que há um monitoramento da
temperatura no local.
SP – Set Point: valor ideal que a planta deve seguir e tender a diminuir a
diferença do valor real com este estipulado.
48
49
9. PROCESSO DE UTILIDADES
vapor. O vapor é a água no estado gasoso, que é adquirido através da temperatura 80°C,
para isso ter ocorrido as moléculas de água no líquido venceram a pressão de 5 bar que
exercem sobre elas.
temperatura 80°C, mas conforme o vapor vai excedendo energia vai perdendo pressão e
Por fim tem-se os gases da combustão que nada mais é do que uma reação de
oxidação com o combustível, que são a cana-de-açúcar e cavaco com o oxigênio
(comburente), liberando calor. Para ter uma água ideal para as torres de resfriamento ter
um melhor rendimento, é necessário passar antes por um tratamento, primeiramente se
tem a remoção de oxigênio e outros gases dissolvidos na água, através de uma
desaeração, logo se segue por clarificação/filtração, processos de troca iônica,
abrandamento, desmineralização e destilação.
51
Qeficiencia = 2291,8 / 0,85 = 2696,2 kj/kg
Portanto, para uma caldeira que opera com uma pressão de 5 bar e 80°C, serão
necessários 3497,14 kg/h de bagaço de cana.
52
Q = 2753,76 x 564,03 = 1553217,783 kj/h
Wcombustivel=1553217,783/13376=116,11kg/h
Condensador C-1
FVRT-1 x (∆H)VRT-1 = FC1x cp x (∆T)água
350 x 580 = FC1 x 4,19 x (60-25)
FC1 = 1384,24 kg/h
Condensador C-2
V x (∆H)V = FC2 x cp x ∆T
32636,07 x 1200 = FC2 x 4,19 x (60 – 25)
FC2 = 267052,74 kg/h
Condensador C-3
V x (∆H)V = FC3 x cp x (∆T)água
15080 x 600 = FC3 x 4,19 x ( 60 – 25 )
FC3 = 61698 kg/h
Condensador C–4
FVD2 x ∆HTD2 = FC4 x Cp x ∆H
7562,5 x 300 = FC4 x 4,19 x (60-25)
FC4 = 15470,5 kg/h
53
FTORRE RESFRIAMENTO = 1384,24 kg/h + 267052,74 kg/h + 61698 kg/h + 15470,5
kg/h
FTORRE RESFRIAMENTO = 345605,5 kg/h
54
10. PROJETO DO REATOR DE PRODUÇÃO DE ACETATO DE ETILA
55
Com base nos dados de concentração em função do tempo, podemos obter os
dados cinéticos para obtenção da melhor equação da velocidade de reação em função da
concentração dos reagentes e produtos, uma vez que a reação é reversível.
Graficamente temos:
0,2500
0,2000
0,1500
CA-M
rA = dCA/dt
CB-M
0,1000
CC-M
0,0500 CD-M
0,0000
0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00
CI-M
56
Baseando-se nos dados calculados para a equação da velocidade e utilizando-se
um software para ajuste de equações, obteve-se que o melhor ajuste, com R2, de
regressão maior que 0,95, neste ajuste, obteve-se a equação:
KA = 0,002688 m3 kmol-1min-1
XA=0,95*XAeq
0,002688*Ca2 = 0,004644*Cc
Considerando: XA=0,95*XAeq
-r = KACA2 – KA`CC
No equilíbrio -r = 0, portanto:
-r = KACA2 – KA`CC
0,002688x(69,22-138,44XAe+69,22XAe2)–0,004644x(8,32XAe)=0
0,002688*69,22*(1-2Xae+Xae^2)–0,038Xae=0
57
0,186*(1-2XAe+XAe2) = 0,038XAe
1-2XAe+XAe2 = 0,2077XAe
1-2XAe+XAe2 = 0,2077XAe
1-2,2077XAe+XAe2 = 0
Onde:
KA = 0,002688 m3 kmol-1min-1
XA = 0,605
Ɵ = 53149,64s
58
10.3.2. CÁLCULO DO VOLUME DO REATOR CSTR
Inicialmente, considerando que, o reator tem seu diâmetro igual a sua altura, para
efeito de dimensionamento, temos:
V = Ab x H
Sendo:
V = volume
Ab = área da base
H = altura
V = (π*D2/4)*H
27 = (π*D3)/4
D = 3,25 m
Densidades:
59
Etanol = 789kg/m3
Densidade da mistura:
D = (0,4165*789)+(0,0463x1000)+(0,5369x1050)+(0,00011x1840)
D = 938,86 kg/m3
Densidade da mistura:
Diâmetro da tubulação:
Q= F / D = 0,163 m3/s
60
Q= v x A; sendo v = 20 m/s
A = 0,163/2 A = 0,000815 m2
Densidade da mistura:
D = (0,01*789)+(0,2468x1000)+(0,0213x1050)+(0,00011x1840)+(0,7219 x897)
D = 924,8 kg/m3
Diâmetro da tubulação:
Q= F / D = 0,00041 m3/s
Q= v x A; sendo v = 2 m/s
A = Q / v A = 0,00041 / 2 = 0,000205 m2
61
Figura 15: Figura ilustrativa das dimensões características de um tanque padrão.
62
W = 0,21m
Comprimento da lâmina (L)
L = 0,25 x Da
L = 0,27m
Onde:
KA = 0,002688 m3 kmol-1min-1
XA = 0,605
Ɵ = 120,3min
63
10.6.2. CÁLCULO DO VOLUME DO REATOR PFR
V = Ɵ x FC / (XA x CA0)
Portanto
Assim, através da comparação feita pela diferença de volume obtido; uma vez
que o reator CSTR contém um volume consideravelmente maior, com isso se tem uma
maior homogeneização, pois com um pequeno volume o controle da reação será
dificultado; foi escolhido o reator CSTR como o reator de mistura, especificado na ficha
a seguir, assim como seu desenho nas mesmas proporções da original:
64
Doc.: RT-1-AE Rev 0
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Ficha técnica reator RT-1 Projeto: RT-1
Quantidade : 1
PLANTA ACETATO DE ETILA
UTILIZAÇÃO REATOR DE MISTURA (CSTR)
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11. ESTRATÉGIA DE CONTROLE DE INTERTRAVAMENTOS
SE PARAR BOMBA
B-4
PARA BOMBA PARA BOMBA PARA BOMBA ABRE VÁLVULA ABRE VÁLVULA FECHA VÁLVULA
B-1 B-2 B-3 PIC 001 LIC 002 TIC 001
Desencadeando assim a abertura das válvulas PIC 001 e LIC 002 para que a
pressão no reator não suba de modo exagerado e para que o nível do produto não passe
do limite especificado no projeto, respectivamente.
Atuando assim esse intertravamento a válvula TIC 001 se fecha para ocorrer o
controle de temperatura do sistema, uma vez que com isso para-se a troca térmica no
reator, ou seja, cessa o aquecimento.
Contudo, há ainda, a válvula LIC 001 que é aberta em mais 10% para controle
de temperatura também, uma vez que abrindo seu fluxo há mais troca térmica na torre
de resfriamento, contendo assim o vapor de saída do reator.
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12. RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA DE OPERAÇÃO (HAZOP)
O HAZOP pode ser usado para fazer um exame preliminar do projeto na fase de
fluxograma de processo e para um estudo detalhado numa fase posterior, quando há
uma descrição do processo completo e definitivo do fluxograma P&I e para detalhes dos
equipamentos disponíveis.
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Tabela 11: Significado das palavras guias.
Além dessas palavras, as seguintes palavras também são usadas de uma maneira
especial, e tem significados específicos como dado abaixo:
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12.2. EXPLICAÇÃO DO GUIA DE PALAVRAS
O significado básico das palavras-guia, relacionadas com o projeto trabalhado,
segue na tabela abaixo.
Tabela 12: Palavra-guia, causa, consequências e ações para desvio.
HAZOP
Equipamento: reator RT-1 (reator CSTR)
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12.3. PROCEDIMENTO PARA HAZOP
Um estudo de operacionalidade normalmente é realizado por uma equipe de
pessoas experientes, que têm habilidades e conhecimentos complementares, liderado
por um líder de equipe que é experiente na técnica e em operações e projeto de plantas
químicas.
A equipe examina os vasos de processo por classe de pressão, e linha por linha,
usando as palavras-guia para detectar eventuais perigos.
Um registro escrito não é normalmente feito para cada etapa do estudo, apenas
os desvios que levam a um risco potencial são registrados. Se possível, as medidas
necessárias para remover o perigo é discutida pela equipe e registrados. Se obtiver mais
informações, é necessário decidir a melhor ação, a questão será submetida ao grupo de
projeto para a ação, ou retomada em outra reunião da equipe de estudo.
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cedo forem descobertos riscos ou problemas operacionais, menos será o custo para
contorná-los.
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13. RECOMENDAÇÕES DE COMISSIONAMENTO E “START UP”
Lembrando que, nesta fase, mesmo com o processo funcionando apenas com
água, já é ajustado os valores dos set points para que seja analisada a capacidade de
verificação do sistema e se necessário possíveis reajustes, se os sinais emitidos a sala de
controle estão corretos e se alterados os valores dos set points o sistema corresponde a
mudança.
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Tabela 13: Checklist para o reator CSTR
Checklist de atividades
Equipamento: Reator CSTR
Item Atividade Status Data da verificação
1 Verificar vazamentos:
Tubulação de entrada e saída do reator
Válvulas de fechamento e abertura
2 Condições internas:
Aquecimento
Pressão
Nível
Controle da Temperatura
3 Verificações em geral:
Manta de vidro e isolamento térmico
Fluxo de alimentação
Fluxo de saída
Formação de alguma inscrustação
Legenda
V - verificado
NV - Não Verificado
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14. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com tais dados em mãos foi iniciado o trabalho em si, sendo consideradas as
alternativas de investimentos, faturamento, custo operacional e margem de contribuição.
Lembrando que se usaram duas possibilidades para análise e escolha da melhor opção
para elaboração da planta.
Uma dificuldade encontrada foi nos cálculos feitos durante o trabalho, uma vez
que muitos deles são interligados e complexos. Fato solucionado com um estudo mais
frequente do grupo com auxilio do orientador, que com sua experiência profissional em
projetos e em processos químicos nos ajudou muito.
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15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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