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ANÁLISE DOGMÁTICA DA RESPONSABILIDADE PENAL DOS
WEBMASTERS NOS WEBSITES DE PROMOÇÃO DA
PROSTITUIÇÃO
DOGMATICAL ANALYSIS OF CRIMINAL LIABILITY OF WEBMASTERS AT
THE WEBSITES OF PROSTITUTION PROMOTION
Mateus Ferreira Nobre 1
Rodrigo de Almeida Leite 2
RESUMO
O presente artigo objetiva analisar o fenômeno dos websites de promoção de prostituição,
classificando-os através de uma criação hipotética de categorias lógicas, e definir sua legalidade em
cada tipo verificando o envolvimento com práticas de exploração sexual. Além da tipificação e
análise de legalidade, este artigo tratará da definição da responsabilidade penal dos webmasters,
baseado no respectivo envolvimento com os esquemas de exploração sexual, correlacionando com
as tipificações de websites descritas.
Palavras-chave: sites de exploração sexual; prostituição; responsabilidade penal; webmaster
ABSTRACT
This article objectifies to analyze the phenomenon of the prostitution’s promotion websites, by
classifying them, and define them legality in each type by verifying each involvement with sexual
exploitation practices. Further than typifying and analyze legality, this article will treat the
definition of criminal liability of their respective webmasters, with dosimetry, based in them
respective involvement with the broader sexual exploitation mafia, correlating with the already
described websites typifications.
Key-words: sexual exploitation sites; prostitution sites; criminal liability; webmasters
INTRODUÇÃO
A Internet, como uma nova mídia, traz meios alternativos de representar crimes.
Novas maneiras de praticar velhos crimes. E os crimes relacionados à prostituição não são
exceção. Entretanto, nem todo website relacionado à prostituição na Internet pode ser
1
Conselheiro Fiscal da Wikimedia Brasil. Graduando em Direito pela Universidade Federal Rural do
Semi-Árido (UFERSA). Email: mateus.nobre@gpdac.org
2
Doutorando em Direito pela Universidade de Salamanca. Mestre em Direito pela Universidade
Clássica de Lisboa. Professor do Curso de Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido
(UFERSA). Email: rodrigoleite@ufersa.edu.br
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criminalizado. A situação de novidade e a característica propriamente líquida,
contemporânea da Internet, é passível de trazer nebulosidade e confusão para os
magistrados, dificultando o processo de subsunção. São complexidades típicas de uma
situação nova.
Se nas máfias de exploração sexual clássicas, sem envolvimento com a Internet, a
figura do cafetão era a figura central, no contexto contemporâneo-virtual nasce um
coautor principal: o webmaster. Esta contemporânea figura caracteriza-se pela pessoa
capaz e responsável da criação e postagem de um website na rede, sendo o criador e
decisor da tecnologia, da estrutura e de todo o conteúdo do site.3 Logo, no contexto dos
websites de promoção de prostituição, são eles os criadores, e talvez também os
administradores dos respectivos domínios. Desta forma, nos novos meios de exploração
sexual, o webmaster passa a ser figura de relevante importância, por sua necessidade na
administração.
Neste sentido, o artigo ora proposto possui dois objetivos: 1) classificar os tipos de
websites de promoção da prostituição, através da construção hipotética de categorias,
utilizando de analogias com as situações já familiares no âmbito da prostituição e
exploração sexual, e; 2) determinar e corresponder as respectivas punibilidades dos
webmasters criadores e/ou administradores dos websites que promovem exploração
sexual.
As conceituações aqui elaboradas foram fruto de pesquisa bibliográfica e
jurisprudencial sobre o tema, além de observação na internet sobre sites de exploração
sexual e notícias sobre o tema veiculadas nos meios de comunicação.
1 A EXPLORAÇÃO SEXUAL E SEUS DERIVATIVOS PENAIS
Como tarefa inicial neste artigo, trataremos da investigação do conceito da
exploração sexual, uma vez que trataremos de crimes relacionados necessariamente a este
tipo legal.
3
SEBELY, Mario Matías. Que és un webmaster: Utilizamos muy habitualmente la palabra webmaster, pero
¿sabemos
bien
lo
que
significa?
Madrid:
2001.
Disponível
em:
<
http://www.desarrolloweb.com/articulos/465.php>. Acesso em: 16 abr. 2013.
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A exploração sexual, embora citada como condição por quatro vezes no capítulo do
código penal que trata dos crimes contra a liberdade sexual, não encontra conceito bem
definido e sedimentado no âmbito dogmático e doutrinário.
Já houve uma tentativa de definir a exploração sexual legislativamente, mas que
não logrou êxito. Esta falha simplesmente ocorreu pela imprecisão de tal conceito. Assim,
apesar das reiteradas citações no código penal (inclusive como condição essencial para
perfazimento do crime), os operadores do direito têm que se satisfazer ou com uma vaga
ideia conceitual pessoal, ou com as contraditórias concepções doutrinárias.
Alguns doutrinadores, como Luiz Regis Prado, trazem o conceito de exploração
sexual como a "utilização de uma pessoa para fins sexuais, com ânimo de lucro, atentando
direta ou indiretamente contra sua dignidade e liberdade sexual, e afetando
potencialmente seu equilíbrio psicosocial"4.
Desta forma, o conceito de exploração sexual prende-se ao “ânimo de lucro”.
Entretanto, o Professor penalista e Delegado Federal Gecivaldo Vasconcelos Ferreira
controverte tal conceito com acertadas possibilidades fáticas:
Esse proveito, segundo pensamos, pode ser de ordem econômica ou não.
Se for de ordem econômica, fala-se em exploração sexual comercial.
Resta, ainda, definir se em todo favorecimento à exploração sexual exigese que haja intenção do agente de submeter a vítima a uma atividade
habitual como é a prostituição. A resposta a tal assertiva nos parece que
seja negativa, sob de pena de confundirmos o conceito amplo de
exploração sexual com o conceito de prostituição. Desse modo,
entendemos que, por exemplo, o pai que, almejando ser promovido, induz
sua filha maior de idade a satisfazer a lascívia dos seus superiores para que
estes lhe concedam uma promoção, incorre no crime do art. 228, § 1º, do
CP, por estar submetendo-a a exploração sexual. Do mesmo modo o
advogado, também a título de exemplo, que induz sua assistente a prestar
favores sexuais a autoridades em troca de posicionamentos favoráveis nas
demandas que patrocina, pela linha de raciocínio ora defendida, está
submetendo-a a exploração sexual5.
Ao analisar ambos os posicionamentos, é considerada mais adequada a concepção
de Gecivaldo Ferreira, na qual exploração sexual figura como tirar proveito da atividade
4
PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. Vol, 2. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008. p.
708.
5
FERREIRA, Gecivaldo Vasconcelos. Crimes sexuais. Breves considerações sobre os artigos 227 a 234-B do
Código Penal, de acordo com a Lei nº 12.015/2009. Jus Navigandi, Teresina. ano 14, nº2256, set. 2009.
Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/13442/crimes-sexuais/1>. Acesso em: 16 abr. 2013.
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sexual alheia.
6
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Este proveito pode ser de ordem econômica ou não, como aqui
demonstrado. Nestes termos, a prostituição em si é uma profissão autônoma como
qualquer outra, não-criminalizada. A prostituição apenas se torna crime dentro do
contexto da exploração sexual, sendo utilizada sua atividade para proveito alheio além do
proveito pessoal. Guilherme de Souza Nucci inclusive chega a conceituar que “a exploração
sexual é o gênero do qual se extrai a prostituição”7.
Definida a exploração sexual, abordemos os derivativos penais desta no código
penal vernáculo hodierno.
O capítulo V, Título VI da parte especial do código penal tem como título “Do
lenocínio e do tráfico de pessoa para fim de prostituição ou outra forma de exploração
sexual”. Compreende o trecho do artigo 227 ao artigo 232. Alguns deles já foram vetados.
Basicamente,
trata de
assuntos
como:
lenocínio,
favorecimento
à
prostituição,
estabelecimentos físicos de exploração sexual, rufianismo e tráfico interno e externo com
fins de prostituição. No presente artigo, contudo, trataremos especificamente de três
artigos.
O primeiro deles refere-se ao favorecimento da prostituição ou outra forma de
exploração sexual, tipificado no art. 228 do Código Penal:
Art. 228. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de
exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a
abandone: [...]
§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.
Em relação ao assunto aqui tratado, o trecho que será reiterado será o “facilitá-la”.
Inicialmente será feita a exegese, visto que retornaremos a este detalhe repetidamente
durante o artigo.
Sobre o tema, Rogério Greco doutrina que se consuma o crime com qualquer ato
que colabore para que a vítima passe a ser sexualmente explorada. 8 Damásio de Jesus
exemplifica que qualquer ato que facilite a “angariação” de clientes para a vítima
6
FERREIRA, Gecivaldo Vasconcelos. Crimes sexuais. Breves considerações sobre os artigos 227 a 234-B do
Código Penal, de acordo com a Lei nº 12.015/2009. Jus Navigandi, Teresina. ano 14, nº2256, set. 2009.
Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/13442/crimes-sexuais/1>. Acesso em: 16 abr. 2013.
7
NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 12. ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2012, p.
1001.
8
GRECO, Rogério. Direito Penal. Vol. 3. Brasília: Impetus, 2009, p. 573
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explorada sexualmente, consumará o crime do artigo 228 9 . Logo, se qualquer ato que
aumente a chance da vítima ser explorada sexualmente possa ser considerado facilitação,
por conseguinte qualquer forma de promoção/publicidade de atividade de exploração
sexual será considerada “facilitação”, e o(s) responsável(is) passível(is) de punição nos
termos do artigo 228 do Código Penal. Se se promove exploração sexual, é facilitação.
Quem trata de promoção, trata de facilitação.
Verifica-se também que se alguém pratica a facilitação com fim de lucro, aplica-se
multa, além da pena. Logo, se alguém se propõe a fazer publicidade de algum meio de
exploração sexual por um pagamento (fixo ou único, uma “relação de emprego” informal
ou uma prestação de serviço única), esta ação além de passível de prisão, também é
passível de multa.
Dando continuidade à análise dos crimes que aqui serão usados - nos artigos 229 e
230 do Código Penal - nota-se que não só aquele que obtém participação direta na
arrecadação de prostituição alheia (o típico cafetão) é condenável por este artigo, mas
também aqueles que se sustentam por quem a exerça. Ou seja, verifica-se que um possível
empregado do cafetão, alguém que trabalhe fixamente em um ambiente de exploração
sexual, recebendo um salário, também é passível de processo. Logo, não só o cafetão, mas
todos que trabalham juntamente com esse são passíveis na subsunção, segundo o artigo
230.
2. OS SITES DE PROMOÇÃO DA PROSTITUIÇÃO E SUA TIPIFICAÇÃO
A internet como uma nova mídia trouxe meios alternativos de representação de
crimes no gênero da exploração sexual. As pessoas utilizam a Internet e nela injetam sua
criatividade, e com o advento da contemporaneidade logo surgiram novos meios de
representação de velhos crimes, como o favorecimento da prostituição e o rufianismo.
Neste tópico dividiremos e tipificaremos os websites que promovem a prostituição e
discutiremos sua respectiva (i)legalidade.
Uma pequena observação: já foi discutida a diferença entre a prostituição e a
exploração sexual. A primeira, via de regra, não é criminalizada. A prostituição só é
criminalizada quando se encontra no contexto da segunda (exploração sexual). Portanto,
9
JESUS, Damásio De. Direito Penal: Parte Especial. Vol. 3. São Paulo: Saraiva, 2009, p. 155.
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discutiremos se cada tipificação se encontra em um contexto de exploração sexual ou não,
ergo, se é ilegal ou não.
2.1 Sites de prostíbulos
Assim como uma loja de eletrodomésticos pode ter um website expondo seus
produtos, com os respectivos preços, telefone para contato e o endereço para possível
visita, um proprietário de uma casa de prostituição também pode se interessar em criar
um website para expor fotografias das profissionais que lá trabalham, seus respectivos
preços por programa, disponibilizar um telefone para contato e talvez o endereço para
posteriores visitas dos apreciadores de prostíbulos. Porém, diferentemente do site da loja
de eletrodomésticos, as casas de prostituição tem um objeto de “venda” ilícito. Um
website deste tipo é reflexo de uma prática criminal.
Este tipo de website pode ser considerado simplesmente como um meio de
promoção de um estabelecimento físico de exploração sexual. Assim sendo, um meio de
facilitação da prostituição, proibido pelo artigo 228 do Código Penal. Consequentemente, o
website de prostíbulo é um instrumento ilegal de publicidade.
2.2 Agências virtuais rufianistas
As agências rufianistas virtuais demonstram a liquidez e criatividade da
modernidade. São websites que agem tal qual rufiões, tirando proveito da prostituição
alheia, porém com toda a prática virtual, sem um local físico, apenas na Internet. A pessoa
física e concreta do rufião é representada paralelamente pela abstração do wesite na
grande teia mundial.
Pode-se descrever estas agências exemplificando-as. Imagine um website no qual
aparecem fotografias de diversas profissionais do sexo, e você é livre para navegar entre
elas no site, verificando várias fotos de garotas distintas. Se o nosso navegante interessarse no serviço de uma das garotas expostas, este navegante interessado liga para o número
de telefone descrito no site. A pessoa que atende serve como intermediário entre o
navegante e a prostituta. Obviamente, este rufião tem a posse do contato do interessado,
logo, tem o controle. Tendo o controle, este tira proveito direto da prostituição alheia. Ou
a prostituta paga a percentagem acertada ao rufião virtual, ou perde o cliente.
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Nesta tipificação de website de prostituição, é possível dissociar propriamente a
prática do rufianismo de um estabelecimento físico. É possível ser um rufião sem ter um
estabelecimento de meretrício, apenas tendo um “estabelecimento virtual”.
Neste caso, o website incorreria como um meio facilitador da prostituição (art. 228,
Código Penal) e como meio de exercer o rufianismo (art. 230, Código Penal).
Consequentemente, verifica-se que tal tipo de mecanismo configura-se uma pratica
criminosa.
2.3 Catálogos virtuais de prostituição
O tipo aqui exposto funciona como verdadeiro catálogo do meretrício. Estes tipos
de websites expõem fotografias e contatos de dezenas de profissionais do sexo. Muitas
vezes, em sites de grandeza maior (magnitude de todo o território nacional), são divididas
por estados, e até cidades. Caso o navegante se interesse, esse consegue achar o contato
direto da prostituta (telefone celular) em sua respectiva página.
Este tipo é visivelmente contrário ao tipo anterior descrito: agência rufianista
virtual. Nos catálogos da prostituição, não há intermediário. A meretriz é contatada
diretamente em seu telefone celular próprio. Uma vez que não há intermediário, não há
modo de “tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou
fazendo sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça”. Não há crime de rufianismo.
Uma vez que a agência virtual rufianista caracteriza-se pelo website que obtém vantagem
direta a partir da prostituição alheia, o catálogo da prostituição não intervém diretamente
nos lucros das profissionais do sexo de qualquer forma.
Aliás, o catálogo virtual de prostituição da contemporaneidade em muito se
assemelha com uma manifestação da prostituição tradicional de décadas: a seção adulta
dos classificados do jornal.
Ora, na seção adulta se encontra numerosos anúncios de profissionais do sexo, com
seus respectivos números pessoais, e é sabido que os jornais não são passíveis de processo
por alguma forma de promoção ou proveito sobre exploração sexual. Isto é porque tanto os
classificados do jornal quanto os catálogos virtuais da prostituição não tiram proveito da
prostituição alheia, participando diretamente do lucro, e sim cobram um determinado
valor pela exposição (com fins publicitários e pessoais), que não é uma participação direta
nos programas do(a) profissional do sexo. O valor para ser exposto tanto em um
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classificado quanto no catálogo virtual da prostituição não é de qualquer forma um modo
de exploração sexual, visto que não é uma participação, não é proporcional, e só é pago
uma vez (por anúncio). Não tem qualquer relação com os ganhos da prostituta. Os
catálogos virtuais da prostituição não representam qualquer forma de crime de exploração
sexual, são apenas um meio de realizar marketing sobre o trabalho de profissionais do sexo
autônomas.
Sobre o tema, Guilherme de Souza Nucci relata com lucidez este tipo de promoção
pessoal, ressaltando que “se tal conduta fosse realmente relevante e danosa à sociedade,
não se teria a proliferação de anúncios e propagandas de toda ordem nessa área, com o
beneplácito das autoridades”10.
Dessa forma, verifica-se que o tipo catálogo virtual da prostituição é legal, e seus
respectivos webmasters não devem ser passíveis de qualquer processo penal.
3. DA RESPONSABILIDADE PENAL DO WEBMASTER NOS TIPOS ILEGAIS
Foi desvendado que, das três tipificações na qual dividimos os websites de
promoção de prostituição (sites de prostíbulos, agências virtuais rufianistas, catálogos da
prostituição virtuais), dois deles são correlacionados com práticas de exploração sexual
(sites de prostíbulos e agências virtuais rufianistas), e por conseguinte ilegais e passíveis
de responsabilização de seus webmasters, e um legal. Logo, será focada a continuação
desta pesquisa na responsabilidade dos webmasters das tipificações definidas como ilegais,
relacionando com as tipificações do site e as possibilidades de envolvimento do webmaster
com o projeto maior.
Será investigada a responsabilidade penal dos webmasters pondo uma linha mestra
inicial: 1) quando o webmaster coincide com o proprietário; e 2) quando o webmaster
difere do proprietário. Na primeira possibilidade, quando o webmaster e o proprietário da
máfia de exploração sexual são a mesma pessoa, subdividimos, a partir da tipificação já
analisada, em 1.1) se um site de prostíbulo; e 1.2) se agência virtual rufianista.
Caso a segunda possibilidade seja real, quando o chefe da máfia de exploração
sexual e o webmaster não são a mesma pessoa, subdivimos a partir de critério de
10
NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 12. ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2012, p.
997.
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envolvimento: 2.1) quando o webmaster for integrante fixo; e 2.2) quando for terceiro
prestador de serviço. Nesta lógica, serão abordados todos os casos possíveis de
responsabilidade do webmaster.
3.1. Quando o webmaster coincide com o proprietário
Será
utilizado
termo
“proprietário”
não
como
o
proprietário
civil
do
estabelecimento onde ocorre exploração sexual, e sim em consonância com o mantenedor,
descrito e exposto no artigo 228 do Código Penal, em “manter, por conta própria ou de
terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro
ou mediação direta do proprietário ou gerente”. Logo, o proprietário pode ser meramente
a pessoa que administra o estabelecimento - o próprio proprietário civil ou não.
Entretanto, já vimos aqui que neste contexto contemporâneo o estabelecimento físico não
é de todo indispensável, quebrando paradigmas. Então, em última instância, conceituamos
proprietário como a pessoa que tem domínio do fato (chefe ou administrador) sobre a
máfia de exploração sexual do caso em questão. Onde se lê “proprietário”, leia-se “chefe
ou administrador do esquema”.
3.1.1. A situação em um site de prostíbulo
A situação aqui analisada é a de um proprietário de uma casa de prostituição física
– tal como prevista no artigo 229 do Código Penal – que, buscando uma promoção, uma
facilitação de sua atividade rufianista (tal como prevista no artigo 230), produz por conta
própria um website para publicidade de seu recinto do meretrício. A figura do proprietário
e do webmaster coincidem.
Logo, conclui-se que o proprietário aqui investigado seria responsável por três
crimes. O previsto no artigo 228 - por ter criado um website para a facilitação da
prostituição que “administrava” -, o do artigo 229 – por manter estabelecimento no qual
ocorre exploração sexual -, e do artigo 230 – por tirar proveito direto de exploração sexual,
sendo rufião.
Sendo os crimes expostos praticados em concurso material pela pluralidade de
ações, as penas se aplicam cumulativamente, configurando concurso material.
Alguma jurisprudência recente vem apontando penas para crimes com resultados
tais quais esses, e que o crime previsto no artigo 230 absorve o crime (i.e., a pena)
previsto no artigo 228. Isto é tanto teoricamente quando praticamente inaceitável. O
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artigo 230 nunca pode absorver o crime do artigo 228. Sendo a pena do artigo 230 maior
que a do 228 - um crime de menor pena não poderia absorver um de pena maior. Permitir
tal hermenêutica traria consequências insólitas e danosas para a sociedade. Seria admitir
que um crime de menor impacto, em circunstâncias favoráveis, pode absorver um de maior
impacto.
Por exemplo, um infrator, em concurso, ter seu crime de pena máxima de dois anos
absorvendo outro crime – em circunstâncias favoráveis – de pena máxima de oito anos.
Desta forma, repudiamos teórica e pragmaticamente esta posição, em que se encontra
grosseiro erro jurídico.
Sabendo disto, somando as penas dos três crimes no qual o webmaster-proprietário
se responsabilizaria no caso aqui investigado, cumulativamente, esse seria passível de uma
condenação base de 5 a 14 anos.
3.1.2 A situação em uma agência rufianista virtual
A situação aqui analisada é a de um fundador de uma agência rufianista virtual que
também é seu webmaster. Visto que o fundador de uma agência virtual rufianista é
tipicamente o cafetão – participa diretamente dos lucros de prostituição alheia – a figura
do rufião (artigo 230) e a do webmaster que promove a prostituição (artigo 228) coincidem
numa mesma pessoa física.
Pela própria natureza da agência rufianista virtual (como descrita no subtópico
2.2), ocorre rufianismo e facilitação de prostituição simultaneamente, e sem um
estabelecimento físico. Também, por esta mesma natureza, a facilitação da prostituição e
a própria prática do rufianismo se efetivam numa mesma conduta, na criação do website
que será a agência rufianista virtual. E quando dois ou mais crimes se efetivam em uma
conduta singular e una, caracteriza-se um concurso formal.
A lei e a doutrina diferenciam o concurso formal em dois critérios: homogeneidade
e perfeição. A homogeneidade ocorre quando os dois (ou mais) crimes cometidos são
iguais. Caso não, o concurso é heterogêneo. A perfeição ocorre quando no mínimo um dos
crimes ocorre culposamente. Quando não (todos os crimes são cometidos com algum tipo
de dolo), o concurso é imperfeito 11 . Estes critérios criam quatro tipos quando se
11
GERLACK NETO, Martinho Otto. Dicionário Técnico Jurídico de Direito Penal e Processual Penal.
Juvevê: Juruá Editora, 2007, p. 32.
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correlacionam: homogêneo perfeito, heterogêneo perfeito, homogêneo imperfeito,
heterogêneo imperfeito.
Não mais se alongando sobre esta questão, verifica-se que o concurso formal da
situação aqui descrita é um concurso formal heterogêneo imperfeito.
E visto que caracterizar o concurso formal como imperfeito causa aumento
significativo na pena, nos permitimos nos alongar um pouco mais nesse ponto para proválo, afim de não fazer qualquer webmaster passar mais tempo do que o justo na prisão.
Sobre concurso formal imperfeito, ensina Fernando Capez:
O desígnio autônomo ou a pluralidade de desígnios indica a intenção do
sujeito (dolo direto) ou a assunção do risco pelo sujeito (dolo eventual) de,
com uma única conduta, produzir dois ou mais resultados criminosos (dois
ou mais delitos). Note, portanto, que o concurso formal perfeito pode
ocorrer entre dois crimes culposos ou um doloso e outro culposo, ao passo
que o concurso formal imperfeito fica restrito aos crimes dolosos12.
Na situação aqui analisada, nenhum dos dois crimes cometidos é culposo. O
webmaster tanto deseja praticar o rufianismo quanto deseja promover seu rufianismo. Os
desígnios não são únicos, são plurais. Nenhum dos crimes – tanto o rufianismo quanto a
facilitação – ocorre por acidente, culposamente. O autor deseja os dois, e mesmo com a
unicidade de conduta, há a pluralidade volitiva. Caracteriza-se concurso formal
imperfeito. E segundo o artigo 70 do nosso Código
Penal, “as penas aplicam-se,
entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes
resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior”.
Assim sendo, cabe-se cumulação das penas. Adicionando as penas bases dos crimes
previstos no artigo 228 e 230, o webmaster-proprietário deste caso estudado seria cabível
de receber, como pena base, de 3 a 9 anos de prisão.
3.2.
Quando o Webmaster difere do proprietário
São tipificadas as possibilidades de quando o webmaster difere do proprietário em
duas: quando integrante fixo (trabalha constantemente com os integrantes da exploração
sexual e recebeu recursos reiteradas vezes proveito por isso) e quando terceiro prestador
de serviço (prestou o serviço de criação de site e recebeu com isso apenas uma vez, não
tendo envolvimento constante com o esquema).
12
CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal: parte geral. v.1. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 459.
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3.2.1 Sendo integrante fixo
A situação aqui analisada é a de que o webmaster é alguém que trabalha
diretamente no esquema de exploração sexual. Exemplifica-se como “webmaster em
tempo integral do website”, “técnico em tempo integral”, ou qualquer cargo dentro do
esquema que o faça envolvido integralmente e diretamente com toda a máfia de
exploração sexual na qual trabalha. O integrante fixo também recebe ao menos parte de
seu sustento e/ou reiterado proveito do esquema.
O webmaster integrante fixo é culpável de dois crimes. O primeiro é o previsto no
artigo 228, por criar o website do prostíbulo ou da agência virtual rufianista, sendo o
website uma forma de promoção, ou seja, facilitação da exploração sexual. O segundo é o
previsto no artigo 230, por tirar proveito/fazer-se sustentar total ou parcialmente pela
prostituição alheia. É culpável de facilitação de prostituição e rufianismo.
Sendo o webmaster um integrante fixo, ele passa a figurar como um ator principal
na máfia de exploração sexual, classificando-se como coautor, passível de pena integral. É
um colaborador necessário, se tornando peça chave no esquema, não mais dispensável
pelo mero fato de trabalhar fixamente nele.
Assim sendo, o webmaster integrante fixo é passível de receber, como pena base,
de 3 a 9 anos de prisão.
3.2.2 Sendo terceiro contratado;
A situação aqui analisada é a de que o proprietário, desejando um aumento de
requisição de seus serviços – publicidade -, contrata um terceiro para criar um website
para sua casa de prostituição ou agência rufianista virtual. Este terceiro presta apenas um
serviço – criação de website - e não tem qualquer envolvimento fixo com o proprietário.
A primeira pergunta a se fazer é se este terceiro prestador de serviço é passível de
responsabilização penal (qualquer tipo) ou não é.
O argumento possível para absolvição deste prestador de serviço é a utilização da
teoria do risco permitido e risco proibido, utilizando a tradicional analogia da hesitação do
padeiro em vender um pão, a saber que o comprador quer envenená-lo13, ou do taxista que
leva um passageiro que pretende assassinar uma pessoa. Ora, há uma diferença estrutural
13
CARVALHO, M. T. R. Síntese da Teoria da Imputação Objetiva no Direito Penal. Conteúdo Jurídico,
Brasília,
fev.
2011.
Disponivel
em:
<http://www.conteudojuridico.com.br/?colunas&colunista=18240_&ver=862>. Acesso em: 15 abr. 2013.
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entre o padeiro que vende um pão que supostamente será envenenado e um webmaster
que cria um site de facilitação de prostituição. No segundo caso, não há “supostamente”.
No mesmo momento que o webmaster cria o website, eis simultaneamente o crime do
artigo 228 do nosso Código Penal efetivado. A facilitação é atingida no mesmo momento
que o prestador de serviço completa o trabalho para o qual foi contratado. Como pode
haver questão de risco em um crime cuja efetivação é total? Não pode, logicamente, se
tratar de questão de risco, quando a participação do webmaster torna o risco existente,
visto que este efetiva o crime plenamente com sua prestação de serviço.
Logo, conclui-se preliminarmente que o webmaster prestador de serviço neste caso
não pode ser absolvido. Então, dentre as possibilidades de autoria e participação, qual
seria a mais precisa para o webmaster aqui descrito? Vejamos.
Para o critério de identificação de autoria e participação, utilizamos a teoria do
domínio do fato, defendida pelo jurista alemão Hans Welzen, sendo a teoria mais moderna
e
aceita
pelos
doutrinadores
hodiernos
14
.
Segundo
esta
teoria,
autores
não
necessariamente precisam cometer o ato tipificado, e partícipes não necessariamente
carecem de não o fazer. Na verdade, a teoria do domínio do fato se guia mais pela eficácia
do controle da situação do que com o critério meramente objetivo de tipificação ou não da
conduta. Adicionamos, ainda, que a teoria do domínio do fato, ao sintetizar critérios
objetivos e subjetivos, se torna a teoria mais correta e acertada para explicar a
identificação da autoria e participação.
O autor, por sua vez, é aquele participante que tem domínio final do fato, o que
consegue efetivar sua volição ilícita15, neste caso, o proprietário, que efetivou sua vontade
de facilitação da exploração sexual. O proprietário, mandante e contratante é o autor e
senhor do fato a partir do momento que sua vontade se confirma no fato. 16 Neste caso
estudado em particular, no exato momento que o website é criado, realiza-se a
facilitação, e o proprietário perfaz seu talante. Ele é o determinador de sua ocorrência,
determina seu modo de realização, institui quando começar e inclusive pode interromper
seu processo. A figura do proprietário se identifica com o autor.
Logo, se o autor é o dominador do fato, ao partícipe fica a figura de coadjuvante. O
partícipe é figura coadjuvante, lateral, e apenas empresta colaboração, em um
14
GALVÃO, Fernando. Direito Penal: Parte Geral. Belo Horizonte: Del Rey, 2007, p. 429.
WESSEL, Johannes. Direito Penal: Parte Geral. Porto Alegre: Sérgio A Fabris, 1976, p. 120.
16
WELZEL, Hans. Derecho Penal Alemán. Santiago: Juridica de Chille, 2002, p. 145.
15
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acontecimento dirigido pelo autor. Nestes termos, a figura do webmaster prestador de
serviço se identifica com o partícipe.
Dessa forma, é considerado que, em um procedimento de dosimetria da pena, o
webmaster figuraria como partícipe. De acordo com a doutrina17, a possível pena de um
partícipe é regulamentada pelo artigo 29, § 1º., do Código Penal pátrio. Neste contexto, o
webmaster prestador de serviço do caso aqui explorado – sendo site de casa de
prostituição ou agência rufianista virtual – poderia ser condenado pelo artigo 228 do Código
Penal (dois a cinco anos), com o atenuante previsto no artigo 29: a redução de um sexto a
um terço da pena, e multa.
CONCLUSÃO
Uma vez caracterizado o conceito de exploração sexual, conseguimos
definir quais os sites desta modalidade figurariam ilegais ou não. Prostíbulo ou site
de prostíbulo, ambos tem o mesmo cerne fundamental da exploração sexual, e logo
tais tipos subsumem-se no mesmo artigo. Apesar do aspecto inovador das novas
representações do crime nas novas mídias, é possível subsumir as novas
manifestações nas velhas formas. E com base na teoria do domínio do fato,
verificamos
que
a
figura
contemporânea
do
webmaster
é
passível
de
responsabilização penal em todos os tipos ilegais. Tal responsabilização também se
varia pelo espectro previsto de maior ou menor participação, que classificamos de
acordo com o envolvimento no esquema de exploração sexual.
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