ABNT NBR 17075 2022 - Inspeção Transporte Escolar - Com Notas
ABNT NBR 17075 2022 - Inspeção Transporte Escolar - Com Notas
ABNT NBR 17075 2022 - Inspeção Transporte Escolar - Com Notas
601/0001-50
Número de referência
ABNT NBR 17075:2022
22 páginas
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Sumário Página
Prefácio.................................................................................................................................................v
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................2
4 Requisitos............................................................................................................................3
4.1 Requisitos básicos..............................................................................................................3
4.2 Requisitos específicos.......................................................................................................4
4.2.1 Documentação e registro...................................................................................................4
4.2.2 Equipamentos obrigatórios e proibidos, sistemas e componentes do veículo............4
4.2.3 Local de inspeção...............................................................................................................5
5 Reprovação do veículo.......................................................................................................6
6 Aprovação do veículo.........................................................................................................6
Anexo A (informativo) Modelo de lista de verificação para inspeção de veículos
para transporte escolar......................................................................................................7
Anexo B (normativo) Procedimento para verificação da orientação de fachos de luz
de faróis baixos de veículos rodoviários........................................................................12
B.1 Princípio.............................................................................................................................12
B.2 Aparelhagem......................................................................................................................12
B.3 Área de ensaio...................................................................................................................12
B.4 Verificação do farol com o uso de uma parede (tela distante).....................................13
B.4.1 Introdução..........................................................................................................................13
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Figuras
Figura B.1 – Projeção do faixo luminoso.........................................................................................13
Figura B.2 – Marcação do centro geométrico.................................................................................14
Figura B.3 – Medições.......................................................................................................................14
Figura B.4 – Geometria da medição da inclinação dos faróis.......................................................15
Figura C.1 – Ilustração da inclinação da rampa..............................................................................19
Tabelas
Tabela C.1 – Distâncias de frenagem...............................................................................................18
Tabela C.2 – Referência de deslocamento lateral de frenagem.....................................................18
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Prefácio
A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).
Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.
Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.
A ABNT NBR 17075 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Transportes e Tráfego (ABNT/CB-016), pela
Comissão de Estudo de Inspeção de Segurança Veicular (CE-016:800.001). O Projeto circulou em
Consulta Nacional conforme Edital nº 10, de 05.10.2022 a 03.11.2022.
Scope
This Standard establishes the requirements for carrying out the safety inspection on vehicles intended
for the transport of schoolchildren, including the principles, obligations, specifications, equipment, human
resources, the place where the inspection is carried out and the basic controls that apply to inspection.
This Standard applies only to vehicles with a classification permitted by traffic legislation.
1 Escopo
Esta Norma estabelece os requisitos para inspeção de segurança em veículos para transporte escolar,
incluindo os princípios, as obrigações, as especificações e os controles básicos, que se aplicam
à estrutura das estações de inspeção, equipamentos e recursos humanos envolvidos.
Esta Norma se aplica somente aos veículos com classificação permitida pela legislação de trânsito.
2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais,
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento
(incluindo emendas).
ABNT NBR 13776, Veículos rodoviários automotores, seus rebocados e combinados – Classificação
ABNT NBR 14040-1, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 1: Diretrizes
básicas
ABNT NBR 14040-2, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 2:
Conformidade cadastral
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ABNT NBR 14040-3, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 3:
Equipamentos obrigatórios e proibidos
ABNT NBR 14040-4, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 4: Sinalização
ABNT NBR 14040-5, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 5: Iluminação
ABNT NBR 14040-6, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 6: Freios
ABNT NBR 14040-7, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 7: Direção
ABNT NBR 14040-8, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 8: Eixos
e suspensão
ABNT NBR 14040-9, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 9: Pneus
e rodas
ABNT NBR 14040-10, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 10: Sistemas
e componentes complementares
ABNT NBR 14040-11, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 11: Estação
de inspeção de segurança veicular
3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 14040-1 e
ABNT NBR 14040-11, e os seguintes.
3.1
direção do veículo
direção paralela ao plano de referência e ao plano longitudinal mediano do veículo colocado no piso
da área de ensaio
3.2
inspeção
processo de avaliação visual e instrumentalizada de um veículo, abrangendo os equipamentos obrigatórios
estabelecidos pela legislação de trânsito e ambiental, sua estrutura, sistemas e componentes de
segurança, efetuado no ambiente de um local de inspeção, com resultados rastreáveis, realizado por
inspetores qualificados e habilitados, com equipamentos e instrumentos apropriados e calibrados,
com a finalidade de constatar o atendimento aos requisitos estabelecidos na legislação de trânsito
e ambiental e na normalização existente, para que seja permitida, ou não, a sua circulação
3.3
inspeção em pista
processo de inspeção realizado de forma precária em local de inspeção que não seja uma estação
de inspeção
3.4
laudo de aprovação da inspeção
documento emitido após a aprovação do veículo, que atesta a conformidade com esta Norma
3.5
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3.6
local de inspeção
ambiente apropriado e seguro, devidamente autorizado pelo órgão competente, dotado de condições
mínimas para a execução da inspeção
3.7
lotação
carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta
3.8
manual de procedimentos operacionais
documento que descreve as práticas e metodologias adotadas em um local de inspeção de segurança
veicular
3.9
piso da área de ensaio
área delimitada em que os veículos são colocados para medir, regular ou verificar a orientação dos
fachos de luz emitidos pelos faróis baixos dianteiros
3.10
pista
área delimitada e controlada em que os veículos realizam os ensaios
3.11
plano de referência
plano que caracteriza o piso da área de ensaio
3.12
relatório de não conformidade
documento que registra os defeitos encontrados no veículo após a realização da inspeção do veículo
3.13
tela-alvo
tela, painel ou parede em que o padrão do facho do farol dianteiro pode ser observado
3.14
transporte escolar
serviço prestado por veículos com classificação permitida pela legislação de trânsito, destinados à
condução coletiva de escolares, para fins de circulação nas vias urbanas e rurais, seguindo os requisitos
específicos estabelecidos pela legislação de trânsito
3.15
treinamento em inspeção de segurança para veículos de transporte escolar
treinamento que fornece conhecimentos e habilidades necessários para efetuar este tipo de inspeção
4 Requisitos
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A inspeção de segurança veicular em veículos para transporte escolar tem como princípios básicos:
d) ser efetuada, alternativamente, em espaços ou vias, em que o local de inspeção tenha autorização
do respectivo responsável;
e) ser efetuada por empresas, pessoas ou entidades independentes e imparciais que não possam
ser beneficiadas ou que tenham qualquer outro conflito de interesse no seu resultado;
f) abranger apenas veículos leves e pesados, classificados conforme a ABNT NBR 13776;
i) ser aprovada por responsável técnico competente habilitado, conforme a legislação vigente;
k) ser realizada com o veículo em condições de limpeza que possibilitem a observação da estrutura,
sistemas, componentes e conformidade cadastral.
l) Após encerrada a inspeção, deve ser dado acesso público a ela ou devem ser divulgadas informações
apropriadas e oportunas sobre o seu resultado e sobre o laudo, a fim de obter confiança na
integridade e credibilidade da inspeção. Quando o poder público disponibilizar um canal específico
de consulta, este deve ser utilizado prioritariamente.
4.2.1.2 Verificar a conformidade cadastral de acordo com a ABNT NBR 14040-2 e a classificação
e o tipo de veículo, que devem estar em conformidade com a legislação de trânsito.
4.2.2.1 Verificar os equipamentos obrigatórios e proibidos de acordo com a ABNT NBR 14040-3 e
os itens específicos listados a seguir:
4.2.2.2 Verificar o sistema de sinalização de acordo com a ABNT NBR 14040-4 e os itens listados
a seguir:
a) as lanternas de luz branca ou âmbar devem estar dispostas na extremidade superior dianteira
e as lanternas de luz vermelha dispostas na extremidade superior da parte traseira, conforme a
legislação de trânsito [1];
b) as lanternas devem ser ativadas e desativadas com emissão de luz intermitente (piscar
alternadamente entre os lados direito e esquerdo), automaticamente, com a abertura e fechamento
das portas para entrada e saída dos passageiros (escolares) no veículo, conforme a legislação
de trânsito.
No caso de o local de inspeção não dispor de regloscópio, o inspetor deve proceder conforme o Anexo A.
No caso de o local de inspeção não dispor de frenômetro, o inspetor deve proceder conforme o Anexo B.
4.2.2.8 Verificar os sistemas e componentes complementares, de acordo com a ABNT NBR 14040-10
e com o listado em 4.2.2.8.1 a 4.2.2.8.6.
4.2.2.8.2 Verificar a lotação do veículo. A lotação verificada fisicamente no veículo deve ser a mesma
que a informada no CRLV.
4.2.2.8.5 Verificar a existência e o funcionamento de dispositivo que impeça que as janelas, exceto
as do condutor e do acompanhante, abram mais do que o estabelecido pela legislação de trânsito.
4.2.3.1 O local de inspeção deve atender aos requisitos da ABNT NBR 14040-11.
4.2.3.2 No caso de município com indisponibilidade de instalações previstas na ABNT NBR 14040-11,
as inspeções:
a) podem ser realizadas com frenômetro e placa de desvio lateral do tipo móvel;
5 Reprovação do veículo
5.1 Para os veículos em que forem constatados defeitos, deve ser gerado um relatório de não
conformidade (RNC), em duas vias, com a relação dos itens reprovados.
5.2 Deve ser fornecida uma via do RNC para o proprietário ou o condutor do veículo, para a correção
dos itens reprovados, e outra para ser arquivada pelo executor do serviço de inspeção.
6 Aprovação do veículo
6.1 Para os veículos aprovados na inspeção veicular, deve ser gerado um laudo de aprovação em
inspeção (LAI), em duas vias.
6.2 Deve ser fornecida uma via do LAI para o proprietário ou o condutor do veículo e outra para
ser arquivada pelo executor do serviço de inspeção.
6.3 A lista de verificação constante no LAI deve ter campo para registro dos equipamentos utilizados
para fazer as medições, tipo de equipamento utilizado, sua rastreabilidade, número do certificado
de calibração (por laboratórios acreditados) e sua validade.
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Anexo A
(informativo)
Não
Aprovado Reprovado
Caracterização da amostra Medida aplicável
A R N/A
Quantidade de eixos:
Distância entre eixos: mm
Comprimento: mm
Largura externa: mm
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Não
Lista de verificação Aprovado Reprovado
aplicável
Código Grupo/Item/Defeito A R N/A
01 Conformidade cadastral
01 01 Informações do CRLV
01 02 Características do veículo
02 Equipamentos obrigatórios e proibidos
02 01 Para-choques
02 02 Espelhos retrovisores (quando aplicável)
02 03 Limpador e lavador de para-brisa
02 04 Para-sol
02 05 Velocímetro
02 06 Buzina
02 07 Cinto de segurança
02 08 Extintor de incêndio (quando aplicável)
02 09 Triângulo de segurança
02 10 Ferramentas
02 11 Estepe (quando aplicável)
02 13 Tacógrafo (quando aplicável)
Cinto de segurança da árvore de
02 14
transmissão (quando aplicável)
Lacres da bomba injetora (motores diesel)
02 15
(quando aplicável)
02 16 Dectetor de radar
02 17 Rodas fora do limite
02 18 Tanque suplementar não regulamentado
02 19 Farol traseiro
Luzes intermitentes de sinalização de veículo
02 20
de socorro
03 Sinalização
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07 01 Funcionamento da suspensão
07 02 Eixos
07 03 Elementos elásticos (molas)
Elementos absorvedores de energia
07 04
(amortecedores)
Elementos estruturais (braços, suportes e
07 05
tensores)
Elementos de articulação (articulação
07 06
esférica)
Elementos de regulagem (excêntricos,
07 07
calços, parafusos reguladores)
07 08 Elementos limitadores (batentes)
Elementos de fixação (grampos, porca,
07 09
parafusos, cupilhas e rebites)
Elementos complementares (estabilizadores)
07 10
(quando aplicável)
07 11 Suspensão pneumática
07 20 Ensaio dinâmico da suspensão
07 20 01 Alinhamento em pista
07 20 02 Isenção de ruídos, rangidos ou trepidação
07 20 03 Estabilidade
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08 Pneus e rodas
08 01 Marcações de conformidade dos pneus
08 02 Desgaste da banda de rodagem
08 03 Tamanho dos pneus
08 04 Simetria dos pneus e rodas
Sistemas e componentes
09
complementares
09 01 Portas e tampas
09 02 Vidros e janelas
09 03 Bancos
09 07 Carroçaria
09 08 Instalação elétrica e bateria
09 09 Chassi/estrutura do veículo
09 10 Motor/sistema de transmissão
09 11 Para-lamas
09 14 Sinalização de painel
09 20 Itens específicos de veículos escolares
Faixas laterais com a palavra "Escolar" em
09 20 01
desacordo com a legislação de trânsito.
Saídas de emergência em desacordo com a
09 20 02
legislação específica
Dispositivo de travamento interno das portas
09 20 03
inexistente ou com mau funcionamento
Abertura das janelas dos passageiros em
09 20 04
desacordo com a legislação específica
Dimensões dos bancos em desacordo com a
09 20 05
legislação específica
Distâncias entre bancos/dimensões do
09 20 06
corredor não conformes
Dispositivos de visão indireta inexistentes ou
09 20 07
em desacordo com a legislação específica
Acessibilidade em desacordo com a
09 20 08
legislação de trânsito
10 Motor
10 01 Sistema de admissão
10 02 Sistema de arrefecimento
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Equipamentos utilizados
Número de Certificado de Data da
Equipamento
série calibração calibração
Observações:
Local da inspeção:
Anexo B
(normativo)
B.1 Princípio
Este procedimento se destina à verificação da orientação de fachos de luz de faróis baixos de veículos
automotores rodoviários, excluindo motonetas e motocicletas.
B.2 Aparelhagem
A aparelhagem necessária para a realização da medição é a seguinte:
a) trena de 10 m;
b) goniômetro;
c) nível;
d) prumo;
B.3.2 A área de ensaio deve conter, para ser usada como tela-alvo distante, uma parede ou painel
perpendicular ao piso (com variação de ± 1 % na perpendicularidade em relação à pista de rolamento
e em relação ao solo), desde que satisfaça as seguintes condições:
a) a parede ou o painel devem possuir refletividade suficiente e iluminação ambiente baixa o bastante
para ser possível observar com clareza os fachos de luz na parede ou painel;
b) a altura da parede à frente do veículo deve ser de pelo menos 2 m e a largura de pelo menos 3 m.
B.3.3 A área de ensaio deve conter uma linha retilínea claramente marcada no solo, com
comprimento mínimo de 12 m mais o comprimento do veículo, perpendicular à parede ou painel, com
tolerância de ± 1 % na perpendicularidade.
B.4.1 Introdução
Quando se posiciona um veículo em frente a uma parede clara em um ambiente escuro, pode-se ver
que o facho de luz emitido pelo farol baixo desenha claramente uma linha horizontal do lado esquerdo
e uma linha inclinada para cima do lado direito.
Tanto o farol do lado esquerdo como o farol do lado direito têm a mesma geometria de iluminação,
ou seja, o facho de luz possui inclinação para cima do lado direito da pista, que é onde normalmente
estão fixadas as placas de sinalização de trânsito.
Na Figura B.1, onde um dos faróis foi coberto, pode-se notar claramente esse efeito: a parede fica
iluminada abaixo da linha horizontal e abaixo da linha inclinada, ficando sem iluminação na parte de
cima. O ponto de confluência da linha horizontal com a linha inclinada é o centro geométrico do farol.
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B.4.2.1 Localizar nos faróis uma marca que indique o seu centro geométrico. Se não existir essa
marcação, usar como referência o centro da lâmpada podendo-se fazer uma pequena marca com
caneta hidrográfica ou outro meio.
B.4.2.2 Dirigir o veículo para a área de ensaio acompanhando a linha perpendicular à parede e
suavemente encostar o veículo na parede.
B.4.2.3 Localizar na parede um ponto que fique exatamente na frente do centro geométrico do
farol esquerdo e marcar esse ponto na parede. Depois, com auxílio de um prumo ou outro dispositivo,
marcar na parede uma linha vertical, desde esse ponto até o solo (ver Figura B.2).
tg  = e/D
onde
e=H–h
D é a distância entre o centro geométrico do farol e a parede usada como tela distante, expressa
em centímetros (cm);
H é a altura do centro geométrico do farol baixo em relação ao solo, expressa em centímetros (cm);
h é a altura da região iluminada em relação ao solo (na região onde a faixa clara/escura é
paralela ao solo) , expressa em centímetros (cm);
Como exemplo, utilizando uma distância D de 10 m e sabendo-se que a inclinação do farol especificada pelo
fabricante é de 1,3% (tangente de Â), fazendo-se as contas apropriadas, encontra-se uma distância e de
13 cm, conforme demonstrado a seguir:
D = 10 m = 1 000 cm
tg  = 1,3 % = 0,013
tg  = e/D ou e = tg Â × D
Este procedimento envolve matemática simples, com utilização de semelhança de triângulos, então,
por exemplo, se um determinado farol apresentar a especificação de 1,2 % de inclinação e se estiver
sendo utilizada uma distância D = 10 m, a distância e é de 12 cm.
B.4.3 Verificação
B.4.3.1 Ligar os faróis, selecionar a opção farol baixo (posição neutra de regulagem de altura do
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B.4.3.2 Verificar as distâncias vertical e horizontal entre a marcação feita na parede e o centro
geométrico do farol projetado na parede (que é o ponto de confluência da linha horizontal com a linha
inclinada projetadas na parede).
B.4.3.3 Cobrir o farol esquerdo e repetir a verificação descrita em B.4.3.2 para o farol direito.
B.5.2 Procedimento análogo é adotado em relação à distância horizontal entre a marcação feita
na parede e o centro geométrico do farol projetado na parede, sendo admitida uma distância máxima
de ± 2 cm.
Anexo C
(normativo)
C.1 Princípio
Este procedimento se destina à inspeção em pista dos sistemas de freio, realizada de forma precária,
ou como avaliação complementar à inspeção instrumentalizada.
C.2.2 A pista para ensaios de frenagem deve estar isenta de detritos que possam influenciar
nos ensaios.
C.2.3 A pista para ensaios de frenagem deve ser pavimentada com asfalto. Os ensaios devem ser
realizados com o pavimento seco.
C.2.5 A pista para ensaios de frenagem deve conter uma linha retilínea claramente marcada no
solo, visível para o motorista, ao longo de toda a pista, como referência para aceleração e frenagem
do veículo durante os ensaios.
C.3.1.1 Os ensaios em pista devem ser autorizados pela autoridade com circunscrição sobre a via,
no caso de inspeções em vias públicas. O local de ensaio deve ser sinalizado e ter o acesso limitado
ao pessoal que realiza os serviços.
C.3.1.2 Avaliar se o veículo está em condições de segurança para a realização dos ensaios. Desta
forma, os sistemas de freios, suspensão e direção devem ter passado, previamente, por inspeção
visual, sem apresentar defeitos que possam comprometer a segurança.
C.3.1.3 Os pneus devem estar com a pressão verificada, conforme as especificações do fabricante.
C.3.2.1 Introdução
Os ensaios em pista têm o objetivo de substituir de forma precária os ensaios instrumentalizados nos
sistemas de freios, no caso de indisponibilidade dos instrumentos indicados na ABNT NBR 14040-11.
Os ensaios em pista devem ser realizados por profissional habilitado, com o auxílio de um inspetor
ou do próprio responsável técnico.
C.3.2.2 Aparelhagem
b) goniômetro ou similar, para averiguação da inclinação do plano para ensaios do sistema de freio
de estacionamento;
f) dispositivo para realização de fotos e vídeos, com aplicativo para inserção da posição
georreferenciada do local dos ensaios nas imagens, incluindo data, hora e minuto de cada ensaio;
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g) sistema informatizado para emissão do laudo, com possibilidade de integração com sistemas
de órgãos de trânsito.
C.3.3 Procedimentos
C.3.3.1.1 Procedimento
O veículo deve ser posicionado no início da pista e ser acelerado até atingir a velocidade especificada
na Tabela C.1, mantendo a velocidade estabilizada (sem aceleração).
Quando o eixo dianteiro do veículo passar pela marca ou balizador de início de frenagem, o inspetor
deve acionar o pedal de freio com intensidade máxima, sem que ocorra o travamento das rodas,
e mantê-lo acionado até a parada total do veículo.
Medir a distância da marca do início de frenagem até a posição do eixo dianteiro, quando o veículo
estiver totalmente imobilizado.
C.3.3.2.1 Procedimento
Posicionar o veículo alinhado sobre a faixa, com os pneus do lado esquerdo centralizados na faixa.
Soltar o volante.
Medir a posição do centro do pneu dianteiro esquerdo até o centro da faixa de referência.
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C.3.3.3.1 Procedimento
Posicionar o veículo em uma rampa de forma que a sua inclinação (ilustrada na Figura C.1), seja de
pelo menos 18 %, com o câmbio na posição neutra, e acionar o freio de estacionamento.
Após acionar o freio de estacionamento, liberar o freio de serviço. O veículo deve permanecer imobilizado
por um período de 1 min.
C.4 Registros
Os dados do veículo ensaiado e do inspetor, assim como os demais dados para registro da verificação
devem ser devidamente descritos na lista de verificação, apresentada no Anexo A.
Os ensaios dinâmicos devem ser filmados. As medidas de distância de frenagem, bem como o cálculo
da média, devem ser registrados.
Anexo D
(normativo)
D.1 Princípio
Este procedimento se destina à inspeção em pista dos sistemas de direção, realizada de forma
precária, ou à avaliação complementar à inspeção instrumentalizada.
D.4.1 Introdução
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Os ensaios em pista têm o objetivo de substituir de forma precária os instrumentalizados nos sistemas
de direção, no caso de indisponibilidade dos instrumentos indicados na ABNT NBR 14040-11.
Os ensaios em pista devem ser realizados por profissional habilitado, com o auxílio de um inspetor
ou do próprio responsável técnico.
D.4.2 Aparelhagem
Verificar o sistema de direção quanto ao seu funcionamento, não podendo ocorrer ruídos, rangidos
no manuseio ou trepidações, nem desalinhamento em pista. O veículo não pode ter tendência a derivar
para os lados.
D.7 Registros
Os dados do veículo ensaiado e do inspetor, assim como os demais dados para registro da verificação
devem ser devidamente descritos na lista de verificação apresentada no Anexo A.
Os ensaios dinâmicos devem ser filmados. As medidas de desvio lateral, bem como o cálculo da
média, devem ser registrados.
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Bibliografia
[1] Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
[4] ABNT NBR 10966-2, Veículos rodoviários automotores – Sistema de freio – Parte 2: Ensaios
de frenagem e desempenho para veículos das categorias M, N e O
[5] ABNT NBR 14022, Acessibilidade em veículos de características urbanas para o transporte
coletivo de passageiros
[6] ABNT NBR 14040-12, Inspeção de segurança veicular – Veículos leves e pesados – Parte 12:
Qualificação de inspetor de segurança veicular
[7] ABNT NBR 14624, Inspeção técnica veicular – Codificação dos itens de inspeção
[8] ABNT NBR 15320, Acessibilidade em veículos de categoria M3 com características rodoviárias
para o transporte coletivo de passageiros – Parâmetros e critérios técnicos
[9] ABNT NBR 15570, Fabricação de veículos acessíveis de categoria M3 com características
urbanas para transporte coletivo de passageiros — Especificações técnicas
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[10] ISO 10604, Road vehicles – Measurement equipment for orientation of headlamp luminous beams