Aspectos Introdutorios 2022
Aspectos Introdutorios 2022
Aspectos Introdutorios 2022
Aspectos Introdutórios
Ano Lectivo 2022/2023
1. A necessidade de informação financeira credível
2. As asserções subjacentes às demonstrações financeiras
3. Estrutura conceptual dos trabalhos de asseguração
4. Objecto e Objectivo da auditoria financeira
5. O processo de Auditoria
✓ Explanar a importância da informação financeira para a tomada de decisões
económicas;
✓ Distinguir entre objecto e objectivo de auditoria;
✓ Relacionar as asserções subjacentes às demonstrações financeiras com a
auditoria;
✓ Compreender o processo de Auditoria ;
✓ Todo e qualquer tipo de informação deve ser credível de forma a que as pessoas a quem
a mesma se destina possam dela tirar conclusões idóneas.
✓ Este aspecto assume maior importância para a informação financeira produzida pelas
empresas uma vez que a mesma vai ser interpretada por uma vasta gama de
destinatários.
✓ Relevância
✓ A informação é relevante quando se torna necessária para a tomada de decisões por
parte dos utentes.
✓ A relevância influência as decisões económicas dos utentes ao ajudá-los a:
✓ Avaliar os acontecimentos passados, presentes ou futuros ou;
✓ Confirmar, ou corrigir as suas avaliações passadas.
✓ Fiabilidade
✓ A informação é fiável na medida em que não enferme de erros materiais e de
preconceitos, devendo para tal:
✓ Representar fidedignamente os resultados e a posição financeira da entidade;
✓ Reflectir a substância económica das operações e outros acontecimentos e não
meramente a sua forma legal;
✓ Ser neutra, isto é, não influenciar uma tomada de decisão ou o exercício de um juízo a
fim de atingir um resultado ou efeito pré-determinado;
✓ Materialidade
✓ A informação é considerada material se a sua omissão puder influenciar a decisão
económica dos utentes baseada nas dfs.
✓ A materialidade depende do tamanho e da natureza de cada item avaliados nas
circunstâncias particulares da sua omissão.
✓ Uma divulgação, mesmo que prevista neste plano, não necessita de ser efectuada se a
informação daí resultante for imaterial.
✓ Não compensação de saldos
✓ Não devem ser efectuadas compensações de saldos entre activos e passivos.
✓ A apresentação de rubricas, no Balanço pelo seu valor líquido de amortizações e
provisões não é considerada uma compensação de saldos.
✓ Podem ser efectuadas compensações de saldos entre itens de custos e proveitos
apenas se os ganhos, perdas e despesas relacionadas resultantes de uma mesma
operação ou de uma operação similar não for material ou ainda nos seguintes casos:
✓ Ganhos e perdas na venda de activos não correntes os quais são relatados pela
diferença entre o proveito da venda e o valor contabilístico do activo e respectivas
despesas de venda.
✓ Despesas recuperadas através de um contrato com uma terceira entidade (ex:
sub-arrendamento), as quais são relatadas pelo valor líquido dos proveitos
obtidos.
✓ Comparabilidade
✓ De forma que a informação possa ser útil aos utentes estes deverão ficar habilitados a:
✓ a) Efectuar análises comparativas para identificar tendências na posição financeira da
entidade e no resultado das suas operações:
✓ Por esta razão, para todos os valores contidos nas Demonstrações financeiras,
devem ser apresentados os correspondentes valores comparativos do período
precedente.
✓ Informação qualitativa do período precedente deve igualmente ser divulgada
sempre que for considerada relevante para a compreensão das Demonstrações
financeiras do período corrente.
✓ Quando a apresentação ou classificação de um item nas demonstrações
financeiras forem alteradas, deverão ser divulgadas a razão para a alteração e a
natureza das alterações que deveriam ser efectuadas na informação do período
precedente para que as informações fossem comparáveis.
✓ b) Efectuar comparações entre entidades:
✓ Por esta razão devem ser divulgadas as políticas contabilísticas usadas na
preparação das dfs.
✓ Critério geral
✓ Reconhecimento é o processo de incorporar no Balanço e na Demonstração de
resultados um elemento que satisfaça a definição de uma classe e as condições para
o seu reconhecimento.
✓ Um elemento que satisfaça a definição de uma classe deve ser reconhecido se forem
satisfeitas as seguintes condições:
✓ For provável que qualquer benefício económico futuro, associado com o elemento,
flua para, ou da, empresa;
✓ Seu custo ou valor poder ser quantificado com fiabilidade.
✓ Trespasse
✓ Só devem ser reconhecidos como trespasses os encargos que representem um
pagamento feito em antecipação de benefícios económicos futuros e que surjam de
uma aquisição que:
✓ Constitua uma actividade comercial e, simultanêamente.
✓ Resulte na continuação de uma actividade anteriormente exercida.
✓ Exista um mercado para o produto ou processo ou, se for para ser usado
internamente e não para ser vendido, a sua utilidade para a empresa puder ser
demonstrada.
✓ Erros
✓ A correcção de erros na preparação de Demonstrações financeiras de um ou mais
períodos anteriores que sejam descobertos no período corrente deve ser reconhecida
nos resultados líquidos do período corrente, excepto se reunirem as características
para serem considerados erros fundamentais.
✓ A correcção de erros fundamentais deverá ser reconhecida nos resultados
transitados de exercícios anteriores.
✓ Alterações de estimativas contabilísticas
✓ Valor realizável (de liquidação): Valor de realização dos activos e de liquidação dos
passivos.
✓ Os activos são registados pela quantia de dinheiro e seus equivalentes que possa ser
correntemente obtida ao vender o activo numa alienação ordenada.
✓ Os passivos são registados pelos seus valores de liquidação isto é, quantias não
descontadas de dinheiro e equivalentes que se espera sejam pagas para satisfazer os
passivos no decurso normal dos negócios.
✓ Valor presente (actual): Valor descontado dos futuros fluxos de caixa.
✓ Os activos são registados pelo valor presente descontado dos futuros influxos
líquidos de caixa que se espera que o elemento gere no decurso normal dos
negócios.
✓ Os passivos são registados pelo valor presente descontado dos futuros exfluxos
líquidos, de caixa que se espera que sejam necessários para liquidar os passivos no
decurso normal dos negócios.
✓ A base de valorimetria global é o custo histórico, que não tem em atenção:
✓ As variações a nível geral de preços;
✓ As variações nos preços específicos dos activos detidos.
✓ Contudo, em circunstâncias particulares é permitido o uso de outras bases de
valorimetria, como por exemplo:
✓ Custo corrente, para as imobilizações corpóreas.
✓ Valor realizável, para os inventários.
✓ Transacções em moeda estrangeira
✓ As transacções em moeda estrangeira devem ser valorizadas na moeda de relato.
✓ No momento do reconhecimento inicial, as transacções em moeda estrangeira são
valorizadas na moeda de relato determinada pela aplicação, à quantia de moeda
estrangeira,
✓ Taxa de câmbio entre a moeda estrangeira e a moeda de relato à data da
transacção.
✓ Na data de relato, as transacções em moeda estrangeira são valorizadas na moeda
de relato da seguinte forma:
✓ Pelo valor histórico (valorização do reconhecimento inicial), no caso de activos
monetários em que o câmbio tenha sido previamente fixado.
✓ Pelo valor histórico (valorização do reconhecimento inicial), no caso de activos
não monetários aos quais, na data do reconhecimento inicial, tenha sido
atribuído um justo valor em moeda estrangeira.
✓ Pela taxa de fecho determinada pela aplicação, à quantia da moeda estrangeira,
da taxa de câmbio à data de fecho entre a moeda estrangeira e a moeda de
relato, no caso de activos monetários cujo câmbio não esteja previamente
fixado.
✓ Imobilizações corpóreas:
✓ As imobilizações corpóreas devem ser valorizadas ao custo de reconhecimento inicial ou
ao custo revalorizado, líquido das correspondentes amortizações.
✓ O custo, no reconhecimento inicial, pode ter as seguintes vertentes:
✓ Custo de aquisição, para bens adquiridos ao exterior.
✓ O custo de aquisição engloba:
✓ O preço de compra.
✓ Os gastos suportados directa ou indirectamente para colocarem o bem em
condições de utilização.
✓ Durante o período em que o imobilizado se encontrar em curso, poderão ainda ser
acrescidos ao custo de aquisição os seguintes custos:
✓ As diferenças de câmbio provenientes dos custos relacionados com a aquisição
do bem.
✓ Os encargos financeiros provenientes de financiamentos relacionados com a
aquisição do bem, se tal for considerado adequado e se mostrar consistente.
✓ O custo de produção engloba:
✓ Os custos de materiais e serviços utilizados.
✓ Os custos com o pessoal envolvido na produção do bem.
✓ A depreciação dos activos fixos tangíveis que foram usados na produção do bem.
✓ Os gastos gerais de produção relacionados com a produção do bem, que não sejam
custos administrativos.
✓ Durante o período em que o imobilizado se encontrar em curso, poderão ainda ser
acrescidas ao custo de produção os seguintes custos:
✓ As diferenças de câmbio provenientes dos custos relacionados com a produção do
bem.
✓ Os encargos financeiros provenientes de financiamentos relacionados com a
produção do bem, se tal for considerado adequado e se mostrar consistente.
✓ Custo corrente, para bens recebidos através de doação.
✓ O custo revalorizado, de utilização opcional, tem por objectivo actualizar :
✓ O valor de reconhecimento inicial do bem para o seu justo valor (custo corrente ou
custo de realização) na data da revalorização.
✓ O justo valor pode ser deter minado usando uma das seguintes formas:
✓ Actualização do custo e respectivas amortizações acumuladas mediante a
aplicação de índices que reflictam a perda de poder aquisitivo da moeda.
✓ Avaliação, com base no valor de mercado, realizada por avaliadores qualificados
independentes.
✓ As amortizações podem ter as seguintes vertentes:
✓ Amortizações sistemáticas baseadas na vida útil dos bens, destinadas a reflectir a
perda dos benefícios económicos decorrentes do uso, da inactividade ou da
passagem do tempo.
✓ Estas amortizações são calculadas apenas para bens depreciáveis e tendo em atenção:
✓ A quantia depreciável do bem.
✓ A vida útil esperada do bem.
✓ O método mais adequado para reflectir o modelo pelo qual os benefícios económicos
deste bem sejam consumidos.
✓ Amortizações extraordinárias destinadas a reduzir o valor dos bens para o seu valor
recuperável quando haja diminuição de valor na quantia pela qual os bens se
encontram registados.
✓ Estas amortizações devem ser revertidas se cessarem os motivos que a originaram
✓ Imobilizações incorpóreas:
✓ Os critérios valorimétricos específicos a adoptar na valorimetria das imobilizações
incorpóreas são, com as necessárias adaptações, iguais aos critérios definidos para a
valorimetria das imobilizações corpóreas.
✓ Destacam-se como situações particulares as seguintes:
✓ Despesas de investigação e desenvolvimento:
✓ O período de amortização não deve exceder cinco anos.
✓ Trespasses:
✓ O período de amortização não deve exceder cinco anos, a menos que o período mais
dilatado se justifique e desde que este não exceda o período de uso útil.
✓ O método de depreciação a usar deverá ser o das quotas constantes, a menos que outro
seja mais apropriado nas circunstâncias.
✓ As amortizações extraordinárias não devem ser revertidas ainda que cessem os motivos
que as originaram
✓ Investimentos financeiros:
✓ Os investimentos financeiros devem ser valorizados aos custos de reconhecimento
inicial, líquido das correspondentes provisões ou amortizações destinadas a garantir
que o custo não excede o valor de realização.
✓ Agricultura.
✓ Pecuária.
✓ Silvicultura.
✓ Pesca.
✓ Extracção.
✓ Primeiro entrado, primeiro saído (FIFO — «first in first out») ou custo médio, como
métodos preferenciais, para casos em que não possa ser usado o custo de
identificação específica.
✓ Último entrado, primeiro saído (LIFO — «last in first out»), como método alternativo.
✓ O valor realizável líquido deve ser usado quando o valor do custo não puder ser
recuperável pelo uso ou pela venda.
✓ Preços gerais de venda, para as restantes existências nos casos em que o respectivo
custo for superior ao seu esperado valor de realização.
✓ Os ajustamentos para o valor realizável líquido devem ser reconhecidos através da
criação de uma provisão para depreciação de existências excepto nos casos em que o
custo tenha sido medido e reconhecido pelos seguintes critérios de reconhecimento:
✓ Método do retalho.
✓ Percentagem de acabamento
✓ Este método só deve ser utilizado se o desfecho do contrato puder ser fiavelmente
estimado.
✓ Contrato completado
✓ Este método deverá ser utilizado apenas quando não seja possível usar o método
da percentagem de acabamento.
✓ Qualquer que seja o método utilizado, quando for provável que os custos totais
excedam os proveitos totais, o respectivo prejuízo deve ser reconhecido imediatamente
como um gasto, através da criação de uma provisão para depreciação de existências ou
para outros riscos e encargos, independentemente:
Opinião
6. (k) Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima
apresentam de forma apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a
posição financeira de (do/da)-----------------(b) em…..(c) e o seu desempenho
financeiro e fluxos de caixa relativos ao exercício findo naquela data, em conformidade
com os princípios contabilisticos.(OCPCA)
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma
apropriada, em todos os aspectos materiais, a (ou dão uma imagem verdadeira e
apropriada da) posição financeira da Sociedade ABC e das suas subsidiárias em 31 de
Dezembro de 20X1 e o (ou do) seu desempenho financeiro e fluxos de caixa relativos ao
exercício findo naquela data de acordo com as Normas Internacionais de Relato
Financeiro.
✓ Os procedimentos relacionados com a obtenção da prova para expressar este tipo de
conclusão incluem, entre outros:
✓ (a) Procedimentos de avaliação do risco; e
✓ (b) Procedimentos de auditoria adicionais, que compreendem:
✓ (i) Testes aos controlos, quando exigidos pelas ISA ou quando o auditor decidir
aplicá-los; e
✓ Os testes aos controlos são concebidos para avaliar a eficácia operacional dos
controlos na prevenção ou na detecção e correcção de distorções materiais ao
nível de asserção. A concepção de testes aos controlos para obter prova de
auditoria relevante inclui a:
✓ Identificação das condições (características ou atributos) que indicam a
execução de um controlo e as;
✓ Condições de desvio que indicam um afastamento da execução adequada. A
presença ou ausência dessas condições pode então ser testada pelo auditor.
✓ (ii)Procedimentos substantivos, incluindo testes de detalhe e procedimentos
analíticos substantivos.
✓ Os procedimentos substantivos são concebidos para detectar distorções materiais
ao nível de asserção. Compreendem testes de detalhe e procedimentos analíticos
substantivos. Conceber procedimentos substantivos inclui a identificação de
condições relevantes para a finalidade do teste que constituem uma distorção na
asserção relevante
✓ Trabalhos de asseguração limitada(moderada): cujo objectivo é uma redução no risco do
trabalho de asseguração a um nível que seja aceitável nas circunstâncias do trabalho,
mas onde tal risco seja maior que para um trabalho de asseguração razoável, como base
para uma forma negativa de expressão da conclusão do profissional. Os trabalhos de
asseguração limitada relativos a informação financeira histórica denominam-se revisões.
✓ O tipo de prova a obter para se poder expressar este tipo de conclusão é, portanto,
substancialmente diferente (menor) do que se referiu anteriormente, limitando-se os
auditores a realizarem procedimentos analíticos e indagações.
✓ Num trabalho de asseguração existem os seguintes 5 (cinco) elementos:
✓ Critérios adequados;
Responsabilidades do auditor]
Conduziremos a nossa auditoria de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria
(ISA). Essas normas exigem que cumpramos requisitos éticos e que planeemos e
executemos a auditoria para obter garantia razoável de fiabilidade sobre se as
demonstrações financeiras estão isentas de distorção material.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos para obter prova de auditoria acerca
das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras.
Os procedimentos seleccionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a
avaliação dos riscos de distorção material das demonstrações financeiras, devido a fraude
ou a erro.
Elaborar e obter o contrato de prestação de serviços de auditoria devidamente assinado
(Audit engagement letter)
Responsabilidades do auditor]
Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação dos princípios contabilísticos
usados e a razoabilidade das estimativas contabilísticas feitas pela gerência, bem como a
avaliação da apresentação global das demonstrações financeiras.
Devido às limitações inerentes a uma auditoria, juntamente com as limitações inerentes ao
controlo interno, existe inevitavelmente o risco de que algumas distorções materiais
possam não ser detectadas, mesmo que a auditoria seja devidamente planeada e executada
de acordo com as ISA.
Ao fazermos as nossas avaliações de risco, tomamos em consideração o controlo interno
relevante para a preparação das demonstrações financeiras, a fim de conceber
procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas circunstâncias, mas não com a
finalidade de expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo interno da entidade.
Porém, comunicar-vos-emos por escrito quaisquer deficiências significativas de controlo
interno relevantes para a auditoria das demonstrações financeiras que tenhamos
identificado durante a mesma.
Elaborar e obter o contrato de prestação de serviços de auditoria devidamente assinado
(Audit engagement letter)
[Relato]
[Inserir referência apropriada à forma e conteúdo esperados do relatório do auditor.]
A forma e o conteúdo do nosso relatório poderão ter de ser alterados à luz das conclusões
da nossa auditoria. Queiram assinar e devolver a cópia anexa desta carta para indicar o
vosso reconhecimento e aceitação dos termos relativos à nossa auditoria das
demonstrações financeiras, incluindo as nossas responsabilidades respectivas. XYZ & Co.
Tomámos conhecimento e concordamos em nome da Sociedade ABC (assinado)
...................... Nome e Título Data
Seleccionar a equipa para realizar a Auditoria
✓ A profissão de auditor pode ser exercida a nível individual ou em firmas de auditoria;
✓ Pessoal administrativo
✓ Seniores
✓ São os responsáveis da equipa na realização do trabalho de campo, distribuindo,
orientando e revendo a tarefa dos assistentes;
✓ Um sénior deverá estar preparado a orientar simultanêamente mais do que uma
equipa;
✓ È o principal responsável pela FP permanente dos assistentes durante a execução
dos trabalhos.
✓ Procedem o levantamento dos procedimentos contabilísticos e das medidas de
controlo interno
✓ Colaboram com os supervisores na elaboração dos programas de trabalho e, em
trabalhos de pequena ou média dimensão, dos relatórios e dos pareceres.
Seleccionar a equipa para realizar a Auditoria
✓ Pessoal técnico
✓ Assistentes
✓ Responsáveis pela execução do trabalho de campo, sobretudo a nível da abertura
dos mapas de trabalho, inspecções físicas e documentais, preparação de pedidos
de confirmações externas, análise dos movimentos e dos saldos das contas, ,
verificações de saldos aritméticos e conciliações de saldos das contas.
✓ Estas tarefas devem ser realizadas sob orientação directa dos seniores e com base
nos programas de trabalho
✓ Em empresas de pequena dimensão os assistentes podem ser responsabilizados
por tarefas que normalmente estão a cargo dos seniores.
Seleccionar a equipa para realizar a Auditoria
✓ Natureza da entidade
✓ Operações empresariais;
✓ Estrutura dos detentores de capital e governação;
✓ Investimentos;
✓ Financiamento;
✓ Relato financeiro;
Obter conhecimento da actividade económica do cliente
✓ Departamento de AI
✓ Administrador Executivo
✓ CI
✓ Compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adoptados numa
entidade para:
✓ (a) Salvaguarda dos seus activos;
✓ (b) Verificar a exactidão e fidedignidade dos seus dados contabilísticos
✓ © Promover a eficácia operacional e
✓ (d) Encorajar o cumprimento das politicas prescritas pelos gestores.
✓ É o processo concebido, implementado e mantido pelos responsáveis da governação,
pela gestão e outro pessoal, para proporcionar uma segurança razoável acerca da
consecução dos objectivos de uma entidade com vista a :
✓ Credibilidade do relato financeiro;
✓ Eficácia e eficiência das operações e
✓ Cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. (ISA 315)
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Ambiente de Controlo
✓ O ambiente de controlo compreende os seguintes elementos:
✓ (a) Comunicação e imposição de integridade e de valores éticos.
✓ A eficácia dos controlos não se pode sobrepor à integridade e valores éticos das
pessoas que os criam, administram e monitorizam. A integridade e o comportamento
ético são produto dos padrões éticos e de comportamento da entidade, da forma como
são comunicados e de como se lhes dá força na prática.
✓ A imposição de integridade e valores éticos inclui, por exemplo, as acções da gerência
para eliminar ou atenuar os incentivos ou tentações que possam levar o pessoal a
empreender acções desonestas, ilegais ou que não sejam éticas.
✓ A comunicação das políticas da entidade relativas à integridade e valores éticos pode
incluir a comunicação de padrões de comportamento ao pessoal através de políticas e
códigos de conduta e através do exemplo.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Ambiente de Controlo
✓ (b) Compromisso com a competência.
✓ A competência compreende o conhecimento e as qualidades necessárias para dar
cumprimento às tarefas que definem o trabalho do indivíduo.
✓ (c) Participação dos encarregados da governação.
✓ A sensibilização de uma entidade para o controlo é influenciada significativamente
pelos encarregados da governação. A importância das responsabilidades dos
encarregados da governação é reconhecida em códigos de práticas e outras leis e
regulamentos ou orientações produzidos para o benefício dos próprios encarregados
da governação. Outras responsabilidades dos encarregados da governação incluem a
supervisão da concepção e do funcionamento eficaz de procedimentos de denúncia e
o processo de revisão da eficácia do controlo interno da entidade.
✓ (d) Filosofia e estilo de actuação da gerência.
✓ A filosofia e o estilo de actuação da gerência compreendem uma grande variedade de
características. Por exemplo, as atitudes e acções da gerência em relação ao relato
financeiro podem manifestar-se através de uma selecção conservadora ou agressiva
de princípios contabilísticos alternativos existentes ou através da consciência e
conservadorismo com que são desenvolvidas as estimativas contabilísticas.
✓
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Ambiente de Controlo
✓ (e) Estrutura organizacional.
✓ Estabelecer uma estrutura organizacional relevante implica considerar as principais
áreas de autoridade e de responsabilidade e linhas apropriadas de relato. A
adequação da estrutura organizacional de uma entidade depende, em parte, da sua
dimensão e da natureza das suas actividades.
✓ (f) Atribuição de autoridade e de responsabilidade.
✓ A atribuição de autoridade e de responsabilidade pode incluir políticas relativas a
práticas de negócio apropriadas, aos conhecimentos e experiência do pessoal-chave
e aos recursos proporcionados para o cumprimento das diferentes funções. Além
disso, pode incluir políticas e comunicações com vista a assegurar que todo o pessoal
entende os objectivos da entidade, sabe como as suas acções individuais se inter-
relacionam e contribuem para esses objectivos e reconhece como e por quê serão
responsabilizados.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Processo da Entidade para Avaliação do Risco
✓ Para efeitos de relato financeiro, o processo da entidade para avaliação do risco inclui a:
✓ Forma como a gerência identifica os riscos de negócio relevantes para a preparação
de demonstrações financeiras de acordo com o referencial de relato financeiro
aplicável,
✓ Estima a sua importância,
✓ Avalia a probabilidade da sua ocorrência e
✓ Decide sobre as medidas de resposta e gestão desses riscos,
✓ bem como os respectivos resultados.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Processo da Entidade para Avaliação do Risco
✓ Por exemplo, o processo da entidade para avaliação do risco pode abordar a forma
como esta prevê a :
✓ Possibilidade de existirem transacções não registadas ou
✓ Identifica e analisa estimativas significativas registadas nas demonstrações
financeiras.
✓ Os riscos relevantes para um relato financeiro fiável incluem acontecimentos externos e
internos, transacções ou circunstâncias que possam ocorrer e que afectem
adversamente a capacidade da entidade para iniciar, registar, processar e relatar
informação financeira consistente com as asserções da gerência nas demonstrações
financeiras. A gerência pode lançar planos, programas ou medidas para abordar riscos
específicos, ou pode decidir aceitar um determinado risco por razões de custo ou outras
considerações.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Processo da Entidade para Avaliação do Risco
✓ Os riscos podem surgir ou alterar-se devido a circunstâncias como:
✓ Alterações no ambiente operacional.
✓ Alterações no ambiente regulador ou operacional podem resultar em alterações das
pressões competitivas e em riscos significativamente diferentes.
✓ Novo pessoal.
✓ O novo pessoal pode ter uma visão ou um entendimento diferentes do controlo
interno.
✓ Sistemas de informação novos ou reformulados.
✓ Alterações significativas e rápidas dos sistemas de informação podem alterar o risco
relativo ao controlo interno.
✓ Crescimento rápido
✓ A expansão significativa e rápida das operações pode afectar os controlos e aumentar
o risco de falhas nos controlos.
✓ Nova tecnologia
✓ A incorporação de novas tecnologias nos processos de produção ou nos sistemas de
informação pode alterar o risco associado ao controlo interno.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Processo da Entidade para Avaliação do Risco
✓ Novos modelos de negócio, produtos ou actividades.
✓ A entrada da entidade em novas áreas de negócio ou transacções relativamente às
quais a entidade tem pouca experiência pode introduzir novos riscos associados ao
controlo interno.
✓ Reestruturações empresariais.
✓ As reestruturações podem ser acompanhadas por reduções de pessoal e alterações
na supervisão e segregação de funções, que podem alterar o risco associado ao
controlo interno.
✓ Expansão de operações no estrangeiro.
✓ A expansão ou aquisição de unidades operacionais no estrangeiro traz consigo novos
riscos e, muitas vezes, riscos específicos que podem afectar o controlo interno, como
por exemplo riscos adicionais ou alterados decorrentes das transacções em moeda
estrangeira.
✓ Novas directrizes contabilísticas.
✓ A adopção de novos princípios contabilísticos ou a alteração de princípios
contabilísticos existentes pode afectar os riscos na preparação de demonstrações
financeiras
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Sistema de Informação Relevante para o Relato Financeiro, Incluindo os Respectivos
Processos de Negócio, e Comunicação
✓ Um sistema de informação é composto pela infra-estrutura (componentes físico e de
hardware) e software e por pessoas, procedimentos e dados.
✓ Muitos sistemas de informação fazem uso extensivo de tecnologias de informação (TI).
✓ O sistema de informação relevante para os objectivos de relato financeiro, que inclui o
sistema de relato financeiro, abrange métodos e registos que:
✓ Identificam e registam todas as transacções válidas.
✓ Descrevem em tempo oportuno as transacções com suficiente detalhe para permitir
uma classificação apropriada das transacções para efeitos do relato financeiro.
✓ Mensuram o valor das transacções de uma forma que permite registar o seu valor
monetário apropriado nas demonstrações financeiras.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CI
✓ Sistema de Informação Relevante para o Relato Financeiro, Incluindo os Respectivos
Processos de Negócio, e Comunicação
✓ Determinam o período em que ocorreram as transacções, a fim de permitir o seu
registo no período contabilístico apropriado.
✓ Apresentam apropriadamente as transacções e as respectivas divulgações nas
demonstrações financeiras.
✓ A qualidade da informação gerada pelo sistema afecta a capacidade da gerência para
tomar decisões apropriadas na gestão e controlo das actividades da entidade e para
preparar relatórios financeiros fiáveis.
✓ A comunicação, que inclui proporcionar um conhecimento das funções e
responsabilidades individuais respeitantes ao controlo interno do relato financeiro, pode
assumir a forma de manuais de políticas, manuais de contabilidade e de relato
financeiro e memorandos. A comunicação pode ainda ser feita electronicamente,
verbalmente ou através de acções da gerência.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CII
✓ Actividades de Controlo
✓ Em geral, as actividades de controlo que podem ser relevantes para uma auditoria
podem ser classificadas como políticas e procedimentos que respeitam a:
✓ Revisões de desempenho.
✓ Estas actividades de controlo incluem:
✓ Revisões e análises do desempenho real face a orçamentos,
✓ Previsões e ao desempenho do período anterior;
✓ A conjugação de diferentes conjuntos de informação – operacional ou financeira –
juntamente com análises das relações existentes e com medidas de investigação e de
correcção;
✓ A comparação da informação interna com fontes externas;
✓ A revisão do desempenho da função ou actividade.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CII
✓ Actividades de Controlo
✓ Processamento da informação.
✓ Os dois grandes grupos de actividades de controlo dos sistemas de informação são os:
✓ Controlos aplicacionais, que se aplicam ao processamento de aplicações informáticas
individuais, e os
✓ Verificação da correcção aritmética dos registos;
✓ A manutenção e revisão de contas e balancetes;
✓ Os controlos automáticos, como verificações de dados introduzidos e verificações de
sequências numéricas, e o acompanhamento manual de relatórios de excepção
✓ Controlos informáticos gerais, que são políticas e procedimentos que se relacionam com
muitas aplicações e apoiam o funcionamento eficaz dos controlos aplicacionais,
contribuindo para assegurar o funcionamento apropriado e contínuo dos sistemas de
informação.
✓ .
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CII
✓ Monitorização de Controlos
✓ Uma responsabilidade importante da gerência é a de estabelecer e manter o controlo
interno numa base permanente.
✓ A monitorização dos controlos pela gerência inclui considerar se estes:
✓ Estão a operar como pretendido e se
✓ São modificados de forma apropriada quando as condições se alteram.
✓ A monitorização de controlos pode incluir actividades como a.
✓ Verificação pela gerência de que as reconciliações bancárias estão a ser preparadas
em tempo oportuno;
✓ A avaliação pelos auditores internos do cumprimento pelo pessoal de vendas das
políticas da entidade relativas aos termos dos contratos de vendas;
✓ Supervisão pelo departamento jurídico do cumprimento das políticas da entidade em
termos de ética e de práticas de negócio.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CII
✓ Actividades de Controlo
✓ Monitorização de Controlos
✓ A monitorização é também efectuada para assegurar que os controlos continuem a
operar de forma eficaz ao longo do tempo.
✓ Por exemplo, se a frequência e o rigor das reconciliações bancárias não forem
monitorizados, é provável que o pessoal deixe de as preparar.
✓ Os auditores internos ou o pessoal que executa funções semelhantes podem contribuir
para a monitorização dos controlos de uma entidade por meio de avaliações separadas.
Geralmente, proporcionam com regularidade informação sobre o funcionamento do
controlo interno, dando considerável atenção à avaliação da sua eficácia e comunicando
informação sobre os pontos fortes e as deficiências no controlo interno e
recomendações para a sua melhoria.
✓ Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
✓ Componentes do CII
✓ Actividades de Controlo
✓ Monitorização de Controlos
✓ As actividades de monitorização podem incluir o uso de informação proveniente de
comunicações de entidades externas que possa indicar problemas ou evidenciar áreas
que necessitam de melhoria.
✓ Os clientes corroboram de forma implícita a facturação ao:
✓ Procederem ao pagamento das facturas ou ao
✓ Reclamar quanto aos débitos que lhes foram efectuados.
✓ Adicionalmente, os reguladores podem comunicar com a entidade em relação a matérias
que afectam o funcionamento do controlo interno, como por exemplo comunicações
respeitantes a inspecções efectuadas por agências reguladoras do sector bancário.
Igualmente, ao executar actividades de monitorização, a gerência pode considerar as
comunicações dos auditores externos relativas ao controlo interno
Obter conhecimento dos sistemas de informação e de controlo interno do cliente
Formas de recolher e de registar o sistema contabilístico e de CI
✓ Para o levantamento do sistema contabilístico e de controlo interno deverão começar
por analisar:
✓ Organigrama;
✓ Manual de descrição de funções;
✓ Os manuais de politicas e procedimentos contabilísticos e das medidas de CI;
✓ Quaisquer outras informações (ordens de serviços, comunicações internas, etc) que
de algum modo relacionem com os aspectos de CI administrativo e do controlo
contabilístico.
✓ Narrativas
✓ Fluxogramas
✓ Mista
Identificar as asserções subjacentes as Dfs:
✓ Asserções relativas a classes de transacções e a acontecimentos ocorridos durante o
período sob auditoria: